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08 agosto, 2025

LACERDA, Francisco de Sousa do Prado de -
PEREGRINAÇÃO PORTUGUEZA AO VATICANO.
Noticia historica e descriptiva de Lisboa a Roma e dos Sanctuarios de Nossa Senhora de Lourdes, Sancta Maria Magdalena na Provença e Nossa Senhora do Loreto, e das cidades de Madrid, Marselha, Roma, Napoles e ruinas de Pompeia. Por... Prior, Vigario da Vara e Juiz de Casamentos do Arciprestado da Chamusca. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1878. In-8.º (22x14 cm) de 248 p. ; E.
1.ª edição.
Interessante narrativa histórico-religiosa da peregrinação ocorrida em 1877 ao Vaticano a propósito das 50 anos da nomeação de Giovanni Ferrettio, mais tarde Papa Pio IX, como arcebispo de Spoleto (1827-1877). Descreve com minúcia os locais santos visitados, monumentos e cidades atravessadas ao longo da peregrinação. Contém informações "saborosas", como as notícias úteis aos peregrinos, e até a qualidade do serviço das carruagens de praça em Roma(!).
Obra invulgar e muitíssimo curiosa.
Inclui no final, em Notas, a Lista chronologica dos Papas (4 pp.), assim como a lista dos subscritores do livro.
"Em Pastoral de 13 de março de 1877 dava Sua Eminencia o Cardeal Patriarcha de Lisboa aos fieis do Patriarchado, conhecimento de que iria este anno de Portugal a Roma uma peregrinação, a exemplo de outras nações, com o louvavel fim de visitar de felicitar Sua Sanctidade pelo quinquagesimo anniversario da sua sagração de Arcebispo de Spoleto.
A Pastoral fazia publico que se achava installada em Lisboa ujma grande commissão, de que Sua Eminencia era o presidente, composta de distinctos cavalheiros e damas daquella cidade e de todos os parochos della.
A commissão propunha-se obter donativos para o Sancto Padre, evangelizar por todos os meios ao seu alcance o pensamento da peregrinação a Roma, e remover todas as difficuldades que se opozessem ao conseguimento de tal fim."
(Excerto do Cap. I)
Francisco Maria de Sousa do Prado de Lacerda (Chamusca, 1827-1892). "Foi o 29.º bispo da Diocese de Angra, tendo-a governado de 1889 a 1891.
D. Francisco Maria do Prado Lacerda foi pároco da sua vila natal, tendo a seu cargo a Igreja Matriz de São Brás. Na sequência de um pedido do 28.º bispo de Angra, D. João Maria Pereira de Amaral e Pimentel, que se sentia cansado e pedia um coadjutor, o governo português apresentou-o 1885, tendo a Santa Sé confirmado no ano seguinte a sua eleição como coadjutor com direito de sucessão, concedendo-lhe o título de bispo de Nilópolis.
Foi sagrado na Sé Catedral de Lisboa a 4 de Abril de 1886, partindo de imediato para a sede episcopal de Angra do Heroísmo, cidade em que deu solene entrada a 10 de Abril de 1886, sendo aí recebido no cais pelo prelado efectivo que lhe proporcionou honras na Sé.
Na sua ida para os Açores foi acompanhado pelo seu irmão, o padre António Maria do Prado Lacerda, que exercia as funções de seu secretário. Esta situação foi de pouca dura, já que pouco depois nomeou seu secretário o padre José dos Reis Fisher, pessoa que teria profunda influência futura na diocese."
(Fonte: Wikipédia)
Encadernação meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Forro das pastas "enrugado" por acção da humidade.
Raro.
45€

04 abril, 2022

TORRES, Domingos Neves Monteiro - HISTORIA ROMANA EM VERSO LIVRE. Por... Offerecida. Ao Serenissimo Senhor Infante D. Miguel, Regente de Portugal. Época Primeira. Lisboa. 1828. Na Impressão de A. L. de Oliveira. Rua Portas de Santo Antão N.º 9. Com licença. In-8.º (15,5 cm) de 48 p. ; B.
1.ª edição.
Interessante obra poética sobre a história de Roma deste micaelense por adopção, projecto que se ficou por este volume - "Época Primeira".

"Todos querem gozar essa nobreza
Qu já seus Pais tiverão, desta sorte
Os Romanos julgavão serem Deoses.
Mal que Eneas chegou á grande Italia
Latino o recebeo, e o fez consorte
De Lavinia, por muitos desejada."

(Excerto de Origem de Roma)

Indice:
Ao mesmo Senhor a quem tenho a gloria de offerecer meus trabalhos - Soneto. | Invocação. | Historia Romana. Origem de Roma. | Romulo. 1.º Rei de Roma. | Numa Pompilio. 2.º Rei de Roma. | Tulo Hostilio. 3.º Rei de Roma. | Anco Marcio. 4.º Rei de Roma. |Tarquinio o Antigo. 5.º Rei de Roma. |Servio Tulio. 6.º Rei de Roma. | Tarquinio o Soberbo. 7.º e ultimo Rei de Roma. | [Consulado]. Da expulsão dos Tarquinios, até á morte do 1.º Dictador.
Domingos Monteiro Torres, "Cavalleiro da Ordem de Christo, e de Nossa Senhora da Conceição, Capitão graduado de cavallaria, etc. - N. em Lisboa, segundo se crê, na primeira decada do presente seculo; porém vive ha muitos annos na ilha de S. Miguel, onde casou e adquiriu algumas propriedades. As producções d'este illustre açoriano são até agora pouco vulgarisadas no continente do reino, ao menos em Lisboa. Eu proprio, apezar de alguma diligencia que empreguei, ainda não pude ver todas [as obras que publicou]. Ha quem pretenda descobrir nas idéas do auctor, e na phrase com que as exprime, certa tendencia para a originalidade, notando-se nos seus escriptos alguns rasgos caracteristicos, e de difficil imitação, talvez comparaveis no seu genero aos que tanto sobresaem nos modernos poemas da Pedreida, e Ruinas de Santarem, nas obras philosophicas e politicas do dr. Patroni, e em quasi todas as composições do falecido Antonio Pereira Aragão. Nos seus dramas, sobretudo, ha que muito que admirar n'este genero!"
(Inocêncio, Vol. II, pp. 194/195)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Carimbo na f. rosto. Capas separadas dos cadernos (de origem).
Raro.
25€

05 junho, 2020

PRO DEO, PATRIA ET REGE - União de Cavalleiros. Estatutos. Lisboa, Imprensa Africana, 1919. In-8.º (17 cm) de 8 p. ; B.
1.ª edição.
Estatutos de "irmandade" sediada em Roma, com ramificações em Portugal, continuadora "dos antigos Cavalleiros Templarios". Excelente exemplo do neo-templarismo que proliferou na Europa e nos EUA, sobretudo a partir do final do século XIX, sendo que algumas destas associações - a maioria - tinham ligações à maçonaria, como aliás é evidente na presente irmandade: dever de lealdade e solidariedade entre os Sócios; escolha de pseudónimo que substitui o nome de baptismo; sinal de reconhecimento dos Sócios.
"Artigo 1.º - É constituida uma Associação Internacional com o nome de União de Cavalleiros tendo por fim conservar e reavivar o espirito cavalleiroso e formar a jerarchia d'ordem da Sociedade politica. A União tem séde em Roma.
Artigo 2.º - A União de Cavalleiros comprehende membros de dois graus distinctos: Socios effectivos ou por direito e Socios participantes, os quaes se podem comparar aos continuadores dos antigos Cavalleiros Templarios, emquanto procuram reconstruir sobre a ruina da revolução tudo o que antes d'ella havia de bom, de bello e de verdadeiro e que foi destruido. Instaurare omnia in Christo."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com evidente interesse maçónico.
Sem referências bibliográficas, incluindo a BNP.
Peça de colecção.
Indisponível

30 março, 2019

COULANGES, Fustel de - A CIDADE ANTIGA : estudo sobre o Culto, o Direito e Instituições da Grecia e de Roma. Traducção de Sousa Costa. 2.ª edição. Volume 1.º [e Volume 2.º]. Lisboa, Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira, 1919-1920. 2 vols in-8.º (17,5cm) de 691, [1] p . (núm. contínua) ; E.
"A Cidade Antiga (La Cité Antique), publicado originalmente em 1864, é o livro mais famoso do historiador francês Fustel de Coulanges (1830-1889). Seguindo o método cartesiano, e baseado em textos de historiadores e poetas antigos, o autor investiga as origens das instituições das sociedades grega e romana. No início da obra, em Introdução, o autor adverte para o erro que constitui analisar os costumes de povos antigos com os parâmetros actuais, sendo necessário despir-nos de preconceitos a respeito desses povos e estudá-los à luz dos factos.

O fundamento das instituições dos povos grego e romano, para os historiadores, estava na religião e no culto. Cada família tinha a sua crença, os seus deuses e o seu culto. As regras de propriedade, sucessão, etc., eram reguladas por esse culto. Com o tempo, a necessidade levou os homens a relacionarem-se mais, e as regras que regiam a família foram transferidas para unidades cada vez maiores, até se chegar à cidade. Portanto, a origem da cidade também é religiosa, como indica a prática da lustração, cerimónia periódica onde todos os cidadãos se reuniam para serem purificados, e os banquetes públicos em homenagem aos deuses municipais. Mas as leis eram privilégio da aristocracia, o que logo gerou grande desconforto junto do povo e ocasionou as primeiras revoluções, que alteraram o fundamento da sociedade da religião para o bem-comum. Essa cidade ainda se transforma durante algum tempo, até à sua extinção com a chegada do cristianismo."
(Fonte. wikipédia)
"Propômo-nos mostrar aqui por que principios e regras foram governados a sociedade grega e a romana. Reunimos no mesmo estudo os Romanos e os Gregos, porque estes dois povos, que eram dois ramos d'uma mesma raça e que falavam dois idiomas derivados da mesma lingua, tiveram tambem um fundo de instituições comuns e atravessaram uma serie de revoluções semelhantes.
Esforçar-nos-hemos, sobretudo, por tornar evidentes as differenças radicaes e essenciaes que distinguem sempre estes povos antigos das sociedades modernas. O nosso systema de educação, que nos obriga a viver desde a infancia no meio dos Gregos e dos Romanos, habitua-nos a compará-los comnosco, sem cessar, a julgar a sua historia como nossa e a explicar as nossas revoluções pela d'elles. O que d'elles conservamos e que nos legaram, faz-nos crêr que a elles nos assemelhamos; contrariamo-nos considerando-os povos estrangeiros; n'elles, quasi sempre, nos vêmos a nós proprios. D'ahi procedem muitos erros.
Enganamo-nos, forçosamente, quando apreciamos estes povos antigos atravez de opiniões e factos do nosso tempo. [...]
A historia da Grecia e de Roma é um testemunho e um exemplo da estreita relação que existe sempre entre as ideias da intteligencia humana e o estado social d'um povo. [...]
Que significam essas instituições lecedemonias, que nos parecem contrarias á natureza? [...]
Mas em frente d'estas instituições e d'estas leis, collocae as crenças; os factos tornar-se-hão logo mais claros e a explicação d'elles apresentar-se-ha por si propria, Se, remontando ás primeiras idades d'esta raça, isto é ao tempo em que ella fundou as suas instituições, se observa a ideia que ella fazia do ser humano, da vida, da morte, da segunda existencia, do principio divino, percebe-se uma íntima relação entre essas opiniões e as regras antigas do direito privado, entre os ritos que derivaram d'essas crenças e as instituições politicas."
(Excerto da Introducção)
Indice:
Livro Primeiro - Crenças antigas. Livro Segundo - A familia. Livro Terceiro - A cidade. Livro Quarto - As revoluções. Livro Quinto - Desapparece o regimen municipal.
Encadernação inteira de carneira com rótulo negro e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Trabalho de traça (sem expressão) no pé, visível nas primeiras e derradeiras páginas do volume.
Invulgar.
20€

18 junho, 2017

NIEUPOORT - USOS E COSTUMES DOS ROMANOS. Por... Versão feita sobre o original latino, acompanhada de notas e da trucção dos termos gregos por Manuel Bernardes Branco. Lisboa, Editor - José Rodrigues, 1865. In-8.º (16,5cm) de [2], 395, [1], XII p. ; E.
1.ª edição.
Tratado sobre a organização civil, política e militar dos romanos, e sobre os seus hábitos, costumes e rituais. Originalmente publicado em latim, na Holanda, em 1712, passou por numerosas edições até 1802, sendo justamente considerada uma das mais completas obras que sobre este tema se publicou. A presente edição de Usos e costumes dos Romanos foi publicada entre nós em 1865, não tendo sido reeditada; a BNP tem recenseado um exemplar, e a Biblioteca da Marinha tem um outro (com data ed. incorrecta).
"Os gladiadores n'outro tempo eram d'entre os escravos, e dos que eram condemnados ou ao espectaculo, ou á espada; entre as quaes duas coisas ha esta differença, que os condemnados á espada deviam ser mortos dentro d'um anno; porém os condemnados aos espectaculos podiam ser livres depois de certo tempo. Havia ainda os que eram tomados d'entre os captivos, ou dados pelo imperador, ou comprados pelo lanista. Porém depois tambem homens livres pelejaram na arena, por dinheiro, ou por gosto de lutarem, e finalmente tambem homens nobres em obsequio ao principe chegaram a este ponto de indignidade, e o que mais é para surprehender, até mulheres foram accommettidas deste furor. E por um desgraçado desejo de novidade, até desejavam ver na praça lutarem anões: mas comtudo, todos foram tidos por infames. Os homens livres, que se vendiam a si proprios para a luta, eram chamados propriamente auctorati, e sua paga auctoramentum, ou gladiatorum. Estes auctorati davam juramento de que haviam de cumprir tudo, quando convinha a legitimos gladiadores cuja formula existe no cap. 117 de Pretonio Arbitrer: «Consentimos sermos queimados, presos, açoutados, e mortos a ferro; e a respeito de qualquer outra coisa que Eumolpo tenha ordenado, como legitimos gladiadores, entregamos reliogisissimamente os corpos e almas ao nosso senhor.»
Os gladiadores  differençavam-se pelas armas, e pelo modo de combater. Em poucas palavras explicaremos cada um d'este genero. Uns certos eram chamados Secutores, cujas armas eram um capacete, um escudo, e uma espada, ou maça de chumbo: e com estes a maior parte das vezes combatiam os Retiarios, os quaes pretendiam embaraçar os adversarios, attirando-lhes com uma rede, e matal-os com uma fisga, ou tridente: a estes, tendo-lhes sido atirada em vão a rede, emquanto a apanhavam fugindo pela arena, perseguiam os secutores, e d'aqui lhe provinha o nome. Os Threces tinham escudo redondo, ou em fórma de meia lua, e uma sica, ou harpen, que é uma espada curva; com as quaes, pouco mais, ou menos, eram ornados os Mirmillones, os quaes no capacete tinham a figura de um peixe: pelo que pelejando um Reciario com um Mirmillão, (pois estes pelejavam muitas vezes) cantava-se: «Não te procuro a ti: procuro o peixe: porque foges de mim ó gallo?» Os Samnitas, que depois foram chamados Hoplomachos, tinham escudos com enfeites de prata, um talabarte, ou tecido de feltro, a que Tito Livio chama spongia, cobertura para o peito, bota na perna esquerda, e, finalmente, um capacete com plumas, ou pennas. Os Essedarios pelejavam de cima de um carro, a que davam o nome de Essedum, á maneira dos Gaulezes e Britannos. [...]"
(excerto do Cap. V, Dos jogos dos romanos - Dos Gladiadores)
Willem Hendrik Nieupoort (c.1670-1723). Foi um jurista, historiador e professor holandês. Lecionou na Universidade de Utrecht, Holanda. Publicou Rituum romanorum explicatio (1712), - traduzida para o francês pelo abade Desfontaines (1741), e um Reipublicae Historia et imperii Romanorum ex Monumentis (1723). A primeira destas obras é considerada um "clássico" da bibliografia histórica sobre os Romanos.
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Rubrica de posse na folha de guarda (em bco) e na f. rosto.
Raro.
Com interesse histórico.
30€

01 dezembro, 2016

GAIO, Manuel da Silva - DE ROMA E SUAS CONQUISTAS : notas historicas. Lisboa, Portugal Brasil - Limitada, Sociedade Editora : Rio de Janeiro, Companhia Editora Americana, Livraria Francisco Alves, [1919]. In-8.º (19cm) de [14], 276 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso ensaio sobre os Romanos.
"Interessam-nos por dois títulos os Romanos:
Como intermediários e como directos laboradôres na vasta obra da civilização ocidental.
Como intermediários - porque lhes devemos larga parte do que a Europa conheceu da Grécia até á segunda metade do século XV da nossa era, até á queda de Constantinopla no poder dos Turcos e á difusão, pelas nações do Ocidente, dos antigos tesouros da literatura helénica.
Directamente - porque lhes devemos, com os fundamentos do Direito, os grandes moldes políticos do mundo europeu. E foi a língua de Roma - através das vias popular, semi-erudita e erudita - a verdadeira geradôra da nossa, como o foi do italiano, do francês e provençal, do espanhol e catalão, e ainda também do romeno, do walónico, do forlánico, do rheto-romano."
(excerto da introdução)
Índice:
Prefácio. Introdução. I - O Povo Romano. II - Eras de Roma : Era do Patriciado. III - Eras de Roma : Era censitária. IV - Eras de Roma : Era da Nobreza: 1.º As Conquistas. V - Eras de Roma : Era da Nobreza: 2.º Consequências sociais e económicas das Conquistas. VI - Eras de Roma : Era da Nobreza: 3.º Efeitos das Conquistas em relação á composição e natureza da população romana. VII - Eras de Roma : Era da Nobreza: 4.º Efeitos morais das Conquistas. VIII - Hélada : Acepções desta designação histórica.
Manuel da Silva Gaio (1860-1934). “Poeta, jornalista e ensaísta, filho de António da Silva Gaio, nascido em 1860, em Coimbra, e falecido em 1934, na mesma cidade. Licenciado em Direito, secretariou a Revista de Portugal, fundada em 1889 por Eça de Queirós; fundou e dirigiu, com Eugénio de Castro - cujos volumes de poesia Horas e Poesias Escolhidas prefaciou -, a revista Arte. Autor situado na convergência das tendências neorromântica e simbolista, a poesia de Manuel da Silva Gaio colhe o misticismo de Junqueiro ou de Antero, preferindo o verso inflamado e as estruturas de rasgo épico na abordagem de temáticas religiosas, míticas ou de cunho histórico-nacional. Na arte dramática, produziu um poema dramático, O Mundo Vive de Ilusão, um drama histórico, Na Volta da Índia, e uma peça em um ato de cariz melodramático, A Encruzilhada."
(fonte: infopédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Paginas apresentam picos de acidez.
Invulgar.
10€