30 abril, 2026
10 novembro, 2024
A ansiedade de conhecer o Oriente fê-lo embarcar para Moçambique e daqui para a Índia, onde “obtivera por influência de seu pai, um despacho para condutor das obras públicas de Goa”, tendo sido também “professor de física e química na escola militar de matemática de Goa”. Contudo, uma “revolta do exército indígena” e a ocupação do arsenal, foi a oportunidade soberana para Pedro Gastão Mesnier mostrar as suas qualidades em acção. Por incumbência do Visconde de S. Januário, Governador-Geral da Índia (1870-1871), cujo secretário era o poeta Tomás Ribeiro, foi encarregado de “apreender esses quatro canhões às proximidades de Hari-Bandar”. A missão foi bem sucedida, tendo “praticado actos de verdadeiro heroísmo”, relatados no “Times of India”. [...]
Em 1878 segue novamente como secretário do Visconde de S. Januário, numa missão diplomática na América do Sul que incluía a Argentina, a Bolívia, o Brasil, adoecendo gravemente no Paraguai. Regressa combalido a Lisboa, procurando na escrita e no jornalismo algum conforto e algum sentido para uma vida cada vez menos aventurosa. [...]
A doença fazia o seu caminho inexorável. [...] Era o fim de um atleta que "atravessou o Tejo a nado, a 12 de Agosto de 1875, desde o Terreiro do Paço até ao pontal de Cacilhas, em competição com o sr. Alfredo Ansur, que cansou a meio da travessia"."
(Fonte: https://jtm.com.mo/opiniao/pedro-gastao-mesnier/)
12 junho, 2023
03 junho, 2023
11 setembro, 2022
(Fonte: https://run.unl.pt/handle/10362/20751?locale=en)
07 junho, 2021
27 maio, 2019
1.ª edição.
Obra muitíssimo prestigiada pelo extenso prefácio de Camilo Pessanha que ocupa sensivelmente metade do livro. Inclui no interior a partitura do "Hymno Nacional Chinez".
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
Sobre este assunto, com a devida vénia, reproduzimos um excerto da Revista Macau, cujo link infra indicamos. "O investigador [Daniel Pires] refere que, “em termos de comunidade portuguesa, Camilo Pessanha era muito incómodo, não era uma pessoa que as pessoas fizessem força para recordar, a parte conservadora da comunidade não gostava dele, porque estava fora daqueles parâmetros”. Também o prefácio que Pessanha preparou para a obra do médico José António Filipe de Morais Palha, Esboço Crítico da Civilização Chinesa, foi mal recebido pelo lado chinês. “Há na realidade uma parte da comunidade chinesa que vê aquilo como um ataque à China, o que não é, é um ataque ao regime que existia antes da implantação da república”, considera o estudioso."
(Fonte: http://www.revistamacau.com/2017/04/12/150-anos-do-nascimento-do-poeta-ressuscitar-camilo-pessanha/)
“O pequeno folheto, que venho submetter á apreciação do publico, não é senão um producto de circumstancias fortuitas. Não revela da minha parte nem o prurido de avolumar a literattura portugueza, nem a vaidade de contribuir com um trabalho original para o estudo da complexa civilisação chineza [...]
Foi a primorosa conferencia do sr. Dr. Camillo Pessanha sobre “A Arte chineza” que me orientou o espirito, no mare magnum dos assumptos sobre coisas chinezas.
Era evidente, que, emquanto o formoso genio do poeta descobria na arte d´este povo as mais maravilhosas manifestações do bello, e desvendava nos symbolos, conceitos e máximas chinezas as mais sublimes concepções philosophicas, a mim, obreiro, embora modesto e obscuro, do positivismo, competia-me naturalmente a tarefa de patentear a realidade, na sua nudez singela e austera, pura ou impura, formosa ou hedionda, perfumada ou fetida. [...]
Não se limitou a isto, [a conferência de Pessanha], a valiosa intervenção do meu bom amigo. Accedendo ao meu tibio pedido, promptificou-se a apadrinhar o trabalho com o seu magistral prefacio, que, comquanto não exprima da sua parte para commigo mais do que mera deferencia pessoal, generosa e captivante, de certo, a mim enche-me de profunda satisfação e intimo orgulho por ter conseguido assim arrancar á sua obstinada inacção uma das maiores glorias das lettras nacionais."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias:
[Preâmbulo]. Prefacio. I. - Traços da civilisação antiga. II. - Decadencia gradual da civilisação e dos costumes.
José António Filipe de Morais Palha (1872-1935). "Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa. Como alferes (desde 22-07-1898) chegou a Macau em 3-03-1900, sendo nomeado facultativo de 3.ª classe do quadro de saúde da província. Esteve em comissão de serviço em Timor (1902-1905; 1908; 1913-1914). Promovido a capitão-médico em 1915. Foi professor de língua alemã do Liceu (1900-1901); professor interino do 6.º grupo do liceu (1912- 1914; 1918) professor do 7.º grupo 1917. Promovido a major-médico em 1918 e a tenente coronel em 1920 e coronel-médico em 1924. Chefe dos Serviços de Saúde de Macau, em 1922."
(Fonte: https://nenotavaiconta.wordpress.com/2017/11/12/leitura-esboco-critico-da-civilizacao-chinesa/)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Lombada apresenta falhas de papel. Levemente amarelecido por acção da humidade junto à lombada, visível no interior apenas nas primeiras e derradeiras páginas.
Raro.
Indisponível
17 março, 2018
1.ª edição.
Ilustrada com mapas em pagina inteira.
Relato do primeiro ano da 2.ª Guerra Sino-Japonesa (Outubro de 1937 - Outubro de 1938) por um combatente nipónico, na sua maioria, em forma de cartas dirigidas ao seu irmão mais novo.
"A guerra sino-japonesa, que ocorreu entre 1937 e 1945, é um dos episódios da Segunda Guerra Mundial mais esquecidos da história. Depois da invasão do nordeste da China pelos japoneses, em 1931, a guerra eclodiu em 1937 entre o exército nipónico e os nacionalistas e comunistas chineses, que se uniram para combater o inimigo comum.
Durante 4 anos a China lutou sozinha contra um inimigo moderno, que pretendia conquistar em três meses o império rival desgastado por um século de conflitos internos.
Os chineses pagaram um preço muito alto. Dos 60 milhões de mortos, registados durante a 2.ª Guerra Mundial, 20 milhões eram chineses."
(Fonte: pt.euronews.com)
"Amanhecia já, mas a neblina continuava densa. Não obstante, quasi inesperadamente, distinguimos a orla do oceano, arvores e uma torre de ferro. Balas zuniram deante de nós. Até então só pensavamos em nossos pobres pés. Nesse instante, esqueci tudo, caí, na lama, de bruços. Todos me imitaram. Entretanto, o fogo inimigo aumentava. Deliberamos então ficar onde estavamos; marcharmos sem nenhuma protecção seria expormo-nos a um desastre certo. Contudo, passado algum tempo, calámos baionetas e avançamos, cobrindo as setecentas jardas que nos separavam da praia."
(Excerto Cap. V, Em certo navio - 5 de Novembro)
Encadernação em meia de pele com cantos e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
05 abril, 2016
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA : PORTUGAL - Sessão Solene que Assinala a Transferência da Soberania do Território de Macau. Palácio de S. Bento : 14 de Dezembro de 1999.
Lisboa, Assembleia da República / Gabinete de Relações Públicas e
Internacionais (Garepi), 2000. In-fólio (30 cm) de 59, [8] p. ; mto il. ;
B.1.ª edição.
Tiragem de 800 exemplares.
Edição de grande esmero e apuro gráfico, impressa em papel de superior qualidade, e belissimamente ilustrada nas páginas do texto com a reprodução de desenhos antigos alusivos a Macau.
Documento histórico com tiragem diminuta. Trata-se do programa da sessão solene que encerra o ciclo de administração ultramarina portuguesa e transferência da soberania de Macau para a República Popular da China. Inclui as formalidades protocolares, bem como as intervenções das mais altas figuras do Estado português e dos representantes de todas as forças políticas com assento parlamentar.
Intervenções:
Representante do Bloco de Esquerda: deputado Francisco Louçã;
Representante do Partido Ecologista Os Verdes: deputada Isabel Castro;
Representante do Partido Popular: deputado Narana Coissoró;
Representante do Partido Comunista Português: deputado João Amaral;
Representante do Partido Social Democrata: deputado Durão Barroso;
Representante do Partido Socialista: deputado Alberto Costa;
Do Primeiro Ministro: Engenheiro António Guterres;
Do Presidente da Assembleia da República: Dr. António de Almeida Santos;
Do Presidente da República: Dr. Jorge Sampaio.
"Foi
com muito gosto que aceitei o convite para participar nesta sessão
solene da Assembleia da República, nas vésperas da transferência do
exercício de soberania no Território de Macau.
Desde
logo, a sua realização sublinha a importância excepcional desse
momento, tão carregado de História, designadamente para todos os da
minha geração, cujo tempo político coincidiu com o fim do império e nos
impôs a responsabilidade das grandes decisões sobre o nosso destino
comum como nação livre e independente. [...]
Os
portugueses têm boas razões para ter orgulho no passado e, também e
sobretudo, confiança no futuro de Macau que, doravante, dependerá,
sobretudo, das suas gentes e das autoridades da República Popular da
China e da futura Região Administrativa Especial de Macau.
No
entanto, Portugal continuará a estar presente em Macau, onde a nossa
história deixou tantas marcas, visíveis e invisíveis, que seria
pretensioso procurar descrever cada uma delas."
(excerto da intervenção do Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio)
Exemplar brochado em excelente estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
Iindisponível
27 março, 2016
1.ª edição.
Ilustrada com fotogravuras do líder chinês em extratexto.
Biografia política e militar de Chiang Kai-shek, general chinês, sucessor de Sun Yat-sen na unificação da China pós-Dinastia Manchu (1925). Após a guerra civil que o opôs a Mao no final dos anos 40, retirou-se para Taiwan onde, com o apoio dos EUA, procurou reorganizar as suas forças militares.
"A vida singular de Chang Kai Chek e o seu indiscutível talento militar e político estão intimamente ligados à história da China moderna. Pretender, a traços largos, esboçar o perfil do maior general da velha terra de Catai sem estudar, em resumo, os acontecimentos políticos e sociais ocorridos na China desde 1900 até Sun-Yat-Sen (o mais extraordinário estadista que abriu ao seu país as portas da civilização ocidental) constitui, na nossa opinião, trabalho votado a malogro certo. [...]
A república não estava ainda bem consolidada. Senhor do sul, Sun-Yat-Sen organiza a marcha para o Norte rebelde. Da Escola Militar de Uampoa, perto de Cantão, chegam constantemente jovens oficiais a engrossar as fileiras dos exércitos republicanos. Entre êles há um homem, cujos trabalhos sôbre táctica militar haviam já chamado a atenção dos seus mestres. Sun-Yat-Sen recebe-o de braços abertos. As qualidades do rapaz, a maneira clara como encara e resolve os mais complicados problemas, tornam-no já indispensável nos conselhos do seu Estado Maior. Os preparativos para a expedição contra o norte terminaram. Falta um chefe. Sun-Yat-Sen indica Chang-Kai-Chek."
(excerto do Cap. I, No limiar da nova China)
Matérias:
I - No limiar da nova China. II - Da guerra do Ópio aos Tratados Injustos. III - Sun Yat Sen e a República. IV - Nasceu um general. V - A grande Batalha. VI - A nova China. VII - O incidente de Lu-Ku-Chiao.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€
22 dezembro, 2015
PESSOA, Fernando - MENSAGEM. Tradução de Jin Guo Ping. [Elóquio de António Manuel Couto Viana]. Macau, Instituto Cultural de Macau, 1986. In-8.º (19 cm) de [4], 133, [3] p. ; B.
Edição bilíngue (português/chinês), publicada para assinalar o 50.º aniversário da morte de Pessoa. Trata-se da 1.ª tradução integral da obra Maior do poeta para chinês, treze anos antes de a administração do território passar para a China.
"Mensagem é o único livro de versos portugueses publicado em vida por Fernando Pessoa (1888-1935), grande poeta de projecção universal. Durante mais de vinte anos foi ele cuidadosamente concebido e organizado; e, sem que o seu autor o premeditasse, dado à estampa em 1934, num "momento crítico (no sentido original da palavra) de remodelação do subconsciente nacional".
Recebido com respeito e espanto, premiado oficialmente, este poema pode comparar-se, na intenção patriótica e mística, no subido valor poético, à obra épica de Luís de Camões (1525?-1580), intitulada Os Lusíadas, onde se narra e exalta a História de Portugal desde os seus primórdios até ao século XVI, com relevo para a gesta dos Descobrimentos Portugueses, que doaram "novos mundos ao mundo"."
(Excerto do Elóquio)
Jin Guo Ping. Licenciado em português pela Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim; bolseiro da Gulbenkian e do Instituto Cultural de Macau; tradutor e autor de vários temas de Literatura portuguesa. Investigador especialista da história das relações entre Portugal,
Macau e a China, sendo o estudioso estrangeiro que melhor conhece e
trabalha simultaneamente com o idioma português e chinês.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
18 novembro, 2015
1.ª edição.
Muito valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
Raro e curioso trabalho sobre as crenças e os costumes da China Imperial, no final do século XIX. Ilustrada com bonitas vinhetas e capitulares e quadros, desenhos esquemáticos e pautas nas páginas do texto.
"A palavra «chinezice» admittida geralmente para designar um objecto extravagante ou uma idéa contraria ao bom senso, tem apparentemente uma certa rasão de ser, se considerarmos que o «cunho chinez» é uma consequencia ffatal de uma lingua e uma litteratura especieaes, de uma raça differente, e de uma civilisação que dura immutavel ha muitos seculos, mantida por um povo que systematicamente se tem mantido fóra do convivio das outras nações."
(excerto da introdução)
"Uma philarmonica chineza é em geral composta de musicos muito mal vestidos, muito immundos, de caras patibulares e gestos cansados; uma philarmonica cujos serviços se alugam a 1 dollar por cabeça, para tocar durante vinte e quatro horas; chamam-se musicos de «kou-ti-iao» ou de aluguer, e têem como principaes instrumentos, violas de diversos tamanhos e feitios, rebecas de duas, tres e quatro cordas, flautas sem chaves, cornetas, tambores, «gongs», etc.
O mestre traz «botão» e «pennas» no chapeu; de longe parece uma cabeça de mandarim. Mas o botão é de pau pintado de branco, e a «penna» não é mais que uma cauda de cão, distinctivos que a autoridade o obriga a trazer como signal da sua vergonha pela desprezivel posição social que occupa, e para mostrar ao povo que nem o mestre de musica nem os seus filhos podem aspirar a qualquer titulo, dignidade ou cargo militar ou civil!"
(excerto de Musica)
Matérias:
- A quem nos ler. - Introducção. - O rio «Chu-Kiang». - Cantão; «hongs», compradores, «Pitchin english»; os templos. - Shameen. - A cidade fluctuante. - Cafés e tabernas. - Architectura. - Os «ya-mens». - Pagodes. - Arcos triumphaes á virtude das mulheres. - Meios de transporte; carros, cadeiras e barcos. - Origem da palavra China. - Relações entre a China e as potencias. - A primeira embaixada portugueza á China. - Linguagem chineza, caracteres e imprensa. - A organisação da sociedade chineza, e a administração do celeste imperio. - Um casamento imperial. - Templo dos antepassados do actual imperador. - O dragão e a phenix. - A mulher chineza. - A familia e o casamento. - Divorcio e adulterio. - Prostituição. - Infanticidios, abandono e venda de creanças. - Nomes individuaes e de familia. - Desprezo pelos europeus. - Espirito de observação. - Mandarins. - Titulos de nobreza, privilegios e merces honorificas. - Bonzos. -O soldado chinez. - Mendigos. - Medicos e medicamentos. - Medicina legal. - A visita do medico. - Uma lição de anatomia. - Duas operações cirurgicas. - Os piratas. - Exames e letrados; a academia imperial dos «Han-lin». - Serviçaes. - Guardas-nocturnos. - Os missionarios christãos. - Sociedade de salvação, da abstinencia, do ideal, do nenuphar. - Religião. Creação do mundo. - A alma, a vida futura e a transmigração. - A libertação dos espiritos. - Prisão e expulsão dos espiritos. - O inferno buddhico segundo os chinezes. - Os ritos. - Um capitulo de philosophia. - Tribunal e prisões; a tortura. - O carrasco de Cantão (fragmento). - Enterros e sepulturas, taboletas e sacrificios, luto. - Historia da China, segundo os chinezes. - Systema monetario. - «Swampan» e systema de pesos e medidas. - Astronomia. - Mappas geographicos. - Tufões. - Peste bubonica. - A agricultura, o arroz, o chá, o bambu; as flores e os jardins de «Fa-ti». - Opio, tabaco e cachimbos. - Ninhos comestiveis de passaro. - A pedra «jada». - A seda. - Bordados a seda. - Charão. - Porcelana. - A esculptura e objectos de marfim. - Musica. - Pintura. - A caça e a pesca; o «cormoran». - A deformação dos pés. - Comprimentos e saudações. - Visitas e etiqueta. - Vestuario. - Penteado. - Leques. - Duellos femininos. - Suicidios e cadaveres. - Theatro. - Extracto de uma comedia chineza. - Cozinha chineza. - Incendios. - Jogos de cartas, dominó, dados e outros; o «Fan-tan». - O xadrez. - Papagaios de papel. - O cheiro, o olfacto e os beijos. - «Fire-crakers» e panchões. - Idade. - Latrinas. - Maximas e proverbios. - Festa do anno novo. - Festa das lanternas. - Festa das flores. - Festa das creanças. - Festa da agricultura. - As regatas do dragão. - Festa das duas estrellas. - Festa da lua. - Festa do fim do anno. - Outras festas. - Cousas varias. - O animismo entre os chinezes (pelo sr. Vasconcellos Abreu): 1.º Influencia politica na evolução religiosa chineza. 2.º A litteratura chineza antiga. 3.º O animismo segundo o Chau-li e o Xi-Kim. 4.º O animismo actual das raças mongoloides.
Joaquim Heliodoro Calado Crespo (1861-1921). Oficial do exército e diplomata português. Ocupou postos em Zanzibar e Pretória, tendo sido posteriormente destacado para o consulado de Portugal em Cantão, onde ocupou o cargo de cônsul entre 1895 e 1900, período tumultuoso, marcado pela conturbada vida política na China no final do século XIX, incluindo a chamada "guerra dos boxers", que levou ao reforço da presença militar em Macau. Escreveu Cousas da China: costumes e crenças (Imprensa Nacional, 1898) e A China em 1900 (Manuel Gomes, 1901).
Enccadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Rasgão sem perda de papel no pé das quatro últimas folhas do livro.
Raro.
85€
01 fevereiro, 2015
Capa de Julio Alves.
1.ª edição.
Ilustrada com uma planta esquemática da habitação de Wenceslau de Morais em Tokushima.
Anteprefácio de Wenceslau de Moraes (excerto de uma carta dirigida ao autor, datada de 1927).
Crónicas de viagem do autor por terras do Oriente. Contém interessantes capítulos da vida de Wenceslau de Moraes.
“Estamos em face do enigma do Oriente!
A China tem o seu mistério, mistério que se respira nesta atmosfera baça u húmida da maior parte do ano, na tristeza fatalista do ambiente, nos caracteres cabalísticos da sua escrita ideográfica espalhados por toda a parte, na compleição búdica dos seus habitantes, na música estranha da sua linguagem, nas linhas fantásticas dos seus barcos, na superimaginação do pensamento, traduzida a cada passo – desde o teatro ao casamento, ás festas e á morte – a China tem o seu mistério!”
O Exilado de Tokushima
- O-Yoné e Ko-Haru. – Wenceslau de Morais. – Cartas de Wenceslau de Morais.
Invulgar.
Indisponível






























