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26 abril, 2026

GIL, Manuel Figueiredo dos Santos - COMMERCIO DE LIVROS : dissertação bibliologica.
Por... Alumno da cadeira de bibliologia da Bibliotheca Nacional de Lisboa
. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1909. In-8.º (22 cm) de 32 p. ; B.
1.ª edição.
Dissertação académica versando o Comércio de Livros, obra muito curiosa, com indubitável interesse histórico, bibliófilo e de merecimento universitário.
"Sem pretender attribuir-me meritos indevidos, poisque o leitor aquilatará do valor real principalmente pelo trabalho produzido e não pelas fadigas de preparação, devo, comtudo, prevenir desde já que a presente dissertação foi composta, como não podia deixar de ser á vista de auctoridades irrecusaveis no assumpto. Este não é materia de phantazia ou imaginação, que qualquer curioso architecte á sua banca de trabalho segregado dos respectivos documentos comprovantes.
A parte especial e fundamental do meu trabalho - commercio de livros - não se acha expendida ex professo em auctor nenhum; porquanto um tratadista occupa-se do commercio de livros de certa especialidade; outro só d'uma epocha, v. g. livros antigos (P. L. Jacob); este só de livros preciosos e raros ou rarissimos e até unicos (Philomneste Junior); aquelle allude incidentalmente ao preço duma ou outra especie bibliographica (A. Cim)."
(Excerto do preâmbulo - Razão de ordem)
Índice:
Preâmbulo - Razão de ordem | I. - O commercio e a solidariedade internacional. II. - O commercio de livros através a Historia. III. - O commercio de livros e a cultura intellectual.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas algo oxidadas, com pequenos cortes marginais.
Raro.
Com significado histórico e bibliográfico.
35€

16 dezembro, 2024

EXPOSIÇÃO DE SUPER-LIBROS.
Realizada no Palácio Foz. Secretariado N. de Informação, Cultura Popular e Turismo - CATÁLOGO. Lisboa, Academia Portuguesa de Ex-Líbris, 1958. In-8.º (19x14,5 cm) de 71, [1], [2], [8] f. il. ; E.
1.ª edição.
Relação dos 142 itens que constituíram esta exposição.
Ilustrada no final com 20 fotografias distribuídas por 8 páginas separadas do texto.
Desta importante mostra mandou-se imprimir o presente catálogo com tiragem limitada a 250 exemplares - sendo este o n.º 125 - rubricados pelo presidente da Academia Portuguesa de Ex-Líbris.
Encadernação inteira de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Pasta frontal apresenta pequena "esfoladela" no canto superior direito.
Raro.
Indisponível

12 dezembro, 2024

CUNHA, Margarida & DOMINGOS, Manuela D. -
ENCADERNAÇÕES DA «LIVRARIA DE DUARTE DE SOUSA».
Revista da Biblioteca Nacional - 1/1994 Separata. Lisboa, BNP, 1994. In-4.º (24,5x17 cm) de 13, [1] p. (149-161 p.) ; [8] p. il. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante estudo de bibliopegia, com interesse para a história da encadernação entre nós, incidindo na colecção de um conhecido bibliófilo português, - Duarte de Sousa, - cujos livros foram encadernados nas melhores casas portuguesas da especialidade.
Opúsculo ilustrado com 8 estampas a cores separadas do texto.
"António Alberto Marinho Duarte de Sousa (1896-1950) foi um conhecido coleccionador da primeira metade do século XX. «Bibliófilo distinto e apaixonado cultor de belas encadernações» - como o definiu Matias Lima, na sua obra Encadernadores Portugueses - foi reunindo pacientemente o que de mais representativo ia encontrando para a história da Cultura Portuguesa, quer em obras impressas, quer mapas, gravuras, selos, etc. Na colecção que hoje se conhece podem considerar-se dominantes as seguintes áreas temáticas: Portugal visto pelos estrangeiros, em diversas épocas; acção missionária portuguesa; descrições dos territórios de África, Brasil, Índia, Açores e Madeira; náutica e Descobrimentos portugueses; relatos de viagens; Restauração; época Pombalina, especialmente o terramoto de 1755.
As obras eram adquiridas junto dos mais importantes livreiros portugueses e estrangeiros. Pela observação de alguns Catálogos que se conservam na própria «Livraria», poderão verificar-se as múltiplas anotações manuscritas nos mesmos, que claramente induzem algumas daquelas temáticas preferenciais, assim como as intenções de compra relativamente a leilões de bibliotecas. [...]
Discutível o gosto, a falta de originalidade ou a legitimidade artísticas de alguns pastiches, o certo hoje é a representatividade dos artistas encadernadores portugueses, sobretudo lisboetas, que nela se espelham, mostrando, pelo menos, as respectivas técnicas e capacidades de execução. Sendo bem visível o carácter «ostentatório» deste conjunto, não pode ocultar-se, também, a eficácia da protecção que os sólidos dourados à folha e os revestimentos de peles genuínas prestaram aos livros... [...]
Neste apontamento é nossa intenção apresentar apenas o que esta colecção - cerca de 2000 títulos, dos séculos XVI a XX - possui de mais representativo, no foro das encadernações, quer originais, quer encomendadas pelo coleccionador.
Além de uma apreciação global deste conjunto, trabalhámos depois, directamente, sobre uma «amostra» que cobre 10 por cento da Colecção, sendo, sensivelmente, homóloga quanto à cronologia das obras.
Muitas apresentam-se identificadas com a chancela do artista encadernador, outras são anónimas, não deixando, porém, de possibilitar uma avaliação do conjunto de artistas encadernadores portugueses que floresceram nas décadas de 30 e 40. Nomes como Frederico de Almeida, António Ramos, Casa Férin, Paulino Ferreira, Alfredo David, Manuel da Silva Araújo estão amplamente representados neste conjunto, com especial destaque para os primeiros."
(Excerto de estudo)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com significado histórico.
Indisponível