Mostrar mensagens com a etiqueta Comunismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Comunismo. Mostrar todas as mensagens

22 abril, 2025

RIBEIRO, Herlandér - RÚSSIA BOLCHEVISTA. Por...
Lisboa, Depositaria Livraria Moraes [selo], 1928. In-8.º (22x16 cm) de 134, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante estudo sobre a Rússia de Lenin saída da Revolução de Outubro (1917), a Rússia socialista que defendia a ditadura do proletariado.
Herlander Ribeiro (Lisboa, 1886-1967). "Advogado, investigador de temas jurídico-sociais, jornalista e memorialista. Iniciou-se no jornalismo, em Lisboa, no jornal A Luta e logo em 1901 via editado o seu primeiro livro, um romance que antes fora publicado em folhetins. Em 1903, foi um dos fundadores da Associacão da Imprensa Portuguesa. É também nesse ano que parte para Coimbra a fim de cursar Direito, apresentando-se na Universidade já com um estudo jurídico-social publicado: A Vadiagem em Portugal. Terminou o curso de Direito em 1908. Em 1911 é o autor de um projecto de Reforma da Polícia de Investigação Criminal. De 1916 a 1926 exerceu em Lisboa o cargo de juiz substituto, devendo-se-lhe os projectos de um Código do Trabalho e de um Código Agrário que veio a publicar mais tarde. Viajante incansável, percorreu toda a Europa e o Norte de África e fez duas vezes a volta ao Mundo. Escreveu numerosas crónicas e alguns livros com os resultados das suas observações nessas viagens. A preocupação com as condições sociais dos menos afortunados, nomeadamente dos trabalhadores, levou-o a insistir em estudos sobre a Rússia e a China, países que visitou."
(Fonte: http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?AutorId=9603)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capas envelhecidas, algo sujas, com defeitos. Assinatura de posse na f. rosto. Com falhas de papel na lombada. Interior correcto.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€

06 março, 2025

NEVES, Artur J. Castro -
CONTRIBUIÇÃO PARA A PERCEPÇÃO DA CULTURA (POLÍTICA) EM PORTUGAL
. [S.l.], (Contra a Corrente), 1976. In-4.º (29x21 cm) de 42 p. ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio socio-político elaborado em pleno "Verão Quente" de 75 composto por dois estudos: O 'mandato do céu' do 1.º de Maio (de 10 de Março a 25 de Julho de 1975) e A formulação de um projecto de capitalismo burocrático neo-liberal (Agosto de 1975).
"Pensamos não ser descabido introduzir estes dois trabalhos, indicando, o sentido da sua inspiração original. A nossa preocupação, consistiu em apreender duas concepções coerentes sobre a situação portuguesa, e de dois projectos para a sua evolução, independentemente da eficácia executiva de cada um deles. O nosso trabalho cingiu-se ao significado de dois produtos intelectuais, mais do que às suas consequências ou mesmo condições de produção - qualquer problemática determinista é-nos alheia.
As duas concepções políticas que estudamos possuem a dupla característica de serem marginais no plano da eficácia em que se colocam, e de serem, no plano intelectual, não só compreensivas da situação em que se inserem, como constituírem todos coerentes. Que estas duas concepções coerentes tenham uma presença marginal é já um factor importante a ter em conta no contexto da cultura portuguesa; mas a razão determinante que nos moveu a interessarmo-nos por elas, foi que os seus conteúdos intelectuais constituem as primeiras análises feitas sobre a acção das massas populares desde o 25 de Abril de 1974. O seu interesse (sociológico) foi que a sua marginalidade lhes permitiu constituir-se com uma certa universalidade estrutural tal que a maior parte dos comportamentos, práticas e atitudes concretas surgem como variantes localizadas. [...]
O primeiro estudo é consagrado à montagem ideológica da produção jornalística de um grupo 'marxista-leninista', o "1.º de Maio; o segundo estudo tenta deduzir uma concepção, que nos parece evidente, de certo projecto político da 'equipa económica' do 4.º Governo Provisório. Trata-se de dois projectos complementyares e alternativos do que com má-fé se designará por recuperação das lutas sociais, e por boa-fé se dirá de estabilização das conquistas revolucionárias."
(Excerto da Apresentação)
Índice:
Apresentação |  I - O 'mandato do céu' do 1.º de Maio (de 10 de Março a 25 de Julho de 1975). II - A formulação de um projecto de capitalismo burocrático neo-liberal (Agosto de 1975). | Bibliografia | Conclusão sobre as novas formas de luta.
Artur J. Castro Neves (Porto, 1944-2014). "Nasceu em 1944, no Porto. Licenciou-se em Sociologia (1971) na Universidade René Descartes (Paris V - Sorbonne). Leccionou Antropologia Económica na Faculdade de Economia do Porto e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Lisboa, de 1976 a 1978. Nos anos 80 trabalhou em Paris no sector cinematográfico. Em 1990 e 1991 colaborou no Secretariado Nacional para o Audiovisual, Presidência do Conselho de Ministros. Foi secretário-geral da Associação SCALE, integrada no Programa Comunitário MEDIA II, de 1991 a 1997. Em Setembro de 2001 integra o Grupo de Reflexão no quadro da "iniciativa convergência e regulação" aprovada em Conselho de Ministros. Foi consultor externo da RTP de Outubro de 2009 a Dezembro de 2010. Autor do livro Políticas Públicas e Reformas na Sociedade da Informação (Porto, Edições Afrontamento, 2006)."
(Fonte:  https://www.edicoesafrontamento.pt/collections/artur-castro-neves)
Exemplar brochado, policopiado, em bom estado geral de conservação. Capas algo manchadas.
Raro.
25€

17 dezembro, 2024

PIMENTA, Alfredo -
O COMUNISMO, INIMIGO N.º 1. Pôrto, Enciclopédia Portuguesa, Limitada, 1941. In-8.º (19,5x13,5 cm) de 12 p. ; B.
1.ª edição independente.
Libelo anti-comunista originalmente publicado em A voz, Porto, distribuído por dois artigos: 28 de Junho; 3 de Julho de 1941. "Aponta o comunismo como o principal inimigo da Europa e da civilização ocidental".
Opúsculo dado aos prelos pelo autor, - historiador e polemista, conhecido germanófilo, - em plena Segunda Guerra Mundial, durante a "Operação Barbarossa" - nome de código da invasão da União Soviética pelas Potências do Eixo, com início a 22 de junho de 1941.

«O Comunismo é a grande heresia da nossa Idade»
Salazar

"Não nos deixemos arrastar levianamente pelas impressões de momento, e mantenhamos, nos nossos juízos, a calma, e a consciência de nós próprios.
Como nos três anos ásperos e difíceis de 1936 a 1939, a Civilização cristã e europeia está em guerra com o Comunismo bárbaro e destruidor. [...]
No desgraçado conflito que, há dois anos, se desencadeou, Portugal declarou-se neutro, como os seus mais altos interesses determinavam. Neutro se tem mantido. Que a Providência olhe por nós e nos permita que sempre neutros nos mantenhamos, não só por nós, mas até pelos outros.
É certo que a nova guerra germano-soviética é considerada, pelos velhos beligerantes, como simples modalidade ou fase da guerra germano-inglesa.
Tenham êles o critério que lhes aprouver, - que nada nos impede de nós termos o nosso critério. [...]
Se há três anos nos manifestamos anti-comunistas, com maior calor nos devemos manifestar agora, porque já oiço vozes burguesas, não digo defender o Comunismo, mas atenuar a sua eficácia, diminuir a sua influência e proclamar até que está muito modificado!
Já oiço proclamar Staline campeão da Liberdade, e não demorará muito que mo não apresentem como defensor da Civilização cristã e da liberdade dos povos!"
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Vincado.
Raro.
Com interesse histórico.
25€

05 dezembro, 2024

SOLZHENITSYN, A. - CARTA DE SOLZHENITSYN AOS GOVERNANTES SOVIÉTICOS.
Apelo-denúncia feito por um homem livre. Lisboa, Editorial Resistência, S. A. R. L., 1975. In-4.º (23x16 cm) de 38, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Carta aberta do conhecido dissidente soviético dirigida às autoridades do seu país, publicada pouco tempo após a sua expulsão.
"Tenho poucas esperanças de que os senhores se mostrem dispostos a examinar propostas não solicitadas oficialmente, embora venham de um concidadão de tipo raro. Não se encontra em posição subordinada a seu comando, não pode ser afastado de seu posto, nem demitido, nem promovido, nem premiado pelos senhores. Portanto, podem estar quase certos de que sua opinião é expressa com sinceridade, sem nenhum objectivo carreirista, o que dificilmente ouvirão, mesmo dos melhores peritos em sua burocracia.. Tenho poucas esperanças, mas tentarei dizer o que é mais importante em pouco espaço, ou seja, o que considero ser para o bem e a salvação de nosso povo, a que todos pertencemos - os senhores e eu.
Não se trata de um lapso. Desejo o bem de todos os povos e, quanto mais próximos de nós estiverem e quanto mais dependerem de nós, mais ardente é o meu desejo. Mas, acima de tudo, o que me preocupa é o destino dos povos russo e ucraniano, pois, como diz o provérbio: onde se nasceu é que se pode ser mais útil. E há uma razão mais profunda também: os incomparáveis sofrimentos e nosso povo."
(Excerto da Carta)
Alexander Issaiévich Soljenitsin (Kislovodsk, 1918 - Moscovo, 2008). "Foi um escritor, dramaturgo e historiador russo. Preso político do regime comunista soviético, as suas obras revelaram ao mundo as atrocidades cometidas nos gulags, campos de concentração de trabalhos forçados existentes na antiga União Soviética. Pela sua obra "Arquipélago de Gulag" Soljenitsine recebeu o Prémio Nobel de Literatura de 1970. Devido à censura e perseguição política sofrida na União Soviética pelo seu trabalho a respeito do esmagamento da liberdade individual pelo Estado omnipresente e totalitário, Soljenitsine foi expulso e privado da nacionalidade em 1974."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa manchada.
Invulgar.
Com interesse histórico.
10€

02 julho, 2024

O MOVIMENTO OPERÁRIO EM PORTUGAL -
Comunicações ao seminário organizado pelo Gabinete de Investigações Sociais (Maio de 1981).
Publicadas com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura. Coordenação de Maria Filomena Mónica e Maria de Fátima Patriarca. Análise Social : segunda série - Volume XVII - números 67-68-639 - 1981 - 3.º-4.º-5.º. Lisboa, Gabinete de Investigações Sociais, 1981. In-4.º (23,5x16 cm) de [2] 608 p. (471-1078 p.) ; B.
1.ª edição.
Importante contributo para a história do movimento operário português.
"Promovido e organizado pelo Gabinete de Investigações Sociais (GIS), teve ligar, nos dias 4 a 7 de Maio de 1981, em instalações da Biblioteca Nacional especialmente cedidas para o efeito, um seminário sobre o Movimento Operário em Portugal. Neste seminário - que contou com a participação regular de perto de uma centena de pessoas, dentre investigadores de História e Ciências Sociais e outros estudiosos e técnicos interessados no tema - foram apresentadas e discutidas catorze comunicações, distribuídas por quatro grande rubricas: Lutas Operárias: 1849-1934 (cinco comunicações). A Classe Operária e a Política (três comunicações) e Os Operários na Indústria Moderna (duas comunicações). Neste número duplo de Análise Social procede-se à publicação na íntegra dos textos que foram presentes ao seminário. Acrescentam-se três outros trabalhos - um de História Oral e dois representantes a Bibliografia e Fontes Documentais -, que, não tido embora podido, em virtude da própria natureza, ser apresentados no seminário, constituem contributos importantes para o estudo da temática a que o seminário se subordinou."
(Excerto de Nota prévia)
Índice:
Nota prévia | Lutas Operárias (1843-1934): José Barreto - Uma greve fabril em 1849. Maria Filomena Mónica - Poder e saber: os Vidreiros da Marinha Grande. José Manuel Tengarrinha - As greves em Portugal: uma perspectica histórica do século XVIII a 1920. José Amado Mendes - Para a história do movimento operário em Coimbra. Vasco Pulido Valente - Os conserveiros de Setúbal (1887-1901). A classe operária e a política: Fernando Piteira Santos -  A fundação de «A Voz do Operário» - do «absentismo político» à participação no «congresso possibilista» de 1889. José Pacheco Pereira - Contribuição para a história do Partido Comunista Português na I República (1921-26). João Arsénio Nunes - Sobre alguns aspectos da evolução política do Partido Comunista Português após a reorganização de 1929 (1931-33). A imprensa operária: João Medina - Um semanário anarquista durante o primeiro Governo Afonso Costa: «Terra Livre». João Freire - «A Sementeira», do arsenalista Hilário Marques. Cecília Barreira - Sindicalismo e Integralismo: o jornal «A Revolução» (1922-23). Vítor de Sá - Problemas e perspectivas num inventário da imprensa operária portuguesa. Os operários da indústria moderna: Alice Ingerson - Consciência de classe em Vila Nova de Famalicão. Marinús Pires de Lima - A evolução do trabalho operário nas indústrias de construção e reparações navais - aspectos de uma investigação em curso e alguns resultados preliminares. Fontes de história oral: Luís Salgado de Matos - Lisboa, 1920: vida sindical e condição operária. Bibliografia e fontes documentais: José Pacheco Pereira - Bibliografia sobre o movimento operário português desde a origem até 25 de abril de 1974 (livros e artigos publicados de 1974 a 1980). Maria Filomena Mónica e Luís Salgado de Matos - Inventário da imprensa operária portuguesa (1834-1934).
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Com interesse histórico.
20€

06 novembro, 2022

RIBEIRO, Manuel - NA LINHA DE FOGO.
Crónicas subversivas
. Lisboa, Empreza Editora Popular, [1919]. In-8.º (20,5 cm) de 118, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Livro de crónicas e reflexões de pendor subversivo da autoria do à época anarco-sindicalista Manuel Ribeiro, sendo esta uma das invulgares e interessantes obras do autor.
"Porque tu foste um heroi, um autêntico heroi sacrificando o futuro e a vida pelo ideal, não posso compreender como uma tão ardente fé cristalize na insensibilidade morta dum dogma; não posso admitir que fiques abraçado a um êrro dispersando esterilmente e improdutivamente o teu rico capital de energias.
Que tu fôsses republicano até o cindo de outubro vá; mas é lá possível que ames hoje a república como a amavas dantes? Tu bateste-te por ela com enternecimento e com entusiasmo, como te baterias por uma mulher. Que era para ti a república? Evidentemente - uma paixão. Tu rugias quando a Ordem te maltratava a república nas pessoas sagradas dos seus caudilhos, e o que te levou à Rotunda, hasde concordar, não foi o programa do partido republicano - conhecêste-lo tu mesmo? - o que te levou lá foi a ânsia de desagravares uma amante dos ultrajes dum bêbado. O programa do partido! Bem te importaste com êle! [...]
Porque não vens até nós?
Aqui não há chefes, há camaradas. O nosso partido é o da fraternidade, o nosso programa a solidariedade. Alistâmo-nos na legião do trabalho. És poeta? Aqui sentirás a vida intensa, fonte de toda a inspiração. és filósofo? Vem aqui reflectir e sentirás germinar o embrião do mundo novo. Só aqui poderás harmonizar as tuas idéas com os teus átos. Só aqui poderás ser profundamente e coerentemente - um homem."
(Excerto de A um heroi da Rotunda)
Indice:
A um heroi da Rotunda. | Estrelas cadentes (Tomaz da Fonseca). | A propósito dum hino. | Anarquistas e Sindicalistas. | Cezarismo à vista. | Um detractor do Sindicalismo. | O julgamento de Buizel. | O caso do chegador Faria (O direito de matar). | A Voz do Operario e o Ensino. | Acção directa. | As cadernetas. | A politica do operariado. | Acção. | A orientação dos Sindicatos. | Fernando Pelloutier. | O Sindicalismo italiano. | A lei das Associações. | A Associação. | Uma renascença literária. | Socialista e anarquista. | Uma conferência.
Manuel Ribeiro (1878-1941). "Manuel Ribeiro (1878-1941), natural de Albernoa, freguesia de Beja, foi um dos mais destacados militantes anarco-sindicalistas da primeira República. Com pouco mais de vinte anos veio para Lisboa, dedicando-se à tradução e ao jornalismo. É também o momento em que inicia uma obra literária, que anos mais tarde dele fará um dos mais lidos escritores do tempo. Como tradutor, verteu para o português obras de Gorki, Tolstoi, Kropotkine e Paul Elzbacher. A ligação militante ao anarquismo operário data de 1908, mas a primeira colaboração com a imprensa libertária é de 1909. Entre 1912 e 1914 é um dos mais assíduos colaboradores do semanário O Sindicalista, órgão da corrente operária libertária. Com o fim deste e a fundação de A Batalha, Manuel Ribeiro transfere para este diário a sua colaboração, que mantém até Março de 1921.
A revolução russa de 1917 dividiu o movimento operário mundial e Manuel Ribeiro, vendo nos sovietes um equivalente do sindicalismo revolucionário, toma partido pelo bolchevismo, fundando com outros a Federação Maximalista, cujo jornal dirigiu, e o Partido Comunista Português. Mais tarde, em 1926, converteu-se (em privado) ao catolicismo. A conversão não levou porém o autor a alhear-se das antigas preocupações, acabando por se manter dentro da mesma esfera, com a aproximação a sectores católicos socialmente empenhados. Dirigiu nesses anos a revista católica Renascença, fundou uma outra, Era Nova, esta com o padre Joaquim Alves Correia, e publicou um livro de ensaios, Novos Horizontes (1930), em que esclarece a sua separação da fórmula integralista, que por então dominava nos meios católicos."
(Fonte: http://mosca-servidor.xdi.uevora.pt/arquivo/?p=creators/creator&id=450)
Bonita encadernação meia de pele com cantos, e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado de conservação. Foi acrescentado ao corpo do livro outro tanto de páginas em branco para "engrossar" o volume.
Invulgar.
30€

18 junho, 2022

MARX, Carlos - O CAPITAL. Tradução de Emília de Araújo Pereira. Lisboa, Guimarães & C.ª - Editores, 1912. In-8.º (19 cm) de 246, [2] p. ; E. Colecção Sociologica - XI
1.ª edição (?).
Possível edição original portuguesa desta conhecida obra do filósofo alemão Karl Marx (1818-1883), prefaciada e resumida por Gabriel Deville (1854-1940). No mesmo ano, foi publicada em entre nós uma outra versão - o n.º 21 da Bibliotheca d'Educação Nacional, impressa na Typ. de Francisco Luiz Gonçalves, não sendo possível apurar qual terá sido a primeira a sair dos prelos. Mas inclinamos-nos para a nossa, por ser a edição mais "rudimentar", não aludindo na folha de rosto nem no interior, à paternidade do Prefácio e Resumo e estudo (ou Bosquejo) sôbre o socialismo científico de G. Deville. A obra integral de O Capital só seria publicada algumas décadas mais tarde, após o 25 de Abril de 1974.
"Marx debruçou-se em particular sobre a formação e a essência do capitalismo considerando que este se fundamenta numa apropriação indevida da mais-valia gerada pelo trabalho numa lógica de acumulação e concentração de riqueza que deixa completamente de lado a função social do trabalho e reduz o proletariado a um estado de alienação em que o trabalho deixa de ser um fator de realização pessoal. A religião, que classifica como «ópio do povo», associa-se a esse processo de alienação, prometendo aos proletários uma satisfação extramundana em troca da sua submissão à ordem estabelecida."
(Fonte: wook)
"É pelo estudo, é pela observação da natureza das coisas e dos sêres, que consciente dos seus effeitos, o homem se pode tornar cada vez mais senhor do seu próprio movimento.
Antes de coordenar ideas e de apreender as suas diversas relações, o homem actuou; isto quer se considere a infância do individuo ou da espécie. Mas é só a partir do momento em que se subordina ao pensamento reflectido que a acção deixa de ser incoerente para se tornar real e rápidamente eficaz. Com a acção revolucionária sucede o mesmo que com qualquer outro género de acção; a ciência deve ser o seu guia, para que ela se não esterelize em esforços pueris.
Sustentar, seja em que matéria fôr, que a ciência é inútil, ou que o tempo de estudar já passou, só poderia ser um mau pretêsto para dispensar o estudo ou para buscar desculpa a uma ignorância persistente.
É evidente que o estudo da vida social lhe não modificará por si só a forma, assim como não fornecerá, elaborados nos mínimos pormenores, os planos, forma e elevação de uma sociedade nova; mas patentear-nos há os elementos constitutivos da sociedade actual, as suas íntimas combinações, e, com as suas tendências, a lei que lhes preside à evolução. Tal conhecimento habituar-nos há, não «a abolir por meio de decretos as fases do desenvolvimento natural da sociedade moderna, mas a abreviar-lhe o período da gestação e a suavizar-lhe os males da sua criação»."
(Excerto do Prefácio)
Encdernação coeva em meia e pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura frontal.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

07 janeiro, 2021

MOTA, Fernando - O NOVO MUNDO.
[Por]... Licenciado em Filosofia. Advogado
. Lisboa, [Tip. Torres, Lisboa], 1930. In-8.º (19 cm) de 392, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Obra apologista dos valores comunistas, algo ingénua, de forte pendor anticlerical, em que o autor procura dar resposta aos problemas sociais do país pela via do socialismo de inspiração soviética. Publicado em 1930 - em pleno período de Ditadura Nacional - não custa pensar que, face ao seu conteúdo doutrinário - contrário à ordem política vigente - e à escassez do livro, que este tenha sido apreendido e(ou) destruído. Nada foi possível apurar sobre o autor.
"Há quem comece por examinar um livro, lendo-lhe o índice e há também quem tenha o gosto de ler o prefácio, antes de o abrir, vendo num relance o que mais lhe interessa, o que mais lhe chama a atenção. [...]
Por o prefácio o leitor ficaria com uma ideia, do que poderia ler e logo faria um juizo àcêrca da maior ou menor conveniência em o obter.
Assim, este livro começa por afirmar, que há um problema social, que os partidos políticos da actual sociedade não conseguem resolver e que êste problema social surgiu, porque embora se digam democráticos, radicais, socialistas, monárquicos ou conservadores, os partidos burgueses, nenhum dêles é capás de resolver esse problema, porque é uma luta entre os que teem e os que não teem, uma luta entre os que auferem grandes lucros, ou vivem dos rendimentos e os que vivem parcamente dos seus salários.
Êste problema, que só a revolução social pode resolver é o problema social e a êle se refere o primeiro capítulo dêste livro.
Pergunta-se e é justa a pergunta, qual a razão porque a revolução social ainda não surgiu a não ser na Rússia, qual a razão porque esse problema social ainda não teve a sua solução.
O problema social anda preso ao problema religioso e êste por sua vez tem conseguido protelar a sua solução, não sendo natural, que no estado actual do problema religioso êste exerça mais influência sobre o problema social.
Assim, o segundo capítulo versa o problema religioso, cuja ligação ao problema social é grande, procurando mostrar-se que o problema religioso encarado, como deve encarar-se, não exercerá mais a sua acção deletéria sobre o problema social e que êste se resolverá sem grandes delongas com a construção do socialismo, que é o terceiro capítulo, no qual se versa a organização de uma república socialista, sem se descer a minúcias, que pertencem mais a vontades ou pareceres comuns do que individuais.
No quarto capítulo em que se trata da «operários e camponeses» mostra-se que a revolução social não pára e que a república socialista não é um regime absoluto e a última méta do movimento social. [...]
No quinto faz-se uma demonstração prática da matéria versada nos capítulos anteriores, descrevendo-se a república dos sovietes e para que o leitor compreenda essa organização estadual, descreve-se pondo-a em relêvo ao lado das organizações dos estados burgueses.
No sexto, versando-se a República dos Municípios pretende tornar-se mais intuitiva a organização soviética e mostrar-se a forma porque essa organização pode ser aplicada imediatamente em qualquer povo, sem tal trabalho de realização seja difícil, pois não tem nada de transcendente, sendo mais difícil a um operário montar algumas vêzes um motor, ou concerta-lo, do que compreender a organização de uma República Socialista.
No sétimo capítulo, que se refere aos Estados Unidos Socialistas, mostra-se a conveniência de uma organização internacional das repúblicas dos trabalhadores e a vantagem da adesão de qualquer república a essa união, actualmente por intermédio da união russa, à qual se reunirá e mais tarde pela sua inclusão na Internacional Comunista, alto corpo político, por emquanto e mais tarde político-económico, da causa dos oprimidos.
É êste o assunto do Novo Mundo.
Foi escrito êste livro, como trabalho de organização e análise, e por isso, êle orientará o público na compreensão do que seja a revolução social, e quais os fins e princípios que orientam a nossa propaganda.
Não nos interessa a crítica daqueles que vivem a vida restrita da cama onde se de deitam, ou da mesa em que se enfartam.
Interessa-nos, sim, que mude o estado social actual, e se vencermos, como é natural, não sentiremos o menor prazer em torturar aqueles que nos atacaram com o seu profundo despreso e ares de superioridade, pois quando a dôr é grande ninguém a não ser o carrasco tem o direito de rir, ou de troçar."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
I - O Problema Social. II - O Problema Religioso. III - Construção do Socialismo. IV - Operarios e Camponezes. V - A República dos Sovietes. VI - A República dos Municípios. VII - Estados Unidos Socialistas.
Exemplar brochado, na sua quase totalidade por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
35€

19 setembro, 2020

BAPTISTA, Henrique - A MENTIRA COMUNISTA. Porto, Edição do Autor - Depositário: Casa Editora de A. Figueirinhas, L.da, [1937]. In-8.º (19 cm) de 274, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Obra anti-comunista, publicada em pleno período de guerra civil em Espanha, dois antes da eclosão da 2.ª Guerra Mundial. Oferecida pelo autor - oficial do Exército Português - aos Oficiais do Exército, aos Legionários, aos Educadores da Mocidade Portuguesa, aos Professores de Educação Cívica e aos Párocos.
"Do muito que lêmos e dalguma coisa que estudámos, forrageámos alguns dos argumentos vélhos e rélhos com que se combateu, combate, e deve continuar a combater-se ainda, hoje mais que nunca, nesta hora inquieta que passa, oo socialismo revolucionário de diversos feitios e matizes que por aí se apregoa, como devendo ser o regime social futuro - quod Deus avertat. [...]
As vélhas doutrinas comunistas e comunizantes, na pena e na bôca dos apóstolos que mais ou menos conscientemente ou, melhor, inconscientemente apregoam como a última palavra da ciência social, proclamando sentenciosamente que são uma verdade indiscutível, e que a sua execução é uma necessidade urgente e inadiável para pôr fim às angústias e intranqüilidade da hora presente, são uma crassa mentira, como mostraremos."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Dedicatória. | Prefácio.| O comunismo utópico. | A base da mentira comunista. | O Estado Comunista. | A Propriedade colectivista. | Luta contra o capitalismo. | A evolução política e social. | A mentira da igualdade. | O trabalho comunista. | A moral social. | A luta de classes é uma mentira. | O materialismo histórico é outra mentira. | A ditadura do proletariado é mentirosa e falsa. | Uma mentira grosseira. | O Marxismo. | A mentira sindicalista. | O anarquismo é um crime.  Experiências. | A Família. | A Pátria. | Antídotos. | Conclusão. | Últimas palavras.
Encadernação simples com a lombada e cantos revestida de tecido. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Dedicado e assinado na f. rosto e anterrosto (não do autor). Pastas desgastadas nas margens.
Invulgar.
15€

23 janeiro, 2020

LENINE, V. I. - O OPORTUNISMO NOS PROBLEMAS DE ORGANIZAÇÃO. [S.l.], [s.n.], [1975?]- In-8.º (21 cm) de 20, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo revolucionário de circulação clandestina, edição do Secretariado do Comité Regional Enver Hoxha, com o fim de armar ideologicamente os camaradas. Trata-se de um folheto policopiado de propaganda comunista, estamos em crer que da responsabilidade do PCP(R), publicado pouco tempo após o 25 de Abril de 1974, para "instrução das massas populares".
"A tese fundamental de Axelrod (nº. 57 da Iskra) é a seguinte: "Desde o início", o nosso movimento continha duas tendências opostas, cujo antagonismo respectivo se devia necessàriamente desenvolver e reflectir-se no nosso movimento, à medida que ele próprio se desenvolveu". A saber: "O objectivo proletário do movimento (na Rússia) é um princípio o mesmo que o o da social-democracia do Ocidente". Mas entre nós a acção sobre as massas operárias provém "dum elemento social que lhe é estranho" - os intelectuais radicais. Assim pois, Axelrod constata um antagonismo entre duas tendências, uma proletária, outra intelectual radical no nosso partido. [...]
Quem defende as tendências proletárias no nosso movimento, quem sublinha que o operário não receia a organização, que o proletário não simpatiza com a anarquia, que aprecia o estimulante "organizai-vos!" quem põe de sobreaviso contra os intelectuais burgueses, completamente impregnados de oportunismo? Os Jacobinos da social-democracia. E quem introduz no partido os intelectuais radicais, quem se preocupa com os professores, com os colegiais, com os isolados, com a juventude radical? O Girondino Axelrod e o Girondino Liber."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
10€

01 agosto, 2018

ENGELS, F. - PRINCÍPIOS DO COMUNISMO. [S.l.], Edições "O Grito do Povo", [197-]. In-8.º (21cm) de 23, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo policopiado, editado em 1974/1975, para propaganda do ideário comunista e “ilustração” da classe operária. Trata-se de um valioso exemplo da literatura de intervenção na época. As Edições “O Grito do Povo”, tiveram origem no Porto, sob responsabilidade editorial da OCMLP (Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa), de Pedro Baptista.
"Entre os papeis que Engels deixou ao morrer encontrou-se o texto destes "Princípios do Comunismo", publicado pela primeira vez no jornal Vorwärds (Avante), de Berlim, em 1914. Trata-se do projecto ou rascunho da profissão de fé comunista, que Engels redigiu entre 23 e 29 de Outubro de 1847, por encargo do grupo parisiense da Liga dos Justos."
(Excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
15€

13 setembro, 2016

CUNHAL, Álvaro - A SUPERIORIDADE MORAL DOS COMUNISTAS. [Lisboa], Edições Avante!, 1974. In-8.º (18,5cm) de 16 p. (inc. capas) ; B.
1.ª edição independente.
Artigo do líder histórico do PCP publicado na revista Problemas da Paz e do Socialismo, N.º 1, Janeiro de 1974. O presente opúsculo seria impresso uns meses mais tarde, após a revolução, a 21 de Outubro de 1974.
"Os comunistas não se distinguem apenas pelos seus elevados objectivos e pela sua acção revolucionária. Distinguem-se também pelos seus elevados princípios morais.
A moral dos comunistas tem a sua base objectiva nas condições de trabalho e de vida do proletariado, no processo da sua luta contra o capital e, desde a vitória da revolução socialista, na nova sociedade libertada da exploração. Tem, como principal factor subjectivo, o papel educativo desempenhado pela vanguarda revolucionária guiada pelo marxismo-leninismo.
A moral dos comunistas é contrária e superior à moral burguesa. Constitui um elemento integrante da força revolucionária do proletariado e da sua vanguarda. Age como «força material» na transformação do mundo. E, voltada para o futuro, indica os traços essenciais da transformação do próprio homem."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
15€

23 julho, 2015

BAPTISTA, Henrique - SOCIALISMO. I. Os Percursores [II. Os Apostolos e a sua Doutrina. III. As Escolas Actuaes]. Porto, Companhia Portuguesa Editora, 1913-1914. 3 vols in-8.º (18,5 cm) de 228, [6] p. (I), 239, [9] p. (II) e 230, [4] p. (III) ; E. num único tomo. Bibliotheca de Educação Intellectual, XXIII, XIV, XV
1.ª edição.
Obra em 3 volumes (completa).
Importante estudo centenário sobre o socialismo em plena época de afirmação republicana.
"Não nos propomos fazer uma historia das ideias sociaes.
Para isso faltar-nos-ia a competencia; e, ainda que a tivessemos de sobra, não seria em algumas dezenas de paginas que essa historia poderia ser feita.
O nosso fim é muito mais modesto, mais consentaneo com os nossos modestos recursos. Como divulgação de conhecimentos geraes pretendemos, neste ligeiro estudo, dar uma pequena ideia do estado actual da questão social e das phases por que ella tem passado.
Se esta questão exerceu, no seculo passado, um logar importante nas luctas politicas, não será temerario ajuizar que, no actual, tomará o logar preponderante: e, porisso, não será permittido a ninguem, por medianamente illustrado que seja, ignorar os termos em que a lucta, entre o passado e o presente, se vae travar. [...]
Todo o individuo que pretender definir os termos socialismo, collectivismo, communismo, anarquismo e syndicalismo, tanto em voga, sente-se sériamente embaraçado, porque os escriptores socialistas, em geral, entregam-se mais á critica do existente e a constatar os males de que soffre a sociedade do seu tempo do que a estabelecer o regime completo d'uma sociedade futura, mais perfeita, que substitua a actual."
(Excerto da Explicação preliminar)
Encadernação da época em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Pastas com defeitos marginais. 
Muito invulgar.
Indisponível

09 julho, 2015

SOARES, Fernando Luso - O CASO DIAS COELHO. Alegações da Assistente Maria Teresa Tengarrinha Dias Coelho, no seu recurso para o Supremo Tribunal Militar. Por... Lisboa, [s.n. - imp. na Tip. Jornal do Fundão Editora], 1977. In-4º (24,5cm) de 69, [7] p. ; B.
1.ª edição.
Recurso interposto pelo autor contra a sentença proferida pelo 1.º Tribunal Militar Territorial de Lisboa no caso do julgamento dos assassinos de Dias Coelho, conhecido artista plástico e membro do P.C.P.
“No dia 19 de Dezembro [de 1961] foi assassinado a tiro pela PIDE na Rua dos Lusíadas em Alcântara o camarada José Dias Coelho, de 38 anos de idade, membro da Direcção da Organização Regional de Lisboa do Partido Comunista Português.
«O crime foi cometido por uma brigada de 5 agentes da PIDE que saindo de um automóvel o assaltaram em plena rua, disparando dois tiros contra o nosso camarada, que não tinha consigo qualquer arma. Um tiro à queima-roupa, em pleno peito, deitou-o por terra e outro foi disparado com ele já no chão.
«Isto passou-se cerca das 8 horas da noite. Precipitadamente, os assassinos meteram o nosso camarada no automóvel e só 2 horas depois o foram entregar, já a expirar, no Hospital da CUF. Que fizeram os bandidos da PIDE a este homem moribundo, nas duas horas em que o tiveram em seu poder?"
(in http://www.dorl.pcp.pt)
"Acentua-se, dia a dia, a perplexidade dos portugueses perante os resultados dos sucessivos julgamentos em que são réus os elementos da organização terrorista que foi a PIDE-DGS. Os leigos na matéria, mas que são cidadãos com direito a compreender os fenómenos da vida deste país, interrogam-se, na sua perplexidade, sobre as causas dos tão meigos tratamentos judiciais que vão levando estes pides. Importa, todavia, marcar bem, e desde já, que os Tribunais não têm culpa desta suavidade. Eles estão também a ser vítimas, e com eles o próprio prestígio da justiça democrática, de um conjunto lamentável de circunstâncias e de condições que vamos passar a analisar."
(excerto da nota prévia)
Matérias:
José António Dias Coelho, por Margarida Tengarrinha
Nota prévia: A PIDE-DGS e a fábula do camponês e a víbora
Minuta do Recurso
I - Admissibilidade e objectividade geral deste recurso. II - A Justiça é feita pelos Tribunais em nome do Povo. III - A sentença recorrida ofendeu gravemente o Povo. IV - Foi o Tribunal vítima de estruturas em crise?... V - Os factos imputados e a aceitação hipotética de uma qualificação jurídica. VI - A verdadeira questão: o Tribunal errou na qualificação típica do facto criminoso. VII - A qustão do dolo. VIII - Algumas contradições do acordão recorrido. IX - Conclusões.
Anexos
- A Constituição não é inconstitucional. - Uma peça fundamental da estrutura monopolista.
Fernando Augusto de Freitas Mota Luso Soares (1924-2004). “Advogado de presos políticos perseguidos pela PIDE-DGS, polícia política do Estado Novo, foi além de disso prolifero ficcionista, ensaísta e dramaturgo. Foi assistente da Faculdade de Direito de Lisboa, contribuindo para a análise e estudo das ideias políticas, sem abdicar da sua perspectiva ideológica. Foi também magistrado do ministério público. Faleceu aos 80 anos, em 2004. Entre outras obras, publicou: Crimes e Criminosos na Divina Comédia de Dante (1954); O Banqueiro Anarquista e Outros Contos do Raciocínio de Pessoa (1964); Cadáver Adiado que Procria (1967); Teatro Vanguarda Revolução e Segurança Burguesa (1973); PIDE/DGS – Um Estado dentro do Estado.”

(in https://www.marxists.org/portugues/luso/index.htm)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

29 junho, 2015

GOUVEIA, Fernando - MEMÓRIAS DE UM INSPECTOR DA P. I. D. E. 1. A Organização Clandestina do P. C. P. Lisboa, Roger Delraux, 1979. In-8º (21cm) de 486, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada com 4 esquemas e um mapa em páginas inteiras.
Fernando Gouveia foi considerado o maior especialista da P. I. D. E., no P. C. P. Este é um livro de memórias dedicado pelo autor à luta contra o Partido Comunista enquanto funcionário superior da P. I. D. E. Num plano que comportaria vários volumes, este livro «1» sobre o P. C. P. é tudo quanto foi publicado.
"O Povo Português está a sentir bem, mais de quatro anos após o «25 de Abril», os efeitos da ditadura comunista gonçalvista culminada com a tentativa de insurreição felizmente frustrada em 25 de Novembro de 1975.
Não tem interesse, por isso, descrever, neste primeiro volume de memórias, a teoria comunista. Interessará, sim, fazer a história do que foi a organização clandestina do Partido Comunista Português, no período decorrido entre 28 de Maio de 1926 e 25 de Abril de 1974.
Daremos a conhecer como essa organização subversiva iniciou a sua actividade em Portugal e assim trataremos dos seguintes assuntos:
- funcionamento dos aparelhos e as suas várias evoluções; - disciplina partidária; - regras conspirativas; - quadros legais e ilegais; - métodos e tácticas; - mobilização e agitação de massas; - imprensa clandestina e respectivo aparelho distribuidor; - sistemas de ligação (cifras e «credenciais»); - casas clandestinas; - aparelhos de fronteira; - falsificaaçção de passaportes, bilhetes de identidade e outra documentação; - congressos legais e ilegais; - lutas intestinas; - casos picarescos e trágicos (liquidações); - organizações subsidiárias; - organização sindical; - juventude comunista; trabalhadores, estudantes, «mudistas»; - cursos na U. R. S. S. e em Cuba, etc."
(excerto da Nota prévia)
Fernando de Sousa de Araújo Gouveia. "Nasceu em Lisboa em Julho de 1904. Ingressou como agente na Polícia de Informação do Ministério do Interior em Junho de 1929, ascendendo a chefe de brigada e, por distinção, a subinspector. Inspector da Polícia Internacional e de Defesa do Estado (P. I. D. E.) em 1962, e inspector adjunto em 1973, era, finalmente, técnico superior da Direcção-Geral de Segurança (D. G. S.) quando eclodiu o «25 de Abril».
Apesar de se encontrar ainda em convalescença de grave doença, esteve presente na sede da D. G. S. desde a madrugada do dia 27, quando respeitou a ordem de recolher a casa.
A fim de compartilhar da sorte dos seus camaradas detidos, apresentou-se voluntariamente na Cova da Moura, no dia 29, ficando preso durante 28 meses, primeiro no Forte de Caxias, e, depois, e sucessivamente, na Penitenciária de Lisboa, no Forte de Peniche e, novamente, no Forte de Caxias.
Em 30 de Agosto de 1976, beneficiou do regime de liberdade provisória, aguardando julgamento pelo Tribunal Militar por ter sido membro da polícia política do antigo regime e se ter destacado na luta contra a organização clandestina do P. C. P.
A apreciação superior da acção de Fernando Gouveia como funcionário da P. I. D. E./D. G. S. valeu-lhe a concessão de dez louvores. É condecorado com a Cruz de Ouro da Ordem da Fénix, concedida pelo rei Paulo da Grécia."
(apresentação biográfica do autor)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Pouco comum.
15€

12 abril, 2015

SUDOPLATOV, Pavel & SUDOPLATOV, Anatoli. Com Jerrold L e Leona P. Schecter - OPERAÇÕES ESPECIAIS : memórias de uma testemunha indesejada. Prefácio de Robert Conquest. Mem Martins, Publicações Europa-América, 1994. In-8º (21cm) de 540, [8] p. ; il. ; B.
1.ª edição portuguesa.
Ilustrada com fac-símiles de documentos secretos - relatórios e correspondência diversa.
Documento histórico sobre a U. R. S. S. estalinista. Interessante conjunto de entrevistas feitas a Pavel Sudoplatov durante um ano, pessoalmente e por interposta pessoa, que resultaram em 20 horas de gravações. Sudoplatov era um agente do Serviço de Informações soviético. Foi o responsável pelo assassinato de Trotsky, e teve a seu cargo durante a 2.ª Guerra Mundial toda a Informação e Contra-Informação na Alemanha e nos territórios ocupados, tendo continuado a dirigir as redes clandestinas no estrangeiro após a guerra, com o propósito de sabotar instalações americanas e da NATO. Após a morte de Estaline, foi apanhado na luta pelo poder entre Khruschov e Beria, de quem era subordinado; foi preso e acusado de conspiração e traição. A sua reclusão na "célebre" Lubyanka durou 15 anos.
"Esta é a mais sensacional, a mais devastadora e, em muitos aspectos, a mais informativa autobiografia que alguma vez emergiu do meio estalinista.
É talvez o contributo individual mais importante para a nossa informação desde o Discurso Secreto de Khrushchov.
Não é absolutamente verdadeiro que o nome de Pavel Sudoplatov fosse pouco conhecido, pelo menos pelos historiadores. O seu papel como organizador do assassinato de Trotsky já fora estabelecido, de um modo geral, há alguns anos. Porém, o conhecimento que se tinha desta operação era imperfeito e o resto da sua diversificada carreira era obscuro."
(excerto do prefácio)
"A carreira de Pavel Anatolievitch Sudoplatov no Serviço de Informações coincidiu, quase exactamente, com os trinta anos de reinado de Estaline na União Soviética. Sudoplatov trabalhou longos anos na Administração para as Operações Especiais, uma unidade de élite do Serviço de Informações soviético, tornando-se o seu director durante a guerra. Definiu o significado da palavra «especial» com sangue, veneno e terrorismo. [...]
A autobiografia de Pavel Anatolievitch Sudoplatov, contando setenta anos de manipulação e assassínio, não é um acto de contrição ou uma confissão. Ele viu-se como «um soldado em guerra» num combate justificável contra os fascistas ucranianos, Trotsky e os trotskistas, inimigos do povo, invasores germânicos, NATO e imperialistas americanos."
(excerto da introdução)
ÍNDICE:
Prefácio de Robert Conquest.
Introdução por Jerrold L. e Leona Schecter.
Evolução do Serviço de Segurança Soviético.
PRÓLOGO: Revelando um Segredo.
I - As Origens. II - Espanha: Cadinho para a Revolução e Saneamentos. III - Os Anos dos Saneamentos. IV - O Assassinato de Trotsky. V - Estaline e Hitler: Prelúdio de Guerra. VI - A Grande Guerra Patriótica: Jogos de Simulação e Guerra de Guerrilhas. VII - Espiões Atómicos. VIII - A Guerra Fria. IX - Raoul Wallenberg, LAB X e Outras Missões Especiais. X - Os Judeus: A Califórnia na Crimeia. XI - Os últimos Anos de Estaline, 1946-1953. XII - A Queda de Beria e a Minha Prisão. XIII - O Julgamento.
Apêndices:
I - Os Visitantes de Estaline em 21 e 22 de Junho de 1941. II - Documentos relativos a Espionagem Atómica., 1941-1946. III - Aspectos Técnicos do Projecto da Bomba Atómica Americana. IV - O Teste da Primeira Bomba Atómica Americana. V - Bases para o Massacre da Floresta de Katin. VI - Documentos de Reabilitação de Pavel Sudoplatov.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

26 novembro, 2013

SOLDADOS DE PORTUGAL. [S.l.], [s.n. – comp. e imp. na Editorial Imperio, Lda., Lisboa], Maio : 1935. In-8º (19cm) de 16 p. (inc. capas) ; B.
Fotos: capa e contracapa.
Curioso opúsculo de propaganda anti-comunista.
“Com certeza que certos «cavalheiros», já têm chegado ao pé de Vocês e dito que, «não há o direito de não sermos todos ricos, de não sermos todos patrões, que não há o direito disto, que não há o direito daquilo, que devia ser tudo igual, que não devia haver exército, que só no Comunismo é que está a salvação desta coisa toda, etc., etc., e em geral acabam sempre por vos aconselhar a revoltarem-se contra tudo isto, a faltarem ao respeito aos vossos superiores e a não cumprirem as ordens dêles. […]
Querem apoiar-se em vós para subirem ao poder e assim que estão estabelecidos no poleiro, fazem ouvidos de mercador às vossas reclamações. A maior parte dos indivíduos que vos aliciam e organizam revoluções, se elas triunfam, êles mesmo se elevam aos altos postos; se não triunfam «cavam» como poltrões, deixando abandonados e a sofrer as conseqüências, as pessoas que êles aliciaram e atiraram para a desgraça. […]
Os comunistas apregoam O AMOR DOS HOMENS, mas nunca se mataram friamente tantos homens como na Rússia comunista, país onde estão em vigor essas ideias de igualdade, onde a miséria continua a ser miséria e onde se mata e desterra uma pessoa por «dá cá aquela palha». […]
Os comunistas apregoam o AMOR LIVRE que é como quem diz a prostituição das vossas irmãs, filhas e noivas, isto é, o desprezo absoluto pela honra delas, como acontece na Rússia, onde não há respeito pelos altos sagrados e invioláveis direitos da família… Com certeza que quereis que vos respeitem as vossa irmãs e as vossas filhas e não gostaríeis que elas amanhã mudassem de marido como quem muda de camisa. […]
SOLDADOS! Quási todos vós tendes lá nas vossas aldeias, um bocado de terra, um bocado de horta e uma casita que estimais como coisa sagrada e que é o produto de muitas canceiras e muitos trabalhos. Gostarieis que amanhã vo-la tirassem, que fôsse repartida e cedida a indivíduos, que vós sempre conhecestes lá na aldeia como vádios e ladrões, ou então que quási tudo que nela se produzisse fôsse entregue ao Estado? Decerto que não. […]
Não há classes exploradoras, nem há classes exploradas. Assim temos um exemplo: o sr. Dr. Oliveira Salazar que, sendo filho de um honrado e humilde feitor de uma quinta em Santa Comba, é hoje o Presidente do Govêrno… O Destino é que se encarrega de fazer subir uns e descer outros e para tudo é preciso sorte.
SOLDADOS! Quando alguns dêsses cavalheiros, comunistas, anarquistas, anarco-sindicalistas ou quaisquer outros, vos aliciarem para faltardes ao respeito aos vossos superiores, a revoltar-vos, prometendo-vos a uns licenciamento breve, e a outros promoções e outras coisas que depois não cumprem, ou então se vos distribuirem algum panfleto ou folheto clandestino, não hesiteis: - prendei-os imediatamente, dai logo parte da ocorrência, entregando os folhetos que por acaso por distribuírem.”
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito raro.
20€