(Fonte: https://pagfam.geneall.net/4233/pessoas.php?id=1092749)
21 outubro, 2025
(Fonte: https://pagfam.geneall.net/4233/pessoas.php?id=1092749)
11 novembro, 2024
PAÇO, Tenente Afonso do - CARTAS ÀS MADRINHAS DE GUERRA. Fac-simile da 1.ª edição. Viana, Junta de Freguesia de Outeiro, 1993. In-8.º
(17,5 cm) de [8], 182, [2] p. ; B.Edição restrita publicada pela Junta de Freguesia do Outeiro, localidade natal do autor.
"As Cartas às Madrinhas de Guerra, cuja 1.ª edição saiu em 1929, no Porto, são uma colectânea de 43 cartas, cujo autor foi o então jovem Ten. Afonso do Paço, nascido no lugar de Além do Rio, da freguesia de Outeiro, concelho de Viana do Castelo, que combateu na Grande Guerra, de 1914 a 1919.
(Excerto do prefácio de José Luís Branco)
20€
01 fevereiro, 2024
Importante subsídio - fotocopiado do original - para a história do livro e da censura literária em Portugal. Trata-se do Rol dos livros defesos de 1561, o terceiro de quatro (em cinco edições), mandados publicar por ordem de D. Henrique (mais tarde, Cardeal D. Henrique) entre 1547 e 1564, sendo o presente da autoria do dominicano Frei Francisco Foreiro, mais "moderado" que a lista de 1559, apesar de alargar o número das obras censuradas. Este Regimento ficou para a história por estabelecer a publicação trimestral dum rol de livros proibidos, regra cumprida apenas a partir de 1577, e também por procurar controlar a entrada de livros por via marítima: "O cordão defensor da ortodoxia abrangeu também a vigilância relativa à entrada e permanência de barcos e pessoas estrangeiras no país. Assim, o Regimento de 1561, como forma de prevenção, estipulava que se visitassem sistematicamente as embarcações vindas de fora; estalajadeiros e donos de hospedarias eram obrigados a apresentar listas dessas pessoas e permanecer atentos a qualquer indício, «ouvindo-Ihes dizer ou fazer alguma coisa que lhes pareça ser contra a fé, que, pela mesma maneira, o vão denunciar aos inquisidores»." (in Elvira de Azevedo Mea (Faculdade de Letras do Porto), O Santo Ofício no contexto da Contra-Reforma, em Portugal - III Congresso Histórico de Guimarães, «D. Manuel e a sua época»)
(Excerto da justificação)
Encadernação em percalina com ferros gravados a ouro na pasta anterior e na lombada.
11 janeiro, 2024
17 junho, 2023

Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com defeitos.
Carimbo de posse de Bello Carvalho na capa e na f. rosto.
Raro.
Com interesse histórico.
60€
30 julho, 2022
21 abril, 2021
12 março, 2021
Edição fac-símile. Tiragem fora de mercado xerocopiada do único exemplar original conhecido, existente na Biblioteca Nacional de Madrid, conforme informação e cedência do professor Eugénio Asensio. Salvo melhor opinião, trata-se da única reprodução da Crónica alguma vez publicada com estas características.
"A Crónica do Imperador Clarimundo foi escrita por João de Barros quando era ainda um jovem fidalgo da corte do rei D. Manuel. Como o próprio virá a expressar anos mais tarde, tratou-se de um "debuxo" da sua obra maior, as Décadas da Ásia.
Esta obra relata as façanhas do cavaleiro Clarimundo ao longo de um percurso de vida heróico, desde o dia do seu nascimento envolto em acontecimentos extraordinários. Fantasia e realidade conjugam-se aqui para a mitificação das origens de Portugal através da sua realeza, cuja ascendência remontaria a esta figura de excepção. A temática da identidade ganha aqui uma importância relevante, na relação com a glorificação do reino.
Os "livros de cavalarias", são testemunhos literários de um tempo de transição entre a Idade Média e o século XVI, nomeadamente no que respeita ao imaginário cavaleiresco e à expressão do maravilhoso. Esta obra é também identificadora de uma cultura peninsular voltada para a expansão e auto-glorificação. Sendo o primeiro livro de cavalarias português, segue o modelo de "Amadís de Gaula", escrito anteriormente em língua castelhana por Garcí Rodriguez de Montalvo, em sintonia com o ideário dos reis católicos."
(Fonte: http://www.bnportugal.pt)
João de Barros (Vila Verde, Viseu, 1496 - Vermoil, Alcobaça, 1570). "Historiador, geógrafo, autor de importante obra doutrinária, pedagógica e gramatical e alto funcionário da coroa portuguesa no reinado de D. João III. Nascido provavelmente em Viseu, de família fidalga, ainda muito jovem entrou na corte régia onde, com outros moços-fidalgos, aprendeu latim, matemática e humanidades.
A Crónica do Imperador Clarimundo (1522), romance de cavalaria que exalta as origens imaginárias da casa real portuguesa, oferecida a D. Manuel em 1520, assinala a sua estreia como escritor. Nela, o herói Fanimor profetiza em prosa de aspiração épica as futuras glórias dos reis de Portugal. O Clarimundo constitui sobretudo um "ensaio" de João de Barros, nascido dois anos antes da chegada de Vasco da Gama à Índia, para aquele que já então era, inegavelmente, o seu verdadeiro projecto: a narração dos feitos dos portugueses no Oriente.
A Crónica agradou de tal forma a D. Manuel que o monarca quis encarregá-lo da escrita das "cousas das partes do Oriente", já que até então, apesar de querer celebrar os feitos portugueses, "nunca achara pessoa de que o confiasse" (Década I, Prólogo). A morte do rei veio interromper o projecto já que o novo soberano, D. João III, lhe concedeu, logo em 1522, o governo do Castelo da Mina, cargo que não terá chegado a exercer, embora talvez tenha viajado até S. Jorge. [...] Foi como historiador que João de Barros ganhou maior projecção. Projecto de uma vida, a Ásia constitui a "coroa de glória" da sua actividade como escritor. [...]
Historiador dos feitos do Oriente, amigo e panegirista de D. João III, distinguido pelo monarca com mercês várias e cargos de relevo na administração, João de Barros foi um dos expoentes e um dos porta-vozes destacados da ideologia expansionista da coroa portuguesa no século XVI. A sua concepção da história, servida por um inequívoco rigor documental, por uma vasta erudição e por uma língua grave e majestosa, reflecte a prudência do cortesão que serve o seu rei, mas também a noção humanista da necessidade da glorificação dos heróis."
(Fonte: http://www.fcsh.unl.pt/cham/eve/content.php?printconceito=762)
Encadernação inteira de percalina com cercadura e ferros gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
45€
09 setembro, 2020
1.ª edição.
"O livro há muito perdido e agora reencontrado, de Uriel da Costa, rejeita a origem divina da tradição rabínica. A sua intuição dizia-lhe que o que ele designa de «farisaismo» é irreconciliável com a religião do Pentateuco e, portanto, não pode derivar da mesma fonte. Ele assevera, por exemplo, que a Lei de Moisés não admite a crença numa vida depois da morte para os seres humanos, enquanto indivíduos. Concomitantemente, nega a origem moisaica da noção de castigo eterno. A leitura rabínica da lei moisaica parecia-lhe uma falsificação quase tão grande como a cristã. No entanto, não podia haver retorno para o cristianismo, e a pesar da sua profunda ruptura com a Sinagoga, ainda acreditava na redenção derradeira do povo judeu. Como ele tão dramaticamente declara no seu soneto final, a reabilitação de Israel dependa da sua rejeição das doutrinas feitas pelo homem, e de seu apego à Lei em toda a sua pureza."
(Resumo retirado da badana do livro)
Livro ilustrado com 5 folhas separadas do texto, impressas sobre papel couché, e 4 mapas genealógicos em folhas desdobráveis.
Tiragem: 1000 exemplares.
Índice:
Lista das Gravuras. | Prólogo. | Glossário das Palavras Hebraicas. | Abreviaturas. | Critérios de Transcrição. | Bibliografia. | Introdução: 1 - A vida de Uriel da Costa. 2 - Uriel da Costa e Leon Modena. 3 - Samuel da Silva e Leon Modena. 4 - Uriel da Costa e Samuel da Silva. 5 - Opiniões judaicas sobre a Escatologia. 7 - Consequências. | Fac-símile de Uriel da Costa: Exame das Tradições Phariseas. | Edição crítica de Uriel da Costa: Exame das Tradições Farisaicas. | 1.ª Parte: Ao Leitor; [14 Capítulos]. | 2.ª Parte: Prefácio; [20 Capítulos]. Questão. Edição crítica de Samuel da Silva: Tratado da Imortalidade da Alma. Ao Benigno Leitor; [30 Capítulos + Capítulo Último]. | Apêndice 1: Transcrição do documento escrito e assinado por Uriel da Costa em Coimbra, 8 de Outubro de 1601. | Apêndice 2: Transcrição das actas da reunião do dia 15 de Maio de 1623, dos delegados das três comunidades portuguesas, respeitante à chegada a Amesterdão de Uriel da Costa. | Apêndice 3: Exemplo da vida humana. | Índice dos Lugares Bíblicos. | Índice dos Nomes Próprios. | Índice dos Assuntos.
Uriel da Costa (ca. 1580-1640). "Escritor e pensador português nascido cerca de 1580, no Porto, e falecido em 1640, em Amesterdão. Formou-se em Direito Canónico em Coimbra. Em 1615 aderiu ao Judaísmo, mudou de nome de Gabriel para Uriel e emigrou. Devido às suas ideias que negavam a imortalidade da alma, foi repudiado pelos amigos e pela família, acabando por se suicidar. Teve grande influência na especulação filosófica de Espinosa, através do seu deísmo, que recusava todas as formas de revelação divina. São de sua autoria as obras Propostas Contra a Tradição (1616), Exame das Tradições Farisaicas (1624) e Exemplar vitae humanae (1640), uma autobiografia."
(Fonte: infopedia)
"Um canonista portuense – Uriel da Costa – converso ao judaísmo, emigrou para Amesterdão em 1616. Procurava uma sociedade em que a liberdade religiosa fosse garantida, e o convívio de muitos outros judeus portugueses, residentes na Holanda. Uriel da Costa era um «demandista» – um filósofo e, pouco depois de chegar a Amesterdão, começou a negar dois dos primeiros artigos de fé do judaísmo: a lei oral, complementar da Bíblia, e a imortalidade da alma. A ideias de Uriel provocaram enorme confusão na comunidade judaico-portuguesa, fortemente tradicionalista e farisaica. A confusão, que durou 24 anos, ficou assinalada pelo aparecimento de livros polémicos, e pela ocorrência de casos graves – culminando no suicídio de Uriel, em 1640. Nesse quase quarto de século, foram vários os escritos filosóficos, polémicos e teológicos que os tradicionalistas produziram contra o modernismo. Entre eles avulta o Tratado da Imortalidade da Alma (1623) do médico e rabino portuense Dr. Samuel Silva, amigo de Uriel, mas dele o mais sólido opositor."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
Com interesse histórico.
40€
26 maio, 2020
Edição fac-símile do Regimento dos oficiais das cidades, vilas e lugares deste reino, excelente exemplo da utilização da imprensa, nos alvores do século XVI, "para publicação e divulgação das leis gerais do reino".
(Excerto do Prefácio)
Com interesse histórico.
07 agosto, 2019
1.ª edição.
Fac-símile do Livro das Ilhas, retirado da Leitura Nova de D. Manuel I. Edição de prestígio, com grande apuro gráfico e sentido estético, belíssimamente ilustrada a p.b. e a cores com a reprodução de documentos antigos e iluminuras, alguns em página inteira.
"Não tem sido frequente ao longo dos séculos, o estudo das ilhas atlânticas no seu conjunto, pelo menos dos arquipélagos conde a colonização portuguesa deixou marcas culturais mais duradoiras. Madeira, Açores, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe, não obstante a matriz institucional comum e o relacionamento social, económico e até político que conheceram, teriam destinos diferentes. A posição geográfica de cada um, a natureza dos seus povoadores, mas também o desígnio dos homens sobre eles impuseram-lhes caminhos diversos.
Todavia, a consciência da especificidade das sociedades insulares e a das características comuns que as unem remonta ao período da sua formação. Não terá sido por acaso que a leitura nova conhece um livro das Ilhas, embora nele fossem tombados alguns documentos do continente africano e até do oriente."
(Excerto do preâmbulo de António Maria de Ornelas Ourique Mendes - Angra de Heroísmo)
"A Leitura Nova deve-se a D. Manuel que, para mais fácil leitura e preservação de tão valiosos documentos, os fez copiar, depois de seleccionados e classificados, em códices que constituem, pela documentação que reunem e pela sua grandiosidade e beleza dos frontispícios iluminados, uma colecção única no género.
Neste Livro das Ilhas, cuja documentação abrange os sécs. XV e XVI, que os estudioso, Dr. José Pereira da Costa, com paciência e profundo saber, transcreveu, nela se guardam aspectos da História, não só da Madeira e dos arquipélagos portugueses do Atlântico, mas de Goa, Ceilão e das praças do Norte de África - aspectos que marcaram na Europa uma importante etapa da conquista e desenvolvimento do Novo Mundo."
(Excerto do preâmbulo de José Carlos Nunes Abreu - Funchal)
Encadernação em tela com ferros gravados a seco e a azul na pasta frontal e na lombada. Corte superior das folhas carminado. Sem sobrecapa.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
75€
07 janeiro, 2017
Edição fac-símile comemorativa dos 500 anos da Biblioteca da Universidade de Coimbra. Impressa em papel de superior qualidade (Soporset de 80g/m2), reproduz fielmente um exemplar da edição original. Publicada póstumamente e pela primeira vez em 1718, Histórias do Futuro contém as reflexões de Vieira sobre profecias das sagradas escrituras; o discernimento e a actualidade da obra, sublinham a sua importância.
"Nenhuma cousa se pòde prometter à natureza humana mais confórme ao seu mayor appetite, nem mais superior a toda a sua capacidade, que a noticia dos tempos, & sucessos futuros; & isto he o que offerece a Portugal, à Europa, & ao Mundo esta nova, & nunca ouvida historia. As outras historias contaõ as cousas passadas; esta promette dizer as que estaõ por vir: as outras trazem á memoria aquelles sucessos publios, que vio o Mundo; esta intenta manifestar ao Mundo aquelles segredos occultos, & escurissimos que não chega a penetrar o entendimento."
(excerto do Cap. I, Declara-se a Primeyra Parte do titulo desta Historia, & quam propria he da curiosidade humana a sua materia)
António Vieira (Lisboa, 1608 - Salvador, Bahia, Brasil, 1897). "Notável prosador e o mais conhecido orador religioso português, o Padre António Vieira nasceu em 1608, em Lisboa, filho primogénito de um modesto casal burguês, e faleceu na Baía em 1697. Quando tinha apenas seis anos, os seus pais mudaram-se para a Baía, no Brasil, tendo aí iniciado os seus estudos. Os jesuítas tinham sido desde sempre os portadores da cultura e civilização no Brasil, com relevo especial para os Padres José de Anchieta e Manuel de Nóbrega. Assim sendo, cursou Humanidades no colégio da Companhia de Jesus, onde revelou bem cedo dotes excecionais. Aos 15 anos, motivado pela sua fé na Virgem das Maravilhas na Sé baiana e por um sermão que ouviu sobre as torturas do Inferno, Vieira teve o seu famoso "estalo" e decidiu ingressar na Companhia de Jesus. Ante a oposição dos pais, Vieira fugiu de casa e prosseguiu a sua formação, em que predominavam as Humanidades Clássicas (principalmente o latim), a Filosofia e a Teologia, com especial relevo para a Sagrada Escritura. Guiado pelos pressupostos e práticas jesuíticas, que apontavam para o objetivo primordial da salvação do próximo através da pregação, exerceu a sua função evangelizadora junto dos indígenas de uma aldeia onde passou algum tempo. Todavia, cedo regressou à capital de forma a continuar a sua formação. Ao entrar no segundo ano do seu noviciado, assistiu à brusca invasão dos holandeses na Baía, tendo de refugiar-se no interior da capitania. Começara, então, a Guerra Santa entre Portugal e os inimigos de Deus, a que Vieira não ficou alheio durante mais de 25 anos. Descrevendo estes eventos calamitosos do ano de 1624, na "Carta Ânua" ao Padre Geral em Roma, Vieira deixou claro que a sua atividade não se limitaria a ser meramente religiosa, pois os preceitos jesuíticos, que apontavam para a emulação e o instinto de luta, levavam-no a bater-se pela justiça. Em 1625 António Vieira fez votos de pobreza, castidade e obediência e, propondo-se missionar entre os ameríndios e escravos negros, estudou a "língua geral" (tupi-guarani) e o quimbundo. Foi nomeado professor de Retórica no colégio dos Padres em Olinda, onde permaneceu dois ou três anos, tendo depois voltado à Baía com o fito de seguir os cursos de Filosofia e Teologia. Ordenado padre em dezembro de 1634, depressa se avolumou a sua fama de orador e se celebrizaram os seus sermões que refletiam as vicissitudes da Baía, em luta contra os holandeses, e criticavam a ganância, a injustiça e a corrupção. Em 1641, restaurada a independência, Vieira acompanhou o filho do governador, que vinha trazer a adesão do Brasil a D. João IV, à Metrópole. Em Lisboa, começou a pregar em S. Roque e logo o seu talento se espalhou pela cidade. Segundo o testemunho de D. Francisco Manuel de Melo, a afluência às pregações era tal que, como se de provérbio se tratara, corria a frase: "Manda lançar tapete de madrugada em S. Roque para ouvir o Padre António Vieira". Cativa o favor de D. João IV, que não tardou em convidá-lo a pregar na capela real, onde ele proferiu o seu primeiro sermão no dia 1 de janeiro de 1642. Dois anos depois foi nomeado pregador régio. Nos numerosos sermões desta época da sua vida, Vieira não se cansava de animar o auditório a perseverar na luta desigual com Castela e propunha medidas concretas para a solução de problemas, inclusive de ordem económica. A sua situação privilegiada dentro da corte teria contribuído para que fosse encarregue de diversas missões diplomáticas na Holanda, França e Itália, como foi o caso do casamento do príncipe Teodósio. Em 1644, António Vieira proferiu os votos definitivos, depois de ter feito o terceiro ano de noviciado em Lisboa. A Companhia de Jesus começou a ver com maus olhos a sua influência nos destinos do país, ameaçando-o de ser expulso da Companhia. A pedido da mesma, voltou ao Brasil em 1653, para o estado do Maranhão e aí assumiu um papel muito ativo nos conflitos entre jesuítas e colonos, como paladino dos direitos humanos, a propósito da exploração dos indígenas. No ano seguinte pregou o Sermão de Santo António aos Peixes. Foi expulso do Maranhão pelos colonos, em 1661, e regressou a Lisboa. De novo na capital, D. João IV, seu protetor, havia falecido e D. Afonso VI, instigado pelos inimigos do orador, desterrou-o para o Porto e, mais tarde, para Coimbra. Perfilhando as novas expectativas sebastianistas que encontrou no reino, que se baseavam no juramento de D. Afonso Henriques, nas cartas apócrifas de São Bernardo, nas profecias atribuídas a São Frei Gil e nas famosas trovas de Bandarra, escreveu o Sermão dos Bons Anos, em 1642. Foi nesta altura que a Inquisição o prendeu sob a acusação de que tomava a defesa dos judeus, acreditava nas possibilidades de um Quinto Império e nas profecias de Bandarra. Entretanto, a situação política alterou-se. Destituído D. Afonso, subiu ao trono D. Pedro II. António Vieira foi amnistiado e retomou as pregações em Lisboa. Em 1669 parte para Roma como diplomata e obtém grande sucesso como pregador, combatendo o Tribunal do Santo Ofício. Na Cidade Eterna, continuou a defesa acérrima dos judeus e ganhou grande reputação, encantando com a sua eloquência o Papa Clemente X e a rainha Cristina da Suécia. Regressou a Portugal em 1675; mas, agora sem apoios políticos e desiludido pela perseguição aos cristãos-novos (que tanto defendera), retirou-se de vez para a Baía em 1681 onde se entregou ao trabalho de compor e editar os seus Sermões. A sua prosa é vista como um modelo de estilo vigoroso e lógico, onde a construção frásica ultrapassa o mero virtuosismo barroco. A sua riqueza e propriedade verbais, os paradoxos e os efeitos persuasivos que ainda hoje exercem influência no leitor, a sedução dos seus raciocínios, o tom por vezes combativo, e ainda certas subtilezas irónicas, tornaram a arte de Vieira admirável. As obras Sermões, Cartas e História do Futuro ficam como testemunho dessa arte."
(Padre António Vieira. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008.)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€
03 dezembro, 2016
Edição especial comemorativa dos 500 anos da Biblioteca da Universidade de Coimbra, que reproduz a edição original deste título de Garrett publicado sob anonimato, em Londres (1830). Impressa em papel de superior qualidade (Soporset de 80g/m2), reproduz fielmente um exemplar da edição original.
"Em 1830, Almeida Garrett publicava em Londres uma das suas emblemáticas obras de teor político, intitulada “Portugal na Balança da Europa - Do que tem sido e do que ora lhe convém ser na nova ordem de coisas do mundo civilizado”. Dedicando-a à Nação Portuguesa, Almeida Garrett principiou a sua obra afirmando que “É sem duvida a servidão o mais insuportável dos males e o mais abominável dos flagícios: como nascidos que somos para a liberdade, nossa própria natureza a ela repugna; a existência se nos torna indiferente, e a morte que a termina lhe deve ser preferível”.
Como marco do nosso europeísmo, costuma, invocar-se a célebre obra de Almeida Garrett, Portugal na Balança da Europa, editada em Londres, no ano de 1830, onde, em nome da esperança, se procurava pensar enraizadamente do que tem sido Portugal e do que ora lhe convém ser na nova ordem de coisas do mundo civilizado, desejando-se: «Oxalá as honradas cãs do antigo Portugal, se já não é possível remoçá-lo, vivam ao menos em honesta e respeitada velhice; nem por impiedade de seus filhos o escarneçam desalmados estrangeiros na segunda infância da decrepitude, desonrado dos seus, insultado de estranhos, desamparado de todos! Praza a deus que todos, de um impulso, de um acordo de simultâneo e unido esforço, todos os portugueses, sacrificadas opiniões, esquecidos ódios, perdoadas injúrias, ponhamos peito e metamos obra à difícil mas não impossível tarefa de salvar, de reconstituir, a nossa perdida e desconjuntada pátria, - de reequilibrar enfim Portugal na balança da Europa!».
(fonte: www.iscsp.ulisboa.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível
26 setembro, 2015
1.ª edição.
Tiragem: 110 exemplares.
A respeito desta obra, e com a devida vénia, reproduzimos a descrição que dela faz Miguel de Carvalho no seu excelente catálogo «Descrição Bibliográfica Camiliana»:
“O autógrafo reproduzido consiste numa poesia datada e subscrita: Porto 8 de Janeiro de 1855 e vem antecedido de uma introdução não assinada mas que se sabe ser da autoria de Joaquim Madureira (Braz Burity). A edição, cujos exemplares são hoje muito raros, foi confinada apenas a 110, impressos em excelente papel Wathman e todos numerados [o presente com o número 35] e acompanhados de um retrato de Camilo impresso sobre papel couché.”
..................................
"Em mãos de bibliophilos, de collecionadores , de curiosos, de amadores e até de indifferentes, andam autographos - uns ineditos, na sua belleza romantica, como esse que inedito se nos afigura e em fac-simile se reproduz n'esta planqueta, outros talvez impublicaveis na sua rispida intimidade. [...]Com todos esses materiaes poder-se-ia formar ainda um volume ou volumes de «Camillo Posthomo» e o producto d'essa edição poderia ser como que o fundo da subscrição para o seu monumento - como para esse fundo - gota de agua no oceano - é a receita integral d'estes cento de dez exemplares que mão amiga, carinhosa mão de um obscuro e enthusiasta admirador de Camillo, hoje offerece, commemorando o vigesimo quarto anniversario do seu passamento, a cento e dez admiradores do Mestre dos Mestres."
(excerto do preâmbulo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Conserva na lombada as fitas cruzadas, em vermelho, servindo de costura.
Muito invulgar.
Peça de colecção.
Indisponível
07 março, 2015
Edição fac-símile desta pouco conhecida obra de D. Francisco Manuel de Melo, mas nem por isso menos interessante.
Valorizada pela dedicatória autógrafa de Raul Rego.
"Os sonetos que vão correr novamente dos prelos após mais de três séculos, são as primícias literárias de um dos maiores engenhos nascidos na terra portuguesa. Tinha D. Francisco Manuel de Melo 20 anos.
Serão os primeiros versos que escreveu? Com certeza que não, mas são os primeiros que subsistem."
(excerto da nota introdutória)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€
05 dezembro, 2014
Edição fac-símile impressa em papel de qualidade superior. Reprodução do exemplar existente na Biblioteca Nacional de Lisboa.
Tiragem de 1000 ex.
"Simples conversa entre oito figuras, "esta obra não tem enredo e não constitui propriamente uma comédia", segundo Alberto Pimentel, in Obras do poeta Chiado, colligidas, annotadas e prefaciadas por Alberto Pimentel, Lisboa, 28 de março de 1889.
A prática começa com um monólogo de Paiva a respeito dos vícios do paço, lugar cheio de hipocrisia, malícia e traição. De seguida, estabelece-se um diálogo entre o Paiva e o Faria (moço do Dono da Casa) sobre assuntos vários: a vida que levam com os amos, projetos para o futuro, entrada na vida eclesiástica, etc.
Entretanto, várias figuras - Ambrósio da Gama, o Negro, Lopo da Silveira, Gomes da Rocha, o Capelão e Aires Galvão - vão entrando sucessivamente e vão enriquecendo a conversa.
Dividida em duas partes, esta prática encerra temas diversos que assentam na desmistificação das instituições sociais e dos costumes do século XVI.
Assim, a conversa vai tomando rumos diferentes, deixando de lado as preocupações de carácter mais concreto para abordar assuntos mais profundos como os da conjuntura política, o desconcerto do mundo, a fugacidade das coisas, a precariedade da amizade, a venalidade, a cobiça, a vaidade dos homens e a vivência pouco cristã."
(in http://www.infopedia.pt/$pratica-de-oito-figuras)
António Ribeiro (?-1591). "Conhecido por Poeta Chiado, nasceu em Évora em data desconhecida, cidade onde professou pela Ordem dos Franciscanos, e faleceu em Lisboa em 1591, para onde veio após ter abandonado a vida religiosa. Contemporâneo de Camões que o menciona como poeta engenhoso num dos versos do Auto de El Rei Seleuco, desenvolveu sobretudo a poesia jocosa e a sátira, através da descrição de quadros flagrantes da vida social do período em que viveu, tendo afinidades literárias com Gil Vicente.A estátua em bronze, da autoria de Costa Motta (tio), com plinto quadrangular em pedra lioz de José Alexandre Soares, foi colocada por iniciativa da vereação municipal, que desta forma quis prestar homenagem a António Ribeiro, conhecido com o nome de uma das mais conhecidas zonas de Lisboa, o Chiado, por aí morar. Alguns grandes nomes da cultura literária do princípio do século XX, como Aquilino Ribeiro, Teixeira de Pascoais e Raul Brandão manifestaram-se contra, argumentando que outras figuras seriam mais merecedoras de uma homenagem por parte do município lisboeta. Consideravam que a fama de poeta popular, arruaceiro, boémio, praguento e chocarreiro mas no entanto, talentoso, que António Ribeiro granjeava, não eram razões suficientemente válidas para justificar a colocação de um monumento em sua homenagem, numa praça de tradição cultural, junto de teatros e de duas outras estátuas de figuras das letras nacionais: Camões e Eça de Queiroz. O poeta retratado envergando o hábito de monge que se julga nunca ter abandonado, aparece numa postura de animada conversa, parecendo interpelar quem passa."
(TRINDADE, Laura, http://www.lisboapatrimoniocultural.pt/artepublica/eescultura/pecas/Paginas/Chiado.aspx)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas sujas com defeitos.
Pouco vulgar.
10€
26 novembro, 2014
Bonita reprodução facsimilada da edição publicada em 1925 por ocasião do centenário natalício de Camilo Castelo Branco.
Ilustrada com um elevado número de retratos de Camilo, bem como da fachada de sua casa.
Capa: Retrato de Camilo por Alfredo Moraes.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€































