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18 maio, 2026

VIEIRA (A. I. J. P.), Jorge Melo - NA FILATELIA UMA TEMÁTICA: Caminhos de Ferro. 1.º Centenário do Caminho de Ferro em Viana do Castelo : 30-6-78 / CTT - Viana do Castelo. Viana do Castelo, Edição de Victor Simarro, 1978. In-8.º (22,5x16 cm) de 31, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Opúsculo com interesse histórico e filatélico, publicado por ocasião das comemorações do centenário do Caminho de Ferro em Viana do Castelo.
Livrinho muito curioso, carregado de história. A BNP não menciona.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do Autor.
"[...] Chegado o século XIX forçoso foi ter em conta o domínio da máquina que até a nave que foi à conquista dos mares arreia suas velas em favor da força motriz!
Para dominar as grandes distâncias surge o comboio que, dum fôlego, desbanca, em parte, a besta de carga e o mensageiro montado, o coche e completamente a diligência que transportava as pessoas e as correspondências e a mala-posta.. Foi então que, mercê desse novo elemento civilizador que por todo o Mundo se impunha, - e Portugal não podia ser a excepção, - se alargaram as vias de acesso, assentaram "rails", fizeram túneis e construíram essas obras de engenho e arte que dão pelo nome de "pontes" de Caminho de Ferro.
Viana, a linda Viana, não podia quedar-se indiferente, mas também trazer até Si, com maiores vantagens, quem lhe queria bem, o forasteiro, também as novas e as mercadorias e daí que - cumprem-se agora 100 anos! - a Viana chegasse, para seguir mais além, entrando pela própria Espanha, o comboio, que já vinha desde a Capital pelo país fora, se inaugurassem, acabadas de construir, as pontes de Ancora e de Caminha e a mais arrojada e esplendorosa, a de Viana."
(Excerto de Viana de Riba Minho. O Comboio e a Ponte)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
20€

20 dezembro, 2024

TEIXEIRA, Jorge F. -
AUXILIAR DO FERRO-VIÁRIO.
Subsídios de instrução profissional. Lisboa, [s.n. - Comp. e imp. na Imprensa Lucas & C.ª - Lisboa], 1929. In-8.º (19x12,5 cm) de 108, [4], IX, [12] p. ; [1] mapa desdob. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso subsídio para a história dos Caminhos de Ferro portugueses. No interior o autor apela à "formação profissional" como única forma de os ferroviários se manterem actualizados.
Ilustrado no texto com croquis, quadros e tabelas estatísticas, e em separado, com mapa desdobrável de generosas dimensões (38x20 cm): "Mapa dos Caminhos de Ferro de Portugal - Anexo ao «Auxiliar do Ferro-viário»".
Obra rara, pioneira. A BNP não menciona.
"A tiragem dêste livro foi, quási, limitada aos pedidos feitos antecipadamente conforme a circular profusamente distribuida. Os poucos exemplares que nos restam serão enviados a que no-los requizitar primeiro."
(Excerto da nota de abertura)
"O profissional consciente não pode furtar-se ao estudo de tudo quanto se relacione com a sua arte. A prática não dispensa a teoria e ambas se completam na vida. Se o profissional se esquivasse ao conhecimento consciente das inovações que o progresso vai introduzindo na sua arte - limitando-se a estagnar na prática ronceira - degradar-se-hia lamentavelmente aos olhos dos camaradas e no íntimo conceito dos seus superiores. O estudo impõe-se a todos - exige-o a moderna educação profissional e a propria evolução.
O pessoal das estações é, entre todo o pessoal ferroviário, aquêle a que se exige maior soma de conhecimentos práticos e teóricos - e é para êle que as empresas publicam numerosos compêndios e regulamentos, que não interessam na sua maioria, o restante pessoal. Tudo quanto se escreva, pois, a esclarece-lo e a elucida-lo, será meritório e recomendável a nosso ver.
Este livro nasceu duns simples apontamentos que a nossa curiosidade foi coligindo ou compilando durante cêrca de um ano, no intuito de os franquearmos nas aulas profissionais. Destinado aos ferro-viários e todas as redes, não poderíamos tratar pormenorizadamente, questões de esta ou daquela; o livro perderia, assim, parte do seu interesse. Todavia, não nos furtámos a tratar, por vezes, assuntos do interesse do maior número."
(Excerto de Prefácio)
Indice das Materias:
Primeira Parte - Aritmética experimental. Segunda Parte - Exploração técnica. Terceira Parte - Exploração comercial. Quarta Parte - Diversos. | Indice das gravuras.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com foxing nas capas.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
35€

09 abril, 2024

FREITAS, Pedro de - AS MINHAS RECORDAÇÕES DA GRANDE GUERRA.
Por... Ex-contra-mestre de clarins do Batalhão de Sapadores de Caminhos de Ferro. [Prefácio do Coronel Tirocinado de Engenharia Raul Esteves]
. Lisboa, Tipografia da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, 1935. In-4.º (23x16 cm) de 409, [3] p. ; [1] f. il. ; [14] p. il. ; E.

1.ª edição.
Capa assinada A. Marinho (1935).
Memórias do autor, destacado em França na Primeira Guerra Mundial.
Obra muitíssimo interessante, valorizada pelo prefácio do General Raul Esteves, ilustrada em separado com um retrato do autor no início, e 16 fotogravuras distribuídas por 14 páginas impressas sobre papel couché.
"Quando em 1916 o Govêrno Português resolveu tomar parte na Grande Guerra, no front dos aliados, em França, as tropas de Sapadores de Caminhos de Ferro eram representadas, na nossa arma de engenharia, por uma Companhia, aquartelada então na cidadela de Cascais.
Passado algum tempo, pelos fins daquele ano, era recebida uma requisição da nossa antiga aliada que pedia o envio para França, fazendo parte do contingente português em mobilização, de um Batalhão de Sapadores de Caminhos de Ferro a 4 Companhias. 
Em satisfação daquele pedido foi ordenada a mobilização daquele Batalhão, tomando como base a Companhia já existente.
Alargaram-se os quadros, desdobraram-se as unidades, as secções passaram a Companhias, e tudo se preparou para receber os reforços que vieram completar o efectivo de guerra do Batalhão.
Nesse efectivo contavam-se todas as praças do activo e licenciadas  da antiga Companhia, atingindo até à classe de 1914, e ainda os importantes contingentes das Brigadas de Caminhos de Ferro, que para o Batalhão foram então transferidos.
Chamaram-se também ao serviço todos os oficiais milicianos licenciados e foram nomeados alguns oficiais do activo para o comando das novas Companhias e para subalternos das mesmas Companhias.
Com todos êstes elementos se formou assim o Batalhão de Sapadores de Caminhos de Ferro, que nos primeiros meses de 1917 embarcou para França e que, chegado ali, foi desde logo empregado nos trabalhos da sua especialidade, nas zonas de 1.ª linha, e sob a acção do fogo do inimigo.
Da forma como todos se desempenharam da sua missão, podem atestar bem alto todos os honrosos diplomas que constituem o Livro de Ouro do Batalhão, e nos quais se encontram os mais lisongeiros louvores e as mais apreciadas distinções que lhe foram conferidas pelas autoridades militares portuguezas e aliadas.
Sem esmorecimentos que lhe diminuissem a sua capacidade de trabalho, e sem desvios que lhe empanassem o brilho do seu nome, o Batalhão de Sapadores de Caminhos de Ferro soube cumprir o seu dever por forma a que a sua acção concorresse para o lustre e bom conceito do exército português a que sempre se honrou de pertencer.
Essa acção decorreu quási sempre longe da zona do C. E. P., e portanto completamente destacada no meio das tropas dos nossos aliados britânicos.
Tal facto ainda mais lhe impunha o dever de manter uma impecável correcção no proceder, e uma inabalável coragem em actuar.
Assim se fez, e isso representa para todos nós, os que pertencemos ao Portuguese Railway Battalion, como os ingleses nos denominaram, a mais suprema consolação a que podia aspirar o nosso espírito de soldados e o nosso coração de portuguezes."
(Excerto do Prefácio)
Índice: 1.ª Parte: Prefácio. Explicação aos leitores. I - Mobilização e primeiras horas de embarque. II - Embarque - Viagem para França - Chegada a Brest. III - A caminho da zona de guerra; nos campos de batalha. IV - O 21 de Março - O 9 de Abril de 1918, e suas conseqüências. 2.ª Parte: I - Razões da entrada de Portugal na Guerra Europeia. II - Em plena guerra funda-se no Batalhão uma Banda de Música. III - Momentos de ócio e diversos motivos oriundos da guerra. IV - O armistício e o regresso à Pátria.
Pedro de Freitas (1894-1987). Natural de Loulé. "Escritor, jornalista e musicógrafo. Em 1916 era ferroviário, guarda-freio dos comboios e, no ano seguinte, parte para a guerra, em França. Aí narra um dos episódios de guerra numa carta que alguns meses mais tarde acaba por ser publicada num jornal. Fez toda a Campanha em França como membro do Corpo Expedicionário Português, integrando o Batalhão de Sapadores de Caminhos-de-Ferro. Todos os acontecimentos vividos a partir do momento do desembarque na Flandres seriam rigorosamente apontados por Pedro de Freitas e estão presentes no seu livro “As Minhas Recordações da Grande Guerra”, um livro que constitui “um manancial de descrições, informações e sentimentos de carácter pessoal, baseado nas experiências concretas vividas por Pedro de Freitas durante a Primeira Grande Guerra Mundial”. “Este livro apresentou detalhe histórico e coerência relativamente às datas dos eventos presenciados por Pedro de Freitas. Nesse sentido, o autor conferiu alguma ênfase na evolução das batalhas do dia 21 de março e do 9 de abril de 1918. Pelo realismo e sentimentalismo expresso no mesmo foi possível reajustar uma interpenetração entre a visão particular do interlocutor da história com uma análise histórica mais distanciada e, por isso mesmo, mais crítica dos acontecimentos”, refere Susana Barrote, na sua tese “Pedro de Freitas: A vida e a obra de um escritor e musicógrafo nacionalista”.
(Fonte: http://www.avozdoalgarve.pt/detalhe.php?id=4058)
Raúl Augusto Esteves (1878-1955). Natural de Lisboa. "Igualmente conhecido como General Raul Augusto Esteves OTE • MSVM • ComC • GCA • MPBS • MOBS • MPCE • MOCE. Foi um engenheiro, militar e ferroviário português. Foi Comandante no Regimento de Sapadores dos Caminhos de Ferro, que entrou em acção na Flandres, durante a Primeira Guerra Mundial. Promovido, a major, em 1918, regressou a Portugal no dia 1 de Maio de 1919; neste ano, foi promovido a tenente-coronel para o grupo de Caminhos de Ferro, e comandante do Batalhão."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação em meia de pele com cantos e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado. Pastas apresentam desgaste.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
Indisponível

15 novembro, 2023

FREITAS, Pedro de - MEMÓRIAS DUM FERROVIÁRIO (revisor de bilhetes). Descrição de 40 anos vividos em combóios: sugestiva lição de vida social, ferroviária, sexual, educativa, profissional, psicológica, etc. Montijo, [Edição do Autor], 1954. In-8.º (19,5 cm) de 262, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Capa de Amílcar Mota (Barreiro).
Interessante e curiosíssima colecção de crónicas de experiências do autor, funcionário da CP, antigo combatente na Grande Guerra, ao longo de quatro décadas de actividade na empresa.
Livro ilustrado no interior, e no início, com um retrato de corpo inteiro do autor, aos 60 anos de idade (à data desta publicação - Maio de 1954).
Contém dados estatísticos da época, logísticos e humanos, importantes para a compreensão da história e dimensão da empresa.
"Às voltas com as calamidades da guerra, um dia, nos campos de batalha da Flandres, em França, leio no jornal O Século, estar aberto concurso para revisores de bilhetes nos caminhos de ferro do Estado, direcção do Sul e Sueste.
Longe da Pátria e da família, suportava eu bem duramente os amargos efeitos da monstruosa guerra. Ao ler no jornal essa notícia, foi duplo o meu sofrimento moral por verificar que, sendo eu um ferroviário com direito à notificação do dito concurso, pelas vias competentes, se não fora a coincidência da leitura, para ali ficaria votado ao esquecimento.
Em missão oficial no estrangeiro, envergando uma farda que era a honra do meu país, não era de admitir que por essa circunstância melindrosa da minha vida de soldado eu fosse compelido a prejudicar os meus interesses e a comprometer o meu futuro.
Mas a providência é grande. E o acaso fez que eu visse nesse dia o jornal que deu, à minha alma, tão grande consolação.
Não deixo perder o momento de atingir o que mais ambicionava na minha profissão e, em requerimento feito em papel de campanha, pelas vias competentes do Corpo Expedicionário Português - C. E. P. - envio à Direcção dos caminhos de ferro esse documento.
E desde então ainda mais se me aviva o desejo de voltar aos ares pátrios, à vida dos combóios, ao seio da minha classe. Mas a maldita guerra parecia ser infinita, nunca mais acabaria...
Porém, ela - como de resto tudo no Mundo tem seus dias contados - um dia acabou.
Não foi operação imediata o meu regresso à vida da Pátria; só seis meses passados após o termo das hostilidades, eu piso as terras benditas do meu velho Portugal.
Alegria nos corações libertos de tantos e tantos pesadelos; alegria nos lares, nos amigos, nas coisas nossas conhecidas e estimadas e, após arrumação de vários assuntos inadiáveis, eu apresso-me a saber do resultado do meu requerimento para o concurso de revisor.
Por intermédio do Ministério da Guerra, e com alguns pareceres e muitos carimbos extravagantes, esse desconhecido papel de campanha, que me custara meio franco, entrara, para os devidos efeitos, na repartição competente. Mas seria eu admitido?!... - eis a grande interrogação.
As vagas eram largamente disputadas; os pretendentes são muitos e as «cunhas» apertadas. A minha qualidade de combatente parece servir de alguma consideração e, na devida altura, eu sou admitido ao concurso."
(Excerto do Cap. XIII, Revisor de bilhetes)
Índice
:
Ex-Libris. Abertura. Primeira Parte - Cemitério ferroviário: I - A angústia dum capataz em manobras. II - O funeral da carruagem-salão. III - O carril. IV - A locomotiva. V - A oficina, o telégrafo e a sinalização. VI - O barco a vapor e a via fluvial. VII - A estação. VIII - O bilhete. IX - O salão de primeira classe - n.º 61- Segunda Parte - Vida profissional e suas vicissitudes: X - O princípio de uma vida. XI - Na vida dos combóios (guarda-freio e condutor). XII - Movimentos sociais da classe - Dois comandantes frente a frente. XIII - Revisor de bilhetes. Terceira Parte - Vida ferroviária: XIV - Revisor e fiscal (Alta escola de ensinamentos psicológicos e sociais). XV - Humorismo ferroviário. XVI - Na vida burocrática do caminho de ferro, os papéis é que mandam. Quarta Parte - No campo da reforma: XVII - O último combóio. XVIII - Retalhos duma vida. XIX - A vala dos «mortos-vivos». Nota final.
Pedro de Freitas (1894-1987). Natural de Loulé. "Escritor, jornalista e musicógrafo. Em 1916 era ferroviário, guarda-freio dos comboios e, no ano seguinte, parte para a guerra, em França. Aí narra um dos episódios de guerra numa carta que alguns meses mais tarde acaba por ser publicada num jornal. Fez toda a Campanha em França como membro do Corpo Expedicionário Português, integrando o Batalhão de Sapadores de Caminhos-de-Ferro. Todos os acontecimentos vividos a partir do momento do desembarque na Flandres seriam rigorosamente apontados por Pedro de Freitas e estão presentes no seu livro “As Minhas Recordações da Grande Guerra”, um livro que constitui “um manancial de descrições, informações e sentimentos de carácter pessoal, baseado nas experiências concretas vividas por Pedro de Freitas durante a Primeira Grande Guerra Mundial”. “Este livro apresentou detalhe histórico e coerência relativamente às datas dos eventos presenciados por Pedro de Freitas. Nesse sentido, o autor conferiu alguma ênfase na evolução das batalhas do dia 21 de março e do 9 de abril de 1918. Pelo realismo e sentimentalismo expresso no mesmo foi possível reajustar uma interpenetração entre a visão particular do interlocutor da história com uma análise histórica mais distanciada e, por isso mesmo, mais crítica dos acontecimentos”, refere Susana Barrote, na sua tese “Pedro de Freitas: A vida e a obra de um escritor e musicógrafo nacionalista”.
(Fonte: http://www.avozdoalgarve.pt/detalhe.php?id=4058)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
30€

17 fevereiro, 2023

MÜLLER, Adolfo Simões -
A VIAGEM MARAVILHOSA DO COMBOIO.
Ilustrações de Fernando Bento
. Lisboa, Edição da C. P., 1956. In-4.º (24,5 cm) de 46, [2] p. ; mto il. ; E.

1.ª edição.
Esta edição da C. P. - para a juventude - que comemora o primeiro centenário do Caminho de Ferro em Portugal [1856-1956], apresenta em separata «O jogo do comboio».
Obra procurada. Livro belíssimo, de grande esmero e apuro gráfico, impresso em papel encorpado de superior qualidade. Ilustrado na páginas do texto com desenhos a cores da autoria de Fernando Bento (1910-1996), que também assina a sobrecapa.
Inclui desdobrável: «O jogo do comboio» (38,5x50 cm).

Adolfo Simões Müller (1909-1989). "Natural de Lisboa, foi escritor, poeta e jornalista. Trabalhou como secretário de redacção do jornal Novidades, fundou e dirigiu o jornal infantil O Papagaio e foi director do Diabrete e do gabinete de programação da Emissora Nacional, onde produziu diversos programas radiofónicos. Estreou-se na literatura com o livro de poemas Asas de Ícaro (1926) mas foi na literatura infantil que se celebrizou. Escreveu dezenas de livros infantis e juvenis onde se incluem o Meu Portugal… Meu Gigante, O Livro das Fábulas e as adaptações de Os Lusíadas, A Peregrinação e As Pupilas do Senhor Reitor. Em 1982 foi distinguido com o Grande Prémio da Literatura Infantil, da Fundação Calouste Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra literária."
(Fonte: wook)
Encadernação editorial cartonada, com título e desenho de comboio em verde na capa, revestido de sobrecapa policromada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Sobrecapa apresenta pequeno corte à cabeça.
Muito invulgar.
Indisponível

13 abril, 2022

TORRES, Eng. Carlos Manitto - O TRANSPORTE TRANSITÁRIO ATRAVÉS DO TEMPO. Lisboa, Edição da Gazeta dos Caminhos de Ferro, 1942. In-8.º (20 cm) de 22, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Separata do n.º 1297 da Gazeta dos Caminhos de Ferro, de 1 de Janeiro de 1942.
Curioso trabalho histórico sobre os Caminhos de Ferro, transporte ao serviço de pessoas e bens, meio de ligação entre os povos.
Livro valorizado pela extensa dedicatória autógrafa do autor datada de 1942.
"Nenhum teatro mais qualificado do que o Egipto para observar a evolução típica do transporte através das idades. [...]
As resumidas ideias que seguem dar-nos-ão apenas uma mancha esquemática de tão pitoresca evolução, no meio ubérrimo de tradição e mistério em que a nobre indústria de transportar assumiu - para o mundo inteiro - significação mais alta e definitiva!
A função do transporte é coéva das primeiras idades e tão antiga como o homem."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias:
[Preâmbulo]. | Período faraónico. | Período greco-romano. | Período arábico. | Período europeu. | Período ferroviário.
Encadernação em percalina, com ferros gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas cansadas, com pequena falha do revestimento na lombada.
Raro. 
Com interesse histórico e bibliográfico.
Sem registo na BNP.
Indisponível

21 novembro, 2021

SERVIÇO DE SAÚDE. INSTRUCÇÕES PARA SOCORROS URGENTES A FERIDOS E DOENTES. (Antes da chegada do médico). Para uso do pessoal ferroviário. S. S. 3 -
COMPANHIA DOS CAMINHOS DE FERRO PORTUGUEZES : Sociedade Anónima - Estatutos de 30 de Novembro de 1894
. Lisboa, Tipografia da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, 1928. In-8.º (18 cm) de V, [1], 88 p ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Curioso livrinho de instruções para atendimento preliminar em situações de emergência ocorridos na ferrovia.
Obra profusamente ilustrada ao longo do texto com 44 desenhos e fotogravuras exemplificativas dos socorros a prestar a doentes e feridos.
"Livro destinado ao pessoal ferroviário, funciona como manual de primeiros socorros dando orientações sobre os procedimentos a tomar em caso de acidentes na via férrea, sejam mais ligeiros ou de maior gravidade. Este manual, em conjunto com as caixas de primeiros socorros (ambulâncias), que se encontravam nos comboios ou nas estações de caminho de ferro, devia permitir ao pessoal uma intervenção eficaz de socorro até à chegada de um médico ou equipas especializadas em socorro."
(Fonte: https://www.fmnf.pt/colecao/ficha.aspx?t=o&id=1158#ad-image-0)
"Os acidentes produzidos sobre a via férrea podem ir desde os mais ligeiros até aos de maior gravidade.
Os grandes sinistros são pouco frequentes, observando-se, as mais das vezes, pequenos acidentes, o que reduz o número de vítimas.
Em qualquer dos casos o pessoal que acompanha o combóio tem obrigação de prestar cuidados imediatos aos feridos e se estes apresentam lesões que ele não possa, ou não saiba socorrer, requisitará, sem perda de tempo, pelo telégrafo ou por qualquer outro meio à sua disposição, a presença de um ou mais médicos.
Se o acidente se dér em marcha, averigua-se primeiro se entre os passageiros ha algum médico, solicitando, desde logo, os seus serviços.
Se se trata de um pequeno acidente em que as lesões são de pouca importância e o número de feridos é limitado facil é tratar deles.
Se, porém, é grande o número de vítimas e se entre os passageiros se não encontram médicos, nem ha facilidade em os conseguir de pronto; se os elementos de socorro da ambulância são insuficientes para acudir aos feridos, ou estão incapazes de servir por motivo por motivo do mesmo acidente; se o número de agentes está reduzido, tendo alguns sido, tendo alguns sido, tambem, vítimas do desastre; se um certo número de feridos não pode ser retirado dos destroços sem auxilio de aparelhos mecânicos que tenham de vir de longe; o problema de socorro atinge, então, maiores dificuldades, cumprindo aos empregados evitar o alarme que sé serve para impressionar os feridos, esforçando-se, o mais possível, por tanquilisar as vítimas e os passageiros, animando-os e procedendo, sempre, com o maior sangue frio."
(Excerto do Cap. I - Levantamento e transporte de feridos, I - Generalidades)
Índice: Capítulo Primeiro - Levantamento e transporte de feridos: I. Generalidades; II. Levantamento de feridos; III. Transporte de feridos. Capítulo Segundo - Socorros urgentes: I. Feridas; II. Apoplexia. Congestão. III. Asfixia; IV. Colicas; V. Congelação; VI. Congestão cerebral; VII. Contusões; VIII. Convulsões; IX. Corpos estranhos; X. Diarreia; XI. Electricidade (acidentes devidos à); XII. Embriaguez; XIII. Entorses; XIV. Luxações; XV. Envenenamento; XVI. Epilepsia (ataques epilepticos); XVII. Fracturas. Generalidades; XVIII. Hernia estrangulada; XIX. Mordeduras; XX. Prto precipitao, acidental ou imprevisto; XXI. Queimaduras; XXII. Retenção de urinas; XXIII. Rutura de varizes; XXIV. Sangue pelo nariz (Epistaxix); XXV. Sangue pela boca (Escarros, vómitos); XXVI.  Hematuria; XXVII. Histeria (Ataques nervosos); XXVIII. Vómitos; XXIX. Sincope. | Instruções ácerca dos medicamentos contidos nas ambulancias [lista 25 artigos].
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Peça de colecção ferroviária.
30€

03 outubro, 2021

SCHWALBACH, Luís - A GEOGRAFIA DA CIRCULAÇÃO E OS AGREGADOS HUMANOS - O ENTRONCAMENTO. [Por]... Professor da Universidade de Lisboa. Separata da Revista da Faculdade de Letras, tomo XII. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso nas Grande Oficinas Gráficas "Minerva" de Gaspar Pinto de Sousa, Suc.es Ld.ª - Vila Nova de Famalicão], 1946. In-4.º (24 cm) de 14, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante trabalho sobre a cidade do Entroncamento, cujo estabelecimento e progresso se deve à sua localização estratégica ferroviária.
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Opúsculo com interesse histórico e sociológico, publicado no ano seguinte à elevação do Entroncamento a vila (1945). Ilustrado ao longo do texto com mapas e fotogravuras a p.b.
"Concelho criado pelo decreto-lei n.º 35:184, de 24/11/1945, com parte das freguesias de Atalaia, do concelho de Vila Nova da Barquinha, e de Santiago, do concelho de Torres Novas.
O Entroncamento deve o seu nome ao facto de aí se entroncarem duas linhas de caminho-de-ferro: Linha do Norte (que liga Lisboa ao Porto), e a Linha da Beira Baixa (que liga o Entroncamento à Guarda). O que antes era um espaço ermo desenvolveu-se, em grande medida, devido à passagem do comboio. Dessa forma, o Entroncamento acabou por se tornar uma freguesia autónoma, sendo desanexada de Torres Novas e Vila Nova da Barquinha em 25 de agosto de 1926.
Posteriormente, a 24 de novembro de 1945, devido ao continuado progresso aí verificado, a sua sede foi elevada à categoria de vila tornando-se, ao mesmo tempo sede de município independente, tendo mais tarde sido elevada à condição de cidade (em 20 de junho de 1991)."
(Fonte wikipédia)
Relativamente a esta obra, com a devida vénia a Carlos Barbosa Ferreira, transcrevemos parte de um post por si publicado no blogue 3º frt. do pinhal da lameira, cujo link infra indicamos:
"A Geografia da Circulação e os Agregados Humanos. O Entroncamento, de Luís Schwalbach, publicada como separata da Revista da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tomo XII, em 1946, é o primeiro estudo académico que conhecemos sobre o Entroncamento.
O trabalho divide-se em duas partes. A primeira faz uma abordagem teórica e descritiva à geografia da circulação, abordando os diferentes meios de transporte e o modo como eles influíram na mobilidade, na distribuição da população e na paisagem. A segunda parte faz uma abordagem ao Entroncamento, que ao surgir e crescer com o caminho de ferro, constituiu um exemplo perfeito da teoria inicial.
No que a nós mais nos interessa, descreve o território, físico e administrativo, a sua evolução demográfica e urbana e o papel de interface na conjugação do transporte ferroviário com o rodoviário.
Justifica, com o seu rápido crescimento, a classificação como vila, a formação do concelho e a previsível ascensão a cidade.
A Geografia da Circulação e os Agregados Humanos. O Entroncamento, de Luís Schwalbach, é um clássico..."
(Fonte: https://pinhallameira.blogspot.com/2013/05/)

"Quando em 1862 começou a exploração do troço da linha de Leste compreendido entre a Ribeira de Santarém e Abrantes, a via férrea servia um lugarejo denominado Ponte da Pedra, a cerca de légua e meia de Torres Novas. De acordo com a opinião expressa por vários engenheiros ao serviço da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses ficou resolvido efectuar o enlace entre essa linha e a do Norte junto àquele local, tendo sido escolhida uma faixa de terreno a Oeste da Ribeira da Ponte da Pedra; apareceram desde logo os primeiros edifícios relacionados com a vida ferroviária (gare, oficinas, habitações para funcionários da Companhia, etc.) e o minúsculo povoado tornou-se conhecido por um vocábulo que correspondia ao motivo fundamental da sua origem: o Entroncamento. Não demorou também a construção de casas de hóspedes e de pequenas lojas, esboçando-se assim o que em 1926 deveria representar o núcleo de uma nova freguesia do concelho de Vila Nova da Barquinha (comarca da Golegã). [...]
Dado o valor estratégico do Entroncamento - ligação entre a linha do Norte, com as suas derivantes, e as linhas de Leste (ramal de Cáceres) e da Beira Baixa - o Ministério da Guerra fixou aí ou nas suas proximidades a sede de bastantes serviços (batalhão de Sapadores dos Caminhos de Ferro, esquadrão de Cavalaria Motorizada, sucursal da Manutenção Militar, secção do Depósito Geral de Medicamentos Sanitários e de Hospitalização e Posto Fiscal), o que naturalmente ocasionou um decidido acréscimo na actividade da povoação."
(Excerto de O Entroncamento)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
25€

09 julho, 2017

MARTINS, Eduardo Corregedor - ORIGENS E EVOLUÇÃO DOS CAMINHOS DE FERRO. O SEU PAPEL MILITAR. Lição inaugural do ano lectivo de 1938-1939 da Escola do Exército, pelo Prof. tenente-coronel de engenharia... Separata do n.º 4 da Revista Militar. Lisboa, Tipografia da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, 1939. In-4.º (24cm) de 30, [2] p. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante interpretação histórica e militar da utilização dos caminhos de ferro em tempo de guerra. O autor baseia-se nos ensinamentos da Grande Guerra para perspectivar uma guerra futura.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"Antes da guerra mundial de 1914-1918, não se compreendeu tôda a transcendência que viria a ter êste maravilhoso instrumento de transporte no campo militar, chegando a afirmar-se que um exército avançaria mais ràpidamente por estrada que por via férrea. [...]
É, porém, na guerra mundial de 1914-1918 que os caminhos de ferro revelam todo o seu valor; o seu rendimento foi formidável e, sobretudo no campo da estratégia, o seu emprêgo ultrapassou os limites que se atribuiam à sua potência.
É um facto bem conhecido que os países europeus envolvidos no conflito rivalizaram por todos os meios em levar a cabo a concentração das suas fôrças no menor número de horas possível e que em particular a França e a Alemanha procuraram competir uma com a outra a êste respeito. [...]
O êxito inicial contra Verdun foi possível porque esta praça estava ligada ao interior da França apenas por uma linha férrea; porém, reparada tal deficiência e dotada amplamente a fortaleza de novas linhas, foi possível conter o tremendo embate e mudar a situação: - 90 divisões, mais de 1.500.00 homens - foram transportados por 3.592 trens. [...]
Lancemos agora a vista para a guerra de posição.
Logo veremos que tanto os alemães como os franceses, ao mesmo tempo que consolidam as suas posições de primeira linha, reconstroem as vias férreas do tempo de paz e ampliam-nas, construindo 4 ou 5 linhas paralelas à zona das posições pelas quais transportam ràpidamente grandes contingentes de tropas que vão reforçar convenientemente os pontos ou zonas atacados.
No mês de Setembro de 1915, nos ataques a Artois e de Champagne, as fôrças defensoras recebem em dez dias 4 a 6 divisões de refôrço. No mês de Julho de 1916, na defesa do Somme, no mesmo número de dias, acodem 7 divisões e os reforços totais exigem 6.768 combóios.
Mas o esfôrço principal faz-se em 1918. Para socorrer os ingleses assaltados em 21 de Março, os franceses põem em circulação, durante os últimos dias do mês, 1.376 trens de tropas combatentes, correspondendo 172 ao dia mais sobrecarregado."
(excerto da Lição)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

11 janeiro, 2017

UMA VIDA PELA MODERNIZAÇÃO DOS CAMINHOS DE FERROS. Homenagem a Francisco de Almeida e Castro. Lisboa, Manuel Seabra Pereira : Instituto Superior Técnico, 2009. In-4.º (24,5cm) de viii, 80 p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Muito ilustrada com fotografias a p.b. de composições ferroviárias de diferentes épocas, tabelas, gráficos e desenhos esquemáticos.
"Este livro inclui uma nota biográfica de Francisco Almeida e Castro bem como o discurso de homenagem proferido pelo Eng. Consiglieri Pedroso e reúne adicionalmente um conjunto de comunicações apresentadas no dia 19 de Junho de 2009 durante a Sessão de Homenagem que teve lugar, no Instituto Superior Técnico, a Escola onde se licenciou em Engenharia Mecânica e desenvolveu de forma marcante a sua actividade docente nas áreas de Motores Térmicos e Turbinas, Energia nos Transportes e Tecnologia dos Transportes. Os temas aqui abordados projectam para o futuro um presente construído numa história que o Prof. Almeida e Castro em muitos aspectos protagonizou numa carreira onde, percorrendo todos os graus da hierarquia técnica, se afirmou como uma referência."
(apresentação)

Índice:
Prefácio. - Nota Biográfica do Prof. Francisco de Almeida e Castro, por Dr. Gilberto Gomes. - Francisco de Almeida e Castro. Justa Homenagem, por Eng. José Manuel Consiglieri Pedroso. - Os Primeiros passos da Tracção Diesel em Portugal e na Europa, por Eng. Carlos Hormigo Vicente. - Motores de Combustão Interna : Alguns Princípios de Funcionamento e Desafios a Vencer, por Prof. José M. C. Mendes Lopes. - Ligação Universidade Indústria, Uma Experiência numa Estratégia de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, por Eng. Manuel Cruz. - Apectos Críticos no Projecto de Vias Férreas de Alta Velocidade, por Prof. Raimundo Delgado e Rui Calçada.
Encadernação editorial a duas cores.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse para a história dos Caminhos de Ferro.
Indisponível

20 março, 2012

CORRÊA, António Vasconcelos – CAMINHOS DE FERRO. Conferência realizada a 25 de Junho de 1928 na Liga Naval pelo Engenheiro… Lisboa, Tipografia da Sociedade Gráfica Editorial, 1930. In-8º grd. (23,5cm) de 58, [2] p. ; il. ; B.
Contém tabelas e gráficos no texto; ilustrado em separado com dois mapas - Carta geographica de Portugal delineado a cores com as linhas de caminho de ferro “em exploração”, “propostas”, “em construção” e “já classificadas” e Planta a cores das novas gares e linhas de Lisboa -, e fotografias a p.b. de estações ferroviárias, gráficos, etc.
Exemplar brochado em bom estado de conservação: pequena secção da capa, junto à margem, levemente ondulada; discreta assinatura de posse na capa.
Ex-libris de posse no verso da capa.
Invulgar. 
15€