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20 março, 2025

CASTILHO, Julio de - 
AMOR DE MÃE.
Scenas da vida moderna de Lisboa. Por... Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira - Livraria editora, 1900. In-8.º (19x12,5 cm) de 291, [3], [4] f. ; il. ; E.
1ª edição.
Curioso romance, ao gosto da época, baseado numa história verídica do conhecimento do autor.
Obra dedicado por Castilho ao Visconde de Sanches de Baena.
Ilustrado com 4 bonitas gravuras intercaladas no texto.
"A senhora D. Maria do Rosario de Miranda e Vasconcellos Reymão Coutinho tinha um nome muito maior do que a pessoa; e ainda talvez eu o não saiba todo; é difficillimo decorar certos nomes peninsulares. Era pequenina e miudinha de corpo, mas grande de alma, como espero evidenciar no correr d'estas paginas.
Não me chamem indiscreto, se me atrevo a contar certos pormenores do seu viver; conheci-a muito bem, respeitei-a sempre affectuosamente, como antiga amiga dos meus; mas estou (em nome da litteratura) auctorisado a commetter certas indiscreções; e ninguem m'as ha-de levar a mal; são quadros de uma Lisboa que desappareceu.
Filha de familia provinciana, hoje de todo extincta, habituára-se desde creança á vida energica da administração rural. Seus paes, morgados sertanejos nos arredores de Miranda do Douro, nunca tinham visto uma cidade, e só sahiam annualmente das suas terras para alguma praia de banhos, nas longas cavalgadas que eram os meios de locomoção no Portugal velho. Viviam, como tinham vivido seus sextos avós, sem tirar nem pôr. Alfaias, ideias, linguagem, tudo era o mesmo.
Esta menina tinha sido por muitos annos a herdeira do vinculo, até que o nascimento de um irmão a viera esbulhar dos direitos da primogenitura."
(Excerto de I - Retrato de uma joven provinciana...)
Júlio de Castilho (1840-1919). "2.º visconde de Castilho, nascido a 30 de Abril de 1840 em Lisboa, na Calçada do Duque, e falecido a 8 de Fevereiro de 1919, no Lumiar, na Travessa do Prior, foi o mais velho dos filhos de António Feliciano de Castilho e de Ana Carlota Xavier Vidal. Do pai herdou o título de visconde, que deteve desde 24 de Abril de 1873. Tirou o curso superior de Letras, sendo vários os cargos que posteriormente desempenhou. Poderão destacar-se o de governador civil da Horta (1877 a 1878); o de cônsul-geral de Portugal em Zanzibar (1888); o de bibliotecário, na Biblioteca Nacional de Lisboa; o de professor de História e Literatura Portuguesa do príncipe D. Luís Filipe (desde 1906).
Foi poeta, tendo publicado o seu primeiro trabalho neste domínio num almanaque de 1854, dramaturgo, tradutor, memorialista e historiador. Produziu igualmente desenhos e pinturas.
Conhecido pelo seu interesse pela olisipografia, de que é considerado o fundador, publicou "Lisboa Antiga", em 8 tomos (1879 e 1884 a 1890); "A Ribeira de Lisboa" (1893). Já num outro domínio, publicou "As memórias de Castilho" (1881); "Manuelinas" (1889); "Elogio histórico do arquitecto Joaquim Possidónio Narciso da Silva" (1897); "Amor de mãe: cenas da vida moderna de Lisboa" - 1900; "Os dois Plínios? "(1906); "José Rodrigues: pintor português" (1909); "Fastos portugueses" (1918)."
(Fonte: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=4206709)
Encadernação coeva meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura frontal. 
Exemplar em bom estado geral de conservação. Pastas com pequenos defeitos marginais. 
Raro.
35€

04 agosto, 2017

CASTILHO, Julio de - AMORES DE VIEIRA LUSITANO : apontamentos biographicos. Lisboa, Parceria Antonio Maria Pereira (Livraria editora), 1901. In-4.º (23cm) de 301, [3] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Biografia de um dos grandes mestres da pintura portuguesa do século XVIII - Francisco Vieira de Matos, o Lusitano (1699-1783).
Obra profusamente ilustrada em separado com belíssimos desenhos de Castilho, bem como reproduções de trabalhos do ilustre pintor.
"Cedo partiu para Itália, onde se dedicou ao estudo da pintura e teve grandes mestres como Benedetto Lutti e Francesco Trevisani. A sua vasta obra é a mais importante do século XVIII português. Muitos dos seus trabalhos perderam-se com o terramoto de 1755."
(fonte: infopédia)
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a negro e ouro na pasta frontal e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Pastas algo sujas.
Invulgar.
40€

09 agosto, 2015

CASTILHO, Julio de - MOCIDADE DE GIL VICENTE (o poeta) : quadros da vida portugueza nos seculos XV e XVI. Por... Lisboa, Typographia - Rua da Barroca, n.º 72, 2.º andar, 1896. In-8.º (21,5 cm) de 291, [1] p. ; B.
1.ª edição. 
Biografia romanceada de Gil Vicente.
Ilustrada com bonitas vinhetas tipográficas a assinalar o início e final da cada capítulo.
"Ao cavalleiro da resumida Lisboa do seculo XVI torrejava, com as suas muralhas abaluartadas, os seus corucheus de azulejo, o seu arreganho de antiga praça de guerra, e o seu aspecto senhoril, o Castello e Alcáçova dos nossos Reis.
Poucos sitios, na capital portugueza, encerram tantas e tão queridas memorias velhas, como este morro.. Lembranças de Phenicios, Romanos, Godos, Moiros e Portuguezes, enxameiam n'aquelle recinto apertado e pittoresco."
(Excerto do Cap. I, O Paço da Alcáçova de Lisboa)
Júlio de Castilho (1840-1919). “2º visconde de Castilho. Foi o mais velho dos filhos de António Feliciano de Castilho e de Ana Carlota Xavier Vidal. Do pai herdou o título de visconde, que deteve desde 24 de Abril de 1873. Tirou o curso superior de Letras, sendo vários os cargos que posteriormente desempenhou. Poderão destacar-se o de governador civil da Horta (1877 a 1878); o de cônsul-geral de Portugal em Zanzibar (1888); o de bibliotecário, na Biblioteca Nacional de Lisboa; o de professor de História e Literatura Portuguesa do príncipe D. Luís Filipe (desde 1906). Foi correspondente literário do "Diário Oficial" do Rio de Janeiro, sócio correspondente da Academia Real das Ciências, académico honorário da Academia Real de Belas Artes, sócio efectivo da Associação dos Arquitectos e Arqueólogos Portugueses, correspondente do Instituto de Coimbra, do Gabinete Português de Leitura em Pernambuco, do Instituto Vasco da Gama de Nova Goa, da Associação Literária Internacional de Paris, membro honorário do Grémio Literário Faialense e do Grémio Literário Artista da Horta. Foi poeta, tendo publicado o seu primeiro trabalho neste domínio num almanaque de 1854, dramaturgo, tradutor, memorialista e historiador. Produziu igualmente desenhos e pinturas. Conhecido pelo seu interesse pela olisipografia, de que é considerado o fundador, publicou "Lisboa Antiga", em 8 tomos (1879 e 1884 a 1890); "A Ribeira de Lisboa" (1893). Já num outro domínio, publicou "As memórias de Castilho" (1881); "Manuelinas" (1889); "Elogio histórico do arquitecto Joaquim Possidónio Narciso da Silva" (1897); "Amor de mãe: cenas da vida moderna de Lisboa" - 1900; "Os dois Plínios"(1906); "José Rodrigues: pintor português" (1909); "Fastos portugueses" (1918).”
(Fonte: digitarq.arquivos.pt)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis,  com defeitos; manchas de humidade emolduram as capas, as primeiras e derradeiras folhas do livro.
Invulgar.
10€

24 dezembro, 2013

CASTILHO, Julio de - FASTOS PORTUGUEZES : poema em seis livros. Lisboa, Livraria Ferreira, 1918. In-4º (23cm) de [8], 189, [3] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Obra dedicada pelo autor à memória de Filinto Elísio, que inclui em extratexto uma estampa reproduzindo gravura do famoso poeta.
"Escreveu Ovidio os Fastos.
E que são os Fastos? são o calendario romano posto em verso. Datas célebres, quadros historicos, movimentos astronómicos, festas religiosas, solemnidades cortesans, costumeiras plebeias, anecdotas minúsculas, tudo foi enramalhetado em hexâmetros e pentâmetros pelo prodigioso poeta."
(excerto da advertência)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Invulgar.
10€

05 abril, 2011














CASTILHO, Júlio de – LISBOA ANTIGA : BAIRROS ORIENTAIS ;
2ª edição revista e ampliada pelo autor e com anotações do Eng. Augusto Vieira da Silva. Lisboa, S. Industriais da C.M.L., 1934-1938. 12 volumes [+1] in-8º ; il. ; B.
Inclui o "13º vol.", o complemento ao 2º volume : Conquista de Lisboa aos Mouros (1147) ; texto latino e sua tradução por José Augusto de Oliveira.
"Segunda edição revista e ampliada pelo autor e com anotações de Augusto Vieira da Silva. Trabalho “de fundamental interêsse para o estudo da cidade velha, - e que é não só a obra dum arqueólogo e dum erudito, profundo conhecedor de bibliotecas e arquivos, mas também a dum artista, sensível como poucos ao espírito do tempo que passou, dum poeta que em cada pedra antiga encontra motivos permanentes de evocação e beleza, - livro dum lisboeta puro para todos os lisboetas que amam sinceramente Lisboa no seu passado de grandezas, na sua tradição de pitoresco, na sua legenda de piedade e de fé”. 

Boa edição da Câmara Municipal de Lisboa, enriquecida com um avultado número de gravuras estampadas nas páginas de texto e em separado." (Liv. Ferreira)
Bons exemplares.
Obra completa, muito procurada.
100€