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10 agosto, 2025

AZEVEDO, R. C. H. de -
TRATADO DO JOGO DO BOSTON.
Por... Engenheiro Civil. Lisboa, Impresso na Minerva, 1887. In-8.º (19,5x13 cm) de 56, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Importante tratado de cartas, nunca reeditado, de um jogo em voga no final do século XIX, da autoria do Eng. Roberto Charters Henriques d'Azevedo (1859-1942), natural de Cortes, Leiria.
Obra rara. A BNP não menciona.
"Ao publicar este tratado de boston tivemos apenas em vista prestar um pequeno serviço aos que, desejando aprender este jogo, não tenham quem os possa instruir em as suas diversas phases, industriando-os de maneira a poderem tirar todo o partido das cartas que lhe forem distribuidas.
Este jogo já está bastante generalizado entre nós, comtudo, muitas pessoas conhecemos que, por falta do auxilio de pessoa ou tratado competente, o não tem aprendido."
(Excerto de Aos leitores)
O jogo do boston deve sem duvida o seu nome á cidade americana Boston onde principiou a revolução que havia de dar a independencia aos Estados Unidos da America.
Foi durante o cerco e Boston feito pelos inglezes que o whist foi substituido por este jogo que, com justa rasão, é considerado como um emblema allegorico da independencia dos Estados Unidos."
(Excerto de Origem do boston)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas apresentam trabalho marginal de traça, sendo visível na f. rosto dois ou três pequenos furinhos.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

28 março, 2025

COELHO, Judith Furtado -
JOGOS EDUCATIVOS. [Por]... Professora do Liceu de D. Filipa de Lencastre e da Misericórdia de Lisboa. [S.l.], Composto e Impresso na Tipografia do Reformatório Central de Lisboa «Padre António de Oliveira» - Caxias, 1934. In-8.º (16,5x10,5 cm) de XXV, [1], 138 p. ; B.
1.ª edição.
Obra curiosa. Analisa "a influência dos jogos educativos na formação do carácter das crianças", seguindo-se a descrição de dezenas de jogos, por categoria, dirigidos aos mais novos.
"É grande defeito de muitos educadores, dizia Fénelon, disporem o prazer todo dum lado e o aborrecimento do outro:
«Todo o aborrecimento no estudo e todo o prazer no divertimento.»
Tratemos pois de mudar esta ordem de factores.
Tornemos a escola agradável. Para isso demos-lhe a aparência de liberdade e de prazer, se alguma coisa de útil quisermos obter dos nossos alunos.
Que êles sintam prazer e alegria na obediência e que a disciplina não lhes seja imposta mas sim livre e alegremente consentida."
(Excerto da Advertência)
"O jôgo é agradável porque responde à satisfação duma necessidade inatca na criança.
É lei geral, que tudo o que na vida serve para o seu desenvolvimento, e para a constituição da personalidade é acompanhado dum certo prazer. Comer quando temos fome, dormir se temos sono, etc.
O jôgo será um instinto?
Se assim chamarmos a um acto definido, é certo que o jôgo não é um instinto visto que põe em acção as actividades mais diversas... [...]
Nós diremos portanto que o jôgo é um impulso instintivo.
É um facto que o jôgo interessa a criança."
(Excerto de I - Porque agrada tanto o jôgo à criança?)
Índice:
Introdução feita pelo Professor. Dr. Francisco dos Reis Santos | Advertência | I - Porque agrada tanto o jôgo à criança? Qual é a natureza psicológica do jôgo? II - O que é o jôgo e porque joga a criança? | Dos jogos | Jogos sensoriais | Jogos motores | Jogos psíquicos | Jogos de luta | Jogos de caça | Jogos sociais | Jogos familiares | Jogos de imitação | Conclusão.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação. Capa manchada por acção da luz.
Muito invulgar.
20€

17 fevereiro, 2023

MÜLLER, Adolfo Simões -
A VIAGEM MARAVILHOSA DO COMBOIO.
Ilustrações de Fernando Bento
. Lisboa, Edição da C. P., 1956. In-4.º (24,5 cm) de 46, [2] p. ; mto il. ; E.

1.ª edição.
Esta edição da C. P. - para a juventude - que comemora o primeiro centenário do Caminho de Ferro em Portugal [1856-1956], apresenta em separata «O jogo do comboio».
Obra procurada. Livro belíssimo, de grande esmero e apuro gráfico, impresso em papel encorpado de superior qualidade. Ilustrado na páginas do texto com desenhos a cores da autoria de Fernando Bento (1910-1996), que também assina a sobrecapa.
Inclui desdobrável: «O jogo do comboio» (38,5x50 cm).

Adolfo Simões Müller (1909-1989). "Natural de Lisboa, foi escritor, poeta e jornalista. Trabalhou como secretário de redacção do jornal Novidades, fundou e dirigiu o jornal infantil O Papagaio e foi director do Diabrete e do gabinete de programação da Emissora Nacional, onde produziu diversos programas radiofónicos. Estreou-se na literatura com o livro de poemas Asas de Ícaro (1926) mas foi na literatura infantil que se celebrizou. Escreveu dezenas de livros infantis e juvenis onde se incluem o Meu Portugal… Meu Gigante, O Livro das Fábulas e as adaptações de Os Lusíadas, A Peregrinação e As Pupilas do Senhor Reitor. Em 1982 foi distinguido com o Grande Prémio da Literatura Infantil, da Fundação Calouste Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra literária."
(Fonte: wook)
Encadernação editorial cartonada, com título e desenho de comboio em verde na capa, revestido de sobrecapa policromada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Sobrecapa apresenta pequeno corte à cabeça.
Muito invulgar.
Indisponível

20 junho, 2021

RIBEIRO, Victor - AS LOTARIAS DA MISERICORDIA E A ACADEMIA DAS SCIÊNCIAS. Por... Coimbra, Imprensa da Universidade, 1914. In-4.º (23,5 cm) de 32 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso trabalho sobre o relacionamento da Lotaria, administrada pela Misericórdia de Lisboa, com o governo da República.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"É êrro corrente hoje, e que tenho ouvido repetir, até a um inteligente e ilustrado ministro da República, que as lotarias são do Estado, e é êste quem subvenciona com parte dos lucros delas os estabelecimentos de beneficiência e assistência, quando a verdade histórica manda rectificar tal asserção. [...]
Apenas direi que na Gazeta [de Lisboa] , em 9 de dezembro de 1783, se noticiava o estabelecimento da nova lotaria anual de 360.000 cruzados, cujos lucros, formados por 12%, que tirariam aos prémios, seriam divididos em três quinhões iguais, sendo um para o Hospital de Todos os Santos, outro para o Hospital dos Expostos, (serviço que desde 1636 ficou englobado nas obrigações da Misericordia de Lisboa), e o terceiro para a Acadamia das Sciências. [...]
Rectificando pois desta fórma as erroneas afirmativas, que aliás de boa fé, se teem feito de ser originariamente do Estado a nossa Lotaria quando, desde a sua fundação, como se vê no Plano e nos bilhetes da primeira extracção e de todas as subsequentes, se designou sempre pertencer à Misericordia de Lisboa, compartilhando esta instituição de caridade os lucros havidos, com outros institutos e com o próprio Estado, em odediência a petições ou despachos do govêrno, que assim, em diversos tempos até ao presente, o teem determinado."
(Excerto do texto)
índice:
As lotarias da Misericordia a a Academia das Sciências. |. Notas: I - A primeira lotaria, em 1784. A) Como se vendeu. B) Prémios que se pagaram. II - Sequência das lotarias no seu primeiro quinquagenário segundo as colecções existentes no Arquivo da Misericordia de Lisboa. A) Planos e instrucções. B) Colecção de bilhetes. C) Relações de números premiados. III - Loterias brasileiras nos meados do século XIX. IV - As rodas da Lotaria.
V - Bibliografia.
Victor Maximiano Ribeiro (Lisboa, 1862 - Lisboa, 1930). "Escritor e jornalista, colaborou em muitos jornais e revistas do seu tempo. Historiador e publicista, os seus estudos históricos, ainda que “sem grande critério na selecção dos
dados apresentados” (José Mattoso), têm elementos de muita valia, particularmente para a história da assistência em Portugal durante a época moderna.  Investigador erudito, a sua biblioteca pessoal era constituída por obras de autores cimeiros do seu tempo. Com vasta obra publicada, uma de maior tiragem e outra integrando colecções populares e ilustradas, os seus trabalhos são apreciados e tiveram impacto historiográfico, sendo alguns recorrentemente citados em estudos de especialidade."
(Fonte: http://dichp.bnportugal.pt/imagens/ribeiro_victor.pdf)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
15€

25 janeiro, 2019

AIDO, Paulo - HÁ HORAS DE SORTE. Histórias de milionários no jogo. Lisboa, Santa Casa da Misericórdia da Lisboa, 2001. In-8.º (21,5cm) de 143, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrações a p.b. em página inteira.
"Como o próprio autor refere, [Há Horas de Sorte], trata-se de um livro de contos, sendo, simultaneamente, um estudo que fica a meio caminho entre a reportagem e a ficção, utilizando uma linguagem de fácil leitura, que relata, com vivacidade e criatividade, algumas história de milionários dos jogos sociais - Totobola, Totoloto e Lotarias. Por outro lado, o trabalho enaltece a missão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. [...] Acresce que se trata de uma obra inovadora, contando histórias inéditas ou ainda não publicadas dos jogos sociais."
(Excerto do Prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

24 agosto, 2018

REGULAMENTO DO JOGO DO BLUFF. Lisboa, Companhia Typographica, 1892. In-8.º (19,5 cm) de 15, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Regulamento do jogo do Poker, na sua fase de divulgação em Portugal, designado jogo do Bluff.
"O bluff foi inventado na America do Norte com o nome de Poker. É o jogo da moda e o mais apreciado em quasi todas as sociedades civilisadas.
Nos clubs, nas salas particulares, tem prevalecido a todos os outros jogos carteados.
Consiste na dissimulação e no engano, excellente titulo para exprimir a sua indola em portuguez. Tema feição do jogo do golfo, supposto ser menos violento.
Tornou-se predilecto do bello sexo, o que não é uma insinuação à sua natural subtileza; mas sim um dos seus maiores atractivos.
O segredo do bluff funda-se na impassibilidade com que deve ser jogado. O menor gesto nervoso, o menor relancear de olhos, a menor impaciencia, pode comprometter o Jogador, que deve ser calmo, frio e paciente.
O momento psycologico como na guerra, pode comparar-se ao coup d'œil do general. Principalmente n'esta qualidade ingenita consiste a vantagem do jogador.
A esperança de comprar a maravilhosa, ou carta addicional denominada best bower, inspira um interesse particular.
O bluff é muito susceptivel de lamentações. O feliz occulta os ganhos, o infeliz exagera as perdas. Chega a causar lastima tanta lamentação.
É curioso observar a avidez com que os parceiros veêm as cartas e a maneira como as apertam nos dedos, á espera de comprarem a que desejam. Se, n'aquelle momento, fosse possivel photographal os, que rico album se não arranjaria para contemplar expressões de contentamento, de uma esperança perdida, ou a de algum sentimento menos nobre!
Não ha jogo em que seja preciso maior sangue frio e mais paciencia do que no bluff. Exige muita attenção, mas não d'aquella que cança e fadiga como, por exemplo, no whist, no boston, ou no bésigue.
Não se deve ser muito audaz nem muito timido. Qualquer d'estas exagerações é quasi sempre prejudicial. O bom criterio é indispensavel, assim como estudar a indole e os systemas empregados pelos jogadores.
É inconveniente entrar em todos os jogos, sem ter pelo menos um par de figuras, ou fazer bluffs repetidas vezes.
Em geral não se devem fazer augmentos não sendo pé ou contra pé. O augmento inopportuno afasta os parceiros e prejudica, sem vantagem, os que entram na partida."
(Excerto da Synthese do jogo)
Após o prólogo, seguem-se as regras aprovadas pelo Grémio Literário em número de 49.
No final, em nota de rodapé, refere-se relativamente ao regulamento: "Estas regras, fundadas na experiencia e nos factos, foram maduramente discutidas e estudadas pelos mais auctorisados jogadores do bluff do Gremio Litterario e sanccionadas por todos como uma necessidade impreterivel, a fim de evitar o cahos e a desordem."
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e manchas de humidade.
Inscrição de posse manuscrita na capa do Grupo Bluffista dos Patrulheiros de Pedrouços.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional, ou em qualquer outra fonte bibliográfica.
Peça de colecção.
30€
Reservado

17 junho, 2018

SYDER, José - JOGO DE "DAMAS". Guia contendo as melhoras fórmas de ataque e defeza a 40 «sahidas» com 440 jogos, 150 problemas na maior parte desconhecidos, e alguns jogos curiosos. Lisboa, Officina Tipographica, 1903. In-8.º (18 cm) de XIII, [3], 227, [1] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Curioso manual do «Jogo das Damas», o primeiro que sobre este assunto se publicou entre nós.
Ilustrado no texto com tabuleiros de jogo simulando diversos movimentos de 'ataque' e 'defesa'.
"Cada um com a sua mania; a mim deu-me para querer divulgar os conhecimentos sobre o jogo das "Damas" e por isso resolvi publicar este livro: creio que em portuguez nada ha escripto sobre o assumpto.
Este jogo, que á primeira vista, se nos figura facil, está longe de o ser; é tão vasto em combinações que as maiores aptidões recuam diante de certos problemas, e as hypotheses em cada jogo são tão variadas, que não ha jogador que possa dizer: «nada mais tenho que aprender.» É tanto ou mais difficil como o «Xadrez» e d'esta opinião ha muitas autoridades que o asseveram."
(Excerto do prefácio)
Índice:
Prefacio. Leis do jogo. Explicações e abreviaturas. Instrucções. Primeira Parte: Sahidas. Segunda Parte: Problemas. Terceira Parte: Jogos curiosos. Erratas.
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro nas pasta frontal e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Folha de rosto com pequeno rasgão (sem perda de papel). Folha de guarda posterior apresenta-se rasgada, com perda de papel.
Raro.
Indisponível

05 fevereiro, 2015

MAIA, Carlos Bento da – LIVRO DE PACIENCIAS : selecionadas e descritas por… Lisboa, Guimarães & C.ª, 1913. In-8º (19,5cm) de 92 p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Edição original desta conhecida obra que foi sendo reeditada ao longo do século passado, sempre pela Guimarães, conhecendo pelo menos 7 edições (a última data de 1981). A raridade desta 1.ª edição é atestada por não existir nenhum exemplar registado na base de dados da BNP.
Muito ilustrada com no texto com fotogravuras exemplificativas (uma por jogo).
Sendo a nossa divisa «Nisi utile est quod facimus, stulta est gloria», não podemos apresentar um livro com a descrição de paciências, sem que mostremos a utilidade desta especie de jógos de cartas.
As paciências são destinadas, geralmente, a entreter uma única pessôa, posto que, algumas vezes suceda, que pessôas que acidentalmente acompanham aquêle que faz paciências se interessem por elas e influenceiem sobre o modo de jogá-las.
(excerto do prefácio)
Jogos:
1 – A B C. 2 – Quadro das quarenta. 3 – As escalonadas. 4 – Cobertas e descobertas. 5 – A quebra cabeças. 6 – O arco. 7 – Os reis imoveis. 8 – A espinha. 9 – Quadro das iluminuras. 10 – Democrata. 11 – Relogio. 12 – Azes e reis á parte. 13 – O haren.  14 – Os capuzes. 16 – A cochila. 17 – As treze sobrepostas. 18 – As damas. 19 – Alexandre e Napoleão. 20 – O H. 21 – A cruz. 22 – Napoleão (simplificada). 23 – Os leques. 24 – As reservas. 25 – A quadrilha. 26 – Dança de roda. 27 – Uma lição d’Aritmetica. 28 – A castelan. 29 – Os quatro cantinhos. 30 – O semi-circulo. 31 – O tira-pucha. 32 – A tagarelada. 33 – Quatro para a mão. 34 – Vermelho e prêto. 35 – Primeira e duas ultimas. 36 - ?Far-se-ha o casamento? 37 – Monte Carlo. 38 – O azar. 39 – A sorte dos azes. 40 – Napoleão Bonaparte.
Excadernação cartonada em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Nome do antigo proprietário na f. anterrosto. Vestígios da assinatura de posse safada na f. rosto.
Raro.
Peça de colecção.
25€