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13 dezembro, 2025

GUERRA, Figueiredo da -
CELTIBEROS.
Por... Estudos Archeologicos. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1877. In-8.º (16,5x12 cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
Interessante monografia, com interesse para a história das origens de Viana do Castelo e da sua toponimia.
"Nos tempos primitivos por tanto parece que a Hispanha foi povoada por duas emigrações successivas, a dos iberos e a dos celticos, vindas da Asia por vias oppostas. D'ahi a formação da raça celtibera, que os romanos acharam na peninsula. [...]
Nas guerras punicas (204 ant. Chr., etc.) os celtiberos defenderam a causa de Carthago como propria, o que fez durar a guerra de conquista contra os indigenas por 200 annos ainda; e o desastre de Numancia gelou a todos, apagando as effervescencias de insurreição, apesar das continuas vexações. A influencia civilisadora de Roma venceu estes povos sem unidade nacional, guerreiros consummados, que usavam enormes escudos e espadas, tunicas de pelles  e esparto, e onde a custo de distinguiam os homens das mulheres."
Excerto de II - Celtiberos)
Índice:
Os Troglodytos. II - Celtiberos. III - Objectos prehistoricos, etc. IV - Inscripções e moedas. V - Vettonia?
Luís de Figueiredo da Guerra (Viana do Castelo, 1853 - 1931). "Insigne investigador do Arquivo Municipal de Viana, foi magistrado judicial, primeiro diretor da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, desempenhou ainda as funções de secretário da Câmara Municipal, de presidente do Instituto Histórico do Minho, sendo também professor do Liceu.
Dedicado à história local, desde os tempos de estudante da universidade de Coimbra, este ilustre vianense produziu monografias que ainda hoje se revelam de grande importância. Fundou inclusivamente a publicação o Archivo Viannense, onde editou vários estudos, nomeadamente, o Índice dos pergaminhos do archivo da Câmara de Viana, tendo sido assíduo colaborador do jornal A Aurora do Lima."
(Fonte: https://arquivo.cm-viana-castelo.pt/Result.aspx?id=320367&type=PCD)
Exemplar em brochura, por abrir, bem conservado.
Raro.
20€

11 julho, 2025

TAVARES, Pe. Celso -
VESTÍGIOS PRÉ-HISTÓRICOS DE BÉSTEIROS.
Separata da revista «Beira Alta». [S.l.], [s.n.], 1949. In-8.º (21,5x16,5 cm) de 17, [1] p. ; [4] f. il. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante subsídio, dedicado sobretudo ao Castro de S. Bartolomeu, e ao significado histórico-etnográfico das Ladainhas de Guardão, com indubitável relevância histórica para a zona de Tondela e Serra do Caramulo, suas lendas e tradições.
Ilustrado com quatro estampas separadas do texto: I - Tipo caramulano; II - Abraço das Cruzes; III - Vestígios de muralhas; IV - Inscrição romana.
"Quando o homem primitivo procurou instalar-se definitivamente na encosta do Caramulo, é natural, que do vasto lençol de águas, restassem apenas pequenos lagos cercados de exuberante vegetação. E assim, com caça, pesca e terra fértil nas proximidades, os esporões alcantilados da serra ofereciam o «habitat» ideal ao homem pré-histórico, que lançou aqui raízes profundas, tornando-se ferozmente refractário a toda a influência estranha.
A simples observação do actual tipo antropológico caramulano, Fig. I, de inteira unidade rácica, lídimo representante do velho guerreiro lusitano, prova-nos essa resistência tenaz que certamente teve a sua expressão épica na luta contra as águias romanas..."
(Excerto do Estudo)
Celso Tavares da Silva (1916-1996). Nasceu a 29 de Fevereiro de 1916, em Cedrim. Frequentou o Seminário de Viseu, concluindo o seu curso em 1938 com elevada classificação. Aguardando idade para ser ordenado sacerdote, foi colocado como prefeito no Seminário Menor de Fornos de Fornos de Algodres. A sua ordenação foi a 30 de Abril do ano seguinte, pelo Bispo da Diocese, D. José da Cruz Moreira Pinto. Até 1952, paroquiou a freguesia de S. Tiago de Besteiros, passando depois para Oliveira de Frades, onde assumiu o arciprestado por 15 anos. Foi um dos fundadores do Externato Lafonense, do qual foi seu primeiro director. Desempenhou o cargo de Vice-Reitor do Seminário Maior de Viseu, a partir de 1958, e o de Reitor, em 1977.
Cónego capitular da Catedral de Viseu desde 1973, foi director do Jornal da Beira e Secretário da Comissão organizadora da Secção de Viseu da Universidade Católica, onde leccionou a cadeira de História e Arte. Fez ainda parte da Comissão Diocesana de Arte Sacra e da Direcção do Museu do Tesouro da Sé. Sendo a Arqueologia uma das suas grandes paixões, participou em congressos e jornadas, dirigiu campanhas de escavações e publicou laboriosos estudos.
O padre Celso Tavares da Silva, a quem o Papa João Paulo II concedeu o título de Monsenhor, no ano de 1982, faleceu em 1996, aos 80 anos de idade."
(Fonte: https://www.cedrimparadela.pt/figuras-historicas)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas manchadas.
Raro.
Indisponível

24 fevereiro, 2021

VILAS-BOAS, J. S. Paes de - PRIMÓRDIOS DE HISTÓRIA FLAVIENSE. A Estação Pré-histórica de S. Lourenço (nótulas arqueológicas).
Separata da Revista Brotéria : Volume XLI, Fascículos 2 e 3, Agôsto e Setembro de 1945. Lisboa, [s.n.], 1945. In-8.º (22,5 cm) de 18, [2] p. ; [4] p. il. ; B.
1.ª edição independente.
Importante subsídio histórico sobre arqueologia transmontana, reportando ao castro de S. Lourenço, situado na periferia da Chaves.
Livro ilustrado com 15 figuras, sendo uma no texto (planta arqueológica) e as restantes 14 (fotos) distribuídas por 4 páginas separadas do texto.
"Quem, de Chaves, percorra com a vista, de S para N, a Serra do Brunheiro, por meia encosta, nota que uma grande massa granítica, de forma cúbica, se destaca no horizonte; é um bloco central sôbre uma elevação do terreno, no lugar do Muro, da povoação de S. Lourenço.
Pelo aspecto orográfico, fàcilmente poderíamos imaginar que se encontraria, ali, o ponto mais alto de qualquer estação castreja, elemento tão abundante na flávia região. O caminho mais cómodo - o mais pitoresco e curto é o trôço, ainda existente, da via romana que, passando na freguesia das Eiras, se perde em S. Lourenço - é a estrada que, de Chaves, se dirige a Vinhais, atravessando, primeiramente, a Veiga, para principiar a subir, um pouco antes de Vilar de Nantes, no lugar da Lomba. Sem mais sinal de povoação, e próximo dos 6 mil metros, olhando para a direita da estrada, vemos sôbre nós, a coroar uma elevação, o referido bloco; um caminho velho levar-nos-á ao alto."
(Excerto de II, Local da estação e seu aspecto)
Matérias: I - Onde vem escrita a sua antiguidade. II - Local da estação e seu aspecto. III - Colheita de informes e material. IV - Estudo do espólio. V - Cronologia da estação. VI - Teria sido habitado posteriormente? VII - A cultura lusitano-romana à sua volta. VIII - Os chamados «lagares dos mouros». IX - Nota final.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
Indisponível

07 abril, 2019

TEIXEIRA, Carlos - A PALEONTOLOGIA E A ORIGEM DO HOMEM. [Por]... Professor da Universidade de Lisboa. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Tipografia Lousanenese, Lousã], 1967. In-8.º (21cm) de 115, [1] p. ; [1] f. desdob. ; il. ; B.
Estudo sobre a origem do Homem, com texto revisto e actualizado da Conferência realizada no Instituto Açoriano de Cultura, em Abril de 1963.
Ilustrado ao longo do texto com reproduções fotográficas em página inteira, e um quadro desdobrável - A geologia do Quaternário e as fases da evolução humana.
"O aparecimento do Homem constitui facto notável na história do mundo, fenómeno biológico de particularíssimo significado, o último (ou, pelo menos, o mais recente e, sem dúvida, o mais importante) acontecimento da cadeia ininterrupta da evolução dos seres vivos.
Surgido sobre a Terra há cerca de um milhão de anos (ou, talvez, um pouco antes), o Homem foi o primeiro ser dotado de capacidade de reflexão e raciocínio, o que confere ao fenómeno da antropogénese carácter verdadeiramente transcendente.
Não pode dizer-se que a história humana seja muito longa. Mas é, sem dúvida, muito complexa. Dela se conhecem, apenas, alguns aspectos revelados pelos estudos de paleontologia."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capa ligeiramente manchada no corte lateral.
Invulgar.
Indisponível

10 março, 2019

NEWALL, F.S.A., R. S. - STONEHENGE : Wiltshire. By... Ministry of Works : Ancient Monuments and Historic Buildings. London, Her Majesty's Stationery Office, 1955. In-8.º (21cm) de 23, [1] p. ; [4] p. il. ; [1] mapa (62x49cm) ; B.
Curiosa monografia sobre Stonehenge, local misterioso, para muitos, mágico, desde sempre motivo de peregrinação de verdadeiras legiões de seguidores do seu "poderio ancestral", historiadores e curiosos.
Edição inglesa, ilustrada em separado com fotogravuras do monumento impressas sobre papel couché, e um mapa de grandes dimensões com o levantamento pormenorizado do conjunto megalítico.
"Quase nada do que se sabe é absolutamente certo e existem, ainda hoje, muitas teorias diferentes sobre diversos aspectos, incluindo a origem do seu nome. A opinião mais consensual é que a palavra Stonehenge vem do inglês arcaico “stan” (pedra) e “hencg” (eixo) ou “hen(c)en” (pendurar, pendurado, forca). Ou seja, entende-se que o seu nome terá vindo da ideia de pedras organizadas em volta de um eixo ou do facto de haver pedras suspensas umas nas outras.
Esta estrutura é formada por círculos concêntricos de pedras que chegam a ter 5 metros de altura e pesar quase 50 toneladas. A sua construção teve 3 períodos diferentes:
- O Período I (cerca de 3000 a.C.), quando o monumento Stonehenge não passava de uma simples vala circular com cerca de 100 metros de diâmetro, dispondo de uma única entrada. Internamente, erguia-se um banco de pedras e um santuário de madeira, tudo eventualmente rodeado por um círculo exterior de 56 postes de madeira.
- Durante o Período II (2150 a.C) deu-se a mudança do santuário de madeira, a construção de dois círculos de pedras azuis (coloridas com um matiz azulado), o alargamento da entrada, a construção de uma avenida de entrada marcada por valas paralelas alinhadas com o Sol nascente do primeiro dia do Verão (Solstício), e a erecção do círculo externo, com 35 enormes pedras. As grandes pedras azuis, que pesam quatro toneladas, foram transportadas das montanhas do País de Gales a cerca de 240 km a Norte!?
- No Período III (2075 a.C.) derrubaram-se as pedras azuis e foram levantadas outras gigantescas pedras (megalíticos). Estas, medindo em média 5,49 metros de altura e pesando cerca de 25 toneladas cada, foram transportadas do Norte por 19 km. Entre 1500 a.C. e 1100 a.C., cerca de 60 das pedras azuis foram restauradas e erguidas num círculo interno, com outras 19, colocadas em forma ferradura, também dentro do círculo.
Há muito de fascinante e misterioso em Stonehenge: a orientação das pedras em relação ao nascer e ao pôr do sol. Ainda hoje não se sabe se isso se deve ao facto dos construtores virem de uma cultura que prestava culto ao sol ou porque toda a estrutura seria um enorme calendário astronómico.A forma intrigante como algumas das pedras gigantescas e pesadíssimas foram transportadas de tão longe e como foram feitos os buracos no solo para as colocar, utilizando apenas ferramentas feitas com chifres e ossos. Estima-se que as três fases da construção requereram mais de trinta milhões de horas de trabalho.
As teorias actuais a respeito da finalidade de Stonehenge sugerem que este monumento foi utilizado para observações astronómicas e funções religiosas (incluindo eventuais sacrifícios humanos).
(Fonte: http://www.fotoviajar.com/inglaterra/stonehenge-monumento-megalitico-excursoes-londres)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

30 janeiro, 2016

SILVA, Joaquim Possidonio Narciso da - NOÇÕES ELEMENTARES DE ARCHEOLOGIA. Obra illustrada com 324 gravuras e uma introducção do Sr. I. de Vilhena Barbosa, Socio Effectivo da Academia Real das Sciencias. Dedicada á memoria do illustre archeologo Mr. A. de Caumont. Por... Architecto da Casa Real, Socio correspondente do Instituto de França, Honorario do Instituto Real dos Architectos Britannicos, da Sociedade Franceza de Archeologia, da Sociedade Central dos Architectos de Paris, correspondente da Academia Real de S. Fernando, fundador do Museu de Archeologia em Lisboa, etc. etc. etc. Lisboa, Lallemant Fréres, 1878. In-4.º (23,5 cm) de [22], V, [1], 314, [4] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Obra de referência sobre os primórdios do estudo da arqueologia em Portugal.
"N'este seculo, em que a civilisação tem caminhado progressivamente nas principaes nações, não podia esquecer por mais tempo um estudo que consiste em investigar o modo como começára a existência da raça humana desde o berço até o seu simultaneo desenvolvimento, não só dos objectos necessarios para a defeza exterior, como em relação aos usos domesticos e habitações: conseguindo-se por este curioso estudo formar juizo seguro ácerca da existencia interior do viver e dos costumes dos primitivos habitantes da terra."
(Excerto do prólogo)
Joaquim Possidónio Narciso da Silva (1806-1896). "Filho de Reinaldo José da Silva e de Maria Luísa Narcisa da Silva, nasceu em Lisboa, em 7 de Maio de 1806, e faleceu na mesma cidade, em 3 de Março de 1896. Foi para o Rio de Janeiro (Brasil), em 1807, acompanhando o pai, que tinha o cargo de Mestre Geral dos Paços Reais. Regressou ao Reino em 1821, tendo estudado em Lisboa com Domingos António de Sequeira, Maurício José do Carmo Sendim e Germano Xavier de Magalhães. Em 1824 foi para Paris, onde frequentou a Escola de Belas Artes. Entre 1828 e 1830 estudou em Roma, voltando posteriormente a Paris, onde esteve ligado a trabalhos como os do Palais Royal e das Tulherias. Regressou a Portugal em 1833, sendo encarregue de adaptar o Convento de São Bento a Parlamento. Ainda nesse ano, publicou um trabalho sobre o ensino da arquitectura no estrangeiro: O que foi e é a architectura, e o que aprendem os architectos fora de Portugal. Lisboa: Imp. Silviana, 1833. Foi autor do projecto do Palácio da Ajuda (1834, publicado em 1866); e do projecto de uns banhos públicos na zona do Passeio Público (1835). Nenhum deles, no entanto, chegou a ser concretizado. Enquanto arquitecto da Casa Real, projectou a remodelação do Paço das Necessidades (1844-1846) e o Paço do Alfeite (anteriormente a 1857). Foi autor de muitos estabelecimentos comerciais, cuja construção se iniciava na Baixa de Lisboa. Trabalhou também na remodelação do Teatro de São Carlos e do Palácio do Manteigueiro. Acabou por se dedicar a tempo inteiro à arqueologia, tendo sido encarregado, por D. Pedro V, em 1858, de proceder a um estudo técnico de monumentos nacionais. Foi um dos fundadores, em 1863, da antiga Real Associação dos Arquitectos Civis e Arqueólogos Portugueses, posteriormente Associação dos Arqueólogos Portugueses. A Associação foi a responsável, em 1866, pela criação de um museu arqueológico, depois instalado nas ruínas do Convento do Carmo, bem como de um boletim, a partir de 1865. Publicou, em 1869 e 1873, trabalhos sobre a história da arquitectura, e em 1879 e 1887, trabalhos sobre arqueologia. Foi membro de diversas comissões de estudo e classificação de património construído, bem como de diferentes academias e sociedades nacionais e estrangeiras."
(Fonte: digitarq.arquivos.pt)
Encadernação em meia de pele carmim com cantos, e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto. Penúltima página da introdução apresenta alguma (poucas) palavras sublinhadas a caneta.
Raro.
Indisponível

28 abril, 2012

FONTES, Joaquim - O HOMEM FÓSSIL EM PORTUGALPor... Assistente da Universidade de Lisboa. Lisboa, Oficinas Gráficas da Biblioteca Nacional, 1923. In-8.º (20,5 cm) de [4], 91, [1] p. ; [1] f. desdob. ; il. ; B. Colecção Natura
1.ª edição independente.
Extraído do Jornal de Sciências Naturais, Volume II, 1922.
Ilustrado no texto com desenhos de utensílios pré-históricos.
Contém f. desdobrável assinalando disposição de esqueletos postos a descoberto em escavação arqueológica.
"Ainda hoje se não sabe  quando apareceu o Homem, ou o seu imediato antecessor, à superfície do globo. Arqueólogos bem notáveis teem recuado essa origem até o período terciário, sem que os documentos recolhidos possam todavia autenticar tão longínqua antiguidade. Essa questão tem dado origem a múltiplas discussões, e a sua bibliografia  é já hoje extensíssima. [...] O nosso objectivo visa só o estudo do Homem fóssil português."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível