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17 abril, 2026

OLIVEIRA, JUNIOR, Duarte d' -
DICCIONARIO DAS PERAS PORTUGUEZAS.
Actas do Primeiro Congresso Pomologico realisado em Portugal e promovido pela redacção do Jornal de Horticultura Pratica. Publicadas por... Preço 500 reis. Porto, Typographia Occidental, 1879. In-8.º (27x18 cm) de [4], 50, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Estudo sistemático frutícola, pioneiro, onde pela primeira vez se organizou o cadastro nacional de um fruto - a Pera - de forma metódica, abrindo caminho a outros trabalhos similares e permitindo dessa forma conhecer a sua origem geográfica, tipos e características pomológicas, e o nome do produtor.
Impresso a duas colunas, e ilustrado no final com desenhos de vários modelos de tesouras de poda.
"O assumpto, que vamos tractar é de vastissimo alcance, e grande interesse para a nossa agricultura. A França, a Inglaterra, a Belgica e a propria Allemanha, já téem todas ao suas fructas perfeitamente catalogadas e classificadas; Portugal, que, na phrase d'um nosso poeta contemporaneo, é o jardim da Europa á beira-mar plantado, ainda infelizmente em 1879 não possue um catalogo especial das suas fructas.
Temos um sólo fertilissimo, e um clima propicio para a producção pomologica, porém, infelizmente, é forçoso dizel-o: temos a inercia e o desleixo, que nos retém no limiar da senda do progresso agricola. São ricos os povos, que amam a agricultura, porque é esta a base fundamental da riqueza das nações. [...]
Devemos, portanto, tractar de estudar a pomologia portugueza quanto antes, lançando desde já os alicerces para esse trabalho.
Ha numerosos e complexos problemas a resolver; muitos pontos a investigar, porque a cultura das arvores fructiferas, em Portugal, data de bastantes seculos e de épocas em que os factos que hoje nos poderiam auxiliar, não viam a luz da publicidade, porque, como em 1625, dizia muito bem Gaspar Estaço, «deu Deos aos nossos a lança pera pelejar e nam a pena para escrever».
O Congresso pomologico resolveu começar os seus estudos pelas peras e é natural que nos interroguemos: quando começou a Pereira a ser cultivada em Portugal?
Quem poderá responder com factos precisos? 
Investiguei quanto pude a historia d'esta planta, mas não logrei ir além do XIV seculo e devo notar de passagem que nos primeiros anos do reinado de D. Manoel (1495) já as peras eram abundantes em Portugal e que no reinado de D. João III (1521) havia bastantes variedades do merecimento, segundo refere Rui Fernandes (1531), muitas das quaes já hoje não existem. [...]
A primeira pedra esta lançada; os Congressos pomologicos estão inaugurados em Portugal. Agora temos só a appellar para o patriotismo, para o amor pela sciencia d'aquelles cavalheiros que os constituem.
Hoje abre-se em Portugal uma nova epocha para a pomologia, hoje é um dia de festa para todos aquelles que não são indifferentes ao progredir do nosso paiz. Esta data ha-de pertencer á historia; ha-da ser assignalada nos fastos da horticultura portugueza e os nossos vindouros prestar-nos-hão o preito a que temos jus..."
(Excerto do Estudo)
José Duarte de Oliveira Júnior (1848-1927). Escreveu no Jornal de Horticultura Prática. "Os primeiros números da publicação apresentam-no simplesmente como redactor; mas, com o passar dos anos, vão alastrando os títulos debaixo do nome: membro de umas tantas academias, sócio correspondente de umas quantas sociedades. Uma rápida pesquisa na Porbase indica-o como autor de meia dúzia de brochuras - sobre araucárias, sobre a filoxera e o vinho do Porto, e até sobre pomologia. Além dos muitos escritos seus que há no JHP, outros esporádicos apareceram no Jornal Hortícolo-Agrícola (1893-1906) e n'O Tripeiro (fundado em 1908). A vivacidade e o saber dos textos de Oliveira Júnior no JHP tornam imperativo conhecer a sua vida e formação, que têm algo de surpreendente.
Nasceu em Outubro de 1848 na freguesia da Vitória, no Porto, filho de um próspero comerciante de panos estabelecido na rua dos Clérigos; o pai mandou-o educar-se em Inglaterra - e, embora não seja de supor que o jovem tenha descurado os estudos úteis ao comércio, quando regressou a sua vocação era decididamente outra, como dá conta Alberto Pimentel em O Porto há trinta anos (Livraria Universal de Magalhães & Moniz, Editores, Porto : 1893): «A floricultura era considerada um capricho de imaginações romanescas. Toda a gente se admirou de que o snr. Oliveira Júnior, vindo de fazer a sua educação em Londres, desse mais atenção às flores do que à calçada dos Clérigos, onde a sua família enriquecera pelo comércio.». Oliveira Júnior tinha pois 21 anos quando se estreou como redactor do JHP - e desde o início escreveu com a segurança de quem domina inteiramente o seu assunto. Não deixou de ser comerciante - por morte do pai, ampliou o negócio da família, inaugurando os Grandes Armazéns do Carmo - mas, aproveitando terras herdadas da família materna, foi também agricultor no Minho, criador do famoso vinho Porca da Murça. Morreu em Novembro de 1927, sem deixar descendência - nas palavras do próprio, a sua única filha conhecida foi uma camélia, de cor vermelho tinto com manchas brancas, criada em 1871 por Marques Loureiro e por ele chamada Duarte de Oliveira."
(Fonte: http://dias-com-arvores.blogspot.pt/2005/05/jos-duarte-de-oliveira-jnior-redactor.html)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, manchadas, com defeitos e pequenas falhas de papel marginais.
Raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
75€

06 abril, 2026

A POPULAÇÃO DE PORTUGAL EM 1798. O CENSO DE PINA MANIQUE.
Com introdução de Joaquim Veríssimo Serrão
. Paris, Fundação Calouste Gulbenkian : Centro Cultural Português, 1970. In-4.º (25,5x17 cm) de XXX, 144, [2] p. ; [2] f. il. ; C. Fontes Documentais Portuguesas - I
1.ª edição.
Importante trabalho oitocentista de recolha de dados estatísticos sobre a população residente em Portugal no final do século XVIII, o primeiro com estas características realizado entre nós. Esta operação estatística foi impulsionada por Diogo Inácio de Pina Manique (1733-1805), que exercia o cargo de Intendente-Geral da Polícia (1780-1803), e teve como objetivo contabilizar a população e os fogos (fogachos) do Reino de Portugal. Trata-se de um documento fundamental para o estudo da demografia portuguesa no final do século XVIII/início do século XIX, antecedendo os censos de 1801-1802.
Obra com relevância histórica e sociológica.
Livro impresso em papel de superior qualidade, ilustrado com duas estampas extratexto: a reprodução do frontispício do Livro e do 'mapa' estatístico que abre o manuscrito.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do Prof. Veríssimo Serrão ao conhecido historiador Dr. Guilherme de Oliveira Santos.
"Constitui o primeiro volume desta série o Livro que contém as freguesias que há em Lisboa, no seu termo e nas diversas terras deste Reino, manuscrito que se conserva nos «Archives Historiques du Ministère de la Guerre», em Vincennes, onde tem a cota: Mss. 1355.
Trata-se do censo da população portuguesa no ano de 1798, mandado executar pelo então Intendente-Geral da Polícia de Lisboa, Diogo Inácio de Pina Manique, e em que se indicam as províncias, cidades, vilas, freguesias e lugares do reino e os respectivos fogos. Esse documento, do mais alto interesse para a história demográfica do país, faz-se acompanhar de um estudo prévio em que se pretendem explicar as razões que estiveram na base do recenseamento e as medidas tomadas pelo Intendente-Geral para obter esse quadro numérico. Não se veja nesse intróito o estudo exaustivo que a matéria exige, mas apenas uma tentativa de esclarecimento histórico para integrar o censo de 1798 no quadro político da época.
O nome de Pina Manique fica assim ligado à história de tão valioso documento que, estamos certos disso, passa a constituir uma fonte de consulta imprescindível para todos os historiadores da fase posterior à Administração pombalina."
(Excerto do Prefácio)
"Não constitui novidade histórica que no ano de 1798, por ordem de Diogo Inácio de Pina Manique, teve lugar uma contagem dos habitantes do reino com o fim de obter recrutas para o Exército. Mas sucede que o referido censo ficou inédito apesar do seu interesse para a história social portuguesa, ignorando-se também as formas a que obedeceu o recrutamento e a concreta actuação que nele teve o Intendente-Geral da Polícia de Lisboa. [...]
O censo de 1798 teve uma finalidade imediata, de interesse militar, no recrutamento de tropas para a defesa do reino. Mas os seus dados têm o mais alto valor na medida em que dão a conhecer a população por comarcas, cidades, vilas, freguesias e fogos, numa contagem que atendendo aos meios de comunicação da época pode considerar-se, tanto quanto possível, rigorosa e global.
Sabe-se, por outro lado, que os Governadores, Corregedores e os Juízes de Fora e ordinários cumpriram com rapidez as ordens emanadas do Intendente-Geral, tendo feito a verificação do número de habitantes por fogos - que abrangeu os povoados mais reduzidos - entre Maio e Setembro daquele ano."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Prefácio. | Introdução. | Livro que contem as freguesias que há em Lisboa no seu termo, e nas diversas terras deste Reyno. | Freguesias de Lisboa e seu termo. | Comarca de Santarém. | Comarca de Tomar. | Comarca de Leiria. | Comarca de Torres Vedras. | Comarca de Setúbal . | Comarca de Ourém. | Comarca de Alenquer. | Comarca de Ribatejo. | Comarca de Chão de Couce. | Comarca de Alcobaça. | Comarca de Coimbra. | Comarca de Viseu. | Comarca de Lamego. | Comarca de  Guarda. | Comarca de Castelo Branco. | Comarca de Trancoso. | Comarca de Aveiro. | Comarca de Pinhel. | Comarca de Linhares. | Comarca de Feira. | Comarca de Arganil. | Comarca de Porto. | Comarca de Penafiel. | Comarca de Guimarães. | Comarca de Viana do Castelo. | Comarca de Barcelos. | Comarca de Valença. | Comarca de Braga. | Comarca de Miranda. | Comarca de Moncorvo. | Comarca de Bragança. | Comarca de Vila Real. | Comarca de Évora. | Comarca de Elvas. | Comarca de Portalegre. | Comarca de Ourique. | Comarca de Aviz. | Comarca de Vila Viçosa. | Comarca de Beja. | Comarca de Crato. | Comarca de Taveira. | Comarca de Lagos. | Comarca de Faro.
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a verde na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e estatístico.
Indisponível

08 fevereiro, 2026

VASCONCELLOS, João de Carvalho e -
DE SAPAL A ARROZAL. (Estudo da vegetação na zona do Sado).
Por... Engenheiro-Agrónomo, Professor do Instituto Superior de Agronomia. Lisboa, Ministério da Economia : Secretaria de Estado do Comércio : Comissão Reguladora do Comércio de Arroz, 1960. In-4.º (24x16 cm) de 30, [6] p. ; [2] quadros desd. ; B.
1.ª edição.
Interessante estudo sobre a transformação de sapais na região de Setúbal em áreas de cultivo de arroz. Trabalho com interesse para a história da cultura do cereal nesta zona do país conhecida precisamente por acolher esse tipo de prática agrícola.
Inclui dois quadros estatísticos desdobráveis (Quadros de presença) em folhas separadas do texto.
"Os terrenos de sapal são geralmente terrenos de aluvião, em muitos casos alagados, constituídos por materiais os mais diversos, como lodos, nateiros, areias e detritos de toda a ordem, que as águas foram carreando até aos troços inferiores dos rios e ribeiras e que são ou foram atingidos pelas marés. [...]
Em Portugal ainda não se efectuou uma avaliação precisa da superfície total dos sapais existentes. [...]
São sobretudo importantes os sapais no vale do Sado e no Algarve.
Só no Algarve, segundo Rodolfo (1953), a sua área total aproximada anda por 10 000 hectares.
A área de sapais no vale do Sado perece ser um pouco inferior.
Veloso (1954) calcula em 5 8000 hectares a área de sapais ainda não aproveitada no concelho de Setúbal e na zona dominada pelas Obras de Hidráulica Agrícola."
(Excerto de Sapais)
Índice:
Palavras prévias | Sapais | Método de trabalho | Quadros de presença | Comparação dos resultados | Relação das plantas citadas no presente estudo | Bibliografia | Agradecimentos | Summary.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
15€

28 novembro, 2025

SANTOS, Dr. Luís A. Duarte -
O NORMÓTIPO DO HOMEM DA ZONA DE COIMBRA E O NORMÓTIPO DOS PORTUGUESES.
Comunicação apresentada à 2.ª Secção do Congresso Nacional de Ciências da População pelo..., Assistente da Faculdade de Medicina de Coimbra. Comemorações Portuguesas de 1940. Pôrto, [Imprensa Portuguesa], 1940. In-4.º (24,5x19 cm) de 18 p. ; [XIV] mapas estatísticos ; [1] tabela desdob. ; B.
1.ª edição independente.
Trabalho curioso e muito interessante. Trata-se de um "método original de determinação do tipo constitucional", isto é, o padrão de uma determinada população.
Inclui 14 mapas estatísticos (1 por página), e 1 tabela em folha desdobrável de grande dimensões (24,5x70 cm): Tabela de graus centesimais do homem médio elaborada segundo os nossos resultados (Duarte Santos).
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do Prof. Luís Duarte Santos.
"O homem médio de grupos profissionais, de certas posições sociais, de populações exclusivamente citadinas ou do meio rural, só tem interêsse em condições definidas para determinados fins, assim como o normótipo ideal que alguns como Hilderbrandt, Styratz, valorizam em prejuízo do homem médio estatístico, único de valor na ciência das constituïções.
Dever-se-ia dividir Portugal em várias regiões ou sub-regiões criteriosamente estabelecidas e determinar o normótipo de cada uma. Só assim evidentemente se poderia saber se há ou não possibilidade de aplicação generalizada dum normótipo a todo o país, pois só diferenças apreciáveis têm um valor prático, ou se a falta de identidade entre os caracteres antropométricos do homem médio em certas zonas do país obrigaria ao emprêgo de vários dêsses normótipos. [...]
O primeiro normótipo apresentado em Portugal vai ser o de uma parte do país delimitada com tal critério, e a que chamamos «zona de Coimbra», para evitar o têrmo região, de sentido científico e geográfico assente: Coimbra como centro urbano e ponto de atracção, tôda a sub-região do Baixo Mondego (Coimbra, Penacova, Arganil, Gois, Poiares, Louzã, Miranda do Corvo, Penela), todo o Mondego Litoral (Cantanhede, Montemor-o-Vélho, Condeixa, Soure, Figueira da Foz), o sul da Bairrada entre a serra do Buçaco e o mar (parte do concelho de Cantanhede, Anadia e Mealhada), as chamadas baixas de Mortágua (Mortágua, Santa-Comba) já no Baixo Dão mas situadas a 200 metros de altitude, com índole, e costumes além da constituïção geológica muito diferente do vale de Besteiros. [...]
Estudamos 775 homens, de 18 a 60 anos de idade, para determinarmos o normótipo, e dêsses, 375 pertencem a essa zona de Coimbra."
(Excerto do Estudo)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico e antropológico.
15€

18 março, 2025

ALMEIDA, Alberto Augusto de - A ARTILHARIA PORTUGUESA NA GRANDE GUERRA (1914-1918).
[Pelo] Tenente-Coronel de Artilharia... Prefácio do Ex.ᴹᴼ General Carlos Vidal de Campos Andrada, Director da Arma de Artilharia. Separata da Revista de Artilharia (1967-1968)
. In-8.º (22,5 cm) de 286, [2] p. ; [5] mapas desd. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Obra de referência sobre a intervenção da artilharia portuguesa na Grande Guerra. Trata-se talvez da obra mais completa que sobre este assunto se publicou entre nós.
Ilustrada no texto com fotogravuras, quadros, tabelas e diagramas, e em separado, com os seguintes mapas desdobráveis:
- Zona do Norte da França e da Bélgica onde estiveram as tropas do C. E. P.  durante a Grande Guerra (30,5x63cm). Escala: 1/320 000.
- O sector do C. E. P. (22,5x30cm). Escala: 1/100 000.
- Dispositivo da infantaria e da artilharia da 2.ª Divisão no dia 9 de Abril de 1918 : Sectores de Fauquissart - Neuve-Chapelle - Ferme du Bois (40x43cm). Escala: 1/30 000.
- Teatro das operações de Angola (1914-1915) (23x30cm).
- Teatro das operações de Moçambique (1914-1915) (17x22,5cm).
"Na primeira parte do trabalho começa por ser explicado como, em consequência do pedido feito pela França, sem Setembro de 1914, da cedência de algum do nosso material de artilharia de campanha de modelo bastante recente para a época (peça de 7,5 cm em T. R. m/904), o Governo português, de acordo com a opinião do Ministro da Guerra, o General Pereira d'Eça, resolveu não fornecer aquele material sem que fosse guarnecido por artilheiros portugueses; e como o Exército não veria com bons olhos a cooperação de uma só Arma, propôs o envio de uma Divisão. Como esta proposta tivesse sido aceite pelo Governo inglês, começou a ser organizada, em fins de Novembro de 1914, a chamada «Divisão Auxiliar» à França.
Por vários motivos, entre os quais avultam as perturbações internas da natureza política, a organização dessa Divisão parou em Março de 1915, e só depois da declaração de guerra pela Alemanha, em 9 de Março de 1916, é que os respectivos trabalhos voltaram a ter andamento com a criação da chamada «Divisão de Instrução» concentrada em Tancos, da qual nasceu depois o «Corpo Expedicionário Português (C. E. P.)». A seguir indica a organização do C. E. P., em Artilharia, e faz uma descrição do C. E. P. para melhor compreensão dos acontecimentos que ocorreram durante o tempo em que as nossas tropas o ocuparam.
Descreve depois a acção da nossa artilharia ligeira e pesada do C. E. P., desde o início da sua instrução em França e Inglaterra, até ao armistício em 11 de Novembro de 1918.
Por fim é feita a história do Corpo de Artilharia Pesada Independente (C. A. P. I.) destinado a cooperar com o Exército francês, mas que, por vários motivos, acabou por ser fraccionado em 2 Grupos que, depois de receberem instrução do respectivo material inglês, se destinavam a ser incorporados no C. A. P. do C. E. P., o que não chegou a efectivar-se devido ao armistício.
Na segunda parte deste trabalho, descreve-se a acção da nossa artilharia que fez parte das expedições a Angola, Moçambique e Cabo Verde, nas quais se destacou o Regimento de Artilharia de Montanha, que nelas tomou parte muito activa."
(Excerto do Prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
75€

09 fevereiro, 2025

ANDRADE, José Maximiano Freire de -
APONTAMENTOS PARA O ESTUDO DA CULTURA MECHANICA EM PORTUGAL. Por...
Lisboa, Tipografia do Comercio, 1920. In-8.º (22x16 cm) de 110, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante ensaio sobre a mecanização da agricultura e a introdução da maquinaria como força de trabalho entre nós, respeitando a extensão das propriedades, solos e relevos nacionais.
Neste estudo o autor faz o ponto de situação da nossa economia agrícola, estabelecendo comparações com aquilo que de melhor se faz lá fora.
Livro ilustrado no texto com fotografias a p.b., tabelas e quadros estatísticos.
"É vulgar, entre nós, ouvir affirmar a individualidades occupando posição proeminente no nosso meio social, que Portugal dispõe de magnificos terrenos aptos á agricultura e que o nosso clima é previlegiado, não utilisando nós as enormes vantagens que essas circunstancias nos proporcionam e deixando sem cultura extensas regiões que bem poderiam ser aproveitadas.
Sendo assim, e dado que a producção agricola do paiz é insufficiente e cara, é ntural a conclusão de que esse resultado se deve ao facto do nosso lavrador ser rotineiro, apegado aos velhos processos, não adoptando aquelles que os progressos da sciencia hoje aconselham. É essa conclusão verdadeira? De modo algum."
(Excerto do Cap. I)
"As actuaes circunstancias da nossa economia agricola justificam e affirmam a necessidade do emprego em Portugal das machinas destinadas á lavoura com tracção mechanica e a possibilidade da sua acquisição por uma parte, pelo menos, dos nossos lavradores.
Mas será a lavoura mechanica possivel em Portugal?
Cremos que nenhuma duvida poderá haver pela resposta affirmativa. Contudo as condições da propriedade, do solo e do clima nas diversas regiões do paiz desde logo nos levam á convicção que teremos de empregar, para conseguir resultados satisfatorios, varias especies de apparelhos, adqueados ás diversas modalidades das nossa condições mesologicas.
Cada typo de propriedade requer machinas apropriadas e assim, no norte, não se poderão normalmente applicar os mesmos apparelhos que porventura prestarão serviços nos grandes latifundios e planicies do sul."
(Excerto do Cap. II)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e agrícola.
Indisponível

28 julho, 2024

SILVEIRA, Alice Emília Belo Bettencourt e - TENTATIVA DE ESTUDO DO PESCADOR DO BISCOITINHO (Ilha Terceira).
Separata do Vol. XI, N.ºs 1-3 de Atlântida (Orgão do Instituto Açoriano de Cultura). Janeiro-Junho, 1967
. Angra do Heroísmo, [s.n.], 1967. In-8.º (21,5 cm) de 58, [2] p. ; [2] mapas ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Curioso ensaio com interesse histórico, etnográfico e sociológico sobre o pescador do Biscoitinho - zona pertencente à freguesia de S. Mateus da Calheta, situada na Ilha Terceira. Estudo criterioso, por certo com tiragem reduzida.
Livro ilustrado no texto com quadros e tabelas, e em separado, com dois mapas:
- "Cidade de Angra do Heroismo e a freguesia de S. Mateus : Escala 1 : 25 000";
- "Freguesia e São Mateus : Escala 1 : 5000"
.
"As primeiras referências a S. Mateus da Calheta encontram-se na carta Ilha Terceira, integrada no «Atlas de Seis Cartas dos Açores» (Luís Teixeira, Museu Nacional de Florença), e na «Crónica de El-Rei D. António» (Fr. Pedro Frias). Em ambas as obras, anteriores a 1583, se alude a S. Mateus como sendo uma povoação com cerca de 20 vizinhos e dispondo de defesas contra piratas.
Em 1590 («Saudades da Terra» - G. Frutuoso) já a povoação era paróquia com vigário e igreja «muito fresca» com uma população de 40 vizinhos.
De acordo com Frutuoso, no final do século XVI as actividades piscatórias limitavam-se ao lançamento de redes, a partir de terra, na baía do Negrito. [...]
Todavia em meados do século XIX (Pdre. Jerónimo E. Andrade - «Topografia da Ilha Terceira» - 1843), para além da riqueza das terras e cultura, há já lugar a uma referência a um pequeno porto de barcos de pesca que abasteciam a cidade. Nesta época a população é de cerca de 1 400 habitantes, na sua grande maioria rurais, distribuídos por cerca de 500 fogos.
Com o desenvolvimento da pesca o centro da população desloca-se para Leste, em direcção ao porto, fixando-se os pescadores sobretudo no Biscoitinho."
(Excerto de 1 - Notícia histórica)
Plano: Introdução. | Capítulo I. História geral de S. Mateus. Enquadramento geográfico. População e sua composição. Vida e costumes: 1 - Notícia histórica; 2 - Relevo, costa e clima; 3 - Tipo de povoamento; 4 - População; 5 - Características gerais; 6 - Separação de facto entre pescadores e não pescadores; 7 - Equipamento. Capítulo II. Morfologia do Biscoitinho: 1 - Descrição da zona; 2 - Tipo de povoamento; 3 - Equipamento; 4 - População. Capítulo III. Aspecto económico-social da actividade do pescador. Condições em que é exercida. Remunerações. Outras formas de actividade: 1 - Regime de trabalho; 2 - Hierarquia e possibilidade de promoção profissional; 3 - Formas de remuneração; 4 - Remuneração média; 5 - Encargos profissionais; 6 - Desempenho profissional; 7 - Ajuda mútua «O Santo»; 8 - Inquérito profissional realizado junto do pescador do Biscoitinho. Capítulo IV. Ambiente do Pescador do Biscoitinho, aspectos gerais mais relevantes: 1 - Dimensão e composição média do agregado familiar; 2 - Habitação; 3 - Alimentação; 4 - Saúde; 5 - Composição de rendimento familiar; 6 - Composição da despesa familiar; 7 - Nível cultural; 8 - Comportamento religioso, moral e social; 9 - Utilização de tempos livres; 10 - Expectativas e aspirações. Capítulo V. Protecção legal ao trabalho. A Casa dos Pescadores: 1 - A Casa dos Pescadores e os seus fins; 2 - Acção da Casa dos Pescadores em S. Mateus; 3 - Como o pescadores encaram a instituição. Capítulo VI. Conclusões e sugestões.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na BNP.
45€

12 julho, 2024

SANTOS, Maria da Piedade Braga & RODRIGUES, Teresa M. Ferreira - AS ALFÂNDEGAS DE TRÁS-OS-MONTES: ANOS DE 1791 E 1801. (Separata da Revista Estudos Transmontanos - 1). Vila Real, [s.n.], 1983. In-8.º (22,5x15,5 cm) de [2], 70 p. (167-236 pp.) ; mto il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante ensaio histórico sobre a actividade fiscal na província transmontana em finais do século XVIII/princípios do século XIX.
Sobejamente ilustrado com mapas, quadros e gráficos ao longo do livro.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa das autoras ao Dr. Santana.
"O presente trabalho tem por objectivo fundamental, partindo da análise dos livros de receitas das alfândegas da província de Trás-os-Montes nos anos de 1791 e 1801, apreender e «visualizar» a actividade desses organismos fiscais, a sua estrutura, forma de funcionamento e possível contribuição nos réditos gerais do Reino.
Porquê os livros de receitas, porquê estes anos? É certo que dispúnhamos de outras informações (livro de fianças, do donativo dos 4%, etc.), mas eles não nos davam algo de essencial para o estudo aqui elaborado. Nada sobre movimentação de produtos, nada sobre direitos a pagar, nada sobre flutuação de preços. Também a escolha dos dois anos em causa não foi arbitrária.Embora tenhamos de salientar o seu carácter de amostragem, já que, a partir da segunda metade do séc. XVIII, começa a ser possível obter informações sobre o tráfico alfandegário de uma forma quase serial, os anos de 1791 e 1801 que escolhemos distinguem-se pela existência de cadernos para todas as alfândegas (com excepção de Miranda, em 1801). Situam-se, além disso, num período de viragem da economia nacional, possuem o carácter particular e contrastante de ano de paz / ano de guerra, com todas as implicações económicas na raia transmontana, forçosamente diversas das verificadas ao nível do comércio internacional dos portos marítimos.
Assim, o que iremos aqui tentar avaliar é a amplitude das relações comerciais numa zona de interior, relações de quotidiano, e verificar até que ponto se pode falar de um comércio estritamente localizado ou de uma movimentação a nível regional e nacional mais ampla."
(Excerto do preâmbulo)
"Que dizer, pois, do rendimento global e líquido das diversas alfândegas nos anos que nos ocupam? Conhecendo como conhecemos em que moldes se processavam as actividades comerciais mais lucrativas (ou seja, através e sempre do comércio marítimo), não será de surpreender que, com um rendimento global de 5409774 e 7054728 reis, respectivamente nos anos de 1791 e 1801, a província de Trás-os-Montes, através dos seus portos secos, não seja responsável por mais de 3 a 4 por cento do total de réditos comerciais do Reino.Torna-se possível, para efeitos de rendimento geral, dividir os portos secos em dois grandes grupos, cujas posições parecem definir-se ainda mais em 1801. Um primeiro com rendimentos que quase atingem ou ultrapassam o milhão de reis e que englobam por ordem de importância Bragança, Chaves e Vinhais, montante que, no princípio do séc. XIX alcança, os 3, 2 e 1 milhões, respectivamente (note-se que a falta de informação não nos permite saber até que ponto Chaves poderá ter acompanhado a subida de réditos de Bragança); e um segundo grupo mais vasto, com todas as outras alfândegas, que não ultrapassa os 500000 reis..."
(Excerto de Os Portos Secos)
Índice:
[Preâmbulo] | A Província: quadro de desenvolvimento | Os Portos Secos | Os Produtos: - Exportação e Importação por categorias; - Os géneros transaccionados | Notas | Quadros Anexos: I. Montalegre; II. Chaves; III. Vinhais; IV. Bragança; V. Outeiro; VI. Vimioso; VII. Miranda; VIII. Bemposta; IX. Freixo de Espada à Cinta.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
25€

29 maio, 2024

ALMEIDA, Antonio d' - DESCRIPÇÃO HISTORICA E TOPOGRAFICA DA CIDADE DE PENAFIEL. Por... [Lisboa], [Academia Real das Sciencias de Lisboa], [1830]. In-4.º (23,5x18,5 cm) de [4], 180, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Separata factícia do Tomo X (2.ª parte) das «Memórias da Academia Real de Ciências de Lisboa».
Ilustrada no texto com gravura das armas da Cidade de Penafiel.
Contém: Tabelas - Rendas e Direitos Reaes do Concelho de Penafiel e "Mappas" (quadros alfanuméricos): Mappa da Povoação de Arrifana de Souza (Anno; Fogos; Almas - Maiores/Menores; Nascimentos - Legitimos/Naturaes; Cazamentos; Mortos - Maiores); Mappa da Povoação de Arrifana de Souza; Da População da Cidade e Freguezia 1771-1823 (Cidade; Aldeas; Nascimentos; Mortos); Termo da Cidade de Penafiel das Freguezias (Nome das Freguezias; Fogos; Homens; Mulheres; Total; Distancia da capital [do concelho]; Comarca Ecclesiastica de Penafiel [103 freguesias] (Parochias; Titulos; Padroados; Fogos; Almas; Rendimentos; Concelhos); Mappa das Companhias que formão a Capitania Mór das Ordenanças de Penafiel; Do Regimento de Milicias de Penafiel - Mappa dos Districtos com a população existente no anno de 1814 (Numero; Capital; Freguezias que dão recrutas; Fogos; Capitanias mores); Tabella da importancia da Decima (Cidade/Termo).
Obra de referência, rara, com significado histórico, sociológico, etnográfico e estatístico. A BNP não menciona.
Trata-se da edição original desta importante monografia, a mais consultada e citada em artigos/obras relacionadas com o tema, por certo, a mais interessante e completa que sobre Penafiel e o seu concelho se publicou entre nós.
"A Descripção Historica e Topografica da Cidade de Penafiel elaborada por António de Almeida foi enviada à Academia Real das Ciências. A obra divide-se em três partes, a primeira, como o autor referiu, tratava da fundação e antiguidade de Arrifana de Sousa, e do governo da localidade até à sua elevação a cidade e sede de bispado em 1770, a segunda à localidade já como cidade de Penafiel e a terceira à topografia da mesma. A primeira e segunda partes foram publicadas nas Memórias da Academia Real das Ciências, tendo depois também, saído em separata [1830] e posteriormente objeto de uma edição fac-similada publicada pela câmara municipal de Penafiel em 2006. A terceira parte encontra-se ainda manuscrita na Academia Real das Ciências - [Manuscrito]. Penafiel, 3.ª parte, 1815-1816."
(Fonte: Fernandes, Paula Sofia Costa, O hospital da misericórdia de Penafiel (1600-1850), Universidade do Minho : Instituto de Ciências Sociais, 2015)
"Proponho-me a escrever a Descripção Historica e Topografica da Cidade de Penafiel, devo advertir, que até ao anno de 1770 (como direi em seu lugar) ella foi sempre conhecida por Arrifana de Souza. Conformando-me pois com esta mudança de nome e de representação politica, eu divido a presente obra em tres partes: Na primeira tratarei de Arrifana de Souza, na segunda de Penafiel, e na terceira da Topografia da mesma Povoação."
(Capitulo Preliminar)
"Acha-se Arrifana de Souza no Reino de Portugal e na Provincia de Entre Douro e Minho, passando pelo meio della huma das estradas mais frequentadas do Reino, qual a que da Cidade do Porto sahe para a maior parte da Provincia de Tras os Montes, bem como para a Beira alta por Lamego. Fica-lhe a Cidade do Porto ao poente na distancia de seis legoas; ao norte a Villa de Guimarães em distancia quasi igual; ao nascente a Villa de Canavezes em distancia de duas legoas; e ao nordeste a d'Amarante aarredada quatro legoas; e ao sul o caes e povoação de Entr'ambos os Rios apartado duas legoas. Neste lugar se reune o rio Tamega ao Douro, vindo aquelle desde Amarante e Canavezes ao nascente de Arrifana de Souza na distancia de quatro, tres, duas, e pouco mais de huma legoa, servindo de limites ao Concelho de Penafiel desde a Freguezia de Luzim para baixo até se meter no Rio Douro; e aqui começa este Rio descendo até á villa de Melres, onde acaba o dito Concelho. Pelo poente corre o Rio Souza primeiramente em pequena distancia banhando terras da Freguezia, depois seguindo o rumo do sul faz limites ao Concelho de Penafiel até ao Lugar de Casconha, onde se mete no terreno do Concelho d'Aguiar de Souza na distancia de perto de duas legoas."
(Excerto de I - Da situação Geografica e Topografica de Arrifana de Souza)
Índice:
Capitulo Preliminar.
Parte I - De Arrifana de Souza. I - Da situação Geografica e Topografica de Arrifana de Souza. II - Da Fundação e antiguidade de Arrifana de Souza. III - Da Etymologia do nome Arrifana, e continuação da materia do Cap. II. IV - Da Forma do Governo d'Arrifana de Souza até ao anno de 1741. V - Do Julgado, Castello, e Cidade de Penafiel antiga. VI - De Anegia. VII - Dos Governadores e Senhores do Julgado de Penafiel. VIII - Do Foral do Concelho de Penafiel - [Rendas e direitos Reaes do Concelho de Penafiel]. IX - De algumas providencias publicas anteriores á creação do Lugar de Arrifana de Sousa em Villa. X - Da Erecção do Lugar d'Arrifana de Souza em Villa, e da sua Governança. XI - Providencias que a Camara e os Corregedores da Comarca derão para o bom regimen da Villa. XII - Da População da Villa de Arrifana de Souza. XIII - Das Armas antigas e modernas da Villa. XIV - De certas figuras que havião no cunhal de humas casas. XV - Das pessoas que mais se distinguirão em Arrifana de Souza. | Documentos [N.º 1 / N.º 2] |
Parte II - I - Da Creação da Villa de Arrifana de Souza em Cidade com o nome de Penafiel. II - Da População da Cidade e Freguezia. III - Das armas da Cidade de Penafiel. IV - Da origem do nome da Cidade de Penafiel. V - Do Termo da Cidade de Penafiel. VI - Da Administração Publica. VII - Da autoridade Ecclesiastica. VIII - Da erecção e suppressão do Bispado de Penafiel. IX - Do auditorio da Correição. X - Do Auditorio do Geral. XI - Da authoridade Municipal. XII - De algumas Providencias para o Regimen da Cidade e Termo. XII - Da authoridade Militar. XIV - Da Capitania Mór de Penafiel. XV - Do Regimento de Milicias de Penafiel. XVI - Do Monteiro Mór. XVII - Da Superintendencia das Coudelarias. XVIII - Da Fazenda Real. XIX - Dos mais ramos da Fazenda Real. XX - Dos Estabelecimentos Litterarios. XXI - Dos Varões illustres. | Documentos: N.º 1 - Carta de Lei da creação da Cidade de Penafiel; N.º 2 - Carta de Lei da Concessão e Termo á Cidade de Penafiel; N.º 3 - Termo da aceitação da bulla pelo Ex.mo Bispo do Porto; N.º 4 - Provimento do primeiro Vigario Geral de Penafiel; N.º 5 - Carta da nomeação do primeiro Corregedor e Provedor de Penafiel; N.º 6 - Auto de demarcação da Comarca de Penafiel; N.º 7 - Foral das Sisas das correntes de Penafiel; N.º 8 - Ordem sobre Rodas de Expostos; N.º 9 - Aviso para a nomeação de Capitão Mór.
António de Almeida (1767-1839). "Médico, escritor erudito, foi Presidente da Câmara Municipal de Penafiel. Formado em Medicina e bacharel em Filosofia. Exerceu Medicina, em Penafiel, por mais de 50 anos. Foi, para além de médico, um escritor erudito, publicando textos de Medicina, História, Arqueologia e Filologia, para além de vários estudos sobre Penafiel. Vários dos seus trabalhos foram publicados nas “Memórias da Academia Real das Ciências”, assim como no “Jornal Enciclopédico”, no “Jornal de Coimbra”, “Anais da Sociedade Literária Portuense”, “Revista Literária”, do Porto. Conhecido, ainda, pela sua faceta de beneficiente, tendo contribuído monetariamente para algumas obras de caridade, tal como a Ordem Terceira do Carmo, de Penafiel."
(Fonte: https://www.cm-penafiel.pt/visitar-penafiel/historia/personalidades/antonio-de-almeida/)
Exemplar em brochura, impresso em papel encorpado, revestido pelas capas originais, simples, lisas, em bom estado geral de conservação. Estudo incluído nas Memórias da Academia. Sem rosto próprio, conforme foi publicado. A última folha encontra-se restaurada, com parte do texto da penúltima página oculto, sob secção de papel aposto, contendo este algumas linhas manuscritas. Continuação do texto da página anterior?Discordância do proprietário sobre o conteúdo dessa parte do texto, levando à sua ocultação? Para desvendar com eventual recuperação por especialista.
Muito raro.
Com interesse histórico e bibliográfico.
Sem registo na BNP.
Peça de colecção.
Indisponível

23 maio, 2024

PINTO, J. Roberto -
O TRATAMENTO PENITENCIÁRIO DE MULHERES.
[Por]....  Director da Penitenciária de Lisboa. [S.l.], [s.n.], [1969?]. In-4.º (24x18 cm) de 75, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Separata do 25.º volume do Boletim da Administração Penitenciária e dos Institutos de Criminosos.
Importante ensaio sobre a população prisional feminina em Portugal elaborado no final da década de 60 do século passado. Estudo relevante dada a especificidade do assunto - a mulher em privação de liberdade - e a ausência de fontes bibliográficas sobre o tema. Raro. A BNP não menciona.
Ilustrado com 20 "mapas" - tabelas e quadros estatísticos - no final do livro.
"O tratamento de condenados em instituição prisional, com as máximas ou as mínimas condições de segurança, com maior ou menor limitação de liberdade, continua a apresentar, aqui e além, acentuados particularismos que, por um lado, nos levam aos extremos do estranho e até do desencorajamento e, por outro, nos induzem a persistir na experiência, no esforço e no desejo de conseguir o fim a que se propõe a administração. [...]
Não teremos de levantar aqui a questão da entidade competente para deliberar a respeito da classificação.
Tão-pouco neste estudo se procura abranger o que se passa no campo da actividade judicial até ao momento de ser proferida a sentença penal que imponha a uma mulher determinada sanção para ser executada em instituição penitenciária.
Pretendemos, sim, ter em conta a autonomia da administração para afectar o delinquente a este ou àquele estabelecimento ou, quando não for tanto, a possibilidade de sujeição a um regime de execução da pena considerado como adequado, de molde a obter-se da pena o efeito de reinserção social que se pretende alcançar.
E por isso não c remos que, quanto a princípios básicos do tratamento penitenciário de mulheres, considerando a necessidade da prévia elaboração de um plano de reintegração social, devamos entender que haja qualquer diferença a estabelecer entre aquilo que esteja pensado, dito e ensaiado no campo do tratamento penitenciário de homens.
Resta saber se, quanto a mulheres, os métodos de tratamento deverão revestir características especiais. Há tipos da sua criminalidade a ter em conta, e há também características da sua personalidade que não poderemos menosprezar. Com uns e outros teremos de jogar para a criação da ideia do tratamento penitenciário de mulheres delinquentes. [...]
Também para mulheres, o problema da segurança dos estabelecimentos ou, pelo menos, o de secções de segurança diferente, consoante motivos relacionados com a própria delinquente, toma posição proeminente.
Os propósitos de evasão não são raros entre a população feminina dos estabelecimentos prisionais. A possibilidade de ascender a um regime menos limitado, quer o da segurança média que o regime aberto - quando não haja motivos, após a observação, para a integração, logo de início, em regime aberto - servirá ùtilmente com o factor de valorização e de observação a explorar."
(Excerto de Algumas considerações acerca do tema)
Índice:
I Parte - Algumas considerações acerca do tema. Conclusões. II Parte - Aspectos da criminalidade feminina em Portugal. A acção da Cadeia Central de Mulheres. | Mapas [Tabelas e Quadros].
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico e sociológico.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
45€

02 abril, 2024

OLIVEIRA, Luís de Lemos d' - DA ESTATÍSTICA CRIMINAL PORTUGUESA. Dissertação apresentada a concurso para Assistente do Instituto de Criminologia de Coimbra. Coimbra, "Atlântida" Livraria Editora (Antiga F. França Amado, Sucessor), 1928. In-4.º (23x14,5 cm) de 69, [3] p. ; [1] f. desdob. ; il. ; B.
1.ª edição.
Estudo académico pioneiro sobre estatística criminal.
"Só em 1936 a Estatística Judiciária (E. J.) começou entre nós e, com esta designação, a ser objecto de uma publicação específica; até então, era uma simples rubrica do Anuário Estatístico de Portugal. Mas seria injusto silenciar os diferentes trabalhos que contribuíram, de maneira decisiva, para a sua organização. Circunscritos, por vezes, à população de um estabelecimento prisional ou a um tema determinado (taxa de recidiva, por exemplo), têm como norma situar a evolução da criminalidade em relação à correspondente actividade legislativa, judiciária, prisional ou policial, bem como ao contexto social e político (Segunda Guerra Mundial, Estado Novo, etc.) em que se integra. [...]
Assim, por exemplo, L. de Lemos de Oliveira, Da Estatística Criminal Portuguesa, Coimbra, Atlântida, 1928, em que se criticam as suas «deficiências» e se propõem «meios de as corrigir»"
(Fonte: https://books.openedition.org/etnograficapress/1665)
Livro ilustrado com 4 quadros estatísticos reproduzidos do Anuário Estatístico de Portugal, sendo três deles impressos no texto (5 - Reus condenados, segundo o número de penas anteriores; 6 - Reus condenados, segundo a classe da pena, relacionando os delinqùentes com a natureza da infracção cometida e com o sexo; 8 - Reus condenados, segundo a profissão, referindo o sexo dos criminosos e a natureza do delito), e em separado - quadro 3 - numa folha desdobrável (15x33,5 cm): "Reus condenados, segundo a idade".
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"A Criminologia, não sendo uma sciência fundamental, tem de ir buscar aos vários ramos scientíficos os elementos bastantes para a análise do fenómeno delituoso. [...]
A Criminologia, tratando do delito que é um fenómeno originàriamente social, pôsto que anti-social nos seus efeitos e dos delinqùentes, sêres humanos, á mercê das condições orgânicas e das influências mesológicas não pode deixar de ser uma scieência complexa.
A estatística, como método auxiliar de muitas sciências, surgiu no campo da criminalidade, já porque para o conhecimento, tanto quanto possível completo desta, as sciências vieram dar o seu concurso, já pelo motivo da realidade prática, informando o facto criminal.
Assim, a estatística, com os seus gráficos e números, apontando o crescimento ou a diminuição das categorias delituosas, a persistência de determinadas categorias morfológicas, a amplitude da delinqùência precoce, a evolução da recidiva veiu concretixar aspectos da vida penal e relegar ao abandôno a excessiva teorização de alguns capítulos e princípios da escola clássica.
Desta maneira, deixou o direito criminal de ser únicamente a urdidura mais ou menos técnica e lógica de figuras jurídicas, sem um largo apoio experimental, para - adaptando-se às circunstâncias sociais e às acquisições da sciência - se tornar em doutrina viva, adequada à natureza do seu objecto."
(Excerto de Introdução - 2 - A estatística ao serviço da criminologia)
Índice:
[Preâmbulo] - Duas palavras | Introdução: Sumário: 1 - A estatística no estudo das sciências sociais. 2 - A estatística ao serviço da criminologia. 3 - Importância e utilidade da estatística criminal. Capítulo I - As estatísticas criminais portuguesas: 1 - Estatísticas oficiais. 2 - As estatísticas do crime no Anuário Estatístico de Portugal. Alguns aspectos. 3 - Outros trabalhos estatísticos e sua organização. Capítulo II: Deficiências das estatísticas criminais portuguesas: Sumário: 1 - Dificuldades que as estatísticas não resolvem. 2 - A complexidade do estudo do delinqùente. 3 - Condições a que deve satisfazer uma perfeita estatística criminal. 4 - Exame dessas condições. 5 - Deficiências das estatísticas criminais portuguesas. Capítulo III: Meios de suprir as deficiências das estatísticas criminais portuguesas: Sumário: 1 - A adaptação da estatística criminal portuguesa aos ensinamentos criminológicos. 2 - A conveniente classificação dos delitos. 3 - Remodelação da legislação penal. 4 - Boletins de individualização dos delinqùentes. 5 - Conclusões.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
60€

04 janeiro, 2024

MENESES, J. L. Calheiros e -
O COMÉRCIO EXTERNO DOS PRODUTOS FLORESTAIS METROPOLITANOS. Posição relativa da Cortiça. Por... Engenheiro silvicultor. [Lisboa], [Junta Nacional da Cortiça], 1953. In-4.º (26,5x21 cm) de 43, [1] p. ; [1] f. desdob. ; il. ; B. Separata do Boletim da Junta Nacional da Cortiça
1.ª edição independente.
Importante subsídio para a história do comércio e indústria corticeira.
Ilustrado com inúmeros gráficos e quadros estatísticos ao longo do livro, e, separado do texto, um desdobrável de grandes dimensões (26x134 cm): Importação de Produtos Florestais.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Ao longo da exposição que se segue procurámos acompanhar a evolução da oferta e da procura dos excedentes e necessidades do País em produtos florestais, como o tempo e os factos a moldaram, o que de definitivo ou precário parece resultar, o comportamento dos mercados externos com quem negociamos e a importância do sector silvícola na economia nacional. Então, e porque o objectivo em mira consiste na determinação de motivos orientadores duma política florestal, ensaia-se a apresentação através dos resultados, cotejando-os com o condicionalismo físico e económico de Portugal, da hierarquia das espécies florestais mais aconselháveis a uma explorabilidade útil, salientando o preponderante papel desempenhado pelos sobreirais, como competia ao autor e local onde se publica o estudo."
(Excerto da Introdução)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e silvícola.
Indisponível

08 outubro, 2023

MEXIA, João Garcia Nunes -
SUBSÍDIOS PARA O ORDENAMENTO DE SOBREIRAIS.
[Por].... Engenheiro Silvicultor. Separata da Revista Agronómica - Vol. XXII. N.º 1. Lisboa, [s.n. - Comp. e imp. na Imprensa Lucas & C.ª - Lisboa], [1934]. In-4.º (26x19,5 cm) de 82, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante contributo para a história da cultura e plantação do sobreiro, e para a indústria nacional de cortiça, pioneiro no que ao ordenamento da árvore diz respeito.
Ilustrado no texto com desenhos esquemáticos, quadros, tabelas e gráficos.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Victor Santos.
Junta-se desdobrável de dimensões generosas (79,5x21 cm): Mapa comparativo de 21 explorações agrícolas - Mapa integrado na Tese "Problemas Agrícolas vistos por um Lavrador" - 1.º Congresso de Ciências Agrárias : Dezembro-1943.
"Escolhemos para tema do presente trabalho assuntos que se prendem com a cultura e exploração do sobreiro (Quercus suber, L.), já porque este, pela sua expansão, ocupa entre as especies arboreas do nosso Paiz um lugar de destaque, já porque sendo um dos mais importantes factores de valorização dos terrenos pobres, convem que dele possamos tirar todo o proveito possível. [...]
Importa, à semelhança do que se tem feito com outras culturas, não só determinar os limites maximos de produção, relacionados com as condições individuais e do meio, como tambem estudar os mais vantajosos processos de os atingirmos. [...]
Constituem, entre nós, zona por excelência do sobreiro, os terrenos terciários das Bacias do Tejo e do Sado. Esta zona é caracterisada por temperaturas médias com oscilações entre Inverno e Verão de 9 a 23ºC... [...]
Ainda que o sobreiro prospére em diversas altitudes, atingindo por vezes em regulares condições de vegetação, mais de 600m, tem a zona referida condições optimas de altitude para esta essencia e uma temperatura média muito proxima dos seu optimo térmico de + 14º.
Esta especie fórma povoamentos puros e mixtos, que não rara atingem enormes extensões, totalisando a area ocupada entre nós pelo sobreiro mais de 550.000 hectares. É uma especie ainda insuficientemente estudada  e considerada como polimorfa."
(Excerto da Introdução)
Estudamos o indivíduo considerando-o não isoladamente, mas como parte integrante que é do povoamento ou  montado. Ora sucede com freqüência que estes povoamentos apresentam, em consequência da excessiva intervenção do homem, uma grande variação na constituição dos indivíduos, quer no que respeita à proporção do volume do tronco, ou de qualquer outro orgão, para o volume total do indivíduo, quer ainda no tocante à forma de cada um dos orgãos; torna-se, por isso, necessário encontrar a justa proporção de cada uma das partes componentes do indivíduo, e conferir a todas uma forma tal que o conjunto nos venha, senão melhorado, pelo menos corrigido dos anteriores êrros culturais."
(Excerto de I - Estudo do Individuo)
Índice:
[Introdução] | I - Estudo do Individuo. II - Estudo sobre a constituição dos povoamentos. III - Tabelas de produção de cortiça. | Obras consultadas.
João Garcia Nunes Mexia (Mora, 1899-?). Grande proprietário agrícola, filho de Joaquim Nunes Mexia, e continuador da sua obra política e agrícola. "Licenciado em agronomia pelo Instituto Superior Agrícola, foi Diretor da Associação Central da Agricultura Portuguesa nas décadas de 1930 e 1940, Presidente da Sociedade de Ciências Agronómicas em 1942, e Presidente da Junta Nacional dos Produtos Pecuários entre 1939 e 1945. Foi um dos primeiros silvicultores a fazer uma tese de licenciatura sobre o tema do montado em 1934, e foi Delegado de Portugal à Conferência Internacional da Cortiça."
(Fonte: https://agromexiacastelobranco.pt/historia/)
Exemplar brochado, parcialmente por abrir, em bom estado de conservação. Capas com pequenas falhas de papel marginais.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
Indisponível

11 setembro, 2023

SERRÃO, Joaquim Veríssimo -
UMA ESTIMATIVA DA POPULAÇÃO EM 1640
. Lisboa, Academia das Ciências, 1975. In-4.º (24,5x18,5 cm) de [4], 91 (213-303 pp.), [5] p. ; B.
1.ª edição independente.
Separata de «Memórias da Academia das Ciências» - Volume XVI. pp. 213-303.
Interessante estudo demográfico do tempo da restauração nacional baseada em documentos coevos.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do Prof. Joaquim Veríssimo Serrão ao jornalista Torquato da Luz.
"Conhecem-se as dificuldades para assentar, com o necessário rigor, o cômputo da população de Portugal no período anterior ao século XVIII.
Os dados obtidos no cadastro de 1527 a 1531, os capítulos de Cotes, as obras de intenção geográfica de Duarte Nunes de Leão e de Manuel Severim de Faria, as monografias de história local e os relatos de viajantes nacionais e estrangeiros conduzem apenas a numeramentos dispersos à escala regional, não fornecendo dados fixos para a contagem dos habitantes do Reino. [...]
O documento que serve de base ao nosso estudo encontra-se na Biblioteca Nacional de Paris, manuscrits espagnols, códice 324, fols. 4-40, formando uma miscelânea de grande interesse para a história geográfica, política, militar, religiosa e social da Península Ibérica no século XVII.
Trata-se de uma descrição abreviada das cidades e vilas de Espanha por ordem de províncias: Castela, Extremadura, Andaluzia, Reino de Granada, Aragão e Portugal. [...] Nesse conjunto, o reino de Portugal surge com 19 cidades, 158 vilas e 17 lugares de maior importância, com um total de 338 paróquias; 175 Conventos de frades e 93 de freiras; 3 Arcebispados e 10 Bispados com o rendimento de 312.000 ducados; 19 Corregedorias; e uma população de 187.130 «vizinhos» nas cidades, vilas e principais lugares.
Descrição abreviada, repetimos, embora se conheça a fonte directa desse valioso testemunho. A análise do texto permite concluir que se trata de uma versão colhida na Población General de España, de Rodrigo Mendez Silva, que saiu em Madrid no ano de 1645. Este autor levou vários anos a coligir as notícias que compõem a obra, sendo evidente que a descrição das terras de Portugal foi ainda composta ou os seus elementos obtidos no período dos Filipes.
Que razões assistem para tal juízo? - Não apenas a narração do Reino surge incluída no quadro ibérico, sem qualquer referência à Restauração de 1640, como também os últimos dados cronológicos do manuscrito respeitam ao governo de Filipe IV de Espanha."
(Excerto do Estudo)
Joaquim Veríssimo Serrão (1925-2020). Foi Professor Catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e um dos maiores vultos da historiografia portuguesa contemporânea. Autor de uma vasta bibliografia, nela se destacam os trabalhos dedicados à História de Portugal dos séculos XV a XVIII e à História do Brasil dos séculos XVI e XVII. Foi presidente da Academia Portuguesa da História. Foi galardoado em 1995 com o Prémio Príncipe das Astúrias em Ciências Sociais. Membro da Academia das Ciências de Lisboa foi, entre outras instituições científicas estrangeiras, Membro Efetivo da Academia de Yuste."
(Fonte: Wook)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa apresenta sombreado à cabeça por acção da luz.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

22 julho, 2023

MENDES, J. M. Fragoso -
PSICOSES SINTOMÁTICAS.
Estudo clínico e análise estrutural de 509 casos. Lisboa, Edição do Autor, 1959. In-4.º (24,5x18,5 cm) de 389, [3] p. ; [1] f. desd. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante ensaio psiquiátrico elaborado com casos recolhidos pelo autor no Hospital Júlio de Matos, e outros resultantes da sua observação pessoal.
Obra de fôlego. Trata-se da dissertação de candidatura ao grau de Doutor apresentada por Fragoso Mendes à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
Estudo realizado na Clínica Psiquiátrica da Faculdade de Medicina de Lisboa, com a colaboração do Centro de Estudos Egas Moniz e do Laboratório de Química Fisiológica da F. M. L.
Ilustrado com inúmeros gráficos, esquemas e tabelas, sendo uma delas em folha desdobrável separada do texto.
"O problema das alterações da vida psíquica implica sempre o estudo das suas causas e o papel que desempenham na manifestação dos diferentes síndromes psicopatológicos.
Dos vários grupos da nosologia psiquiátrica actual, as psicoses sintomáticas, que se manifestam noutras doenças, com autonomia clínica, e dentro destas as formas confusionais, são as que maior contribuição têm dado para a compreensão biometabólica das doenças mentais. Consideram-se as perturbações psicóticas como as «mais internistas» de todas, colocadas no limiar da Psiquiatria para a Medicina Geral, entre o funcional e o orgânico, representando estas formas confusionais um elo da cadeia de processos de dissolução da personalidade."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Prefácio | I - Parte Geral: Introdução. Evolução histórica do conceito. Etiopatogenia. Predisposição para as psicoses somáticas. Análise estrutural. Pródomos. Formas de início. Análise dos sintomas. Análise sindromática. Sintomas somáticos. Estudos laboratoriais. Electroencefalografia. Anatomia patológica. Prognóstico e evolução. Tratamento das psicoses sintomáticas. Estados pós-psicóticos, tempo de doença e resultado final. II - Parte Especial: Análise das psicoses sintomáticas segundo os grupos etiológicos. Psicoses nas doenças infecciosas. Psicoses nas parasitoses. Psicoses nos estados carenciais e de esgotamento. Psicoses nas doenças do aparelho circulatório. Psicoses nos estados de uremia. Psicoses nas hemopatias. Psicoses no pós-operatório. Psicoses nas doenças pulmonares. Psicoses nas neoplasias malignas. Psicoses nas doenças gastrintestinais. Psicoses nas doenças hepáticas e das vias biliares. Psicoses na gravidez, puerpério e lactação. | Resumo e conclusões | Alguns casos clínicos | Bibliografia.
João Manuel Fragoso Mendes (1922-1981). "Professor da Faculdade de Medicina de Lisboa, de Psiquiatria, tendo sido o introdutor em Portugal, dos estudos sistemáticos e da linha de investigação em psicopatologia clínica."
(TEIXEIRA, J. Marques, Em Memória de... Paes de Sousa, Leituras/Readings - Vol.VI n.º 3 Maio Junho 2004)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
45€