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25 junho, 2026

INSTRUÇÃO DO COMBATENTE : PATRULHAS (RESERVADO) -
Instruções Provisórias para o Combate da Infantaria : Primeira Parte - Ministério do Exército : Direcção da Arma de Infantaria - (Reservado). [S.l.], SPEME, 1966. In-8.º (18x12,5 cm) de 227, [13] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Manual prático para instrução da patrulha como tropa avançada para reconhecimento e recolha de informação sensível, e em cenário de combate - defesa e ataque. Instrui ainda o patrulheiro a operar como sniper.
Publicação com chancela "reservado" utilizado pelo Exército Português durante a Guerra Colonial.
Ilustrado no texto e em página inteira com numerosas fotografias, desenhos e croquis.
"As presentes instruções são para ti, soldado, sejam quais forem as funções que exerças. Ensinam-te a desempenhar os teus deveres de soldado, quer de dia quer de noite. Mostram-te como deves proteger e preservar a saúde e como deves ver durante a noite. Ensinam-te a técnica do atirador especial e como te pode ser útil a informação de combate. Indicam-te como se redige uma mensagem e o que deves fazer como estafeta."
(Excerto de I - Generalidades - 1. Finalidade)
Índice: Título I - Instrução em combate: I - generalidades. II - Instrução do combate. III - Protecção individual. IV - Visão nocturna. V - A acção do atirador especial. VI - As informações de combate. VII - Mensagens e estafetas. Título II - Patrulhas: I - Generalidades. II - Preparação de uma patrulha. III - Patrulhas diurnas. IV - Patrulhas nocturnas. V - Patrulhas de reconhecimento. VI - Patrulhas de combate. VII - Patrulhas motorizadas.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico, táctico e estratégico.
35€

07 julho, 2025

CONTENTE, Firmino Camolas -
8.ª COMPANHIA DE CAÇADORES ESPECIAIS NO NORTE DE ANGOLA DE 22 DE MARÇO DE 1961 A 24 DE DEZEMBRO DE 1962.
Apontamentos para a sua história. [Por]... Soldado 495/60 de 1.º Pelotão da 8.ª C.C.E [RI 11 Setúbal]. In-8.º (21x15 cm) de 71, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
História do desempenho e acções militares da 8.ª C.C.E. do Regimento Infantaria 11 de Setúbal em Angola, no início do conflito ultramarino, sendo uma das primeiras unidades a chegar à ex-província como resposta do governo da metrópole à insurreição protagonizada pelos operacionais da UPA.
Livro ilustrado no texto com inúmeras fotografias do autor e seus camaradas de armas que ilustram a passagem do Regimento por Angola.
Tiragem limitada a 500 exemplares.
"Estas linhas despretenciosas são apontamentos que relembram acções militares vividas pela 8.ª C.C.E. do Regimento Infantaria 11 de Setúbal e que eu comandava. Estes apontamentos destinam-se a realçar e lembrar as qualidades de adaptação, de zelo e de sacrifícios de toda a natureza, desprezo pela vida, lealdade e muito patriotismo demonstrados sobejamente nas 127 acções militares que a 8.ª C.C.E. teve, desde que chegou a Angola em 22 de Março de 1961.
A todos os componentes dessa Companhia, aos bravos rapazes de Setúbal, são dedicadas estas breves recordações.
A esses bravos rapazes de Setúbal, ante a forma como cada um sabia como proceder, o que lhes fortalecia o moral que sempre mantinham, e a vontade férrea de levar a bom termo as missões que lhe eram confiadas, permitindo confirmar as suas grandes qualidades, dificilmente superáveis dado o seu espírito de sacrifício e iniciativa, bom humor, adaptação rápida a esta forma de combate que nos foi imposta, e sobretudo uma grande lealdade."
(Excerto do Prefácio de Mário Jaime Calderom Cerqueira Rocha, comandante da unidade)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Etiqueta (2) na lombada; carimbo de biblioteca nas duas primeiras páginas.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

22 maio, 2025

PINTASILGO, José Manuel - MANGA DE RONCO NO CHÃO.
[Prefácio de António de Spínola]. Lisboa, [s.n. - Impresso nas Oficinas Gráficas da Companhia Nacional Editora - Lisboa], 1972. In-8.º (21x15 cm) de 116, [4] p. ; [33] f. il. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de crónicas reunidas em volume, antes publicadas no jornal Época durante o ano de 1972, redigidas no cenário militar mais adverso experimentado pelas tropas portuguesas durante a Guerra Colonial, recolha muito valorizada pelo prefácio do General Spínola, governador e comandante-chefe das Forças Armadas da Guiné.
Livro ilustrado com inúmeras fotografias a p.b. - impressas sobre papel couché - distribuídas por 33 folhas intercaladas no texto.
"Enfrentamos uma conjuntura que dispensa, creio bem, qualquer explanação sobre o alto interesse de preservar a informação pública dos grupos de pressão que cada vez mais pretendem comandar as opiniões à luz dos seus interesses, nem sempre coincidentes com o superior interesse geral.
Na hora que passa, caracterizada pela luta de ideias, as campanhas de esclarecimento reclamam, deste modo, cada vez maior dimensão, pois ninguém poderá contestar que um perfeito conhecimento da realidade dos factos, servido por uma sólida formação cívica, é ainda o melhor escudo da sociedade contra as manipulações ideológicas a que pretendem sujeitá-la. [...]
«Manga de Ronco no Chão» é a colecção num só volume das crónicas que o jornalista José Manuel Pintasilgo, enviado especial do jornal Época à Guiné, aqui recolheu e aquele diário divulgou. A sua publicação, integrada no conceito de «moral informativa» que acima aflorámos, dignifica o autor e a Imprensa Portuguesa, pela isenção que caracteriza a notável reportagem jornalística coligida no presente livro, de inegável merecimento para a difusão da verdade. [...]
Não pode o leitor, todavia, interpretar esta obra como simples divulgação viva da realidade da Guiné do presente, que ressalta nas crónicas compiladas; é que, para além disso, ela é ainda um documento esclarecedor de conceitos que conduzem à solução inadiável de problemas que não devem ser iludidos mas antes apresentados abertamente à opinião pública."
(Excerto do Prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com indubitável interesse histórico.
Indisponível

14 julho, 2022

CASTELINHO, Joaquim Augusto - MEMÓRIAS DE UM COMBATENTE
. [Por]... Licenciado em Ciências Históricas pela Universidade do Porto.... Lisboa, [s.n. - Comp. e impresso nos Serv. G. da Liga dos Combatentes - Lisboa], 1985. In-8.º (19,5 cm) de 97, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Livro de memórias do autor, combatente em África durante a Guerra Colonial, redigido em prosa, mas polvilhado com trechos poéticos. Para além do seu "diário de guerra", Castelinho homenageia camaradas de armas e personalidades da sua terra - Mós do Douro - e povoações visinhas, que pela sua dedicação e bravura, merecem referência na História de Portugal.
Consagra dois capítulos do livro à Grande Guerra:
A Intervenção de Portugal na I Grande Guerra: [Introdução.] | O Sector Português. | A Batalha de La Lys. | Reprodução de (15) versos cantados por Ernesto Reto, com voz roufenha, nas trincheiras ao som da metralha, longe da sua Pátria, deixando transparecer um sentimento de nostalgia e de saudade pela sua terra natal, tão distante. | As Baixas Portuguesas: Flandres; Angola; Moçambique. | A Participação da Força Aérea Portuguesa na 1.ª Grande Guerra. | Proeminentes Figuras, consideradas como Heróis Nacionais: Comandante Carvalho Araújo; Soldado Aníbal Augusto Milhões.
Combatentes da I Grande Guerra: [Fotos de soldados].

"Se já não há igualdade
Diga-me meu general
Se só vai quem tem dinheiro
De licença a Portugal

No abrigo das trincheiras
Em silêncio e sem abrigo
Com cinto e cartucheiras
Ando em guerra metido

Para ir à Pátria Querida
Só vai quem tem dinheiro
Que vida tão triste a minha
Por ter ficado prisioneiro 
 
Encostado ao parapeito
Vem um morteiro e... Pum!.......
Vai um homem para o maneta
A dançar o trinta e um!!!!!!"

(A Batalha de La Lys - Soldado Ernesto Reto, feito prisioneiro pelos alemães - Versos 1; 2; 8; 15)

Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

03 julho, 2022

MENSURADO, Joaquim - QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM. Contributo para a história dos Páras em África.
[Por]... (Ten.Cor. ex-Paraquedista)
. Lisboa, Lusolivro, 1993. In-4.º (24 cm) de 245, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Memórias de guerra do autor, paraquedista em África durante a Guerra do Ultramar - as suas impressões e vivências do conflito. Em 1975, participou no 11 de Março, golpe spinolista que redundaria em fracasso, tendo sido preso e encarcerado em Caxias. Também sobre este período da sua vida militar o autor se pronuncia, recordando o dia a dia na prisão e os abusos cometidos sobre ele e os seus camaradas na mesma situação. Para a construção do livro, resolveu Mensurado mudar o nome de certa personagens - algumas bem conhecidas - mas que com facilidade se percebe quem são, pelo sentido, e (ou) até por não deferirem muito dos originais.
Obra invulgar, há muito esgotada, por certo, com tiragem reduzida.
"É um livro com personagens de ficção, em que qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência, tanto em nomes, como em hierarquias e factos.
Não pretendo, de modo algum, ser um escritor e as minhas memórias militares não são mais que um relatório, propositadamente não sequencial, por forma a não o tornar muito maçudo, e representam apenas a expressão da verdade dos meus sentimentos.
Podia ter escrito mais, dado que as histórias são muitas, mas não o fiz por não o achar necessário e porque quero apenas dizer o que vi com os meus olhos, o que mais me chocou e me agradou, em especial no que se refere às campanhas de África.
Posso dizer que senti uma grande satisfação pessoal por ter escrito este livro, que representa um desabafo que vem bem de dentro de mim, e só agora, por só agora estarem reunidas as condições mínimas para o poder fazer.
A verdade é que durmo melhor, estou melhor com  minha consciência e mais satisfeito comigo próprio."
(Excerto do Prólogo)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
35€

06 dezembro, 2018

EXPOSIÇÃO HISTÓRICA DA OCUPAÇÃO. Principais factos da ocupação ultramarina (séculos XIX e XX, até à Grande Guerra) - REPÚBLICA PORTUGUESA : Ministério das Colónias. Lisboa, Divisão de Publicações e Biblioteca : Agência Geral das Colónias, 1937. In-8.º (20cm) de 76, [2] p. ; B.
Exposição cronológica da ocupação militar das províncias ultramarinas - no século XIX, desde 1807 (Timor) até Setembro de 1915 (Angola) - com uma breve resenha dos acontecimentos históricos.
1.ª edição.
Matérias:
I. Ocupação militar de Guiné. - Resumo histórico extraído dum trabalho inédito do Ex.mo Sr. Tenente-coronel João José de Melo Migueis.
II. Ocupação militar de Angola. - Resumo histórico organizado pelo Capitão Sr. Gastão Sousa Dias.
III. Ocupação militar de Moçambique. - Resumo histórico organizado pelo Ex.mo Sr. General José Justino Teixeira Botelho.
IV. Ocupação militar da Índia. - Resumo histórico organizado pelo Capitão Sr. A. Delduque da Costa.
V. Ocupação militar de Timor. - Resumo histórico organizado pelo Capitão Sr. José Simões Martinho.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta falha de papel nos cantos, junto às extremidades da lombada. Páginas com picos de acidez, fruto da qualidade do papel utilizado na impressão do livro.
Pouco vulgar.
15€

17 outubro, 2017

CASALS, Irene Maria Ricou - UM JOVEM HERÓI D'ÁFRICA : Eduardo Nuno Ricou Casals. Prefácio do Rev. P.e Nuno Archer, S. J. Porto, [s.n. - Tip. Colégio dos Orfãos], 1964. In-8.º (16,5 cm) de [2], 55, [1] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Resenha biográfica em comovedora homenagem a Eduardo Casals, piloto-aviador português, abatido em Maio de 1963 nos céus da Guiné durante uma missão de bombardeamento. A autora - Irene Casals - é sua mãe. O final do livro é preenchido com testemunhos de camaradas de armas do malogrado piloto atestando a sua amizade e patriotismo.
Opúsculo ilustrado com dois retratos do biografado, um deles em extratexto.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas ligeiramente oxidadas.
Raro.
Indisponível

16 abril, 2017

CALVÃO, G. Alpoim & PEREIRA, Sérgio A. - CONTOS DE GUERRA. Lisboa, [s.n. - imp. A. Gutenberg, Chaves], 1994. In-8.º (21cm) de 159, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Relatos da Guerra Colonial pelo comandante Alpoim Calvão.
"Parece-me pois, oportuno relatar, ainda que de forma muito incompleta e pontual, o que foi a guerra para a grande maioria das unidades combatentes, a nível de Companhia do Exército ou de Paraquedistas e de Destacamento de Fuzileiros.
Por isso, o relato não trata das grandes linhas políticas e estratégicas, de complicados planos militares e de desenvolvimento económico, de vedetas parlamentares e combatentes antifascistas. Fala apenas de Marinheiros e de Soldados e dos sargentos e oficiais que directamente os comandaram. Creio que a esmagadora maioria do milhão de homens que passou pelas fileiras, no antigo Ultramar Português, se pode reconhecer nas palavras deste livro. [...]
Aos que, desertores na frente de combate ou refractários às incorporações - ínfima percentagem e lamentável excepção, graças a Deus! - durante anos, nas emissoras estrangeiras, insultaram e procuraram desmoralizar o Povo Português representado pelos seus Soldados, manifesto a expressão da minha pena, tanto mais profunda quanto mais alto tenham subido nas novas estruturas sociais e políticas surgidas a seguir ao 25 de Abril de 1974."
(excerto da introdução)
Guilherme Almor de Alpoim Calvão (1937-2014). "Foi um dos oficiais mais condecorados das Forças Armadas, nasceu a 6 de janeiro de 1937, em Chaves, viveu em Moçambique, frequentou a Escola Naval e esteve várias vezes na frente de combate na guerra colonial. De fuzileiro a capitão de mar-e-guerra, fez várias comissões no Ultramar, recebeu, por exemplo, duas Cruzes de Guerra. Depois da guerra, Alpoim Calvão iniciou outra cruzada, de oposição ao regime democrático pós-25 de Abril de 74. Alpoim Calvão recusou-se a participar no movimento militar que levou à revolução de 25 de Abril de 1974, apesar de ter sido convidado. Calvão foi, aliás, fundador do Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP), responsável por uma série de assaltos e atentados bombistas a sedes do PCP no Verão Quente de 1975. O comandante participou no falhado golpe de Estado de 11 de março de 1975, sobre o qual escreveu um livro, editado em 1995, «O 11 de Março - peças de um processo». Na sequência da participação neste golpe, Alpoim Calvão foi expulso das Forças Armadas, com outros 18 militares, entre os quais o general António de Spínola. Foram reintegrados três anos mais tarde. Continuou, contudo, com uma forte lealdade ao general Spínola e acompanhou-o no exílio. Passou por Espanha e Brasil até regressar a Portugal. [...] Mas, esse não foi o único momento polémico da carreira de Alpoim Calvão. Em 1970, comandou a «operação Mar Verde» que consistiu numa invasão da Guiné-Conacri, uma operação que, segundo descreveu o próprio em entrevista à Lusa, em 1998, teve duas vertentes: libertar os prisioneiros de guerra portugueses e «destruir os meios navais do PAIGC e da República da Guiné».
(in www.tvi24.iol.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

21 dezembro, 2016

PIMENTEL, Alfredo de Leão - MANUAL DO COLONO. Segunda parte. A Guerra nas Colonias. Porto, Typ. a vapor e officina de encadernação de José da Silva Mendonça, 1902. In-8.º (22cm) de 275, [1] p. ; [8] p. il.  ; [4] f. desd. ; il. ; E.
1.ª edição.
Ilustrada no texto e em separado com tabelas e desenhos esquemáticos. O Manual do Colono é uma obra de fôlego, e de considerável importância sobre as práticas a observar pelos colonos quando em território desconhecido e complexo. Foi publicado em cinco partes (5 vols), entre 1902 e 1906, num período crítico da administração colonial da África portuguesa; era intenção do autor dar à estampa 2 outros volumes: a sexta parte, «Synopse da legislação ultramarina», e a sétima parte, «Noticia succinta sobre as nossas possessões», plano de obra que não viria a concretizar.
"Em 1902, o Capitão de Infantaria Alfredo de Leão Pimentel, que a partir de 1899 serviu bastante tempo no ultramar, iniciou a publicação do «Manual do Colono» em quatro volumes. O primeiro volume sobre «Noções de Higiene Colonial», o segundo volume sobre «A Guerra nas Colónias», o terceiro sobre «Construções. - Estudo da região, etc.» e o quarto sobre «Agricultura tropical. Botânica. Herborização». [Ainda em 1906, seria publicado um quinto e último volume, «Zootechnia colonial Veterinaria»]. Qualquer destes volumes é um repositório de experiências e informações de grande merecimento e utilidade para aqueles que tivessem ou tenham de conduzir operações em África. Especialmente o referente à Guerra nas Colónias, na parte relativa a informações e reconhecimentos, transmite ensinamentos muito úteis, resultado da experiência das tropas portuguesas, inglesas, francesas e holandesas, podendo toda a obra considerar-se um documento de informações de alto valor. Enquanto o Capitão Pimentel publicava o Manual, os Cuamatos atacaram e dizimaram quinhentos homens, sob o comando do Capitão Pinto de Almeida, tendo sido dois anos mais tarde punidos pelo Coronel Roçadas. Entretanto o Capitão João de Almeida pacificava os Dembos e o Comandante Muzanty a Guiné."
(CARDOSO, Gen. Pedro, AS INFORMAÇÕES EM PORTUGAL V - AS FORÇAS ARMADAS E AS INFORMAÇÕES in comum.rcaap.pt)
Indice:
I - Relações politicas com os indigenas. II - Effectivos das columnas. - Organização das armas e serviços. III - Instrucção. IV - Postos militares. V - Tactica. VI - Fortificação e trabalhos de campanha. Ataque e defeza de posições. VII - Noções d'estrategia colonial. VIII - Noticia historica sobre algumas campanhas coloniaes.
Alfredo de Leão Pimentel (1873-?). Nascido em 14 de Setembro de 1873 no distrito de Bragança, assentou praça no RI n.º 5 de Caçadores, em 14 de Novembro de 1891; Alferes em 19 de Novembro de 1896; em 1899 foi prestar serviço para Inhambane; promovido a Capitão em 23 de Fevereiro de 1902; colocado em Angola em 1 de Abril de 1902, Comandante Militar do Cuamato em 1909."
(idem)
Encadernação em meia de pele ao gosto da época, com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Carimbo oleográfico da biblioteca do Regimento de Cavalaria n.º 2 na f. rosto.
Invulgar.
Com interesse histórico.
50€

17 dezembro, 2016

MATOS, Fernando - ALOCUÇÃO EM LOUVOR DO SOLDADO PORTUGUÊS : «O Melhor Soldado do Mundo». [S.l.], Tip. do Hospital do Conde de Ferreira, Setembro, 1966. In-4.º (23cm) de 15, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Esta alocução foi feita no Dia de Portugal de 1966, na Praça do Município do Porto, perante as forças da I Região Militar, em parada, com o seu Comandante Interino, Sr. Brigadeiro Oliveira e Sousa (...).
Discurso patriota de legitimação da presença portuguesa em África, no contexto da Guerra Colonial.
"Os impérios conquistam-se com o entusiasmo e perdem-se com a indiferença. [...]
Ora, isso não acontece nem acontecerá com Portugal.
Mais uma vez somos o escândalo do mundo. Do mundo céptico, perverso, desvirilizado. Mas somos também a estupefacção e admiração dos espíritos lúcidos e não decadentes de todas as nações. [...]
E como temos uma missão a cumprir e não uma exploração a fazer nós ficamos e os outros fugiram.
A diferença é fácil de estabelecer. É a diferença entre o legítimo dono e o cigano.
O dono ama a Terra e as gentes com quem lida e, por isso, permanece, mesmo que seja assaltado. O cigano explora o que pode e, quando acossado, afasta-se com a maior indiferença.
Soldados de Portugal:
Aludi à austeridade quase discreta, com que a Nação consagra os seus heróis
Ao predomínio da sensibilidade, que tanto nos caracteriza, acrescenta-se a dor e o luto que sempre acompanham as nossas façanhas.
A história nacional tem tanto de épica como de trágica.
A nossa geração tem nos seus alicerces vinte camadas de mortos, desde os cavaleiros de D. Afonso Henriques."
(excerto do discurso)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas apresentam manchas por acção da luz.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
10€

06 dezembro, 2016

PINTO, António - 13 ANOS DE LUTA ARMADA. PORQUÊ? - Uma análise frontal das Causas e Razões do Conflito. - Urge reformar estruturas e mentalidades. [S.l.], [s.n. - composto e impresso na Neográfica, SARL, Luanda], 1974. In-8.º (22cm) de 87, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Exemplar n.º 245 de uma tiragem não declarada.
Reflexões de António Pinto acerca da guerra colonial em Angola, o processo de transição para a independência e o futuro do país.
"O autor faz uma abordagem histórica da situação socioeconómica de Angola entre 1961 e 1974, na fase de “libertação nacional”. Nesse período, marcado pela luta pela independência, António Pinto alude aos erros de interpretação histórica do regime colonial, que, contra os ventos da história, persistiu em “continuar em  África”, ignorando as aspirações dos povos das colónias refletidas nas reivindicações de nacionalistas como Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade, Amílcar Cabral e Eduardo Mondlane.
Num dos Capítulos, o autor aborda as classes sociais nas ex-colónias portuguesas, destacando o fenómeno que designa por “revolução social”, operada, sobretudo, nos serviços públicos, resultado de uma política de maior tolerância racial, de uma explosão escolar na década 1963-1974 e de um aumento de quadros negros no funcionalismo público. No entanto, precisa que essa “revolução” se limitou ao universo dos quadros e funcionários. As camadas mais pobres das populações negras continuaram a ser as mais atingidas pela discriminação social. António Pinto aborda ainda no Capítulo III “A Burguesia Colonial e o Desenvolvimento de Angola”, no Capítulo IV “Discriminação Racial e Injustiças Sociais”, no Capítulo V “Erros da Política Colonial até 1974” e no Capítulo VI “Resenha Histórico-Política de Angola (1482 –1975)”.
Apesar da pesada herança colonial, o autor alude a algumas reformas legislativas no domínio da educação, que, na sua opinião, terão contribuído para reforçar a presença e  importância da língua portuguesa em Angola. 
António Pinto (n. 1937). "Natural da Gabela (Kwanza Sul). Concluiu a instrução primária em Porto Amboím e ingressou no Seminário em 1951. Em 1955, deslocou-se para Portugal onde frequentou o ensino secundário no Liceu da Guarda. Em 1958, regressou a Angola, onde prestou serviço militar no exército português, no período de 1959 a 1963.  Em 1963, ingressou no funcionalismo público ultramarino. Em 1967 concluiu o ensino secundário no Liceu Salvador Correia. Considera-se um “espírito apaixonado” pelos problemas da sua Terra (Angola), sobretudo de natureza económica e social. Em 1975, [na capa, 1974], publicou em Luanda, com 38 anos de idade, a 1ª edição da obra “13 Anos de Luta Armada. Porquê?”. Nesse exercício pôde exteriorizar as angústias e preocupações que marcaram o período histórico da conturbada transição da colónia de Angola para a independência, a 11 de Novembro de 1975.
Em 2010, licenciou-se em Direito na Universidade Independente de Angola. Como jornalista, entre 1998 e 2012 publicou mais de 500 trabalhos na imprensa local. É docente universitário e consultor jurídico inscrito na Ordem dos Advogados de Angola."
(fonte: www.instituto-camoes.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo sujas.
Invulgar.
15€

29 agosto, 2015

ARAGÃO, Major Francisco - TROPAS NEGRAS : as forças ultramarinas na defesa nacional. Lisboa, [Ed. do Autor], 1926. In-8.º (19cm) de 166, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Obra dedicada pelo autor "à memória dos meus companheiros de armas, oficiais e soldados do 1.º de Dragões de Angola, que pela última vez fitaram o sol na manhã sangrenta de Naulila".
                   ..................................
"Maus quadros, instrução deficiente e rotineira, nula acção dirigente e meios materiais mais do que insuficientes - eis o que temos em África para nos defrontarmos com uma agressão inesperada que nos movam. Assim foi também em 1914 - e bem caras nos custaram, em vidas e desfeitas inglórias, as improvisações hesitantes e tardias que tentámos, pesado tributo paga à incúria e ao desleixo a que tínhamos votado as nossas instituições militares coloniais."
(excerto do prefácio)
"Quando no último período da guerra, em Moçambique, acabámos por nos convencer da impossibilidade de continuar a luta com tropas europeias, improvisámos, à pressa, numerosas companhias indígenas que a urgência de mandar na frente, cada vez mais extensa, efectivos numerosos, nos obrigou a instruir em condições precárias e deficientes.
Só forçados por uma realidade que não perdôa nos resignáramos a fazê-lo.
Mas, nem a preparação que lhe demos foi cuidada, porque não tínhamos previsto com antecedência a necessidade do seu emprêgo, nem os chefes e graduados puseram grande confiança nas suas qualidades: uns supunham-nos incapazes de se defrontarem com os askaris inimigos, aguerridos por três anos de luta e de êxitos, outros receavam aumentar sensivelmente os efectivos dessas tropas - não fôsse voltar-se contra nós o instrumento de fôrça que creávamos...
Todos cometeram uma grave injustiça atribuindo às tropas de côr culpas que nunca lhes pertenceram: durante quatro anos de luta a nossa infantaria indígena sempre se bateu com valorosa decisão, quando bem enquadrada e comandada, e das suas fileiras não saiu um exemplo de deslealdade ou de traição."
(excerto de O soldado indígena)
Matérias:
- O soldado indígena. - Exército nacional - A nova organização das fôrças ultramarinas. - A ocupação militar. - O emprêgo das tropas indígenas. - O recrutamento indígena. - O alto comando. - Os quadros. - A divisão territorial - As tropas, as reservas e os serviços. - A infantaria indígena. - A cavalaria. - A artilharia, a engenharia e a aviação. - Os serviços. - As fôrças ultramarinas na defesa nacional. - A unificação dos quadros. - Sôbre a organização das forças militares nas colónias. - A defesa militar das colónias. - Conclusões. - Esboço da organização militar de Angola.
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capas sujas com defeitos; assinatura possessória na capa; lombada restaurada, apresenta falha de papel considerável.
Invulgar.
10€
Reservado

27 maio, 2015

MEMÓRIA BIOGRÁFICA - DAVID MAGNO : O «MUTU-UA 'NGUZU» DA OCUPAÇÃO DE CACULO CAENDA (Capital dos Dembos) : HERÓI DE LES LOBES (Flandres). [S.l.], [s.n. - Comp., Imp. e Encadernação das Ofic. Gráf. de «O Comércio do Porto»], [1960]. In-4.º (23cm) de 51, [1] p. ; il. ; E.
1.ª (e única) edição.
Tiragem: 700 exemplares.
Contém no verso da f. rosto uma dedicatória autógrafa de Ilda Magno, neta do Cap. David Magno.
Bonita edição, impressa na sua totalidade sobre papel couché, e ilustrada com fotogravuras nas páginas do texto.
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"Os Dembos eram territórios da maior responsabilidade nas Colónias. Como os do Cuamato, regiam-se por diploma especial. Paiva Couceiro, confiando ao valor de David Magno, já demonstrado no «raid» do Zenza (1908), o Comando Militar de Lombije (Dembos Orientais) em circunstâncias tão difíceis, não podia cometer-lhe a missão de tomar Caculo Caenda, aliás, com cujo potentado ninguém se atrevera ainda. Os concelhos dos peritos colinais, como as notícias respeitantes à animosidade e insubmissão do gentio, eram desoladoras. A banza de Caculo Caenda seria inexpugnável para uma força inferior à estimativa de 200 homens bem armados... O Comandante Militar de Lombije não deveria arriscar-se a tal, deixando semelhante proeza para a projectada coluna de Paiva Couceiro...
A glória que o destino negou a tantos, estava reservada para David Magno."
(excerto de O «Mutu-ua 'Nguzu»...)
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"A acção de Les Lobes constitui o maior combate formal e a mais longa e dramática resistência, comprovada pelos documentos e pela maior percentagem de baixas por metralhadoras. Cercados pelo fogo cruzado de mil rajadas e sob uma terrífica chuva de morteiros que os vão esfacelar ingloriamente, tentam a retirada sobre uma trave suspensa num dreno largo e profundo, por onde rastejam um a um. Aqui ficaram os últimos mortos e feridos pela infantaria alemã na Flandres. Miguel Marta, morto quando disparava, é o derradeiro. Tinham cinquenta e seis horas de fogo."
(excerto de Les Lobes : última resistência da Batalha do Lys no sector português)
David José Gonçalves Magno (1877-1957). Oficial do exército, publicista e etnólogo português. "Nasceu em Lamego a 17 de Agosto de 1877 e morreu em Lisboa a 30 de Setembro de 1957. Seguiu a carreira militar, sendo promovido a alferes em 22 de Dezembro de 1906. Começou por se distinguir em Angola, ao conseguir avançar para o interior e impor a presença portuguesa na região dos Dembos Orientais. Combateu depois em França, durante a Primeira Guerra Mundial, onde por feitos em combate recebeu a cruz de guerra e a cruz de Cristo com palma. A sua acção no CEP não foi, contudo, consensual e isenta de polémica, pelo que pediu para ser julgado pelas acusações de que foi vítima, tendo sido absolvido e visto confirmados os seus serviços como relevantes. Mais tarde, na sequência da revolta de 3 de Fevereiro de 1927 foi deportado para o Sul de Angola, tendo antes passado pelos Açores e Guiné. Reabilitado foi promovido a major e em 14 de Março de 1932 optou por passar à situação de reserva.Paralelamente à sua carreira militar exerceu intensa actividade literária, sendo autor de diversas obras, algumas das quais escritas com base na sua experiência de guerra, para além de ter sido membro da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, da Revista Militar e da Comissão de História Militar."
(in http://www.ihc.fcsh.unl.pt/pt/recursos/biografias/item/4418-magno-david-jos%C3%A9-gon%C3%A7alves-1877-1957)
Encadernação inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta frontal. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

09 maio, 2015

CAMPOS JUNIOR, Antonio de - VICTORIAS D'AFRICA. A defeza de Lourenço Marques e as campanhas do Valle do Incomati e do Paiz de Gaza : 1894-1895. Lisboa, Typ. - Rua do Norte, 46, 1.º - Esq., 1896. In-8.º (20cm) de 330, [4] p. ; [16] f. il. ; [1] mapa desd. ; il. ; E.
1.ª edição.
Ilustrada um mapa desdobrável - Planta do terreno onde se effectuaram as operações de guerra nos districtos de Inhambane e Lourenço Marques (escala 1 : 1.000.000), e com retratos extratexto de alguns militares, combatentes em África, mais prestigiados da época: Canto e Castro; Moraes e Sousa; Filippe Nunes; Caldas Xavier; Ivens Ferraz; Paiva Couceiro; Freire d'Andrade; Diogo de Sá; Soares Andrêa; Eduardo da Costa; Sousa Machado; Eduardo Galhardo; Mousinho d'Albuquerque; Sanches de Miranda; Costa e Couto; e do régulo Gungunhana.
"Está na memoria e no coração de nós todos, homens de Portugal, esta singelissima synthese da nossa maior gloria contemporanea:
Para salvar a cidade de Lourenço Marques, assediada pelos cafres, e para assegurar a soberania portugueza nos sertões de Gaza e do Incomati, partiram de Portugal cerca de tres mil homens do exercito. Desaffrontando a cidade em perigo, reoccupando Angoane, dispersando os cafres, perseguindo-os em marchas penosissimas, batendo-os em Marracuene, vencendo-os em Magul, a elles e aos vátuas, pondo-os em fuga em Chinavane, destroçando os vátuas e buingelas em Coolella, tomando o kraal de Manjacaze, assaltando nas florestas o ultimo asylo do regulo Gungunhana e aprisionando-o, em presença de tres mil vátuas estupefactos; esses expedicionarios, que a marinha auxiliou destemidamente nas suas operações dos rios Incomati e Limpopo, trouxeram a Portugal, subitamente, com o nosso prestigio redivivo, o maior triumpho que, n'este momento historico, podia acriciar a alma da nação.
Voltou á patria a maior parte d'esses bravos, É consolador saber que elles venceram; é enternecedor lembrar como elles foram victoriados.
E aqui está o thema inteiro d'este livro, esboço apenas de uma grande historia, que a alma do auctor comprehende commovidamente, mas que a sua penna obscura não sabe escrever completa."
(excerto do prefácio)
Matérias:
I - Expedições militares. II - Precedentes e confrontos. III - Moçambique. IV - Os vátuas. V - A rebellião dos cafres. VI - A defeza de Lourenço Marques. VII - Para a Africa. VIII - As primeiras operações. IX - O quadrado de Marracuene. X - O plano da campanha. XI - Pequenas operações. XII - O quadrado de Magul. XIII - Em Chinavane e no Limpopo. XIV - De Inhambane para Chicomo. XV - O quadrado de Coolella. XVI - Destruição de Manzjacaze. XVII - A façanha de Chaimite. XVIII - Glorificações.
Meia encadernação em chagrain, com cantos, e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

19 abril, 2015

ORNELLAS, Ayres de & COUCEIRO, Henrique & COSTA, Eduardo da & ALBUQUERQUE, Mousinho de - A CAMPANHA DAS TROPAS PORTUGUEZAS EM LOURENÇO MARQUES E INHAMBANE. Lisboa, M. Gomes, Editor : Livreiro de Suas Magestades e Altezas, 1897. In-8.º (19,5cm) de [2], 249, [3] p. ; [3] mapas desd. ; il. ; E. Bibliotheca Militar Illustrada, volume IV
1.ª edição.
Ilustrada com diversas fotogravuras, mapas e tabelas ao longo do texto.
Contém três mapas desdobráveis:
I. Carta do Rio Incomati (Escala 1 : 500.000).
II. Theatro d'Operações da Columna do Chicomo (Escala 1 : 1.000.000).
III. Itinerario de Chicomo à Manjacaze (Escala 1 : 250.000).
"Poucas, e bem poucas, expedições coloniaes têem conseguido, em tão curto espaço de tempo, resultados tão completos e tão brilhantes, como a enviada a Moçambique em 1895. O nosso dominio, nullo, á chegada d'ella, no districto de Lourenço Marques, fraco e incerto n'uma diminuta porção do de Inhambane, readquiriu um prestigio de ha muito perdido e tornou-se effectivo em toda a immensa vastidão do territorio que constitue a area d'esses districtos. O exercito cumpriu a sua missão, e deve ter convencido o paiz que póde confiar n'elle, mostrando-lhe que não está perdida a raça dos heroes da nossa antiga epopêa ultramarina.
O presente resumo das operações executadas é baseado em documentos officiaes; pelas apreciações criticas que contém, respondem os signatarios, que tomaram parte activa nas operações narradas e que respectivamente se encarregaram dos seguintes capitulos: Marraquene e Coolela, Ayres de Ornellas; Magul, Henrique Couceiro; Chicomo, Eduardo Costa; e Chaimite, Mousinho de Albuquerque."
(introdução)
Matérias:
Marraquene
Magul
I- Ocupação do porto de Incomati. II - Operação contra o Gungunhana.
Chicomo
I - Trabalhos preparatorios. II - Desembarque e concentração das forças em Cumbana. Organização dos serviços auxiliares. III -Occupação de Chicomo.
Coolela
Epílogo
Chaimite - A pacificação da provincia ao sul do Save.
Meia encadernação em chagrain, com cantos, e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

10 janeiro, 2015

VALENÇA, Fernando F. - UM DOCUMENTO HISTÓRICO SOBRE POLÍTICA MILITAR NACIONAL PREMONITÓRIA DAS GUERRAS DO ULTRAMAR. Lisboa, s.n. - Composto e impresso nos Serviços Gráficos da Liga dos Combatentes], 1989. In-4º (23cm) de 133, [1] p. ; B. Separata da Revista Militar
Estudo militar sobre a preparação para a Guerra Colonial.
"No período de 1958 a Abril de 1961, o Exército empreendeu um grande esforço de reorganização, tendente a adequar-se e a enfrentar as prementes realidades da época e as que, com maior gravidade, já se mostravam previsíveis.
Desenvolveram-se, então, intensas e vastas actividades de estudo, de impulsionamento, de institucionalização e de estruturação que foram condicionadas por variadas circunstâncias e factores, dos quais sublinhamos os seguintes:
- Por um lado, os decorrentes de certo ambiente de crise interna no País. [...]
- Por outro lado, a exacerbação no quadro internacional de opiniões, atitudes e ameaças contra os territórios ultramarinos.
- Por fim, a necessidade de apressar e, coordenar, adequadamente, o complexo acervo de orientações, princípios e medidas tendentes à reestruturação e preparação do Exército... [...]
Traduziu-se isso em documento, elaborado por iniciativa individual e assumido pela Secção de Estudos da Repartição do Gabinete do M.º do Exército, tendo-lhe sido atribuída a data de 9 de Abril de 1959, embora os seus reflexos na reorganização e preparação do Exército começassem já em 1958.
É esse documento, que então foi considerado um «estudo-ensaio» sob o título «Política Militar Nacional (Elementos para a sua definição)», que se vai transcrever integralmente."
(excerto da explicação)
Fernando Ferreira Valença (n. 1916). "Coronel da arma de Artilharia. Entre vários cargos relevantes que exerceu, quer na carreira militar ou civil, foi: Director dos Serviços Cartográficos do Exército, Administrador da C.P., vogal do Conselho Superior de Obras Públicas e Transportes, Professor do Instituto de Defesa Nacional, Presidente do Cofre de Previdência do Ministério do Exército, Vogal da Comissão Executiva da Junta de Energia Nuclear , Vogal da Comissão Nacional Contra as Radiações Ionizantes, Procurador à Câmara Corporativa e outros."

Exemplar brochado,  totalmente impresso sobre papel couché, em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
15€

18 novembro, 2014

A EXPERIÊNCIA DE TODOS PARA TODOS - GUERRA SUBVERSIVA : deslocamentos em comboio automóvel.
[S.l.], [Edição da 3.ª Repartição da 3.ª Região Militar de Angola], [196-]. In-4.º (23cm) de 28 p. ; [1] planta ; B. 
1.ª edição.
Manual de contraguerrilha, policopiado, para uso exclusivo das tropas portuguesas durante a Guerra Colonial. A capa apresenta dois carimbos com a indicação "RESERVADO", bem como, no interior, nas páginas de texto.
Ilustrado em separado com um croquis (escala 1: 100.000) de uma importante secção do teatro de operações - um caso real da acção de contraguerrilha.
"Os apontamentos que vão seguir-se baseiam-se na experiência adquirida por unidades que se deslocaram milhares de quilómetros através de regiões infestadas de terroristas quando da fase inicial da contra-ofensiva lançada pelas Forças Armadas Nacionais para reocupação dos Postos Administrativos e demais localidades então sob controlo do inimigo."
(excerto da introdução)
Matérias:
1 - As viaturas.
a) Sua protecção. b) Disposição do pessoal transportado. c) Sobressalentes e material diverso. d) Conservação. e) Carregamento. f) Atrelados. g) Viaturas com guincho.
2 - Constituição de pequenas colunas automóveis. Dispositivo.
3 - Colunas auto da ordem das 25 a 30 viaturas (CCaç).
4 - Medidas de segurança a adoptar nos comboios de viaturas automóveis.
5 - Viaturas civis e militares passivas.
6 - Ligação entre as viaturas.
7 - Remoção e transposição de obstáculos.
a) Árvores derrubadas e abatizes. b) Valas. c) Pontes.
8 - Reacção perante as emboscadas às colunas automóveis.
a) Princípios gerais. b) Organização dos planos de fogos defensivos nas colunas automóveis.
9 - Estacionamento das colunas automóveis durante os altos de marcha.
a) Pequenos altos. b) Grandes altos. c) Escolhas dos locais para estacionamento. d) Disposição das viaturas nas áreas de estacionamento. e) Segurança no estacionamento.
10 - Apoio aéreo.
Uma Acção de Contraguerrilha (Caso real)
Referências. 1: Situação particular. 2: Missão. 3: Força executante. 4: Como decorreu a aproximação. 5: Descrição da acção. 6: Resultados da acção. 7: Diversos. 8: Ensinamentos colhidos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
Com interesse histórico e militar.
Indisponível