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16 fevereiro, 2022

BRUNO - O PORTO CULTO.
Obra para servir de remate e conclusão á dos Portuenses Illustres. Tomo I. Porto, Magalhães & Moniz, L.ᵈᵃ - Editores, 1912. In-8.º (19 cm) de VIII, 518, [2] p. ; E.
1.ª edição.
Importante contributo para a história do Porto, personalizado nalgumas das sua figuras de relevo. Este Tomo I foi tudo quanto se publicou.
"Preambulo, o mais curto - o melhor.
Esta, do Porto Culto, viu-se que tem por subtitulo rotulo assim: Obra para servir de remate e conclusão á dos Portuenses Illustres. O que lhe declara o proposito e o plano lhe determina. [...]
Porém não só de correcções, explicações, ampliações, modernisações de figuras e coisas portuenses em a nova obra do Porto Culto se tractará, pois que recolhamos em seu contexto dispersas producções ácerca de controversas zonas de cultura geral, nos meditativos serões portuenses estudadas, discutidas e ponderadas. [...]
Ficam plantados os marcos distinctivos de debates que comprehendam temeridades varias, desde a philosophia politica, como na analyse institucional historica, até á philosophia litteraria, como na discriminativa destrinça da prosa portugueza."
(Excerto do Preambulo)
Indice:
I - A «roda» dos Almadas. II - Tentando via. III - A ruptura. IV - A prosa portuguesa. V - As viagens e a Viagem.
José Pereira de Sampaio (1857-1915). "De pseudónimo Bruno (do nome de Giordano Bruno) e Sampaio Bruno para a posteridade, foi um escritor, ensaísta e filósofo portuense e figura cimeira do pensamento português do seu tempo. Seu pai era maçom e proprietário duma padaria na Rua do Bonjardim, no Porto, que o filho viria a herdar. O racionalismo deísta e as ideias liberais foram as influências dominantes na formação do seu pensamento. Combatente pelo ideário republicano, Sampaio Bruno integraria o Directório do Partido Republicano Português - PRP. Fundou vários semanários portuenses (O Democrata, O Norte Republicano) bem como o diário A Discussão. Com Antero de Quental e Basílio Teles elaborou os estatutos da Liga Patriótica do Norte, no seguimento do Ultimato britânico de 1890. Participou na malograda Revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891, de cujo Manifesto foi redactor, exilando-se depois em Paris com João Chagas. O exílio parisiense pode ter contribuído para encaminhar a sua pesquisa no sentido do misticismo e do esoterismo, mergulhando na literatura gnóstica de inspiração judaica, na cabala e na ideologia maçónica. Regressou a Portugal em 1893. Em 1902, ano em que também publicou A Ideia de Deus, teve uma grave desavença com Afonso Costa, abandonando então definitivamente a militância no PRP."
Encadernação do editor inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro e negro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação, com sinais do manuseio.
Invulgar.
Com interesse histórico e literário.
35€

19 novembro, 2021

BRAGA, Theophilo - POESIA DO DIREITO. Por... Porto: Em Casa da Viuva Moré - Editora, 1865. In-8.º (18,5 cm) de XVI, 184 p. ; E.
1.ª edição.
A poesia sob o ponto de vista do Direito. Importante ensaio na sua raríssima edição original. Trata-se de uma das primeiras obras do autor, porventura, das menos conhecidas, não sendo por isso menos interessante.
"Em todos estes grandes factos do espirito do homem, a Religião, o Direito, o Estado e a Arte, se encontra sempre a fatalidade de nossa natureza, a necessidade, e, ao mesmo tempo, o poder de manifestarmos na vida os sentimentos eternos do verdadeiro, do bello e do justo, por uma imagem material e finita, que os torna comprehensiveis fóra de nós.
Á faculdade creadora que nos faz achar nas cousas contingentes a caracteristica por onde se revela o sentimento, é ao que modernamente se chama poesia, noção profunda, proveniente do sentido primitivo da palavra, e tanto mais verdadeira, quanto a poesia de hoje tende continuamente a abranger todas as creações humanas. [...]
Um dia a intuição protentosa de Vico proferiu esta verdade eterna - a humanidade é obra de si mesmo. - É por isso que o verdadeiro estudo das instituições humanas está principalmente em tornal-o anthropologico. A Symbolica do Direito é o momento sentimental e poetico que primitivamente teve o direito que hoje encontramos logico, arrasoador, abstracto. A face poetica de que o direito se revestiu tem caracteres tão profundos e proprios, que é de uma importancia transcendente o seguir através do tempo e dos progressos, todas as modificações que o aperfeiçoamento e escolha das imagens lhe trouxe; como o espirito vai continuamente libertando-se do signal material que o occultava, até alcançar o explendor e determinação precisa, immutavel da idêa.
Abstrahindo da historia, o direito tem uma relação intima com a religião e a arte, fundada na vontade, elemento finito da intelligencia, que chega por si a determinar esses sentimentos eternos da vida. A fé, elemento de toda a religião por mais espiritual que seja, é um producto da vontade, por que exclue a rasão do conhecimento; o direito, a troca de egoismo por egoismo, consiste no accordo das vontades individuaes; o bello, realisado pela arte, é o ponto em que todas as vontades desisnteressadas se harmonisam. O direito no seu estado sentimental, symbolico, appresenta mais palpavel esta relaçõa; o espirito ainda não tem consciencia exacta de tudo que o eleva; confunde, não descrimina as impressões. Então o direito n'esta edade divina tem um caracter theocratico; as grandes individualidades para serem submettidas, precisam de uma força superior ao homem; o legislador conversa face a face com a divindade, entranha-se no deserto. O sacerdote e a casta communicam a sua immobilidade á lei. A lei, como não póde abranger as relações novas que se ampliam successivamente, é severa, insensivel, como as tabuas em que foi escripta. O sacerdote é o que a interpreta; solitario, occulto sob o véo que intercepta os resplendores da divindade, não vê, não comprehende a vida; a penalidade, quando o direito é absorvido pela religião, é atrocissima, tremenda: a estrangulação, a lapidação e o fogo; a pena tem uma importancia religiosa, de expiação, supplicamenta. [...]
Com o desenvolvimento das relações sociaes o direito vai abrangendo todos os factos da vida; não sendo ainda do dominio exclusivo da rasão, lucta com a fórma material que o traduz; a letra ainda o sacrifica á sua materialidade, si virgula cadit causa cadit. Toda a subtileza dos doutores consiste em interpretar, explicar, de modo que a letra se alargue para abranger o espirito da lei, primeiro por hypotheses, até que a ficção chega a prevalecer sobre a realidade. O Direito postliminio e a lei Cornelia são as fómas mais completas da ficção juridica. [...]
A ficção denota a humanisação do direito, a sua austeridade modificada pela vida; é a Equidade descoberta pela rasão. Eis pois as fórmas por que se revela o direito no seu estado sentimental, poetico:
1.º O Symbolo, em que o sentimento está dependente da imagem que o materialisa, e que só o póde fazer comprehender por uma realidade tangivel.
2.º A formula, em que o symbolo se vai tornando accessorio; uma cousa a que se allude.
3.º A ficção logica, em que por uma hypothese possivel o direito immovel se acommoda aos factos que se complicam."
(Excerto da Introducção)
Index:
Parte Primeira - Ensaio de generalisação da Symbolica do Direito Universal.
Parte Segunda - Origens poeticas do Direito portuguez procuradas no velho symbolismo juridico da Allemanha e da França.
Joaquim Teófilo Fernandes Braga (1843-1924). "Nasceu em Ponta Delgada Ponta Delgada, ilha de São Miguel, a 24 de Fevereiro de 1843, e faleceu em Lisboa a 28 de Janeiro de 1924. Cedo revela queda para a literatura e publica em 1859 na própria tipografia onde trabalhava o seu livro de estreia, Folhas Verdes. Em 1861 vai para Coimbra, onde frequenta o curso de Direito. Por essa altura, colabora em O Instituto e na Revista de Coimbra, entre outras, opondo-se frontalmente ao Ultra-romantismo e participando na Questão Coimbrã. Terminado o curso de Direito, vai viver para o Porto, tomando contacto com a filosofia positivista de Comte, que muito o irá influenciar. Em 1872 fixa-se em Lisboa, passando a leccionar Literatura no Curso Superior de Letras. Republicano militante, em 1910 é convidado para presidente do Governo Provisório, tendo sido mais tarde eleito Presidente da República (1915). Dedicou-se à história da literatura portuguesa e aos estudos etnográficos. Além de obras de carácter histórico-literário, escreveu também poesia, ficção, etnografia e filosofia."
(Fonte: http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/teofilo.htm)
Bonita encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível

28 outubro, 2021

BRAGA, Theophilo - GARRETT E O ROMANTISMO.
Por... Historia da Litteratura Portugueza
. Porto, Livraria Chardron - Casa Editora: Sucessores Lello & Irmão, 1903. In-8.º (18,5 cm) de 544 p. ; E.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da literatura portuguesa, em especial para o Romantismo, corrente que teve em Almeida Garrett um dos seus principais representantes.
"Escrevendo sobre Garrett, formulou Lopes de Mendonça uma phrase de intuição genial: é uma nacionalidade que ressuscita. Todas as manifestações complexas da sua existencia individual, todas as iniciativas e intenções da obra em que fundou uma nova Litteratura, derivam do sentimento que o impellia a acordar nas almas a emoção da patria, e dar a um povo a consciencia do seu organismo historico de nação. Abalos profundos se deram na sociedade portugueza, reflexos do movimento politico que agitava a Europa nos começos do seculo XIX; o velho absolutismo do direito divino transigia com o reconhecimento a soberania nacional, e o arbitrio da acção governativa systematizava-se em codigos politicos, e em representação parlamentar como expressão do suffragio. Garrett saiu da adolescencia, quando estes impulsos, em que o liberalismo se generalisava como uma transição ingleza, vieram suscitar em Portugal a generosa Revolução de 1820. Esse movimento revolucionario, na sua sinceridade e audacia reorganisadora, foi verdadeiramente uma vibração de energia da nacionalidade; Garrett rcebeu em cheio essa luz, achou a sua missão como homem e como artista: servir essa patria até ao sacrificio, dar-lhe voz, expressão de protesto e de hymno de gloria, inspirando-se na sua Tradição, e restituindo-lh'a idealisada pela poesia. Explicar a genese de um espirito que se liberta de todas as compressões mentaes e sociaes de uma epoca de decadencia profunda, é um trabalho digno de interesse pela lição pela lição que apoveita a todos; mas será maior o encanto e assombro seguir este revivificação maravilhosa de uma nacionalidade quasi apagada, erguendo-se sentida e imponente na sua obra esthetica."
(Excerto do preâmbulo)
Matérias:
[Preâmbulo]. | Ideia geral do Romantismo. | I - Garrett sob o influxo do Arcadismo (1799 a 1823). | II - Garrett e os aspectos do Romantismo (1823 a 1831). | Terceira epoca. (1828 a 1834).
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
25€

22 setembro, 2020

AMARAL, Eloy do - BOCAGE. Fragmento de um estudo auto-biographico. Por... Figueira, Imprensa Lusitana de Augusto da Veiga, 1912 [capa, 1913]. In-8.º (23,5 cm) de 40 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Importante peça bocagiana. Edição original, impressa na Figueira da Foz, deste curioso estudo biográfico e poético sobre Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805), poeta árcade natural de Setúbal.
Ilustrado com um retrato de Bocage em página inteira.
"Ha sobre a vida, epoca e obra do glorioso Elmano, trabalhos d'um alto valor litterario e historico, como os de Rebello da Silva, dr. Theophilo Braga e Pinheiro Chagas, mas estes, além de serem muito extensos e largamente documentados, não são como o nosso, um estudo auto-biographico, onde quasi que exclusivamente aproveitámos os versos do poeta, conseguindo dar assim, em poucas paginas, uma synthese biographica d'essa extranha e complexa individualidade poetica do seculo XVIII, d'esse famoso vate tão sublime de inspiração e lyrismo, tão vibrante na satyra e no epigramma, incomparavel no soneto, e, como dissémos tambem em algumas linhas para acompanhar o retrato do genial bardo sadino, o mais legitimo representante do repentismo poetico nacional.
É sempre agradavel ter occasião de pôr em evidencia o estro fecundo e admiravel de Elmano, tanto mais que elle é ainda para muitos sómente o poeta chocarreiro dos botequins e dos terreiros dos conventos, o bohemio das arruaças, turbulento e audacioso, sempre em companhia de fidalgos estouvados e frades foliões, quando não apenas conhecido por simples brégeiro.
E é a mulher, a mulher por quem elle tinha um verdadeiro culto, que cantou com tanto enthusiamo, tão lindamente, tão apaixonadamente em estrophes d'oiro, ao som mavioso da sua lyra vibrante  de inspiração e sentimento, que mais conserva essa deploravel tradição e mais desconhece o cantor da emocionante e sentida historia da morte de Leandro e Hero!"
(Excerto do Preambulo)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com defeitos marginais. Assinatura de posse na 1.ª página de texto.
Raro.
Indisponível

19 março, 2020

VASCONCELLOS, J. Leite de - TEATRO POPULAR PORTUGUÊS. Coligido por... Coordenação e notas de A. Machado Guerreiro. III (AÇORES). Acta Universitatis Conimbrigencis. [Coimbra], Por Ordem da Universidade, 1974. In-4.º (25,5 cm) de XXII, 693, [3] p. ; [10] f. il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história do teatro açoriano, talvez o mais interessante e completo estudo que sobre este assunto se publicou entre nós.
Com 10 estampas em separado, impressas sobre papel couché, reproduzindo capas e rosto de opúsculos, bem como fac-símile dos manuscritos de algumas das peças que integram o trabalho.
"Reúnem-se neste volume 16 textos que o Dr. Leite de Vasconcellos conservava num atado de «Teatro dos Açores». [...]
Dá-se ao volume o subtítulo de (Açores), embora sejam de São Miguel todas as peças de que se conhece ou presume a autoria. Mas, pela correspondência encontrada, sabe-se que Augusto Cymbron Borges de Sousa enviou ao Dr. Leite, em Março de 1936, duas peças impressas em Fall River, ao mesmo tempo que pedia para a América D. Inês de Castro, Santa Genoveva e Casamento Infeliz; como a livraria de Fall River publicou ainda Os Mártires da Germânia e a Imperatriz Porcina, conclui-se que são estas as peças que enviava. Em 1 de Maio do mesmo ano remeteu «pelo correio mais três produções açorianas, duas comédias desta ilha [São Miguel] e uma da Terceira, impressas na América»."
(Excerto da Nota introdutória)
Exemplar em brochura, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico e etnográfico.
40€

08 agosto, 2019

PIRES, Maria Laura Bettencourt - WALTER SCOTT E O ROMANTISMO PORTUGUÊS. [Lisboa], Universidade Nova de Lisboa : Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, 1979. In-8.º (20,5 cm) de 163, [1] p. ; [3] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Tese de licenciatura da autora. Importante subsídio para o estudo do romance histórico em Portugal.
Livro ilustrado ao longo do texto, e em separado com 3 estampas reproduzindo o retrato de Walter Scott, de um manuscrito da sua primeira novela «Waverley» e do seu túmulo em Dryburgh Abbey.
"Se Sir Walter Scott se considerava ambicioso por pretender ser conhecido em toda a Escócia, o seu desejo foi largamente ultrapassado, pois o »vento do aplauso» levou as suas obras a todo o Mundo e, devido à importância e à influência que exerceu, Scott pode ser considerado como uma figura da literatura mundial.
A popularidade de Walter Scott durante o Romantismo poderia justificar-se pelo que a sua obra tinha de inovador e por corresponder aos interesses da época, mas ainda hoje é actual e os seus romances são lidos, discutidos e servem até de argumento a filmes e séries na Televisão.
Scott foi considerado um pioneiro do Romantismo devido, sobretudo, a ter praticamente criado o romance histórico, em que se encontram, pela primeira vez na novelística, características que ainda hoje se mantêm, como descrição pormenorizada e realista do ambiente, interesse pelas figuras populares e diálogo com traços dialectais, além de uma reconstrução do passado com sentido histórico, o que nunca tinha sido ainda conseguido e em que reside grande parte do seu valor."
(Excerto da Introdução)
Sumário:
Nota prévia. | Introdução. | Notas. | Lista de abreviaturas usadas. | I Parte: 1. Walter Scott e o romance histórico europeu; 2. A voga de Walter Scott em Portugal durante o Romantismo; 3. Influência da obra poética de Scott na poesia romântica portuguesa; 4. Walter Scott e o romance histórico português; 5. Walter Scott e o drama histórico português. II Parte: Bibliografia. 1. Obras de Scott. a) Poesias; b) Novelas; c) Dramas; d) Diversos. 2. Obras de Scott traduzidas. a) Novelas; b) Baladas; c) Romances-poéticos. 3. Artigos publicados em revistas. a) Artigos com referências a Scott; b) Artigos reveladores de interesse por assuntos históricos. 4. Novelística. a) Romances históricos; b) Romances históricos em verso; c) Contos históricos em revistas. 5. Drama. a) Dramas em que há referências ou influência de Scott; b) Dramas históricos. 6. Bibliografia geral. I) Histórias da literatura; II) Histórias da novela em Inglaterra; III) Estudos literários; IV) Estudos sobre Walter Scott; V) Literatura comparada; VI) Obras de carácter bibliográfico; VII) Literatura vária; VIII) Periódicos consultados.
Maria Laura Bettencourt Pires. "É Professora Catedrática de Estudos Ingleses e Americanos da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa. Doutorou-se em Estudos Anglo-Portugueses, na especialidade de Cultura Inglesa, na Universidade Nova de Lisboa. Tem desenvolvido a sua actividade científica e pedagógica nas áreas de Cultura Inglesa, Cultura Americana e Teoria da Cultura, tendo exercido funções na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (UNL) e na Universidade Aberta assim como nas universidades americanas de Georgetown (Fulbright Scholar) e Brown (Gulbenkian Fellow)."
(Fonte: http://www2.ucp.pt/site/custom/template/ucptpl_ctr.asp?SSPAGEID=2937&lang=1&artigoID=1605)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Contracapa com pequenas manchas.
Invulgar.
Com interesse histórico e bibliográfico.
20€

30 junho, 2019

LUCAS, Prof. João de Almeida - POETAS LÍRICOS DO SÉCULO XVI. Sá de Miranda; Bernardim Ribeiro; Cristovão Falcão; Luís de Camões; António Ferreira; Diogo Bernardes. Prefácio, compilação e notas do... Vice-Reitor do Liceu de D. João de Castro. Lisboa, Livraria Popular de Francisco Franco, 1960. In-8.º (21cm) de 375, [1] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Antologia de composições líricas dos nossos principais poetas quinhentistas, que inclui uma breve biografia de cada um em jeito de apresentação. Ilustrada no texto com bonitos retratos desenhados dos biografados.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"O presente volume que agora se edita pela primeira vez destina-se principalmente ao ensino da Literatura Portuguesa nos nossos liceus. Consiste ele na compilação muito cuidada não só dos textos que os programas expressamente indicam para o estudo de parta da matéria do 6.º ano, mas também de outras composições que nos pareceram necessárias a um mais amplo e melhor conhecimento do fenómeno literário na nossa lírica quinhentista.
Cremos não trazer novidade alguma com a afirmação de que uma literatura deverá ser estudada quase sòmente, se não exclusivamente, pela leitura e pela análise crítica pormenorizada dos textos. Tudo o que assim não seja representará um lamentável falseamento de finalidades. [...]
Foi dentro deste espírito que lançámos mão à tarefa de organizar e anotar esta nossa antologia. Tarefa melindrosa que exigiu um rigor extremo na fixação e na modernização sempre delicada, dos textos, e no cuidado posto nas anotações, que deverão dar ao aluno um conhecimento seguro dos significados mais correctos e apropriados de vocábulos e expressões do século XVI, tantas vezes controversos."
(Excerto do Prefácio)
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

05 agosto, 2018

LAPA, Rodrigues - ESTUDOS GALEGO-PORTUGUESES. Por uma Galiza renovada. Lisboa, Sá da Costa Editora, 1979. In-8.º (21cm) de [6], 129, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada em com 4 desenhos em página inteira - 1 por página.
Capa de Espiga Pinto.
"Sempre considerei a Galiza, essa terra maravilhosa, desgraçada e incompreendida, como sendo a minha própria terra; e historicamente e geograficamente assim é, pois dentro dos limites da velha Galécia, que chegava pelo sul ao rio Mondego. Mas também lhe estou vinculado pelo coração, que apoia naturalmente todos os que defendem a sua liberdade e cultura. Esta atitude não se identifica com qualquer posição militante e agressiva no plano geográfico e político. Fomos sempre muito claros a esse respeito. Logo em 1935, por ocasião do centenário de Pondal, tivemos ocasião de dizer, a propósito de «uma aproximação entre as duas partes da desmembrada cultura galego-portuguesa»: «Digamo-lo brutalmente: nós não nos sentimos em condições de tornar feliz a Galiza [era na época do Fascismo]; e, ainda que o estivéssemos, preferiríamos que ela fabricasse por si mesma, como o nosso apoio moral, a sua felicidade.» Mais de uma vez temos insistido na limpeza e sinceridade das nossas intenções, e não damos a ninguém o direito de as pôr em dúvida."
(Excerto do Prefácio)
Índice:
Prefácio. 1. - Castelao e a Galiza. 2. - Uma entrevista oportuna. 3. - Centenário de Pondal. 4. - A Galiza, o Galego e Portugal. 5. - A recuperação literária do galego. 6. - Duas atitudes face ao problema do galego. 7. - Ainda a recuperação literária do galego. 8. - Otero Pedrayo e o problema da língua. 9. - Língua portuguesa: a quantidade e a qualidade. 10. - Sobre a lira lusitana de Curros Henriquez. 11. - Añon e as saudades de Portugal. 12. - António Sérgio e o problema da língua literária.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

23 julho, 2018

PEREIRA, Francisco Maria Esteves - O LIVRO DO PROFETA AMÓS E A SUA VERSÃO ETIÓPICA : estudo literário. Por... Coimbra, Imprensa da Universidade, 1917. In-4.º (23cm) de 65, [2] p. ; B.
1.ª edição.
"Amós é o contemporâneo mais velho de Miquéias e Oséias e foi o primeiro dos profetas escritores. Seu nome significa “aquele que leva cargas pesadas”. Amós era criador de gado e produtor de figos numa vila ao sul de Jerusalém chamada Tecoa. Amós recusou-se a ser chamado de profeta evidenciando a sua ruptura com as instituições formais de seu tempo: o palácio real e o templo (7:14-15).
Essa independência institucional permitiu a Amós proclamar a Palavra de Deus livremente sem nenhuma preocupação com a opinião pública ou interesses escusos. Nada mais se sabe sobre Amós. Alguns eruditos presumem que, após o pronunciamento de seus oráculos, tenha voltado para Tecoa, editado e redigido suas palavras tal como as temos hoje. Outros ainda afirmam que discípulos que o tenham seguido registraram seus oráculos."
(Fonte: http://www.milhoranza.com/2013/05/24/antigo-testamento-amos/#.WudWfpch2M8)
Versão etiópica do livro de Amós, reproduzido na sua grafia original. Com tradução para português e notas do autor.

"Entre os Hebreus, desde o tempo em que é conhecida a sua história, houve sempre homens que se criam inspirados de Deus, e que faziam conhecer a vontade dele ao comum do povo. Até ao século nono antes de J. C. o inspirado de Deus era designado sómente pelo nome de vidente (hozêh); viviam independentemente uns dos outros, e eram consultados àcêrca das menores dificuldades da vida; depois do tempo em que viveu Saúl, apareceu uma outra classe de inspirados, denominados nâbiim (plural de nâbi), os quais percorriam em bandos o país, acompanhados de músicos tocando em seus instrumentos, a cujo som os nâbiim bailavam danças desordenadas, e pronunciavam em voz cadenciada e plangente discursos exaltados. [...]
Os videntes e os profetas hebreus formulavam usualmente em verso as suas revelações; as suas respostas ou mensagens eram apresentadas sob a forma de sentenças breves, incisivas, e intencionalmente envolvidas em obscuridade.
Em certas épocas os nâbiim foram muito numerosos; mas o seu valor religioso e moral era muito diverso; e não era sempre fácil reconhecer a palavra de Deus no meio das indicações contraditórias, que eles davam com igual segurança em nome de Deus. Os profetas contribuiram para desenvolver entre o povo a fé e o entusiasmo pelo Deus nacional Yahvé, e a noção dos deveres com a pátria."
(Excerto do Cap.I, Os profetas hebreus)
Matérias:
I. - Os profetas hebreus; II. - O profeta Amós; III. - Versão etiópica do Livro de Amós. [O Livro de Amós - versão original]. [O Livro de Amós - tradução para português].
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas frágeis com pequenos defeitos.
Raro.
Com interesse histórico e religioso.
Indisponível

03 janeiro, 2018

PRATT, Alfredo - MEMORIAS BIOGRAPHICAS DE CAMILLO CASTELLO BRANCO. Volume I. Edição do auctor. Coimbra, Casa Minerva, 1906. In-8.º (19,5cm) de 41, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Curiosa peça camiliana. Obra dedicada "à fecundidade litteraria de Camillo", conforme sub-título impresso na capa.
Com periodicidade mensal prevista, apenas o presente opúsculo - o Volume I - viria a ser publicado.
"Camillo, cujos livros desdobram diante de nós uma extensa galeria de quadros, que ora nos commovem até ás lagrimas pelo sentimento do seu preciosismo, ora nos obrigam ao riso franco, á mais fiel gargalhada, pelos sarcasmos e graça que encerram, foi de uma fecundidade e laboriosidade simplesmente phenomenaes.
E á quantidade colossal dos seus volumes publicados e reimpressos quasi todos com novos prefacios, ha a acrescentar um sem numero de artigos dispersos por differentes periodicos, os escriptos com que preambulou obras de outros auctores, as suas traducções e livros commentados, cartas, etcétera, um outro braçado de livros, em fim.
A carreira litteraria de Camillo Castello Branco começou precisamente aos seus vinte annos de idade, sendo elle estudante da Academia Polytechnica do Porto e simultaneamente da Escola Medico-Cirurgica.
Antes de isso já o escriptor, que se destinava á profissão de medicina, havia feito os seus versos de rapaz, que escrevia e guardava, e de entre os quaes se salienta uma ode que deu á estampa de ahi a trinta annos, a titulo de curiosidade."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos.
Raro.
Indisponível

12 novembro, 2017

FANTASMAS E FANTASIAS IMPERIAIS NO IMAGINÁRIO PORTUGUÊS CONTEMPORÂNEO. Organização de Margarida Calafate Ribeiro e Ana Paula Ferreira. Porto, Campo das Letras, 2003. In-4.º (24cm) de 307, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada em página inteira a p.b. (16 pp.), reproduzindo obras de conhecidos artistas portugueses contemporâneos, entre os quais, Cutileiro, Costa Pinheiro e Paula Rêgo.
"Fantasmas e Fantasias Imperiais no Imaginário Português Contemporâneo" reúne um conjunto interdisciplinar de textos que reflecte uma tentativa de pensar o imaginário pós-colonial no contexto português que, naturalmente, não ignora muitas das ideias lançadas pelos estudos pós-coloniais, de raiz marcadamente anglo-saxónica, mas que deles se demarca pela especificidade imperial portuguesa. Com textos de Eduardo Lourenço, António Sousa Ribeiro, Jo Labanyi, Francisco Bethencourt, Maria Manuel Lisboa, Luís de Sousa Rebelo, Paulo de Medeiros, David Brookshaw, Hilary Owen, Phillip Rothwell, Roberto Vecchi, David Jackson, Cristiana Bastos e AbdoolKarim Vakil, este livro pretende ser uma contribuição para esta reflexão, a partir da análise de discursos literários, artísticos, historiográficos e ensaísticos que, ao longo do século XX e, em particular, no período do pós-25 de Abril, se fazem enformar por fantasias e fantasmas insepultos do império."
(Sinopse)
"Todos os impérios, políticos, espirituais ou poéticos, são em grande parte ficções de uma nação em busca de universalidade. No caso português, a titulação régia de D. Manuel e dos reis subsequentes, o império cantado por Camões em Os Lusíadas, a China imaginada por Fernão Mendes Pinto, o império espiritual de Padre António Vieira ou o imperialismo poético sonhado por Fernando Pessoa são, em diferentes dimensões, expressões desse desejo de extravasar os limites impostos pela apertada faixa costeira chamada Portugal, rumo à universalidade.
Como aconteceu com outras nações expansionistas, narrativas estiveram na base da construção destes impérios, revelando as novas terras onde, parafraseando Camões, existiam coisas que não eram cridas e as coisas cridas não existiam, e contando a história, da perspectiva da nação imperial. Dava-se assim lugar às fantasias que traziam o império até casa e ao sentimento de pretença a uma grande nação."
(excerto da Apresentação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
20€

16 fevereiro, 2017

BRAGA, Teophilo - SÁ DE MIRANDA E A ESCHOLA ITALIANA. Por... Porto, Livraria Chardron Casa editora : Successores Lello & Irmão, 1896. In-8.º (18,5cm)  de VIII, 400, [2] p. ; E. Col. Historia da Litteratura Portugueza, 9
1.ª edição.
Estudo literário sobre Sá de Miranda, poeta e dramaturgo quinhentista português.
Francisco de Sá de Miranda (1481-1558) nasceu em Coimbra, doutorou-se em Direito na Universidade de Lisboa e frequentou a Corte até 1521, data em que partiu para Itália. Regressou a Portugal em 1526, depois de um convívio com escritores e artistas italianos que iriam influenciá-lo. Fruto dessa viagem, trouxe para Portugal uma nova estética, introduzindo o soneto, a canção, a sextina, as composições em tercetos e em oitavas e os versos de dez sílabas. Além de composições poéticas várias, escreveu a tragédia Cleópatra, as comédias Estrangeiros e Vilhalpandos, e algumas Cartas em verso, sendo uma delas dirigida ao rei D. João III, de quem era amigo. Faleceu em Amares, no Minho, na quinta para onde se retirara por não se ter adaptado à vida da corte." (fonte: alfarrabio.di.uminho.pt)
Índice:
I - Na Universidade de Lisboa e nos Serões do Paço (1485 a 1521). II - A viagem á Italia e a actividade da Renascença (1521 a 1526). III - Regresso a Portugal e começo da Eschola Italiana (1526 a 1534). IV - Na vida da provincia, e a manifestação dos novos talentos (1534 a 1553). V - Annos de desalento e morte (1553 a 1558). VI - Historia externa do texto das Poesias de Sá de Miranda (1516 a 1885).
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Sem f. anterrosto. Assinatura de posse na folha de rosto. Páginas amareladas com manchas de oxidação. Última página (em branco) apresenta corte diagonal com perda de papel.
Invulgar.
Indisponível

17 janeiro, 2017

SOARES, Raul - O POETA CRISFAL (Subsídios para o estudo de um problema histórico-literário). Campinas, Typ. a vapor "Livro Azul" - A. B. de Castro Mendes, 1909. In-8.º (20cm) de 80, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Estudo literário sobre a autoria da obra poética Crisfal.
Exemplar n.º 170 de uma tiragem não declarada, assinada pelo autor.
"Figura mal desenhada do século áureo da literatura portuguesa, Cristovão Falcão tornou-se-nos todavia familiar e caroável, pelo impressivo do episódio novelesco e doloroso de seus amores e pela beleza da famosa écloga, em que os narra.
A tradição o dá como enamorado de d. Maria Brandão, «tam ilustre pelo nascimento como célebre pela formosura», com quem se casara clandestinamente (como era então em moda), estando ambos em verdes anos: idílio encantador, transcorrido «entre Sintra a mui prezada e serra do Ribatejo», perto de Lisboa, e que foi brutalmente interrompido pela intervenção dos parentes de Maria, que a segregaram no convento de Lorvão e, por sua intriguice e sugestão, alcançaram-lhe o arrependimento, legalizado por sua «pouca idade».
(excerto do Cap. I, Introdução)
Índice:
I - Introdução. II - Fundamento da Tradição. III - Dados cronológicos. IV - O Documento de Incapacidade. V - Alusões. VI - Criptónimos. VII - Imitações. VIII - Traços diferenciais. IX - Conclusão. Post Scriptum.
Raul Soares de Moura (Ubá, 1877 - Belo Horizonte, 1924). Conhecido político brasileiro. 'Além de político, Raul Soares exerceu a advocacia, tanto em Campinas como em Belo Horizonte, onde dividia escritório com Afonso Pena Júnior. Foi também professor da Faculdade de Direito de Minas Gerais, onde lecionou direito público e constitucional e direito internacional privado. Como escritor e poeta, publicou seus trabalhos em vários jornais e revistas. Em 1904, lançou um livro intitulado Gramática de João Ribeiro. Mas a sua mais importante peça literária foi O poeta Crisfal, subsídios para o estudo de um problema histórico-literário, obra publicada em 1909. Para algumas publicações usou os pseudônimos Lauro Resas e Saulo Serra.'

Exemplar brochado em bom estado de conservação. Sublinhados e notas a lápis ao longo do texto.
Invulgar.
Indisponível