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09 julho, 2023

MALHEIRO, Alexandre - POR VIA DA GUERRA
(contos). Porto, Edição de A «Renascença Portuguesa», 1923. In-8.° (18,5 cm) de 124, [4] p. ; E.
1.ª edição.
Conjunto de pequenas novelas relacionadas com a Grande Guerra, aparentando serem verídicas todas elas.
Obra invulgar e muito interessante, com relevância para a bibliografia WW1.
"O capitão Sales era o meu companheiro favorito, nêsses passeios circulatórios, em que, contando, distraïdamente, voltas sem fim, nós contornávamos, não raro, silenciosos, a agressiva vedação de arame farpado formado pelo Campo de Prisioneiros de Breesen, no Gran Ducado de Mecklemburgo, onde então nos encontrávamos.
Decorria caricioso o mês de junho de 1918; e, naquele dia, um domingo, se me não engano, o sol doirava as vastíssimas searas de Roggendorf, onde gritava uma verdadeira constelação de papoilas. [...]
Dizia-se que naquele dia, seria distribuído um grande maço de correspondência. Eu e o meu companheiro procurávamos obter a confirmação de tão agradável boato, quando o sargento alemão Pells, encarregado da censura, se nos depara, casualmente, saindo da secretaria do comando.
- Muitas cartas não é verdade? - inquiriu o capitão.
Oh! sim! muitas cartas da Suzana... - informou, sorrindo, o nosso intérprete."
(Excerto de Suzana)
Índice:
Alexandra | O Dever | Alvorada sinistra | O cabo Mário | Suzana | Viagem de Núpcias.
Alexandre José Malheiro Madeira (1870-1948). Militar e escritor. "Nasceu em Martim, do concelho de Murça, em 1870, falecendo em Lisboa, em 1948. Seguiu a carreira militar, a partir de 1889, chegando ao posto de General. Concluiu o Curso de Oficial de Infantaria e foi promovido a Alferes em 1893, a Capitão em 1906 e a General em 1932. Durante a I Guerra Mundial comandou a 6.ª Brigada de Infantaria do Corpo Expedicionário Português, em França. Participou na Batalha do 9 de Abril, ficando prisioneiro dos alemães. Foi libertado em 1918 com o armistício. Regressado a Portugal desempenhou os cargos de Comandante da Escola Central de Oficiais, de Inspector de Infantaria da l. ª e 2.ª Regiões Militares, Comandante Geral da Guarda Fiscal e de Inspector Geral Interino dos Fósforos. Recebeu algumas das mais importantes condecorações: Grã Cruz da Ordem de Aviz, Medalha da Vitória e do Oficialato de Santiago."
Encadernação simples em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e bibliográfico.
Indisponível

14 dezembro, 2018

MALHEIRO, Tenente-coronel Alexandre - O AMOR NA BASE DO C. E.P. Peça em 3 actos representada em 27-X-918 pelos oficiais portugueses, prisioneiros de guerra no Campo de Breesen in Mecklenburg (Alemanha), e expressamente escrita pelo autor para êste fim. [Pelo]... Pôrto, Edição da «Renascença Portuguesa», [1919]. In-8.º (18,5cm) de 158, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Rara e apreciada peça da bibliografia da Grande Guerra.
Teatro dedicado pelo autor a Cristiano de Carvalho. A acção passa-se em França, nas praias de Tréport e Paris-Plage, pelo Verão de 1917.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa frágil, com mancha e pequenos defeitos marginais.
Raro.
30€

05 maio, 2013

MALHEIRO, Tenente-Coronel Alexandre – DA FLANDRES AO HANOVER E MECKLENBURG (notas dum prisioneiro). 2º milhar. Porto, Renascença Portuguesa, 1919. In-8º (17,5cm) de 410, [6] p. ; E.
1ª edição.
Ilustrações a p.b. de página inteira.
Diário do tenente-coronel Alexandre Malheiro, prisioneiro de guerra dos alemães.
“Êste livro tem apenas o merecimento de haver sido escrito desapaixonadamente.
Apesar do feliz êxito obtido pelos aliados no grande conflito europeu, não poderia eu ter a pretensão de me arrogar hoje os foros de propagandista em favor da comparticipação de Portugal na Guerra.
Ninguém também poderá, com verdade, acusar-me de eu haver dado o menor passo no sentido de me eximir ao cumprimento do meu dever, embora eu, com o meu silêncio, pudesse talvez ter evitado a minha ida para França e consequentemente todos os trabalhos e sofrimentos que em terras extranhas acabo de experimentar…
Só inconscientemente, pois, estas minhas notas, daquêm e dalém front, poderão revelar qualquer parcialidade, ou conter a menor inexactidão, que dúvida alguma eu terei em rectificar, desde que lealmente elas me sejam apontadas.” (excerto do prefácio)
Contém no final do livro, em Notas Subsidiárias, o seguinte:
O funeral do alferes Joaquim Simões Dias, descrito pelo snr. Coronel Diocleciano Martins. O discurso deste à beira da sepultura do mesmo alferes.
Relatório lido em assembleia geral dos oficiais portugueses, pelo tenente-coronel snr. João Carlos Craveiro Lopes, no seu regresso de Berlim com o capitão snr. Maçãs Fernandes, onde estes oficiais haviam ido tratar do assunto do nosso repatriamento…
Impressões do tenente Delduque da Costa a propósito do depilatório a que se alude no capítulo XI deste livro.
O que, em simples conversa, foi contado ao autor por alguns oficiais de infantaria n.º 1, a propósito do esquecimento a que foi votado êste batalhão por ocasião do raid alemão que contra êle foi dirigido na primeira noite da sua ida para as linhas, quando a 6.ª brigada foi substituir a 3.ª no sector de Fauquissart.
Alexandre José Malheiro Madeira (1870-1948). Militar e escritor. “Nasceu em Martim, do concelho de Murça, em 1870, falecendo em Lisboa, em 1948. Seguiu a carreira militar, a partir de 1889, chegando ao posto de General. Concluiu o Curso de Oficial de Infantaria e foi promovido a Alferes em 1893, a Capitão em 1906 e a General em 1932. Durante a I Guerra Mundial comandou a 6ª Brigada de Infantaria do Corpo Expedicionário Português, em França. Participou na Batalha do 9 de Abril, ficando prisioneiro dos alemães. Foi libertado em 1918 com o armistício. Regressado a Portugal desempenhou os cargos de Comandante da Escola Central de Oficiais, de Inspector de Infantaria da lª e 2ª Regiões Militares, Comandante Geral da Guarda Fiscal e de Inspector Geral Interino dos Fósforos. Recebeu algumas das mais importantes condecorações: Grã Cruz da Ordem de Aviz, Medalha da Vitória e do Oficialato de Santiago.”
Belíssima encadernação em meia de pele ricamente decorada com nervuras e dourados na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Carimbo de posse na f. rosto.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

02 maio, 2013

MALHEIRO, Alexandre – O FILHO DO MORGADO (aventura d’um caloiro). Porto, Magalhães & Moniz, L.da, 1909. In-8º (19cm) de 220, [2] p. ; B.
1ª edição.
Romance de “capa e batina” dos tempos de Coimbra.
“Vou contar-vos, querido leitor, a aventura d’um caloiro: caloiro que foi, já se vê, que o foi ha uns bons vinte anos, e que hoje é, nada mais nem menos, que um distinctissimo medico de provincia, a quem tive de pedir a competente licença para o trazer para aqui.
Não me foi muito dificil obter essa licença, sob promessa minha – é claro – de respeitar as devidas conveniências, com uma inteira substituição de nomes de pessoas e logares. Até, quanto aos logares, o habil clinico de mim exigiu a mais absoluta reserva; mas neste ponto, vi-me obrigado a desobedecer-lhe: transferida esta aventura para fóra de Coimbra, onde teve logar, seria tirar-lhe, de todo, o sabor.
Coimbra, essa terra de sonho, esse grato desterro da mocidade, como tão propriamente lhe chama a velha quadra popular; essa linda cidade, com os seus estudantes especiaes, com as suas adoreveis tricanas, esses typos inconfundiveis de de meiguice e intelligencia; com as frescas sombras do seu poetico choupal, por sob cujas elevadas ramarias se escoa, silenciosa, a melancólica corrente do Mondêgo…” (excerto de prefácio)
Alexandre José Malheiro Madeira (1870-1948). Militar e escritor. “Nasceu em Martim, do concelho de Murça, em 1870, falecendo em Lisboa, em 1948. Seguiu a carreira militar, a partir de 1889, chegando ao posto de General. Concluiu o Curso de Oficial de Infantaria e foi promovido a Alferes em 1893, a Capitão em 1906 e a General em 1932. Durante a I Guerra Mundial comandou a 6ª Brigada de Infantaria do Corpo Expedicionário Português, em França. Participou na Batalha do 9 de Abril, ficando prisioneiro dos alemães. Foi libertado em 1918 com o armistício. Regressado a Portugal desempenhou os cargos de Comandante da Escola Central de Oficiais, de Inspector de Infantaria da lª e 2ª Regiões Militares, Comandante Geral da Guarda Fiscal e de Inspector Geral Interino dos Fósforos. Recebeu algumas das mais importantes condecorações: Grã Cruz da Ordem de Aviz, Medalha da Vitória e do Oficialato de Santiago.”
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível