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16 outubro, 2025

ZOLA, Emile -
UMA LIÇÃO. (Trad. de Bernardo d'Alcobaça). Colecção «Amorosa» - II. Lisboa, Editor e proprietario - F. A. Miranda e Sousa. Comp. e imp. na Typ. Luzitana Editora, pertencente ao editor, 1909. In-8.º esguio (18x9 cm) de 65, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa novela de costumes pelo mestre do naturalismo francês - Émile Zola. Trata-se da história de um herdeiro da aristocracia provinciana que chega a Paris, e que rapidamente toma consciência dos flirts e da sensualidade latente nos relacionamentos dos "salões".
Tradução do "inevitável" Bernardo d'Alcobaça, pseudónimo literário de Pedro Herculano de Morais Leal, "tradutor de culto" do 1.º quartel do século XX, cujo trabalho incidiu, na sua maioria, em verter para português obras do género erótico e 'médico-erótico'.
"Ha oito dias que meu pae, o senhor de Vaugelade, consentiu que me ausentasse de Boquet, o bisonho castello onde nasci, na Baixa Normandia. O meu progenitor tem idéas realmente singulares sobre o tempo actual; está atrazado bom meio seculo. Resido finalmente em Paris., que mal conhecia, pois tão sómente estivéra duas vezes de passagem na capital. Felizmente, não sou quanto ao physico nenhuma peste, e assim é que Felix Budin, meu antigo condiscipulo no lyceu de Caen, entendeu dever dizer-me , quando voltámos a dar aqui de cara um com o outro, que eu era um bello rapagão e fazia andar á roda a cabeça de muita Parisiense."
(Excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com defeitos.
Raro.
25€

23 julho, 2022

ALCOBAÇA, Bernardo d' - O MEDICO DA FAMILIA.
Tratado pratico de medicina e de pharmacia usual, indispensavel em todos os lares. Compilação feita sobre os trabalhos dos melhores auctôres portuguezes e extrangeiros
. Lisboa, João Romano Torres & C.ª - Editores, [191-]. In-8.º (19 cm) de 312 p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Capa de Moraes (Alfredo de Morais, 1872-1971).
Interessante "enciclopédia" de saúde compilada pelo conhecido Bernardo d'Alcobaça, pseudónimo literário de Pedro Herculano de Morais Leal, "tradutor de culto" do 1.º quartel do século XX, cujo trabalho incidiu, na sua maioria, em verter para português obras do género erótico e 'médico-erótico'.
Raro e muito interessante. A BNP não menciona.
Livro ilustrado com quadros e tabelas ao longo do texto.
Indice das Materias:
Doenças peculiares aos dois sexos: Doenças inorganicas. Doenças do tubo digestivo: - Bôcca; - Garganta; - Estomago. Doenças intestinaes. Doenças do abdomen. Doenças dos rins. Doenças da bexiga. Doenças do figado. Doenças das vias respiratorias. Doenças do coração. Doenças infecciosas. Doenças dos olhos. Doenças dos ouvidos. Doenças da pelle e do couro cabelludo. Nevróses. Doenças do cerebro. Doenças por intoxicações. | Doenças peculiares do sexo masculino. | Doenças peculiares do sexo feminino. | Creação da creança. | Doenças das creanças. | Conhecimentos praticos. | Alimentação. | [Indice alphabetico].
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura anterior.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas apresentam margens algo desgastadas.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
45€

01 junho, 2022

GUEDY, P. -
FLÔR DA CARNE : romance de antigos costumes egypcios.
Trad. de Bernardo d'Alcobaça. Lisboa, João Romano Torres & C.ª - Editores, [1926?]. In-8.º (19,5 cm) de 169, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso romance erótico/fantástico, traduzido pelo "inevitável" Bernardo d'Alcobaça - pseudónimo literário de Pedro Herculano de Morais Leal.
Livro ilustrado com bonitas gravurinhas ao longo do texto.
"Eram passados momentos depois que o sol, emergindo das regiões sombrias do Dait, abrira no céo alvorecente, por sobre as margens arenosas e ardentes da Arabia, as varetas de oiro do leque radiante.
Thebas, a cidade immensa das Cem Portas, despertava.
Para evitar os ardôres intoleraveis do meio dia, a população que trabalhava nos campos, a população da cidade, artistas e mercadôres, e a população operaria escravisada nos trabalhos pharaonicos levantavam-se ao romper da madrugada dirigindo-se para as differentes ocupações que as chamavam.
D'uma das alas do palacio real, erguido como fortaleza na margem esquerda do Nilo, saiu um forte destacamento armado, composto de cêrca de quinhentos Mâshâous commandados por um official das Guardas dos Trabalhos, que, depois de receber n'uma das dependencias subterraneas do immenso edificio um milhar de escravos condemnados a trabalhar um ou muitos dias nas Areias, nos Cimentos ou nas Pedras, se dirigiu para as terras altas, caminho da porta septentrional de Médinet-Abou, onde se andava construindo o Ramesseum."
(Excerto de I - A Casa Eterna)
Indice: Primeira Parte - O Livro do Amor e do Soffrimento: I. A Casa Eterna; II - Nouit a Constellada; III. O Palacio do Sol das Duas Torres. Segunda Parte - Sidia ou a Impossivel Voluptuosidade: I. A Traição dos Beijos; II. A Noiva do Nilome; III. Os Deuses Prostituidos; IV. Conspiração do Serralho. Terceira Parte - A Pyramide Encantada: I. Pelos Olhos da Feiticeira; II. A Morta Violada; III. O Phantasma Amoroso.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com pequenos defeitos.
Raro.
Indisponível

25 agosto, 2020

SAUSSAY, Victorien du - MEMORIAS D'UMA PARTEIRA. (As victimas do amor). Trad. de Bernardo d'Alcobaça. Lisboa, Typographia Lusitana Editora, 1909. In-8.º (20 cm) de XIX, [1], 311, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Obra proibida de circular na época. Trata-se de uma narrativa com forte pendor moralista e laivos de erotismo, em contracorrente com os dictames da época.
"A virtude nem sempre é bella; é, muitas vezes, uma coisa cruel.
Ha pessoas virtuosas que não são admiraveis e que ninguem deve imitar.
Certos crimes hediondos são o resultado d'uma virtude tão barbara, tão impediosa e nefasta, que merecem a piedade e a absolvição.
N'uma sociedade hypocrita e má todo o individuo tem o direito de  proceder livremente, mesmo contra a lei, dado que não leze o proximo. [...]
A maior parte das leis que dirigem o procedimento das mulheres foram naturalmente elaboradas pelos homens; são, portanto, odiosas. Cerebros de cretinos ou de féras produziram monstruosidades. [...]
E  a mulher tão sómente ficará livre dos velhos grilhões que, successivamente, a algemaram, no dia em que fôr unica senhora do corpo, quando puder dispôr incondicionalmente, voluntariamente, da faculdade que a natureza de impoz de copular.
A sociedade creou o casamento legal, mas creou egualmente a mãe illegitima.
No primeiro caso o filho é, ou pode ser acolhido jubilosamente; no segundo, mesmo antes de nascido, as injurias alliam-se aos máus tratos, e a mãe como o filho envolvem-se n'uma mortalha de vergonha e ignominia.
Emquanto a sociedade fôr a madrasta que fere, pune e emporcalha, a mulher terá o direito de não querer ser mãe.
Crime! dirão. Qualquer mulher, seja ella o que fôr, não tem o direito de privar a sociedade de um individuo! Mas tem essa sociedade o direito de sacrificar, immolar á sua virtude hipocrita essa mulher, seja ella o que fôr?
Que a sociedade se transforme, se quer que a mulher execute a sua funcção maternal; para colher é necessario semear.
Presentemente, no começo do seculo XX, se qualquer pobre rapariga, que amou ou foi seduzida - o amor e a seducção podem ser egualmente seguidos de abandono - fica gravida, é expulsa do seio da familia, vulgarmente abandonada pelo amante, insultada e vilipendiada pela sociedade, privada dos meios de ganhar a vida, porque nenhum trabalho que confiam. A que recorrerá? Quaes são as esperanças d'essa creatura enfraquecida, martyrizada pela gravidez? Tem de escolher duas soluções: o suicidio ou o abortamento.
Há ainda uma terceira, que não é mais seductora do que as outras: a prostituição, com a falsa independencia que lhe é inherente. Algumas desgraçadas optam por ella, e a sociedade nem por isto lhes quer peor.
Ha crimes de abortamento que são admiraveis sacrificios de commiseração. Escrevi propositadamente este livro - livro que não me dará a sympathia nem a estima dos que fazem profissão de ser os mais puros d'entre os humanos, o que pouco me importa - escrevi este livro, suggestionado pela necessidade de dizer, corajosamente, e expor, lealmente, o que pode passar-se, em certos momentos, no coração d'uma mulher digna e d'uma mulher corajosa. Simula-se ignora, muito propositadamente, que uma parteira é, acima de tudo, uma mulher, quer dizer um ente essencialmente sensivel, exageradamente sujeita a deixar influenciar-se, capaz de sentir e de vibrar, logo que lhe toquem o nervosismo, logo que appelarem para os seus sentimentos. Ninguem aprecia com inteira imparcialidade as situações em que muitas vezes se vê collocada; ninguem sabe os logros macabros de que é victima.
Uma mulher narrou-me com empolgante franqueza algumas das peripecias tristes da sua soberba existencia. Conta vinte e oito annos de serviços excepcionais. Aparou nas mãos vinte mil creanças, ttalvez mais. Quantos a conhecem, estimam e respeitam.
Este livros encerra essas peripecias lamentaveis da sua vida, a historia simples das horas consagradas ás victimas do amor, e as victimas do amor são anjos."
(Excerto do Prefacio)
Encadernação simples, cartonada, em meia de percalina. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Páginas amarelecidas por acção do tempo, com uma outra mancha.
Raro e muito curioso.
Indisponível

15 março, 2020

NOSTRADAMUS - O ORACULO DAS SENHORAS. A maneira de conhecer o presente e o futuro ao alcance de todos. Os segredos do Destino revelados. A revelação de todos os segredos. Explicação de todos os mysterios. Trad. de Bernardo de Alcobaça. Lisboa, João Romano Torres & C.ª - Editores, [191-]. In-8.º (17,5 cm) de 174, [2] p. ; C.
1.ª edição.
Curioso manual profético, publicado na segunda década do século XX, dirigido ao público feminino. Contém a "colaboração" de 80 'adivinhos', incluindo 16 "divindades", cujas combinações brejeiras - pergunta/resposta - poderão considerar-se, no mínimo, arrojadas para a época.
"Recorre-se primeiro á tabella das perguntas.
Escolhe-se uma, a primeira que se apresenta: n.º 23, por exemplo:
Farei bem em casar-me?
Fixa-se o numero que a precede: 23.
Com um alfinete, uma agulha ou qualquer outro objecto ponteagudo, pica-se seguidamente ao acaso e de olhos fechados, o quadro das respostas, que representa uma teia de aranha.
Admittamos que o alfinete se fixou no n.º 7.
Addicionamos este numero ao da pergunta 23, e assim teremos que 23 + 7 = 30.
Recorremos então ao Oraculo n.º 30, no corpo do volume, e, no numero indicado pela teia de aranha, 7, acharemos a resposta:
Sim, mas pensa bem antes de dar semelhante passo.
Outra demosnstração.
Escolhemos a pergunta:
Enganarei meu marido?
Fixemos o numero que a precede: 47, e piquemos com o alfinete a teia de aranha, sobre o n.º 2, por exemplo.
Addicionando 47 e 2, obteremos 49 e vamos então ao Oraculo 49 e no n.º 2 acharemos a resposta:
Será essa a tua principal occupação.
E assim successivamente.
Como se vê, é tudo quanto ha de mais facil.
[...]
É por vezes possivel que algumas das respostas dadas ás perguntas não se harmonizem perfeitamente. Raro, porém, succederá tal, pois que o facto apenas se dará quando, para não ser devéras desagradavel ao consultante, o Oraculo se negar a responder claramente."
(Excerto de Maneira de Consultar o Oraculo)
Estrutura da obra:
Maneira de Consultar o Oraculo. | PERGUNTAS. A dirigir aos Oraculos. | QUADRO DAS RESPOSTAS [Teia de Aranha (desenho em página inteira)]. | RESPOSTAS. Oraculo dos Deuses Gregos [16]: Jupiter; Juno; Venus; Vulcano; Marte; Minerva; Cybéle; Cupido; Mercurio; Neptuno; Apollo; Diana; Plutão; Pluto; Saturno; Bacco. Oraculo das Almas Errantes [20]: Abelardo; Absalão; Achates; Rimini; Lencios; Heloisa; Hero; Lucrecia; Mansard; Philemon e Baucis; Acteonte; Banco; Rabelais; Midas; Democles; Triboulet; Antiope; Ariana; Augias; Odette. Oraculos Segundo os philosophos da antiguidade [10]: Diogenes; Platão; Socrates; Confucio; Pythagoras; Aristoteles; Seneca; Cicero; Descartes; Malebranche. Oraculos Segundo os Planetas [10]: Sol; Lua; Mercurio; Urano; Vesta; Saturno; Venus; Terra; Marte; Jupiter. Oraculos Segundo os deuses e os sacerdotes da India [6]: Brahma; Siva; Wichnou; Bouddha; Parse; Brahmane. Oraculos Segundo os deuses do Egypto [10]: Isis; Osiris; Horus; Nefté; Anubis; Typhon; Thoth; Ammon; Ftá; Knef; Oraculos Segundo os grandes mysticos [8]: Cagliostro; Ruggieri; Conde de S. Germano; Santo Antonio; Mesmer; Mahomet; Fakires; Derviches.
Cada oráculo vem acompanhado de um breve apontamentos biográfico.
Excadernação cartonada do editor.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto.
Raro.
Sem registo na BNP.
50€

15 março, 2019

RESCHAL, Antonin - O FRUCTO PROHIBIDO. Romance passional de costumes contemporaneos. Trad. de Bernardo de Alcobaça. Lisboa, João Romano Torres & C.ª - Editores, [191-]. In-8.º (19,5 cm) de 252, [4] p. ; [4] f. il. ; B.
1.ª edição.
Romance erótico, não datado (ca. 1915), ao gosto da época. O autor, Antonin Reschal, de seu nome verdadeiro, Charles Eugene Marius Antonin Arnaud (1874-1935), foi um escritor francês, assessor de imprensa e editor. Publicou romances eróticos, e uma série policial - "Miss Boston, a única detetive do sexo feminino". Bernardo de Alcobaça, habitué na tradução deste género de literatura, é o pseudónimo literário de Pedro Herculano de Morais Leal.
Livro ilustrado com 4 belíssimas e sugestivas estampas intercaladas no texto. A capa está assinada por "A Illustradora" - Gr..
"Eddy é a coisa mais encantadoramente loira e sorridente que pode imaginar-se n'este mundo. Azougada, expedita, as covinhas do rosto dão-lhe uma expressão constantemente risonha. O queixo é de um desenho quasi classico, mas o nariz impertinente desmente o modo de andar um pouco grave que Eddy pretende dar-se. Tem as narinas delicadas e voluptuosas. Palpitam, vibram. No todo, Eddy, é um maravilhoso instrumento de sensibilidade. Commove-se e commove com facilidade. A delicadeza rara de que é dotada, fál'a vibrar intensamente. É um pequenino animal lascivo, amoroso e cruel, que não ama, ou que ama pouco, e se deixa amar. Elegantissima, e, conseguintemente, perigosa. Para mais, é actriz. Pela mesma maneira como se representa qualquer peça pathetica, violenta ou enfadonha, assim a vida que leva. E, semelhante a tal vida, a voluptuosidade é n'ella tambem pathetica, violenta ou enfadonha. Maravilhoso instrumento de sensibilidade, maravilhoso instrumento de voluptuosidade, sabe escolher e fixar a hora do prazer amorôso, da febre luxuriosa."
(Excerto da Primeira Parte, Cap. I, Onde se diz como Eddy Vitrange...)
Indice: Primeira Parte: Um amante, uma amante e uma menina casadeira. I - Onde se diz como Eddy Vitrande (do Odéon) mettendo-se por engano no automovel d'uma collega, muda de amante. II - Como Sabés, proprietario d'um trinta cavallos, percorreu de noite muitos kilómetros a pé e em taximetro para volta a encontrar o auto e a amante que lhe pertenciam. III - Madame de Rosay-Arlaincourt dá jantar, jôgo e amôr. IV - Onde Sabés encontra, vendo jogar a roleta, uma velha amante e uma menina casadeira. V - Sabés muda de estado e Eddy de situação. VI - Em que o marido recorda o reportorio amoroso do amante. VI - Onde Sabés dsecobre, graças a um langoroso «Sole mio», uma maneira de amar na qual D. João nunca pensou. VII - Curto e resumido capitulo das tardias saudades por Eddy. Segunda Parte: Amante expulsa amante. I - Onde se prova que o vocabulo «re-amiganço» nem sempre é o que muita gente pensa. II - Sabés não tem sorte. III - Sabés, «empaturrado» não se sente verdadeiramente com a vocação honrosa de martyr. IV - O salão da princeza Hysteroff e cercanias. V - Onde o cão de guarda, por ter querido defender demasiado a ovelha, deixa que a lôba a devore. VI - Em que Sabés verifica a veracidade do rifão: quem com ferros mata com ferros morre. VII - Em que Sabés quer, simultaneamente, bater-se e divorciar-se, e, reflectindo melhor, não faz uma nem outra coisa acabando por zangar-se com Jimmy e entender-se com Civrey. Terceira Parte: Acabam por entender-se... I - Uma noite de Paris e de amôr perdida. II - Em que a  sorte das armas dá rasão a Sabés. III - Está feito o jôgo, não se recebem mais paradas. IV - Como a gente se encontra! V - Como Sabés, n'uma therma de aguas outomnal encontra uma amante no outomno. VI - Onde, simultaneamente com este romance, dois dos seus heroes têem um fim honesto.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas marginais.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

23 dezembro, 2013

DUBARRY, Armando – OS INVERTIDOS. Por… (Trad. de Bernardo d’Alcobaça). Lisboa, Empreza Lusitana Editora, 1912. In-8.º (19cm) de VIII, 248, [2] p. ; B. Col. «Os Desequilibrados do Amor», II
Romance erótico publicado após a revolução republicana, em época de grande liberdade editorial; mais tarde, durante o regime do Estado Novo, viria a ser proibido e retirado de circulação. Não existe nenhum exemplar registado da BNP.
“A sciencia é um patrimonio commum, que ninguem esta auctorizado a estrangular, a confiscar em detrimento da universalidade dos indivíduos.
Pessoalmente, suppomos que cumprimos um dever mostrando a quantos os ignoram ou nem sequer suspeitam d’elles, os desiquilibrios da vida sexual e gritando-lhes:
- Cautella, amigos! Reparem que se despenham n’um abysmo.
E dizendo a outros:
- Tenham compaixão por esses inconscientes, por esses impulsivos, por esses loucos,; tratem-nos como se tratam doentes gravemente atacados do mal e eximam-se, se não querem propagar a gangrena, a lançar um véo espesso sobre enfermidades que, pelo contrario, devem trazer-se á luz do dia, porque a luz é, contra ellas, a melhor prophylaxia.
Para mais, devemos declarar que não escrevemos para meninos de escola; escrevemos para adultos, para homens conhecedores da vida, e os Desequilibrados do Amor são romances psychopathologicos nos quaes, visando um alvo philosophico, usamos do nosso direito de escriptor vulgarisador, que é o de tirar partido das nossas indagações, das nossas obeservações, das nossas meditações. Não fazemos romances estupida e alvarmente luxuriosos.”
(excerto do prefácio)
Exemplar em bom estado de conservação; fissura vertical na lombada.
Raro.
Sem indicação de registo na BNP (Biblioteca Nacional).
Indisponível