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30 outubro, 2023

DIAS, Vítor Manuel Lopes - NOTÍCIA HISTÓRICA DA INUMAÇÃO. 
[Por]...Secretário do Governo Civil do Porto
. [S.l.], Edição do Autor : Depositária: «Coimbra Editora, Lda.», 1963. In-4.º (23 cm) de 120 p. ; B.

1.ª edição.
Estudo histórico sobre o sepultamento.
"Ocupado nos últimos tempos com o estudo das questões jurídicas e de salubridade relativas aos cemitérios, a breve trecho me vi interessado em conhecer a atitude assumida pela humanidade para com os seus mortos.
E antecipadamente sabia que o assunto não era tão exclusiva ou fortemente tétrico como à primeira vista poderia parecer, visto esse comportamento ser normalmente dependente ou pelo menos independentemente das concepções ou ideias religiosas e filosóficas, das formas de vida ou de educação e dos seus usos e costumes, os quais, todos eles, variam profundamente no tempo e no espaço.
Lançados, assim, nessa investigação através dos séculos e dos milénios, vimos confirmado o nosso juízo pelo facto dos elementos relativos às soluções e práticas mortuárias permitirem reconstituir muito das religiões, dos hábitos e dos próprios sistemas de vida dos nossos antepassados. [...]
Depois de registarmos uma ideia geral sobre as soluções praticadas, expomos o que se passou nas idades pré-histórica, proto-histórica (ou dos metais) e histórica e, dentro desta, a evolução operada nos povos da Antiguidade, na Península Ibérica desde a dominação romana à reconquista cristã, e em Portugal desde a sua fundação até às primeiras reformas de saúde do séc. XIX que impuzeram a obrigatoriedade dos cemitérios públicos do nosso tempo.
Fazendo a história destes, demoramo-nos com a evolução operada desde o seu movimento precursor até às reformas de 1835 e 1844, à inesquecível revolução da «Maria da Fonte» em 1846, ao lento evoluir da construção com as delongas, dificuldades e reacções surgidas através de todas as classes de povoados do nosso país e especialmente nas cidades de Lisboa e Porto. Por último, a história dos cemitérios privativos, não públicos, ou sejam, os militares, os das misericórdias, ou das corporações ou comunidades religiosas, os destinados a súbditos estrangeiros designadamente ingleses e alemães, ou dos judeus e os «panteões» reservados às mais altas figuras nacionais."
(Prefácio)
Índice:
Prefácio. | Cap.º 1.º - Ideias Gerais. Cap.º 2.º - Idade Pré-Histórica. A) Épocas que abrange; B) Épocas paleolítica ou da pedra lascada; C) Épocas epipaleolítica ou mesolítica; D) Épocas neolítica ou da pedra polida: - Península Ibérica; - Egipto; - Caldeia e Assíria; - Fenícia; - Itália; - Monumentos megalíticos; E) Épocas eneolítica ou do cobre. Cap.º 3.º - Proto-História ou Idade dos Metais. A) Ideia Geral; B) Época do Bronze: - Península Ibérica; - Europa Central; - Alemanha Setentrional e Escandinávia; - Sicília; - Itália; - Grécia e Ilhas do Mar Egeu; - China; C) Época do Ferro: - Península Ibérica; - Europa Central; - Itália; - Grécia; - Pérsia; Cap.º 4.º - Idade Histórica. A) Antiguidade: a) Seu início; b) Egipto; c) Média e Pérsia; d) Grécia; e) Índia; f) Roma monárquica, republicana e imperial; g) Roma cristã; B) Península Ibérica: a) A dominação romana e o cristianismo; b) Dominação bárbara; c) Dominação árabe e reconquista cristã; C) Portugal desde a fundação até 1835: a) Os dois primeiros cemitérios; b) Os judeus e a inquisição; c) Os árabes; d) Os cristãos; D) Evolução em Portugal desde 1835: a) Pina Manique e outros percursores e impulsionadores do estabelecimento dos cemitérios públicos; b) Os Decretos de 1835; c) A Reforma da Saúde Pública de 1844 e a Revolução da «Maria da Fonte» de 1846; d) A construção de cemitérios públicos. Dificuldades e reacções; e) Nas cidades de Lisboa e Porto; f) Cemitérios privativos: - Militares; - Misericórdias; - Corporações e comunidades religiosas; - Para estrangeiros: ingleses e alemães; - Para judeus; - Panteões.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

01 julho, 2021

MACEDO, Diogo de - ICONOGRAFIA TUMULAR.
Subsídios para a Formação de um Museu de Escultura Comparada. Por... Escultor
. Olissipo, [s.n. - Composto e impresso da Sociedade Industrial de Tipografia Limitada - Lisboa], MCMXXXIV [1934]. In-4.º (25,5 cm) de 51, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Livrinho impresso em papel encorpado. Publicado a propósito, e em defesa, da vontade do autor em criar um museu-escola devotado à escultura tumular portuguesa - o Museu de Arte Comparada.
"Crendo na imortalidade da alma, sempre a humanidade pensou, desde as épocas das primeiras religiões, dar sinal da imortalidade dos corpos, atravez da forma plástica das suas idolatrias primitivas. Assim a morte, ou já a propria saüdade que nos leva à glorificação do que amamos e do que ainda sonhamos, começaram de inspirar espontâneamente os primeiros, sinceros e inexperientes artistas lusitanos, dotados de ambições de liberdade e de naturais desejos de perpètuar a heroicidade dos seus irmãos ou o sacrifício de coração dos da sua igualha. Para isso, ingènuamente inventaram desenhos alusivos á fé que os atacava; gravados ornamentais e realistas dos objectos de peleja; e siglas engenhosas nos sarcófagos tumulares."
(Excerto do texto)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
25€

29 abril, 2021

CRUZ, Maria Amália Furtado - CONTRIBUIÇÃO PARA O ESTUDO DA POESIA FUNERÁRIA NA "ANTOLOGIA PALATINA".
Dissertação para Licenciatura em Filologia Clássica apresentada por... Universidade de Lisboa : Faculdade de Letras
. [S.l.], [s.n.], 1950. In-4.º (28 cm) de [1], 77, [1] f. ; E.
1.ª edição.
Interessante ensaio sobre a poesia funerária na Grécia Antiga. Tese de licenciatura da autora apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Exemplar dactilografado, com 77 folhas impressas na frente; inclui epigramas manuscritos no original grego ao longo do texto. Obra nunca publicada em livro.
"A Antologia Palatina, também conhecida como a Antologia Grega, ou, em latim Anthologia Græca, é uma colecção de poemas, a maioria epigramas, escritos durante os períodos clássico e bizantino da literatura grega. Os poemas são curtos, de dois a oito versos no geral, raramente alguns são mais extensos, escritos para serem gravados em inscrições de tipo sepulcral (lápide) ou votiva."
(Fonte: wikipédia)
"Não foi sem razão que escolhi para tema do meu trabalho o estudo da poesia funerária da "Antologia Palatina". Esta colectânea, que abrange um período de tempo de vários séculos, é rica, não só em quantidade, mas também em qualidade, duma poesia que - embora revele o espírito duma época geralmente considerada decadente no aspecto literário -, todavia é também marcada por um cunho de profunda humanidade. E um dos géneros de poesia que mais nitidamente no-lo transmitem é sem dúvida o género funerário. A própria natureza deste género poético o exige, na medida em que implica um interêsse pela existência e destino humanos, que tem preocupado todos os homens, independentemente da época em que vivem ou da raça a que pertencem.
O problema da existência para além da morte tem sido interpretado diferentemente segundo as diversas religiões, mas podemos dizer que é comum a crença de que não é totalmente que o homem morre. E desde os primitivos, em que a ideia de sobrevivência de alma não envolve de nenhum modo a crença na eternidade, até ao cristianismo, encontramos permanentemente o culto dos mortos, com os seus ritos e superstições, diferente segundo os princípios de ordem religiosa em que se baseia."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Bibliografia. | Introdução. | I Parte: I - Ambiente político e social: II - Filosofia, moral e religião; III - Literatura; IV - O género funerário. II Parte: I - Influências de outros géneros literários no epigrama funerário; II - Crenças e superstições; III - Ideias filosóficas e morais; IV - Interêsse pelo passado; V - A vida familiar e profissional. | Conclusão. | Índice.
Encadernação inteira de percalina com título gravado a seco e a ouro na pasta anterior.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
35€

10 março, 2021

CARDOSO, Nuno Catharino - TUMULOS PORTUGUESES.
Relação de cento e cincoenta e sete  dos mais belos ou curiosos tumulos e sarcofagos existentes em Lisboa e em diversas cidades e vilas de Portugal, acompanhada de elucidativas gravuras através das quais facilmente se pode avaliar o que são estes monumentos
. Lisboa, Edição do Autor, 1937. In-4.º (24,5 cm) de 15, [1] p. (inc. capas) ; il. ; B. Col. Arte Portuguesa - XX
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história da arte tumular.
Ilustrado com fotogravuras de monumentos funerários ao longo das páginas de texto.
No final do opúsculo inclui o "Indice Alfabetico dos 157 Tumulos citados neste trabalho".
Tiragem: 350 exemplares.
"Em Portugal há bastantes tumulos, sendo alguns dentre êles muito artisticos, como poderá verificar quem percorrer o país e fizer o respectivo inventário.
Ora revestidos da maxima simplicidade, como serve de exemplo o tumulo dos Sete Cavalheiros mortos, em 1242, na tomada de Tavira, ora sumptuosos, como são entre outros, os tumulos de D. Pedro I e de D. Ignês de Castro, em Alcobaça, verdadeiras maravilhas em pedra lavrada, existem em Portugal tumulos de estilos e epocas bem diversas, a começar no seculo XII, formando um conjunto admiravel que completa o nosso patrimonio artistico que possue, nesse e noutros generos, exemplares de grande belesa e valor, como tenho demonstrado através da paginas desta colecção.
Falar dos tumulos portugueses corresponde a recordar muitas paginas da Historia de Portugal desde D. Afonso Henriques á Grande Guerra, pois bastantes desses monumentos perpetuam a memoria de vultos  nacionais bem ilustres, ácerca dos quais a morte não teve verdadeiramente poder, tais foram os feitos que legaram á posteridade, enobrecendo os seus nomes."
(Excerto do preâmbulo, Alguns dos mais belos ou curiosos tumulos existentes em Portugal)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
20€

24 dezembro, 2020

CUNHA, Armando Santinho & FERREIRA, F. E. Rodrigues - VIDA E MORTE NA ÉPOCA DE D. AFONSO HENRIQUES
. Lisboa, Hugin, 1998. In-4.º (23 cm) de 141, [3] p. ; [16] p. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessantíssimo estudo pioneiro na época - histórico e antropológico - sobre o ritual da morte e os usos e costumes na Lisboa medieval, reportando ao período da conquista de Lisboa aos mouros.
Livro muito ilustrado ao longo do texto com fotografias, desenhos e gráficos a p.b., e em separado com 16 páginas a cores reproduzindo artefactos, esboços, desenhos esquemáticos e plantas.
"Fruto parcial de 35 anos de investigação arqueológica em S. Vicente de Fora, a presente obra pretende, essencialmente, recuperar, pela via arqueológica, a comprovação da existência do cemitério que teria sido fundado por D. Afonso Henriques, para inumação dos cruzados que o auxiliaram na empresa da conquista e tomada de Lisboa aos mouros.
De uma forma inusitada e de várias formas inédita e pioneira entre nós, ensaiou-se uma leitura antropológica que em perfeita simbiose com a arqueologia, a biologia, a química e os modernos processos de datação, permitiram recuperar até o gestual dos homens que combateram com D. Afonso Henriques e de um núcleo de moçárabes que viveria na velha Lisboa moura.
Pela primeira vez em Portugal, no âmbito da arqueologia, ensaiou-se a determinação do ADN, com vista ao estabelecimento de relações étnicas entre a população moçárabe e, dentro desta, relações familiares entre os inumados do mesmo túmulo."
(Sinopse retirada da contracapa)
Índice:
Agradecimentos. | Nota prévia. | S. Vicente de Fora, o espaço, o tempo, o contexto. | Contexto histórico e arqueológico de S. Vicente de Fora. | O cemitério dos cruzados, referências documentais. | O ossário de S. Vicente de Fora. | Escavação do cemitério de abóbada, carneiro da igreja. | Tecidos, como se vestiam para morrer, no século XII. | Antropologia física, métodos de estudo. | Características diferenciais do sexo em osteometria: Estatura; Idade na altura da morte. | Raciologia: Morbilidades; Neoplasias; Infecções e doenças degenerativas dos maxilares e dentes; Dados demográficos. | Necrópole moçárabe, cemitério dos cruzados. | Escavação da sacristia da actual igreja de S. Vicente de Fora: Descrição das sepulturas. | Descrição das ossadas. | Aspectos estatísticos: Necópole teutónica; Necrópole moçárabe; Estatura; Idade; Determinação do ácido desoxiribonucleíco (vulgarmente ADN). | Osteometria. | A ritualização da morte. | Bibliografia.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
25€

25 novembro, 2020

CARDOSO, Nuno Catharino - LAPIDES E SEPULTURAS BRASONADAS.
Relação de 76 lápides brasonadas em Evora, no Espinheiro, em Torres Novas, Silves, Arraiolos, S. Domingos de Bemfica, Bragança, Funchal, Leiria e Lisboa, acompanhadas de ilucidativas gravuras
. Lisboa, Edição do Autor, 1937. In-4.º (24,5 cm) de 15, [1] p. (inc. capas) ; il. ; B. Col. Arte Portuguesa - XVII
1.ª edição.
Interessante subsídio para a história da arte tumular.
Ilustrado com desenhos de escudos heráldicos ao longo do texto.
Tiragem: 350 exemplares.
"Há muitas [lapides e sepulturas brasonadas] em Portugal, formando um importante e belo conjunto.
Apesar da acção do tempo e dos homens haverem já apagado, na sua faina destruidora, muitas delas, tornando-as ilegiveis, e indecifraveis os brasões que as ornamentavam, quem tiver percorrido o país e examinado muitas dessas lapides e sepulturas verá, apesar de tudo, como são ainda deveras interessantes.
Como se sabe, só em setembro de 1835 é que começaram a funcionar em Portugal os cemitérios, criados em 28 de março de 1805. Antes dessa medida ter sido posta em execução, os enterramentos faziam-se nos adros e no interior dos templos. É esta a razão porque em tantas igrejas, mosteiros e claustros ainda hoje se encontram sepulturas e, dentre elas, muitas brasonadas que se referem a pessoas nobres, a bispos, arcebispos e a outros vultos ilustres da Igreja Católica."
(Excerto do preâmbulo, Lapides e sepulturas brasonadas)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€

14 outubro, 2018

SILVA, M. L. Coelho da - CODIGO DOS CEMITERIOS. Por... Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, Socio do Instituto da mesma cidade, Conego-Professor de Direito Canonico, Provisor e Vigario Geral da Diocese do Porto. 2.ª edição. Porto, Typographia de José Fructuoso da Fonseca, 1902. In-8.º (22,5cm) de 135, [1] p. ; E.
Importante estudo jurídico e religioso sobre os cemiterios e o sepultamento.
"Nos primeiros seculos tinham os christãos, para sepultar os seus defunctos, logares especiaes que se denominavam coemeteria (dormitorios) ou cryptas.
Mais tarde, no 4.º seculo, gosando de ppaz e liberdade, edificaram grande numero de egrejas juncto dos monumentos dos martyres, e n'ellas começaram a fazer-se os enterramentos. Abriram o exemplo primeiro os imperadores e reis, depois os bispos e os de mais ecclesiasticos e por fim todos os fieis, de modo que era essa a regra geral pelo fim do seculo 9.º.
Não deixou, porém, de se reconhecer que a pratica dos enterramentos nas egrejas podia prejudicar a saude dos povos. Por isso desde o pontificado de S. Gregorio Magno até ao Concilio de Trento geralmente os Padres e os Concilios propugnaram pelo estabelecimento dos cemiterios. O Concilio de Braga celebrado no anno de 561 foi um dos que expressamente prohibiram o enterramento nas egrejas.
Actualmente o direito canonico admitte o enterramento nas egrejas, mas prefere que seja feito nos cemiterios. «Ubi viget antiqua consuetudo sepeliendi mortuos in coemiteriis, relineatur; et ubi fieri poteste, restituatur», dispõe o Ritual Romano no tit. 6, cap. 1 n.º 9. Vid. Const. do Bispado do Porto l. 4, t. 12, c. 1.
Antes de 1835 não havia entre nós cemiterios publicos. Os enterramentos eram todos feitos nos recintos das egrejas ou nos adros. Fóra d'ahi apenas eram permittidos nos cemiterios privativos dos hospitaes militares.
Além d'estes estabelecimentos, tambem algummas comunidades de religiosos e religiosas gosavam, por concessões especiaes, do privilegio de dar sepultura aos seus membros nos claustros ou nas cercas dos conventos."
(Excerto do preâmbulo)
Indice Geral:
I - Estabelecimento de cemiterios: a) Escolha, approvação e acquisição do terreno; b) Condições de construcção; c) Benção. II - Inhumação: a) Verificação do obito; b) Conducção e retribuição; c) Lugar do enterramento; d) Tempo e forma do enterramento. III - Jazigos e sepulturas privativas. IV - Exhumação e trasladação. V - Transferencia de cemiterios. VI - Direitos dos parochos. VII - Administração e policia: a) Camaras municipaes e juntas de parochias; b) Administradores e guardas dos cemiterios; c) Subdelegados de saude e administradores de concelho; d) Regedores de parochia. VIII - Disposições penaes. Nota A - Signaes de morte: a) Suspensão funccional do systema nervoso; b) Suspensão funccional da circulação; c) Suspensão funccional da respiração. Nota B - Promiscuidade de sepultura de catholicos e não catholicos. Nota C - Recusa de sepultura ecclesiastica. Nota D - Direitos dos parochos relativamente a funeraes: a) Jus funerandi vel sepeliendi; b) Jus efferendi vel levandi; c) Jus associandi; d) Jus emolumenta percipiendi; e) Outros direitos. Legislação mais importante.
Encadernação em meia de pele com cantos e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
Indisponível

16 janeiro, 2017

FURTADO, Carlos d'Arruda - SÔBRE CEMITÉRIOS. Conferência proferida na Câmara Municipal de Lisboa (Palácio das Galveias) na tarde de 10 de Maio de 1941. Lisboa, [CML], 1941. In-4.º (25,5cm) de 38, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante conferência proferida pelo autor sobre os cemitérios e as questões de de âmbito regulamentar e de saúde pública inerentes ao espaço.
"Habituado de sempre ao respeito pela morte, mas sem susto dos mortos; habituado de pequeno à visita de cemitérios; conhecedor do que as gerações de 1890 tinham afirmado e que reduzia às devidas proporções o que fôra no comêço do século XIX verdadeiro papão sanitário; foi sucedendo que fui de cada vez, e sempre, dos primeiros a protestar contra êrros inveterados e dos que mais teimosamente fiz.
Pouco a pouco se constituiu presunção de que conhecíamos tal matéria; e, como tanta vez sucede, de tanto de dizer, a verdade é que fômos obrigados a conhecê-la, forçados até pela necessidade de responder a consultas de que não podíamos desobrigar-nos, nem por verdadeira afirmação de ignorância; tínhamos que saber! E a verdade é que alguma coisa ficámos de facto conhecendo. E como julgamos indispensável que se actualize a matéria regulamentar de carácter sanitário no que a cemitérios e óbitos se refere, aqui fômos trazidos, e aqui vamos desobrigar-nos pela afirmação do que nos parece indispensável."
(Excerto da conferência)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Com sinais de humidade junto à margem lateral, sobretudo nas primeiras e derradeiras folhas do livro.
Invulgar.
Indisponível