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25 março, 2026

CABREIRA, Antonio -
ALGUMAS PALAVRAS SOBRE O PLANETA MARTE.
Conferencia realisada em 18 de janeiro de 1901 no Instituto 19 de Setembro. Pelo fundador e secretario geral... Socio Correspondente da Academia Real das Sciencias de Lisboa, [etc.]. Lisboa, Imprensa Lucas, 1901. In-4.º (23x16 cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
Curiosíssimo trabalho sobre o planeta Marte - em 8 partes - vertido em conferência.
Trata-se das reflexões astronómicas do autor, trabalho pioneiro, dos primeiros que sobre o assunto se publicaram entre nós. Além de repetir o que se sabia na época sobre o "planeta vermelho", que era pouco, o autor interroga-se acerca da possibilidade de vida vegetal e animal em Marte, e num plano superior, aos "habitantes inteligentes".
Opúsculo raro e muito interessante.
"Quando Marte se constituiu, estava animado de uma temperatura proxima de 1995 graus centigrados. Dada pois a sua antiguidade, deve admittir-se que disporá já de pouco calor central
Os factos mais importantes da meteorologia do planeta são grandes oscillações de temperatura e enormes tempestades. O Sol da-lhe apenas 4 decimas do calor e da luz com que nos acalenta. As noites tornam-se excessivamente frias, porque a pouca espessura da atmosphera permitte uma forte irradiação dos terrenos. [...]
A constituição chimica da atmosphera de Marte deve ser egual á nossa, porque o seu espectro revella riscas de absorpção identicas ás do espectro d'esta ultima."
(Excerto do Cap. IV)
"Tendo-nos referido, muito summariamente, a Marte, sob os pontos de vista mathematico, meteorologico e geographico, vamos finalmente dizer duas palavras ácerca do mysterioso problema da sua biologia, tão envolto nas brumas do desconhecido e, por vezes, dourado pelos fulvos clarões da phantasia romantica.
Procedendo Marte da mesma origem que a Terra é provavel que a identidade de corpos simples não seja apenas a revellada nas respectivas atmospheras e que, portanto, haja tambem compostos analogos nos dois planetas; logo póde admittir-se que dos seus aggregados resultassem vegetaes, que teem ainda por si o facto favoravel da abundancia das chuvas. [...]
Acerca da vida animal, começaremos por affirmar que, considerada como termo superior de uma longa evolução organica, só surgiu, no mundo que habitamos, n'um certo estado cosmico, para alem de cujos limites não pode manter-se, e que as civilisações estabelecidas como modo de ser d'essa vida, só se definiram e ergueram quando o homem poude entregar-se mais á consciencia da sua funcção moral. [...]
Posto isto, embora as condições meteorologicas permittissem a habitabilidade nos continenentes de Marte, a civilisação seria sempre rudimentar; os seres poderiam attingitr uma fórma superior mas os fructos dos seu trabalho, por mais solidos que se supposessem, não poderia resistir nem ao destroço pelos vendavaes, tão frequentes, e muito menos á submersão pelas aguas do degelo, de onde resultaria, mesmo, uma enorme lentidão no progresso intellectual, que tanto carece do concurso d'esse trabalho. O unico abrigo seriam então as cavernas nas raras montanhas que existem, se é que fossem poupadas pe,os diluvios.
Tambem se torna facil demonstrar que é inconcebivel a vida superior nos ares do planeta.
E concluir-se-ha d'estas considerações que não ha vida em Marte? E quem nos diz que o estado cosmico do planeta jamais permittisse quasquer combinações organicas ou que todas ellas se extinguiram com os ultimos lampejos do fogo central?
Mas as mancha luminosas observadas em 1892, e ha poucos dias ainda um traço brilhante que, intermittentemente, durou uma hora, não signifficarão, por ventura, qualquer intencional tentativa feita por uma especie de seres, avida de relações com a Terra? E os proprios canaes de notavel rigos geometrico com os seus desdobramentos não constituirão outra prova da existencia de habitantes intteligentes em Marte?"
(Excerto do Cap. VI) 
António Cabreira (Tavira, 1868 - Lisboa, 1953). "Matemático, jornalista e publicista português, António Tomás da Guarda Cabreira de Faria e Alvelos Drago da Ponte nasceu a 30 de outubro de 1868, em Tavira, no distrito de Faro.
De uma família aristocrática liberal algarvia e irmão de Tomás Cabreira, formou-se em Matemática pela Escola Politécnica de Lisboa. Empenhado em ações políticas, participou, em 1891, em várias reivindicações estudantis, tornou-se redator político de A Nação e, entre 1892 e 1897, exerceu vários cargos no Partido Legitimista ao qual aderiu.
Sócio da Sociedade de Geografia de Lisboa, foi secretário da Secção do Ensino da Matemática, em 1895, e vice-presidente da Secção de Geografia, em 1896, participando nas atividades de exaltação colonial e nacionalista que surgiram em consequência dos acontecimentos de 1891.
Fundador do Instituto Dezanove de setembro, dedicou-se à gestão e à docência nessa instituição. Em 1895, criou um projeto para um Curso Colonial no Instituto destinado aos colonos e funcionários da administração colonial. Em 1899, foi designado docente das disciplinas de Mecânica Racional e de Filosofia das Matemáticas do Curso de Ciências do ensino secundário daquele Instituto.
Ligado à Academia das Ciências de Lisboa, conseguiu, com o seu desempenho, a criação de novos institutos, como o Instituto Teofiliano (1912), o Instituto de Trabalhos Sociais (1914), o Instituto Arqueológico do Algarve (1915), o Instituto Histórico do Minho (1916) e o Instituto António Cabreira (1919).
Como jornalista, fundou ainda O Clarim, um panfleto doutrinário. Participou e organizou alguns eventos importantes, como o I Congresso Arqueológico Nacional, o I Congresso Colonial de 1900 e o 1.º Congresso Pedagógico Nacional, em 1908.
Enquanto publicista, escreveu sobre vários assuntos, que vão desde questões matemáticas até problemáticas de ensino. Destacam-se algumas obras, como Análise Geométrica de Duas Espirais Parabólicas (1895), Sobre Algumas Aplicações do Teorema de Tinseau (1897), O Ensino Colonial e o Congresso de Lisboa (1902), O Milagre de Ourique e as Cortes de Lamego (1925) e Júlio Verne, Educador e Pedagogo (1925).
António Cabreira faleceu a 21 de novembro de 1953, em Lisboa."
(Fonte: Infopédia) 
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com pequenas falhas de papel marginais.
Raro.
30€

12 novembro, 2025

SÁ, Antonio Maria da Costa e - 
ANNUNCIOS DAS OCCULTAÇÕES DAS ESTRELLAS PELA LUA VISIVEIS EM LISBOA PARA O ANNO DE 1831,
E PUBLICADOS POR ORDEM DA ACADEMIA REAL DAS SCIENCIAS PARA SE INSERIREM NAS EPHEMERIDES NAUTICAS DO SOBREDITO ANNO. Por..., Correspondente da mesma Academias, e Ajudante do Observatorio Real da Marinha. Lisboa, Na Typografia da Academia. 1830. Com Licença de Sua Magestade. In-8.º (21x15,5 cm) de de 8, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa publicação subordinada ao tema da astronomia.
“Sendo de reconhecida utilidade as occultações das Estrellas, e Planetas pela Lua; tanto para determinar as Longitudes Geographicas, como porque concorrem para a perfeição das Taboas da Lua; fazem-se por isso attendiveis os seus annuncios; por que previnem o Observador antes da epoca da sua verificação.
Eu presumo assegurar (depois de rigoroso exame  a que precedí) fixar em doze, o numero das occultações visiveis em Lisboa; porque sendo 240 estrellas que a Lua póde occultar, tão sómente doze he que dão possibilidade de se observarem.
Os Lugares da Lua forão deduzidos das Ephemerides de Lisboa. Os tempos da Immersão e da Emmersão he tempo verdadeiro astronomico, e foi determinado por meio de huma operação graphica, marcando-se os pontos da circumferencia da Lua por onde hade entrar e sahir a estrella contados em gráos desde o ponto mais alto da Lua para Oriente quando tiverem signal +, e para Occidente quando tiverem -
(Prefacio)
Exemplar brochado, revestido de capas em papel pintado da época, bem conservado. Apresenta pequeníssimo trabalho de traça na f. rosto e seguinte, à cabeça, sem prejudicar a mancha tipográfica.
Raro.
25€

14 fevereiro, 2025

FLAMMARION, Camillo -
CURIOSIDADES ASTRONÓMICAS.
Compilação, simplificação e versões de Moraes Rosa. Bibliotheca de Educação Moderna - XXI. Lisboa, Livraria Internacional Abel d'Almeida, [191-]. In-8.º (18x11,5 cm) de 152, [8] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Curioso estudo publicado na aurora do século XX, dá-nos conta do estado da ciência cosmográfica na época.
"O conhecimento das maravilhas do Universo constitue uma sciencia muito vasta, sem duvida muito árdua para quem se lhe queira dedicar inteiramente; mas as suas noções elementares podem adquirir-se sem fadiga, e até comprazer, por méra distracção.. [...]
Durante longos séculos, a illusão criada pelas apparencias enganou os observadores sobre a realidade dos movimentos celestes, sobre a natureza dos astros, e, principalmente, sobre a posição e as condições de estabilidade do nosso planeta. Julgava-se que a Terra estava immovel no centro do Universo, que era a base e o fim de toda a Criação., que o céo e a Terra eram dois dominios absolutamente estranhos um ao outro."
(Excerto de Primeiras aspirações astronómicas)
Indice:
Primeiras aspirações astronómicas | A contemplação do céo | As constellações | As estrellas, sóes do Infinito (Viagem pela Immensidade) | Os doze movimentos da Terra | Como se mediu a Terra | Como se pesou a Terra | Como se mediram as distancias á Lua e ao Sol | Como se mede a distancia aos planetas e ás estrellas | Como se pesam os astros | A gravidade sobre os outros astros | Em que anno começou o século XX? | Curiosidades e imperfeições do calendário | Porquê não foi bissexto o anno de 1900? | Projecto de reforma do calendário | O Tempo | Um século | Podem vêr-se as estrellas em plen o dia? | A invenção do telescópio.
Camille Flammarion (1842-1925). "Denominado "Poetas das Estrelas", "Poeta da Astronomia" ou "Poeta dos Céus", Nicolas Camille Flammarion nasceu em Montigny-le-Roi, uma zona localizada a Leste, no interior de França, no dia 26 de fevereiro de 1842. Criança com aptidões excecionais, com 16 anos, depois de ter escrito uma Cosmogonia Universal de 500 páginas, foi admitido no Observatório de Paris. Mais tarde fundou e dirigiu o Observatório de Juvisy, tendo também sido o fundador da Sociedade Francesa de Astronomia. Célebre como astrónomo, pelas suas pesquisas relativas a estrelas duplas e múltiplas e a topografia de Marte, foi nomeado Comandante da Legião de Honra, uma das maiores condecorações não-militares de França. Espírita convicto e amigo próximo de Allan Kardec, conta entre as obras de que foi autor, uma considerável e rica produção espírita."
(Fonte: https://feportuguesa.pt/180-anos-sobre-o-seu-nascimento-camille-flammarion/)
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a negro e branco nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Lombada apresenta pequenos orifícios de traça que não tem continuidade no miolo do livro.
Muito invulgar.
15€

02 dezembro, 2024

FLAMMARION, Camille -
OS HABITANTES DOS OUTROS MUNDOS.
Traducção do tenente Moraes Rosa. VI - Bibliotheca d'Educação Nacional. Lisboa, Empreza do Almanach Encyclopedico Illustrado - Editores-Proprietarios Abel d'Almeida & C.ª, 1909. In-8.º (18x11,5 cm) de 149, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Curioso estudo sobre o "desconhecido astral", com interesse e importância para a bibliografia dos temas "Astronomia" e "Ficção Científica".
"A astronomia abrange, no seu estudo, o conjuncto do universo. Sem a astronomia, é impossivel discorrer com exactidão sobre qualquer coisa, seja sobre philosophia, sobre religião ou mesmo sobre politica.
A humanidade terrestre não é a unica familia do Creador; o principio e o fim da Terra não são o principio e o fim do mundo; em uma palavra, os principios, que julgámos absolutos, não são mais do que relativos, e uma nova philosophia, grande e sublime, se levanta, por si mesma, sobre o moderno conhecimento do Universo.
Tratarèmos, neste livro, do que de mais racional se pode dizer sobre a natureza e sobre as faculdades dos habitantes dos outros mundos. Ha muito tempo que os homens dos outros planetas são outros tantos pontos de interrogação, arrogantemente apresentados perante o espirito do philosopho e do pensador. Ha muito tempo que elles inquietam a nossa alma investigadora, sem deixarem cahir nas nossa mãos a chave da sua mysteriosa existencia. Alem disso, sendo a questão enigmatica, é, precisamente, por essa circumstancia, que tem attrahido o interesse e curiosidade de muita gente."
(Excerto de I - Os habitantes dos outros mundos)
Indice:
Cap. I - Os habitantes dos outros mundos. II - Inferioridade dos habitantes da Terra. III - A humanidade collectiva. IV - Appendice. | Curiosidades scientificas: - Como se pésa a Terra; - Como se medem as distancias da Terra á Lua e da Terra ao Sol; - Como se medem as distancias da Terra aos outros planetas e ás estrellas.
Camille Flammarion (1842-1925). "Denominado "Poetas das Estrelas", "Poeta da Astronomia" ou "Poeta dos Céus", Nicolas Camille Flammarion nasceu em Montigny-le-Roi, uma zona localizada a Leste, no interior de França, no dia 26 de fevereiro de 1842. Criança com aptidões excecionais, com 16 anos, depois de ter escrito uma Cosmogonia Universal de 500 páginas, foi admitido no Observatório de Paris. Mais tarde fundou e dirigiu o Observatório de Juvisy, tendo também sido o fundador da Sociedade Francesa de Astronomia. Célebre como astrónomo, pelas suas pesquisas relativas a estrelas duplas e múltiplas e a topografia de Marte, foi nomeado Comandante da Legião de Honra, uma das maiores condecorações não-militares de França. Espírita convicto e amigo próximo de Allan Kardec, conta entre as obras de que foi autor, uma considerável e rica produção espírita."
(Fonte: https://feportuguesa.pt/180-anos-sobre-o-seu-nascimento-camille-flammarion/)
Encadernação editorial em vermelho com ferros gravados a seco e a negro e branco nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Carimbo oleográfico da Livraria Esteves - Portalegre na f. rosto.
Muito invulgar.
25€

03 junho, 2024

PEREIRA-FORJAZ, Dr. A. -
A PETROGRAFIA DO CÉU. [Contribuição espectográfica para o estudo dos meteorites portugueses]. Pelo... Professor da Universidade de Lisboa. Associação Portuguesa para o Progresso das Sciências (Congresso do Porto). Coimbra, Imprensa da Universidade, 1925. In-4.º (25,5x16,5 cm) de 6, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso ensaio sobre os meteoritos, e em particular o "meteorite" de Ponte de Lima (Minho), sendo este um dos primeiros trabalhos que sobre o assunto se publicou entre nós.
Opúsculo ilustrado com quadros e tabelas no texto.
"A espectroscopia dos meteorites foi brilhantemente iniciada por Norman Lockyer, um dos fundadores da Astronomia física. Os processos técnicos utilizados pelo conhecido sábio inglês, falecido em 1920, encontra-se descritos, quer em notas apresentadas à Real Society quer na sua esplêndida Memória The Meteorite Hypothesis. [...]
O estudo dos materiais precipitados dos espaços cósmicos sôbre a crusta terrestre, atraiu, desde a mais remota antiguidade, a atenção dos povos orientais.
Papiros chineses fazem passageira menção às pedras caídas do céu alguns séculos antes da nossa era. Como era lógico, a superstição imiscui-se no assunto e não era raro encontrar o nome duma divindade ligada ao aparecimento dos meteorites: Egalabalo, entre os fenícios; Jupiter Ammon, na Líbia. Para os frígios, à Mãe dos deuses se de veria atribuir a visita dêsses corpos celestes. [...]
Por um estudo analítico sumário reconhecemos que o meteorite português de Ponte de Lima (Minho) era constituído principalmente por ferro. Como é sabido o espectro do ferro contém numerosíssimas riscas; era de presumir, pelos resultados atingidos pelos anteriores experimentadores, que ao lado do ferro se encontrassem vestígios de outros elementos."
(Excerto do ensaio)
António Augusto Álvares Pereira de Sampaio Forjaz Pimentel (Lisboa, 1893-1972). "Cientista português. Foi director da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa no período de 1944 a 1960. Licenciado em Ciências Físico-Químicas (U.L., 1914), curso do Magistério Secundário (Faculdade de Letras de Lisboa), doutor em Ciências Físico-Químicas (1917 - foi o primeiro doutoramento na Faculdade de Ciências de Lisboa). Os seus livros didácticos de Física e Mineralogia foram adotados durante muitos anos no ensino oficial e é extensíssima a sua bibliografia, com mais de 300 títulos, especialmente nas áreas da Química Industrial, dos estudos espectrográficos dos minerais portugueses, dos fenómenos magneto-ópticos, dos princípios da quimioterapia e da radioatividade, da fluoroscopia do tabaco, da mecânica química ondulatória, da ciência química e bioquímica, da filiscopia do açúcar, microscopia de eletrões, além de outras matérias de ordem sociológica e etnológica e história da Academia das Ciências de Lisboa."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação com pequenos cortes marginais, sem perda de suporte.
Raro.
Indisponível

08 dezembro, 2020

SERRASQUEIRO, José Adelino - TRATADO ELEMENTAR DE COSMOGRAPHIA.
Composto segundo o programma official para o ensino d'esta sciencia nos lyceus. Por... Bacharel formado em Philosophia pela Universidade de Coimbra, Professor de Mathematica no Lyceu Central de Coimbra, Socio Effectivo do Instituto da mesma Cidade
. Coimbra, Livraria Central de J. Diogo Pires - Editor, 1893. In-8.º (21 cm) de 243, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Edição original do conhecido manual de cosmografia de José Serrasqueiro. Foi publicado pelo menos em mais três ocasiões (1895-1896-1924). A BNP não possui no seu acervo a presente edição.
Livro ilustrado com quadros tabelas e desenhos esquemáticos ao longo das páginas de texto.
José Adelino Serrasqueiro (1835-?). "Professor e publicista, nascido em Castelo Branco a 22-12-1835. Bacharel formado em Medicina e Filosofia pela Universidade de Coimbra (1880), fez o curso com distinção e obteve vários prémios. Dedicou-se depois ao ensino particular. Foi sócio efectivo do Instituto de Coimbra e professor de Matemática no liceu da mesma cidade. Os seus livros publicados a partir de 1869 recebem forte influência de Bertrand e, tal como ele, incluem a inovação pedagógica da inclusão de exercícios no final das diversas secções. Propõe uma colecção completa para o ensino secundário de então e os seus livros conhecem múltiplas edições, tendo sido adoptados no Colégio D. Pedro II, então escola de referência no Brasil.
Publicou: Elementos de algebra (1882); Elementos de arithmetica (1869); Elementos de geometria (1881); Elementos de trigonometria rectilinea (1877); Tratado de algebra elementar (1878); Tratado de geometria elementar (1879); Tratado elementar de arithmetica (1879); Tratado elementar de cosmographia (1893)."
(Fonte: http://www.apm.pt/files/05.pdf)
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Notas e sublinhados a lápis no interior.
Invulgar.
20€

16 novembro, 2020

VASCONCELLOS, Amadeu de - OS COMETAS. Porto, Liv. Chardron de Lello & Irmão, 1910. In-8.º (19 cm) de 149, [3] p. ; il. ; E. Col. Sciencia Para Todos, I
1.ª edição.
Curioso tratado de ciência astronómica, vanguardista para a época.
Livro ilustrado com esquemas e desenhos explicativos, gravuras e dois retratos em página inteira de Edmond Halley e Isaac Newton.
Amadeu Cerqueira de Vasconcellos (1878-1952). "Numa época em que ainda persistia a ideia da incompatibilidade entre a religião e a ciência, o padre portuense Amadeu Cerqueira de Vasconcelos (1878-1952) foi capaz de conciliar as actividades de divulgador científico com as de apologista do catolicismo, lutando assim contra “a apregoada antinomia entre a sciencia e a fé”.
Amadeu de Vasconcelos viveu longos períodos da sua vida em Paris e aí escreveu e publicou vários dos seus livros e artigos ─ em Português e Francês ─ em prol da ciência, contra a maçonaria e a favor do catolicismo e de um nacionalismo original.
Para além de um escritor prolífico, O padre Amadeu de Vasconcelos foi crítico severo da sociedade civil e eclesiástica do seu tempo. No Porto, teve acesas polémicas com as autoridades episcopais, os professores do seminário, o secretário do bispo e o próprio bispo. As agressões verbais e escritas chegaram a tal ponto que o secretário episcopal o padre Manuel Pereira Lopes ─ um jovem arrogante e pedante, acabado de regressar de Roma com um doutoramento em Teologia ─ prometeu ajustar contas com o incómodo padre ameaçando “partir-lhe a cara em plena rua”. A ameaça, prometida e muito anunciada, concretizou-se no dia 2 de Julho de 1907. O próprio bispo D. António Barroso rematou a agressão física com uma agressão moral: “uma pena de suspensão de 30 dias”, que foi muito criticada nos jornais da época e que reforçou o sentimento anti-clerical que então existia no Porto e em quase todo o país. O padre Amadeu de Vasconcelos não se resignou com tais humilhações, como o demonstram os vários artigos, que publicou na imprensa, e os manuscritos, que tencionava publicar em 1908 e nos quais revela dramaticamente a sua revolta contra o “cynismo” do bispo e o “pedantismo” do seu secretário “bruta-montes”.
Muitos foram os assuntos que abordou na sua extensa obra escrita. Publicou livros de crítica social, política, filosófica e religiosa. No que respeita à divulgação científica, a sua actividade foi igualmente notável. Publicou vários livros, panfletos e artigos que contribuíram certamente para elevar o nível da cultura científica portuguesa. Podem ler-se alguns dos seus artigos em jornais como o Campeão Escolar, O Bem Publico e A Voz Publica. Entre os seus livros contam-se três volumes do Anno Scientifico e Industrial referentes aos anos de 1903, 1904 e 1905, publicados respectivamente em 1904, 1905 e 1906, O Radium (1907), A Telegrafia sem Fio (1907), A Aerostação (1908), A Aviação (1909), A Conquista dos Pólos (1910), Os Cometas (1910), Qual é a Forma da Terra (1915), O Ar Liquido e Os Submarinos (1916). Foi director e redactor único de revistas de divulgação científica como Universo (quinzenal, 1909) e Sciencia para Todos (1910, 1925). Escreveu ainda livros didácticos que foram adoptados no ensino oficial: Lições Praticas de Sciencias Naturaes, Noções de Physica (em colaboração com Eduardo Ferreira dos Santos Silva, 1906) e Lições Practicas de Physica (1919). Todas estas obras tiveram várias edições.
O padre Amadeu de Vasconcelos, que também usou os pseudónimos Mariotte e Remy Lusol, era um homem recto, conservador, nacionalista, defensor da verdade e, nas sua próprias palavras, “desconhecia a cobardia”."
(Fonte (com a devida vénia): http://oholoscopio.blogspot.com/2007/08/o-padre-amadeu-de-vasconcelos-mariotte.html)
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. 
Muito invulgar.
25€

21 novembro, 2019

ALMEIDA, Ferreira d' - MANUAL DE PREHISTORIA. [Por]... Bacharel em direito. Lisboa, Livraria Clássica Editora - A. M. Teixeira & Com.ta, 1907. In-8.º (18 cm) de 332, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Curioso "manual" sobre a criação e evolução do universo, que inclui um capítulo especulativo acerca da vida noutras paragens siderais.
"A pobreza do nosso meio litterario em publicações d'esta natureza; a deficiencia do ensino d'historia nos institutos nacionaes, encetando os seus registros quando alguns povos se encontravam n'um estadio relativamente adiantado, com civilisações pomposas, tecendo feitos proprios  da edade viril, formando agrupamentos politicos - nações, Egypto, Chaldea, China, etc., tocando de leve, ou mesmo passando em silencio a phaze rude, quazi irracional do homem, a obscuridade da sua origem, como dos seres que o precederam, nas suas relações com o globo onde o Creador os semeou, e ainda os embaraços que se oppõem ao estudioso, provenientes da complexidade dos assumptos, diversidade das doutrinas, tendo a sua consagração e desenvolvimento em sciencias especiaes, determinou a concepção d'um plano d'estudo synthetico, deslocando para aqui, e encadeando logicamente diversas sciencias n'uma especie d'introducção á historia, que partindo da origem do cosmos, acompanhando-o na sua evolução através de todas as transformações successivas, fosse entroncar no homem, preenchendo assim aquellas lacunas."
(Excerto do preâmbulo)
Indice:
Introducção. | Primeira Parte: Cosmogonia. I - Determinação d'esta sciencia. II - Formação do universo. III - As nebulosas. IV - Constituição physica e chimica das nebulosas. V - Questões de cosmogonia. VI - Ordem por que foram creados os seres. VII - Pluralidade dos mundos habitados. Segunda Parte: Geologia. VIII - Evolução do globo. Terceira Parte: Anthropologia. IX - Genealogia do homem.
Encadernação inteira de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
A BNP dá notícia de apenas dois exemplares, um deles pertencente à Biblioteca João Paulo II (UCP).
Indisponível

26 setembro, 2019

O COMETA DE HALLEY E O FIM DO MUNDO. Porto, Typographia da Empreza Litteraria e Typographica, 1910. In-8.º (15,5 cm) de XV, [1], 32 p. ; B.
1.ª edição.
Publicação pseudo científica de propaganda algo alarmista.
Ilustrada com desenhos no texto.
"Notícias especulativas sobre o suposto efeito letal do gás da cauda do Cometa Halley causaram uma onda de pânico, por volta de 1910, que culminou com a morte de várias pessoas que, não querendo morrer "(es)gaseadas", preferiam suicidar-se. [...] Houve tentativas de explicar que, mesmo ao aproximar-se mais da Terra - na noite de 18 para 19 de Maio -, o cometa não envenenaria ninguém, mas o estrago estava feito. O que aconteceu a partir daí foi uma bola de neve de superstições, especulação e exploração comercial e religiosa."
(Fonte: https://www.jn.pt/sociedade/interior/halley-semeou-em-1910-onda-de-panico-global-1573023.html)
"No dia 19 de maio proximo, a causa do cometa de Halley ha de ser atravessada pela terra. Os espiritos começam a preocupar-se com o annunciado acontecimento, e se é certo que ha muito quem se ria dos perigos em que não acredita, tambem ha quem se funde em muito boas razões para receiar um cataclismo. 
Pela nossa parte, confessamos sinceramente, e desde já, que pertencemos a este ultimo numero. Nas paginas que vão seguir-se a esta rapida introducção, encontrarão os leitores vasta materia para satisfazer a sua curiosidade scientifica a respeito dos cometas em geral e em especial do cometa Halley. Aqui, é nossa intenção consignar umas leves considerações de ordem philosophica relativamente á possibilidade de se acabar o mundo no dia 19 de maio ou, pelo menos, de succederem tremendas desgraças, em razão da passagem do cometa."
(Excerto da Introducção)
Matérias:
Introducção. | Póde acabar o mundo? | Pode acabar a terra? | Pode acabar a vida na terra? | O perigo do Cometa. | Poderá o cometa influir nos actos humanos, de maneira a produzir tragedias, crimes, desgraças? | Qual deve ser a nossa attitude  d'aqui a até 19 de maio? | A ideia do fim do mundo é antiquissima. | Que são cometas - Cometas periodicos e não periodicos. | Encara-se a possibilidade de uma collisão entre a terra e um cometa - Alterações dos periodos e orbitas cometarias. | Catastrophes, mortes, guerras e outros acontecimentos de valor historico que coincidiram com o apparecimento de cometas - Effeitos meteorologicos da passagem d'estes astros. | O diluvio explicado pela influencia d'um cometa - O fim do mundo prophetisado e attribuido aos cometas. | Quaes serias as consequencias d'uma collisão entre terra e um cometa - A destruição do genero humano - Fim tragico da terra. | Duas palavras sobre aerolithos - Mais um argumento em favor da destruição da terra por um choque no espaço. | A morte natural da terra - O fim do mundo segundo uma outra opinião.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
Sem registo na BNP.
Indisponível

29 junho, 2018

FLAMMARION, Camilo - INICIAÇÃO ASTRONOMICA. Traducção de Manoel Ribeiro. Obra ornada com 89 gravuras. Lisboa, Guimarães & C.ª - Editores, 1910. In-8.º (19cm) de 220, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Trabalho de divulgação científica com grande interesse histórico e didático dado a época em que foi publicado (originalmente em França, apenas dois anos antes da 1.ª edição portuguesa, a presente, em 1908).
"O conhecimento das maravilhas do universo constitue uma sciencia muito vasta, bastante ardua, sem dúvida, para quem queira dedicar-se-lhe inteiramente; mas as suas noções elementares podem adquirir-se sem fadiga e até com prazer muito intenso, como quem se diverte. Prova-o, re resto, a sua origem que remonta á mais alta antiguidade. Os primeiros observadores do seu, fundadores da Astronomia, não blasonavam de «sabios», nem consideravam como «estudo» a contemplação dos ceus e como «sciencia» o resultado dos seus devaneios.
Estes primitivos astrónomos eram humildas lavradores e pastores da Cháldea. Nas longas e luninosas noites do Oriente, deitados ao pé das suas colheitas, notavam a forma invariavel das constelações, viam as estrelas voltar todas as noites por cima dos campos, anunciando as estações, e admiravam o movimento silencioso e preciso que arrasta no mesmo ritmo os inúmeros luzeiros do ceu, como se o vasto azul fôsse uma cúpula cravejada de pregos d'ouro que girasse em torno das nossas cabeças."
(Excerto do Cap. 1, Primeiras aspirações astronomicas)
Encontramo-nos sôbre a Terra, sôbre este globo que fluctua, que rola e que gravita, joguete de mais de doze movimentos incessantes e variados; mas tão pequenos sômos neste globo que tudo nos parece imóvel e imutável. Entretanto a noite desdobra as suas azas negras, as estrelas acêndem-se no fundo dos ceus e a Lua derrama na atmosfera a sua claridade pálida. Partamos, voemos com a velocidade da luz que é, lembrêmo-nos, de 300.000 quilómetros por segundo. Depois do primeiro segundo, passaremos á vista do mundo lunar que abre deante de nós as suas crateras escancaradas, as suas montanhas anulares de desfiladeiros abruptos, as suas cristas sélvagens e escalvadas, os seus vales profundos e as crevassas multiplicadas do seu solo convulsionado. Mas não paremos. O sol reaparece e permite-nos lançar um último olhar á Terra iluminada, este pequenino globo inclinado que cae, diminuindo na noite infinita. Está perto Vénus, uma nova terra egual á nossa; talvez ella seja povoada de sêres mais ou menos análogos a nós. Não nos demoremos. Passamos agora muito próximo do Sol para reconhecermos as suas explosões gigantescas e formidáveis; mas continuemos o nosso vôo. Eis Marte com as suas neves polares e mares estreitos, os seus canaes sombrios e terrenos avermelhados."
(Excerto do Cap. 45, O espaço sem limites)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágias com defeitos, exibindo vestígios antigos de humidade. Falha de papel na extremidade inferior da lombada.
Muito invulgar.
Indisponível

22 junho, 2018

FLAMMARION, Camillo - O FIM DO MUNDO. Por... Traducção de Ayres de Carvalho. Porto, Companhia Portuguesa Editora, L.ᴰᴬ, [192-]. In-8.º (19cm) de 283, [5] p. ; il. ; B. Bibliotheca das Maravilhas
1.ª edição.
Obra de ficção científica. Trata-se de um curioso estudo "premonitório" onde o autor antecipa o futuro. Na primeira parte do livro, no século XXV, debruça-se sobre os motivos que concorrem para o "fim do mundo", valendo-se da hipótese astronómica da colisão de um cometa de grandes dimensões com o nosso planeta. Na segunda parte, considera a Terra dentro de dez milhões de anos, com as suas particularidades e metamorfoses, e o 'seu último dia'. De facto, em O Fim do Mundo, publicado originalmente no final do século XIX (1894), Flammarion prevê uma valorização da condição humana, através das reformas políticas e sociais realizadas no tumulto das lutas contemporâneas. (Fonte: www.febeditora.com.br)
Livro ilustrado com gravuras no texto.
"A magnifica ponte de marmore que liga a rua de Rennes á rua do Louvre e que, ornada com as estatuas dos sabios e dos philosophos celebres, desenha uma avenida monumental que conduz ao novo portico do instituto, estava inteiramente coalhada de povo. Uma multidão delirada rolava mais do que seguia ao longo dos caes, transbordando de todas as ruas e comprimindo-se em direcção ao portico, invadido havia muito por uma onda tumultuosa. Nunca, em outra qualquer epocha, antes da constituição dos Estados-Unidos da Europa, na epocha barbara em que a força primava o direito, em que o militarismo governava a humanidade e em que a infamia da guerra esmagava sem cessar a immensa toleima humana, nunca, nos grandes conflictos revolucionarios ou nos dias de febre que se seguem ás declarações de guerra, nunca as proximidades da Camara dos representantes do povo nem a praça da Concordia haviam apresentado similhante espectaculo. Não se tratactava de grupos de fanaticos reunidos em torno a uma bandeira, caminhando para alguma conquista do gladio, seguidos de bandos de curiosos e de desoccupados «que iam ver o que se passaria»; era toda, mas toda a população, inquieta, agitada, aterrada, indistinctamente composta de todas as classes da sociedade, suspensa da decisão d'um oraculo, esperando febrilmente o resultado do calculo que um astronomo celebre devia fazer conhecer n'aquella segunda-feira, ás tres horas, na sessão da Academia das Sciencias. Atravez a transformação politica e social dos homens e das coisas, o Instituto de França subsistia, empunhando ainda, na Europa, a palma das sciencias, das lettras e das artes. O centro da civilisação deslocára-se todavia, brilhando então o facho do progresso na America do Norte, nas margens do rio Michigan.
Estamos no seculo vigesimo quinto."
(Excerto do Cap. I, A ameaça celeste)
Indice:
Primeira Parte: No seculo vigesimo quinto - As theorias. I. - A ameaça celeste. II. - O cometa. III. - A sessão do Instituto. IV. - Como o mundo acabará. V. - O concilio do Vaticano. VI. - A crença no fim do mundo através os tempos. VII. - O choque. Segunda Parte: Dez milhões d'annos depois. I. - As étapas do futuro. II. - As metamorphoses. III. - O apogeu. IV. - Vanitas vanitatum. V. - Omégar. VI. - Eva. VII. - Ultimo dia. Epilogo - Depois do fim do mundo terrestre.
Nicolas Camille Flammarion (1846-1925). "Mais conhecido como Camille Flammarion, foi um astrónomo francês. Foi amigo de Allan Kardec, o codificador do Espiritismo. Após a morte deste, o iniciante nos estudos de Allan Kardec, começou a aprofundar o conhecimento teológico do espiritismo. As obras de Flammarion, a partir de então, revelam a sua visão espírita sobre questões fundamentais para a humanidade."
(Fonte: wook)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos e restauro nas margens laterais. Assinatura possessória na f. rosto e anterrosto.
Raro.
Indisponível

19 março, 2018

HAWKING, Stephen & STONE, Gene - O UNIVERSO DE STEPHEN HAWKING. Tradução de Isabel Araújo. [Lisboa], Difusão Cultural, 1994. In-4.º (24,5cm) de ix, [1], 190 p. ; mto il. ; E. Colecção Ciência Hoje
1.ª edição.
Impressa em papel de qualidade superior e muito ilustrada com fotogravuras a p.b. nas páginas do texto.
Apontamentos sobre a vida de Stephen Hawking, famoso físico britânico, e uma das mais fascinantes e extraordinárias personalidades do universo académico-científico.
"De um lado o Big Bang, os buracos negros, as anãs brancas, os quasares, a teoria da relatividade ou a mecânica quântica; do outro, os familiares, os amigos, os colegas, os alunos e alguns dos mais famosos físicos mundiais. Todos juntos, eles dão vida ao universo de Stephen Hawking.
A mãe, a irmã e o irmão falam do jovem que conheceram e do homem em que se tornou.
Os colegas de liceu e da faculdade recordam, com humor e amizade, os anos de estudo e, principalmente, de diversão.
Os professores de Oxford e Cambridge relembram aquele aluno brilhante que tolerava mal o ensino convencional.
Os colegas e físicos descrevem as ideias que moldaram o seu trabalho e o deles, e a importância dos conceitos que ele desenvolveu. Por fim, o próprio Stephen Hawking fala dos seus tempos de infância e juventude com o mesmo à-vontade com que apresenta as suas complexas teorias e as suas mais recentes propostas de interpretação do universo.
Captado numa dupla perspectiva, humana e científica, este livro é um retrato imensamente comovente e infindavelmente fascinantes de um dos maiores génios do século XX."
(apresentação)
Stephen William Hawking (Oxford, 1942 - Cambridge, 2018). “Foi um físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade. Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge onde era professor lucasiano emérito, um posto que foi ocupado por Isaac Newton, Paul Dirac e Charles Babbage. Foi diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) e fundador do Centro de Cosmologia Teórica (CTC) da Universidade de Cambridge.
Hawking era portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma rara doença degenerativa que paralisa os músculos do corpo sem, no entanto, atingir as funções cerebrais, e para a qual não existe cura. A doença foi detectada quando tinha 21 anos. Em 1985 Hawking teve que submeter-se a uma traqueostomia após ter contraído pneumonia durante a visita que efectuou ao CERN, na Suíça, e desde então, utilizava um sintetizador de voz para comunicar. Gradualmente, foi perdendo o movimento dos braços e das pernas, assim como do resto da musculatura voluntária, incluindo a força para manter a cabeça erguida, de modo que sua mobilidade era praticamente nula. Em 2005 Hawking usava os músculos da bochecha para controlar o sintetizador, e em 2009 já não podia controlar a cadeira de rodas eléctrica. Desde então, grupos de cientistas estudam formas de evitar que Hawking sofra de síndrome do encarceramento, tentando traduzir os pensamentos ou expressões de Hawking em fala. A versão mais recente, desenvolvida pela Intel e cedida a Hawking em 2013, rastreava o movimento dos olhos do cientista para gerar palavras."
(fonte: Wikipédia)
Encadernação do editor com sobrecapa policromada.
Exemplar em bom estado de conservação. 
Invulgar.
Indisponível

25 abril, 2017

GAMEIRO, E. da Silva - ASTRONOMIA NÁUTICA. Pelo capitão de fragata... antigo professor da Escola Naval, professor da Escola Náutica. Lisboa, Edição do Autor, 1964. In-8.º (22,5cm) de 97, [16] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Muito ilustrada com tabelas, fotogravuras e desenhos esquemáticos.
Exemplar n.º 1630 de uma tiragem não declarada.
"A Astronomia é um dos mais velhos, progressivos e aliciantes ramos da Ciência.
O mistério do Cosmos, manifestando-se no deslumbrante espectáculo da sucessão dos dias e das noites e na beleza incomparável do firmamento, atraiu desde sempre a imaginação dos homens. Eles conceberam sucessivas teorias tendentes a explicar o complexo movimento dos astros, num constante desejo de conhecer mais profundamente o que se passa para além do planeta em que habitamos.
Sem o conhecimento das leis que regem esses movimentos não teria sido possível sequer ao Homem explorar a Terra e deslocar-se em segurança e precisão sobre a sua superfície. [...]
A Astronomia, ciência que estuda os astros, apresenta um campo extremamente vasto de problemas e de conhecimento e pode ser portanto abordada sob os mais variados aspectos.
A Astronomia Náutica, de que se ocupa o presente trabalho, confina-se ao estudo dos problemas de Astronomia que interessam à prática da navegação astronómica."
(excerto do Cap. I - Preliminares, Astronomia Náutica)
Índice:
1 - Preliminares. 2 - Coordenadas. 3 - Movimentos da Terra. 4 - Corpos celestes. 5 - Medição do tempo. 6 - Determinação da altura dos astros. 7 - Transformação de coordenadas. ANEXO - Extractos do Almanaque Náutico. Índice alfabético. 
Encadernação inteira de tela com ferros gravados a seco e a outo na pasta frontal e na lombada.
Muito invulgar.
20€

08 outubro, 2015

FARO, Jorge - MANUEL GODINHO DE ERÉDIA : cosmógrafo. Lisboa, [s.n. - imp. na Tip. da Empresa Nacional de Publicidade e Litografia de Portugal], 1955. In-fólio (30cm) de [12] p. ; mto il.. ; B. Separata do Panorama, II série, n.ºs 13-14
1.ª edição independente.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
Estudo sobre o cosmógrafo malaio-português Manuel Godinho de Erédia (1563-1623). Muitíssimo ilustrado no texto com reproduções de mapas e cartas geográficas, plantas de fortalezas e cidades portuguesas do Oriente e vários outros desenhos.
"Qualquer que seja a categoria científica que um estudo histórico exaustivo venha conferir a Manuel Godinho de Erédia, um facto se pode afirmar já - estarmos em presença de uma das individualidades mais expressivas do tipo humano constitutivo do Mundo que o Português criou. [...]
Aluno do Colégio da Companhia de Jesus em Malaca, vai com 13 anos para Goa a fim de continuar os seus estudos no Seminário dos Jesuítas; o sentido dinâmico que estes tinham do apostolado e educação, levavam-nos a, conjuntamente com as disciplinas de formação, se dedicarem com profundidade aos estudos matemático-geográficos."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas sujas.
Invulgar.
Indisponível

07 abril, 2014

SANTOS, César dos - VIAGENS MARAVILHOSAS ÀS "TERRAS DO CÉU". Lisboa, Livraria Popular de Francisco Franco, 1949. In-8º (19,5cm) de 238, [4] p. ; il. ; B.
Estudos sobre o sistema solar com propósitos de divulgação. Obra muito ilustrada no texto com fotogravuras e desenhos esquemáticos.
"As viagens interplanetárias já não contituem apenas uma vaga aspiração no domínio das coisas fantásticas e impossíveis. É ponto assente que, num futuro mais ou menos próximo, talvez mesmo antes da «curva máxima» da era atómica, se possa embarcar na Terra para uma viagem cómoda e ultra-rápida, a esses Mundos de sonho e de mistério que flutuam, como pontos luminosos, na imendidade dos Céus longínquos e profundos.
Tanto na Europa como na América, os sábios trabalham afanosamente nos complicados planos para essas viagens maravilhosas. Teóricamente, tudo está completo, tudo está previsto...
O primeiro ponto de escala nessas jornadas de sonho e delumbramento será, como é natural, a Lua. Já foram feitas as primeiras sondagens por meio do radar, e dizem, lá do outro lado do Mundo, da Austrália, haverem sido captados ali determinados sinais que provam, de maneira inequívoca, terem os nossos apelos chegado às misteriosas paisagens lunares."
(excerto do texto, A Lua)
Matérias:
- O Universo da Ciência e o Mundo da Fábula. - A Lua. - Vénus. - Mercúrio. - Marte. - Júpiter. - Saturno. - Úrano. - Neptuno. - Plutão. - Asteróides, cometas, estrelas cadentes. - O Sol. - A Terra. - As estrelas longínquas.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
20€

08 dezembro, 2013

SILVA, Agostinho da – VIAGEM À LUA. Lisboa, Edição do Autor, [1943]. In-8.º (19 cm) de 32 p. (inc. capas) ; il. ; B. Colecção À Volta do Mundo, Textos para a Juventude – 1.ª Série
1.ª edição.
“No início dos anos 40 do século passado, Agostinho da Silva publicava, enquanto autor e editor, uns “Textos para a juventude”, fascículos de cultura e de coisas práticas, com o título mais vasto de À volta do Mundo. Foi em 1943 que deu à estampa o título Viagem à Lua, caderninho de 32 páginas (capa incluída). […] A dada altura, Agostinho da Silva questiona o seu (jovem) leitor: “E será realmente possível ir à Lua?”. De imediato, lhe dá a resposta: “Claro que é possível e não será absurdo afirmar-se que é mesmo tão fácil como ir a qualquer outra parte: tudo consiste no meio de transporte”. E quais são as condições? Poder percorrer a distância, de acordo com as várias camadas de ar que vai encontrando (passagem que serve para explicar o porquê de esta viagem não se poder efectuar em balão ou em aeroplano, mas admitindo que o foguete poderia dar uma ajuda). Outras condições são a conjugação dos movimentos e a protecção do homem que arrisque a viagem. Em conclusão: “Se escaparem da viagem e do bombardeamento [de asteróides], se levarem aparelhos respiratórios e fatos de aquecimento ou de resfriamento, para a noite ou para o dia, poderão os exploradores visitar a Lua e percorrer-lhe todos os acidentes de terreno, trazendo-nos muitas noções científicas novas”.
E o texto de Agostinho da Silva termina com um sonho – o que poderia o homem contemplar a partir da Lua? “O que ainda despertaria maior interesse seria a descrição das paisagens da Lua e dos aspectos do Céu: os homens que lá fossem poderiam (…) ver surgir e pôr-se o sol sempre rodeado de chamas e numa lenta carreira pelo firmamento; e poderiam à noite contemplar o que deve ser o mais extraordinário dos espectáculos: a Terra em fases, como nós vemos a Lua”. E vem a chamada de atenção ao (jovem) leitor: “Calcula o que será ver-se a Terra, quando o hemisfério visível estiver todo iluminado, quando for Terra cheia, quatro vezes maior do que a Lua que nós vemos e lançando uma luz 14 vezes maia intensa que o luar.”
(Fonte: http://nestahora.blogspot.pt/2009/08/agostinho-da-silva-e-antecipacao-da.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível

13 maio, 2012

NEGRÃO, Boaventura Ferrer - FOLHINHA PERPETUA E GERAL, PARA TODOS OS ANNOS ATÉ AO FIM DO MUNDO, que contém uma breve explicação da astronomia e chronologia;  com taboas das eras, cyclo solar, calendario dos mezes com as luas, festas mudaveis, marés do mar, dias maiores, e climas : por..., da Parochia de Rio de Vide. COIMBRA: Na Imprensa da Universidade. 1837. In-8º (21cm) de 44 p. ; E.
Contém 6 tabelas. 
"Os Planetas primários de que aqui fallo, segundo os antigos Astronomos, são sete: Sol. Lua, Marte, Mercurio, Jupiter, Venus e Saturno; porém segundo o systema de Nicoláo Copernico, Astronomo Allemão, e os mais sabios modernos, a Terra tambem é Planeta por ser movel. Todos estes Planetas andão de roda do seu eixo, bem como um pião; e além deste movimento ainda tem outro, que de cada um no seu lugar direi, menos o sol, que tem só este movimento, e nunca se tira do mesmo lugar. [...] O Sol é um globo espherico luminos, quasi um milhão de vezes maior do que a Terra; elle é composto de calor brilhante, que do centro, onde está fixo, dá luz a todo o Universo, e aos mais Planetas." (excerto da obra)
Encadernação cartonada com dourados na pasta anterior.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro, e muito curioso.
50€