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02 agosto, 2024

DOMINGUES, Mário -
MOISÉS : evocação bíblica
. Lisboa, Romano Torres, 1967. In-8.º (19,5x13 cm) de 511, [9] p. ; B.
1.ª edição.
Biografia de Moisés, figura mítica do judaísmo, a quem é atribuída, por intervenção divina, a autoria da Torá - livro sagrado da religião judaica.
Obra com significado para a história do povo judeu e dos primórdios do Estado de Israel, por coincidência, publicada no ano da ofensiva israelita em várias frentes sobre os estados vizinhos, movimento militar que ficaria conhecida pela Guerra dos Seis Dias.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor, datada de 1967, ao conhecido escritor, jornalista e bibliófilo coimbrão José Neves Águas.
"A história de Moisés e do povo de Israel, na sua luta épica contra a tirania do Egipto, é narrada neste volume de maneira impressionante. Havia quatro séculos que os Israelitas, os escravos mais desdenhados pelos faraós, suportavam uma opressão desumana. Eram simultâneamente um povo cativo e uma classe obreira esmagada sob o peso das outras classes sociais, que se lhes sobrepunham. Pareciam condenados à servidão por toda a eternidade. No entanto, Moisés logrou libertá-los."
(Excerto retirado da badana)
Mário José Domingues (Roça Infante D. Henrique, Ilha do Príncipe, 1899 - Costa da Caparica, 1977). "Foi um escritor, publicista, jornalista, tradutor e historiador, considerado um dos mais fecundos no panorama literário português. Colaborou em diversos periódicos anarco-sindicalistas. Com inúmeros pseudónimos estrangeiros, alguns dos quais muito popularizados, escreveu algumas centenas de romances policiais, "cor-de-rosa" e de aventuras, que se venderam geralmente com grande êxito.
Com dezoito meses de idade foi enviado para Lisboa, sendo educado pela avó paterna. Aos dezanove anos de idade aderiu ao ideário do anarquismo e iniciou colaboração no diário anarco-sindicalista A Batalha e, posteriormente, no jornal anarquista A Comuna, da cidade do Porto. Nesse período participou nas atividades de um grupo libertário que, entre outros, integrava Cristiano Lima e David de Carvalho. Fez parte da redação da revista Renovação (1925-1926) e colaborou na organização do congresso anarquista da União Anarquista Portuguesa (UAP). Publicou diversas obras de ficção, entre as quais Hugo, o Pintor (1922), Delicioso Pecado (1923), A Audácia de um Tímido (1923), Entre Vinhedos e Pomares (1926) e O Preto de Charleston (1930). Após a Revolução de 28 de Maio de 1926 dedicou-se ao jornalismo e tornou-se escritor profissional. Voltou-se para a história, escrevendo mais de uma dezena de volumes. Também se dedicou ao romance policial, de aventuras e à literatura cor-de-rosa recorrendo a pseudónimos pretensamente estrangeiros.
A 10 de julho de 1970, foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado, com vincos e pequenos desfeitos. Contracapa apresenta rasgão junto à lombada (sem perda de suporte).
Invulgar.
15€

09 março, 2024

OLIVEIRA, Carlos d' -
NAQUELE E NESTES TEMPOS.
Israel - Oliveiras - Arábia.
Duas Testemunhas. Amadora, Edições «Mundo Novo», [1963?]. In-8.º (21x15 cm) de 48 p. ; B. Coleccção «Alfómega» N.º 3
1.ª edição.
Opúsculo algo insólito, aproveitado pelo autor - o conhecido (e auto-intitulado) General Protero - para se pronunciar sobre vários acontecimentos relevantes na época. As "duas testemunhas" - por revelar no livro - não são mais que ele próprio e o Presidente do Conselho, António Oliveira Salazar. Invulgar e muito curioso.
"Nasser e outros árabes que nunca foram de origem egípcia mas governam e pontificam no Egipto, informaram pùblicamente que Israel só poderia invocar a sua razão de ser como Nação, apenas por os Israelitas descenderem do Rei David. Ora uma afirmação desta natureza revela-nos a mais profunda ignorância acerca da «História de Israel» que é a mais antiga história e das mais importantes de todo o Universo."
(Excerto de I - Factos da História de Israel)
"Em face da correspondência havida com a Comissão presidida pelo juiz Warren, encarregada de descobrir quem foi que matou o Presidente Kennedy, e não tendo sido aceites as condições para apresentação das provas de como tinha sido planeado e executado o atentado, vai ser tornado público a descrição do plano e os nomes que participaram na execução do crime. É necessário recorrer-se a uma época anterior para uma melhor compreensão deste atentado."
(Excerto de V - O Presidente Kennedy foi assassinado pelo «gangster» Hopmman)
Índice:
Preâmbulo | I - Factos da História de Israel II. - Factos Históricos dos Árabes. III - Outros factos da actualidade. IV - A vida humana não tem fim, mas fins... V - O Presidente Kennedy foi assassinado pelo «gangster» Hopmman. VI - As duas testemunhas.
Carlos de Oliveira (?). "Mais conhecido por "General Protero", foi preso pela PIDE em julho de 1945 por colaborar com o Partido Comunista Português. Converteu-se e passou a escrever e a distribuir livros e opúsculos anticomunistas e ultracatólicos, que eram financiados por várias entidades do regime."
(Fonte: Semanário Expresso)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Sem registo na BNP.
15€

22 dezembro, 2023

CHOURAQUI, André -
JERUSALÉM : uma cidade santuário
. Lisboa, Instituto Piaget, 1999. In-4.º (23,5x16 cm) de 302, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho sobre Jerusalém - cidade disputada por israelitas e palestinianos - que de certa forma ajuda a explicar os conflitos que fizeram da zona, e desta desta cidade em particular, um barril de pólvora.
"Neste trabalho o autor propõe-se traçar, em linhas gerais, a história de Jerusalém, desde a sua fundação até aos nossos dias; para o que divide a sua obra em três capítulos que ilustram os três grandes períodos da história milenar da cidade.
Na primeira parte, o autor faz a síntese das várias teses que, ao longo de séculos, justificaram a origem da cidade e apresenta-nos a história dos seus primeiros séculos de existência.
Na segunda parte, o autor narra-nos a história da cidade desde o nascimento de Jesus Cristo e da sua aceitação pelo povo de Jerusalém como Messias, passando pela conquista desta pelo islamismo, pela queda do Império Otomano e o regresso do cristianismo e dos judeus da diáspora.
Na terceira parte, o autor relata-nos os acontecimentos que, desde meados do século XIX, provocaram o regresso dos judeus à Palestina e a formação do actual Estado de Israel. [...]
Como antigo membro da administração da cidade de Jerusalém, o autor não poderia deixar de fazer jus ao urbanismo e à extraordinária arquitectura da cidade."
(Excerto da sinopse)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

10 julho, 2023

RODRIGUES, Manuel Augusto -
GRAMÁTICA ELEMENTAR DE HEBRAICO. Com Textos Bíblicos e Léxico Hebraico-Português. [Por]... Professor de História do Cristianismo e de Árabe na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra]. Coimbra, [s.n. - Imprensa de Coimbra, Limitada, Coimbra], 1967. In-4.º (23,5 cm) de XIX, [3], 174, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Edição original desta importante gramática hebraica, obra pioneira no nosso país. Em 1993 foi reeditada em fac-símile.
Ilustrada com portadas de livros históricos relacionados com o assunto.
"A presença de grande número de Judeus, pelo menos desde o século III, muito veio contribuir para a divulgação do Hebraico em Portugal. As primeiras Tipografias existentes no nosso país eram judaicas, o que certamente tinha de constituir um elemento de extraordinária importância para a difusão de obras hebraicas e, desse modo, para a expansão da Língua."
(Excerto de Prefácio)
Para suprir uma grande lacuna que existia entre nós, pensámos há já bastante tempo na preparação dum manual de Hebraico. [...]
Dividimos o nosso trabalho em três partes: Elementos da língua e escrita, Morfologia e Sintaxe. Ao fim, apresentamos alguns exercícios que podem ajudar a compreender melhor as explicações teóricas fornecidas no decorrer daquelas partes."
(Excerto de Apresentação)
"O hebraico pertence ao ramo das línguas semíticas, designação que se começou a usar de 1781 em diante (o primeiro a fazê-lo foi Luís Schlözer).
Não se conhece a primitiva língua semítica da qual provieram as outras línguas derivadas e seus dialectos, a maior parte das quais já hoje não são faladas. [...]
O hebraico é o resultado da evolução da língua cananeia depois da entrada do povo hebreu. Ao entrar na Terra Prometida herdaram, como era natural, o idioma que ali era falado, o cananeu. Porém, antes que que fosse escrito qualquer dos livros bíblicos naquela língua tomou nova fisionomia e características fonéticas e sintáticas especiais. O vocabulário foi enriquecido com novos termos e alguns dos já existentes assumiram assumiram outro significado. [...]
Depois do século III d.C. dava-se a decadência do hebraico médio. O aramaico impusera-se definitivamente e mantinha-se agora como o idioma falado por todos os judeus até que no século VII o árabe lhe tirava o primeiro posto. Este período fulgurante da cultura islâmica marca todavia, porém, o início de um ressurgimento literário e gramatical que conduzia anos depois à fixação definitiva do texto masotérico.
Depois do século III o hebraico caía no abandono quase absoluto. Foi no século passado que, sob o impulso do movimento sionista, o hebraico voltou a florescer e difundiu-se bastante, sendo hoje em dia o idioma oficial do estado de Israel."
(Excerto de Introdução)
Manuel Augusto Rodrigues (1936-2016). "Formado em Teologia e Ciências Bíblicas e Línguas Semíticas, respectivamente pela Pontifícia Universidade Gregoriana e pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (1955-1962). Frequentou ainda a École Biblique et d’Archéologie Française de Jerusalém (1962-1963). Em 1963, foi convidado pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra como professor extraordinário além do quadro para reger a cadeira de História do Cristianismo. Doutorou-se em 1975 em História da Cultura Medieval e Moderna com a defesa da tese "A Cátedra de Sagrada Escritura na Universidade de Coimbra (1537-1640)". Prestou provas para professor extraordinário em 1978 e para professor catedrático em 1980.
Teve a seu cargo diversas disciplinas como História da Cultura Moderna, Antiguidade Oriental, História da Península Hispânica, História da Universidade de Coimbra, História das Religiões e Línguas e Culturas Árabe e Hebraica. Dirigiu várias teses de mestrado e de doutoramento. É autor de mais de duas centenas de estudos sobre Exegese Bíblica, História da Teologia e da Igreja, Línguas Semíticas, Humanismo e História da Universidade de Coimbra, áreas em que tem desenvolvido as suas investigações em arquivos e bibliotecas nacionais e estrangeiros. Entre os cargos exercidos contam-se o de Pró-Reitor para as comemorações dos 700 anos da Universidade de Coimbra (1990-1994) e o de Director do Arquivo desta Universidade (1980-2003)."
(Fonte: Wook)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
25€

17 maio, 2022

RODRIGUES, Manuel L. - OS JUDEUS NA PALESTINA
. Lisboa, Edição da Emprêsa Nacional de Publicidade, 1947. In-4.º (23x16 cm) de 223, [1] p. ; [
1.ª edição.
Capa de Stuat Carvalhais.
O agudizar do conflito israelo-palestiniao visto por um jornalista português presente na zona de confronto, ainda antes da declaração unilateral da independência do Estado de Israel, em 1948.
Livro impresso em papel encorpado, ilustrado com 9 estampas extra-texto, sendo uma delas um mapa da Palestina.
"Há um quarto de século que a questão da Palestina atrai a atenção do Mundo e constitui motivo de graves inquietações. Relatos de motins, assaltos e atentados com avultadas perdas de vida preenchem o noticiário quotidiano que nos chega da Terra Santa. Sucessivas comissões de inquérito têm visitado aquele país com o fim de determinarem as causas do conflito e de lhe encontrarem solução que tenha sido discutido. Pode dizer-se que não há problema internacional que tenha sido discutido com mais minúcia. Provam-no os relatórios, memorandos, livros brancos, boletins estatísticos, inquéritos económicos e dissertações políticas que a esse respeito têm sido publicados - bibliografia tão extensa e variada que poucos especialistas poderão ter a pretensão de a conhecer integralmente.
No meio dessa agitação, prossegue, silenciosa e infatigável, uma obra construtiva de grande envergadura que é o esforço tenaz e inteligente de uma raça resolvida a edificar nessa terra a pátria que lhe falta.
Esse aspecto da questão é, seguramente, o menos conhecido em Portugal e constitui o principal objecto da presente obra, baseada em observações colhidas pelo autor no desempenho duma missão jornalística como enviado especial do «Diário de Notícias» ao Médio Oriente. A pela compreensão do assunto exigia porém que ele fosse antecedido de um estudo das circunstâncias políticas e históricas que determinaram a actual situação. É esse o assunto da primeira parte deste livros. Na segunda procurou o autor, sobretudo, analisar as condições sociais e económicas que teve ocasião de conhecer na Palestina, resultantes da vasta acção ali desenvolvida pelos judeus."
(Introdução)
Índice dos capítulos:
Introdução. | Primeira Parte - O conflito e as suas origens: I. O nacionalismo árabe e a Declaração Balfour; II. Árabes e Judeus; III. A política britânica; IV. Terrorismo e emigração clandestina; V. A América do Norte e os Estados Árabes. Segunda Parte - A obra do sionismo: VI. A regeneração da terra; VII. A conquista do deserto; VIII. Uma nova estrutura económica e social; IX. Indústria e capacidade de absorção; X. A cultura hebráica; XI. Efeitos da colonização judaica. | Conclusão. | Apêndices - Texto do Mandato da Palestina. Recomendações da Comissão de Inquérito Anglo-Americana. Capítulos a Carta das Nações relativos ao regime de tutela. | Índices - Alfabético dos nomes próprios. De gravuras. Dos capítulos.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Livro sublinhado a lápis. Sem f. ante-rosto.
Invulgar.
Com interesse histórico.
25€

12 março, 2018

PALESTINA, UM POVO EM ARMAS. [Tradução de H. Cesar Opz e A. Manso]. Baixa da Banheira, Manuel Miranda, 1977. Oblongo (14,5x21cm) de 126 p ; [2] p. il. ; B. Cadernos Povo e Cultura, Série B, Zona das Tempestades, 1
1.ª edição.
Visão árabe do problema israelo-palestiniano em meados da década de 70 do século passado.
Ilustrado com mapas da zona do conflito em 2 páginas extratexto.
"O «povo» judeu está disperso por todo o mundo há mais de 2000 anos - é o que se chama a «diáspora». Porém, foi só nos fins do século passado que se espalhou a ideia de um Estado judeu baseada unicamente na ideia da terra «prometida».
Foi no fim do século passado que nasceu o movimento sionista. Porque razão só nesta altura? Trata-se simplesmente de um acaso ou haverá causas profundas para esse acontecimento? [...]
O sionismo é uma consequência das grandes alterações históricas que se verificaram na Europa. É uma reacção da burguesia judaica tradicional contra as burguesias europeias locais (principalmente na Europa Oriental) que se lançaram na luta pela direcção da economia. A burguesia judaica foi eliminada pouco a pouco dos sectores económicos que ocupava.
É neste sentido que podemos definir o sionismo como o movimento nacional burguês judaico à procura de um mercado próprio.
Esta luta assumiu muitas vezes o aspecto do mais violento anti-semitismo por parte dos europeus não judeus.
Por isso, a «questão judaica» é também uma questão económica. É a concorrência entre duas burguesias pela conquista de mercados.
Inquietos com esta situação, alguns intelectuais judeus lançam a ideia de reunir os judeus de todo o mundo numa determinada região (no Uganda, na Argentina ou na Palestina), permitindo desse modo à burguesia judaica o domínio de um mercado exclusivo, à sua escala. O famoso «slogan» sionista que dizia que era preciso descobrir «uma terra sem povo para um povo sem terra» deve, portanto, entender-se como a necessidade de criar um mercado de propósito para uma burguesia sem mercado. [...]
O sionismo tinha de lutar também contra as tentativas e as tentações de integração dos judeus da Europa; daí a ambiguidade e a confusão deliberada entre judeus e sionistas, entre anti-sionismo e anti-semitismo.
«O sionismo não é apenas uma ideia geral, nem uma concepção filosófica e religiosa mas sim essencialmente uma luta contra a integração» - Ben-Gurion, «Gazeta anual do Estado de Israel», 1952."
(Excerto do Cap. II, O sionismo)
Índice:
Resumo histórico: Algumas observações. I - Alguns dados sobre a Palestina. II - O Sionismo. III - Fase inicial da implantação sionista na Palestina. IV - O mandato britânico na Palestina (1920-1948). V - A guerra de 1948. VI - O após-guerra e a crise do Suez. VII - Da guerra do Suez à guerra dos Seis Dias. Israel e o imperialismo. Cronologia sumária.
Novos aspectos da luta: 1 - As quatro guerras de agressão desencadeadas por Israel. 2 - O petróleo, uma arma poderosa nas mãos dos povos árabes. 3 - O petróleo e a justa causa dos povos árabes. 4 - Os maiores inimigos dos povos árabes. 5 - O conluio das duas superpotências contra a luta dos povos árabes. 6 - Os «planos de paz» das duas superpotências. 7 - Amigo verdadeiro ou inimigo perigoso?
A vos da resistência: 1 - A libertação faz-se por etapas. 2 - A luta entre as duas linhas no seio da resistência. 3 - O nascimento e a doutrina da El Fatah.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
15€

22 dezembro, 2017

KELLER, Werner - HISTÓRIA DO POVO JUDEU. Da Destruição do Templo ao Novo Estado de Israel. Alfragide, Tertúlia do Livro : Galeria Panorama, [197-]. In-4.º (23cm) de [10], 536, [2] p. ; [62] p. il. ; il. ; E.
1.ª edição.
Importante monografia sobre a história judaica - desde os seus primórdios até à criação do Estado de Israel. Trata-se talvez do estudo mais completo que sobre este assunto se publicou entre nós.
Livro ilustrado no texto e em separado com inúmeras fotogravuras a p.b.
"Em 1843 o francês Paul Émile Botta tropeçou casualmente com a porta que dava entrada ao mundo histórico do Antigo Testamento: em Khorsabad descobriu os baixos-relevos do rei assírio Sargão II, o rei que tinha exilado as dez tribos de Israel, que desapareceram sem deixar rasto. Todavia foi preciso um século inteiro de incansável espírito de investigação e de enormes trabalhos de escavação, que removeram completamente o solo antiquíssimo do Egipto e do Próximo Oriente, para que dos documentos e monumentos trazidos à luz do dia começasse a desenhar-se em largos traços o impressionante panorama histórico de dois mil anos de história do povo de Israel. [...]
Nenhum outro povo sofreu uma história como a dos descendentes do povo bíblico na sua dispersão. O cenário do curso seguido pelo seu destino é a Terra inteira, do Próximo Oriente, do Egipto e da África até à Europa e América, assim como até à Índia e à China. Tal como na era bíblica, depois da sua expulsão da terra dos patriarcas, quando a sua «casa de serviço» era o mundo inteiro, o povo judeu teve de sofrer as mais duras provas. Somente algumas escassas horas felizes interrompem as épocas da mais profunda dor. Porém, apesar de todos os sofrimentos e misérias, sem Estado nem território próprio, sem protecção, sem poder e sem justiça, este povo resiste a todos os tormentos e catástrofes, firme na sua fé em Deus, que nem as ameaças de morte conseguem debilitar. E sobrevive a tudo. Desprezado e perseguido, no decorrer dos séculos, dá aos outros povos as sua contribuições e rendimentos culturais. Poderia imaginar-se o Islão sem Israel? Não proveio de Jesus Cristo? E a cultura actual não procede de um Spinoza, Marx, Freud e Einstein?
É a história de um povo fora do comum, a que nenhum outro na Terra se pode comparar. Envolto num profundo segredo divino, figura entre os grandes mistérios do processo histórico. Embora Deus se haja manifestado a este povo, a sua existência actual, após largo período das perseguições mais terríveis, é o seu maior milagre. Com a sua dispersão de dois mil anos cumpriu-se exactamente e de uma forma desconcertante uma profecia bíblica feita três mil anos antes no quinto livro de Moisés, o «Deuteronómio»."
(Excerto da introdução)
Índice:
Introdução. Prólogo. Profecia e Época Bíblica. Fins da História do Oriente. I - Sob o domínio de Roma. II - Quando o Templo estava destruído. III - O inferno da Idade Média. IV - A caminho do obscurantismo. V - O ocaso do «Ghetto». VI - Catástrofe e Solução Final. Na antiga pátria. Israel: o Novo Estado.
Encadernação editorial inteira de tela em amarelo, com letras e símbolos gravados a negro.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
15€