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04 abril, 2025

HOMENAGEM A FERNANDO PEYROTEO.
Luanda - 3.X.1964 e Benguela - 5.X.1964. In-4.º (23x17 cm) de [28] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Singela homenagem de um grupo de admiradores organizada em Angola, de onde o jogador era natural.
Fernando Peyroteo (Humpata, 1918 - Lisboa, 1978), foi um futebolista português, natural de Humpata, Huíla (Angola). Integrou com Albano, Jesus Correia, Travassos e Vasques a famosa linha avançada do Sporting - os «Cinco Violinos» - destacando-se dos demais pela estampa atlética e veia goleadora.
Opúsculo ilustrado no interior com publicidade da época, incluindo da Pepsi Cola que na Metrópole, junto com as outras "Colas", estavam proibidas pelo regime.
invulgar e muito curioso; a BNP não menciona.
"Fernando Peyroteo foi, sem dúvida, o nosso mais extraordinário avançado-centro.
Não terá sido, porventura, o avançado-centro mais popular, por nunca ter jogado no Benfica. que é, sem dúvida, o clube de maior projecção nas camadas populares, tanto por ter sido desde a sua origem um clube restritamente português, outro tanto, se não mais ainda, por adoptar a camisola vermelha, a cor que exerce mais demorada e mais agradável sensação na retina do espectador. Mas, sem ter sido tão popular como Victor Silva e Espírito Santo (dois excelentes jogadores da mesma posição, ambos do Benfica) conseguiu ser, na opinião geral, o mais notável de todos os avançados-centro devido à sua extraordinária propensão para a tarefa principal desse posto, e que é, como sabemos todos, o poder de remate à baliza. Bastará recordar que durante a sua carreira de jogador do Sporting e da Equipa Nacional, carreira que foi prematuramente interrompida, ele marcou 700 golos - uma enormidade!"
(Excerto de O que o saudoso Cândido de Oliveira disse de Fernando Peyroteo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Manchado e aparado à cabeça (corte tosco).
Muito raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Peça de colecção.
35€

03 novembro, 2024

SABBO, Augusto -
FOOTBALL. (Técnica e Didáctica de Jôgo). [Por]... Antigo jogador d
o Mittweidaer Ballspiel Club, da Saxónia; do Club Internacional de Football, de Lisboa, e do grupo representativo da Liga Portuguesa de Football. Lisboa, Emprêsa Literária Fluminense, L.ᴰᴬ, 1923. In-8.º (19 cm) de 76, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual técnico e táctico de "Football Association", escrito por Sabbo, na época treinador do SCP. Apresentado em três prefácios pelos senhores: F. Pinto de Miranda, Médico, inpector de Ginástica e antigo Presidente da Associação e Football de Lisboa; Fernando Martins Pereira, Médico e ex-Presidente da Direcção a Associação de Football de Lisboa; Carlos Alberto Guimarães Lello, Presidente da Associação de Football do Pôrto.
Sobre esta obra centenária, pioneira no futebol português, e o seu autor, com a devida vénia a "Leão Zargo" pelo excelente artigo publicado no blog Camarote Leonino, reproduzimos o excerto que se segue:
"Na época de 1921-22 o Sporting contratou um treinador invulgar para os padrões do seu tempo. Refiro-me a Augusto Sabbo (1887-1971), um engenheiro luso-alemão que dirigiu a montagem da rede de tracção eléctrica da cidade de Coimbra. Antes de Sabbo há apenas o conhecimento doutro treinador no clube, o inglês Charles Bell. Até aí a equipa era dirigida por um jogador que desempenhava as funções de “capitão geral” e que fazia, nomeadamente, a ligação com os directores e coordenava os treinos. Francisco Stromp e Jorge Vieira terão sido os maiores neste posto. 
Antes de chegar ao Sporting, Augusto Sabbo jogou no Mittweidaer Ballspiel Club, na Saxónia, e foi referência no CIF, no início do século XX, enquanto jogador, capitão da equipa e capitão geral. No Sporting permaneceu desde Janeiro de 1922 ao Verão de 1924.
Sabbo notabilizou-se por utilizar métodos inovadores de treino e, principalmente, pela sua concepção teórica e prática do futebol que conjugava, simultaneamente, as vertentes técnica, táctica e física que era preconizada por Herbert Chapman, treinador do Arsenal de Londres.
Era extremamente exigente na preparação da condição física dos atletas, realizando treinos sem bola que incluíam exercícios de inspiração militar e salto à corda. Por vezes, os jogadores desciam e subiam a Avenida da Liberdade em passo de ginástica. Contratou Santos Ruivo, pugilista profissional, com a finalidade orientar sessões de treino físico e ministrar noções de boxe.
Augusto Sabbo era um estudioso metódico do fenómeno do futebol e profundo conhecedor do que se passava na Europa, nomeadamente na Inglaterra e na Europa central. Quando treinou o CIF introduziu a "teoria da triangulação", que mais tarde aplicou no Sporting. Essa teoria preconizava que a acção dos seus jogadores no campo teria por finalidade que os adversários fossem obrigados a executar os movimentos convenientes que permitissem a execução das jogadas da sua equipa. Hoje dir-se-ia “a construção do jogo”!
A "teoria da triangulação" tornou Sabbo um dos precursores da introdução do sistema WM (3-2-2-3) em Portugal. Conhecedor do pensamento táctico de Chapman e do 2-3-5 aplicado na Europa Central (designado por Escola do Danúbio), Sabbo durante os jogos, por vezes, recuava o médio central para junto dos dois defesas. Os próprios avançados interiores não tinham a habitual liberdade de movimentos, estando mais atentos aos adversários do que era norma nesse tempo. […]
Augusto Sabbo era um intelectual do futebol, privilegiando os diversos aspectos que decorriam da técnica e da táctica do jogo e da preparação física. Publicou duas obra na altura consideradas inovadoras e relevantes, “Football (Técnica e Didáctica de Jogo)”, em 1923, e “Estratégia e método-base do futebol científico”, em 1945."
Ffonte: http://camaroteleonino.blogs.sapo.pt/augusto-sabbo-um-mourinho-avant-la-1488854)
"Aquele que meter ombros à estopante tarefa de ler este folhêto, porque o estilo lhe falta e a prosa é simples, deve ter em vista que o nosso único desejo, é iniciá-lo na parte técnica do jôgo, que reputamos interessante, e não deliciá-lo com boa prosa e estilo florido. O assunto, basta ser técnico, para ser maçadora a sua descrição, e muitas vezes lacónica a sua didáctica.
A iniciação que vamos tentar, não se assuste o leitor, não será aquela em que lhe diríamos que o jôgo de football se joga entre 22 rapazes, dispostos duma certa maneira, num campo raso, muito grande, limitado por linhas brancas e fortes barreiras, que na maior parte das vezes conteem uma multidão nada pacífica, que insulta e apupa os jogadores, apesar da vontade que êles mostram em bem fazer, dentro do tal recinto, movimentos cingidos a certas regras, a que muitos por não perceberem o fundo scientífico do jôgo, chamam cabriolas de doidos."
(Excerto de I – Iniciação)
Índice:
Prefácio[s] | Técnica e Didáctica do Football Association: I – Iniciação. II – Elemento necessário ao jogo e qualidades primordiais necessárias a esse elemento. III – A técnica do football. IV – O treinador ou instrutor. V – Treinos progressivos – Treinos intensivos – Treinos de ensaio. VI – Introdução às teorias. VII – Teoria da triangulação. VIII – Principios gerais de aplicação prática. IX – Passe iniciais do jôgo quando se emprega a teoria da triangulação. X – Teoria do off-side. XI – Principios gerais de aplicação prática. XII – Teoria dos movimentos relativos. XIII – Principios gerais de aplicação prática. XIV – Passes iniciais do jôgo quando se aplica a teoria dos movimentos relativos. XV - Conclusão.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e desportivo.
Peça de colecção.
85€

10 agosto, 2021

FURTADO, Diogo - O PROBLEMA DA EPILEPSIA E A MEDICINA MILITAR.
[Por]... Chefe dos Serviços de Neurologia e Psiquiatria do Hospital Militar Principal, Médico dos Hospitais Civis de Lisboa. Separata da Revista Clínica, Higiene e Hidrologia
. Lisboa, [s.n. - Tip. Henrique Tôrres, Lisboa], 1935. In-4.º (25,5 cm) de 14, [2] p. ; B.
1.ª edição independente.
Conferência dedicada à epilepsia numa ocasião em que os esforços nesta área da neurologia dava os primeiros passos entre nós.
Opúsculo muito valorizado pela dedicatória autógrafa do Prof. Diogo Furtado.
"Considerada sucessivamente como uma punição dos Deuses escorraçados, como um aviso de Divindade bemfazeja, como um tormento inventado por Satan, divinizada ao ponto de que em Roma os comícios se interrompiam ao eclodir na assistência um ataque do que passou então a ser chamado o mal comicial, a epilepsia permaneceu através dos séculos como uma das mais formidáveis incógnitas da ciência dos discípulos de Hipócrates.
No progresso vertiginoso da Medicina nos séculos passado e presente, o conhecimento da epilepsia progrediu também: conhecemos perfeitamente hoje os detalhes da sua sintomatologia, grande parte das causas que a determinam, mas é-nos forçoso confessar que o mecanismo íntimo da crise, a sua patogenia, em definitivo nos escapam por ora.
O fenómeno capital da epilepsia consiste na crise convulsiva generalizada, conhecida dos neurologistas do século passado com a designação de crise de grande mal."
(Excerto da conferência)
Diogo Guilherme da Silva Alves Furtado (1906?-1963). Neurologista renomado. Professor catedrático (Faculdade de Medicina de Lisboa). Foi Professor da Faculdade de Medicina, Director do Hospital Militar Principal (Hospital Militar da Estrela), Director dos Serviços de Neurologia dos Hospitais Civis e investigador do Instituto Nacional de Oncologia. Fundou e dirigiu o Serviço 11 (Neurologia) do Hospital dos Capuchos. Médico militar do QP, e também fundador do Serviço de Neurologia do HMP, Estrela, Lisboa. Colaborou com Egas Moniz na primeira série de leucotomias realizadas em 1936, técnica que daria o Prémio Nobel a Moniz anos mais tarde (1949). Presidiu à Comissão Administrativa que liderou os destinos do SCP no final de 1943.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas apresentam mancha de humidade junto à lombada, prolongando-se no interior do livro.
Raro.
A BNP dá notícia da obra sem no entanto incluir descrição bibliográfica.
15€

20 fevereiro, 2021

SPORTING CLUBE DE PORTUGAL - Campeão das "Taças da Europa"
. [Lisboa], [Agência Portuguesa de Revistas], [1964]. In-4.º (24 cm) de 32 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Edição especial comemorativa da vitória do Sporting na «Taça das Taças» 1963/64 com a colaboração de V. Santos, F. Cunha, E. Guita Júnior, J. Cartaxo, R. Oliveira e M. Estevão. Estabelece o percurso vitorioso do clube verde e branco ao longo da competição, culminando com as finais em que defrontou o M. T. K. Budapeste; foram necessários dois jogos: o primeiro, no Heysel, em Bruxelas (15.05.1964), ditaria um empate (3-3), ficando o "tira-teimas" para Antuérpia, dois dias depois, para se apurar o vencedor do torneio. O Sporting ganharia a finalíssima por 1-0 com o famoso «cantinho do Morais» - golo de canto directo aos 20 minutos de jogo.
Revista impressa em papel de boa qualidade, profusamente ilustrada com os retratos dos jogadores, personalidades do clube, momentos dos jogos, festejos pós-jogo, incluindo a chegada ao aeroporto de Lisboa.
Inclui uma resenha da história do clube e uma breve biografia dos atletas que participaram na competição, onde pontificavam, entre outros, Carvalho (g.r.), Fernando Mendes (c.), Pedro Gomes, Alexandre Baptista, José Carlos, Pérides, Oswaldo Silva, Mascarenhas e Morais.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e leonino.
Indisponível

06 janeiro, 2021

RODRIGUES, Perfeito - RECORDANDO... ALGUMAS VELHAS GLÓRIAS DO FUTEBOL PORTUGUÊS.
Versos de... [Prefácio de Manuel Sérgio]
. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na «Gráfica de Coimbra» - Coimbra], 1980. In-8.º (18,5 cm) de 85, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra poética sobre os principais clubes do futebol português e seus jogadores, no tempo em que o autor - Perfeito Rodrigues -, antigo interior direito do Belenenses, vestiu a camisa da Cruz de Cristo, nos anos 30/40 do século passado. No início do livro, inclui a deliciosa descrição de um jogo entre o Belenenses e o Porto, em casa deste, que terminaria com o resultado de 4-4, tendo o árbitro assinalado uma grande penalidade no último minuto (que transformada daria a vitória ao Belenenses), sendo esta decisão revertida pelo juiz - terminando o jogo - após ameaças dos atletas da casa e de um oficial do exército(!) - comandante das forças policiais de serviço ao estádio - que entrou em campo para "chamar a atenção" do árbitro para os inconvenientes da marcação do castigo máximo.
Livro ilustrado com fotografias a p.b. das equipas perfiladas antes do jogo, encimando o texto a elas dedicado: Clube de Futebol «Os Belenenses» (época 1939/40); Sport Lisboa e Benfica (época 1937/38); Sporting Clube de Portugal (época 1937/38); Futebol Clube do Porto (época 1934/35).
"Nasci há 47 anos junto ao desaparecido campo das Salésias. Era miúdo e já os meus olhos se deliciavam com os lances de futebol «cozinhados» pelo Perfeito, pelo José Luís, pelo Tarrio, pelo Amaro, etc., etc. Olhava para eles, recordo-me, com admiração sonora e rendida. Como se no seu corpo ondulante e vígil reverdecessem dons sobrenaturais...
O Perfeito, que jogava habitualmente na posição de extremo-direito, apresentava características motoras muito especiais: velocidade estonteante, ora em linha recta, ora ziguezagueando, e centro rápido e bombeado a solicitar o remate frontal às balizas adversárias. Assim se tornou no cabouqueiro implacável de muitas vitórias do Belenenses, durante os 10 anos que jogou de «camisola azul e cruz ao peito»."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Prefácio. | Uma introdução em Prosa. |Confissão. | Quando a saudade vem. | Recordando. | Clube de Futebol «Os Belenenses». | Sport Lisboa e Benfica. | Sporting Clube de Portugal. | Futebol Clube do Porto.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
25€

15 junho, 2017

ROSADO, José - PINÓQUIO JOGA A BOLA. Aventuras maravilhosas contadas às crianças por... Desenhos de Amorim. Lisboa, Romano Torres, [s.d.]. In-8.º (19cm) de 45, [3] p. ; il. ; B. Colecção Manecas
1.ª edição.
Curiosa história para crianças, cujo protagonista é o "sportinguista" Pinóquio. O principal episódio deste conto infantil é o desafio de futebol entre as duas equipas grandes da capital - os «Leões Façanhudos» (Sporting) e os «Falcões Bicudos» (Benfica).
"O desafio de futebol entre os «Leoes Façanhudos» e os «Falcões Bicudos» estava marcado para as 11 horas desse dia - um lindo domingo de Novembro.
Os «Leões», era um grupo constituído por rapazes da escola de Vila Verde; os «Falcões» pertenciam à escola de Vila d'Águias.
A distância que separava as duas povoações não ia além duma légua; e como o campo onde ia realizar-se o jogo ficasse a meio caminho daquelas duas povoações, os simpatizantes dos «Leões» e dos «Falcões» podiam assistir ao desafio, sem necessidade de grandes caminhadas.
Pinóquio sentia-se verdadeiramente vaidoso em fazer parte da turma dos «Leões»; e conforme se aproximava a hora do desafio, mais aumentava nele o desejo de envergar a camisola verde e os calções brancos da sua equipa."
(excerto do Cap. III, Os "Leões Façanhudos" e os "Falcões Bicudos")
José Rosado (?-?). "Ainda que ao todo, com 84 obras nas quais colaborou, José Rosado tenha sido responsável por uma boa parte de toda a produção da Romano Torres, que contou praticamente com um século de existência, o certo é que quase nada sabemos sobre este autor. Tratar-se-á provavelmente de um pseudónimo, embora nenhuma obra de referência até agora consultada possa corroborar esta informação. José Rosado destacou-se também como tradutor. É de sua autoria, entre outras, a tradução de Ben-Hur, de Lewis Wallace, que contou com cinco reedições. No entanto, foi no campo da literatura infantil que José Rosado mais trabalhou, tendo assinado vários títulos da colecção «Manecas». Em particular, impressiona a qualidade e quantidade de livros infantis dedicados a Pinóquio, colocando esta personagem em vários pontos do globo e desempenhando várias actividades."
(fonte: http://fcsh.unl.pt/chc/romanotorres/?page_id=59)
Exemplar em brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos. No interior do livro os desenhos estão preenchidos com lápis de cor.
Muito invulgar.
Com interesse para a bibliografia dos dois clubes de Lisboa.
Indisponível

12 dezembro, 2016

CARLOS CANÁRIO : 1932-1951 - Festa do Jogador : 2-9-1951. [S.l.], [s.n. - imp na Tip. Mourão, Lda., Lisboa], 1951. In-8.º (22,5 cm) de 20 p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Homenagem a Carlos Canário, centro-campista internacional português, dos melhores do seu tempo, que evoluiu na famosa equipa de futebol do Sporting dos anos 40, por muitos considerada a melhor de sempre, e a que mais títulos deu ao clube, cuja temível linha atacante de 5 jogadores era conhecida pelos Cinco Violinos.
Revista muito valorizada pela dedicatória autógrafa do jogador, datada do dia da homenagem - 2 de Setembro de 1951 -, ao 20.º presidente do SCP, Alberto da Cunha e Silva.
Trata-se do programa da homenagem, que inclui o depoimento de  categorizados jornalistas e cronistas desportivos da época, além de diversos "recortes" de jornais, e o agradecimento e testemunho do próprio jogador.
Francisco Silva, colaborador de A BOLA - Alguns Dados Biográficos; Capitão António Cardoso, Inspector dos Desportos - Uma Carta; Raul de Oliveira, director do Mundo Desportivo - Assim fôssem todos...; Tavares da Silva, redactor do Diário de Lisbôa - Criador de Jôgo; Ricardo de Ornellas, redactor do Diário Popular - Simples, natural, modesto e sério...; Cândido de Oliveira, director de A BOLA - Carlos Canário jogador exemplar; Ribeiro dos Reis, director de A BOLA - Um jogador que valoriza o espectáculo; Lavadinho Mourato - Um grande «Leão».
A festa incluiu dois jogos, contando com a presença das equipas principais: Benfica - Barreirense (às 15 horas) e Sporting - Belenenses (às 17 horas).
"Durante as duas estadias  no Sporting tivemos a preocupação de examinar atentamente as qualidades e os senões dos jogadores da excelente equipa do clube leonino. E isso nos permitiu obter um conhecimento de certo modo exacto quanto á melhor forma de valorizar as qualidades desportivas e de atenuar as qualidades negativas de cada jogador com vista a um melhor rendimento global da equipa. Melhor: se o não conseguimos, tivemos a sensação de o ter obtido, tanto através do comportamento individual, sobretudo dos jogadores menos dotados ou menos categorizados, como através da taxa de golos marcados [quanto ao ataque], e da taxa de golos consentidos [quanto à defesa]. Julgamos, deste modo, poder afirmar que, entre todos os jogadores,  Carlos Canário possuía, no nosso conceito, um lugar à parte, dentro de uma equipa onde existiam elementos excepcionalmente valiosos como Azevedo, Peyroteo, Travassos, Albano, Jesus Correia, Vasques, Passos, etc."
(Excerto do testemunho de Cândido de Oliveira)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

01 maio, 2016

RODRIGUES, Ernesto & BERMUDES, Félix & BASTOS, João - O LEÃO DA ESTRÊLA : 3 actos. Peça original representada pela primeira vez em 11 de Julho de 1925 no Teatro Politeama pela Companhia Chaby Pinheiro. Lisboa, J. Roussado dos Santos, 1939. In-8.º (19cm) de 104 p. ; B. Colecção de Teatro Português
1.ª edição.
Edição original da comédia teatral que daria origem ao clássico do cinema português, «O Leão da Estrela», filme realizado por Arthur Duarte em 1947, e que contou no seu elenco com o inesquecível António Silva (no papel de Anastácio Silva), Laura Alves, Artur Agostinho, Óscar Acúrcio, Curado Ribeiro, entre outros.
Sinopse: "Anastácio, homem modesto, pai de Jujú e Branca, é um ferrenho adepto do Sporting e vai ao Porto para ver o desafio entre o seu clube e o clube da Invicta. Leva consigo a mulher e as duas filhas. Anastácio aproveita a oportunidade para poder ficar em casa da riquíssima família Barata. Durante a estadia, Anastácio faz crer à família Barata que é da mesma condição social, possuindo bastantes bens e dinheiro. A situação complica-se quando Eduardo Barata, o filho do casal, se apaixona por Jujú, e os dois decidem casar-se e Barata anuncia ao Anastácio uma visita a Lisboa. O pai da noiva tem que manter as aparências a todo o custo."
(fonte: cine-portugues.blogspot.pt)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível
Anastácio, fanático do Sporting, vai ao Porto com a família e aproveita para ver um jogo do clube do seu coração.
Ficam hospedados em casa da família Barata que tinham conhecido numa estância de Férias.
Anastácio, escondendo a sua condição social à família Barata, continua a fazer-se passar por homem rico.
A situação complica-se quando os Baratas decidem ir a Lisboa... - See more at: http://www.cinept.ubi.pt/pt/filme/610/O+Le%C3%A3o+da+Estrela#sthash.Hwph3dpX.dpuf
Anastácio, fanático do Sporting, vai ao Porto com a família e aproveita para ver um jogo do clube do seu coração.
Ficam hospedados em casa da família Barata que tinham conhecido numa estância de Férias.
Anastácio, escondendo a sua condição social à família Barata, continua a fazer-se passar por homem rico.
A situação complica-se quando os Baratas decidem ir a Lisboa... - See more at: http://www.cinept.ubi.pt/pt/filme/610/O+Le%C3%A3o+da+Estrela#sthash.Hwph3dpX.dpuf
Anastácio, fanático do Sporting, vai ao Porto com a família e aproveita para ver um jogo do clube do seu coração.
Ficam hospedados em casa da família Barata que tinham conhecido numa estância de Férias.
Anastácio, escondendo a sua condição social à família Barata, continua a fazer-se passar por homem rico.
A situação complica-se quando os Baratas decidem ir a Lisboa... - See more at: http://www.cinept.ubi.pt/pt/filme/610/O+Le%C3%A3o+da+Estrela#sthash.Hwph3dpX.dpuf

08 junho, 2015

[SPORTING] - 50 ANOS AO SERVIÇO DO DESPORTO E DA PÁTRIA. [Direcção de Vicente da C. R. Rodrigues. Colaboração literária do Tenente Alberto Henrique de Figueiredo. Introdução de Carlos Góis Mota]. Lisboa, Gomes & Rodrigues, [1956]. In-4º (24,5cm) de 114, [2] p. ; [16] p. il. [40] p. pub. ; il. ; B.
1.ª (e única) edição.
Muito ilustrada nas páginas de texto e em separado, com momentos desportivos da história do Clube e da construção no novo estádio.
Edição comemorativa do cinquentenário do Sporting Clube de Portugal, coincidente com a inauguração do Estádio José Alvalade, o sexto campo da história do Clube, inaugurado a 10 de Junho de 1956. Trata-se de um importante documento sobre a história da primeira metade de século do SCP.
Capa: Fotomontagem de atletas do Sporting sustentando maquete do novo estádio.
"Não ides ler a História do Sporting Clube de Portugal.
As páginas deste livro são meros apontamentos a constituírem precioso material a aproveitar numa obra monumental que um dia se escreverá.
Sem a preocupação do rigor histórico mas com o sentido das realidades, das responsabilidades, um grupo de sócios quis coligir dados e factos e com eles apresentar-vos este livro, onde a emoção temperou a rigidez da estatística e a ternura a frieza das descrições.
Perpassarão, pela vossa mente, ao apreciardes esta colectânea sem pretensões, alguns dos nomes mais famosos da vida desportiva e da vida social portuguesa, nomes que recordam feitos atléticos de inegualável esplendor e acções e atitudes que marcaram época dignificando e prestigiando este Clube que é o nosso orgulho.
Perante os vossos olhos, humedecidos pelas lágrimas da saudade de muitos e muitos companheiros de luta e de ideal, surgirão lindas promessas de uma mocidade radiosa que, teimosamente, quer servir o Sporting e honrar Portugal.
Desfilarão recordações de sedes velhinhas e já demolidas, de campos sacrificados ao progresso do Desporto e da Cidade e sobretudo imagens inesquecíveis das intermináveis horas de vitória e de alegria que enriqueceram o património moral e espiritual de uma colectividade tão cheia de dedicações quão pródiga em exemplos de virtudes cívicas.
Apontamentos, notas, elementos descoloridos de um inesgotável manancial para a História que se fará um dia, estes aí ficam a desafiar os escritores e os poetas, os escultores e os pintores, como inspiração para a grande obra que se espera imortalizará na tela ou no mármore, na prosa ou na poesia, o esforço, a devoção, a dedicação e a glória, que definem o Sporting Clube de Portugal."
(Prefácio)
Matérias:
- Introdução. - 50 anos ao serviço do Desporto e da Pátria. - 50 anos de Actividades. - Monumento à grandeza do Sporting. - Taças e Troféus. - Presidentes da Direcção. - Conselho Geral. - Corpos Gerentes. - A vida do Sporting no campo internacional. - Campeonatos e Campeões. - A expansão do sportinguismo : Filiais. Lista de filiais e delegações.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar e procurado.
Com interesse para a história do SCP.
Acompanha o livro um bilhete postal não circulado, com a inscrição impressa "TEAM DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL : Campeão Nacional de 1953-1954"
Indisponível

05 agosto, 2013

CORREIA, Romeu - JORGE VIEIRA E O FUTEBOL DO SEU TEMPO. [S.l.], Edição do Autor [Fotocomposto e impresso por Congráfica], [1981]. In-8º (21cm) de 367, [1] p. ; il. ; B.
1ª edição.
Muito ilustrada com retratos de Jorge Vieira e outros jogadores, e fotos de acontecimentos desportivos, sobretudo futebolísticos.
Obra de Romeu Correia que conta episódios da vida de Jorge Vieira, jogador do Sporting da década de 20 do século passado, e dos seus companheiros - colegas e adversários.
"Dotado de um físico esbelto, a sua presença no estádio era a melhor garantia de lealdade e cavalheirismo ao terçar armas com o adversário. Feito no Sporting Clube de Portugal e oriundo de uma família leonina, Jorge Vieira começou nos grupos infantis e ascendeu ao mais alto posto da sua carreira desportiva envergando sempre a camisola verde-branca que só trocou nos jogos em que foi chamado a representar as turmas da cidade de Lisboa e da selecção de Portugal."
(excerto da introdução)
Romeu Henrique Correia (1917-1996). “Publicista, ficcionista e dramaturgo português, Romeu Henrique Correia nasceu a 17 de novembro de 1917, em Almada, e faleceu, na mesma cidade, a 12 de junho de 1996. Exerceu a atividade profissional de bancário e esteve ligado ao associativismo operário. Publicou estudos sobre o movimento associativo e sobre a história do desporto português. Conjugando essas qualidades e as de escritor de ficção, aproximou-se do neorrealismo pela focagem dos problemas sociais e económicos da sua terra natal, enquanto condicionantes dos dramas pessoais das personagens, recriados com um realismo de inspiração popular que se impõe na verosimilhança da linguagem e na recriação dos meios proletário, pequeno-burguês e piscatório. Após a sua estreia como dramaturgo, em 1940, com a peça Razão, desenvolveu uma carreira de autor dramático que, se em muitos aspetos comunga dos traços neorrealistas, é habilmente enriquecida com recursos provenientes da tradição popular (do teatro de fantoches, do circo) e do teatro de vanguarda. Presidiu a júris de jogos florais, encenou diversas peças e proferiu palestras em escolas e universidades. Das obras que publicou (novelas, contos, romances e peças de teatro), destacam-se os títulos O Vagabundo das Mãos de Oiro (teatro, 1960), Roberta (teatro, 1971) e Um Passo em Frente (contos, 1976), que recebeu o Prémio Ricardo Malheiros e o da Academia das Ciências de Lisboa. A sua vasta obra é reconhecida internacionalmente e foi por diversas vezes premiada."
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Mancha de humidade na contracapa e nas duas primeiras folhas.
Carimbo do "SCP : Comissão centralizadora das Bodas de Diamante" na f. anterrosto. 
Invulgar.
Indisponível

22 dezembro, 2011

A BOLA : JORNAL DE TODOS OS DESPORTOS. Fundadores: Cândido de Oliveira, Ribeiro dos Reis e Vicente de Melo ; Director: Vítor Serpa ; Director-Adjunto: M. Margarida Ribeiro dos Reis. In-fólio (40x56cm) de 20 p. ; il. ; B.
 
DOMINGO, 15 de Maio de 1994 : ANO L - Nº 7603.

Manchete: "Céus! 6-3 em Alavade! : BENFICA Aterrador! Empolgante! Sublime"

 

Título secundário: "A nota máxima que «A Bola» nunca atribuíra : JOÃO PINTO - A Perfeição"

Um jogo histórico, que valeu um título aos encarnados - o jogo da vida de João Vieira Pinto.

Exemplar em bom estado de conservação.
Raro - peça de colecção.
50€

26 novembro, 2011

BENFICA-SPORTING - 50 ANOS DE FUTEBOL. 216 jogos : 809 golos. Compilação de Mário de Oliveira e Rebelo da Silva. [Prefácio de Ribeiro dos Reis]. Lisboa, Edição dos Autores : [comp. e imp. nas Oficinas Gráficas da E. E. «Os Rídiculos»], [1958]. In-8.º (16cm) de 118, [2] p ; il. ; E.
Obra muito ilustrada em separado com fotos das equipas e instantâneos de jogos, de diferentes épocas, nalguns dos momentos mais marcantes da história dos dois clubes de Lisboa; contém ainda quadros e tabelas de resultados e classificações.
"O tradicional «derby» do futebol lisboeta, que constitui sempre o grande prato de resistência das nossas competições, entrou há pouco nos seus 50 anos de existência. Os autores deste trabalho decidiram assinalar a passagem do acontecimento com uma evocação histórica, que deve interessar aos homens do passado porque lhes permite recordar e viver de novo algumas tardes de grande emoção, e integrará as camadas mais recentes de entusiastas dos dois clubes no ambiente de rivalidade que tem sido um magnífico incentivo para a obra meritória que ambos têm sabido realizar."
(excerto do prefácio)
Encadernação cartonada com ferros a ouro na lombada; conserva as guardas de brochura.
Bom exemplar; aparado.
Invulgar.
40€
Reservado