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18 novembro, 2022

SANTOS, Ary dos – COMO NASCEM, COMO VIVEM E COMO MORREM OS CRIMINOSOS.
Prefácio do Dr. Augusto de Oliveira, Director Geral dos Serviços Prisionais
. Lisboa, Livraria Clássica Editora : A. M. Teixeira & C.ª (Filhos), 1938. In-8.º (22,5 cm) de 422, [2] p. ; [16] f. il. ; B.

1.ª edição.
Importante trabalho "sobre a mentalidade criminal, os costumes, modos e comportamentos da população reclusa e suas causas de morte. Comporta ampla recolha de dados em apoio das teses sustentadas. Descrição de vocabulários [calão], códigos, tatuagens, condições dos estabelecimentos prisionais, etc."
Ilustrado com 16 estampas em folhas separadas do texto.
"Há sectores, por sua natureza, distanciados da vida quotidiana comum, por isso fora do conhecimento e contacto com o público que mal adivinha, pelo ouvir falar, o ambiente dêsses meios, os traços das figuras que nêles se movem.
No excuso da sombra em que vivem ou trazem dentro de si os criminosos, se gera a infracção penal, cuja prática raras vezes demanda a luz da ribalta. [...]
O autor, advogado ilustre pelo exercício da profissão e pelos trabalhos publicados, conta-nos «como nascem, vivem e morrem os criminosos», penetrando aquêle mundo aparte, desvendando os seus mistérios e focando alguns aspectos que traz em grande perspectiva até aos olhos que os desconhecem. […]
É um trabalho de índole original, desconhecido entre nós."
(Excerto do prefácio)
Índice: - Quem eles são e a lei que os rege. - Como eles nascem. - Como eles se descobrem. - Por onde eles passam. - Como eles se julgam. - Como eles falam. - Como eles cantam. - Como eles se pintam [tatuam]. - Como eles nos roubam. - Como eles nos matam e como eles morrem. 
Alfredo Ary dos Santos (1903-1975). Advogado lisboeta. Politicamente, definia-se como de extrema direita. Publicou diversas obras de índole jurídica sobre temas sociais e outros, e o polémico D. Quixote Bolchevick sobre a Guerra Civil de Espanha.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas oxidadas. 
Muito invulgar.
35€

19 novembro, 2019

CALAMANDREI, Piero - ÊLES, OS JUÍZES, VISTOS POR NÓS, OS ADVOGADOS. Tradução que Ary dos Santos fêz do Elogio dei Giudici Scritto da un Avvocato de... Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1940. In-8.º (19 cm) de 201, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
"No livro “Eles, os Juízes, vistos por um Advogado”, composto por Piero Calamandrei, uma literatura de cunho jurídico, o autor esmiúça as suas experiências como advogado em Itália, na primeira metade do século XX, narrando acontecimentos onde participou e em algumas decisões proferidas. O relato do enredo, transmite-nos, sobretudo, as impressões que teve sobre as condutas e as características comportamentais peculiares dos juízes que conheceu."
(Fonte: Parecer Jurídico-Literário, Me. Jefferson Antonione Rodrigues, João Victor Coelho de Campo)
Livro ilustrado ao longo do texto com bonitas grevurinhas.
Índice:
Introdução. | I - Da confiança nos juízes primeiro dever do advogado. II - Das boas maneiras (ou da discrição) nos tribunais. III - De algumas parecenças e de algumas diferenças entre juízes e advogados. IV - Da pretensa eloqüência do pretório. V - De certa imobilidade dos juízes durante a audiência. VI - De certas relações entre os advogados e a verdade, ou da parcialiddade obrigatória dos primeiros. VII - De certas aberrações dos clientes, das quais os juízes se devem lembrar como atenuantes dos advogados. VIII - Considerações sôbre a chamada "chicana". IX - Das predilecções dos advogados e dos juízes pelas questões de direito ou pelas de facto. X - Do sentimento e da lógica das sentenças. XI - Do amor dos advogados pelos juízes e vice versa. XII - De certas tristezas e de certos heroísmos da vida dos juízes. XIII - De certas tristezas e de certos heroísmos da vida dos advogados. XIV - De uma certa coincidência dos destinos dos juízes e dos advogados.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. anterrosto.
Invulgar.
10€

13 abril, 2015

SANTOS, A. Ary dos - ACIDENTES DE TRABALHO. Estudo de Direito objectivo seguido de uma compilação dos diplomas legais publicados sôbre a matéria. Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1932. In-4º (22,5cm) de 293, [11] p. ; B.
1.ª edição.
Estudo sobre os acidentes de trabalho da autoria do polémico advogado Alfredo Ary dos Santos.
"Não temos em vista, com êste trabalho, defender a necessidade da remodelação das leis sôbre acidentes de trabalho e apontar todas as bases em que deva ser feita. É tal a evidência dos factos que ela se defende por si própria.
Por fôrça de certas funções que exercemos, tem-nos passado pelas mãos algumas centenas de casos de acidentes de trabalho. As notas e estudos que, por fôrça da tais funções, fômos tirando e fazendo, a par do especial interêsse que sempre nos mereceram as questões de direito industrial, deram em resultado a compilação de apontamentos que hoje damos à estampa."
(excerto do prefácio)
Matérias:
I - Do conceito de acidentes de trabalho.
II - Dos responsaveis pela reparação e dos que beneficiam da protecção legal.
III - Das conseqüências dos acidentes de trabalho: Pensões, indemnisações e demais encargos.
IV - A legislação portuguesa sôbre acidentes de trabalho.
Alfredo Ary dos Santos (1903-1975). Advogado lisboeta. Politicamente, definia-se como de extrema direita. Publicou diversas obras de índole jurídica sobre temas sociais e outros, e o polémico D. Quixote Bolchevick sobre a Guerra Civil de Espanha.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação. Capas algo sujas.
Invulgar.
Indisponível

21 setembro, 2014

SANTOS, Ary dos - NÓS, OS ADVOGADOS. [Prefácio de Ramada Curto]. Lisboa, [Edição do Autor], 1934. In-8.º (19 cm) de 261, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso livro de crónicas sobre o Direito e a advocacia.
"O que se tem escrito sôbre ao advogados, Santo Deus!
O que vale, porém, é que se há quem tenha dito o pior, há também quem tenha dito o melhor, aliás como em tôdas as coisas.
Napoleão classificava-os de facciosos, artífices de crimes e de traições, avisando terrivelmente que, enquanto a espada lhe pendesse do cinturão lusido, nunca assinaria o decreto criador da Ordem. [...]
Se me passasse pela cabeça - e seria uma pretensão louca - transcrever ou falar de tudo quanto a propósito de nós, Advogados, se tem escrito, êste pobre volume de crónicas teria, pelo menos, os milhares de fôlhas da colecção do Diário do Govêrno de há uns anos a esta parte."
(Excerto do texto, Nós, os advogados)
Matérias:
- Dedicatória. - Prefácio do Dr. Ramada Curto. - Carta a meu filho. - Nós, os Advogados. - Na Boa Hora o diga. - Onde elas se fazem, e onde elas se pagam. - Mas não se há-de rir de mim. - À graça de Cunha e Costa. - Cortesia, Servilismo &C,ª. - Pequenos delitos. - Como se defende o nosso direito. - Grandes figuras do fôro. - Lamentações dum velho lenho. - Duas lápides. - Feira da Ladra. - Vós, as Advogadas. - O reclame. - Do direito de destruir e recompor as obras de arte. - Velharias. - Um Juiz. - A filosofia de António Vicente. - A anarquia da toga. - Carta aos Juízes de Portugal.
Alfredo Ary dos Santos (1903-1975). Advogado lisboeta. Politicamente, definia-se como de extrema direita. Publicou diversas obras de índole jurídica sobre temas sociais e outros, e o polémico D. Quixote Bolchevick sobre a Guerra Civil de Espanha.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta pequena falha de papel no canto inferior dto. 
Muito invulgar.
Indisponível

14 outubro, 2013

SANTOS, Ary dos – JÚLIO DINIZ E A VIDA FORENSE. Lisboa, [sn. – imp. Centro Tip. Colonial], 1948. In-8º grd. (21cm) de 231, [5] p. ; B.
1.ª [e única) edição.
Ensaio muito curioso. Análise da obra de Júlio Dinis, sob um ponto de vista jurídico, através do carácter das suas personagens.
Matérias:
- Manchas no setim cor-de-rosa. – O Dr. Teófilo. – O negro crime do Cancela. – Da arte de legislar. – Advogados de trazer por casa… Mourisca. – Testemunhas e demandistas profissionais. – Expropriações por utilidade pública. – O juiz eleito. – Critérios deontológicos. – O bom Dr. Menezes. – Viagem através dos Códigos. – Em casa de Tália. – Gente vária. 
Alfredo Ary dos Santos (1903-1975). Advogado lisboeta. Politicamente, definia-se como de extrema direita. Publicou diversas obras de índole jurídica sobre temas sociais e outros, e o polémico D. Quixote Bolchevick sobre a Guerra Civil de Espanha.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na capa.
Raro.
15€

23 junho, 2013

SANTOS, Ary dos – O CRIME DE ABÔRTO. Lisboa, Livraria Clássica Editora : A. M. Teixeira & C.ª (Filhos), 1935. In-8º grd. (22,5cm) de 164 p. ; B.
Contém diversos quadros exemplificativos e estatísticos:
- Classificação dos meios abortivos (de acordo com o Dr. João Jacinto da Silva Corrêa).
- Médias de nascimentos legítimos por casamento [por país].
- Médias de nascimentos por 100 casamentos [por país].
- Crescimento vegetativo das grandes cidades.
- Natalidade em Lisboa : Septénio 1919-1925.
“Em Portugal, onde por via de regra as modas chegam quando lá fora já deixam de o ser, ainda ninguém veio a público – que eu saiba – defender a impunidade absoluta ou relativa ao abôrto. […] Que tenhamos conhecimento, nunca nas revistas da especialidade, nas lides dos congressos ou nos tratados de direito se ousou defender a impunidade do aborto, e nisso tem a intelectualidade portuguesa dado uma prova exuberante do seu fino quilate.
Na verdade, tão pobres são os argumentos dos que tem querido fazer consignar nas leis o direito ao aborto, que não podem deixar de se aplaudir todos quanto, desprezando a vã glória que adviria do escândalo e da primasia da novidade entre nós, tem fugido duma orientação que, além de errada, é sumamente perigosa nas suas mediatas e imediatas conseqüências sociais. Temos pois – sincera e gostosamente o dizemos – que seguir na retaguarda dêsse movimento é estar na vanguarda do progresso, visto que o progresso, em ciência, moral e política, não é necessariamente tudo quanto seja novo, senão tudo quanto seja verdadeiro. Não basta, porém, não enfileirar nas hostes dos defensores da impunidade; é preciso fazer parte do exército aguerrido dos seus perseguidores, que os tempos são de acção e não de omissão.”
(excerto do texto)
Alfredo Ary dos Santos (1903-1975). Advogado lisboeta. Politicamente, definia-se como de estrema direita. Publicou diversas obras de índole jurídica sobre temas sociais e outros, e o polémico D. Quixote Bolchevick sobre a Guerra Civil de Espanha.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Discreto carimbo de livraria no canto inferior dto da f. rosto.
Invulgar.
Indisponível

27 dezembro, 2010

SANTOS, Alfredo Ary dos - D. QUIXOTE BOLCHEVICK. Lisboa, Imprensa Portuguesa, 1936. In-8º de 202, [1] p. ; il. ; B.
"À memória de todos os que tombaram por uma Espanha maior."
Bom exemplar. Dedicatória autógrafa (não do autor) na f. de dedicatória.   
Indisponível