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28 outubro, 2026

MARQUES, Pedro José -
DICCIONARIO GEOGRAPHICO ABBREVÍADO DAS OITO PROVINCIAS DOS REINOS DE PORTUGAL E ALGARVES.
Com a designaçaõ dos concelhos, comarcas districtos, provincias, dioceses, oragos, freguezias congruas respectivas, legoas de distancia, correios, e feiras. Seguido de interessantes noticias corograficas e historicas; assim como, d'uma tabella demonstrativa das Comarcas judiciaes, Concelhos, numero de fogos, etc. Por... Porto, Typographia Commercial, Rua de Bellomonte n.º 74. 1853. In-8.º (22x15,5 cm) de XIII, [1], 291, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Obra de referência. Importante subsídio histórico e geográfico, publicado em 1853, numa época em que o tipo de informações que encerra era de acesso escasso ou nulo. Trata-se de um levantamento detalhado da organização administrativa, eclesiástica e territorial do país em meados do século XIX, reunido num único volume.
Entre outras informações pertinentes, inclui o número de fogos por local, povoação, aldeia, vila ou cidade. Nada foi possível apurar acerca do autor por total ausência de fontes biográficas. E esta interessantíssima obra terá sido tudo quanto publicou, de acordo com o registo da BNP.
"A falta que todos sentimos, d'um Diccionario Geographico completo do nosso Portugal, sobre maneira se tem aggravado com o volver dos tempos em presença das repetidas alterações na divisão do territorio. [...]
Uma tão grave falta, e os inconvenientes de della resultão, levárão-nos a emprehender a publicação d'uma obra que correspondesse, quanto fosse possivel, aos fins que se destina, isto é, ao mais exacto conhecimento do nosso Paiz, Provincias, Diocezes, Districtos, Comarcas, Concelhos e Freguezias em que se divide; coordenada á vista da novissima Reforma, e divisão territorial, e em harmonia com todos os Decretos, Portarias, e outros documentos officiaes até a data desta publicação."
(Excerto da Introdução)
Encadernação coeva meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Cansado. Pastas desgastadas, com vestígios antigos de humidade. Assinatura possessória na f. rosto.
Raro.
Com interesse histórico e estatístico.
85€

06 abril, 2026

A POPULAÇÃO DE PORTUGAL EM 1798. O CENSO DE PINA MANIQUE.
Com introdução de Joaquim Veríssimo Serrão
. Paris, Fundação Calouste Gulbenkian : Centro Cultural Português, 1970. In-4.º (25,5x17 cm) de XXX, 144, [2] p. ; [2] f. il. ; C. Fontes Documentais Portuguesas - I
1.ª edição.
Importante trabalho oitocentista de recolha de dados estatísticos sobre a população residente em Portugal no final do século XVIII, o primeiro com estas características realizado entre nós. Esta operação estatística foi impulsionada por Diogo Inácio de Pina Manique (1733-1805), que exercia o cargo de Intendente-Geral da Polícia (1780-1803), e teve como objetivo contabilizar a população e os fogos (fogachos) do Reino de Portugal. Trata-se de um documento fundamental para o estudo da demografia portuguesa no final do século XVIII/início do século XIX, antecedendo os censos de 1801-1802.
Obra com relevância histórica e sociológica.
Livro impresso em papel de superior qualidade, ilustrado com duas estampas extratexto: a reprodução do frontispício do Livro e do 'mapa' estatístico que abre o manuscrito.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do Prof. Veríssimo Serrão ao conhecido historiador Dr. Guilherme de Oliveira Santos.
"Constitui o primeiro volume desta série o Livro que contém as freguesias que há em Lisboa, no seu termo e nas diversas terras deste Reino, manuscrito que se conserva nos «Archives Historiques du Ministère de la Guerre», em Vincennes, onde tem a cota: Mss. 1355.
Trata-se do censo da população portuguesa no ano de 1798, mandado executar pelo então Intendente-Geral da Polícia de Lisboa, Diogo Inácio de Pina Manique, e em que se indicam as províncias, cidades, vilas, freguesias e lugares do reino e os respectivos fogos. Esse documento, do mais alto interesse para a história demográfica do país, faz-se acompanhar de um estudo prévio em que se pretendem explicar as razões que estiveram na base do recenseamento e as medidas tomadas pelo Intendente-Geral para obter esse quadro numérico. Não se veja nesse intróito o estudo exaustivo que a matéria exige, mas apenas uma tentativa de esclarecimento histórico para integrar o censo de 1798 no quadro político da época.
O nome de Pina Manique fica assim ligado à história de tão valioso documento que, estamos certos disso, passa a constituir uma fonte de consulta imprescindível para todos os historiadores da fase posterior à Administração pombalina."
(Excerto do Prefácio)
"Não constitui novidade histórica que no ano de 1798, por ordem de Diogo Inácio de Pina Manique, teve lugar uma contagem dos habitantes do reino com o fim de obter recrutas para o Exército. Mas sucede que o referido censo ficou inédito apesar do seu interesse para a história social portuguesa, ignorando-se também as formas a que obedeceu o recrutamento e a concreta actuação que nele teve o Intendente-Geral da Polícia de Lisboa. [...]
O censo de 1798 teve uma finalidade imediata, de interesse militar, no recrutamento de tropas para a defesa do reino. Mas os seus dados têm o mais alto valor na medida em que dão a conhecer a população por comarcas, cidades, vilas, freguesias e fogos, numa contagem que atendendo aos meios de comunicação da época pode considerar-se, tanto quanto possível, rigorosa e global.
Sabe-se, por outro lado, que os Governadores, Corregedores e os Juízes de Fora e ordinários cumpriram com rapidez as ordens emanadas do Intendente-Geral, tendo feito a verificação do número de habitantes por fogos - que abrangeu os povoados mais reduzidos - entre Maio e Setembro daquele ano."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Prefácio. | Introdução. | Livro que contem as freguesias que há em Lisboa no seu termo, e nas diversas terras deste Reyno. | Freguesias de Lisboa e seu termo. | Comarca de Santarém. | Comarca de Tomar. | Comarca de Leiria. | Comarca de Torres Vedras. | Comarca de Setúbal . | Comarca de Ourém. | Comarca de Alenquer. | Comarca de Ribatejo. | Comarca de Chão de Couce. | Comarca de Alcobaça. | Comarca de Coimbra. | Comarca de Viseu. | Comarca de Lamego. | Comarca de  Guarda. | Comarca de Castelo Branco. | Comarca de Trancoso. | Comarca de Aveiro. | Comarca de Pinhel. | Comarca de Linhares. | Comarca de Feira. | Comarca de Arganil. | Comarca de Porto. | Comarca de Penafiel. | Comarca de Guimarães. | Comarca de Viana do Castelo. | Comarca de Barcelos. | Comarca de Valença. | Comarca de Braga. | Comarca de Miranda. | Comarca de Moncorvo. | Comarca de Bragança. | Comarca de Vila Real. | Comarca de Évora. | Comarca de Elvas. | Comarca de Portalegre. | Comarca de Ourique. | Comarca de Aviz. | Comarca de Vila Viçosa. | Comarca de Beja. | Comarca de Crato. | Comarca de Taveira. | Comarca de Lagos. | Comarca de Faro.
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a verde na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e estatístico.
Indisponível

31 agosto, 2021

VII RECENSEAMENTO GERAL DA POPULAÇÃO.
Instruções para a realização de recenseamento geral da população do continente e ilhas
. [Lisboa], Imprensa Nacional de Lisboa, 1940. In-8.º (17,5 cm) de 52 p. ; [1] f. desdob. ; B.
1.ª edição.
Edição histórica, publicada no decorrer da Exposição do Mundo Português, - impressionante realização cultural, patriótica e propagandística do Estado Novo, - que coincidiu com as comemorações do duplo centenário da independência nacional (1140/1640).
Este livrinho serviu de "cartilha" aos funcionários que participaram na recolha dos dados estatísticos para o censo de 1940, com as instruções e os procedimentos a observar no desempenho da sua tarefa. A Biblioteca Nacional não dispõe de qualquer exemplar registado na sua base de dados.
Inclui um folheto desdobrável colado na folha inicial do capítulo Instruções para a realização do Recenseamento dirigido ao "Recenseador" com conselho e instruções para "cumprir bem a sua missão".
"Este foi o primeiro censo efetuado pelo Instituto Nacional de Estatística e é aceite como um marco na história dos recenseamentos portugueses.
“Pela lei 1.911, de 23 de maio de 1935, a Direção Geral de Estatística cedeu o lugar ao Instituto Nacional de Estatística ao qual, nos termos da mesma lei, foram atribuídas as funções de notação, elaboração, publicação e comparação dos elementos estatísticos referentes aos aspetos da vida portuguesa que interessam à Nação, ao Estado ou à Ciência.” (Lê-se na Memória descritiva do Censo de 1940).
O VIII Recenseamento Geral da População teve ainda por base a Carta de Lei de 25 de agosto de 1887, o Decreto-Lei n.º 29.750, de 14 de julho de 1939, que manda executar e, a regulamentação é definida pelo Decreto n.º 31.110, de 6 de dezembro de 1939.
Adotou-se uma nova metodologia de execução: passou a ser o concelho a base e unidade territorial de realização e a ser atribuída aos Presidentes das Câmaras Municipais a direção das operações censitárias locais.
Para determinar corretamente a população residente e presente, passou a precisar-se o momento censitário: 0 horas do dia 12 de dezembro de 1940.
Houve uma grande campanha publicitária em todos os meios de comunicação: imprensa, rádio, cartazes, cinema, etc.
Pela primeira vez foram publicados volumes de dados distritais e também um Relatório (volume de análise de dados) e uma Memória Descritiva (volume de metodologia e descrição da operação).
Houve um esforço no sentido de se definirem os conceitos com exactidão e os dados recolhidos foram exaustivamente explorados e publicados.
Foram introduzidos novos elementos, que se traduziram em novas variáveis e numa melhor especificação de variáveis já recolhidas anteriormente.
Assim, foi definido o grau de instrução, para além de se continuar a recolher a instrução (sabe ler/não sabe ler). No grau de instrução distingue-se o primário, secundário e superior e em cada grau conta-se a população que está a frequentar e a que completou o respetivo grau.
Os prédios e as convivências foram classificados segundo a sua utilização.
Quanto à família publicou-se informação sobre os casais segundo o n.º de filhos e a duração do casamento e apurou-se o número de pessoas a cargo dos chefes de família ativa.
Nas variáveis de caraterização socioeconómica, caraterizou-se a população desempregada segundo o tempo de duração do desemprego; distinguiram-se os ramos de atividade e a profissão; cruzou-se a situação na profissão com o ramo de atividade.
A variável “meio de vida” foi recolhida pela primeira vez e foi definida como “o meio por que o recenseado provia normal e principalmente à sua subsistência e à das pessoas a seu cargo”.
O Censo de 1940 contou 7.755.423 indivíduos residentes e o número médio de pessoas por família era de 4,2.
(Fonte: https://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=censos_historia_pt_1940)
"De acôrdo com as maiores exigências da hora actual, o recenseamento de 1940 será incomparàvelmente mais completo do que os anteriores.
Para além da população residente e da população presente, do número de famílias, da nacionalidade, da naturalidade, do sexo, do estado civil e da idade dos indivíduos, do número de analfabetos, dos grupos profissionais em que se reparte a população activa e das entidades para quem ela trabalha e do número de cegos, surdo-mudos e alienados, êle abrangerá:
os prédios e os fogos; a constituïção das famílias; a natureza e a composição dos agrupamentos de pessoas que não tenham carácter familiar; a residência habitual e o título de nacionalidade; o grau de instrução; a profissão individual; a situação na profissão; a categoria; a classe e a sub-classe da actividade económica; os meios de vida; o tempo de permanência em Portugal dos estrangeiros; o tempo de desemprêgo dos desempregados; a invalidez para o trabalho; a duração; a fecundidade e o número de filhos dos casamentos actuais; o número de orfãos de pai;, da mãi e pai e mãi; a situação militar, e a religião.
Tudo isto será objecto de preguntas nos boletins censuários e terá nos apuramentos a discriminação a as combinações devidas.
Poder-se-á assim avaliar a importância decisiva que os seus resultados terão para a solução dos vários problemas da governação e da administração pública.
Nêles encontrará o Estado Novo todos os elementos de que necessita pata o estudo das condições de vida do País nos seus múltiplos aspectos e para o prosseguimento da sua obra de reconstrução nacional.
Mas ao recenseamento de 1940 está reservado um papel ainda maior. [...]
Será um censo universal que valerá cumulativamente como homenagem de gerações passadas, como exemplo de vindouras e sobretudo como inventário das possibilidades portuguesas nesta hora de ressurgimento.
"
(Excerto do Cap. 3. - O recenseamento de 1940)
Matérias:
Importância e características do recenseamento português de 1940: 1. - Os recenseamentos em Portugal. 2. - A importância dos recenseamentos. 3. - O recenseamento de 1940. 4. - O recenseamento na metrópole. | Instruções para a realização do recenseamento. Elaboradas pelo Instituto Nacional de Estatística em conformidade com a autorização conferida pelo artigo 55.º do decreto n.º 30:110 [28 artigos] + Folheto desdobrável dirigido ao Recenseador. | Anexos: N.º 1 - Família. N.º 2 - Chefe de família. N.º 3 - Convivência. N.º 4 - Chefe de convivência. N.º 5 - Residência habitual. N.º 6 - Profissão individual. N.º 7 - Situação na profissão. N.º 8 - Ramo de actividade. N.º 9 - Meios de vida. N.º 10 - Decreto n.º 30:110: - Reconhecimento e divisão do território; - Âmbito e forma do recenseamento; - Propaganda e organização; - Das operações do recenseamento; - Remuneração dos serviços; - Transgressões e penalidades; - Despesas; - Disposições gerais.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
Com interesse histórico e sociológico.
Peça de colecção.
30€