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21 setembro, 2024

FERREIRA, José Medeiros -
PORTUGAL NA CONFERÊNCIA DE PAZ : Paris, 1919
. Lisboa, Quetzal Editores, 1992. In-4.º (23x13 cm) de 115, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Capa de Rogério Petinga.
Ensaio histórico sobre o pós-Grande Guerra e as negociações de paz que se seguiram ao conflito, evento em que Portugal - país que integrou a aliança vitoriosa - participou como parte interessada.
"São muito discutíveis os objectivos que levaram o Governo português a entrar nas operações militares durante a Primeira Guerra Mundial. Mas um esses objectivos foi sempre claro e constante: Portugal ganhava, com o seu esforço militar ao lado dos Aliados, o direito de participar na futura Conferência de Paz que regularia a organização da sociedade europeia e mundial no pós-guerra.
Nesta obra distinguem-se os motivos da entrada na guerra dos objectivos pretendidos durante a Conferência de Paz realizada em Paris no ano de 1919. Para o efeito consultaram-se vários arquivos em Lisboa, Londres, Genebra, Madrid, Paris e Washington. Descrevem-se assim não só os objectivos proclamados pelas autoridades portuguesas como as percepções das estratégias nacionais por parte de outros Estados.
A política primeiro, e a historiografia... depois, consagram a manutenção da integridade dos domínios coloniais como a meta principal do esforço militar e diplomático durante a Grande Guerra. Todavia a história da participação portuguesa na Conferência de Paz revela como foram prosseguidos de facto, outros objectivos para além daquele praticamente assegurado."
(Excerto retirado da contracapa)
Índice:
Nota prévia e Agradecimentos | Introdução | I - Os objectivos iniciais. II - Da presidência de Egas Moniz à de Afonso Costa: Novos problemas e novos objectivos. III - Portugal e a criação da Sociedade das Nações. IV - A Fundação da Sociedade das Nações e as relações luso-espanholas. V - As Forças Armadas e os despojos de guerra. | Conclusão | Notas | Fontes: I. Manuscritas; II. Impressas. | Índice dos nomes.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

30 outubro, 2014

FERREIRA, José Medeiros - O COMPORTAMENTO POLÍTICO DOS MILITARES : forças armadas e regimes políticos em Portugal no século XX. Lisboa, Editorial Estampa, 1992. In-8.º (20 cm) de 350 p. ; B. Col. Imprensa Universitária, n.º 93
Capa de: Soares Rocha.
Ilustração da capa: António de Oliveira Salazar, Ministro da Guerra, acompanhado do Capitão Santos Costa, Subsecretário de Estado da Guerra, passa revista ao Regimento que, em 6/4/41, embarca para os Açores.
1.ª edição.
"Este livro versa temas de História institucional e política. Nele se procura narrar o comportamento da instituição militar face aos diferentes regimes políticos em Portugal durante o século XX: Monarquia Constitucional, República Parlamentar (1910-1917), República Nova ou Sidonismo (1918), Monarquia do Norte, República Parlamentar (1919-1926), Ditadura Militar (1926-1933), Estado Novo (vigência da Constituição de 1933), ruptura de 25 de Abril de 1974 e estabelecimento do regime democrático constitucionalizado em 1976.
Não se analisam, porém, apenas, os momentos fortes do estabelecimento ou derrube dos regimes políticos que sempre tiveram maior ou menor participação militar, mas antes se seguem as relações mútuas, entre o poder político e o poder militar, capazes de nos fazerem entender a criação e o desfecho dessas situações."
(Excerto da introdução)
Matérias:
I - O trânsito da Monarquia para a República. Características da Instituição Militar nos finais da Monarquia. II - As Forças Armadas e a República. Antes, durante e depois da I Guerra Mundial. III - O Sidonismo e os Militares. Afirmação e desagregação das Forças Armadas no último ano de guerra. IV - A formação da unidade de intervenção militar no campo político (1919-1926). V - Os Intelectuais e a Instituição Militar. No contexto do 28 de Maio. VI - A transição entre a Ditadura Militar e a Ditadura Civil (1926-1933). VII - A subordinação das Forças Armadas ao regime do Estado Novo. VIII - Guerra e neutralidade. A cumplicidade entre o Estado Novo e as Forças Armadas. IX - As insubordinações falhadas (1945-1961). X - Uma autonomia crescente. Os chefes militares contra Salazar (Abril de 1961). XI - A guerra em África como factor de subordinação e de insubordinação (1961-1974). XII - Da Ditadura à Democracia. O Movimento das Forças Armadas como metamorfose da instituição militar (1974-1976).
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível