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09 abril, 2021

LARCHER, Jorge das Neves - CARTILHA PATRIÓTICA
. Mandada publicar pelo Núcleo n.º 44 da Fraternidade Militar do 1.º G. A. M. [Por]... Tenente do 1.º G. A. M. Lisboa, Polycommercial, [1920]. In-8.º (21,5 cm) de 14, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo publicado por ocasião do segundo aniversário do 9 de Abril, data da batalha de La Lys. Inclui uma poesia - Saúdades do Lar - redigida em França, 1918.
"O 9 de Abril é uma data gloriosa, e não só gloriosa como também grandiosa para o nome português, cujo valor resplandeceu com imortal fulgor.
O 9 de Abril, soldados, é a data memorável em que algumas centenas dos vossos camaradas foram lá fora aos campos da Flandres levantar bem alto o prestígio no nome português e dizer ao mundo, que a raça portuguesa sabe respeitar os seus compromissos e honrar a memória dos seus antepassados, que por toda a parte do mundo verteram o seu sangue generoso para nos legarem um nome honrado e uma nobre Pátria, grande pelo seu povo e ainda maior pela sua história.
O 9 de Abril, soldados, é a data verdadeiramente histórica em que uma pequena parte do já reduzido corpo expedicionário português, num arranco sublime, afrontou e quiz deter com o mais rasgado heroismo, o avanço do mais poderoso e do mais bárbaro exército do mundo."
(Excerto de 9 de Abril)
Índice:
Duas palavras. | 9 de Abril. Alocução às praças do 1.º G. A. M. no 2.º aniversário desta memorável data. | A instrução. | Máximas e pensamentos. | Pátria e bandeira. | Monumentos. | Saúdades do lar [Poesia - Música do ilustre chefe de banda de Inf. 7, Ex.mo capitão Barbosa]. | Portugueses de raça.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar.
Indisponível

27 março, 2020

LARCHER, Jorge das Neves - RETALHOS. 50% do produto liquido desta obra reverte para a liga dos Combatentes da Grande Guerra. Prefaciado pela Ex.ᵐᵃ Dr.ª D. Adelaide Cabete ilustre Presidente do Concelho Nacional das Mulheres Portuguêsas. Lisboa, Tipografia da Cooperativa Militar, 1924. In-8.º (22 cm) de 31, [1] p. , B.
1.ª edição.
Obra publicada em benefício da LCGG, cujo corpo principal compreende um conjunto de pequenas narrativas e apontamentos biográficos sobre algumas "mulheres de armas" portuguesas, com o título Mulheres de Portugal. Inclui um texto inédito de Rocha Martins sobre o amor em Portugal, em resposta a uma obra de Mantegazza sobre o mesmo tema, onde este classifica os italianos como "os homens que amam mais e que amam melhor", e ainda ainda um excerto de Nas Praias de Portugal, de Ramalho Ortigão, e dois pequenos dramas.
Opúsculo valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a um seu camarada de armas.
"No tempo da regencia de D. Leonor Teles, esta rainha pediu aos condes, ricos homens e alcaides, que tomassem a voz pela rainha sua filha D. Beatriz, casada com D. João de Castela.
O escudeiro Vasco Rodrigues Leitão, que servia, por Gonçalo Vasco d'Azevedo, de alcaide em Santarem, querendo dar cumprimento ao pedido da rainha, fez reunir no adro da egreja de Marvila, alguns cavaleiros, e ele, alçando o pendão, bradou:
Arraial, arraial pela rainha D. Beatriz de Portugal, nossa senhora!
Caminhou o alcaide pela cidade e á porta da velha Brites, novamente repetiu o brado:
- Dizei comigo, disse para os outros silenciosos. Arraial pela rainha D. Beatriz!
A Brites ergueu-se, e de olhos chamejantes e de cabelos desgrenhados com nobre altivez, no meio do silencio, respondeu ao alcaide.
Em má hora o diriam! Em má hora sujeitos haviam de sêr castelhanos! Nunca Deus queira! E, cambaleando, erguendo alto a roca, gritou, até que caiu prostrada.
- Arraial pelo infante D. João!
- Arraial pelo infante - responderam os outros.
Um cortador puxou pela espada e logo outros o imitaram.
Á morte o alcaide!
E o alcaide traidor, cobarde e envergonhado, desapareceu pela porta da traição; vergastado por essa velha admiravel, que tão nobre exemplo legou á posteridade."
(Brites (A velha de Santarem) (Exemplo de admiravel patriotismo))
Mulheres de Portugal:
Soror Auta. | D. Inacia Xavier. | D. Arcanjela Josefa de Sousa. | Brites de Almeida (A tradicional padeira de Aljubarrota). | Ana Fernandes (A celebre velha de Diu). | Antonia Rodrigues. |  Brites (A velha de Santarem) (Exemplo de admiravel patriotismo). | D. Bernarda Lacerda. | D. Catharina de Sousa  (Sua carta ao governador de Diu). | Custodia Sanches. | Dulcida. | D. Joana Margarida de Castro. | Leonor Lopes da Fonseca. | D. Margarida de Noronha. | D. Maria de Guadulupe Lancastro e Cadenas. | Publia Hortensia de Castro.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Contracapa apresenta dois rasgões sem perda de papel.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

08 abril, 2017

LARCHER, Capitão Jorge das Neves - MONUMENTOS DE PORTUGAL. Alcobaça e Batalha : Batalha, o Templo da Pátria. 2.ª edição profusamente ilustrada, correcta e aumentada. [S.l.], [s.n. - imp. nas oficinas de Litografia Nacional, Porto], 1927. In-4.º (23,5 cm) de [14], 38 p. ; [6] f. il. ; B.
Edição trilíngue (português/francês/inglês) ilustrada em separado com seis estampas, incluindo a maquete do Monumento a erigir em Lacouture - França, da autoria do escultor Teixeira Lopes, e o Lampadário «Chama da Pátria», projecto de Mestre António Augusto Gonçalves, executado por Lourenço Chaves de Almeida.
Contém, no interior do livro, o bilhete postal de inscrição da CPGG para a Subscrição Nacional.
"A Comissão dos Padrões da Grande Guerra, constituída por oficiais da Marinha de Guerra e do Exército, antigos combatentes da Grande Guerra, no Mar, em Angola, em Moçambique e na Flandres, vem trabalhando, ha anos, perseverantemente, com patriotica fé na realização do seu objectivo. [...]
Á  Comissão dos Padrões da Grande Guerra coube a iniciativa de comemorar a data de 9 de Abril - dia da Batalha do Lys - promovendo na Terra Portuguesa os Dois Minutos de Silencio, glorificação dos Mortos da Patria."
(Excerto do prefácio)
"A Batalha ficou sendo o «Templo da Patria», onde repousam os herois desconhecidos, e onde todos os anos, na data de 9 de Abril, devemos ir em romagem, juncar de flores os seus tumulos e perante Eles, recobraremos a fé nos destinos duma Patria Grandiosa, e ensinando aos nossos filhos, as grandes virtudes civicas dos seus antepassados, e fazendo-lhes despertar o nobre sentimento do amor pela Patria, sob aquelas venerandas abobadas.
A data escolhida para a peregrinação nacional á Batalha, a realizar todos os anos, não podia ser mais acertada, porque o 9 de Abril, é uma data verdadeiramente grandiosa para nós portugueses, porque nos tráz á memoria os mais belos actos de abnegação e heroismo praticados pelos soldados portugueses nos campos sangrentos da Flandres.
O 9 de Abril é uma bela e comovente epopeia inspirada pela bravura dos nossos heroicos serranos, que nas terras da Flandres, em reduzido numero, numa luta desigual e tremenda contra o mais formidavel exercito do mundo se bateram com lealdade e valentia, defendendo palmo a palmo o sector que lhes estava confiado e resistindo á brutal invasão das tropas alemãs, com uma forte e admiravel resistencia, que orgulha e enaltece a raça portuguêsa.
E quando, já gastas, as nossas munições, nesse combate violento e pavoroso; quando deixou de se ouvir o canhão honitroante e o matracar das metralhadoras, esses punhados de bravos portugueses, que os exercitos estrangeiros tão dignamente heroificaram, lançaram-se com galhardia para uma terrivel luta de corpo a corpo, opondo as avalanches de tropas inimigas a sua carne coberta de sangue e gloria.
Sublime holocausto dos soldados de Portugal, que uma vez em terras estrangeiras, souberam manter as gloriosas e nobilissimas tradições do exercito português e morrer no seu posto de honra, acarinhados até ao ultimo momento, pelas saudades da Patria distante."
(Excerto de Batalha, Templo da Patria)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Afectado por diversas manchas de humidade nas capas e no corte lateral, onde as folhas apresentam um ligeiro esboroado.
Raro.
Indisponível