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09 setembro, 2026

CHERNOVIZ, Pedro Luiz Napoleão -
MODO DE CONHECER A IDADE DO CAVALLO, DO BURRO, DAS BESTAS MUARES, DO BOI, DO CARNEIRO, DA CABRA E DO PORCO, FUNDADO NAS OBSERVAÇÕES MAIS MODERNAS DOS MEDICOS VETERINARIOS.
Por.. Doutor em medicina, Cavalleiro da Ordem de Christo. Com 52 figuras intercaladas no texto. Pariz, Em Casa do Autor, 1866. In-8.º (21,5x14 cm) de 30, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual veterinário para identificação dos animais pela dentição. Metade da obra é dedicado ao estudo do Cavalo.
Ilustrado no texto e em página inteira com numerosos desenhos exemplificativos.
"A dentição offerece um meio certo de conhecer a idade do cavallo.
O cavallo tem 40 dentes, e ás vezes 44, quando tem os quatro molares supplemetarios; a egua 36, e ás vezes 40, quando tem as quatro presas. Achão-se estes dentes distribuidos symetricamente pelas duas queixadas, metade em cada queixada, e denominão-se da maneira seguintye: doze incisivos, que fechão n'um semi-circulo as extremidades anteriores das arcadas dentarias; quatro presas ou colmilhos, que faltão ordinariamente nas eguas, situado no espaço que separa os molares dos incisivos; vinte e quatro molares ou queixaes, repartidos pelos lados da bocca; e quatro molares supplementarios (quando os ha) situados antes dos primeiros molares.
Chamão-se dentes caducos ou de leite, aos que cahem em epocas certas, e são substituidos por outros; e dentes substituintes, dentes de cavallo ou de adulto, são os que vem occupar o lugar dos dentes caducos; finalmente dentes permanentes, são aquelles que depois de nascidos não cahem nem soffrem phase alguma de substituição.
É pelos seis dentes incisivos da queixada inferior que se obterm dados positivos para se conhecer com certeza a idade de um cavallo."
(Excerto de Idade do cavallo)
Pedro Luiz Napoleão Chernoviz (Piotr Czerniewicz) (1812-1881). "Nasceu em 11 de setembro de 1812, em Lukov na Polônia. Filho de Francisco Czerniewicz e D. Tecla Przegalinska.
Iniciou os estudos em 1830, como estudante de medicina na Faculdade de Varsóvia, porém precisou sair de seu país, por ter participado de um levante contra o domínio russo. Assim como milhares de outros poloneses, recebeu abrigo em território francês, onde deu continuidade aos seus estudos, doutorando-se, aos 25 anos, em medicina pela Faculdade de Montpellier.
Com o intuito de expandir seus conhecimentos, em 1840, mudou-se para o Brasil. Em dezembro do mesmo ano, teve seu diploma reconhecido pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e foi aceito como Membro Titular na Academia Imperial de Medicina com a memória intitulada “O uso de nitrato de prata nas doenças das vias urinárias”. No ano seguinte, em 1841, recebeu a comenda de “Cavalheiro da Ordem do Cristo”.
Entretanto, ao entrar em contato com as vivências e costumes da capital brasileira, percebeu que, para atingir seus propósitos de enriquecimento, o meio mais eficaz não seria clinicar ou dedicar-se a cirurgia. Isto porque já haviam muitos consultórios médicos e de cirurgiões renomados na cidade do Rio de Janeiro. Entretanto, o mesmo não se aplicava aos vilarejos interioranos, afastados dos grandes centros urbanos. A partir desta constatação, Chernoviz dedicou-se à ideia de produzir manuais em língua portuguesa, que tivessem explicações sobre o conjunto posológico e indicações de procedimentos básicos, que pudessem orientar leigos e acadêmicos nos atendimentos diários e nos primeiros diagnósticos. Faleceu em 31 de agosto de 1881 em Paris, na França."
(Fonte: https://www.anm.org.br/pedro-luiz-napoleao-chernoviz-piotr-czerniewicz/)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e falhas de papel marginais e junto à lombada. Protegido por capilha de papel vegetal.
Raro.
Peça de colecção.
50€
Reservado

28 março, 2026

MONTEIRO, José - O CAVALO LUSITANO : contributo para o seu estudo. 
[Por]... Médico-veterinário, ex-chefe dos Serviços Coudélicos, sócio honorário e consultor da Associação Portuguesa de Raças Selectas, etc. [Lisboa], [Ministério da Agricultura e Pescas], 1983. In-4.º (25x19 cm) de 205, [3] p. ; [20] f. il. ; E.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do Cavalo Lusitano, o mais antigo cavalo de sela do mundo, animal nobre, generoso e ardente, mas sempre dócil e sofredor, sendo que, "neste momento, a competição, o toureio, a arte equestre utilizam cada vez mais cavalos Lusitanos em todo o Mundo".
Obra de referência sobre o tema, publicada no Boletim Pecuário do MAP, ilustrada com 30 desenhos e fotogravuras, a p.b. e a cores de representantes da raça, distribuídos por 20 folhas extra-texto impressas sobre papel couché.
"A designação de lusitano atribuída ao cavalo que de há longos séculos se cria em Portugal, deriva do nome do primeiro povo histórico - os lusitanos - que habitou grande parte do actual território nacional e parte do território que é hoje Espanha."
(Excerto de O cavalo da Lusitânia)
"O cavalo de Portugal conhecido por lusitano é o protótipo do cavalo de sela, isto é, um cavalo que alia à beleza e harmonia do modelo um temperamento dócil e generoso e uns andamentos fáceis e cómodos e brilhantes.
A sua rusticidade, o seu equilíbrio natural e a sua versatilidade, permitem-lhe uma perfeita adaptação a todos os climas, a todos os terrenos e a várias modalidades hípicas."
(Excerto de Características Morfo-funcionais do Cavalo Lusitano)
Índice: Agradecimentos. | Prefácio. | Origem e evolução do Cavalo. | Origem e evolução do Cavalo na Península Ibérica. | O cavalo da Lusitânia. | Características Morfo-funcionais do Cavalo Lusitano: Padrão da Raça. Alguns dados biométricos. Pelagem. Aptidão funcional. Provas Morfo-funcionais. | Áreas de expansão do Cavalo Ibérico. Raças Derivadas. | Métodos de Exploração. | Fins da Exploração: Cavalos de sela e cavalos de desporto. Forças Armadas. Cavalos de Serviço. Criação Mulateira. Cavalos para abate. | Efectivo cavalar actual no continente. | Exterior do Cavalo Lusitano: Cabeça e Pescoço. Balanceiro Cervical. Garrote. Dorso e Rim. Garupa. Peitoral. Ventre. Costado. Flanco. Anus e Perineo. Orgãos genitais masculinos. Testículos e Bolsas. Pénis e Forro. Orgãos genitais femininos. | Membros e seu Funcionamento. | Aprumos do Cavalo Lusitano. | Regiões dos Membros. | Membro Torácico: Espádua. Braço. Antebraço. Codilho. Joelho. | Membro Pélvico: Nádega. Soldra. Perna. Curvilhão. | Regiões comuns ao Membro Torácioco e ao Membro Pélvico: Canela e Tendão. Boleto. Quartela. Coroa. Casco ou Pé. | O Cavalo Lusitano e os Concursos de Modelo e Andamentos. | Perspectivas da Criação Cavalar Nacional. | Principal bibliografia consultada.
Belíssima encadernação meia de pele com cantos, recente; lombada decorada com nervuras, título e autor a ouro em 'casas fechadas'. Tintado à cabeça. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
120€

17 fevereiro, 2026

SIMÕES, José Alves - MANUAL DE SIDERÒTÈCNÍA PARA USO DOS APRENDIZES DE FERRADOR. Por... Coronel-Veterinário. Segunda edição (melhorada). Lisboa, Esc. Tipografica das Oficinas de S. José, 1932. In-8.º (21,5x15 cm) de 204 p. ; il. ; B.
Importante manual sobre o trabalho na forja, devotado à arte de "calçar" os animais, e o equídeo em particular.
Obra pioneira em língua portuguesa.
Ilustrada no texto com fotogravuras e desenhos esquemáticos.
"Devido é, ao leitôr, o motivo da publicação da presente obra.
Quem, por imposição de cargo oficial, têve, alguma vez, de ministrar o uso da sideròtècnia nos corpos montados do exército, conheceu práticamente as dificuldades com que lutou, suscitadas pela carencia absoluta dum pequêno manual escrito em língua portuguêsa, que servisse de expositor.
Dos raros trabalhos nacionais, existentes no género, pouco ha de aproveitavel, pecando uns por deficiencia, outros por nocividade da doutrina.
Quanto a obras estranjeiras, existem verdadeiros primôres, versando o assunto, mas estão naturalmente póstas de parte, pelo desconhecimento, que os alunos decerto teem, dos idiômas, em que se acham escritas.
Estes factos sugeriram-nos a ideia, de sem estulta vaidade, tentar o preenchimento desta lacuna, compondo um livrinho, onde, a par da indispensavel teoria, se mostrassem os métodos práticos de ferração, usuais no país. [...]
Se, como o delineámos, o livro não correspondêr ás necessidades nacionais da arte, e outro mérito lhe não fôr reconhecido, crêmos não lhe será regateado o de registo de numerôso vocabulário sideròtècnico, cuja maioria de têrmos, apênas viventes na linguagem falada, careciam de inscrição, porquanto um grande número passou completamente despercebido aos nossos dicionaristas. [...]
O estudo da sideròtécnia necessita de longa aprendizagem.
Não basta conhecêr a teoria; só a prática e muita prática, por ela esclarecida, e guiada por bons mestres na sua aplicação, junta á indispensável aptidão do indivíduo, e ao desejo de aprendêr, produzem um bom profissional.
A êste respeito, no nosso país, tudo está por fazer. Faltam escolas, mestres, livros, cursos e alunos! Vive-se tão sómente da rotina."
(Excerto do Prólogo da primeira edição)
"Sideròtècnía significa a arte de forjar e ferrar.
Forjar consiste em fabricar a ferradura; e ferrar é prepara-la e applica-la com arte ao pé dos animais.
Chama-se ferradura ou peça, antigamente cornozêlo e ferraza, a uma chapa, de ordinario metálica, destinada a proteger-lhes o pé.
Dentre os que o homem utiliza, necessitam de ser ferrados o cavalo, a muar, o jumento e o boi.
Usa-se a ferragem para garantir o casco contra o gastamento, conservando ao mesmo tempo a forma, propriedades e bom funcionamento de suas diferentes partes.
Com ela se consegue igualmente remediar os inconvenientes de certos defeitos de aprumo, irregularidades no andar, atitudes viciosas na cavalariça, algumas doenças do pé e por vêzes facilitar a aplicação de pensos, medicamentos, etc.
Como se vê, a sideròtècnía desempenha um papel vasto e importante. Sem o seu aussílio, o homem não poderia utilizar o cavalo, a muar, etc."
(Excerto de Preliminares)
Índice:
Prólogo [da primeira edição] | [Prólogo da segunda edição] Preliminares | Primeira Parte: I - Exterior do cavalo. II - [ - ]. III - Funções do pé. IV - Mecânica do pé. Segunda Parte: I - Forjar. II - Ferrar. III - [ - ]. Terceira Parte: Ferrações estrangeiras. Quarta Parte: Ferrações especiais. Quinta Parte: Ferração da muar, jumento e boi. Sexta Parte: [ - ].
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Capas manchadas, com defeitos. Sem papel lombada. Interior correcto. Deve ser encadernado.
Muito raro.
A BNP dá conta de um exemplar desta edição e nenhum da primeira.
Peça de colecção.
50€

03 fevereiro, 2026

ALGÔDRES, Conde de Fornos d' -
EQUITAÇÃO E HIPPOLOGIA.
Pelo... Quarta edição, corrigida e acrescentada pelo auctor. Prefacio de João Viegas de Paula Nogueira, Professor do Instituto de Agronomia e Veterinaria de Lisboa. Com 50 gravuras. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira : Livraria Editora, 1914. In-8.º (22x15,5 cm) de 295, [1] p. ; il. ; E.
Quarta edição deste famoso tratado de equitação, preferível à que as precederam porque significativamente melhorada e ampliada.
Trata-se de um importante trabalho abrangente devotado ao Cavalo, e aos exercícios equestres - o Hipismo e a Alta-Escola.
Ilustrado no texto com belíssimos desenhos de exemplares da diversas raças, entre outros, o Alter Real, e movimentos relacionados com saltos e Alta-Escola.
"Dizem que um prefacio é apenas uma apresentação. Se assim é, não sei qual de nós dois - o auctor ou o prefaciador d'este livro - terá maior jus a ser o apresentante do outro.
Porque a verdade é esta: o auctor, o sr. Conde de Fornos d'Algôdres, possue todas aquellas qualidades que exornavam muitos dos homens da antiga aristocracia, habituados á equitação tão querida dos sportsmen, e simultaneamente ao sua ve convivio das boas lettras... [...]
Hippologia e Equitação são os titulos da obra que vae ler-se; e acertadamente o auctor os juntou, porque mal irá ao candidato a cavalleiro, se de todo lhe falharem os conhecimentos hippologicos.
Se o cavallo, em vez de um organismo vivo, fosse apenas uma complicada machina material, susceptivel de executar diversos movimentos, sujeitos a leis fixas e invariaveis, que diriamos de quem tivesse a pretensão de bem dirigir-lhe o jogo do complexo mechanismo, ignorando por completo a feitura de cada uma das peças e o artificio com que ellas se relacionam entre si, para produzirem os effeitos dynamicos? [...]
Importa, pois, ao cavalleiro conhecer a estatica e a dynamica do cavallo, antes de lhe utilisar o esforço. [...]
Essa primeira parte é um resumido compendio do Exterior do cavallo; mas resumo substancioso, do qual foram amputadas todas as superfluidades, para só ficarem os preceitos capitaes. [...]
Mais notavel ainda pela sã doutrina é o capitulo que se occupa da producção cavallar portugueza. Ha alli bastante que aprender, e oxalá os nossos lavradores se inspirassem nas considerações e preceitos que encerra esse capitulo, bem como o que termina a primeira parte da obra e se refere á alimentação e hygiene do cavallo.
A segunda parte - Equitação - achei-a eu tão clara, tão concisamente escripta que, ainda mesmo pouco pratico do assumpto, me julgaria capaz de, guiado só por este livro, me arvorar - não ousarei dizer em professor de equitação, mas pelo menos em estudante, sem outro mestre da nobre arte."
(Excerto do Prefacio)
Manuel Nicolau Cardoso e Melo, 3.º Conde de Fornos de Algôdres (Fornos de Algodres, 1839 - 1913). "De seu nome completo Manuel Nicolau de Abreu Castelo Branco Cardoso e Melo, era sobretudo um apaixonado por hipismo e hipologia. Fidalgo da Casa Real. Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra. Foi Governador Civil de Leiria e Presidente da Câmara Municipal de Santarém."
(Fonte: https://www.geni.com/people/Manuel-Nicolau-de-Abreu-Castelo-Branco-Cardoso-e-Melo-3%C2%BA-Conde-de-Fornos-de-Alg%C3%B4dres/6000000016103701938)
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a ouro e negro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pasta posterior algo manchada.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
75€

05 julho, 2024

NORMAS GERAIS PARA A MANUTENÇÃO E UTILIZAÇÃO DE CÃES MILITARES -
Ministério do Exército : Direcção do Serviço de Saúde
. [Lisboa], SPEME, 1965. In-8.º (18x12,5 cm) de 23, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Manual militar para utilização do cão em condições extremas nas ex-Províncias Ultramarinas, durante a guerra colonial.
Informação dos Serviços do Exército, de acesso reservado.
Obra rara. A BNP não menciona.
"A importância e diversidade das missões que podem ser confiadas aos cães militares em serviço no Ultramar e o desconhecimento generalizado, por parte das tropas, das normas principais da sua utilização, justificam a necessidade da divulgação dum folheto.
Não é do âmbito deste folheto falar em pormenores do treino, que dizem respeito aos Centros Cinotécnicos, interessando principalmente focar os aspectos da manutenção e utilização."
(Introdução)
"Em todas as missões, quer defensivas ou de segurança, quer ofensivas, a presença dos cães representa um elemento de apoio moral para o pessoal.
É susceptível de reforçar o moral e contribuir consideràvelmente para o bom êxito de certas missões.
Na prática o cão age como um «radar vivo», especializado segundo a orientação do treino.
Ele manifesta por vezes reacções extremamente discretas mas que necessitam ser registadas e interpretadas. Em todas as missões trata-se sempre de um trabalho de detecção baseado nos seus sentidos extraordinàriamente desenvolvidos.
O seu emprego é limitado pelo meio geográfico (natureza do terreno, clima) e as condições tácticas. Daí a necessidade de fazer do seu utilizador um especialista que deve saber interpretar as suas indicações."
(Excerto de Utilização: - Princípios gerais)
Índice:
Normas gerais para a manutenção e utilização de cães militares: - Introdução. História. Pessoal: - Missão do condutor; - Missão do comandante de secção. Material. Higiene individual. Alimentação. Alojamentos: - Higiene do canis. Utilização: - Princípios gerais.
Conselhos práticos aos condutores de cães: Utilização própriamente dita. Missões de guarda: - Guarda fixa; - Guarda em sistema de «Trolley»; - Guarda em corredor de ronda; - Guarda em liberdade. Missões de patrulhamento. Missões em pistagem.
Factores que favorecem a conservação da «pista» e consequentemente podem facilitar o trabalho do cão.
Factores que prejudicam a conservação da pista e consequentemente dificultam o trabalho do cão.
Conselhos práticos aos condutores de cães de pista.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

13 outubro, 2023

TÓRGO, Alves -
CARTEIRA DE UM VETERINARIO : apontamentos ao alcance de todos.
Sobre as principaes doenças internas do Cavallo, Boi e Cão. Por... Lente do Instituto de Agronomia e Veterinaria. Lisboa, Typographia Mattos Moreira e Pinheiro, 1897. In-8.º (16x11 cm) de VI, [1], 324 p. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual veterinário para utilização dos amadores/interessados no bem estar nos animais, para resolução de emergências quando na impossibilidade de recorrer a profissional habilitado.
"Não para substituir o medico-veterinario em todas as circumstancias, mas como recurso de occasião onde e quando a assistencia clinica d'aquelle seja de todo impossivel - e não são poucas as vezes que isso succede - vai ver mundo este ligeiro trabalho com o modesto e suggestivo titulo de Carteira de um veterinario. Vale este titulo o mesmo que dizer que não se trata de um desenvolvido trabalho, mas de umas simples notas ou apontamentos - ineditos uns, outros colligidos - sobre as principaes doenças internas das tres especies de animaes domesticos que mais interessam ao homem. [...]
De resto, esta Carteira vai preencher a falta, desde longe sentida, de um tratado de veterinaria pratica, escripto em portuguez e á altura dos modernos conhecimentos scientificos.
Por isso muito póde e deve ella utilizar, no que respeita ás principaes doenças internas do cavallo, boi e cão, a todas as pessoas que tenham de vêr-se a braços com um animal doente, longe de todo o auxilio veterinario."
(Excerto do preâmbulo - Duas palavras)
Alves Tórgo (1850-?). Nasceu em Vila Real a 25 de Outubro de 1850. Ardente, sincero e forte na propaganda da Republica, a sua fé jamais esmoreceu, o que importa o maior elogio do seu carácter e das suas convicções democráticas. Exerceu desde longa data o magistério como lente do Instituto de Agronomia e Veterinária, e o seu saber, foi por outros, lisonjeado e distinguido pela sua classe, que sempre procurou honrar, não só na cátedra, como também em congressos e revistas da especialidade. Dedicou-se durante anos, em quase todas as suas horas de ócio à educação das classes populares, de que é testemunho a obra simpática e benemérita do Centro Escolar Affonso Costa."
(Fonte: http://clubedohistoriador.blogspot.com/2011/04/alves-torgo.html)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com pequenas falhas marginais.
Muito invulgar.
Indisponível

30 junho, 2023

RAFAEL, José Maria de Sousa -
A AMBRINA NO TRATAMENTO DAS FERIDAS (experiencias comparativas).
Tese de Doutoramento em Medicina Veterinária. De... Lisboa, Tip. Henrique Torres, 1929. In-8.º (21,5 cm) de 62, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante ensaio académico sobre a utilização da Ambrina - substância plástica, de cor semelhante ao âmbar, com propriedades terapêuticas.
O presente trabalho inclui uma amostragem documentada em pormenor sobre a eficácia da ambrina no tratamento de feridas nos cães, animal eleito para o estudo.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Por nunca ter sido estudado em Medicina-Veterinária, foi-nos lembrado este assunto para tratar na nossa tese.
Não é absolutamente moderno, em medicina humana, o emprego da Ambrina no tratamento das queimaduras, mas ele foi sobretudo praticado durante a Grande Guerra; chegaram mesmo a instalar hospitais apenas para individuos queimados onde não só se aplicava exclusivamente aquele penso, como ainda se ensina a tecnica da sua aplicação, a medicos e enfermeiras especialmente enviados para esse tirocinio.
As nossas experiencias não incidiram apenas em queimaduras; foram feitas tambem em outras feridas, provocadas ou operatorias."
(Excerto do preâmbulo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
A BNP menciona a obra (sem identificação do autor).
Indisponível

24 maio, 2022

SILVA, Roberto - ALIMENTAÇÃO RACIONAL DO CAVALO DE GUERRA.
Thése apresentada em 1919
. Elvas, Typographia e Stereotypia Progresso, 1919. In-8.º (21,5 cm) de 59, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Tese de licenciatura apresentada à Escola Superior de Medicina Veterinária alguns meses após o final da Grande Guerra. No final do trabalho, o autor apresenta 3 "Observações", isto é, três casos práticos por si desenvolvidos onde relaciona a qualidade/quantidade de ração vs. trabalho pedido aos animais para apuramento de conclusões quanto à "alimentação racional" a ministrar aos solípedes.
Monografia rara e muito curiosa, impressa em Elvas, sobre a qual não existem referências bio-bibilográficas.
"Ao serviço militar desde que terminei o curso e, por consequencia, não podendo dispôr de mim sempre que o desejava; n'um meio falho dos recursos de que precisa lançar mão todo aquele que pensa - no caso presente, a quem fazem pensar - em elaborar um trabalho de tal natureza, resolvi ensaiar a aplicação dos princípios de higiene aos solípedes que me foram confiados, regulando a alimentação a fornecer-lhes pelo trabalho que d'eles é exigido sem desequilíbrio da sua integridade organica e funcional.
As experiencias que fiz e são o fêcho da minha obra, mais facilmente a desenharão no seu esquelêto.
Todas as acções fisiologicas, suas causas e efeitos, mais ou menos directamente ligadas ao acto nutritivo, bem como todas as que influenceiam a maquina animal de fórma a transformarem n'ela, a energia latente em trabalho, são apontadas n'este livro e englobadas em dois capítulos:
O primeiro estuda os alimentos na sua composição química e a digestão nas suas diferentes fases, mostrando quais os agentes que desdobram os princípios alimentares até á sua assimilação.
O segundo diz respeito ao estudo as relações em que a materia alimentar deve existir em toda a ração capaz de garantir, ao indivíduo, o seu equilibrio fisiologico, bem como ao estudo da transformação de energia sob a fórma de alimento em energia sob a fórma de trabalho, encerrando-o a série de experiencias em que assenta esta despretenciosa obra."
(Excerto do preâmbulo)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
25€

18 outubro, 2020

CORRÊA, João Pedro - MANUAL DE SIDEROTECHNIA PRATICA OU ARTE DE FORJAR E FERRAR. Por... Veterinario lavrador, Chefe de Clinica Cirurgica do Hospital Veterinario do Instituto de Agricultura de Lisboa etc. Lisboa, Typographia de Coelho & Irmão, 1869. In-8.º (21,5 cm) de [4], III, [1], 55, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante tratado novecentista, muito ilustrado com desenhos relacionados com o assunto ao longo do texto, sobretudo ferraduras
. Obra dedicada pelo autor ao Marquês de Castelo Melhor, seu protector.
"A arte de forjar em Portugal, está apenas reduzida ás regras, boas ou más, segundo o mestre que as tem ditado possue mais ou menos senso commum, ou uma ligeira, deficiente, e ás vezes falsa doutrinação, recebida da leitura de alguns tratados de alveitaria, pela maior parte elaborados no tempo em que eram reduzidos a quatro todos os elementos da natureza.
Não desejamos arrogar-nos absolutamente a distincção honrosa de auctor d'esta obra, que vamos traçar, porque nem mesmo teriamos os requisitos necessarios para tanto; todavia, n'este ensaio temo-nos servido mais da observação pratica, e da reminiscencia de parte do nosso curso, do que compilações e traducções, mais ou menos fieis, dos livros já escriptos sobre a arte de ferrar.
No decurso d'este trabalho tencionámos sacrificar os termos mais scientificos á linguagem usada na pratica: só onde a não podermos absolutamente empregar, designaremos as cousas e os factos, por palavras technicas, explicando seguidamente qual a sua significação."
(Excerto da Introducção)
Matérias:
Introducção. I - Definição e Historia da ferradura. II - Organisação e funcções do pé do cavallo e do boi. III - Ferradura normal e cravo. IV - Forjar. V - Ferrar. VI - Ferrar a quente e a frio, e pelo processo Charlier. VII - Ferradura correctiva. VIII - Ferradura pathologica. IX - Hygiene dos pés dos animaes. X - Formulario siderotechnico. Erratas.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos marginais.
Raro.

Peça de colecção.
Indisponível

13 junho, 2019

SANT'ANA, Henrique de - A RAÇA BRAVA E O SEU APROVEITAMENTO. Tese de... Escola Superior de Medicina Veterinaria. [S.l.], [s.n. - imp. na Tip. Henrique Torres, Lisboa], 1919. In-8.º (22cm) de 38, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Tese de final de curso sobre o touro bravo ribatejano, também conhecido por "boi da terra", cujas áreas de criação se estendiam, sobretudo pelo Ribatejo - de Vila Franca de Xira à Golegâ e da Chamusca a Alcochete -, e em menor número pelo Alentejo.
...........................................
"Existe no nosso paiz, como de todos é sabido, uma raça de bovinos, a raça brava ribatejana ou boi da terra.
Por esta ultima designação sómente é conhecida no Ribatejo mórmente nos concelhos de Coruche e Benavente.
Se a sua existencia é por demais conhecida, as suas aptidões são, pela maioria do nosso povo, ignoradas e por muitos depreciadas. Esta depreciação é filha da ignorancia que há nas demais regiões do paiz do quanto ela é util.
Muitas vezes ainda resulta de opiniões tacitamente concebidas. Não presta por que é bravo e porque é bravo não pode prestar.
Eis a maxima.
Outros, ainda, fulminam a sua existencia sentenciosamente: Deve desaparecer, porque duas coisas há improprias do seculo XX, a construção de uma egreja e a organisação de uma corrida de touros.
Para estes, os touros bravos servem tam sómente para touradas.
A despeito de tudo, estas e aquelas estão ainda de pé."
(Excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na capa frontal e na f. rosto.
Raro e muito curioso.
Peça de colecção.
35€

09 maio, 2019

TORRES, José Pinto Machado - O CÃO : nas suas relações com o homem. Breves considerações sobre a transmissibilidade d'algumas doenças e a sua prophylaxia. Dissertação inaugural apresentada á Escola Medico-Cirurgica do Porto. Porto, Imprensa Nacional de Jayme Vasconcellos & Irmão, 1907. In-8.º (21cm) de 71, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante tese académica sobre as principais doenças que acometem os cães, e os cuidados a ter para evitar o contágio humano.
"A raiva é uma doença virulenta, de natureza microbiana, cujo germen, ainda desconhecido, parece atacar de preferencia os centros nervosos.
Alguns auctores já teem descripto para esta doença um microbio; no emtanto as suas affirmações não teem sido confirmadas. Dizemos, todavia, que esta doença é de natureza microbiana, porque a sua marcha, o seu modo de propagação, a attenuação do virus rabico faz-nos admittir essa hypothese, apesar do micro-organismo ser ainda desconhecido.
A raiva póde observar-se n'um grande numero de animaes - lobo, gato, boi, cavallo, porco, e sobretudo no cão - e transmitte-se ordinariamente pela mordedura d'esses animaes raivosos.
A raiva no homem é quasi sempre transmittida pelo cão; parece-nos, pois, conveniente conhecer os symptomas da doença n'este animal."
(Excerto de Raiva)
Matérias:
[Preâmbulo]. - Taenias. - Sarna. - Tinhas. - Actinomycose. - Tuberculose. - Raiva. - Doenças diversas. - Proposições.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta risco a lápis de cor azul.
Raro.
Sem registo na Bibiloteca Nacional.
Indisponível

26 abril, 2019

MOREIRA, Rafael - ALGUNS DOS MELHORES E MAIS BELOS CÃES DO PORTO. Álbum organizado pelo médico-veterinário... [S.l.], [Composto e impresso na Tipografia Rocha & Irmão, Suc. - Vila Nova de Gaia], 1958. Oblongo (21x27,5cm) de [4], 40 p. il. ; B.
1.ª edição.
Bonita edição de prestígio, impressa em papel de superior qualidade, por certo com tiragem reduzida, para oferta a clientes e amigos da clínica veterinária do autor. Álbum profusamente ilustrado com fotografias de belíssimos exemplares das mais variadas raças caninas - nacionais (sobretudo Serras da Estrela, Podengos e Perdigueiros) e estrangeiras -, nas palavras do autor, "os mais belos cães do Porto", ou pelo menos, aqueles cujos donos frequentaram a sua clínica.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa de Rafael Moreira.
"Na nossa cidade do Porto tem-se desenvolvido nestes últimos anos o gosto pelos cães de boa raça, sendo já bastante frequente verem-se muitos exemplares com categoria até mesmo para figurarem nas exposições caninas.
Casas há onde temos encontrado belíssimos cães e riquíssimas cadelas, tudo da mesma raça. E está bem, é assim mesmo que se deve fazer, para se obterem boas ninhadas de puro sangue.
Mas também há casas que preferem ter cães e cadelas de várias raças, e então é preciso haver muito cuidado para evitar o acasalamento de animais de raças diferentes, tornando-se indispensável isolar rigorosamente as cadelas durante os períodos de cio, ou então permitindo-lhes nessas épocas apenas a companhia de um cão da mesma raça."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo sujas. contracapa apresenta pequena falha de papel no canto superior esquerdo.
Raro e muito curioso.
Peça de colecção.
Indisponível

22 agosto, 2018

PROST-LACUZON, J. & BERGER, H. - DICCIONARIO DE VETERINARIA HOMŒOPATHICA OU GUIA HOMŒOPATHICA PARA O TRATAMENTO DAS DOENÇAS DOS ANIMAES DOMESTICOS. Por... Traducção do francez. Lisboa, Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, impressor da Casa Real, 1878. In-8.º (20,5cm) de 359, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Importante tratado de medicina homeopática veterinária em forma de dicionário.
"É no intuito de fazer participar os animaes domesticos dos beneficios da homœpathia que escrevi este livro. Apresento-o como vade-mecum indispensavel aos veterinarios praticos, aos proprietarios de gado, aos cultivadores, aos officiaes de cavallaria, e em geral ás pessoas que, tendo a seu cargo, cavallos, cães, bois, vaccas, carneiros, cabras, ovelhas, porcos, galinhas, etc., quizerem ou precisarem tratar com facilidade e promptidão as doenças d'estes animaes.
Analysei com attenção as causas, os symptomas e os medicamentos: as causas, que permittem evitar a doença, os symptomas, que a fazem conhecer; os medicamentos, que fornecem os meios de a curar. [...]
Entendi dever, quanto ao modo de formular este Diccionario, recorrer á coadjuvação de um pratico experimentado, mr. Henri Berger, alumno das escolas de veterinaria, e antigo veterinario do exercito. Meu livro lucrou muito com os seus preciosos conselhos.
A pedido de algumas pessoas compuz uma pharmacia do veterinario homœpathico, á qual dei primeiro, debaixo do titulo: Medicamentos veterinarios homœpathicos e suas indicações therapeuthicas, a nomenclatura dos medicamentos, que cumpre ter sempre, com a indicação das doenças em que ensaiei o emprego d'estes medicamentos e reconheci os seus effeitos. Em seguida apresento algumas noções sobre o modo de administrar as dóses.
Compuz tambem, debaixo do titulo: Animaes domesticos e suas doenças, um quadro com o nome dos animaes, onde agrupei as diversas molestias de que são atacados, e para ellas notei symptomas proprios e experimentei um tratamento especial."
(Excerto do Prologo do auctor)
Jules Prost-Lacuzon (1817-1899). Natural de Dole (Jura), França. Médico e romancista. Membro da Société d'émulation du Jura e membro correspondente da Sociedade Médica Homeopática de França.
E
xemplar brochado em bom estado geral de conservação. Sem contracapa. Capa frágil com defeitos, algo manchada, com falhas de papel. Pelo interesse e raridade da obra recomenda-se o seu restauro e encadernação.
Raro.
35€

01 abril, 2017

FIGUEIRA, Francisco - EXTERIOR DO CAVALLO. Por... Medico veterinario militar. Lisboa, Typographia Universal, 1899. In-8.º (21,5cm) de 160 p. ; E.
1.ª edição.
Interessante tratado de Exterior do cavalo.
"Como medico-veterinario da Escola pratica de cavallaria pertenceu-nos reger, nos annos lectivos de 1894-95 e 1895-96, a aula de hippologia do curso de sargentos.
No exclusivo proposito de facilitar e simplificar o ensino, pois que ao regular e proficuo cumprimento do nosso dever se oppunham duas serias difficuldades - o limitado numero de lições em que o curso tinha de ser feito e, por parte dos alumnos, a ausencia completa de conhecimentos especiaes que os auxiliassem no estudo da hippologia -, preparámos este trabalho."
(excerto da introdução)
"Em Hippologia entende-se por Exterior o estudo da configuração apparente do cavallo debaixo do ponto de vista da sua utilidade e do seu valor.
Este estudo póde resumir-se no seguinte problema:
Dado um cavallo, determinar pelo exame da sua conformação exterior o genero de serviço para que é mais proprio (utilidade), e avaliar a somma e a duração dos effeitos que a sua machina é capaz de produzir (valor).
Na superficie do corpo do cavallo encontram-se signaes, que exprimem, de uma maneira mais ou menos clara, a boa ou má disposição interior; que indicam o genero de serviço para que o cavallo é mais proprio, e permittem que, com uma tal ou qual certeza, se calcule a somma e a duração dos effeitos que a sua machina é capaz de produzir. A utilidade e o valor do cavallo acham-se, portanto, cifrados na superficie do corpo, e é o estudo do Exterior que ensina a saber vêr e interpretar esses signaes exteriores, a resolver o problema enunciado."
(excerto do preâmbulo, Exterior)
Matérias:
I - Regiões. II - Proporções e compensações. III - Taras especiaes dos membros. IV - Aprumos. V - Attitudes e andamentos. VI - Idade. VII - Pellagens. VIII - Exame do cavallo em venda.
Encadernação da época em tela com ferros gravados a seco e a ouro na pasta frontal. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Manuseado, com defeitos nas pastas e na lombada. Sem f. anterrosto. F. rosto apresenta assinatura de posse e pequena falha de papel no canto sup. dto. Sublinhados a lápis ao longo do texto.
Raro.
Indisponível

21 janeiro, 2017

SILVA, Diocleciano Pereira e - MEMÓRIAS DE UM MÉDICO VETERINÁRIO. [S.l.], [s.n. - imp. Tipografia Açor, Lda., Angra do Heroísmo], 2004. In-8.º (21 cm) de 177, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de episódios e vivências de uma vida dedicada à medicina veterinária na Ilha Terceira, incluindo o autor neste conjunto de memórias a infância e os amigos.
Tiragem: 1000 exemplares.
"Diocleciano Maria da Silva vai surpreender não só os seus conterrâneos que, julgo, não lhe atribuiriam estes dotes de escrita, como os leitores em geral por se encontrarem perante uma prosa limpa, despreocupada, cativante, raiando quase uma oralidade próxima da nossa tradição de contadores de histórias. [...]
Mas, passemos à frente. Escrevi sobre "como" escreve e, agora gostaria de chamar a atenção sobre "o que" escreve. O nosso doutor Diocleciano Silva que, no decorrer das suas curtas narrativas se afirma e reafirma de veterinário, amplia os seus diagnósticos e prognósticos a um ponto tal que a lição, para nós humanos, continua a ter o maior cabimento: ensina-nos a ultrapassar coxeaduras se tivermos um problema ortopédico; ensina-nos a encarar com optimismo uma situação de parto que se avizinha problemático; ensina-nos a domina a dor sem ter de recorrer a anestésicos; ensina-nos a suturar auxiliados por agulhas improvisadas."
(Excerto do prefácio de um Amigo)
Índice:
Memória da Juventude: - O Galeão. - O Mergulho. - Toiros e Cavalos. - Hipnose. - O Curso e a Ilha.
Memória da Profissão: - Uma Profissão. - O Armário. - O Caracolário. - O Coice. - As Arrobas. - O Cãozinho. - Empatia. - O Carro Velho. - Vacas, Veados e Cães. - Valério. - A Cesariana. - O Abcesso. - Os "Serras". - Negociantes. - O Gatinho. - O Mojo. - Boneco. - O Tampo Movediço. - Inteligência. - Tio Francisco. - O "Calçado". - A Metade. - O Meu Amigo Zé. - Óscar. - Minerva. - Dois Irmãos. - Olhos.
Memória de Amigos: - O Raio Verde. - A Sopa. - Joãozinho de Copacabana. - O Pescador Américo. - Macaronésia. - Jonica. - O Homem e os Bichos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível

06 janeiro, 2016

RÉS, Joaquim Ferreira - O GADO CAVALLAR EM PORTUGAL. Por... Medico-veterinario. Lisboa, Administração do Portugal Agricola, 1898. In-8.º (17,5cm) de [4], 147, [5] p. Bibliotheca do Portugal Agricola
1.ª edição.
Interessante monografia sobre o Cavalo em Portugal.
"É nos tempos geologicos, nos fins da epoca terciaria, que foram encontrados os primeiros antepassados do cavallo. O solipede mais antigo, approximando-se verdadeiramente do cavallo, é, na Europa, o equus stenonis do plioceno medio; mas n'outras regiões, sobretudo na India, houve outros equideos pertencentes a differentes especies, consideradas por Grandy como passagens entre o hipparion e o cavallo."
(excerto do Cap. I, O cavallo considerado em geral: - Antiguidade geologica)
                                    ..........................
"Merece-nos agora especial menção a coudelaria d'Alter, por ter sido a primeira e ultima, até hoje, onde se alcançou crear e firmar a unica raça cavallar do paiz, fixa, selecta e distincta, cujos echos de fama chegam até nós nuns tremulos de cruciante saudade, e, diremos mesmo, onde se fabricou a materia prima a empregar na reconstituição d'essa miscellanea hippica, que ora para ahi se recria. Os productos da coudelaria d'Alter chegaram a ser considerados os mais fieis representantes da raça antiga do alfarás peninsular de ascendencia oriental."
(excerto do Cap. II, Coudelaria Real d'Alter do Chão)
Matérias:
I. O cavallo considerado em geral:
- Antiguidade geologica. - Classificação zoologica. - Origem, segundo a lenda arabe. - Sentimentos de rancor, d'affeição, de brio, de enthusiasmo.
II. Resumo historico da producção cavallar portugueza desde a fundação da monarchia até ao presente.
- Coudelaria real de Alter do Chão. - Estado actual da producção hippica do paiz. - Meios actualmente empregados para melhorar a producção cavallar, e pricipaes fins a que visam.
III. Cavallo inglez puro sangue:
- Origens e caracteres physicos. - Boas qualidades. - Defeitos. - Influencia como agente melhorador do gado cavallar portuguez.
IV. Cavallo arabe puro sangue:
- Origem. - Caracteres morphologicos. - Boas qualidades. - Defeitos. - Importancia como elemento melhorador da gado cavallar portuguez.
V. Confronto dos dois typos cavallares, inglez e arabe, considerados como sementaes melhoradores da producção equina portugueza.
VI. Conclusão.
Exemplar em desencadernado bom estado de conservação. Sem capas. Assinatura de posse nas f. rosto e anterrosto.
Raro.
A BNP possui apenas um exemplar registado na sua base de dados.
Indisponível

24 outubro, 2013

SOUSA, Alfredo d'Almeida Ferreira de - BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O MELHORAMENTO DAS RAÇAS CAVALLARES EM PORTUGAL. Instituto de Agronomia e Veterinaria. Dissertação inaugural apresentada e defendida por... Outubro 1907. Lisboa, Typographia de Eduardo Rosa, 1907. In-8º (21,5cm) de 99, [1] p. ; [1] mapa ; B.
Contém mapa desdobrável da distribuição dos cavalos reprodutores pelos postos hípicos no ano de 1907.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"É bello todo o cavallo em que ha uma perfeita harmonia adaptação dos orgãos ou regiões ás suas funcções, e do conjuncto ao serviço a que o animal é destinado.
Belleza é em hippologia synonimo de bondade.
Descrever um cavallo é, pois, descrever as suas bellezas, já a absoluta, que deve existir em todos seja qual fôr o serviço a que são destinados, já a relativa, que constitue uma aptidão para um serviço especial."
(excerto do texto)
Matérias abordadas:
- Introducção. - Historico. - O cavallo: Antemão. Membros anteriores. Corpo. Postmão. Membros posteriores. Aprumos. Apreciação do conjuncto, da energia e temperamento do cavallo. Cavallo de sella. Cavalo de tiro. - Raças portuguezas e mestiços. - Reproductores: Typos francezes. Typos inglezes. Typo hespanhol. Typos portuguezes. Typos orientaes. Raça aficana. - Eguas fantis. - Regiemen alimentar. - Conclusões.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Falha de papel no topo e na parte inferior da capa.
Raro.
Indisponível

09 março, 2013

PREGO, João da Motta – PRÁTICA DE LEITARIA : manteigas e queijos. Porto, Magalhães & Moniz, 1911. In-8º (19cm) de 486, [2] p. ; [6] plantas desd. ; il. ; E.
Ilustrado com desenhos no texto e 6 plantas desdobráveis.
Contém diversas tabelas e desenhos esquemáticos.
1ª edição.
“Intitulámos este trabalho «Prática de Leitaria», por ter exclusivamente por fim resolver as difficuldades práticas, e onde, portanto, os industriaes podem adquirir conhecimentos technicos da maior utilidade para o exercício desta industria no meio portuguez. […] Com os fim de auxiliarmos ainda a industria no seu caracter essencialmente agricola, damoslhe indicações, não só sobre as differentes raças leiteiras, como sobre as melhores forragens para a alimentação das vaccas, seus processos de cultura, composição de rações, regimen, etc.” (excerto do prefácio)
Encadernação em meia de percalina com ferros a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

22 fevereiro, 2012

VALE, J. Miranda do - O EXTERIOR DO CAVALO. 4ª Edição. Lisboa, Editorial Notícias, [1990]. In-8º (21cm) de 160 p. ; mto il. ; B. Colecção Rústica, 5
Ilustrado com desenhos e fotografias a p.b. no texto e em página inteira.
"Definição do exterior: O estudo da conformação exterior do cavalo ensina a conjecturar sobre o seu valor e a determinar-lhe a respectiva aptidão."
"O Prof. Miranda do Vale foi uma das maiores autoridades do seu tempo, de valor reconhecido tanto no plano nacional como nos meios internacionais. A obra, que agora se apresenta em nova edição, mantém toda a sua actualidade. Guia de estudo de várias gerações de veterinários, O Exterior do Cavalo continua a ser, ainda hoje, ponto de referência obrigatório para quantos se interessam pelo nobre animal. (excerto da apresentação).
Bom exemplar.
Esgotado.
10€