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21 março, 2026

FALCÃO, Armando de Sacadura -
A FAMÍLIA PONCES
. Lisboa, [sn. - Composto e impresso na egpl - Editora Gráfica Portuguesa, Lda. - Lisboa], 1984. In-4.º (24,5×17 cm) de 95, [3] p. ; [4] f. il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante estudo genealógico sobre a família Ponces. Trabalho publicado em separata de Armas e Troféus : V Série, Tomos III e IV - 1982-1983.
Ilustrado em separado com 4 estampas impressas sobre papel couché:
- Brasão da Família Pons;
- Solar dos Ponces de Carvalho em Vilar Seco;
- Retrato de António de Pádua Ponces de Carvalho.
- Brasão passado a Miguel António Ponces de Carvalho a 21-7-1866.
"No sul de França, departamento de Charente Inferior, existe uma povoação cujo nome - Pons - se tornou apelido usado de um e outro lado dos Pirinéus. No norte de Espanha, Província de Lérida e antigo bispado de Urgel, em plena Catalunha com o seu altaneiro castelo e povoação de Ribelles. Os Barões deste castelo tiveram preponderante papel na Reconquista e, segundo a «Enciclopédia Ilustrada», edição de Madrid, além do senhorio de Ribelles, tiveram o de Alsina, Guardiola e Vilalte, sendo Barão em 1879 D. José Maria de Bofarull y Olzinelas. [...]
Os Ribelles figuram em toda a história da Catalunha medieval, ocupando grandes cargos e com relevantes serviços, mas nos fins do século XVI decaíram economicamente com pleitos e questões numerosas. No entanto, a baronia de Ribelles fora muito poderosa e dona de castelos e lugares como Pons, Artesa de Segre, Agramunt, parte de Baluanguer, etc.
Porém, em meados daquele século XVI, horas de cavalaria inquieta e romanesca aventura, dois mancebos do Castelo de Ribelles escaparam-se ao solarengo lar e correm à ventura, um para o norte e outro para o sul, atrás - sabe-se lá -, da fascinantes miragens. O que rumou ao sul veio dar a Viseu, e aqui, talvez exausto e desiludido, se quedou e, prosaicamente, se fixou, constituindo família e ocultando discretamente, na modéstia da sua nova condição, a grandeza da sua origem e o seu nome ilustre: passou a ser, ele que era um Pons, dos grandes da Catalunha, simplesmente João Catalão. Assim se inicia em Viseu, cortando a gloriosa tradição de heroísmo e grandeza dos senhores do Castelo de Ribelles, à sombra de um nome sem nome, o nome dos Ponsses (aportuguesando o plural) que, na Beira, viriam ainda a dar Ponsses ilustres, restando o apanágio de valor que foi timbre dos Ponsses da Catalunha."
(Excerto de Ponces da Beira)
Armando Freire Cabral de Sacadura Falcão (Lisboa, 1911-2007). "Foi um militar e genealogista português. Primogénito dos dois filhos varões do Dr. Armando de Sacadura Falcão e de sua mulher Ester da Conceição Fragoso da Lança de sua mulher Ester da Conceição Fragoso da Lança. Frequentou o curso dos Liceus em Lisboa, os estudos preparatórios na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra e, nos anos de 1931 a 1934, o curso da Arma de Cavalaria na Escola Militar. […]
Atingiu o posto de Tenente-Coronel Piloto Aviador da Força Aérea, e foi Chefe de Missão Militar na Base Aérea de Châteauroux, em França, e na Base Aérea de Nouasseur, em Marrocos, ambas Americanas, etc. Pertenceu, na qualidade de Sócio Efectivo, à Associação dos Arqueólogos Portugueses, da qual foi Director, - Secção de História, ao Instituto Português de Heráldica, mais tarde também Honorário, à Sociedade de Geografia de Lisboa, à Associação Portuguesa de Genealogia e à Academia Portuguesa de Ex-Libris, e, na qualidade de Sócio Correspondente, ao Instituto Genealógico Brasileiro, de São Paulo. Foi Presidente da Comissão de Genealogia e Vogal do Conselho de Nobreza, Sócio Fundador da Associação de Nobreza Histórica de Portugal e Director da Sociedade Histórica da Independência de Portugal." Colaborou com revistas e outras publicações, e publicou diversas obras, versando sobretudo a genealogia.
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível
 

17 novembro, 2015

FALCÃO, Armando de Sacadura - SOBRE HYGIENE DA BOCCA DOS ALUMNOS DO LYCEU CAMÕES (Separata da Medicina Contemporanea). Lisboa, Typographia Adolpho de Mendonça, 1911. In-8.º (22cm) de 10 p. ; [2] f. ; [2] desd. ; B.
1.ª edição em livro.
Valorizada pela dedicatória autógrafa do autor.
Inclui 2 fichas de inspecção médica (Modelo A e B), cujo verso da ficha "Modelo B", é preenchido com as "Prescripções de Hygiene Dentaria", em 10 regras. Inclui ainda, dois desdobráveis preenchidos com quadros estatísticos: "Distribuição das carias nos varios dentes temporarios e permanentes de 422 alumnos" e "Distribuição das carias por edades nos dentes de 422 alumnos".
                                      ................................
"A convite do medico inspector sanitario do Lyceu Camões de Lisboa, e de accordo com o reitor do mesmo lyceu, procedi ao exame da bocca dos alumnos, durante o periodo escolar de 1909 a 1910, tirando conclusões que julgo do maior interesse sob o ponto de vista individual e collectivo.
Sob o ponto de vista individual, por se referir ao bem estar dos alumnos, que a therapeutica, a prophylaxia e a hygiene lhes poderia dar; sob o ponto de vista collectivo, porque se trata d'orgãos que são cooperadores valiosos da saude d'uma raça, que por tantos motivos já é depauperada. [...]
A bocca e os dentes necessitam de cuidados especiaes, visto estes orgãos desempenharem um papel importantissimo nas funcções digestivas. Sem boa digestão não ha saude.
A caria dentaria é a doença que mais vulgarmente apparece, tanto na infancia como na adolescencia, causando estragos e dannos incalculaveis. E como o estado dos dentes influe no estado geral, concorre poderosamente para a formação d'esses jovens depauperados, que são phsysiologicamente verdadeiros velhos."
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro e muito curioso.
Indisponível