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30 outubro, 2025

CRUZ, António - 
A CONTRIBUIÇÃO DOS BENEDITINOS PARA A HISTORIOGRAFIA PORTUGUESA DURANTE O SÉCULO DEZOITO
. Coimbra, [s.n. - Composto e impresso nas oficinas de «Coimbra Editora, Limitada» - Coimbra], 1983. In-4.º (25x18,5 cm) de 28 p. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante subsídio para a acção e história da Ordem de São Bento em Portugal, publicado em separata da Rev. Univ. Coimbra, vol. 30, 1983, p. 473-496, composto por 7 capítulos.
"Admite-se e comprova-se de imediato que o século dezoito, sobretudo no decurso dos três últimos     quartéis, foi um largo período de renovação no campo da Historiografia, enquanto a definir-lhe novos rumos e a encaminhar actividades para a averiguação paciente das fontes, logo acompanhada de uma crítica selectiva das informações nelas contidas."
(Excerto do Cap. 1)
"Porque nos propomos, fundamentalmente, sublinhar a contribuição dada pelos Beneditinos à Historiografia Portuguesa durante o século dezoito, é evidente que nos devemos dispensar de mais alongado exame da acção desenvolvida por outros religiosos e na mesma época, para além dos limites de uma simples introdução. [...]
Algumas achegas recolhidas ao longo de anos, ao favor de pesquisas tantas vezes obedientes a escopo bem diverso, e ainda pelo favor generoso de bons conselheiros (espirituais, e não só) e bons amigos, permitem de seguida referir os nomes e falar do labor dos beneditinos que foram cronistas ou simples cartorários. Conhecidos ou ignorados do grande público, bem merecem esta homenagem. Que é ainda, de certo modo, - admitamo-lo! - uma reparação."
(Excerto do Cap. 2)
"As actividades desenvolvidas pelos beneditinos no decurso do século dezoito não foram só de interesse imediato para a sua Congregação, porque também o foram então, e continuam a ser nos tempos futuros, de interesse geral, na medida em que correspondiam a uma válida contribuição no mais amplo domínio da Diplomática e vieram logo a servir a História."
(Excerto do Cap. 3)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
15€

07 junho, 2024

VAZ, A. Luís -
S. BENTO : "Pai da Europa" e deste Portugal que somos
. Braga, [Presença e Diálogo], 1980. In-4.º (24,5x17 cm) de 35, [1] p. ; B.
1.ª edição independente.
Estudo comemorativo do nascimento de S. Bento.
Separata de «Presença e Diálogo» : Março/80.
"A frase é de Paulo VI, cuido eu, dita há anos a propósito do ilustre filho da Núrsia. O historiador pode hesitar entre atribuí-la ao fundados dos beneditinos ou ao monacato, no entanto, porque a regra de S. Bento é, de facto, o «Pai da Europa».
Uma coisa é certa: sem qualquer dúvida, que este Portugal que somos é filho directo de S. Bento; antes de ser Portugal, com S. Martinho de Dume, S. Frutuoso e os seus mosteiros; na independência, com Cister; na colonização e reconquista, com Alcobaça; na aventura marítima, com as ordens militares, com elas fazendo o Brasil, as Áfricas e a Índia. Sem os filhos de S. Bento, Portugal não existiria ou, pelo menos, não seria o que hoje é: cérebro e coração do mundo português."
(Excerto de A modo de prefácio)
Índice:
A modo de prefácio | I - Ilhas perdidas no meio do caos, os mosteiros garantem a sobrevivência da Europa ou da Civilização Ocidental II - Os monges constroem a Europa III - Séculos antes de S. bento, os monges erguem a Europa IV - Cluny impõe o centralismo de Roma e a hegemonia da França. V - Desde S. Martinho de Dume que se faz este Portugal que somos... | Notas.
Cónego António Luís Vaz (1911-2008). "Filho de Francisco Júlio Vaz, natural de Fiães, e de Angelina Alves Salgado, natural de Rouças. Nasceu na freguesia de Fiães, lugar de Adedela [Melgaço], a 30 de Abril de 1911, e faleceu a 2 de Agosto de 2008. Depois da quarta classe da instrução primária foi para o Seminário de Braga, onde estudou. Nessa cidade, capital do Minho, viveu grande parte da sua vida. Obras: «Juventude de 1940», «Nossa Senhora da Peneda», «Mestre e Precursor», «Chama que Renasce», «Castelo Imperfeito», «Melgaço 2000 – roteiro», juntamente com seu sobrinho Padre Carlos Nuno Vaz, além de outras obras de viagem, ensaios, artigos de jornal e de revista, etc."
(Fonte: https://melgacominhaterra.blogspot.com/2016/04/dicionario-enciclopedico-de-melgaco-por.html)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

28 maio, 2023

SILVA, Ilda da Conceição Figueira Saldanha Coelho e -
D. FRANCISCO ALEXANDRE LOBO E A REFORMA DOS ESTUDOS.
Dissertação de Licenciatura em Filosofia apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Coimbra, [sn.n.], 1971. In-8.º (22,5 cm) de VII, [1], 472, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Obra de fôlego. Importante estudo académico sobre D. Francisco Alexandre Lobo, religioso beneditino, uma das personalidades mais influentes do círculo de D. Miguel I e pedagogo do regime.
D. Francisco Alexandre Lobo nasceu em Beja, de pais plebeus, em 1763. Foi educado segundo os princípios da Religião Católica, por seus pais até partir para Coimbra, recebendo protecção de um padrinho clérigo.
Cursou na Faculdade de Teologia, em Coimbra, de 1781 a 1786, tendo sido despachado lente da mesma Faculdade por carta régia de 1806. [...]
Não iremos deter-nos longamente com a Biografia de D. Francisco Alexandre Lobo, pois já se encontra escrita, como Auto-Biografia, ainda que incompleta, nas Obras do Bispo de Vizeu Impressas à custa do Seminário da sua Diocese.
O que o Bispo de Viseu não disse de si fala dele a sua obra.
Gostaríamos mais de conseguir delinear um esboço da sua formação cultural e política, visto nos ocuparmos de um homem da contra-revolução e de um pedagogo do Governo de D. Miguel."
(Excerto da Introdução - 1.º D. Francisco Alexandre Lobo. A sua formação cultural)
Índice:
Prefácio. | Introdução: 1.º D. Francisco Alexandre Lobo. A sua formação cultural; 2.º O Ministro de Estado e o tradicionalismo político; 3.º A Teoria Política. Aliança do Trono e do Altar.|  I - O reformador e a reforma: conceitos e princípios. II - Os estudos: seu estado e reorganização. III - O magistério: a ciência e a consciência. IV - Os discípulos: instrução e educação moral e cívica. V - Livros elementares: revisão e elaboração. | Conclusão. | [Apêncice documental]. | [Errata].
Francisco Alexandre Lobo (Beja, 1763 - Viseu, 1844). "Religioso da Ordem de São Bento, era Doutor em Teologia. Foi professor na Universidade de Coimbra e Bispo de Viseu, tendo desempenhado também outros cargos relevantes na vida pública da época. Por esse motivo, é consensualmente considerado uma figura de relevo na vida cultural e política da segunda metade do século XVIII e primeira metade do século XIX."
(Fonte: BANZA, Ana Paula, O Discurso histórico e crítico de D. Francisco Alexandre Lobo: um olhar diferente sobre a vida e a obra de Vieira. Universidade de Évora)
Exemplar brochado, stencilizado, em bom estado geral de conservação. Capas cansadas. com vincos.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
30€