Mostrar mensagens com a etiqueta Marketing & Publicidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marketing & Publicidade. Mostrar todas as mensagens

26 junho, 2022

COELHO, José Gabriel Pinto - MARCAS COMERCIAIS E INDUSTRIAIS.
Ensaio sôbre a teoria jurídica das Marcas Comerciais e Industriais e do nome do estabelecimento no Direito Português (com referências ao Direito Brasileiro)
. Lisboa, Portugal-Brasil, [1922]. In-4.º (23 cm) de 133, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Estudo pioneiro sobre a denominação dos estabelecimentos e marcas comerciais, sua propriedade e direito de transmissão, matérias que davam os primeiros passos em Portugal no período que se seguiu à Grande Guerra.
"Como o título da obra indica, limitámo-nos a registar aqui os princípios fundamentais sôbre as marcas e sôbre o nome do estabelecimento, procurando assim dar a nossa contribuição para a construção técnica da respectiva teoria jurídica, que entre nós não fôra ainda devidamente organizada num trabalho sistemático sôbre o assunto, facto êste que, em nosso ver, muito se ressente a nossa jurisprudência referente á matéria.
Aproveitámos para êste fim alguns elementos que havíamos reunido quando tivemos a nosso cargo a regência da cadeira do direito comercial na Universidade de Coimbra, e condensámos bem assim nestas páginas o fruto das investigações especiais a que nos entregámos, quando em 1918 estivemos, em comissão da Faculdade de Direito da mesma Universidade, estudando a jurisprudência das nossas estações oficiais sôbre marcas de fábrica e de comércio. Servem de relatório dessa comissão de estudo as páginas que aqui  consagramos à referida matéria."
(Excerto da Advertencia)
Índice:
[Advertencia]. | I - Marcas de Fabrica e de Comercio. Introdução - Conceito e evolução da marca. I. Carateres da marca; II. Composição, propriedade e transmissão da marca. II - Nome do estabelecimento. I. Conceito e carateres do nome do estabelecimento; II. Propriedade e transmissão do nome do estabelecimento.
José Gabriel Pinto Coelho (1886-1978). "Formou-se em Coimbra, tendo sido professor catedrático nesta universidade. Em 1919, transferiu-se para Lisboa tendo dirigido a Faculdade de Direito e exercido as funções de vice-reitor, antes de ser nomeado reitor. Apoiante do Estado Novo, chegou a presidir à Câmara Corporativa.
Com um dos reitorados mais longos história da universidade, quase dez anos, Pinto Coelho teve um papel importante na organização académica e administrativa da universidade. Em particular, procurou estabelecer um novo sistema de distribuição e de controlo das finanças universitárias e desenvolver uma estrutura mais consistente do pessoal não docente.
Foi durante o seu reitorado que se deram, finalmente, os passos decisivos com vista à construção dos novos edifícios do Hospital Escolar e Faculdade de Medicina, Faculdade de Direito, Faculdade de Letras e Reitoria."
(Fonte: https://www.ulisboa.pt/bio/jose-gabriel-pinto-coelho)
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado geral de conservação. Manuseado. Capa apresenta pequena falha de papel na margem lateral.
Muito invulgar.
Com interesse histórico, comercial e jurídico.
20€

08 maio, 2022

"VIGORIZADOR ELECTRICO" (MARCA DE FABRICA) DO DR. McLAUGHLIN
. Lisboa, Imprensa de Libanio da Silva, 1904. In-8.º (20 cm) de 86 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Livro de propaganda a um aparelho - o Vigorizador Eléctico - apresentado como meio para a cura de diferentes maleitas por acção da corrente eléctrica, invento do Dr. McLaughlin, com consultório em meio mundo, incluindo Lisboa, na Rua Augusta, 188 - 2.º andar. Impresso nos primeiros anos do novo século, em período de franca expansão dos conceitos teórico-práticos do magnetismo animal, trata-se de um interessante exemplo de marketing americano, desenvolvido em época de poucas (ou nenhumas) restrições à imaginação e promoção da charlatanice, mais ou menos bem intencionada. Raro e muito curioso.
Ilustrado ao longo do texto com desenhos e gravuras, bem como diversas estampas em página inteira.
"Vivemos da edade electrica. Atravessamos um periodo e inventos no ramo da electricidade e nada mais justo que se façam grandes progressos na applicação do dito agente physico para a cura de muitos padecimentos que atacam o homem. [...]
A experiencia, acompanhada de um estudo conscencioso e cheio de fé; uma observação detida das necessidades dos enfermos e dos debeis, combinada com uma ambição ardente de applicar os meios que podessem combater mais efficazmente os elementos que originam o enfraquecimento do organismo, permittiram-me criar um dos methodos mais maravilhosos da applicação da electricidade ao organismo humano, e congratulo-me do meu exito por haver aperfeiçoado um apparelho que vence todos o inconvenientes inherentes no emprego da electricidade e que cura em absoluto em conformidade com a exposição de factos simples e sincera, para pessoas doentes, e por haver organizado o maior negocio de esta classe que ha no mundo.
Com milhares de curas que já se levaram a effeito, e milhares de pessoas agradecidas que expressam em voz alta a sua gratidão por havel-os livrado dos horrores da dôr e da decrépitude, como garantia de futuro exito, espero aimda maiores resultados dos meus sforços para demonstrar á verdade do xioma de toda a minha vida, «que a electricidade é a base de toda a vida animal e sem ella não poderiamos viver».
Estas palavas prestam-se a um profundo estudo, e a vós, os que buscaes a saude, as recommendo, assim como muitas outras verdades que encerra este livro."
(Excerto da Introducção pelo Dr. M. A. McLaughlin)
"É um facto demonstrado que a electricidade é o mais natural de todos os remedios para a cura das doenças que affligem o corpo human o. Todo o medico que professe idéas modernas advoga o tratamento electrico e reconhece a sua superioridade sobre todos os agentes medicos, sobre tudo na sua applicação ás doenças que se relacionam com o systema nervoso. Esta é a admissão pratica da força electrica sobre os nervos e orgãos vitaes, de onde resulta para toda a pessoa pensadora, a convicção de que o meio de applicar tão poderoso agente de uma maneira efficaz, deveria considerar-se como a maior fortuna para a humanidade enferma."
(Excerto de Discurso sobre os processos do Dr. McLaughlin)
"Quando nos detemos a considerar que o nosso systema nervoso é a fonte e vida para os rins, o figado, o estomago, o cerebro, os orgãos sexuaes, e as varias funcções organicas do corpo e que depende a sua existencia do elemento vivificador da electricidade, e que sem esta vida é impossivel que o corpo possa manter a sua condição normal... [...]
Era. por tanto, de imperiosa necessidade o averiguar ou descobrir um meio simples, economico, mas efficaz, que podesse produzir e applicar correntes electricas, sem que levasse juntos os inconvenientes que se experimentam no uso de remedios ordinarios; e este vasio é o que veio preencher o Dr. McLaughlin, ao inventar o seu Vulgarizador Electrico.
Attentos sempre ás necessidades de todos aquelles a cuja saude tem dedicado os seus maiores disvellos o Dr. McLaughlin, vem de anno em anno melhorando o seu invento, até que o consegio levar ao mais alto grao de perfeição, abarcando n'este simples apparelho um meio de saturar o organismo de electricidade de uma maneira suave e fortalecente, rodeando, a parte dorida ou lesionada por uma corrente galvanica suave e continua que terá que infundir n'aquella saude, dia por dia, sem interromper para nada os habitos usuaes do padecente, e proporcionando uma cura simples e de senso commum, que tem bem merecida a immensa fama que disfructa hoje em dia em todas as partes do mundo civilisado."
(Excerto de Alguns factos que demonstram que o Vigorizador Electrico do Dr. McLaughlin é uma cura ou remedio natural)
Matérias: Introducção.| Discurso sobre os processos do Dr. McLaughlin. | Alguns factos que demonstram que o Vigorizador Electrico do Dr. McLaughlin é uma cura ou remedio natural. | Algumas palavras acerca dos nossos famosos apparelhos. | Mal de Bright [Insuficiência Renal Crónica]. | A electricidade como curativo. | Algumas palavras aos que soffrem. | Dor nas costas. | Varicocele. | Os tres periodos de debilidade seminal. | Um regulador para graduar a força electrica. | Dores rheumaticas. | Vinte annos de progresso. | O systema nervoso. | Dyspepsia ou indigestão. | A força de vitalidade em diversas edades. | Recusem-se os apparelhos baratos e de nenhum valor. | Pode cada um curar-se a si mesmo? | Homens que parecem gigantes na sua estructura physica e que não obstante carecem de potencia sexual. | O Vigorizador Electrico combate as perdas seminaes. | Aos homens que trabalham. | Padecimentos femininos. | Lista dos Consultorios e Escriptorios do Dr. McLaughlin e Companhia. | Lista dos preços dos Vigorizadores Electricos do Dr. Mclaughlin, para ambos os sexos.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

12 agosto, 2018

PALISSY, Bernardo e ROUDÉS, Silvain - PARA TRIUMPHAR NA VIDA. Conselhos praticos para adquirir fortuna. A Sciencia da Felicidade. A fortuna não virá ter comtigo, deverás ir têr com ella. [Saúde - Riqueza - Felicidade : Êxito nos Amôres e nos Negocios]. Lisboa, Deposito de Empreza Litteraria Universal, 1917. In-8.º (19,5cm) de 128 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso guia para o "sucesso", verdadeiro compêndio centenário de autoajuda e marketing comercial e relacional.
"Em presença das condicções difficeis que atravessamos e que procuram subverter todos os espiritos que não sejam dotados d'uma certa firmeza, desanimando-os e tornando-os incapazes de qualquer iniciativa, affigura-se da maior conveniencia social dar aqui alguns conselhos a fim de mostrar que só os destituidos de vontade, os passivos, os que não querem ou não sabem querer é que hão-de continuar a debater-se no meio das necessidades mais urgentes e a ser desprezados como se desprezam os vencidos da vida."
Matérias:
Considerações geraes. I. - Como se verifica a existência da vontade. - Maneira de submeter uma vontade forte. Attenção e reflexão. - A energia e a actividade, productos de uma vontade forte. Como se curam as doenças da vontade. II. - A fortuna não virá ter comtigo, deverás ir ter com ella. como estar bem armado - A confiança de ti próprio - Não será inferior aos outros - A maneira de sêr superior - Para vencer a timidez - - Como se adquire aprumo - Aprenderás a falar -  Metodo para obter a facilidade de elocução necessaria ao homem superior. III. - A educação das commoções. - Paixões oppressivas e paixões excitantes - Apaziguamento da impulsão - Concentração de energia - Não terás nem abatimento nem colera - A luta contra a adversidade - Para dar impressão de força - A impassibilidade, seu valor - A ponderação - As vantagens da solidão e do silencio. IV. - A vontade, poder maravilhoso - O homem que vence - A verdadeira vontade - O papel da autosugestão - Metodos psicologicos - Da influencia das paixões no desenvolvimento da vontade - Methodos praticos - Exemplos variados - A pedra filosofal ao alcance de todos. V. - A vocação - Maneira de descobrir e de lhe obedecer - O estudo das difficuldades - Não ha pequenas coisas - Desprezarás o acáso e a sorte - Serás audacioso - As duas audacias: a util e a perigosa - Saberás aproveitar a occasião. VI. - As melhores profissões - O que pode fazer uma mulher só e pobre - Os recursos desprezados - Requesitos de um bom comerciante - A arte de fazer uma boa exposição de fazendas e de atrahir freguezes - O especialista - Escolha dos nomes das especialidades - O fabricante deve seguir o gosto da sua freguezia. VII. - Conveniencia do reclamo e do annuncio. VIII. - O commerciante por atacado - Citação do Commercio e Industria - O papel dos agentes e dos viajantes - O telephone e os negocios - Como os freguezes se tornam amigos - O commercio retalhista - Relações do commerciante com o comprador - Para ser excellente vendedor - A execução das encommendas - A vigilancia do pessoal - A offerta e a procura - O ganho - Fixação do preço de venda - Venda a prompto pagamento e a credito - As maximas d'um bom commerciante. IX. - A mulher no commercio. X. - Como se deve educar a creança para que mais tarde possa realizar o seu ideal.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro e muito interessante.
25€

24 março, 2018

AUDITÓRIO - RTP : Radiotelevisão Portuguesa. [S.l.], [RTP], [1969]. In-8.º (23,5cm) de 221, [3] p. ; il. ; [5] f. desd. ; B.
1.ª edição.
Estudo pioneiro, verdadeira peça de arqueologia radiotelevisiva. Trata-se de um curioso e interessantíssimo trabalho/relatório sobre medição de audiências televisivas, o primeiro que sobre este assunto se publicou entre nós.
Ilustrado com inúmeros gráficos e quadros estatísticos, cinco deles em folhas desdobráveis. Inclui reprodução do documento utilizado no inquérito.
"Apresentamos nesta publicação alguns elementos sobre o auditório da televisão no nosso país, tanto do ponto de vista qualitativo como quantitativo.
A avaliação da audiência atingida pelas suas emissões e a sua correspondente extratificação é um dos principais problemas que se põe a qualquer estação radiodifusora - quer se trate de rádio quer de televisão. Com efeito, dada a circunstância de a sua comunicação com o «seu público» ser feita multidireccionalmente «para o ar», a questão é de importância vital. Devem ainda destacar-se as duas metas a atingir com qualquer dos veículos de informação referidos: por um lado, a sua função educativa e recreativa; por outro, a sua utilização como «meio» de difusão publicitária. Este último aspecto, ìntimamente relacionado com o desenvolvimento económico do País, dada a dimensão das verbas movimentadas, obriga a profunda análise tendente a «ver» e a «prever» a sua rentabilidade.
Os estudos do auditório dos «meios» rádio e televisão apresentam dificuldades que se podem classificar de duas espécies: técnicas e institucionais.
As dificuldades técnicas têm-se resolvido por meio da experiência adquirida em repetidos ensaios dos vários sistemas em uso, todos diferentes e aplicáveis segundo os objectivos visados.
As dificuldades de tipo institucional são devidas à concentração e proliferação de estações emissoras e correspondente programação das mesmas. Entre nós, se são importantes estas dificuldades, no domínio da rádio, tal não se verifica quanto à televisão, pelo menos enquanto o 2.º programa desta não entrar em funcionamento pleno, quer do ponto de vista geográfico, que de programação. [...]
A RTP, consciente da importância destes problemas, promoveu através da sua Divisão de Relações Exteriores, Serviço de Estatística, um estudo deste tipo, estendido a todo o País, e incidindo sobre a 2.ª semana de Janeiro de 1969."
(Excerto da Nota explicativa)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas apresentam sinais de humidade junto ao corte inferior, mais visível na contracapa, atingindo as três últimas folhas do livro.
Raro.
Sem registo na BNP - Biblioteca Nacional.
Peça de colecção.
Indisponível