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17 julho, 2021

CATÁLOGO DA 6.ª EXPOSIÇÃO DE ARTE MODERNA NO ESTÚDIO DO SPN. Novembro : 1941
. [Lisboa], Edições SPN, 1941. In-4.º (23,5x18,5 cm) de 10, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Catálogo relativo a Pintura e Escultura, onde constam alguns dos nomes mais sonantes do panorama nacional. A lista é composta pelo nome do artista, o seu endereço domiciliário e o título das obras apresentadas na exposição. Integraram a mostra colectiva, entre outros, Abel Manta, António Dacosta, Álvaro Perdigão, Carlos Botelho, Dórdio Gomes, Eduardo Viana, Emérico Nunes, Almada Negreiros, Thomaz de Mello, Leopoldo de Almeida, Salvador Barata Feyo.
A capa do catálogo tem a assinatura "F. G".
Publicação histórica no cenário das artes nacionais, sendo muito curioso a inclusão na mesma da morada dos participantes na exposição.
"As Exposições de Arte Moderna do S.P.N./S.N.I. foram criadas por António Ferro em 1935, no âmbito da ação cultural do então denominado Secretariado de Propaganda Nacional (S.P.N.), renomeado Secretariado Nacional de Informação, Cultura Popular e Turismo (S.N.I.) em 1945.
As exposições realizaram-se anualmente 14 vezes, até 1951, com exceção de 1937, 1943 (neste caso por passagem de Dezembro a Janeiro seguinte) e 1950, tendo as duas primeiras decorrido na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA) e as restantes no próprio S.P.N./S.N.I., Palácio Foz, Praça dos Restauradores, Lisboa.
Realizadas por convite aos artistas, a importância destas exposições prende-se com a sua regularidade e com o impacto que tiveram na vida artística nacional ao contrariarem o tradicionalismo naturalista que dominava os Salões da SNBA. No seu campo, estas mostras anuais foram "a mais brilhante manifestação da «Política do Espírito» de Ferro. […] Tratava-se […] de dar corpo a um projeto entusiasticamente apresentado por Ferro em 1935: de «estimular» novos artistas, desde que eles revelassem «inquietação», dentro dos limites dum «indispensável equilíbrio» - que seria condição necessária e definidora da arte aceite nos salões".
Salvo raras exceções (como Diogo de Macedo), praticamente todos os principais nomes da 1.ª e 2.ª geração de artistas modernistas em atividade participaram, de forma esporádica ou regular, nestas mostras oficiais."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
20€

19 outubro, 2019

PIRES, José Cardoso - DINOSSAURO EXCELENTISSIMO. Ilustrado por João Abel Manta. [Lisboa,], Arcádia, 1972. In-4.º (24,5 cm) de 93, [3] p. ; [21] f. il. ; E.
1.ª edição.
Edição original desta obra polémica, satírica, publicada pouco tempo após a morte de Salazar, em pleno período de governo Marcelista.
Impressa em papel encorpado, ilustrada com belíssimas gravuras de João Abel Manta (21), bem como a capa, que também é de sua autoria.
"Dinossauro Excelentíssimo é uma fábula satírica de José Cardoso Pires que retrata a vida de Salazar, a sua ditadura e o Portugal do Estado Novo num tom bastante irónico e amargurado. Carlos Reis designa a fábula de "relato violentamente satírico sobre a figura de Salazar" (verbete José Cardoso Pires, in Biblos, vol. 2, 213).
O livro foi editado pela primeira vez em 1972 pela Editora Arcádia, com ilustrações e capa de João Abel Manta. Embora datado de "Natal de 69 e Março de 71", o autor afirmou em entrevista a Artur Portela Filho, tê-la escrito em 1970. Nesta época José Cardoso Pires encontrava-se em Londres no King's College de Londres a leccionar Literatura Portuguesa e Brasileira. Mais tarde passou a estar incluído nas colectâneas de contos O Burro-em-Pé (1979) e A República dos Corvos (1988). Na referida entrevista, José Cardoso Pires descreve as circunstâncias que permitiram a publicação do livro e lhe deram notoriedade: numa discussão na Assembleia Nacional sobre a liberdade de imprensa, um deputado ultrafascista, Casal Ribeiro, em discussão com Miller Guerra, quis demonstrar a existência de liberdade dando como exemplo a publicação de Dinossauro Excelentíssimo. Depois disso já não seria possível à censura retirar o livro das livrarias nem a PIDE poderia perseguir o seu autor."
(Fonte: wikipédia)
"Supõe-se, está vagamente escrito, que esse imperador veio realmente do nada. Que nasceu algures numa choupana, filho de gente-nada ou pouca-coisa, camponeses ao desabrigo. Que muito possivelmente estudou por cartilhas de aldeia; por catecismos também. Mais: a acreditar nos compêndios das escolas, teria vindo ao mundo iluminado por Deus - e tanto assim que, ainda muito mocinho, fez ciência entre os doutores.
Nessa altura chamava-se Francisco ou Vitorino; Adolfo, talvez Adolfo Hirto; ou Benito Marcolino, Zé Fulgêncio, Sebastião Desejado - não interessa. O que interessa é que quando deram por ele já tinha outro nome: Imperador. Dinossaurus Um, Imperador e Mestre."
(Excerto da Parte Primeira, O homem que veio do nada)
José Cardoso Pires (1925-1998). "Foi jornalista, tendo colaborado em vários jornais e revistas. Iniciou a sua atividade como escritor publicando, em 1949, o livro Os Caminheiros e Outros Contos. Depois seguiram-se, até 1997, ano em que publicou a sua última obra – Lisboa, Livro de Bordo – mais 17 livros, distribuídos por diversos géneros literários – conto, romance, crónica, ensaio, teatro. A sua obra literária não é redutível a uma escola literária definida. Ela coloca-se entre o surrealismo, o neorrealismo, e sofre uma forte influência da linguagem cinematográfica, bem como de alguns escritores norte-americanos, nomeadamente Ernest Hemingway. As suas obras valeram-lhe vários importantes prémios literários nacionais e internacionais, nomeadamente o Prémio da União Latina, o Prémio Dom Dinis, o Grande Prémio APE, o Prémio Pessoa, entre outros. Várias das suas obras foram traduzidas para outras línguas e adaptadas ao cinema e ao teatro. José Cardoso Pires morreu em Lisboa em outubro de 1998, com 73 anos de idade."
(Fonte: https://www.estantedelivros.com/2017/01/novidade-leyartp-dinossauro-excelentissimo-de-jose-cardoso-pires.html)
Encadernação em tela com ferros gravados a ouro na lombada, revestida por sobrecapa policromada.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. guarda.
Invulgar.
35€

18 agosto, 2012

QUEIROZ, Eça de - PRIMEIRO DE MAIO. Ilustrações de João Abel Manta. Lisboa, «O Jornal», 1979. In-fólio (30cm) de 18 p. ; il. ; B.
1ª edição.
Contém 4 belíssimos desenhos de João Abel Manta alusivos ao texto, com o retrato caricaturado de Eça em 1º plano, e a reprodução da 1ª página da «Gazeta de Notícias».
"A crónica de Eça de Queiroz que agora se publica, e que apareceu há 87 anos na Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro, foi até 29 de Maio de 1977 - data em que a apresentámos aos leitores do semanário O Jornal - um texto inteiramente desconhecido em Portugal. Graças à referência que encontrámos nessa obra preciosa e monumental que é a Bibliografia Queirociana do poeta e ensaísta galego Guerra da Cal, foi-nos possível a sua recolha na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro." (excerto da nota de abertura)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€