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28 junho, 2025

REGULAMENTO PARA OS CHAFARIZES DA CIDADE
. Lisboa, Na Imprensa Silviana, 1852. In-16.º (10,5x7,5 cm) de 31, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Regimento mandado publicar pela Câmara Municipal de Lisboa. Curioso. Regulariza o ofício de "aguadeiro" e o seu acesso aos chafarizes da cidade para venda de água encanada aos munícipes, estipulando para concessão das licenças vários deveres e obrigações, como ajudar em caso de incêndio, fazendo destes uma espécie de bombeiros improvisados.
"O ano de 1852 marca a criação de uma rede domiciliária de água em Lisboa. Cinco anos depois apareceu a primeira empresa privada com a missão de abastecer de água a cidade mas acabou por perder a concessão em 1863, num momento de “plena crise de carência de água”.
Só a partir de 1880 é que começa a ser preparado o sistema que vai trazer mais água até Lisboa, a partir do rio Alviela. Nesse mesmo ano entra em funcionamento a estação elevatória dos Barbadinhos, e isso trouxe mudanças, incluindo a construção de canalizações."
(Fonte: https://expresso.pt/sociedade/2018-05-30-A-historia-de-150-anos-de-agua-a-chegar-a-Lisboa)
Raro e muitíssimo interessante.
"A Camara Municipal de Lisboa, concede a um certo número d'Aguadeiros determinado por ella, a licença exclusiva d'apregoar e vender agua aos Moradores de Cidade.
Estes Aguadeiros tem stricta obrigação d'acudir aos fogos, acarretando agua, conduzindo as machinas, em fim prestando todos os serviços que lhe forem exigidos. [...]
Os aguadeiros são arregimentados em companhias, e repartidos pelos differentes Chafarizes, Bicas, e Poços, conforme e abundancia da agua, e conveniencia do serviço dos habitantes."
(Artigo 1.º / 2.º / 3.º)
Índice:
I - Dos Aguadeiros. II - Dos Capatazes e Ligeiros. III - Da Inspecção.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Diversas páginas apresentam pequena falha de papel nos cantos, incluindo a f. rosto. Capas de protecção, lisas, igualmente com perda de suporte. Pelo interesse e raridade recomenda-se encadernar.
Muito raro.
Peça de colecção.
Com interesse histórico e olisiponense.
Indisponível

09 junho, 2025

1.ª EXPOSIÇÃO NACIONAL DE FLORICULTURA -
Tapada da Ajuda : Junho 1940. [Lisboa], [Câmara Municipal de Lisboa], 1940. In-8.º (23x15 cm) de [42] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Livro ilustrado ao longo do texto com desenhos e fotografias, bem como reprodução dos brasões de alguns dos municípios participantes no certame. Inclui no final publicidade alusiva ao tema.
"A I Exposição Nacional de Floricultura, que terá lugar no dia 2 de Junho, na Tapada da Ajuda, por iniciativa do Município de Lisboa, com a colaboração do Instituto Superior de Agronomia, representa um acontecimento de grande interêsse nacional.
Durante muitos anos assistiu-se em Portugal à destruição de maravilhosas matas, parques e jardins que constituíram, em épocas passadas, motivos de rara beleza. [...]
Nos parques, jardins e arruamentos as plantas típicas da nossa flora têm sido substituídas, em grande parte, de acôrdo com os gostos da moda, por espécies exóticas, algumas das quais de diminuto valor ornamental.
Contudo, o povo continua ainda a ter pela árvore e pelas flores o maior interesse. O gôsto e o sentido estético com que a mulher portuguesa compõe o quadros garridos de muitas sacadas, varandas e janelas, das cidades, vilas e aldeias de Portugal, demonstram bem que não está apagado no espírito da grei o amor pelas plantas ornamentais."
(Excerto de Duas palavras)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Indisponível

25 junho, 2021

RIBEIRO, Victor - A VIDA LISBOETA NOS SECULOS XV E XVI.
(Pequenos quadros documentaes). PEDITORIO E PEDINTES. Por...
Lisboa, Of. Tip. - Calçada do Cabra, 7, 1910. In-4.º (28 cm) de 36 p. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante subsídio para a história da mendicidade na capital ao longo dos séculos XV e XVI. Separata do Archivo Historico Portuguez, Vol. VIII., dedicada pelo autor a Anselmo Braancamp Freire. Inclui reprodução de diversos documentos da época.
Opúsculo n.º 19 de uma tiragem declarada de apenas 21 exemplares.
"A mendicidade, aspecto exteriorisado da miseria, constitui sempre nas sociedades mediévicas e modernas um grande problema social, não só quando, na sua essencial pureza, representa a verdadeira desgraça e desvalimento dos mendicantes, senão tambem, quando essa mendicidade se torna, como é frequente, uma especulação torpe á commiseração das bôas e compadecidas almas. [...]
Em Lisboa, nos seculos XV e XVI, os mendigos eram em avultado numero; a Estatistica manuscripta de Lisboa (1562) diz-nos:
«Vem á cidade mil homens e mulheres pobres, que andam pedindo esmola, e tem-o por officio, que tiram muito dinheiro para suas mantenças.»
Estes numerosos mendigos achavam-se congregados em Confrarias, de duas das quaes nos resta memoria, a de Santo Aleixo, na egreja da Misericordia, e a do Menino Jesus, que era só de cegos, sita na freguezia de S. Jorge, e depois na de S. Martinho."
(Excerto do estudo)
Victor Maximiano Ribeiro (Lisboa, 1862 - Lisboa, 1930). "Escritor e jornalista, colaborou em muitos jornais e revistas do seu tempo, elencadas por Inocêncio Francisco da Silva e por Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues. Pertenceu a diversas  instituições  científicas. Historiador e publicista, os seus estudos históricos, ainda que "sem grande critério na selecção dos dados apresentados" (José Mattoso), têm elementos de muita valia, particularmente para a história da assistência em Portugal durante a época moderna. Com vasta obra publicada, uma de maior tiragem e outra integrando colecções populares e ilustradas, os seus trabalhos são apreciados e tiveram impacto historiográfico, sendo alguns recorrentemente citados em estudos de especialidade."
(Fonte: http://dichp.bnportugal.pt/imagens/ribeiro_victor.pdf)
Livro em brochura, por aparar, em bom estado geral de conservação.
Muito raro.
Com interesse histórico e olisiponense.
35€

09 outubro, 2017

SILVA, José Ignacio Dias da - A CAMARA MUNICIPAL DE LISBOA. (Primeiros trabalhos de vivisecção em um corpo administrativo). CARTA a Sua Magestade El-Rei o Senhor D. Carlos. Por... Lisboa, Typ. Adolpho de Mendonça, 1900. In-4.º (25,5cm) de 40 p. ; B.
1.ª edição.
Em carta aberta ao rei D. Carlos, o autor desanca a Câmara Municipal de Lisboa, não se esquecendo de zurzir no seu presidente e demais funcionários.
"Nao pareça estranho a Vossa Magestade, que alguem ouse dirigir-se-lhe por meio da imprensa. Communicar com Vossa Magestade é uma honra e é um direito; e a imprensa, ao mesmo passo que é um meio facil de exprimir ideias, é tambem uma formula moderna de civilisação, para significar o nosso sentir e para expôr os nossos queixumes. [...] A instituição municipal chegou em Lisboa ao ultimo descalabro. A Camara dos nossos dias foi composta de um modo verdadeiramente lastimoso. Sendo Lisboa a capital, imaginará Vossa Magestade que foram chamados a vereação homens de sciencia, artistas, professores, litteratos, hygienistas, industriaes, banqueiros ou capitalistas? Puro engano. Á frente da primeira municipalidade do paiz não se encontram homens n'essas condições, nem sequer um engenheiro, um medico, um advogado, um architecto ou um archeologo! Á parte quatro ou cinco proprietarios e commerciantes, homens de certo pezo, por sua independencia e austeridade de ideias, a Camara Municipal de Lisboa foi urnejada pelo sr. Conde do Restello, eleiçoeiro insigne, compondo-a de uns dois ou tres bons homens de mercearia, mais tres ou quatro bondosos boticarios, um excellente agente de funeraes, um professor de instrucção primaria, um mavioso picador e musico, cheio de flaccidezas, um amanuense de caixa, e um estudantinho vaidoso... Isto, Senhor, em Lisboa, na capital, na primeira e mais importante cidade, por sua situação geographica, pelo seu porto de primeira ordem, pelo seu commercio, e pela sua côrte!"
(excerto da Carta)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Raro e muito curioso.
Com interesse olisiponense.
15€

24 maio, 2014

CONTRACTO PARA A CONSTRUCÇÃO DO MERCADO DA PRAÇA DA FIGUEIRA - Camara Municipal de Lisboa. Lisboa, Companhia Typographica, 1906. In-4º (23cm) de [8] p. ; B.
Copia do contracto  celebrado pela Camara Municipal de Lisboa com os srs. Joaquim Lucio d'Araujo e Manuel José Ferreira Lima, para a construcção de um mercado de systema moderno no local do actual mercado da Praça da Figueira.
Reprodução do contrato celebrado em 3 de Agosto de 1882 para a substituição do mercado existente na Praça da Figueira por outro mais moderno. Este último, monumento da arquitectura do ferro, viria a ser demolido am 1949, recebendo a estátua equestre de D. João I já em 1971, mantendo desde então o aspecto presente.
"O mercado terá um só pavimento e esse terreo, e será construido com ferros, madeira, cantaria, vidro, ardosia ou telha de barro calcareo ferruginoso, envernisada, corrigindo se a irregularidade existente no actual mercado, na fachada voltada para o nascente, que não está no prolongamento do lado correspondente da rua nova da Princeza (vulgo dos Fanqueiros), devendo portanto a construcção obedecer ao principio do parallelismo entre a referida fachada e o alinhamento das casas fronteiras; dando-se ás ruas das Gallinheiras e do Amparo a largura de dez metros, e devendo haver nos quatro vertices do mercado outras tantas entradas para pedestres."
(cláusula Primeira)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com evidente interesse olisiponense.
Sem indicação de registo na Biblioteca Nacional (BNP).
15€

01 abril, 2012

POSTURA SÔBRE AFERIÇÕES DE PESOS E MEDIDAS. Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa : Serviços de Aferições : Serviços Industriais da C. M. L., 1938. In-8º (16,5cm) de 35 p. ; B.
Exemplar brochado, com orifícios (de arquivo?) na capa e selo na capa posterior.
Bom estado de conservação.
Curioso, com interesse olisiponense.
10€