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22 julho, 2026

PORTUGAL -
VISITE A SERRA DA ESTRELA. Lisboa, Neogravura, 1952. Encarte desdobrável (23,5x11 cm) : il. ; B.
1.ª edição.
Folheto desdobrável - trilingue (português/francês/inglês) - de propaganda à Serra da Estrela, a Manteigas e à sua estância termal. As dimensões (generosas) do encarte, todo aberto, é 23,5×66 cm, com texto e ilustrações frente e verso.
Para além de fotografias das belezas da Serra, contém informações úteis para os visitantes: Vias de comunicação - Carreiras de caminoetas; Passeios e excursões; Igrejas; Culinária e doçaria; Hotéis e Pensões, etc.
Inclui ainda um mapa no cento do folheto com a localização de Manteigas na Serra, com as estradas identificadas e as distâncias em quilómetros de Manteigas a alguns pontos de interesse turístico.
"Manteigas
Vila encravada em pleno Hermínio, a 720 metros de altitude, antigamente baluarte inexpugnável, hoje encantadora de turismo e cura, manancial de inexgotáveis riquezas.
Situada na margem esquerda do Zêzere, na Serra da Estrela, possui as melhores quedas de água do país.
Cabe-lhe, por isso, justamente, a designação de centro de turismo , o que é ainda justificado pelo facto de se encontrarem, no seu concelho, os mais importantes locais da Serra que têm valor turístico, como sejam os Cântaros, as Cascatas do Poço do Inferno, Candieira, Covões, as Lagoas da Paixão, Clareza, Cântaro, o Chafariz de El-Rei, o Frade e a Freira, os panoramas do Fragão do Corvo, S. Lourenço, Curral da Nave, Nave de Santo António, Covão da Ametade e Fonte Paulo Luís Martins."
(Excerto de Manteigas)
Exemplar em brochura, bem conservado. Apresenta mancha escura nos rebordos do folheto.
Raro.
15€
Reservado

05 julho, 2026

ESTABELECIMENTOS HOTELEIROS DE PORTUGAL -
Hotels : Hotéis - 1963 : Portugal
. Lisboa, SNI, 1963. In-8.º (23x20 cm) de 55, [1] p. ; [1] mapa Portugal ; B.
1.ª edição.
Capa belíssima assinada por Paulo-Guilherme (1932-2010).
Curioso roteiro dos estabelecimentos hoteleiros disponíveis e "certificados" no ano de 1963 em Portugal continental, Açores e Madeira. Muito completo e organizado, composto por quadros com as localidades/endereço e o nome dos espaços; inclui o telefone dos estabelecimentos, o tipo de alojamento, estadia e as refeições, e respectivos preços.
Guia quadrilíngue (português/francês/inglês/alemão), editado pelo SNI - Secretariado Nacional da Informação - Cultura Popular e Turismo, não mencionado na BNP.
Nos anos 60, o turismo em Portugal registou um crescimento explosivo e de massas, forçando o Estado Novo a transitar de uma lógica puramente propagandística para uma atividade económica vital. Pressionado pela necessidade de divisas para financiar a Guerra Colonial, o regime abriu as fronteiras ao turismo internacional. (IA)
Inclui mapa do território nacional com dimensões generosas (32,5x20 cm) em separado: "Portugal : Edições SNI Lisboa".
"O presente guia indica os hotéis, pousadas, estalagens e pensões oficialmente classificados. Todos estes estabelecimentos, com preços visados pela Direcção dos Serviços de Turismo, possuem as comodidades indispensáveis, satisfazendo, de um modo geral e dentro da sua categoria, os clientes a que se destinam.
Além dos incluídos neste guia, outros estabelecimentos existem tais como pensões, de 3.ª classe e hospedarias.
Há, também, estabelecimentos não classificados pela Direcção dos Serviços de Turismo, os quais, pela modéstia das suas instalações e serviços, são considerados sem interesse para o turismo.
À entrada dos estabelecimentos hoteleiros encontra-se afixado um quadro com os preços que lhes correspondem. Sobre estes preços o hóspede pagará 10% para o serviço e, nas zonas de turismo, uma sobretaxa de 3%. Nas refeições a preço fixo estão incluídos 3 dl de vinho comum.
Os preços referidos neste guia são indicados em escudos."
(Excerto de Informação geral)
Exemplar em brochura bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

16 maio, 2026

CORRÊA, António de Albuquerque Jácome -
UMA VIAGEM AO ORIENTE.
[Prefácio de J. Almeida Pavão]. Ponta Delgada, Edição e Propriedade do Autor, 1984. In-8.º (22x15 cm) de 79, [1] p. ; [14] f. il. ; E.
1.ª edição.
Interessante narrativa da viagens que o autor empreendeu pelo Oriente "português" e outras paragens visitadas pelos portugueses nessa zona do globo.
Livro publicado em Ponta Delgada, por certo com tiragem reduzida, valorizado pelo extenso preâmbulo do Prof. José de Almeida Pavão (1919-2003), vulto incontornável da cultura micaelense.
Obra impressa em papel de superior qualidade, ilustrada com 14 fotografias a cores dos locais visitados em folhas separadas do texto, impressas sobre papel couché.
"O nosso velho e muito apreciado Amigo, Dr. António de Albuquerque de Jácome Corrêa, homem muitíssimo viajado e culto, quis distinguir-nos com a honra de prefaciar este livro, que intitulou Uma Viagem ao Oriente.
Concebida em hora feliz a ideia de tal publicação, devemos confessar que o interesse que nos suscitou a sua leitura se transformou em entusiasmo, de molde a o termos «devorado» quase de uma só vez. E, ao chegarmos ao fim, um só pesar nos ficou: o de ter sido tão curta a narrativa de uma matéria tão rica e tão variada de cambiantes, qual deles o mais curioso e original. É que o Oriente se constitui, na verdade, num alfobre inesgotável de exotismo que, sem excluir certos aspectos negativos, que o autor não deixa por vezes de salientar, aparece nimbado de uma beleza estranha - mas é sempre beleza - à sensibilidade do ocidental. E o exótico - não é preciso reafirmá-lo - é fonte perene de encantamento, correspondente àquela atracção natural do homem pelo que é diferente do seu mundo, daquele mundo em que vive, no espaço e no tempo."
(Excerto do Prefácio)
António de Albuquerque Jácome Correia (Ponta Delgada, 1922-1996). "Foi um veterinário, dirigente corporativo da lavoura e político. Veterinário municipal do Concelho da Lagoa até à sua aposentação, foi durante muitos anos presidente do Grémio da Lavoura do Distrito Autónomo de Ponta Delgada. Foi vogal da Junta Regional dos Açores para a agricultura, pesca e indústria e deputado à Assembleia Regional dos Açores (1976-1980) eleito nas listas do CDS pelo círculo eleitoral da ilha de São Miguel."
(Fonte: Wikipédia)
Belíssima encadernação meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura. Ex-libris do autor impresso no verso da folha de dedicatória.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
20€

16 abril, 2026

SOUSA, Comandante Jaime de - AGONIA DE UM HERÓI. A derradeira viagem do "Adamastor". Lisboa, Editora Marítimo-Colonial, Lda., 1945. In-8.º (19x12,5 cm) de 448, [2] p. ; [20] p. il. ; B.
1.ª edição.

"O Adamastor foi um cruzador da Marinha Portuguesa, construído nos Estaleiros Navais de Livorno (Itália), em 1896, entregue à Marinha Portuguesa em 1897, e financiado pelas receitas provenientes de uma subscrição pública organizada como resposta portuguesa ao Ultimatum britânico de 1890. O seu primeiro comandante foi o Capitão de Mar-e-Guerra Ferreira do Amaral. 
O Adamastor desempenhou um papel importante no golpe revolucionário de 5 de Outubro de 1910, que levou à implantação da República, sendo responsável pelo bombardeamento do Palácio das Necessidades.  Durante o seu período de serviço o Adamastor percorreu em missões de soberania quase todos os territórios ultramarinos, de Angola a Timor. Também fez várias visitas oficiais a países estrangeiros, como o Brasil e o Japão. Na Primeira Guerra Mundial, o Adamastor tomou parte activa nas operações militares contra os alemães, no norte de Moçambique."
Livro ilustrado em separado com retratos do autor e do capitão Ferreira do Amaral, e fotogravuras do navio e de alguns dos locais aportados.
Jaime Júlio Velho Cabral Botelho de Sousa (1875-1945). “Foi um político e militar da Marinha Portuguesa, tendo chegado ao posto de capitão-de-fragata. Exerceu as funções deputado e de Ministro das Colónias de 20 a 29 de Novembro de 1820 no governo de Álvaro de Castro. Nasceu em Ponta Delgada. Depois de completar os estudos liceais, partiu para Lisboa, tendo ali concluído o curso da Escola Naval. Após a Primeira Guerra Mundial exerceu funções diplomáticas como Ministro Plenipotenciário e Enviado Extraordinário de Portugal à Comissão de Reparações de Guerra. Apesar de ter sido deputado durante o regime monárquico, após a implantação da República Portuguesa foi Ministro das Colónias (de 20 a 29 de Novembro de 1920) num dos efémeros governos presididos por Álvaro de Castro. Publicou um livro intitulado Agonia de um herói : a derradeira viagem do "Adamastor" (Lisboa : Marítimo-Colonial, 1945), descrevendo a última viagem do cruzador Adamastor."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas plastificadas.
Muito invulgar.
Com interesse histórico. 
30€

16 março, 2026

CORREIA, Dr. Vergílio & GIRÃO, Dr. A. De Amorim & SOARES, Dr. Torquato de Souza – EXCURSÕES NO CENTRO DE PORTUGAL. [Paisagem - Arte - História]. Por... Professores da Faculdade de Letras. Instituto de Alta Cultura - Curso de Férias. Universidade de Coimbra : Faculdade de Letras. Coímbra, Publicação subsidiada pelo Instituto para a Alta Cultura, 1939. In-8.º (19,5x12 cm) de 160, [2] p. ; [1] mapa desdob. ; B.
1.ª edição.
Bonito guia paisagístico e cultural da zona centro do país.
Invulgar e muito interessante.
Livro totalmente impresso sobre papel couché, ilustrado com 101 fotogravuras no texto e um mapa desdobrável da Região Centro do país.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Invulgar.
Indisponível

12 março, 2026

MACHADO, José Timóteo Montalvão -
COMO LI HISTÓRIA DE PORTUGAL NOS HOMENS, MONUMENTOS E PAISAGENS DO BRASIL.
Pelo sócio efectivo... Separata de Arqueologia e História : 8.º série das publicações, volume XII. Lisboa, Associação dos Arqueólogos Portugueses, 1966. In-4.º (25,5x19 cm) de [2], 11, [3] p. (351-361 pp.) ; B.
1.ª edição independente.
Interessante comunicação do autor a propósito de uma viagem empreendida ao Brasil, e dos locais e monumentos históricos da era colonial que teve oportunidade de visitar.
"Duma viagem, que recentemente fiz ao Brasil, trouxe inolvidáveis recordações, que aqui quero traduzir, uma vez que levei representação da Associação dos Arqueólogos Portugueses.
Quero acentuar desde já que muito me entusiasmaram as belezas naturais, a flora pujantíssima, os edifícios gigantescos. Mas, para além dessas grandezas, naturais ou humanas, o que mais chamou a minha atenção, obrigando-me a meditar e a venerar, foi um vasto conjunto de lugares, monumentos e memórias, que representavam o folhear de muitas páginas da nossa História gloriosa."
(Excerto do Preâmbulo)
José Timóteo Montalvão Machado (1892–1985). "Foi um eminente médico, historiador e jornalista português, natural de Chaves. Destacou-se pela sua vasta produção intelectual que cruzava o rigor científico da medicina com a investigação histórica e a genealogia.
Licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa. Exerceu funções como Delegado de Saúde no Distrito de Setúbal. Foi sócio efetivo de instituições prestigiadas como a Academia Portuguesa da História, a Associação dos Arqueólogos Portugueses e a Sociedade da Independência de Portugal. Foi diretor do jornal "Notícias de Trás-os-Montes"."
(Fonte: IA)
Exemplar em brochura, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

11 março, 2026

COUTINHO, Azevedo -
GUIA DO VIAJANTE EM BRAGA. Com noticias historicas sobre templos, monumentos, sanctuarios, etc. e indicações indispensaveis ao viajante. Braga, Livraria Central-Editora de Laurindo Costa, 1894. In-8.º (16,5x11,5 cm) de 48 p. ; B.
1.ª edição.
Edição original deste curioso "guia do viajante", obra pioneira no género devotada à "Cidade dos Arcebispos".
Opúsculo raro, com interesse para a bibliografia bracarense.
"A falta d'uma publicação que orientasse o viajante n'esta formosa capital do Minho tornava-se sobremodo sensivel; e tão notada era essa falta que, para, d'algum modo,  preencher a lacuna que sôbre este ponto existia, organisei, despretenciosamente, este singelo trabalho."
(Excerto de Ao Leitor)
"Esta bella capital do Minho, terceira cidade do reino e sede da provincia ecclesiastica Bracarense e do districto administrativo de Braga, fica a 48 kilometros ao norte do Porto, e 80 a oeste de Bragança, em 41.º 36' de latitude e 12.º 39' de longitude norte. É uma das cidades mais antigas e mais nobres da peninsula hispanica.
Está admiravelmente situada, em local um pouco elevado, mas plano; tem boas condições hygienicas; e tem melhorado muito, pela abertura de novas ruas, que vão transformando completamente alguns bairros.
Esta cidade não tem ampliado d'um modo sensivel os seus limites, nos ultimos tempos, mas tem-se aformoseado consideravelmente, pela reconstrucção de edificios e abertura do novas ruas.
As industria téem, desde ha annos, manifestando um pronunciado desenvolvimento assaz animador, como claramente se evidenciou nas ultimas exposições industriaes.
Braga tem por armas em um escudo oval uma imagem de N. Senhora entre duas torres, com o Menino nos braços, e tendo por timbre uma mitra pontifical, e em cima a legenda - Insignia fidelis et antigua Brachara."
(Excerto do preâmbulo - Braga)
Índice:
Ao Leitor | Braga | Templos e Conventos | Estabelecimentos publicos | Estabelecimentos de beneficiencia | Monumentos | Associações de recreio | Periodicos | Passeio publico | Cemiterio Municipal | Vias de transito | Indicações uteis: Estações de viação: - Estação dos Americanos; - Escriptorios de diligencias; - Estação telegrapho-postal | Cafés e bilhares | Hoteis | Restaurantes | Trens d'aluguer | S. João da Ponte | Bom Jesus do Monte | Sameiro.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Interior correcto. Capas frágeis com pequenos defeitos e vestígios de selo à cabeça.
Raro.
25€

21 fevereiro, 2026

MAW, Henrique Lister -
NARRATIVA DA PASSAGEM DO PACIFICO AO ATLANTICO, A TRAVEZ DOS ANDES NAS PROVINCIAS DO NORTE DO PERU, E DESCENDO PELO RIO AMAZONAS, ATÉ AO PARA.
Por... Traduzida do inglez. Liverpool, Impressa por F. B. Wright. 1831. In-8.º (22x14 cm) de [6], viii, 318, [2] p. ; [2] mapas ; E.
1.ª edição.
Relato de viagem do Tenente Henry Maw através da América do Sul, de costa a costa, - ente o Perú e o Brasil, - ligando oceanos - Pacífico e Atlântico. Trata-se de um documento histórico, importante manancial de informação sobre as terras percorridas, os seus habitantes, história e costumes, versando sobretudo sobre os índios do Perú e do Brasil. A tradução para o português é da autoria de Antonio J. da Costa, Cônsul de Portugal em Liverpool, que também se encarregou da nota de abertura, evidenciando nesta o objectivo primordial do seu trabalho - abrir a porta ao comércio entre o reino e os países americanos.
Ilustrado no texto com inúmeros quadros e tabelas estatísticas e, em separado, com 2 desdobráveis:
- Plano do Amazonas que deve acompanhar a Narrativa do Tenente Maw (21,5x47 cm);
- Mapa-resumo estatístico (21,5x22 cm).
"Saõ taõ poucas as publicaçoens que existem na nossa lingoa sobre as differentes producçoens da America do Sul, e mesmo sobre as do Brasil, que julguei seria de alguma utilidade a traducçaõ da narrativa do Tenente Maw, e confio que o leitor a achará instructiva e interessante.
O consideravel commercio que quasi todas as naçoens hoje fazem com as antigas colomnias Hespanholas, e a certeza que tenho de que muitos dos generos de industria e cultura Portuguesa podiaõ ter vantajosa extracçaõ naquelles mercados, exigem o chamar a attençaõ do Governo á necessidade de fazer augmentar para aquelle vasto Continente o valor das nossas exportaçoens , e ainda que esta narrativa só trate limitadamente das producçoens d'algumas partes do Peru, e do Brasil, nenhuma existe, que hum commercio lucrativo e valioso se offerece taõbem á naçaõ Portuguesa com o Chili, Buenos Ayres, Columbia, Mexico &cª., promovendo o Governo que se obtênhaõ aquellas prévias informaçoens que se fazem necessarias, e alterando os Regulamentos que obstaõ á admissaõ dos nossos generos naquelles mercados, e á dos productos destes differentes paizes em Portugal."
(Excerto do Preâmbulo)
Conteudo:
[Preâmbulo] | I - Causas que motiváraó a expediçaõ. II - Chego a Campana, ou Campainha de Huanchaco, o pôrto de Truxillo. III - Deixo Caxamarca. IV - Deixo Chachapoyas. V - Jornada a pé a Balsa Puerto. VI - Embarcâmos em Canôas. VII - Deixâmos Laguna. VIII - Desembarcâmos em Tabitinga. IX - Sahimos de Tabitinga. X - Deixámos Egas, e procedêmos pelo Amazonas abaixo. XI - Procedêmos pelo Amazonas abaixo. XII - Chegâmos ao Pará. | Conclusaõ | Appendice.
Henry Lister Maw (Warmsworth Hall, Doncaster, Yorkshire, Inglaterra, 1801 - Birkenhead, Wirral, Cheshire, Inglaterra, 1874). "Foi um tenente da Marinha Britânica que explorou a Amazónia em 1827, publicando mais tarde, em 1829, Journal of a passage from the Pacific to the Atlantic : crossing the Andes in the northern provinces of Peru, and descending the River Marañon or Amazon. Durante esta viagem reuniu apreciável coleção de objectos das regiões atravessadas, que doou ao Museu Britânico em 1831."
(Fonte: https://www.britishmuseum.org/collection/term/BIOG126078)
Encadernação inteira de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Páginas escurecidas por oxidação devido à fraca qualidade do papel.
Raro.
Com interesse histórico e etnográfico.
Peça de colecção.
Indisponível

13 setembro, 2025

CABRAL, Júlio Navarro -
A MADEIRA NOS PAÍSES BÁLTICOS. Nos Jogos Olímpicos de Helsínquia.
[Por]... Da Ordem de Benemerência. [S.l.], Edição do Grupo dos Amigos da Finlândia, 1954. In-8.º (22x15,5 cm) de LIII [53], [1] p ; [8] f. il. ; B.
1.ª edição.
"O Autor foi à Finlândia como Enviado Especial do Turismo Madeirense e do Jornal "A Voz". As crónicas reunidas neste volume foram todas publicadas no referido Diário."
Obra invulgar e muito curiosa. Ilustrada com 8 estampas em separado reproduzindo retratos de algumas altas individualidades de países do norte da Europa, além da finlandesa eleita «Miss Universo».
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a Manuel de Bianchi.
"Encontrei o Júlio Navarro em Helsínquia, quando naquela capital se realizavam os Jogos Olímpicos em que os desportistas portugueses colaboraram. Tive, nessa altura, ocasião de apreciar a actividade, o denodo, a persistência com que ele sabia chamar, em toda a parte, a atenção de todos para as belezas da Madeira, sua terra natal, e espalhar a fama dos produtos desta ilha, cujas amostras, pequenas garrafas e bordados saíam constantemente das largas e generosas algibeiras dele, como do infindável mostruário de um prestidigitador.
Agora vejo-o em Portugal, com a mesma combatividade, a fundar o «Grupo dos Amigos da Finlândia», a promover saraus d propaganda, a escrever artigos, a proferir conferências, a agitar idéias, com o ardor e a veemência dum apaixonado. O seu entusiasmo pela nação finlandesa, nação sempre nobre, independente e corajosa, não pode deixar de merecer a minha simpatia. É um entusiasmo que se justifica plenamente. O meu amigo sabe exprimi-lo, comovidamente, com todo o ardor romântico de um latino e a tenacidade de um finlandês."
(Excerto da Carta de Luís Norton de Mattos, Ministro de Portugal em Oslo e Helsínquia)
Exemplar em brochura, bem conservado. Capas apresentam pequenas manchas de acidez.
Invulgar.
15€

08 agosto, 2025

LACERDA, Francisco de Sousa do Prado de -
PEREGRINAÇÃO PORTUGUEZA AO VATICANO.
Noticia historica e descriptiva de Lisboa a Roma e dos Sanctuarios de Nossa Senhora de Lourdes, Sancta Maria Magdalena na Provença e Nossa Senhora do Loreto, e das cidades de Madrid, Marselha, Roma, Napoles e ruinas de Pompeia. Por... Prior, Vigario da Vara e Juiz de Casamentos do Arciprestado da Chamusca. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1878. In-8.º (22x14 cm) de 248 p. ; E.
1.ª edição.
Interessante narrativa histórico-religiosa da peregrinação ocorrida em 1877 ao Vaticano a propósito das 50 anos da nomeação de Giovanni Ferrettio, mais tarde Papa Pio IX, como arcebispo de Spoleto (1827-1877). Descreve com minúcia os locais santos visitados, monumentos e cidades atravessadas ao longo da peregrinação. Contém informações "saborosas", como as notícias úteis aos peregrinos, e até a qualidade do serviço das carruagens de praça em Roma(!).
Obra invulgar e muitíssimo curiosa.
Inclui no final, em Notas, a Lista chronologica dos Papas (4 pp.), assim como a lista dos subscritores do livro.
"Em Pastoral de 13 de março de 1877 dava Sua Eminencia o Cardeal Patriarcha de Lisboa aos fieis do Patriarchado, conhecimento de que iria este anno de Portugal a Roma uma peregrinação, a exemplo de outras nações, com o louvavel fim de visitar de felicitar Sua Sanctidade pelo quinquagesimo anniversario da sua sagração de Arcebispo de Spoleto.
A Pastoral fazia publico que se achava installada em Lisboa ujma grande commissão, de que Sua Eminencia era o presidente, composta de distinctos cavalheiros e damas daquella cidade e de todos os parochos della.
A commissão propunha-se obter donativos para o Sancto Padre, evangelizar por todos os meios ao seu alcance o pensamento da peregrinação a Roma, e remover todas as difficuldades que se opozessem ao conseguimento de tal fim."
(Excerto do Cap. I)
Francisco Maria de Sousa do Prado de Lacerda (Chamusca, 1827-1892). "Foi o 29.º bispo da Diocese de Angra, tendo-a governado de 1889 a 1891.
D. Francisco Maria do Prado Lacerda foi pároco da sua vila natal, tendo a seu cargo a Igreja Matriz de São Brás. Na sequência de um pedido do 28.º bispo de Angra, D. João Maria Pereira de Amaral e Pimentel, que se sentia cansado e pedia um coadjutor, o governo português apresentou-o 1885, tendo a Santa Sé confirmado no ano seguinte a sua eleição como coadjutor com direito de sucessão, concedendo-lhe o título de bispo de Nilópolis.
Foi sagrado na Sé Catedral de Lisboa a 4 de Abril de 1886, partindo de imediato para a sede episcopal de Angra do Heroísmo, cidade em que deu solene entrada a 10 de Abril de 1886, sendo aí recebido no cais pelo prelado efectivo que lhe proporcionou honras na Sé.
Na sua ida para os Açores foi acompanhado pelo seu irmão, o padre António Maria do Prado Lacerda, que exercia as funções de seu secretário. Esta situação foi de pouca dura, já que pouco depois nomeou seu secretário o padre José dos Reis Fisher, pessoa que teria profunda influência futura na diocese."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Forro das pastas "enrugado" por acção da humidade.
Raro.
45€

02 julho, 2025

ASSUMPÇÃO, Lino d' - 
MIL E SEISCENTAS LEGUAS PELO ATLANTICO
. Lisboa, Lucas & Filho, 1888. In-8.º (19,5x12,5 cm) de 228 p. ; B.
1.ª edição.
Interessantíssimo conjunto de narrativas de viagens.
Obra rara e muito curiosa. Conheceu apenas esta edição, não mais sendo reeditada.
"Nada de maravilhoso nem de inverosimil, de excentrico ou fantasia, n'estas simples narrativas de um homem que se tem deslocado um pouco no seu paiz e que - por varias vezes - tem viajado entre a Europa e o Brazil.
Isto, porém, não quer dizer que esse homem não tenha para contar coisas extraordinarias de casos não previstos, de que tem sido espectador, e de situações difficeis em que se tem encontrado. [...]
Na carreira da America do Sul, entre a Europa e as terras do Novo Mundo, se ainda não sulcam as aguas esses gigantes, rapidos e commodos, que fazem a travessia entre o norte europeu e os Estados Unidos, cruzam-se, porém, em pleno mar, ou encontram-se nos portos, sob varias fórmas e differentes pavilhões, frequentes paquetes de duas e tres mil toneladas, caminhando com uma rapidez que oscilla entre 10 e 15 milhas por hora, ou tanto como trez a cinco leguas das nossas, accommodando á larga no seu bojo de ferro um bairro popular, servidos por tripulações superiores, em numero, ao effectivo dos nossos regimentos, uma - novissima reforma.
Façamos conhecimento com os chamados «reis do mar».
Os paquetes inglezes, por melhor que sejam, são intoleraveis. Servem apenas para nos despejarem nos caes da Europa ou nas praias transantlanticas, depois de desoito ou vinte dias de balanço e clausura, destinados ao jejum, ao enjôo e á mortificação.
Quem se embarcar n'elles póde prescindir - na conta corrente da sua salvação eterna - da verba: indulgencias plenarias.
Ninguem, que não seja inglez, boliviano, chileno ou do Perú, espere uma amabilidade dos officiaes de bordo. Estes varios indigenas nomeados são tratados como passageiros; o resto é carga.
A maioria dos officiaes são falhos de maneiras, e desde o commandante ao ultimo dos pilotos - futuro commandante e passado grumete; - grattez l'officier: vous troverez le mousse.
A marinhagem, contractada a esmo em todos os portos e de todas as nações, é uma aglomeração indolente e indisciplinada.
Uma vez, a bordo co Cotopaxi, com o cair da tarde começou a soprar uma brisa fresca de leste. Ás oito da noite, com a entrada do quarto, começou a faina para largar a vela grande, outra mais acima, e uma latina da prôa. A tripulação corria por todos os lados; crusavam-se rapidas e tremulas as luzes das lanternas, por entre a gritaria da marinhagem, sibilava o apito do contra-mestre e, quando o serviço ficou prompto, ali por perto das dez horas, já tinha abrandado a briza!
Ao toque simulado de fogo a bordo, todos correm rapidamente, porque estão prevenidos desde pela manhã.
Estes exercicios inesperados fizeram-me sempre lembrar d'uns oradores repentistas - genero Arroyo - que preparam os improvisos com quinze dias de antecedencia."
(Excerto da introdução, Os Paquetes)
Tomás Lino de Assunção (1844-1902). "Nasceu em Lisboa a 7 de maio de 1844 e faleceu na mesma cidade a 1 de novembro de 1902. Foi engenheiro civil e funcionário do Ministério das Obras Públicas. A par da sua vida profissional, dedicou-se à literatura, particularmente ao Teatro e à investigação em História Religiosa. Viveu parte da vida no Rio de Janeiro, tendo ali fundado algumas editoras e colaborado na organização do Liceu Literário Português. Viveu também em Paris. Na Academia das Ciências de Lisboa foi eleito sócio correspondente da classe de Ciências Morais, Políticas e Belas Letras a 6 de abril de 1893."
(Fonte: https://arquivo.acad-ciencias.pt/authorities/20823)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, oxidadas, com defeitos; apresenta falha de papel no canto superior direito e no pé. Lombada cosida.
Raro.
30€

10 maio, 2025

BRANDÃO, Couto -
AO ALGARVE E A SEVILHA. Lisboa, Bibliotheca do "Correio Agricola de Lisboa", 1900. Oblongo (16,5x18 cm) de 328 p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Impressões recolhidas pelo autor nos dois passeios que empreendeu pelo sotavento algarvio e sul de Espanha com dois seus amigos, em ocasiões diferentes, e que aqui junta.
Livro ilustrado com desenhos no texto, onde se contam, entre outros, os retratos, respectivamente, do Severino, de D. Pepa, a estanqueira, da Lolasita, sua filha, e do autor.
Raro e muito interessante, sobretudo o passeio pelo Algarve, e os "amores" sevilhanos. A BNP não menciona.
"O que vae lêr-se já foi publicado avulso em artigos do "Correio de Lisboa" em 1897, anno em que eu e o meu amigo Sousa Pires, ao tempo redactor do "Correio Nacional", fômos de passeio ao Algarve.
Reproduzo-o agora em folhetim no "Correio Agricola" não só para juntar os artigos dispersos num volume, mas tambem para accrescentar-lhe as impressões do passeio que o anno passado realisei a Sevilha com o meu bom amigo e companheiro de redacção Severino Soares, tomando até a Ayamonte o mesmissimo trajecto que dois annos antes tinha percorrido com o Sousa Pires.
Depois de publicado todo o passeio ao Algarve, incluindo a volta a Lisboa, retomei o novo passeio desde Ayamente a Sevilha, passeio que me deixou as mais doces recordações e as mais vivas saudades."
(Uma explicação)
"Em um vapor dos caminhos de ferro do Sul e Sueste, transportámo-nos ao Barreiro, onde tomámos logar no comboio que nos devia conduzir a Faro.
Pouco foi o tempo em que pudémos contemplar do nosso wagon as paizagens que nos appareciam de terrenos ribatejanos e alemtejanos, porque a noite depressa nos surprehendeu.
Causou-nos verdadeira pena a contemplação dos vastissimos campos sem culturas, sem uma unica casita a animar aquella grande solidão. E veiu então ao nosso espirito, com perfeito conhecimento de causa, a justiça com que tantas vezes se tem censurado aos governos o pessimo systema de administração que tem seguido, conservado nos mais condemnaveis dos abandonos uma provincia que poderia ser se não a mais rica de Portugal, ao menos uma das mais importantes.
Vinda noite, como a nossa vista nada podia lobrigar que nos despertasse curiosidade, fomos mentalmente adivinhando o que seria o resto d'aquelle desgraçado Alemtejo, a avliar pelo que tinhamos presenceado até Montemór-o-Novo, e esta é a parte mais bem tratada do que viramos.
Depois de um somno de quatro horas acordamos perto de Messines, que n os offereceu uma vista surprehendente na sua bellissima vegetação. E de Messines até Faro os nossos olhos foram-se extasiando na magestosa e admiravel fertilidade do sólo algarvio, tão pujante e encantador como o do nosso Minho tão cantado em versos maviosos e descriptos os seus costumes por romancistas como Julio Diniz e Augusto Vieira."
(Excerto de I - De Lisboa a Faro)
Índice:
Primeira Parte - Ao Algarve e a Sevilha: I - De Lisboa a Faro. II - Faro. III - De Faro a Olhão. IV - De Olhão a Tavira. V - De Tavira a Villa Real. VI - Ainda em Villa Real. VII - De Villa Real a Castro Marim. VIII - Castro Marim. IX - De Villa Real a Ayamonte. X - O regresso.
Segunda Parte - A Sevilha: I - De Lisboa a Beja. II - [Em Beja. Beja - Algarve - Ayamonte].  III - Em Ayamonte. IV - A noite de S. João em Villa Real. V - Partida matutina. VI - De Ayamonte a Gibraleón. VII - Huelva. VIII - Um parenthesisa: A estanqueira; A Lolasita; Eu. IX - A Sevilha. X - Sevilha. | O regresso.
Encadernação coeva meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas. Livro impresso a duas colunas, cada uma delas numerada, encontrando-se o verso em branco.
Exemplar em razoável estado de conservação. Pastas em mau estado, com o bordo lateral chamuscado. Miolo correcto; papel de fraca qualidade. Lombada apresenta falha de pele no pé. Dado o interesse e raridade, deve ser reencadernado.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

22 abril, 2025

RIBEIRO, Herlandér - RÚSSIA BOLCHEVISTA. Por...
Lisboa, Depositaria Livraria Moraes [selo], 1928. In-8.º (22x16 cm) de 134, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante estudo sobre a Rússia de Lenin saída da Revolução de Outubro (1917), a Rússia socialista que defendia a ditadura do proletariado.
Herlander Ribeiro (Lisboa, 1886-1967). "Advogado, investigador de temas jurídico-sociais, jornalista e memorialista. Iniciou-se no jornalismo, em Lisboa, no jornal A Luta e logo em 1901 via editado o seu primeiro livro, um romance que antes fora publicado em folhetins. Em 1903, foi um dos fundadores da Associacão da Imprensa Portuguesa. É também nesse ano que parte para Coimbra a fim de cursar Direito, apresentando-se na Universidade já com um estudo jurídico-social publicado: A Vadiagem em Portugal. Terminou o curso de Direito em 1908. Em 1911 é o autor de um projecto de Reforma da Polícia de Investigação Criminal. De 1916 a 1926 exerceu em Lisboa o cargo de juiz substituto, devendo-se-lhe os projectos de um Código do Trabalho e de um Código Agrário que veio a publicar mais tarde. Viajante incansável, percorreu toda a Europa e o Norte de África e fez duas vezes a volta ao Mundo. Escreveu numerosas crónicas e alguns livros com os resultados das suas observações nessas viagens. A preocupação com as condições sociais dos menos afortunados, nomeadamente dos trabalhadores, levou-o a insistir em estudos sobre a Rússia e a China, países que visitou."
(Fonte: http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?AutorId=9603)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capas envelhecidas, algo sujas, com defeitos. Assinatura de posse na f. rosto. Com falhas de papel na lombada. Interior correcto.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
20€

01 abril, 2025

VILLIERS, Alan -
A CAMPANHA DO ARGUS : uma viagem na pesca do bacalhau.
Introdução de Álvaro Garrido, Historiador e Director do Museu Marítimo de Ílhavo. [2.ª Edição corrigida]. Lisboa, Cavalo de Ferro, 2006. In-4.º (23,5x16,5 cm) de 383, [1] p. ; il. ; B.
Clássico da literatura portuguesa sobre a pesca longínqua - a faina do bacalhau.
Livro ilustrado com um desenho do navio (em duas páginas), mapas e inúmeras fotografias do autor.
"Numa escrita límpida e envolvente, este oficial da Armada australiana, pre­sença assídua nas páginas do National Geographic Magazine do segundo pós-guerra como repórter das «coisas de mar», escreveu uma narrativa de viagem de um dos mais belos veleiros da frota bacalhoeira portuguesa, o Argus. A projecção internacional do livro foi tal que teve tradução em mais de uma dezena de línguas."
(Fonte: Liv. Bertrand)
"Nos meses sombrios do Outono de 1951, as montras dos principais livreiros de Londres e Nova Iorque exibiam um novo livro do mais afamado «escritor marítimo» da época. The Quest of the Schooner Argus, de Alan Villiers. Através do título, só os leitores afeiçoados às relíquias da vela podiam supor que a narrativa fosse dedicada a um navio bacalhoeiro português. Já o subtítulo tornava mais precisos o tema e o género: A Voyage to The Banks and Greenland remetia para uma crónica de viagem, um género clássico da literatura de marítima universal.
O Argus era um lugre belo e imponente, de quatro mastros, à semelhança dos veleiros que o autor australiano mais apreciava. Navio de casco de aço, provido de motor auxiliar, podia carregar oitocentas toneladas de bacalhau. [...]
Ano após ano, o Argus fez-se ao Atlântico para «trazer à pátria o pão dos mares». Cumpriria a sua derradeira campanha de pesca nos bancos da Terra Nova e da Gronelândia em 1970. Devido à crónica de Alan Villiers, o Argus tornou-se o mais conhecido navio bacalhoeiro português no estrangeiro Com carinho e retórica, o escritor chamava-lhe o «Queen Elizabeth» da frota bacalhoeira portuguesa. [...]
Ilustrado com belas fotografias do próprio autor, o novo livro do comandante Villiers não enjeitava um sentido de documentário, de «descoberta» e divulgação da última actividade económica que fazia uso da navegação à vela em viagens transoceânicas: a pesca do bacalhau por homens e navios portugueses."
(Excerto da Introdução)
Alan John Villiers (1903-1982). "Nasceu em Melbourne, na Austrália, em 1903. Oficial de Marinha e repórter de temas marítimos, granjeou fama no National Geographic Magazine e em diversos jornais australianos e britânicos. Fascinado pela vela transatlântica, realizou filmes documentais e escreveu mais de uma dezena de crónicas de viagens marítimas. Editados na Grã-Bretanha e nos EUA, os seus livros conheceram traduções em diversas línguas. Em 1951 deu a conhecer ao mundo a pesca do bacalhau por homens e navios portugueses. The Quest of the Schooner Argus, cuja tradução portuguesa saiu no mesmo ano, foi das suas principais obras, certamente a mais divulgada no estrangeiro, mercê dos esforços do aparelho de propaganda salazarista. Resultado de uma encomenda das autoridades portuguesas, o livro narra uma campanha de pesca do lugre Argus nos tempos áureos da pesca à linha com dóris de um só homem."
(Fonte: Liv. Bertrand)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
15€

19 março, 2025

MONTEIRO, Carlos -
DE SETÚBAL ÀS TERRAS DE ANGOLA.
Patrocínio do Movimento Nacional Feminino. Reportagem de... Publicado no jornal "O Distrito de Setúbal". [S.l.], [s.n. - Composto e impresso na Tipografia Rápida de Setúbal, Lda. - Setúbal], 1973. In-8.º (21x14,5 cm) de 61, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Capa de: Gertrudes Páscoa Geraldes Monteiro.
Crónicas de viagem por Angola de um setubalense por adopção.
Ilustrado com fotografia a p.b. ao longo do livro, sendo algumas em página inteira.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Dr. J. Carlos Botelho.
"Sou um Homem das «terras do Demo», designação que Mestre Aquilino Ribeiro dá às terras beiroas que me serviram de berço.
Em Coimbra, na verdura dos meus anos, desfolhei as mais perfumadas pétalas da minha vida.
Durante duas décadas, a seguir identifiquei-me com a «Planície Heróica», o Alentejo, tão decantado por Manuel Ribeiro.
Mais tarde vim para a terra de Bocage, onde me vinculei.
Sonhei sempre. Encarei a Vida. Lutei com verticalidade. Tive sonhos desfeitos. Cânticos de vitória, não faltaram. De entre tudo, tentei o Ultramar. A frustração dessa hora, que se esfuma pela mocidade, marcou-me doridamente.
Aqui, em Setúbal, a par da minha actividade de fundo que é a Escola, o jornalismo seduziu-me. Alistei-me nele. No seu quadro. Para ficar. Para servir.
Um convite atencioso do Movimento Nacional Feminino para visitar o Estado Português de Angola, veio salvar das cinzas um sonho. Vibrei. Pois. Rejuvenesci."
(Excerto de Nota de abertura)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Indisponível

14 março, 2025

MARTINS, J. P. Oliveira - CARTAS PENINSULARES. Edição posthuma. Precedida d'um esboço biographico do auctor por seu irmão Guilherme de Oliveira Martins. Lisboa, Livraria de Antonio Maria Pereira - editor, 1895. In-8.º (20x13 cm) de [6], 226, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Importante conjunto bio-bibliográfico do ilustre escritor, publicista e historiador Joaquim Pedro de Oliveira Martins publicado postumamente, poucos meses após o seu falecimento.
Obra muitíssimo valorizada pela extenso "esboço biographico" do autor por seu irmão Guilherme.
"Volume de crónicas de viagem de Oliveira Martins, editado postumamente, fruto da última deslocação do autor a Espanha, a fim de recolher documentação para a biografia histórica que deixaria inacabada, O Príncipe Perfeito. Dessa viagem por Portugal e Espanha e da constatação da ruína física e moral das cidades que atravessa, o autor deduz uma lição pessimista que "deve fazer refletir todos aqueles que vaidosamente pregam a teoria de um progresso constante e sem limites".
A obra surge precedida de um longo "Esboço biográfico" de Oliveira Martins assinado pelo seu irmão, Guilherme de Oliveira Martins, que permanece uma das principais fontes de informação para a biografia do autor do Portugal Contemporâneo."
(Fonte: Infopédia)
"Sahi de Lisboa com o proposito de visitar algumas povoações castelhanas da fronteira de leste, n'essa zona chamada terra de Campos, e que tão intimamente está ligada á historia nacional portugueza desde os seus primordios até ás guerras do principio do seculo. Sahi tambem com a idéa que essa excursão, agora, em junho, quando o sol começa a queimar nas planicies de Castilla-la-vieja, me tonificaria as forças deprimidas por uma eternidade passada.
Mais uma vez queria tambem respirar os ares e embriagar-me com a paisagem incomparavel do Valle do Tejo, pedaço sem par no mundo, pelo menos, nos retalhos do mundo que tenho visto passarem-me deate dos olhos.
Era manhã quando larguei de Lisboa. A minha primeira estação era Abrantes. Apesar do tempo teimar em conservar-se traiçoeiro, o dia amanhecera glorioso, e o sol, reinando nos céos livres, fazia cantar e rir a paisagem, como o sorriso das crianças, quando lhes brinca nas faces orvalhadas de lagrimas."
(Excerto do Cap. I)
Joaquim Pedro de Oliveira Martins (1845-1894). "É hoje reconhecido como um dos fundadores da moderna historiografia portuguesa e uma das vozes de maior relevância do pensamento político e social do século XIX. Foi historiador, político e cientista social, cujas obras marcaram sucessivas gerações de leitores e investigadores, influenciando escritores do século XX, como António Sérgio ou Eduardo Lourenço. Abandonou os estudos por dificuldades económicas da família, tendo trabalhado no comércio e mais tarde como diretor de vários projetos empresariais e industriais. Foi deputado em 1883, eleito por Viana do Castelo, e em 1889 pelo círculo do Porto. Em 1892 foi convidado para a pasta da Fazenda, no ministério que se organizou sob a presidência de Dias Ferreira, e em 1893 foi nomeado vice-presidente da Junta do Crédito Público. Elemento animador da Geração de 70, revelou uma notável adaptação às múltiplas correntes de ideias do seu século, tendo colaborado nas principais publicações literárias e científicas de Portugal. A sua vasta obra começou com o romance Febo Moniz, publicado em 1867, e estende-se até 1894, ano em que morreu. Na área das ciências sociais escreveu, por exemplo, Elementos de Antropologia, de 1880, Regime das Riquezas, de 1883, e Tábua de Cronologia, de 1884. Das obras históricas há a destacar História da Civilização Ibérica e História de Portugal, em 1879, O Brasil e as Colónias Portuguesas, de 1880, Os Filhos de D. João I, de 1891, e Portugal Contemporâneo, de 1881. É também necessário destacar a sua História da República Romana. A sua obra suscitou sempre controvérsia e influenciou a vida política portuguesa, mas também historiadores, críticos e literatos do seu tempo e do século XX."
(Fonte: Wook)
Encadernação meia de pele com cantos, nervuras e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas originais.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado, com desgaste na lombada
Invulgar.
20€

20 fevereiro, 2025

AURORA, Conde d' -
ITINERÁRIO ROMÂNTICO DO PORTO.
Desenhos de José Luís e fotos do autor extratexto
. Porto, Editorial Domingos Barreira, [1962]. In-8.º (20x13 cm) de 165, [3] p. ; [28] p. il. ; B. 
1.ª edição.
Roteiro do Porto antigo, histórico e monumental. No prefácio o autor dá conta do seu desencanto pelo desaparecimento de edifícios relevantes para a cidade e a dispersão dos seus ricos recheios.
Ilustrado com inúmeras fotografias e desenhos dispersos por 28 páginas intercaladas no texto.
Índice:
Prefação. Itinerários: I - Marcha de aproximação. II - Praça Nova. III - Rua do Loureiro - Rua Chã - Sé. IV - Rua de S.to António - S.to Ildefonso - Freixo. V - Rua das Flores. VI - Bolsa - S. Francisco - Feitoria. VII - Da Universidade ao Campo Alegre. VIII - Praça de Carlos Alberto a S.to Ovídio. IX - Clérigos - Cordoaria - Vitória. X - Infante - Foz - Matosinhos.
José António Maria Francisco Xavier de Sá Pereira Coutinho, 2.º Conde de Aurora (Ponte de Lima, 29 de Abril de 1896 - Ponte de Lima, 3 de Maio de 1969). Escritor português. "Em 1919, por ocasião da Monarquia do Norte, partiu para o exílio tendo vivido em Espanha, no Brasil e Argentina. Em 1921, fundou o periódico “Pregão Real”. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e foi juiz do Tribunal do Trabalho. A sua obra reparte-se por vários géneros literários, caracterizando-se pela defesa dos valores culturais tradicionais dentro dos moldes estéticos do realismo, na senda de Eça de Queirós. Marcadamente nacionalista e claramente crítico em relação à Primeira República, o Conde d’Aurora dedicou ao Minho – aqui entendido como a região de Entre-o-Douro-e-Minho – grande parte da sua obra literária."
(Fonte: http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/119202.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto.

Muito invulgar.
20€