SOUZA (Nemo), J. Fernando de - O ESPIRITISMO E A DOUTRINA DA EGREJA. (Conferencia na Liga de Acção Social Chistã em 8 de Maio de 1923). Lisboa, Composição Rua da Lucta, 30, 2.º : Impressão Rua do Mundo, 12, 1923. In-8.º (19cm) de 30, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Conferência proferida pelo Conselheiro Fernando de Sousa. Trata-se de um curioso ensaio sobre o espiritismo, encarado sob o ponto de vista do catolicismo, religião professada pelo autor.
"A ancia de conhecer os segredos de alem-tumulo e de comunicar com os mortos, para que nolos revelem e, sobre tudo, para mitigar as dores da separação de seres queridos, em todos os tempos determinou praticas tendentes a projectar a luz sobre essa região mysteriosa.
Ao mesmo tempo, em torno da religião, - que é a crença num mundo superior, no qual se acha o objecto supremo das legitimas aspirações do coração e da consciencia e com o qual é possivel ter comunicação, - surge a vegetação parasitária da magia, - perversão da sciencia e da religião, crença em poderes mysteriosos, quasi sempre malfasejos, arte de dominar por observancias ocultas e de aspecto religioso as forças da natureza e as influencias do mundo invisivel.
Os mais degradados selvagens, como os mais requintadamente civilisados, pagam tributo a essa doença mental, tanto mais quanto maior é a sua ignorancia ou menosprezo da verdadeira religião.
As feitiçarias dos povos selvagens, os magos da antiguidade, as bruxas da Edade-Media, os mediuns e ocultistas do tempo presente, são os profissionaes dos erros que alastram e invadem os espiritos na proporção em que afrouxa ou se escurece a fé religiosa, pois crendice e incredulidade ou ignorancia religiosa se aliam quasi sempre, tão profundas e indestructiveis são as aspirações da alma, que procuram em doutrinas e praticas suspeitas o alimento, que não recebem da religião verdadeira."
(Exerto de Perante o mysterio de alem-tumulo)
Matérias:
Introducção necessaria. Advertencia prévia. Perante o mysterio de alem-tumulo. Os ensinamentos da Egreja : Synthese doutrinal: Autoridade da Egreja; A vida intima de Deus; A obra da creação; A lei da provação e a queda original; A vida de além-tumulo; Comunicações com os mortos. O moderno espiritismo: Breve resenha historica; As revelações dos espiritos; O perispirito; Factos naturaes e preternaturaes; O perigo do espiritismo e as prohibições da Egreja. Catholicismo e espiritismo: Incompatibilidade doutrinal; Contradicções doutrinaes; O espiritismo em Portugal. Theosophismo e ocultismo. Conclusão.
José Fernando de Sousa, geralmente conhecido como Fernando de Sousa e pelos pseudónimo jornalístico Nemo (Viana do Alentejo, 1855 - Lisboa, 1942). "Foi um engenheiro, jornalista, escritor, político e militar português."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel.
Raro.
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12 maio, 2018
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09 junho, 2013
ARGUS (pseud.) – A MAÇONARIA EM
PORTUGAL : o sub-solo da revolução. Cartas da Belgica – 1.ª Serie. Paris, Ligue
Anti-Maçonnique, [1910-]. In-8º (19,5cm) de XVI, 126, [2] p. ; B.
Publicação anti-maçónica. Obra publicada sob pseudónimo e atribuída a José Ernesto Marques Donato (1871-?), antigo conservador da Biblioteca da Universidade de Coimbra, ou ao Conselheiro José Fernando de Sousa (1855-1942), engenheiro, jornalista, escritor, político e militar, que também utilizava o pseudónimo jornalístico «Nemo». Esta 1ª série das «Cartas da
Bélgica» foi tudo quanto se publicou.
“Vão correr mundo, reunidas em volume, as Cartas de Belgica, que constituiram a
primeira serie e foram bem acolhidas pelo publico, quando vieram a lume na
imprensa periódica.
Valem apenas pelos factos que revelaram, mercê de um feliz
acaso, que me proporcionou o exame de authenticos documentos maçonicos,
clandestinamente impressos e subtrahidos, na sua distribuição, ás vistas do mundo profano.
Apesar das naturaes reservas de tão malfazeja associação,
que não submete aos azares da impressão os seus segredos mais tenebrosos,
encontrei n’elles o bastante para desmascarar, em toda a sua hediondez, o
sectarismo, a maldade e a hypocrisia d’esse corrilho. Dou por bem empregadas as
horas d’exilio que a essa tarefa improba, mas necessaria, consagrei. Abriram-se
os olhos de muitos que sorriam compassivamente da caturrice dos accusadores da Maçonaria.
As publicações jornalísticas exercem uma acção no momento e
por isso efémera e fugaz. Excellente arma de combate, embora não dispensem o
livro.”
(excerto da advertência)
Matérias abordadas:
- A Maçonaria é a grande corruptora dos povos. – O seu
cerimonial é repugnante de baixezas. – A maçonaria é autocrata e
descricionaria. – O regímen inquisitorial maçonico. – A Maçonaria é o
estrangeirismo em Portugal. – Intolerancia e ferocidade maçonicas. – A
maçonaria é antes de tudo anti-catholica. – Covil para satisfazer ambições. – O
segredo das lojas e a alçada do Codigo Penal. – Bajoujices e patacoadas
maçonicas. – A chuchadeira das fitas, trolha e aventaes. – Caçada aos tolos e
armadilha aos parvos. – Antro politico de perturbação social. – Agencia
tenebrosa de espionagem. – Galopinagem e bachanaes maçonicas. – A grande
corruptora da escola e da familia.
“Ahi teem os leitores a livre crapula, associada ao livre
pensadeirismo, que tem na seita o seu baluarte.”
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
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