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06 julho, 2026

MOURA-RELVAS, Joaquim de -
EL-REI D. SEBASTIÃO : ensaio biológico.
Por... Médico-Radiologista e Antigo Médico-Escolar. Coimbra, [s.n. - Composto e impresso nas oficinas da «Coimbra Editora, L.da» - Coimbra], 1972. In-4.º (23,5x16,5 cm) de 130, [4] p. ; [6] p. il. ; il. ; Errata + Corrigenda; B.
1.ª edição.
Importante estudo patográfico sobre a figura d'O Desejado, cognome de D. Sebastião, rei português desaparecido na batalha de Alcácer Quibir. Trata-se de um ensaio médico-histórico, interessante e muito curioso, publicado em separata de O Instituto - Vol. CXXXV, que inclui a descrição da fatídica contenda, o que se fez de bem e de mal, e o que determinou a derrota das cores nacionais.
O livro foca-se nos seguintes pontos fundamentais:
Estudo da hereditariedade: Moura Relvas analisa a forte consanguinidade e os antecedentes médicos dos ascendentes de D. Sebastião (a Casa de Avis e a Casa de Áustria) para traçar o seu perfil genético e constitucional.
Desenvolvimento e patologias: O autor avalia os relatos clínicos da adolescência do rei, discutindo as famosas "febres", o seu desenvolvimento físico e o alegado infantilismo genital que levantava sérias dúvidas sobre a sua fertilidade.
Análise psicológica e física: Cruza os dados da medicina com as crónicas de época para compreender o comportamento obstinado do monarca e a sua debilidade constitucional, tentando decifrar o homem por trás do mito.
Esta obra é uma das referências médicas mais importantes sobre a saúde do rei, escrita com o rigor analítico de um médico a partir de fontes literárias e históricas. (IA)
Ilustrada em página inteira com diagrama da árvore genealógica de D. João I e D. Filipa de Lencastre, e em separado com 13 figuras - retratos do rei e da realeza portuguesa e estrangeira - distribuídas por 6 páginas em papel couché.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor "Ao seu distinto colega Dr. [Mário] Martins da Silva" (1910-1995).
"Muito se tem falado da obscuridade de espírito que D. Sebastião revelada nalguns escritos. Ele usa com efeito, por vezes, um estilo particular, entrecortado, onde as ideias se sobrepõem, chegando a dar a impressão de se contrariarem umas às outras, se não tivermos o cuidado de pontuar os períodos e preencher as lacunas que a pressa da escrita abre. Estou convencido de que estas lacunas resultaram da hiperexcitabilidade do Príncipe e supomos isso plausível porque todas as informações da época indicam D. Sebastião como pessoa inteligente e culta, especialmente hábil nas Matemáticas, que são exactamente as disciplinas que mais inteligência exigem. [...]
A lassidão dos alemães, a fraqueza moral dos Terços de Vasco da Silveira, Diogo Lopes de Sequeira (ausentes) e D. Miguel de Noronha (que não tinha nenhuma prática de guerra, porque sendo valente, nunca se tinha batido), a presença de muita gente nova, sem serenidade, provocando confusão entre as fileiras, tiveram a sua quota-parte como causas da nossa derrota. Mas, segundo parece, os principais factores do nosso desbarato foram em primeiro lugar a hora do combate, no pino do calor tórrido, de que foi responsável o capitão Aldana e em segundo lugar a insólita ordem do sargento-mor Pedro Lopes, mandando suspender o avanço do Terço dos Aventureiros a caminho da vitória."
(Excerto de  III Parte - Os aspectos psíquicos)
Índice:
I Parte - A consanguinidade. II Parte - Os antecedentes hereditários. III Parte - Os aspectos psíquicos. IV - Os aspectos somáticos. | Sumário.
Joaquim de Moura Relvas (1898-1981). Ilustre médico, político. Ao longo da sua vasta carreira, conciliou a medicina com uma vida política ativa durante o regime do Estado Novo. Foi cirurgião e radiologista nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Exerceu também como médico escolar no Liceu D. João III e radiologista no Sanatório de Celas. Foi deputado à Assembleia Nacional durante seis legislaturas. Assumiu a presidência da Câmara Municipal de Coimbra em 1965. Nessa qualidade, representou os municípios urbanos na Câmara Corporativa. Obra Literária: Além da medicina e da política, escreveu sobre temas históricos e biológicos, destacando-se o ensaio El-Rei Dom Sebastião: Ensaio Biológico (1972). (IA)
Exemplar brochado, parcialmente por abrir, em bom estado geral de conservação. Capa manchada.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível
 

20 maio, 2026

JERNSTEDT, Eduardo Adolfo Vieira Borges Zander d’ Almeida -
FIDALGOS E PLEBEUS DE PORTUGAL. 
Apontamentos Genealógicos. [S.l.], [s.n. - Composto e impresso na Tipografia A Gráfica do Ave - Riba de Ave], [1952]. In-4.º (24,5x17 cm) de [4], 79, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio genealógico respeitante a conhecidas casas e famílias do norte de Portugal.
"Os linhagistas dos Séculos XVII e XVIII - verdadeiramente as duas centúrias da genealogia em Portugal - realizaram uma obra notabilíssima, recolhendo e juntando notícias que nos são hoje preciosas. Mas, ao mesmo tempo, com as suas preocupações nobiliárquicas de «entroncar bem» as famílias de que se ocupavam, fazendo-as remontar a uns vagos Bermudos e Ordonhos, quando não mais longe, até aos próprios Adão e Eva, lançaram sobre os estudos genealógicos tal descrédito que, ainda agora, muito boa gente sorri e desdenha das investigações linhagísticas. [...]
São hoje, felizmente, muito diversos os caminhos que trilhamos. Reconhecem os melhores espíritos que a genealogia, despida de vaidades nobiliárquicas, encarando o nascimento, o desenvolvimento e o declínio da família considerada nos mais variados aspectos da vida - sociais, políticos, económicos, etnográficos e até clínicos, representam mais que ciência auxiliar da História, floração imprescindível da própria história. [...]
Carinhosamente debruçado sobre o passado - o seu passado - Vieira Borges escolheu os genealógicos de melhor nota para fundo do trabalho; estudou os seus dizeres, emendou-os e acrescentou-os à luz das melhores fontes documentais - registos paroquiais, cartórios do Santo Ofício, de notários e de conventos. Sem pretender averiguar de todos os ramos das famílias que lhe interessaram, apresenta-nos curiosíssimo quadro das suas investigações de muitos anos."
(Excerto do Prefácio de Eugénio de Andrea da Cunha e Freitas - Casa Grande, em Azurara)
Índice:
Borges - Do Torrão | Borges - De Jugueiros | Carvalhos - De Celorico de Basto | Casa de Abôl - Na Eja | Casa de Covelas - Em Rio de Moinhos | Casa da Eyra - Em Rio de Moinhos | Casa de Juste - Em Lousada | Casa do Paço - Em S. João de Airão | Casa da Torre - Em Rio de Moinhos | Coutos - De Cocujães | Delgados - Do Porto | Delgados Angel - De Penafiel | Freires de Bessa - De Gondalãis e de Boelhe | Lopes Moreiras - De Perozelo | Moreiras da Fonseca - Da Sobreira | Moreiras Pessanhas - De Marco de Canavezes | Monteiros - De Barqueiros | Rochas Rangeis - De Penafiel | Teixeiras Ferrazes e Alões - Do Porto e da Madalena | Vieiras Borges - Do Castelo de Paiva | Vieiras Borges - De Rio de Moinhos e Sta. Clara do Torrão | Apêndice.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

03 maio, 2026

FUNCHAL, Marquez do -
TITULOS NOBILIARCHICOS.
Memoria historico-juridica em resposta a diversas consultas apresentada em 29 de Março de 1916. Pelo... Separata dos Trabalhos da Academia de Sciências de Portugal : Primeira Série - Tomo V. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1916. In-4.º (25,5x16,5 cm) de 47, [1] p. ; B.
1.ª edição independente.
Trabalho histórico, jurídico e genealógico relevante para o estudo da nobreza portuguesa no início da República, ocasião em que os títulos nobiliárquicos foram abolidos, e posteriormente restaurados.
"Na primeira phase, que comprehende toda a epocha do feudalismo portuguez, a que pozeram termo as providencias emanadas das côrtes, que se reuniram em Atouguia, em 1372, os nobres donatarios constituiam duas cathegorias: a dos condes, ricos-homens e infanções, e a dos alcaides e cavalleiros, uns e outros possuidores de terras adquiridas por doação regia, que se denominavam, respectivamente, honras, cavallarias e coutos, transmitindo-se hereditariamente de paes a filhos; e alcaïdarias e prestamos, revertendo á Corôa, extincta a vida do donatario."
(Excerto de II - Ordem da Nobreza em Portugal - Synthese historica)
"Da successãos nos titulos, desigandos hoje, ainda, nobiliarchicos, passarei a occupar-me, visto ser este o objecto especial d'este estudo, e para que não haja illusões sobre o meio legal de se effectuar a respectiva transmissão hereditaria, procurarei analysar e destrinçar os diplomas vigentes e reguladores d'esta materia; pois que a desorientação que proveiu do panico estabelecido pelo decreto de 15 de Outubro de 1910, e, mais tarde, pelo artigo 3.º da Constituição Republicana, originou paradoxalmente o ridiculo espectaculo de nobres e plebeus se condecorarem, sui juris, com titulos mais ou menos authenticos, uns completamente extinctos, outros carecendo de sancção regia e das formalidades indispensaveis de chancellaria."
(Excerto de III - Direito de Successão nas Mercês Hereditarias)
Agostinho de Sousa Coutinho, 3.º Marquês do Funchal (1866-1923). "Agostinho de Sousa Coutinho nasceu em Lisboa, a 3 março 1866, sendo o 3.º filho do 3.º conde de Linhares e D. Ana Carlota Rolim de Moura Barreto, filha do duque de Loulé. Em 1893 foi nomeado delegado do procurador régio da comarca de Torres Vedras e transferido para Sintra, vindo a militar no Partido Progressista, nascido da fusão do Partido Histórico do seu avô duque de Loulé e do Partido Reformista, que passou a alternar no governo com o Partido Regenerador. Foi na alternância governativa entre estes partidos que surgiram as nomeações em 1899 e, depois, em 1904, do intitulado Marquês do Funchal para o governo civil do Funchal, título somente oficializado em 1908. Tendo os irmãos mais velhos optado pelo título de Conde de Linhares, com o falecimento da sua tia, que usava o título de 2.ª Marquesa do Funchal, como aia da rainha, passou a usar o título de 3.º Marquês do Funchal, dentro de um determinado quadro ideológico dos membros do Partido Progressista, herdeiro do velho Partido Histórico.
A nomeação de governador civil do Funchal do Marquês do Funchal teve a data de 23 de dezembro de 1899, tendo chegado a 13 de janeiro seguinte e tomado posse dois dias depois. A passagem do Marquês do Funchal pelo governo civil do Funchal pautou-se por uma gestão corrente e, com a posse do novo gabinete dos regeneradores, foi demitido a 25 de junho e retirou-se para Lisboa com a família. Voltava ao lugar por decreto de 22 de outubro de 1904, tendo chegado a 9 de dezembro e tomando posse no dia seguinte. A 19 de junho de 1905 era exonerado a seu pedido, mas ainda aceitando o governo civil de Coimbra, que ocupou entre 20 de janeiro e 25 de junho de 1910. O antigo governador Agostinho de Sousa Coutinho faleceu em Cascais, a 22 de dezembro de 1923."
(Fonte: https://www.arquipelagos.pt/imagem/marqueses-do-funchal-noticia-genealogica-de-d-tivisco-diario-de-noticias-funchal-13-de-janeiro-de-1900-ilha-da-madeira/)
Índice:
I - Reflexões Preliminares. II - Ordem da Nobreza em Portugal - Synthese historica. III - Direito de Successão nas Mercês Hereditarias.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de pappel marginais. Interior correcto.
Muito invulgar.
Indisponível

21 março, 2026

FALCÃO, Armando de Sacadura -
A FAMÍLIA PONCES
. Lisboa, [sn. - Composto e impresso na egpl - Editora Gráfica Portuguesa, Lda. - Lisboa], 1984. In-4.º (24,5×17 cm) de 95, [3] p. ; [4] f. il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante estudo genealógico sobre a família Ponces. Trabalho publicado em separata de Armas e Troféus : V Série, Tomos III e IV - 1982-1983.
Ilustrado em separado com 4 estampas impressas sobre papel couché:
- Brasão da Família Pons;
- Solar dos Ponces de Carvalho em Vilar Seco;
- Retrato de António de Pádua Ponces de Carvalho.
- Brasão passado a Miguel António Ponces de Carvalho a 21-7-1866.
"No sul de França, departamento de Charente Inferior, existe uma povoação cujo nome - Pons - se tornou apelido usado de um e outro lado dos Pirinéus. No norte de Espanha, Província de Lérida e antigo bispado de Urgel, em plena Catalunha com o seu altaneiro castelo e povoação de Ribelles. Os Barões deste castelo tiveram preponderante papel na Reconquista e, segundo a «Enciclopédia Ilustrada», edição de Madrid, além do senhorio de Ribelles, tiveram o de Alsina, Guardiola e Vilalte, sendo Barão em 1879 D. José Maria de Bofarull y Olzinelas. [...]
Os Ribelles figuram em toda a história da Catalunha medieval, ocupando grandes cargos e com relevantes serviços, mas nos fins do século XVI decaíram economicamente com pleitos e questões numerosas. No entanto, a baronia de Ribelles fora muito poderosa e dona de castelos e lugares como Pons, Artesa de Segre, Agramunt, parte de Baluanguer, etc.
Porém, em meados daquele século XVI, horas de cavalaria inquieta e romanesca aventura, dois mancebos do Castelo de Ribelles escaparam-se ao solarengo lar e correm à ventura, um para o norte e outro para o sul, atrás - sabe-se lá -, da fascinantes miragens. O que rumou ao sul veio dar a Viseu, e aqui, talvez exausto e desiludido, se quedou e, prosaicamente, se fixou, constituindo família e ocultando discretamente, na modéstia da sua nova condição, a grandeza da sua origem e o seu nome ilustre: passou a ser, ele que era um Pons, dos grandes da Catalunha, simplesmente João Catalão. Assim se inicia em Viseu, cortando a gloriosa tradição de heroísmo e grandeza dos senhores do Castelo de Ribelles, à sombra de um nome sem nome, o nome dos Ponsses (aportuguesando o plural) que, na Beira, viriam ainda a dar Ponsses ilustres, restando o apanágio de valor que foi timbre dos Ponsses da Catalunha."
(Excerto de Ponces da Beira)
Armando Freire Cabral de Sacadura Falcão (Lisboa, 1911-2007). "Foi um militar e genealogista português. Primogénito dos dois filhos varões do Dr. Armando de Sacadura Falcão e de sua mulher Ester da Conceição Fragoso da Lança de sua mulher Ester da Conceição Fragoso da Lança. Frequentou o curso dos Liceus em Lisboa, os estudos preparatórios na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra e, nos anos de 1931 a 1934, o curso da Arma de Cavalaria na Escola Militar. […]
Atingiu o posto de Tenente-Coronel Piloto Aviador da Força Aérea, e foi Chefe de Missão Militar na Base Aérea de Châteauroux, em França, e na Base Aérea de Nouasseur, em Marrocos, ambas Americanas, etc. Pertenceu, na qualidade de Sócio Efectivo, à Associação dos Arqueólogos Portugueses, da qual foi Director, - Secção de História, ao Instituto Português de Heráldica, mais tarde também Honorário, à Sociedade de Geografia de Lisboa, à Associação Portuguesa de Genealogia e à Academia Portuguesa de Ex-Libris, e, na qualidade de Sócio Correspondente, ao Instituto Genealógico Brasileiro, de São Paulo. Foi Presidente da Comissão de Genealogia e Vogal do Conselho de Nobreza, Sócio Fundador da Associação de Nobreza Histórica de Portugal e Director da Sociedade Histórica da Independência de Portugal." Colaborou com revistas e outras publicações, e publicou diversas obras, versando sobretudo a genealogia.
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Indisponível
 

03 março, 2026

SOUZA, José de Campos e -
A PROPÓSITO DE CERÂMICA ARMORIADA. Braga, [s.n. - Composto e impresso nas Ofic. Gráf. da Livraria Cruz - Braga], 1976. In-4.º (24x18 cm) de 27, [2] p. ; [4] p. il. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante estudo histórico publicado em separata da revista «Armas e Troféus» : N.º 2 - 1976.
Ilustrado com 6 fotografias e um desenho a p.b. distribuídos por 4 páginas separadas do texto.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Dr. José Timóteo de Montalvão Machado.
"[...] Parece-me oportuno definir o que entendo por cerâmica armoriada, para dissipar ab initio qualquer mal entendido da parte de quem me ler. São de cerâmica os objectos feitos de barro cozido, faiança, grés, pó de pedra, ou porcelana. Armoriada é toda a peça que ostente um brasão de armas completo, uma ou várias das suas partes constituintes, ou o corpo de uma divisa, desde que ele se revista de expressão geráldica."
(Excerto da Introdução - Cvrrente Calamo)
Índice:
Cvrrente Calamo | 1 - Colecionadores. 2 - Identificação de destinatários. 3 - Tipo de loiça hoje mais apreciado. 4 - Falsificações. 5 - Restauros fraudulentos. 6 - Conhecimentos do público em matéria de heráldica. 7 - Alguma bibliografia nacional e estrangeira. | Cinco Peças de Cerâmica Armoriada: 1 - D. Alberto da Silva; 2 - Rodrigo da Fonseca Magalhães; 3 - D. José I, «O Reformador»; 4 - José Roberto Calado de Oliveira e Silva; 5 - Afonso Guerreiro de Aboim.
Exemplar em brochura, bem conservado. Capas algo sujas.
Muito invulgar.
20€

01 março, 2026

METELLO, Manuel Arnao -
ARNAOS. Do Vedor de D. Filipa de Lencastre à casa de Cabo de Vila, em Mesão Frio. Lisboa : [s.n. - Impressão e Acabamento: Olegário Fernandes S. A.], 1997. In-4.° (23,5x16 cm) de 94, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo acerca da família de apelido Arnao/Arnaud. Trata-se de uma obra de genealogia que aborda a linhagem desta família, traçando a sua evolução desde o Vedor da Rainha D. Filipa de Lencastre até à sua fixação na Casa de Cabo de Vila, em Mesão Frio.
Obra ilustrada no texto e em página inteira com fotografias a cores e p.b., e reprodução de documentos, desenhos, pinturas e o brasão de família. Inclui ainda a Carta de Brasão passada a Diogo Arnao em 15 de Abril de 1717 a p.b. no texto, tendo sobreposto o mesmo documento em colagem a cores. 
Tiragem limitada a 300 exemplares.
"Vêm os Arnaos portugueses de William Arnold, descendente dos Condes de Aro ou de Arundel, na Inglaterra - segundo registam Avelar Portocarrero on "Genealogias Manuscritas" (ANTT 21-D-29) e Fr. Luis de Sousa na sua "Crónica de S. Domingos", falando do seu bisneto Frei Bernardo Arnao  - vindo para Portugal na comitiva da Raínha D. Filipa de Lancastre, como seu Vedor, ou Mordomo-Mor."
(Excerto de Arnaos: origens e grafia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico e genealógico.
45€

24 fevereiro, 2026

BORGES, J. G. Calvão -
A FAMÍLIA DE CAMÕES (novos documentos)
. Cascais, [s.n.], 1986. In-4.º (24,5x18,5 cm) de 20 p. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante estudo sobre a familia flaviense do grande vate português, continuação de um ensaio do autor sobre o mesmo tema publicado em 1974 com o título A família flaviense de Camões. Trabalho publicado em separata da revista «Miscelânia Histórica de Portugal», n.º 5, 1986.
Tiragem limitada a 150 exemplares rubricada pelo autor, sendo este o n.º 29.
"E tese das raízes flavienses de Luiz de Camões nem vindo a ser pacientemente elaborada, alicerçando-se num conjunto de documentos históricos cuja autenticidade e credibilidade não têm sofrido contestação.
Pondo de parte os documentos posteriores ao século XVI e que apenas à descendência da família interessam, temos como suportes essenciais da tese, pela ordem em que foram encontrados:
- uma habilitação para o Santo Ofício de um primo co-irmão do Poeta, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo;
- um conjunto de matrículas de ordinandos de tios e primos do Poeta, no Arquivo da Universidade do Minho em Braga;
- uma pedra de armas no Convento de Cristo em Tomar;
- o Tombo das propriedades de Igreja de Vilar de Nantes, Chaves, no Arquivo de Universidade do Minho."
(Excerto de I - Introdução)
Índice:
I - Introdução. II - As Rações de Vilar de Nantes: A) Registos respeitantes a uma ração da Igreja de Chaves (não associada à Igreja de Vilar de Nantes); B) Registos respeitantes à ração da Igreja de Santa Maria de Chaves, em Vilar de Nantes que lhe estava anexa (não usufruída por membros da família Camões); C) Registos respeitantes à Capelania de Vilar de Nantes; D) Registos respeitantes à ração da Igreja de Santa Maria de Chaves, em Vilar de Nantes que lhe estava anexa (usufruída pela família Camões). III - Análise dos documentos: A) Intervenientes; B) Conteúdo do Registo. IV - Os dois novos Simão Vaz. | Notas | Documentos [Reprodução de 11 Documentos].
José Guilherme Calvão Borges (1931-2001). "Natural de Chaves. Foi um militar e heraldista português. Licenciou-se em Engenharia Aeronáutica pela Universidade de Michigan (EUA). Seguiu a carreira militar, atingindo os postos de Major-General e de Brigadeiro Aeronáutico. Escreveu sobre Genealogia dezoito extensos trabalhos, para além de mais uma dúzia sobre Heráldica."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse camoniano.
20€

14 fevereiro, 2026

MORAIS, Maria Adelaide Pereira de -
EUGÉNIA DA CUNHA PEIXOTA OU O MORGADO DO PARTO SUPOSTO
. Braga, [s.n. - Composição e impressão nas Ofic. Gráficas da Livraria Cruz - Braga], 1977. In-4.º (24x17 cm) de 15, [1] p. ; [1] f. il. ; [1] mapa genealógico ; B.
1.ª edição independente.
Curioso estudo acerca de um aparente embuste - um "parto suposto" - segundo a língua afiada do povo, a que se juntou a má vontade de parte da família do morgado de S. Miguel, em S. Clemente de Sande, Guimarães, os que com esse nascimento perdiam direitos ao morgadio, e que por isso, não se conformando, levaram a acesa disputa familiar.
Ensaio histórico e genealógico, invulgar e muito interessante, publicado em separata da revista «Armas e Troféus» : Janeiro-Abril de 1977 - N.º 1.
Ilustrado com duas fotografias da Quinta de S. Miguel em folha separada do texto, e um desdobrável de generosas dimensões (24x36,5 cm), também à parte do texto, com a árvore genealógica do Morgadio de S. Miguel.
"[...] Passa o morgadio da Rua das Flores para a quinta de S. Miguel. Em breve morre sem descendência Patrício Machado de Miranda.
A estas páginas, chega seu irmão e sucessor, Jerónimo Machado de Miranda. Vem  velho, de mãos trémulas, manco a arrastar-se com dificuldade o 8.º senhor do Morgadio. É este o marido que Deus e vontade dos Pais destinam para Eugénia da Cunha Peixoto, a do Parto Suposto Ouçamos os nobiliários:
- «... f. a de M. el da Cunha Maranhas, q por morte de seu marido ficou prenhe, e teve hum f.º chamado Sebastião e como os parentes do marido duvidarão do parto lhe  moverão demanda, mas venceo a viuva e morrendo o f.º passou o vincullo a sua Irmã Ignez de Miranda, e por isso lhe chamão o Morgado do parto suposto...»
- «Esta Eugenia da Cunha ordenou hu parto supposto para levar o morgado q instituio Gil L.co de Miranda de q este Jm Machado era sucessor s. g.».
Quem foi? Que fez Eugénia da Cunha Peixoto?
Apertada em faixas, ao colo da ama, estremece e possivelmente chora, a 25.5.1594, a recém nascida Eugénia, ao receber o Baptismo na igreja de S. Sebastião em Guimarães; são seus padrinhos Fernão Rebelo e a mulher de Pedro Roiz Caneiros. É a primogénita de Manuel da Cunha, o Maranhas, «que veio das Indias de Castella», onde fez fortuna depois de ter saído de Guimarães, «fidalguo qaue diz elle proprio ser», e de sua mulher Antónia de Freitas Peixoto, dos Morgados de Lamelas, ligados aos Peixotos, da Casa da Pousada, sangue do mais nobre, vínculo mais antigo das terras de Guimarães.. Infância passada entre rezas e folguedos, a correr pelos seus a esperança do Desejado, a fé num Portugal sempre vivo, a inocência a livrá-la da dor de saber uma Pátria quase morta nas areias de Alcácer, alguns anos antes de ela vir ao mundo."
(Excerto do Estudo)
Maria Adelaide Cardoso de Menezes Pereira de Moraes (1930-2023). "Nasceu em Lisboa a 20 de junho de 1930. Filha da vimaranense Dona Luiza Adelaide Cardoso de Macedo e Menezes (Margaride) e do diplomata brasileiro José Júlio Carvalho Pereira de Moraes, foi funcionária do Museu Alberto Sampaio, entre 1978 e 1994, e académica correspondente da Academia Portuguesa de História.
Entre as várias obras publicadas da investigadora, destacam-se Velhas Casas I a XI (1967-1990); Velhas Casas de Guimarães em dois volumes (2001 e 2002); Eugénia da Cunha Peixota ou O Morgado do Parto Suposto (1977); Guimarães, Terra de Santa Maria (1978); Capelas Vinculadas da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira (1981), entre outras."
(Fonte: https://maisguimaraes.pt/presidente-da-camara-municipal-de-guimaraes-lamenta-morte-de-maria-adelaide-moraes/)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
Indisponível

18 outubro, 2025

PANÃO, Edgard -
OS ANTEPASSADOS DO SALVADOR DA VILA.
Contributos para investigação e divulgação da Genealogia Popular - Burguesa. Coimbra, ["Mirante" - Cooperativa de Informação e Cultura, C. R. L. : Miranda do Corvo], 2002. In-4.º (24x17 cm) de 630, [2] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Na capa: Reconstituição das Famílias da Freguesia do Salvador de Mirando do Corvo. Domiciliadas na Vila (no casco velho e primitivos aros) 1850-1950. Ensaio sobre a Genealogia dos vizinhos de uma comunidade antiga.
Obra de fôlego sobre a genealogia popular-burguesa de Miranda do Corvo.
Ilustrada no texto, ao longo do livro, com quadros, tabelas, gráficos, fotografias, mapas, desenhos e reprodução fac-símile de documentos vários.
"Sendo a Genealogia a ciência cujo objectivo é o conhecimento da origem e filiação de famílias, no caso deste trabalho sobre genealogia de famílias da comunidade mirandense, o seu estudo baseou-se nas pesquisas que efectuámos num conjunto grande de livros paroquiais e civis realizados no Arquivo da Universidade de Coimbra e na Conservatória do Registo Civil de Miranda do Corvo; pode dizer-se que se tratou de uma tarefa morosa, onerosa e, por vezes, penosa, mas que nos deu muita satisfação pessoal, na medida em que tínhamos a sensação de que estávamos a fazer um trabalho, embora modesto, dedicado aos nossos conterrâneos e destinado a satisfazer a sua curiosidade em relação aos antepassados próximos e longínquos.
Para iniciar este estudo, o primeiro passo foi preceder à reconstituição das famílias, no período decorrido entre 1850 a 1950, o que exigiu, naturalmente, a recolha de centenas de nomes de indivíduos que nasceram, foram batizados, casaram, ou não, tiveram filhos, ou não, morreram, ou ainda não, na vila de Miranda."
(Excerto de  I - Introdução: 1 - A Natureza e o Objectivo deste trabalho)
Edgard Panão (1925-2025). "Nasceu em Penela. Viveu em Miranda do Corvo. Foi professor liceal de Filosofia e História no Liceu José Estevão em Aveiro e no Liceu Nacional de Leiria, director e professor da Escola do Magistério Primário de Silva Porto (actual Kuito), Angola, responsável pelos Serviços de Educação em Dili, Timor, e director e professor da Escola do Magistério Primário de Aveiro.Foi ainda vereador e presidente da Câmara Municipal de Estarreja.
Desde 1993, altura em que se reformou, que se dedica à investigação de índole histórica e a publicar alguns trabalhos, dos quais se destacam “O Moleiro Inteligente” (2000), “A reconstituição das famílias da freguesia de Salvador da vila de Miranda do Corvo” (2002), “Covseiro de Myranda” (2006), “Cartas a Ana de Leonardo” (2007), "Os Trautos de Miranda" (2008), "Comentário - O outro lado da coisa" (2009), "Os convencidos da Vida" (2010), estes cinco últimos livros com a chancela das Edições MinervaCoimbra."
(Fonte: https://biblioteca.cm-estarreja.pt/Cultura-Local/Autores-Locais/ModuleID/577/ItemID/215/mctl/EventDetails) 
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e genealógico.
30€

21 julho, 2024

SOUSA, José de Campos e -
PALMELA E OS DU MAURIER.
Reparos a uma obra de Daphne du Maurier. Pelo sócio efectivo... Separata de Arqueologia e História - 8.ª série das publicações, volume XII. Lisboa, Associação dos Arqueólogos Portugueses, 1966. In-4.º (25,5x19 cm) de [6], 28 p. (153-180 pp.) ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição independente.
Contestação de Campos e Sousa à possibilidade de laços familiares entre a família Du Maurier e o Duque de Palmela, D. Pedro de Sousa Holstein (1781-1850), sugestionados por Daphne du Maurier (1907-1989), importante escritora inglesa contemporânea, na sua obra autobiográfica - Les du Maurier.
Livro ilustrado em separado com o retrato do Duque de Palmela.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor "ao ilustre jornalista e velho amigo Raúl Rego".
"Há tempo que desejo alinhar em letra de imprensa alguns reparos a Les du Maurier, mas tarefas mais instantes me têm impedido de o fazer. Aproveito, agora, o ensejo que se me depara, num momento de acalmia, para dar a conhecer as objecções em mim suscitadas pela leitura do momento surpreendente. Farei por arrancar de sobre a nudez fraca da verdade o manto opaco da fantasia... (Que a sombra benévola de Eça me perdoe a adaptação atrevida).
Antes de mais, é imperioso salientar que Les du Maurier não é apresentada como obra de ficção. A própria autora a apregoa como biografia, e a indigita como crónica, pretendendo convencer os leitores da veracidade do texto, graças a uma solene e afectuosa dedicatória à parentela..."
(Excerto de Intróito)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
10€

06 julho, 2023

AMARAL, Abílio Mendes do - OS TEIVES. Vinhó : na vida do país e do mundo. [S.l.], Separata do «Notícias de Gouveia», 1966-1967. In-8.º (21,5 cm) de 45, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio histórico e genealógico para a aldeia de Vinhó, localidade portuguesa pertencente ao concelho de Gouveia.
Exemplar valorizado pelo autógrafo do autor na f. rosto.
"Vinhó é uma localidade portuguesa do município de Gouveia, na província da Beira Alta, região do Centro e sub-região da Serra da Estrela, com 578 habitantes (Censos 2011) numa área de 7,86 km² (densidade populacional: 73,5 hab/km²). Dista 4 km de Gouveia e 50 km da Guarda, capital do distrito.
Vem mencionada nas inquirições de 1258, dizendo ser um couto limitado por padrões, coutado por D. Afonso Henriques."
(Fonte: Wikipédia)
"Teive é nome já citado muitas vezes e fica bem no historial de Vinhó. Dona Antónia de Teive aqui viveu em suas casas, possuiu grossos capitais, morreu e foi metida em túmulo ainda existente na capela do seu mosteiro da Madre de Deus, hoje igreja matriz.
D. Antónia e seu marido, o cavaleiro-fidalgo Francisco de Sousa, da nobre casa dos Sousas, com suas sobrinhas, constituíam a mais notável família do Vinhó do século XVI. [...] Esta família, (D. Florença e D. Richarte) descendente do rei João Sem Terra, teria vindo para Portugal no tempo do nosso D. Pedro I.
Em breve surgem os Teives no plano da vida nacional, ocupando situações compatíveis com a sua gerarquia. Não vou trazer para aqui a sua história, nem me propus tal tarefa; simplesmente desejo vincar o facto indesmentível de eles, de tão alta qualidade e merecimento, se acharem ligados à sociedade, vida e escol renascentista desta pequena e linda póvoa que ainda hoje é Vinhó."
(Excerto de Em Vinhó)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com alguns sublinhados a caneta na pág. 8.
Raro.
Com interesse histórico e genealógico.
15€

06 junho, 2023

FARIA, Antonio de Portugal -
GENEALOGIA DA FAMILIA BARREIROS.
(2.ª edição). Por... Consul de Portugal em Livorno. Lisboa, Typ. da Companhia Nacional Editora, 1896. In-8.º (22 cm) de 44 p. ; B.
Importante estudo genealógico sobre a Família Barreiros, apelido originário do Alto Alentejo.
"Manuel Rodrigues Barreiros, natural da freguezia de S. Lourenço (Portalegre), casou com D. Isabel Garcia, natural da freguezia de Nossa Senhora das Neves (da villa de Pedroso), e teve:
I
Francisco Vellez Barreiros, natural de Villa da Fronteira, assentou praça no regimento de infanteria d'Elvas em 1757, foi reformado em tenente coronel com o soldo de major, tinha o habito de Aviz. Falleceu d'uma apoplexia a 3 de maio de 1813. Em primeiras nupcias tinha casado com D. Eufemia Thereza de Jesus, natural de Extremoz, freguezia de Santo André e fallecida em Elvas em 1781, e em segundas a 5 de dezembro de 1775 ou 1785 com D. Thereza Ignacia de Belem Barreiros."
(Excerto da primeira parte do estudo)
António de Portugal de Faria (1868-1937). "Filho de Augusto de Faria, 1.º visconde de Faria, foi o 2.º visconde de Faria e marquês de Faria, título que lhe foi atribuído por breve de Leão XIII. Nasceu em 1868 e faleceu em 1937. Foi cônsul, secretário do comissário português na Exposição Universal de Paris, etc. Integrou várias associações científicas."
(Fonte: https://archeevo.amap.pt/details?id=92574)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

02 março, 2023

SALGADO, José Bénard Guedes - A IGREJA DE SÃO JOÃO DE PALMELA E SEU FUNDADOR JERÓNIMO DE BRITO E MELO. Por... História de Palmela ou Palmela na História : Jornadas de Divulgação e Análise do Passado de Palmela
. Palmela, Câmara Municipal de Palmela, 1987. In-8.º (20,5 cm) de [2], 10, [2] p. ; (51-60 pp.) ; B. Colecção Estudos Locais
1.ª edição independente.
Monografia histórica sobre a conhecida capela palmelense. Ilustrada com 4 desenhos no interior, sendo que três deles ocupam uma página.
Opúsculo valorizado pela dedicatória autógrafa do autor a João Alarcão.
"A Igreja ou capela de São João, que deu o nome ao enorme recinto que a rodeia, é um edifício de dimensão relativamente grande, de arquitectura muito sóbria, realçada aqui e ali por elementos que identificam a época da sua construção em pleno séc. XVII.
Talvez a essa dimensão um pouco maior do que é normal ver-se em capelas, se deva o ser frequentemente denominada por igreja de São João. É como tal que a vamos referir neste trabalho
Foi seu fundador Frei Jerónimo de Brito e Melo, que nela jaz em campa rasa, no chão, com a seguinte inscrição lapidar:
SEPULTURA PERPETUA DE FREI HIERÓNIMO DE BRITO DE MELLO, NATURAL DESTA VILLA, COMENDADOR DA VERA CRUZ E BAILIO DE LEÇA, DA SAGRADA RELIGIÃO DE MALTA, QUE FES NESTA IGREJA À SUA CUSTA E A DEDICOU AO GRANDE SAM JOÃO BAPTISTA SEU PATRÃO.
De assinalar esta curiosa nomeação de "patrão" por patrono.
Sendo o tumulado quem a fez à sua custa, tentaremos provar que terá sido construída possivelmente na década de trinta, do séc. de seiscentos.
Mas quem foi Jerónimo de Brito e Melo?"
(Excerto do texto)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
10€

03 novembro, 2022

FORJAZ, Jorge - OS TEIXEIRA DE SAMPAIO DA ILHA TERCEIRA
. Porto, Centro de Estudos de Genealogia, Heráldica e História da Família da Universidade Moderna do Porto, 2001. In-4.º (24,5 cm) de 602, [2] p. ; [1] f. desdob. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra de fôlego sobre os Teixeira de Sampaio, família ilustre da Ilha Terceira, Açores, com origem em Chaves, Trás-os-Montes.
Trabalho galardoado com o Prémio 3.º Marquês de São Payo (História Genealógica), impresso em papel de superior qualidade, por certo com tiragem reduzida.
Livro ilustrado no texto com retratos individuais e em grupo, e em separado com um desdobrável genealógico: Os Teixeira de Sampaio dos Açores. As malhas de uma fulgurante ascensão social.
"Um trabalho desta natureza deverá tentar alcançar sempre dois objectivos - o de ser cientificamente correcto e o de fornecer aos eventuais leitores - que não serão sempre, e necessariamente, especialistas na matéria - uma boa fonte de informação, respondendo às suas questões e facilitando-lhes o acesso a fontes que normalmente não compulsam, ou que, mesmo, desconhecem.
É lugar comum afirmar-se que uma boa genealogia, a mais correcta e a mais indiscutível, é a que se baseia em registos paroquiais, ou seja, na mais clara e objectiva fonte de informação. [...]
No caso em apreço, em que me permito recuar a genealogia até à Alta Idade Média, é evidente que vou muito para além dos registos paroquiais. Diga-se, de passagem, que o estudo que aqui se apresenta não foi fácil, mesmo com recurso a paroquiais, pela errância permanente desta família que, ao longo de séculos foi mudando consecutivamente de lugar de residência - de Chaves a Carrazedo, daqui ao Porto e depois a Lisboa, até se fixar nos Açores, donde regressará depois a Lisboa e daí espalhando-se por todo o país e até mesmo pelo estrangeiro."
(Excerto do preâmbulo - A abrir)
Jorge Forjaz (n. 1944). "Nasceu em Angra do Heroísmo em 1944. Licenciado em História U.P., assessor principal da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo. Diretor Regional dos Assuntos Culturais dos Açores (1976-1984), diretor do Museu de Angra (1984-1988), secretário-geral do Festival Internacional de Música de Macau (1989-1991), conselheiro cultural junto da Embaixada de Portugal em Rabat e diretor do Centro Cultural Português nessa cidade (2003-2006). Sócio do Instituto Açoriano de Cultura; sócio efetivo do Instituto Histórico da Ilha Terceira; sócio de mérito da Academia Portuguesa da História, sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, diretor da revista Atlântida (1978-1984), etc., etc."
(Fonte: http://www.ingesc.org.br/2018/02/conferencia-de-genealogia-em-florianopolis-dia-24-de-fevereiro-de-2018/)
Exemplar em brochura, bem conservado. Rubrica de posse na f. rosto.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e genealógico.
Indisponível

11 junho, 2022

SANTOS, Carlos Ary dos - UM AVENTUREIRO PORTUGUÊS DO SÉCULO XV. Atribulações e família de João Garcia Pereira da Ilha do Faial. [S.l.], Edição da da S. A. A., 1969. In-4.º (25,5 cm) de 83, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio genealógico para a história da Ilha do Faial.
Livro impresso em papel encorpado, ilustrado com o Brasão de armas dos Pereiras e diversos documentos da época reproduzidos em fac-símile.
Valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao Eng. José Ernesto de M. e Sousa de Fontes.
"Corria o ano de 1519. O vencedor do Samorim em Granganor, o homem que fizera arder Zeila na costa etíope e fundara em Ceilão a fortaleza de Colombo, aquele que fora o terceiro Governador da índia - Lopo Soares de Albergaria - regressava ao Reino. O sucessor do «Terribil» embarcara numa esquadra composta de quatro navios que, antes de ancorarem no Tejo, fizeram escala na baía da Horta.
Logo que se estabeleceu contacto com a gente de terra, um compadre de Lopo Soares deu ao antigo Governador a notícia de que ali, naquela ilha, habitava um parente seu, que vida aventurosa afastara do continente, onde a família lhe perdera o rasto. Mandou Lopo Soares recado para que o chamassem à sua nau e, quando pouco depois lhe vieram dizer que alguns homens honrados o procuravam, não lhe foi difícil reconhecer entre eles João Garcia Pereira.
Surpreendido ao vê-lo naquela ilha, longe da Corte e do serviço de El-Rei, julgando-o pobre e decadente, recriminou-lhe o ex-Governador o que atribuía a esquecimento dos muitos serviços e feitos honrosos que os seus avós tinham prestado aos soberanos de Portugal e acusou-o de que, se não mandasse seus filhos servir a El-Rei, por culpa dele ali acabariam miseràvelmente sendo de sangue tão ilustre e honrado. Porque o não procurara na Índia, onde era notório que estivera por Governador e onde o mesmo que fizera a outros, com melhor vontade faria a ele e aos do seu sangue?
Respondeu-lhe João Garcia Pereira que no tempo de seus trabalhos e enfadamentos todos os seus amigos e parentes o haviam desamparado e que lhe fizera Deus grande mercê, quando se acolheu àquela ilha onde estava já no derradeiro quartel da vida, em dar-lhe uma mulher nobre e não ter filhas fêmeas a quem dotar. E o que lhe faltava de fazenda, que seus filhos varões, únicos que tinha, o fossem buscar à Índia em serviço do Rei, porque para tanto já tinham idade.
Então Lopo Soares de Albergaria e muitos outros fidalgos, que na sua nau vinham, trataram João Garcia Pereira como parente e lhe fizeram muita cortesia e honra, o que tudo Pedro Afonso, escudeiro do capitão e Governador das Justiças nas ilhas do Faial e do Pico, e testemunha jurada aos Santos Evangelhos, viu com os seus próprios olhos por ser dos que acompanhavam João Garcia a bordo da nau, assim o depondo em inquirição de testemunhas realizada a 26 de Setembro de 1542 nos Paços do Concelho da vila da Horta.
Quem era João Garcia Pereira e o que o levara aos Açores?
Alguns historiadores e linhagistas ocupam-se na vida atribulada do que foi um dos mais ilustres povoadores da ilha do Faial. "
(Excerto da Apresentação)
Matérias:
[Apresentação]. | Anexo I - Justificação da nobreza iniciada em 26 de Setembro de 1542 perante o Tabelião do Público e Judicial na ilha do Faial a requerimento de Álvaro Pereira Sarmento (Códice Árvore de Geração dos Pereiras das Ilhas). Anexo II - Justificação da nobreza de Gaspar Garcia Sarmento feita em 10 de Janeiro de 1525 na Horta (Códice Árvore de Geração dos Pereiras das Ilhas). Anexo III - Instituição de Catarina Gonçalves. Anexo IV - [Introdução]. Testamento de Catarina Gonçalves, mulher de João Pereira, segundo o traslado do tombo da capela instituída em 1531 no dito testamento. Breve resumo acerca da instituição de Catarina Gonçalves. Conservatória do Registo Civil de Povoação : Certidão de cópia integral do registo de nascimento. Anexo V -Certidão. | Corrigenda.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Indisponível

19 abril, 2022

GUIMARÃES, Rodolfo - VIDA E DESCENDÊNCIA DE PEDRO NUNES.
Por... Academia das Sciências de Lisboa. Separata do «Boletim da Segunda Classe», Vol. IX
. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1915. In-4.º (23 cm) de 22, [2] p. ; E.
1.ª edição independente.
Importante subsídio histórico - biográfico e genealógico - sobre o famoso matemático português, Pedro Nunes (Alcácer do Sal, 1502 - Coimbra, 1578).
"Dada a atenção que me merecem todos os documentos que directa ou indirectamente se referem a Nunes, entendi dever expôr, em artigo, as impressões que me deixaram a leitura do importante trabalho do ilustre director da Torre do Tombo, [António Baião].
Um dos pontos mais controversos, tem sido o ser Nunes de família judáica. Pelo estudo do sr. António Baião prova-se efectivamente que êle descendia de israelitas.
A primeira vez que ouvi que P. Nunes era cristão-novo foi em 1908, em carta que a 26 de outubro dêsse ano o sr. Joaquim Bensaude me escreveu, e da qual transcrevo o trecho seguinte: «Sei que numa obra rara sôbre problemas de matemática publicada na Holanda em 1629 por Joseph del Medigo há uma nota com relação a Pedro Nunes o grande matemático «von Samen der juden». A obra de Medigo é em hebraico; ainda me não foi possível obter cópia desta passagem do livro que diz ser Pedro Nunes «christão-novo».
Confesso ter sido tal afirmação para mim uma surpreza, pois nunca havia lido, nas centenas de autores que se teem ocupado do do Cosmógrafo-mór, que êste fôsse oriundo de israelitas."
(Excerto do texto)
Bonita encadernação moderna em meia de pele com rótulo na pasta anterior. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
20€

05 outubro, 2021

BORGES, J. G. Calvão - UMA IGNORADA ASCENDÊNCIA ALCOFORADO
. Lisboa, [s.n.], 1984. In-8.º (24,5 cm) de 25, [3] p. ; B.
1.ª edição independente.
Separata de Armas e Troféus, V Série, Tomo III e IV - 1982 - 1983.
Desta separata tiraram-se 100 exemplares que vão numerados e rubricados pelo autor. O presente leva o n.º 62.
Interessante estudo genealógico com interesse transmontano.
"Em 30 e Dezembro de 1721, Tomé de Távora e Abreu escreveu umas «Notícias adquiridas pla deligcia de Thomé de Tavora e Abreu Secretario do Governo das armas da Provincia de Trasomontes e natural da vª de Chaves». Dessas notícias consta uma «Rellação dos Apellidos que houve nesta terra antiguam nas famillias nobres dos Coaes premanecem alguns e outros se extinguirão de tudo e se não fas menção de mtos que vierão de fora por não pertencerem aos naturais».
O número de famílias mencionadas sempre me surpreendeu pela sua dimensão - 80. Por outro lado, na lista são colocados lado a lado apelidos como São Payo ou Távora, por exemplo, com Fernandes ou Annes. O estudo que venho fazendo de genealogias flavienses veio, em certa medida, esclarecer a minha inicial surpresa. Tomé de Távora refere famílias nobres e não fidalgas, o que desde logo explica a inclusão de alguns apelidos. Ademais, as genealogias flavienses do século XVIII de que tenho conhecimento e o que tenho pacientemente coligido em habilitações de genere, habilitações para o Santo Ofício, etc., confirmam a enumeração de Tomé de Távora e até denunciam alguma descriminação pois apelidos como Montalvão, Ogea, Salgado, Canavarro ou Calvão não são mencionados - talvez com a justificação de não serem «naturais» - embora o devessem ser por paralelo com apelidos também não «naturais» como Queiroga, Campilho, Fontoura, Pizarro, Romão e Zarcas."
(Excerto do texto)
José Guilherme Calvão Borges (1931-2001). "Natural de Chaves. Foi um militar e heraldista português. Licenciou-se em Engenharia Aeronáutica pela Universidade de Michigan (EUA). Seguiu a carreira militar, atingindo os postos de Major-General e de Brigadeiro Aeronáutico. Escreveu sobre Genealogia dezoito extensos trabalhos, para além de mais uma dúzia sobre Heráldica."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
15€

08 julho, 2021

CASTRO, Augusto Mendes Simões de - O BRASÃO DE COIMBRA. Resenha do que escreveram e disseram acerca d'elle alguns auctores distinctos. Colligida e annotada. Por... Bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra e socio do Instituto da mesma cidade. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1872. In-8.º (15,5 cm) de 59, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Ilustrado com o brasão da cidade de Coimbra em página inteira.
"Nenhuma das cidades de Portugal possue mais formoso e celebrado brasão que a de Coimbra; formoso na sua composição, celebrado pelo que d'elle têm escripto e dissertado alguns dos nossos escriptores mais distinctos."
Augusto Mendes Simões de Castro (1845-1932). "Bibliófilo e bibliógrafo muito distinto e erudito", assíduo frequentador da Biblioteca da Universidade e conhecedor dos seus fundos. Trabalhou oficialmente na Biblioteca da Universidade durante mais de quarenta anos, tendo deixado o seu nome ligado à elaboração do catálogo de manuscritos e à catalogação dos reservados, bem como ao Archivo bibliographico da Bibliotheca da Universidade e ao Boletim Bibliográfico da Biblioteca da Universidade, onde colaborou amplamente. Escreveu para o Archivo Pittoresco, publicou o Guia Histórico do Viajante de Coimbra e arredores…, O Guia do Viajante no Buçaco; fundou as revistas Panorama Photographico e Portugal Pittoresco, destacando-se na sua bibliografia os numerosos escritos dedicados a Coimbra e à sua região."
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Raro.
Indisponível