VASCONCELOS, João Teixeira de - ÁFRICA VIVIDA. Memórias de um caçador de elefantes. [Prefácio de Augusto Casimiro]. Porto, Distribuidores: Livraria Fernando Machado, 1957. In-8.º (19 cm) de 402, [2] p. ; [6] f. il. ; E.
Conjunto de episódios de caça narrados pelo autor, irmão do poeta Teixeira de Pascoaes, explorador, administrador e caçador de animais de grande porte em África.
Segunda edição desta obra que, porque muita acrescentada em relação à primeira - cerca de 200 páginas - pode ser vista como uma 1.ª edição, ou como uma variação desta, incluindo neste volume o inédito "África vivida" - o segundo capítulo do livro.
Livro ilustrado com 18 fotogravuras distribuídas por 6 folhas separadas do texto. Inclui um retrato do autor reproduzido a partir de um busto do escultor António Duarte.
Obra valorizada pelo prefácio de Augusto Casimiro, escritor e jornalista, antigo tenente do Corpo Expedicionário Português, em França.
"Seduziu-me sempre a vida aventureira, as longas divagações através da selva africana, onde o perigo e o imprevisto exercem sobre nós uma força de atracção à qual se não resiste. Não há nada como a caça para se poder viver em África uma vida de grandes sensações, - vida que me dominou durante uns dez anos e da qual conservei inolvidáveis recordações. Na verdade, um caçador não se aborrece, está sempre alerta, tem sempre novos projectos a realizar, tem diante de si uma imensidade de terras misteriosas e é-lhe completamente desconhecido o spleen, o tédio e a hipocondria que afligem, na Europa, os europeus. O caçador não descansa e é raro pernoitar no mesmo sítio. Cada sol que nasce alumia-lhe novos horizontes. Paisagens desconhecidas aparecem constantemente diante dos nossos olhos e sentimos sempre um desejo violento de as percorrer, a fim de vermos o que existe para além delas. Isto e o encontro comovente com os grande animais selvagens, como o elefante, o búfalo, o rinoceronte, apresentam, para temperamentos idênticos ao meu, um interesse extraordinário."
(Excerto do Cap. II, A vida de um caçador nas selvas)
Índice:
Prefácio. | MEMÓRIAS DE UM CAÇADOR DE ELEFANTES: Prefácio da primeira edição [de Raul Brandão]. I - O meu primeiro elefante. II - A vida de um caçador nas selvas. III - No planalto de Mazenquele. IV - Os búfalos. V - Cinco elefantes. VI - Exploração do Cuílo. VII - Costumes indígenas. VIII - Morte do Giatiça. IX - O Macuta. X - A última caçada no Pombo. | ÁFRICA VIVIDA: I - Uma praga de gafanhotos. II - Inhambane - Vilanculos. III - A morte de um leão. IV - A morte de uma jibóia. V - Um caso de justiça em Quibocolo. VI - O Rio Zaire. VII - Morte dum conselheiro em terras de Malange. VIII - Circuncisão. IX - Caçada infeliz. X - Dois dias numa ilha do Baixo Zaire. XI - D. Pedro VII, Rei do Congo. XII - Por terras do Cuango. XIII - Uma hiena que morre. XIV - Uma noite mal passada. XV - Curiosidades de África. XVI - Novo rumo. | Exortação à mocidade. | Nota à margem de dois livros.
Encadernação em tela com cercadura na pasta anterior e ferros gravados a seco e a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar e muito procurado.
60€
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26 outubro, 2021
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25 outubro, 2017
1.ª edição.
Ilustrada em página inteira com uma belíssima cromolitografia de Adriano Sousa Lopes (dim. 25,5×32cm) representando uma cena bélica, com um soldado português em 1.º plano.
Contém três poesias emolduradas por desenhos de guerra a p.b.
"Se alguem julga que o enterra,
Esse é que leva a mortalha;
Quem morreu em bôa guerra
Fica sempre na Batalha.
Nunca de Deus foi ouvido
Quem se não dá, quem não ama;
E por mais que ande na fama,
Esse é que é desconhecido.
A morte não tem sentido
P'ra quem se deu todo à Terra;
É desses mortos da guerra
Que nasce a esperança da vida
Bem traz a mente iludida
Se alguem julga que o enterra."
(excerto do poema de Jaime Cortesão, Para os soldados cantarem ao Irmão Desconhecido)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Muito raro.
Peça de colecção.
75€
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16 outubro, 2017
CASIMIRO, Capitão Augusto - CALVÁRIOS DA FLANDRES (1918).
Terceiro milhar. Porto, Renascença Portuguesa : Rio de Janeiro,
Luso-Brasiliana, 1920. In-8.º (19,5cm) de [2], 213, [3] p. ; E.
Capa de Sousa Lopes.
1.ª edição.
"Efectivara-se, emfim, apesar de todos os esforços do
nosso comando para o evitar, a Convenção de 21 de Janeiro de 1918. Estávamos a
6 de Abril.
A 1.ª Divisão, menos uma Brigada, (a 3.ª, como a 3 fôra
combinado com o 1.º exército), começa a retirada para a região de Desvres. As
tropas estão cansadas, diminuidas em número pelas baixas de Março e pelo envio
nulo de reforços desde Dezembro, em moral pela falta de licenças, ausências de
oficiais e o desinterêsse evidente dos que governam em Portugal.
O excesso de trabalho, as ordens e contra ordens dadas sôbre
a rendição de tropas, as solenes promessas dum repouso largamente anunciado,
nunca realisadas, juntam àquelas suas fôrças desintegradoras e desvairantes."
(excerto do Cap. I, 9
de Abril)
Matérias:
- Portugal e Flandres. - 9 de Abril. - Good Luck! Good Bye!
- Calvarios da Flandres I. - Aviões ao luar. - Calvários da Flandres II. -
Searas da Morte. - Prisioneiros. - Enfermeiras da Grande Guerra. - Oração
Lusíada. - Da Aleluia e da Paz. - O rapto das Donzelas. - O imperativo dos
mortos. - Depois do armistício. - A oração da trincheira. - Da Vitória.
Augusto Casimiro dos Santos (1889-1967). “Escritor e
militar português. Após a conclusão dos estudos liceais em Coimbra, em 1906,
integrou a Escola do Exército. Como oficial, participou na Campanha da Flandres
(1917-18) durante a Primeira Guerra Mundial, o que lhe valeu várias
condecorações e a promoção a capitão. Exerceu também o cargo de governador do Congo
português, de secretário do Governo-Geral de Angola, em 1914, e acompanhou a
missão de delimitação da fronteira luso-belga em África. Por se opor ao regime
nacionalista, esteve preso na Ilha de Santo Antão, em Cabo Verde, na década de
30, regressando a Lisboa, em 1936, graças a uma amnistia. Um ano depois, foi de
novo reintegrado no Exército português, mas como reserva.
A experiência militar marcou a sua escrita, especialmente em
Nas Trincheiras da Flandres (1919) e Calvários da Flandres (1920). Como autor
de poesia, ficção e textos de intervenção, em que manifestava a sua filiação no
ideário republicano, o escritor publicou ainda, entre outros livros, Para a Vida (1906), A Evocação da Vida (1912), Primavera
de Deus (1915), A Educação Popular e
a Poesia (1922), Nova Largada
(1929) e Cartilha Colonial (1936),
obra na qual manifestou o seu desejo patriótico de afirmação de Portugal no
mundo. De referir que Augusto Casimiro foi colaborador da revista Águia e
cofundador (1921), dirigente e redator (1961 a 1967) da revista Seara Nova,
principal órgão de comunicação que se oponha democraticamente ao regime de
Salazar e ao Estado Novo.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€
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21 dezembro, 2014
CASIMIRO, Augusto - NOVA LARGADA : romance de África. Capa de Tagarro. Lisboa, [s.n. - Composta na Tip. da «Seara Nova : Impresso nas Oficinas Gráficas, Lisboa], 1929. In-8.º (19cm) de 240 p. ; B.
1.ª edição.
Apreciada obra do autor, vencedora do prémio do Concurso de Literatura Colonial (1929).
"Nova Largada surge-nos como uma narrativa a várias vozes, que se desenvolve quer através de excertos de diários quer através de excertos epistolares que são intercalados ao longo do desfiar da(s) história(s). Traduzindo aspectos da vida em África após o final da I Grande Guerra, este romance insere-se claramente na problemática que se colocou à administração portuguesa dos territórios africanos no pós-guerra."
(in literaturacolonialportuguesa.blogs.sapo.pt)
Invulgar.
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1.ª edição.
Apreciada obra do autor, vencedora do prémio do Concurso de Literatura Colonial (1929).
"Nova Largada surge-nos como uma narrativa a várias vozes, que se desenvolve quer através de excertos de diários quer através de excertos epistolares que são intercalados ao longo do desfiar da(s) história(s). Traduzindo aspectos da vida em África após o final da I Grande Guerra, este romance insere-se claramente na problemática que se colocou à administração portuguesa dos territórios africanos no pós-guerra."
(in literaturacolonialportuguesa.blogs.sapo.pt)
Augusto Casimiro dos Santos (1889-1967). “Escritor e
militar português. Após a conclusão dos estudos liceais em Coimbra, em 1906,
integrou a Escola do Exército. Como oficial, participou na Campanha da Flandres
(1917-18) durante a Primeira Guerra Mundial, o que lhe valeu várias
condecorações e a promoção a capitão. Exerceu também o cargo de governador do
Congo português, de secretário do Governo-Geral de Angola, em 1914, e
acompanhou a missão de delimitação da fronteira luso-belga em África. Por se
opor ao regime nacionalista, esteve preso na Ilha de Santo Antão, em Cabo
Verde, na década de 30, regressando a Lisboa, em 1936, graças a uma amnistia.
Um ano depois, foi de novo reintegrado no Exército português, mas como reserva.
A experiência militar marcou a sua escrita, especialmente em
Nas Trincheiras da Flandres (1919) e Calvários da Flandres (1920). Como autor
de poesia, ficção e textos de intervenção, em que manifestava a sua filiação no
ideário republicano, o escritor publicou ainda, entre outros livros, Para a Vida (1906), A Evocação da Vida (1912), Primavera
de Deus (1915), A Educação Popular e
a Poesia (1922), Nova Largada
(1929) e Cartilha Colonial (1936),
obra na qual manifestou o seu desejo patriótico de afirmação de Portugal no mundo.
De referir que Augusto Casimiro foi colaborador da revista Águia e cofundador (1921), dirigente e redator (1961 a 1967) da
revista Seara Nova, principal órgão
de comunicação que se oponha democraticamente ao regime de Salazar e ao Estado
Novo.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.Invulgar.
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24 outubro, 2014
SEMANA MILITAR DAS COLÓNIAS : Maio, MCMXLII - REVISTA MILITAR. N.º 5. Maio de 1942. Ano XCIV. Lisboa, Revista Militar [Comp. e imp. na Tipografia da Liga dos Combatentes da Grande Guerra], 1942. In-4.º (23,5cm) de 56 p. (261-316 p. ) ; B.
Conjunto de artigos, produzidos por ilustres militares, com grande interesse para a História colonial portuguesa.
"Como foi fixado no programa de acção do corrente, êste fascículo, correspondente ao mês em que a benemérita «Sociedade de Geografia de Lisboa» dá realização à sua já tradicional «Semana das Colónias», é destinado a reunir uma serie de artigos relativos à notável e secular acção colonizadora dos portugueses em terras do Ultramar, acção civilizadora para a qual tanto e tanto contribuíram a Armada e o Exército, e onde se assinalaram notávelmente os mais ilustres Servidores do Império Colonial Português"
(excerto da introdução)
Matérias:
- Os imperativos nacionais na transformação de Angola - General Norton de Matos.
- A nossa história colonial contemporânea na educação militar da juventude - General Ferreira Martins.
- Organização militar do ultramar - Coronel Eduardo Barbosa.
- As antigas estações coloniais - Cap. Mar e Guerra A. N. Tancredo de Morais.
- A função do cronista colonial na propaganda e na educação do espírito colonial militar - Coronel Azambuja Martins.
- A Administração Militar nas campanhas de ocupação das nossas colónias - Coronel J. R. da Costa Júnior.
- A Marinha na Colonização Portuguesa - Comandante C. A. Moura Braz.
- Rotas aéreas imperiais - Tenente Coronel Carlos Beja.
- Nos Dembos - Major David Magno.
- Caldas Xavier - Capitão Mário Costa.
- Louvor do Soldado Africano - Capitão Augusto Casimiro.
Crónica da Guerra - Brigadeiro Barreto de Oliveira, Coronel Pires Monteiro e Coronel-Aviador Craveiro Lopes.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€
Conjunto de artigos, produzidos por ilustres militares, com grande interesse para a História colonial portuguesa.
"Como foi fixado no programa de acção do corrente, êste fascículo, correspondente ao mês em que a benemérita «Sociedade de Geografia de Lisboa» dá realização à sua já tradicional «Semana das Colónias», é destinado a reunir uma serie de artigos relativos à notável e secular acção colonizadora dos portugueses em terras do Ultramar, acção civilizadora para a qual tanto e tanto contribuíram a Armada e o Exército, e onde se assinalaram notávelmente os mais ilustres Servidores do Império Colonial Português"
(excerto da introdução)
Matérias:
- Os imperativos nacionais na transformação de Angola - General Norton de Matos.
- A nossa história colonial contemporânea na educação militar da juventude - General Ferreira Martins.
- Organização militar do ultramar - Coronel Eduardo Barbosa.
- As antigas estações coloniais - Cap. Mar e Guerra A. N. Tancredo de Morais.
- A função do cronista colonial na propaganda e na educação do espírito colonial militar - Coronel Azambuja Martins.
- A Administração Militar nas campanhas de ocupação das nossas colónias - Coronel J. R. da Costa Júnior.
- A Marinha na Colonização Portuguesa - Comandante C. A. Moura Braz.
- Rotas aéreas imperiais - Tenente Coronel Carlos Beja.
- Nos Dembos - Major David Magno.
- Caldas Xavier - Capitão Mário Costa.
- Louvor do Soldado Africano - Capitão Augusto Casimiro.
Crónica da Guerra - Brigadeiro Barreto de Oliveira, Coronel Pires Monteiro e Coronel-Aviador Craveiro Lopes.
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05 março, 2014
CASIMIRO, Augusto – A PRIMEIRA NAU. Pôrto, Renascença Portuguesa, 1912. In-8º
(19cm) de 19, [1] p. ; B.
Muito rara e apreciada obra poética do autor, numa bonita edição totalmente impressa sobre papel couché.
“Quási não pulsa o Mar, calmo e abandonado,
No silêncio da noite a murmurar…
- Coração infantil, como um leão domado,
O coração do Mar…
Vêm ondas bater, mansas, nos rudes flancos…
As belas mãos! que doces mãos a acarinhar!
Brandas mãos que parecem lírios brancos
E afagos de luar…
Na beleza amorosa e enternecida
Daquela noite religiosa e mansa,
Sobre a equipagem, sobre a nau adormecida,
Ergueu-se a voz religiosa e comovida
Da Saùdade, - e a voz ansiosa da Esperança…”
(excerto do poema, A
Evocação da Saudade)
Augusto Casimiro dos Santos (1889-1967). “Escritor e
militar português. Após a conclusão dos estudos liceais em Coimbra, em 1906,
integrou a Escola do Exército. Como oficial, participou na Campanha da Flandres
(1917-18) durante a Primeira Guerra Mundial, o que lhe valeu várias
condecorações e a promoção a capitão. Exerceu também o cargo de governador do
Congo português, de secretário do Governo-Geral de Angola, em 1914, e
acompanhou a missão de delimitação da fronteira luso-belga em África. Por se
opor ao regime nacionalista, esteve preso na Ilha de Santo Antão, em Cabo
Verde, na década de 30, regressando a Lisboa, em 1936, graças a uma amnistia.
Um ano depois, foi de novo reintegrado no Exército português, mas como reserva.
A experiência militar marcou a sua escrita, especialmente em
Nas Trincheiras da Flandres (1919) e Calvários da Flandres (1920). Como autor
de poesia, ficção e textos de intervenção, em que manifestava a sua filiação no
ideário republicano, o escritor publicou ainda, entre outros livros, Para a Vida (1906), A Evocação da Vida (1912), Primavera
de Deus (1915), A Educação Popular e
a Poesia (1922), Nova Largada
(1929) e Cartilha Colonial (1936),
obra na qual manifestou o seu desejo patriótico de afirmação de Portugal no mundo.
De referir que Augusto Casimiro foi colaborador da revista Águia e cofundador (1921), dirigente e redator (1961 a 1967) da
revista Seara Nova, principal órgão
de comunicação que se oponha democraticamente ao regime de Salazar e ao Estado
Novo.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Discreta
dedicatória na capa. Folhas ligeiramente oxidadas.
Raro.
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