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25 setembro, 2025

NO CENTENÁRIO DO GENERAL BARROS RODRIGUES. O Artilheiro e o Combatente. Pelo General Guilherme de Sousa Belchior Vieira. O Oficial e o Chefe do Estado-Maior do Exército, Pelo Coronel Carlos Gomes Bessa. O Professor e o Historiador, Pelo General Manuel Freire Themudo Barata. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso nos Serviços Gráficos da Liga dos Combatentes], 1991. In-8.º (23x16 cm) de 42, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Homenagem ao General Barros Rodrigues, oficial do Exército Português, combatente em França na Primeira Guerra Mundial.
"Alistado como voluntário no Regimento n.º 4 de Cavalaria, Regimento do Imperador da Alemanha Guilherme II (Lisboa), em 27 de Julho de 1909, o ex-aluno n.º 6 do Real Colégio Militar, José Filipe de Barros Rodrigues, decide ingressar na Escola de Guerra em 1912. [...]
Em 1914 deixa a Escola de Guerra, classificado como n.º 2 num curso de 14 alunos, para ser promovido a Alferes em Novembro de 1915, sendo Aspirante-a-Oficial do Regimento de Artilharia n.º 4 (Amarante), donde virá a ser transferido, logo no ano seguinte, para o Regimento de Artilharia n.º 2 (Figueira da Foz).
Mobilizado para o Corpo Expedicionário Português (o CEP) ainda como Alferes, embarca em 31 de Março de 1917 para França, ali permanecendo, sem gozar qualquer licença em Portugal, até 22 de Agosto de 1918 - 1 ano e 145 longos dias na frente, de acordo com os registos oficiais.
Ao partir da Estação do Rossio, confessa não ter sentido «grande comoção»: «Parti - escreve - como teria partido para uma digressão. É que ainda não há listas de mortos e feridos, e a inconsciência foi sempre uma das grandes características do portuguez». Contudo, ao atravessar a fronteira francesa, assalta-o uma súbita comoção: «Quem sabe se nunca mais voltarei a Portugal...!» [...]
12 de Junho de 1917
A 3.ª Bataria do 1.º Grupo de Batarias de Artilharia (1.º GBA) encontra-se em posição desde 9 de Maio, no sector de Neuve Chapelle. Até hoje, as granadas da poderosa e infatigável artilharia alemã não a tinham atingido.
No observatório da Bataria, a cerca de 600 metros da frente, o Alferes Barros Rodrigues, que ali se encontrava desde as 5 horas da madrugada, localiza um morteiro de trincheira no dispositivo inimigo. A Bataria recebe os elementos de tiro e as peças de 7,5 TR abrem fogo de imediato. Era a primeira vez que a 3.ª Bataria executava tiro sobre um objectivo referenciado do observatório.
Cerca das 3 horas da tarde cai uma primeira granada alemã de 12 cm na posição e às 7 horas ainda a posição era batida de 2 em 2 minutos.
As guarnições das peças e os telefonistas procuram precipitadamente abrigo numa casa próxima. Há, porém, quem de repente se lembre ter sido deixado na posição um pipote de vinho. Não houve necessidade de convocar voluntários - o dito pipote foi recuperado num abrir e fechar de olhos..."
(Excerto de O Artilheiro e o Combatente. Pelo General Guilherme de Sousa Belchior Vieira)
José Filipe Barros Vieira (Vila Real, São Pedro, 1890 - Lisboa, 1957). "Oficial do Exército. 1917 - Integrou o CEP e participou na Batalha de La Lys; 1927 - Chefe do Estado-Maior do Destacamento do Norte nas operações contra os revoltosos de 3 de Fevereiro; Chefe do Estado-Maior da Missão Militar Portuguesa de Observação em Espanha, durante a guerra civil; Chefe da Divisão de Fotogrametria dos Serviços Cartográficos do Exército; Professor do curso de Estado-Maior da Escola Central de Oficiais; Professor da Escola Militar. Procurador à Câmara Corporativa por designação do Conselho Corporativo. Carreira parlamentar: Legislaturas I/II - Defesa Nacional."
(Fonte: Assembleia da República - Parlamento)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Com interesse para a bibliografia WW1.
20€
Reservado

07 junho, 2025

BESSA, Carlos -
A LIBERTAÇÃO DE TIMOR NA II GUERRA MUNDIAL.
Importância dos Açores para os interesses dos Estados Unidos : subsídios históricos. Pelo Académico de Número... Lisboa, Academia Portuguesa da História, 1992. In-4.º (25,5x19,5 cm) de 175, [9] p. ; [1] mapa desdob. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo histórico sobre a ocupação de Timor durante a 2.ª Guerra Mundial e sua posterior libertação, e a relação que o interesse estratégico dos Estados Unidos nos Açores, teve para esse desfecho.
Valorizado pelo prefácio do Prof. Joaquim Veríssimo Serrão.
Livro ilustrado no texto com reprodução de documentos e quadros estatísticos, e fotografias a p.b. (em página inteira), e em separado, com um mapa desdobrável de Timor (25,5x30 cm).
"O livro do Senhor Coronel Carlos Bessa explica toda a trama dos episódios de 1941 a 1945, quando Timor passou a ser um dos teatro de guerra entre as potências em luta na II Guerra Mundial. A ilha não dispunha de grandes meios de defesa e nela o convívio das duas etnias era o exemplo de um oásis de paz no Extremo Oriente. Sem haverem recebido a autorização do Governo Português, tropas australianas e holandesas desembarcaram na ilha de 17 de Dezembro de 1941, a pretexto de a defender de um ataque nipónico. De imediato fez-se sentir a reacção do Doutor António de Oliveira Salazar, ministro dos Negócios Estrangeiros, que numa eficaz acção diplomática se opôs com a força do direito à injusta invasão. A Grã-Bretanha não tardou em reconhecer o atropelo cometido, aceitando a substituição das tropas invasoras por um corpo de forças portuguesas, o qual seguiu de Lourenço Marques e a 26 de Janeiro de 1942 desembarcou na ilha. Mas três semanas depois ocorria a invasão nipónica, que ocupou por inteiro a zona de Timor português, enquanto as tropas da Holanda e da Austrália se retiravam para a parte flamenga da ilha. [...]
Quase três anos durou o sacrifício da comunidade luso-timorense, sem que o Governo Português do tempo jamais a tivesse abandonado. A nossa diplomacia buscou apoios na Inglaterra e nos Estados Unidos, para impor os direitos de ordem internacional que nos eram devidos. O principal objectivo estava em garantir o reconhecimento da soberania nacional, logo que as circunstâncias políticas e militares a tornassem possível. Neste quadro se insere a importância estratégica dos Açores para apressar o fim do conflito. Sem trair os princípios da neutralidade de há muito assumido, o nosso país concedeu à Grã-Bretanha, no ano de 1943, facilidades para a utilização de bases naquele arquipélago. A 28 de Novembro de 1944, por meio de um acordo secreto assinado em Lisboa, era a vez dos Estados Unidos da América receberem outras facilidades para a sua aviação que descesse nos Açores. [...]
A trama global destes acontecimentos vem descrita na obra do Senhor Coronel Carlos Bessa, com a lógica articulação dos factos ocorridos nos planos diplomático, político e militar."
(Excerto do Prefácio)
Exemplar em brochura, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
20€

31 março, 2015

BESSA, Carlos Gomes - A LUTA PELA INDEPENDÊNCIA E A CRISE NACIONAL DE 1383-85 EM «OS LUSÍADAS». [Lisboa], Sociedade de Geografia de Lisboa, 1985. In-4.º (24cm) de 22, [2] p. (187-208 pp) ; B. Separata do Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa : Julho-Dezembro 1985
1.ª edição independente.
Brochura valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
"Notáveis sucessos haviam sido os portugueses no final do século XIV e no século XV.
Forçados a uma luta vital, defenderam e garantiram a independência ameaçada, outorgaram ao Reino projecção universal, modificaram radicalmente a imagem do Mundo e abriram na História deste um tempo novo.
Tornaram-se, por tal, credores de uma consagração à medida da admiração alheia e do orgulho nacional criados.
Assim o pensaram escritores e poetas do século XVI em Portugal, e muitos ansiaram compor uma epopeia, ao estilo clássico, cantando esse êxitos como antes havia acontecido com os gregos e romanos.
Nenhum deles veio a consegui-lo, porém. O talento e a inspiração não lhes bastou.
Só Luís de Camões haveria de compor, mais tarde, o poema onde vieram cantados os feitos extraordinários de Os Lusíadas, os portugueses."
(excerto do Cap. 1, Reflexões sobre o poema e o seu autor)
Matérias:
1 - Reflexões sobre o poema e o seu autor. 2 - A crise nacional de 1383-1385 e «Os Lusíadas». 3 - A luta pela independência. 4 - Actualidade da mensagem de «Os Lusíadas».
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

04 fevereiro, 2015

BESSA, Coronel Carlos Gomes – RASGANDO OS SERTÕES BRASILEIROS : o começo da aventura. Lisboa, [s.n. – Comp. e imp. nos Serv. Gráf. da Liga dos Combatentes], 1984. In-4.º (23,5cm) de 28, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela extensa dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Silva Tavares.
Ilustrada com 3 mapas em página inteira: - A baía de Todos os Santos e a cidade de Salvador; - S. Vicente, Santos e Santo Amaro; - Mapa do Brasil (todos reproduzidos de códices quinhentistas existentes na Biblioteca da Ajuda, Lisboa).
“O panorama que se deparou aos portugueses no Brasil era muito diferente mesmo daquele que, pelas suas riquezas e adiantadas civilizações, os espanhóis encontraram na América Central e Andina.
Nessa ocasião Portugal estava voltado para a Índia que, insaciável, lhe consumia vidas e capital. Do Brasil nos primeiros anos, a bem dizer, só vinha o pau-brasil, pelo que não oferecia condições atractivas. Elas eram até bem inferiores às da Guiné, do outro lado fronteiro no Atlântico.
Por isso a Coroa evitava grandes investimentos ali. Segundo alguns historiadores, este é o principal motivo do silêncio dos cronistas e da falta de divulgação das viagens feitas pelos portugueses, que se admite terem começado por volta de 1491. […]
Em consequência de todas estas viagens alguns portugueses foram atirados a esmo para as terras do Brasil. Eram náufragos, desertores das armadas, ou degredados de delito comum e judeus ali deixados. Para sobreviverem, os que se fixavam naquelas terras tiveram de fazer seus os hábitos dos indígenas. Também eles passaram a viver, nus ou semi-nus, da agricultura rudimentar, alimentando-se sobretudo de mandioca, dormindo em redes e evitando as doenças em que o ambiente era fértil, recorrendo, quer a ervas e plantas tropicais, que a unguentos para lhes protegerem a pele. Não poucas vezes também eles praticaram a antropofagia.
Foi muito dura a luta destes portugueses pela sobrevivência. Perante a hostilidade do sertão e do gentio selvagem, uma arma a muitos serviu de antídoto e de salvatério – o amoroso acolhimento recebido de algumas mulheres locais.
Assim começou no Brasil o que Gilberto Freyre chamou a aventura da miscigenação…”
(Excerto do texto)
Matérias: O Começo da Aventura. - Primeiros contacto e a aventura da miscigenação. – Capitanias do mar e Capitanias de terra. – O Caramurú. – S. Vicente e João Ramalho. – As donatarias e o Governo-Geral. – Considerações finais.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

12 janeiro, 2015

BESSA, Coronel Carlos - PORTUGAL E A EUROPA NA II GUERRA MUNDIAL. [Lisboa], [s.n.], 1992. In-4º (24cm) de 22 p. ; B. Separata das Actas do III Colóquio Portugal e a Europa - Séc XVII a XX
Estudo histórico sobre a forma como o Estado Novo, personificado pelo Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar, encararam a 2.ª Guerra Mundial e a neutralidade portuguesa no contexto europeu.
"No dealbar da II Guerra Mundial, Salazar, Chefe do Governo português, exprimia grandes preocupações quanto ao destino da Europa: crise europeia, crise do espírito; crise do espírito, crise da civilização. A Europa não sabia organizar em si mesma a paz e nenhum problema podia resolver pela guerra, a qual deveria acarretar-lhe enorme empobrecimento. [...]
Acresce que, se se considerar que o objectivo da política é a de proporcionar a paz e a estabilidade, então temos de convir que os estadistas das grandes potências desta terrível guerra falharam redondamente, pois de modo tão desastrado a conduziram que, mal assinada a paz, logo teve início a guerra fria, também de muitos dramáticos efeitos.
No quadro global, Portugal pretendeu não se desviar das linhas gerais da sua política externa tradicional.
Para desenvolver as possibilidades do poderio atlântico nacional havia que valorizar a Aliança Inglesa, mas as lições do passado levaram a encará-la em moldes novos. [...]
Outro pilar foi o da amizade com a Espanha, que parecia não ter no momento nenhum interesse contrário ao dos portugueses. A Guerra Civil fortalecera essa amizade... [...]
Deveriam ainda valorizar-se as relações com o Brasil, e a nossa compreensiva universalidade e extensão de interesses permitiam as melhores e mais amigáveis relações com os outros povos, inclusivé com a Alemanha e a Itália, estreitadas durante a Guerra de Espanha.
Podendo ser, tornava-se vantajoso não nos envolvermos nas desordens europeias. Assim, no próprio dia 1 de Setembro de 1939, data da invasão da Polónia, o Presidente do Conselho, cioso de exprimir a independência do País, decidiu por si, ao contrário do que acontecera em 1914, e sem efectuar declaração formal, nem publicar qualquer diploma legal anunciou simplesmente a situação da neutralidade de Portugal. [...]
Para se ser neutral não basta querer, são necessárias habilidade e força. No caso português esta motivava inquietações aos Aliados e a Eixo."
(excerto do texto)
Carlos Gomes Bessa (1822-2013). Militar e académico historiador. “A sua carreira estendeu-se e espraiou-se, fundamentalmente, em duas áreas: a militar e a de académico e historiador. Depois do Curso na Escola do Exército, iniciado em 1942, foi colocado no Regimento da Serra do Pilar, uma unidade de grandes tradições militares, que ficou conhecida como “Os Polacos da Serra”, e que viria a comandar, como coronel, em 1973. Em 1950 foi chamado para frequentar o exigente Curso de Estado - Maior, tendo ingressado no respectivo “Corpo” e desempenhado funções correlativas, durante vários anos. Fez duas comissões no Ultramar – de que se tornou grande conhecedor e estudioso – a primeira na Guiné, entre 1956 e 1960, onde desempenhou as funções de Chefe de Estado-Maior do Comando Militar e, logo em Abril desse ano, marchou para Angola a convite do Governador-Geral de quem foi chefe de Gabinete, tendo regressado em Junho do ano seguinte, na sequência do início do terrorismo naquela Província. Foi Comissário Nacional da Mocidade Portuguesa entre 1966 e 1970 estando sempre muito ligado à educação da juventude tanto na Metrópole como no Ultramar, tendo criado a “Procuradoria dos Estudantes Ultramarinos”, em 1962. Foi ainda director da Revista “Ultramar” entre 1961 e 1970. Foram-lhe concedidos 16 louvores e nove condecorações. Como académico foi um trabalhador incansável, desenvolvendo o seu labor em várias instituições de que se destaca a Academia Portuguesa da História, de que foi Secretário nove anos; Academia das Ciências; Sociedade Histórica da Independência de Portugal; Comissão Portuguesa de História Militar, de que foi um dos fundadores e, depois, Secretário; Sociedade de Geografia e Revista Militar, de que foi Director muitos anos. São incontáveis os trabalhos, comunicações e conferências efectuados, sempre com uma qualidade elevada, muitas delas de âmbito internacional, tendo desenvolvido contactos sobretudo com o Brasil, a Venezuela e a Espanha. É ainda autor de vasta bibliografia histórica, de grande mérito.”
(in http://atulhadoatilio.blogspot.pt/2013/11/in-memoriam-coronel-gomes-bessa.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
10€

21 fevereiro, 2014

BESSA, Carlos – O COMBATE DE MUÍTE: ASPECTOS RELACIONADOS COM A PARTICIPAÇÃO PORTUGUESA NA GUERRA DE 1914-18 EM MOÇAMBIQUE. Pelo académico correspondente… Separata dos «Anais» : II série, vol. 31. Lisboa, Academia Portuguesa de História, 1986. In-4.º (24,5cm) de 142 p. (p. 135-270), [7] f. il. ; B.
Ilustrado em extratexto com várias fotogravuras dispersas por 4 f. e mapas (3) em outras tantas folhas: Mapa das possessões alemãs e portuguesas em África no início da I Grande Guerra; Mapa com a marcha das forças alemãs que conduziram aos combates de Muíte; «Croquis» usado pelo Comandante das Forças Portuguesas no Combate de Muíte por falta de cartas topográficas.
Contém relatórios militares sobre o Combate de Muíte.
Muito valorizado pela extensa dedicatória autógrafa do autor a D. Virgínia Cabral Fernandes, autora do livro «Memórias Ultramarinas» (1995), e filha de José Ricardo Pereira Cabral (1879-1956), político e militar português, Governador do Distrito de Moçambique (1916-1919 e 1918-1920), e mais tarde Governador-geral de Moçambique (1926-1938) e Governador-geral da Índia (1938-1945).
Obra sobre o combate de Muíte, amplamente aproveitado pelo autor para fazer uma análise da situação militar na Província de Moçambique durante a Grande Guerra, a par de reflexões várias sobre as consequências da participação portuguesa no conflito mundial. Relevância especial para a análise pormenorizada das forças alemãs no terreno, e do seu comandante, o mítico Von Lettow.
Matérias:
Antecedentes do combate de Muíte
I. Na política internacional. II. Nos bastidores da diplomacia. III. Na política interna portuguesa. IV. No âmbito militar.
O primeiro combate de Muíte (21 de Dezembro de 1917)
Evolução da situação e medidas tomadas com vista ao segundo combate de Muíte
A marcha e o segundo combate de Muíte
I. A Organização da Coluna e a Marcha para Muíte. II. O Segundo Combate de Muíte. III. O Segundo Combate de Muíte no Diário de Campanha de Von Lettow Vorbeck. IV. A importância militar de Muíte.
Os combatentes de Muíte e os inimigos que defrontaram
I. As forças alemãs e Von Lettow. 1- O Comando de Von Lettow na África Oriental Alemã. 2- As forças militares existentes na Colónia Alemã e o seu valor. 3- A reorganização de Von Lettow para a entrada no território de Moçambique. 4- A dedicação e capacidade combativa das tropas indígenas e dos carregadores alemães. 5- A táctica de Von Lettow e o aproveitamento dos recursos locais. II. O clima e as condições sanitárias das tropas portuguesas. III. A desorganização do Estado e os reflexos na Forças Armadas Portuguesas.
O debate nacional do intervencionismo e do não intervencionismo na Guerra de 1914-18
I. Interesse de alguns conceitos actuaos sobre História Militar. II. A situação do Exército Português na Guerra de 1914-18. III. Intervenção ou não intervenção de Portugal na Guerra de 1914-18. IV. Os partidos e a opinião pública perante a guerra. V. As tropas da intervenção. VI. Escolha dos teatros de operações para a intervenção portuguesa. VII. A graduação do esforço em cada teatro. VIII. Algumas considerações finais.
Epílogo
Documentos
N.º 1 - Ofício do Administrador de Imala sobre a inauguração do Monumento aos Mortos de Muíte (Moçambique). N.º 2 - Extracto do «lourenço Marques Guardian», de 9 de Agosto de 1930, sobre a inauguração do Monumento aos Mortos de Muíte, em Muecate (Moçambique). N.º 3 - Extracto do «Lourenço Marques Guardian», de 14 de Agosto de 1930, sobre o mesmo assunto. N.º 4 - Relatório do Combate de Muíte travado com Forças Alemãs, em 7 de Janeiro de 1918, do Comandante das Forças Portuguesas. N.º 5 - Relatório do Comandante do 3.º Pelotão da 5.ª Companhia Indígena de Infantaria sobre o combate de Muíte. N.º 6 - Relatório do Comandante do 3.º Grupo de Auxiliares de Nampula sobre o combate de Muíte. N.º 7 - Despacho exarado no auto de corpo de delito ao General Tomás de Sousa Rosa e conclusões do Relatório da Comissão de Generais nomeadamente para estudar e apreciar as operações efectuadas pelas tropas sob o seu comando na África Oriental Portugusa.
Carlos Gomes Bessa (1822-2013). “A sua carreira estendeu-se e espraiou-se, fundamentalmente, em duas áreas: a militar e a de académico e historiador. Depois do Curso na Escola do Exército, iniciado em 1942, foi colocado no Regimento da Serra do Pilar, uma unidade de grandes tradições militares, que ficou conhecida como “Os Polacos da Serra”, e que viria a comandar, como coronel, em 1973. Em 1950 foi chamado para frequentar o exigente Curso de Estado - Maior, tendo ingressado no respectivo “Corpo” e desempenhado funções correlativas, durante vários anos. Fez duas comissões no Ultramar – de que se tornou grande conhecedor e estudioso – a primeira na Guiné, entre 1956 e 1960, onde desempenhou as funções de Chefe de Estado-Maior do Comando Militar e, logo em Abril desse ano, marchou para Angola a convite do Governador-Geral de quem foi chefe de Gabinete, tendo regressado em Junho do ano seguinte, na sequência do início do terrorismo naquela Província. Foi Comissário Nacional da Mocidade Portuguesa entre 1966 e 1970 estando sempre muito ligado à educação da juventude tanto na Metrópole como no Ultramar, tendo criado a “Procuradoria dos Estudantes Ultramarinos”, em 1962. Foi ainda director da Revista “Ultramar” entre 1961 e 1970. Foram-lhe concedidos 16 louvores e nove condecorações. Como académico foi um trabalhador incansável, desenvolvendo o seu labor em várias instituições de que se destaca a Academia Portuguesa da História, de que foi Secretário nove anos; Academia das Ciências; Sociedade Histórica da Independência de Portugal; Comissão Portuguesa de História Militar, de que foi um dos fundadores e, depois, Secretário; Sociedade de Geografia e Revista Militar, de que foi Director muitos anos. São incontáveis os trabalhos, comunicações e conferências efectuados, sempre com uma qualidade elevada, muitas delas de âmbito internacional, tendo desenvolvido contactos sobretudo com o Brasil, a Venezuela e a Espanha. É ainda autor de vasta bibliografia histórica, de grande mérito.” (in http://atulhadoatilio.blogspot.pt/2013/11/in-memoriam-coronel-gomes-bessa.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível