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25 junho, 2026

INSTRUÇÃO DO COMBATENTE : PATRULHAS (RESERVADO) -
Instruções Provisórias para o Combate da Infantaria : Primeira Parte - Ministério do Exército : Direcção da Arma de Infantaria - (Reservado). [S.l.], SPEME, 1966. In-8.º (18x12,5 cm) de 227, [13] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Manual prático para instrução da patrulha como tropa avançada para reconhecimento e recolha de informação sensível, e em cenário de combate - defesa e ataque. Instrui ainda o patrulheiro a operar como sniper.
Publicação com chancela "reservado" utilizado pelo Exército Português durante a Guerra Colonial.
Ilustrado no texto e em página inteira com numerosas fotografias, desenhos e croquis.
"As presentes instruções são para ti, soldado, sejam quais forem as funções que exerças. Ensinam-te a desempenhar os teus deveres de soldado, quer de dia quer de noite. Mostram-te como deves proteger e preservar a saúde e como deves ver durante a noite. Ensinam-te a técnica do atirador especial e como te pode ser útil a informação de combate. Indicam-te como se redige uma mensagem e o que deves fazer como estafeta."
(Excerto de I - Generalidades - 1. Finalidade)
Índice: Título I - Instrução em combate: I - generalidades. II - Instrução do combate. III - Protecção individual. IV - Visão nocturna. V - A acção do atirador especial. VI - As informações de combate. VII - Mensagens e estafetas. Título II - Patrulhas: I - Generalidades. II - Preparação de uma patrulha. III - Patrulhas diurnas. IV - Patrulhas nocturnas. V - Patrulhas de reconhecimento. VI - Patrulhas de combate. VII - Patrulhas motorizadas.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico, táctico e estratégico.
35€

07 julho, 2025

CONTENTE, Firmino Camolas -
8.ª COMPANHIA DE CAÇADORES ESPECIAIS NO NORTE DE ANGOLA DE 22 DE MARÇO DE 1961 A 24 DE DEZEMBRO DE 1962.
Apontamentos para a sua história. [Por]... Soldado 495/60 de 1.º Pelotão da 8.ª C.C.E [RI 11 Setúbal]. In-8.º (21x15 cm) de 71, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
História do desempenho e acções militares da 8.ª C.C.E. do Regimento Infantaria 11 de Setúbal em Angola, no início do conflito ultramarino, sendo uma das primeiras unidades a chegar à ex-província como resposta do governo da metrópole à insurreição protagonizada pelos operacionais da UPA.
Livro ilustrado no texto com inúmeras fotografias do autor e seus camaradas de armas que ilustram a passagem do Regimento por Angola.
Tiragem limitada a 500 exemplares.
"Estas linhas despretenciosas são apontamentos que relembram acções militares vividas pela 8.ª C.C.E. do Regimento Infantaria 11 de Setúbal e que eu comandava. Estes apontamentos destinam-se a realçar e lembrar as qualidades de adaptação, de zelo e de sacrifícios de toda a natureza, desprezo pela vida, lealdade e muito patriotismo demonstrados sobejamente nas 127 acções militares que a 8.ª C.C.E. teve, desde que chegou a Angola em 22 de Março de 1961.
A todos os componentes dessa Companhia, aos bravos rapazes de Setúbal, são dedicadas estas breves recordações.
A esses bravos rapazes de Setúbal, ante a forma como cada um sabia como proceder, o que lhes fortalecia o moral que sempre mantinham, e a vontade férrea de levar a bom termo as missões que lhe eram confiadas, permitindo confirmar as suas grandes qualidades, dificilmente superáveis dado o seu espírito de sacrifício e iniciativa, bom humor, adaptação rápida a esta forma de combate que nos foi imposta, e sobretudo uma grande lealdade."
(Excerto do Prefácio de Mário Jaime Calderom Cerqueira Rocha, comandante da unidade)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Etiqueta (2) na lombada; carimbo de biblioteca nas duas primeiras páginas.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

04 março, 2025

ANTUNES, Maj. A. Vaz -
TIRO DE PONTARIA INSTINTIVA. [2.ª edição]. [S.l.], [s.n. - Composição e impressão na Tip. da Escola Prática de Infantaria - Mafra], [1967]. In-8.º (19x13 cm) de [2], 89, [3] p. ; il. ; B.
Obra dedicada pelo autor aos combatentes na Guerra do Ultramar: "Ás tuas incomparáveis virtudes militares, Soldado de Portugal, que em África, anonimamente, escreves das páginas mais brilhantes da nossa História!"
Livro ilustrado com inúmeros desenhos exemplificativos no texto.
"Quando da frequência num curso no estrangeiro, apliquei-me, por imposição do horário, a fazer «tiro instintivo» com pistola e pistola metralhadora, durante 7 semanas a 2 horas por dia,
No final do curso não era um bom atirador, e, em rendimento, ficava muito atrás do meu instrutor. Este, além de excelente camarada era um magnífico executante dessa modalidade de tiro, mas pouco nos conseguia dizer à guisa de explicação - os «porquês» que nós tanto desejávamos saber sempre. «Era assim... era assim».
Mas se não fui um bom atirador, pelo menos duas certezas ganhei:
- Tal modalidade de tiro tem um interesse extraordinário na guerrilha
- O Processo de ensino era de tal modo dispendioso que, mesmo os exércitos mais apoiados económicamente consideravam que o «tiro instintivo» constituía uma especialidade a ensinar apenas a uns tantos, muito poucos, destinados a missões especiais. [...]
Como se consegue tudo isto, é o que eu tento explicar nas páginas seguintes.
Chamo-lhe «tiro de pontaria instintiva» para manter a designação, já generalizada, da modalidade de pontaria que se aplica no tiro que a seguir se trata."
(Excerto do Prólogo)
Índice:
Prólogo | I - Generalidades. II - Instrução preliminar. III - Tiro reduzido. IV - Tiro de adaptação. V - Tiro de combate. IV - Notas para o instrutor. VII - Método de instrução.
António Vaz Antunes (1923-1998). "Natural da freguesia da Mata, Concelho de Castelo Branco. Frequentou a Escola do Exército, onde se formou como oficial de Infantaria do Exército Português. No ano de 1959 realizou um estágio de oficiais do Exército Português, junto de tropas francesas na Argélia. Passou também por por Angola onde foi 2.º comandante do Batalhão de Caçadores 185/RMA (1961 e 1962);  e por Moçambique, onde foi 2º comandante do Batalhão de Caçadores 1918/RMM (1967) e comandante do Batalhão de Caçadores 17/RMM (1967 a 1968). No CTIG, foi comandante do Batalhão de Caçadores 4512/72/CTIG (1972 a 1975). Na Guiné, em 1974, era Adjunto do Comandante do CTIG e Comandante interino do COMBIS (Comando da Defesa Militar de Bissau), bem como Inspetor do CTIG. O coronel António Vaz Antunes tinha nesta altura, uma missão de muita responsabilidade na defesa militar de todos os quartéis no "perímetro militar de Bissau", mesmo assim na reunião relatada no "documento histórico", foi afastado destas funções pelo MFA da Guiné."
(Fonte: https://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/search/label/Ant%C3%B3nio%20Vaz%20Antunes%20%28cor%20inf%29)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Com interesse histórico e militar.
20€

29 dezembro, 2024

WARING, Ronald -
THE WAR IN ANGOLA. Lisbon : Agência Geral do Ultramar, [1962]. In-8.º (20x14,5 cm) de  69, [3] p. : il. ; B.
1.ª edição.
Relato dos acontecimentos em Angola reportando ao primeiro ano de Guerra Colonial, da surpresa e espanto geral pelos ataques no norte até à preparação, envio de tropas e sua disposição e controle no terreno. Waring não se limita à descrição das atrocidades cometidas pelos elementos da UPA e da resposta portuguesa; traça o panorama económico e social da Colónia na época, incluindo a escola, saúde, etc.
Obra com interesse histórico, não teve tradução para português. Ilustrada com inúmeras fotografias no texto, muitas delas impublicáveis porque chocantes.
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"On 14th March, Angola was at peace with itself.
Europeans and Africans went about their business as usual and scoffed at those who said that trouble in the Congo would spread South. There was certainly no sign of unrest among the African population. In fact things were so quiet that there were only 2,000 white soldiers and 700 policemen (half of whom were Africans) in the whole Country, a country incidentally as large as Spain, Portugal, France and Germany put together.
Portugal's policy of slow integration seemed to be working well, and everyone was condident that they were building a Luso-African society similar to that achieved in Brasil.
They went to bed with easy minds March 14.
The long knives struck at dawn!
Along a 250 mile stretch in Northern Angola, hordes of terrorists swooped on Europeans and on all the Africans who refused to join with them. In a fantastic orgy of blood they butchered, burned and tortured to death more than 1,300 Europeans and ten times that number of Africans.
The terrorists had the adavantage of surprise and a well laid plain. Their targets were isolated farms where European settlers and their native workers, armed only with a few sporting rifles and shot guns, were no match for the bands of screaming terrorists brandishing two foot long machetes and muzzle-loading guns.
The wave of slaughter lasted for three weeks, during which time many thousands of African joined the terrorists, either in the hope of a rich harvest of plunder, of for fear of the consequences if they refuse. The remaining Europeans and those Africans who remained loyal, found themselves barricaded inside the small towns and villages in Northern Angola.
They had to face constant dawn attacks by terrorits bands whose war cries were «U. P. A.» (Union des Peuples d'Angola), «Lumumba», and «Mazza».
«Mazza» simply means «water», and the terrorists believed that their witch doctor's magic would turn the withe man's bullets to water.
In Portugal the first shock of the news was followed by a hasty mobilisation of troops. The Portuguese army, as a N. A. T. O. ally, was equipped for war in Europe, but not for a war in Africa 5,000 miles away."
(Excerto do Cap. I)
Ronald Waring. "Oficial do exército britânico, serviu no King's Royal Rifle Corps e durante a Segunda Guerra Mundial no Royal Hampshire Regiment; entre 1956 e 1974 leccionou no Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM-Pedrouços), após o que regressou a Londres com o posto de coronel, agraciado com o título nobiliárquico de Duque de Valderano."
(Fonte: https://ultramar.terraweb.biz/06livros_RonaldWaring.htm)
Exemplar em brochura, bem conservado. Com alguns (poucos) subinhados.
Raro.
35€

07 outubro, 2024

AS BAIXAS DO FORO NEUROPSIQUIÁTRICO EM COMBATE -
Ministério do Exército : Estado Maior do Exército - 1.ª Repartição
. [S.l.], [Ministério do Exército], [196?]. In-8.º (20,5x16,5 cm) de 55, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Peça da Guerra Colonial. Exemplar batido à máquina e policopiado. Trata-se da tradução livre de duas publicações do Exército americano, obra empreendida por dois oficiais médicos do Exército português, preenchendo uma lacuna na literatura médica militar especializada relacionada com o stress pós-traumático.
"À semelhança do regulamento Norte-americano, o nosso "Regulamento para o Serviço de Campanha - Serviço de Saúde" concede especial importância ao ramo neuropsiquiátrico do Serviço de Saúde, fixando as linhas gerais da sua organização e funcionamento. Não entra, contudo, em detalhes de ordem técnica, quer no que se refere ao diagnóstico, quer no que diz respeito à triagem e ao tratamento das baixas desta categoria, assuntos que, pela sua índole, estão fora do âmbito duma publicação daquela natureza. Todavia, são esses assuntos da maior importância para os médicos das unidades e até mesmo para os oficiais das diferentes Armas, especialmente da Infantaria, pois que, como veremos, a recuperação destas baixas depende, em grande parte, do conhecimento que esse pessoal possa ter do que é uma baixa do foro neuropsiquiátrico e da assistência que deverá prestar-lhe. Por outro lado trata-se de conhecimentos especializados que, pela sua própria natureza, se nos afigura terem entre nós uma difusão muito limitada.
Com o presente trabalho temos principalmente em vista contribuir para a divulgação dos conhecimentos elementares necessários para que esta categoria de baixas receba, desde o início, a assistência conveniente; só assim poderá conseguir-se a sua rápida recuperação nas altas percentagens atingidas pelo Serviço de Saúde do Exército dos E. U. A. durante a última Guerra Mundial e a Guerra da Coreia."
(Excerto da Nota prévia)
Índice:
Nota prévia | I - As forças que afectam o combatente: 1 - A situação; 2 - As defesas contra a "tenção emocional"; 3 - A "quebra" das defesas contra a tenção emocional; 4 - A natureza da quebra das defesas. II - Quadro da exaustão pelo combate: 1 - Fase inicial; 2 - Fase de alteração parcial; 3 - Fase de alteração completa; 4 - Síndroma do posto de socorros de batalhão; 5 - Exame geral dos quadros psiquiátricos que se observam no posto de socorros de batalhão; 6 - Evolução do quadro; 7 - No posto de socorros divisionário; 8 - No centro de tratamento neuropsiquiátrico do Exército; 9 - Nos Hospital geral. III - Tratamento da exaustão pelo combete na zona de combate: 1 - Organização e funcionamento; 2 - Tratamento na unidade; 3 - Tratamento nos postos de socorros de batalhão e regimentais; 4 - Tratamento no posto de socorros divisionário e no Centro de Tratamento Neuropsiquiátrico do Exército.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
25€

14 julho, 2024

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA : Orientação - Primeiros Socorros - Escola de Aplicação Militar de Moçambique - REGIÃO MILITAR DE MOÇAMBIQUE. [S.l.], QG da Reg. Militar de Moçambique - imp. na Empresa Moderna, Lourenço Marques, [196-]. In-8.º (13,5x16cm) de [26] p. ; il. ; + Album [5], [17] f. il. ; B.
1.ª edição.
Manual de sobrevivência no mato, publicado em Lourenço Marques, durante a Guerra do Colonial.Inclui em complemento um álbum ilustrado em folhas desdobráveis, das plantas comestíveis, os frutos selvagens e as plantas venenosas, todas devidamente desenhadas e descritas para melhor identificação pelos soldados.
Raro e muito interessante.
"Soldado!
Se. no decorrer do cumprimento do teu dever, ficares isolado, desconhecendo o ambiente que te rodeia, não te deixes enfrentar pelo medo!
Olha que a precipitação desgasta e a impaciência prejudica as precauções que urge tomar.
Descansa e recomeça a raciocinar com calma!
Os perigos que deves evitar, só serão apercebidos se olhares as realidades com serenidade.
Lembra-te
Que a situação é passageira, e que o "mato" onde te encontras, pode dar-te tudo que necessitas para sobreviver.
Recorda os conselhos que este pequeno livro te fornece e assim conseguirás voltar para junto dos teus camaradas, com a satisfação de teres cumprido mais uma missão e salvo uma vida - a tua própria vida."
(Introdução)
Índice:
SOBREVIVÊNCIA - I. Obtenção do fogo: 1 - Com lente. 2 - Com silez e aço. 3 - Por fricção sobre madeira: a) Com arco e estaca. b) Com correia ou corda. c) Friccionando uma madeira macia... II. Construção de fogueiras. III. Tratamento dos alimentos pelo fogo. IV. Obtenção de alimentos: 1 - Pesca: À linha. b) Com arpão. c) Com camaroeiros. d) Outros processos. e) Obtenção de moluscos e crustáceos. 2 - Caça. 3 - Vegetais. V. Procura de água. VI. Tratamento de água: 1 - Filtragem. 2 - Fervura. 3 - Processos químicos. VII. Equipamento: 1 - Talheres, pratos e utensílios de cozinha. 2 - Anzois. 3 - Linhas. 4 - Arpões. 5 - Camaroeiros.
ORIENTAÇÃO - I. Pelos astros: 1 - Pelo Sol: a) Com o auxílio de um relógio. b) Utilizando uma vara. 2 - Pelo Cruzeiro do Sul. 3 Pela Lua. II. Pela bússula. III. Por indícios e informações.
PRIMEIROS SOCORROS - 1 - Cobras, escorpiões e insectos. 2 - Sol e calor. 3 - Golpe de calor (esgotamento pelo calor). 4 - Insolação (golpe de sol). 5 - Olhos. 6 - Paludismo (malária). 7 - Alimentos. 8 - Dentes. 9 - Bolhas. 10 - Ferimentos. 11 - Fracturas. 12 - Hemorragias. 13 - Calos. 14 - Recomendação.
ÁLBUM COMPLEMENTAR - Plantas comestíveis. - Frutos selvagens. - Plantas venenosas.
Encadernação em brochura com o brasão heráldico da Região Militar de Moçambique gravado a prata sobre fundo negro.
Exemplar em bom estado de conservação. Ligeiro enrugamento das folhas.
Raro.
Com interesse histórico e militar.
75€

06 julho, 2024

LOBATO, António - LIBERDADE OU EVASÃO : o mais longo cativeiro da guerra. Amadora, Erasmus, [1995]. In-4.º (24x16 cm) de 187, [3] ; [26] p. fac-sím. ; B.
1.ª edição.
História do cativeiro do autor - piloto da Força Aérea Portuguesa - detido numa prisão na Guiné Conacry, e da sua fuga (depois de três tentativas frustradas), durante a Operação Mar Verde, chefiada pelo Comandante Alpoim Calvão.
Livro ilustrado no texto com fotografias, mapas, croquis e plantas a p.b., e com fac-símiles (em Anexos) da cópia do relatório enviado secretamente para Portugal, em Abril de 1965, via Guiana Francesa, por intermédio de um mestiço de nacionalidade francesa condenado a prisão perpétua, Joseph Chambord Lambert.
Com uma carta do Marechal António de Spínola, então Governador da Guiné, um ano após a libertação.
"Em 1963, no céu português da Guiné, dois aviões da Força Aérea colidem na sequência de uma missão de ataque ao solo e após um deles ter sido atingido por projécteis inimigos.
Um dos aparelhos despenha-se em plena selva e o piloto morre; o outro, aterra de emergência numa bolanha (área mais ou menos pantanosa onde se cultiva arroz) e o piloto, depois de agredido à catanada pela população local, é capturado por guerrilheiros do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) e conduzido à vizinha República da Guiné Conakry (ex-Guiné Francesa). Aí, é-lhe facultado optar entre a deserção e a cadeia.
Optando pela fidelidade aos princípios do seu povo, é encarcerado na temível Maison de Force de Kindia, com o rótulo de criminoso de guerra.
Durante sete anos e meio é submetido a maus tratos, subnutrição, isolamento e contínuas ameaças de morte pelos agentes de um governo pró-soviético chefiado por um dos maiores tiranos da África Ocidental - o Presidente Ahmed Sékou Touré."
(Excerto do prólogo)
Índice:
Prólogo | I - De S. Jacinto a Bissalanca. II - A Missão e o acidente. III - Em terras de outras gentes. IV - Cela n.º 7 - sobreviver ou desistir. V - A Fuga. VI - De Bissalanca a Portugal. VII - Anexos.
António Lourenço de Sousa Lobato (n. 1938). "Nascido em 11Mar38 na aldeia minhota de Sante (freguesia de Paderne, no concelho de Melgaço): em 26Jul61, sendo 1º Sargento piloto-aviador da Força Aérea Portuguesa, chega à Guiné e fica colocado no AB2-Bissalanca; na manhã de 22Mai63, quando em missão operacional sobre a região litoral centro-oeste da Guiné, após forçada aterragem no mato, é capturado pelo PAIGC e mantido cativo na República da Guiné-Conackry, vindo a ser em 22Nov70 resgatado - com outros 25 portugueses - no decurso da Operação Mar Verde, após o que regressa a Portugal; actualmente Major da Força Aérea Portuguesa, na situação de reforma."
(Fonte: http://ultramar.terraweb.biz/06livros_AntonioLobato.htm)

Exemplar brochado em bom estado de conservação. Apresenta páginas sublinhadas a lápis ao longo do livro.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

05 julho, 2024

NORMAS GERAIS PARA A MANUTENÇÃO E UTILIZAÇÃO DE CÃES MILITARES -
Ministério do Exército : Direcção do Serviço de Saúde
. [Lisboa], SPEME, 1965. In-8.º (18x12,5 cm) de 23, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Manual militar para utilização do cão em condições extremas nas ex-Províncias Ultramarinas, durante a guerra colonial.
Informação dos Serviços do Exército, de acesso reservado.
Obra rara. A BNP não menciona.
"A importância e diversidade das missões que podem ser confiadas aos cães militares em serviço no Ultramar e o desconhecimento generalizado, por parte das tropas, das normas principais da sua utilização, justificam a necessidade da divulgação dum folheto.
Não é do âmbito deste folheto falar em pormenores do treino, que dizem respeito aos Centros Cinotécnicos, interessando principalmente focar os aspectos da manutenção e utilização."
(Introdução)
"Em todas as missões, quer defensivas ou de segurança, quer ofensivas, a presença dos cães representa um elemento de apoio moral para o pessoal.
É susceptível de reforçar o moral e contribuir consideràvelmente para o bom êxito de certas missões.
Na prática o cão age como um «radar vivo», especializado segundo a orientação do treino.
Ele manifesta por vezes reacções extremamente discretas mas que necessitam ser registadas e interpretadas. Em todas as missões trata-se sempre de um trabalho de detecção baseado nos seus sentidos extraordinàriamente desenvolvidos.
O seu emprego é limitado pelo meio geográfico (natureza do terreno, clima) e as condições tácticas. Daí a necessidade de fazer do seu utilizador um especialista que deve saber interpretar as suas indicações."
(Excerto de Utilização: - Princípios gerais)
Índice:
Normas gerais para a manutenção e utilização de cães militares: - Introdução. História. Pessoal: - Missão do condutor; - Missão do comandante de secção. Material. Higiene individual. Alimentação. Alojamentos: - Higiene do canis. Utilização: - Princípios gerais.
Conselhos práticos aos condutores de cães: Utilização própriamente dita. Missões de guarda: - Guarda fixa; - Guarda em sistema de «Trolley»; - Guarda em corredor de ronda; - Guarda em liberdade. Missões de patrulhamento. Missões em pistagem.
Factores que favorecem a conservação da «pista» e consequentemente podem facilitar o trabalho do cão.
Factores que prejudicam a conservação da pista e consequentemente dificultam o trabalho do cão.
Conselhos práticos aos condutores de cães de pista.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

16 junho, 2023

RAMOS, Jerónimo - MADRUGADA TRÁGICA EM TEIXEIRA DE SOUSA. Textos em português e inglês. [Luanda], Edição do Autor (Tipografia Angolana - 1967), 1967. In-4.º (24,5 cm) de 25, [3] p. ; mto il. ; E.
1.ª edição.
Fotos de A. Sequeira.
Importante subsídio para a Guerra do Ultramar. Relato da surtida da UNITA à vila de Teixeira de Sousa (actual Luau - Moxico, Angola), ataque prontamente rechaçado por civis e militares portugueses, com elevados custos humanos para o movimento de Jonas Savimbi, e cinco baixas do lado português - 4 colonos e um elemento da PIDE.
Livro ilustrado com fotografias a p.b. de feridos nos confrontos, dos defensores da povoação e autoridades civis e militares.
"Escrita poucas horas depois dos acontecimentos de Teixeira de Sousa, só agora é possível trazer à luz a publicidade esta pequena reportagem, por razões que não nos compete discutir, mas que residem, naturalmente, na obediência e no respeito a uma orientação que nos foi sugerida.
Se, como se reconhece, a oportunidade desta publicação deixou de ter interesse, é também verdade que ela servirá para esclarecer aqueles que estão menos a par do que se passa e ainda os outros que, em Angola, desejarem continuar a obra que todos nós levantámos durante séculos de uma permanência escudada em direitos que não são discutíveis."
(Excerto da Introdução)
"Conforme foi divulgado pelo Comando Chefe das Forças Armadas, processou-se um ataque a esta Vila por indivíduos vindos do Congo ex-Belga, na madrugada do dia 25 de Dezembro de 1966. [...]
Os terroristas eram portadores dos mais diferentes amuletos, tais como chapéus embrulhados em peles de animais selvagens. Depois de saquearem residências próximas da fronteira, dirigiram-se ao quartel militar.
Aí, a guarnição reagiu de acordo com as circunstâncias, infligindo ao inimigo cerca de 200 baixas, enquanto que os restantes elementos, em número de cerca de 500, se refugiavam nas matas, em direcção ao território do Congo.
Entretanto, os terroristas cortaram também a linha do Caminho de Ferro de Benguela, nas proximidades da Vila, paralisando assim o tráfego ferroviário."
(Excerto de Madrugada trágica)
Índice:
[Introdução] | | Madrugada trágica | Natal de 1966 | Momentos de expectativa  | Quem atacou?  | A lição e o rescaldo... | Tragic early-morning in Teixeira de Sousa.
Encadernação em percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior.
Conserva as capas de brochura.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
25€

27 março, 2022

COSTA, Daniel - AMOR NA GUERRA
. Alcochete, Alfarroba, 2010. In-8.º (21 cm) de 99, [5] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso livro de memórias do autor sobre a sua estadia em África, desde os primeiros de meses de 1962 até Abril do 1964, - "enquanto militar mobilizado em comissão de serviço no norte de Angola a fim de combater na guerra colonial" -, reproduzindo  um conjunto de crónicas em jeito de "diário", anteriormente publicadas no Jornal da Amadora. "Todo o descritivo situa-se na ambiência geográfica. [...] O acervo de dados a partir do Esquadrão 297 é impressionante: o real quotidiano, as obrigações de guerrilha, o outro. O alojamento, os acampamentos, as refeições, o convívio entre militares, o lazer, as madrinhas de guerra. Os desfiles. A sexualidade na ambivalência das recordações femininas e as "derivações" na mulher africana.".
Livro ilustrado com fotogravuras ao longo do texto.
"Com a chegada de oficiais de Cavalaria ao Regimento em Estremoz, em Agosto de 1961, sob o comando do então Tenente-Coronel Spínola, formando o Batalhão 345, onde Daniel Costa foi incorporado, este ficou com a certeza da sua mobilização para a Guerra do Ultramar.
Logo aí o autor decidiu anotar diariamente todas as incidências.
Depois de algum tempo a pertencer àquele batalhão, no Esquadrão 297 avançou, adido, para o quartel de Faro, onde ficaria a aguardar embarque.
A 11 de Janeiro de 1962, partindo já de Faro, o 297 foi juntar-se, no cais da Rocha Conde de Óbidos, ao Batalhão 350, comandado pelo franzino Tenente-Coronel Costa Gomes. Ali embarcou para Angola.
Sempre o diário foi acarinhado. Apesar do autor ter sido jornalista e editor de uma revista mensal durante 30 anos, nunca tinha havido tempo para concretizar a compilação e edição do diário."
(Retirado da badana posterior)
"A quatro de Fevereiro de 1961, grupos de guerrilheiros protagonizaram ataques à Casa de Reclusão, ao quartel da P.S.P. e à Emissora Oficial de Angola. Actos que passaram a ser considerados o início da guerra em Angola.
Os canais de informação de que dispunha o Estado indiciavam que ia começar uma luta sem quartel,  para libertação de todo o Ultramar, administrado pelo Governo Português.
Foi já nessa conjuntura que, em 1959 teve lugar a minha inspecção militar. Confesso que me agradou o apuramento para "todo o serviço", à época a passagem pela vida  militar para quem viva como trabalhador rural, era considerada assim como uma "Universidade", visto que traria um certo desenvolvimento para o intelecto."
(Excerto do Prólogo)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
10€

17 março, 2022

MARTINS, A. Santos - DE COIMBRA A CHERINGOMA
. [Coimbra], [Edição do Autor com o patrocínio de Feira Permanente do Livro], 2006. In-8.º (21,5 cm) de 109, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Memórias do tempo passado em Moçambique - onde o autor foi colocado no início da Guerra Colonial - com partida de Coimbra. Interessante conjunto de episódios, pincelados com notas históricas sobre a gesta portuguesa em África.
"Depois de passarmos ao largo do 'rio do Infante', da celebrada navegação de Bartolomeu Dias - aquela que, pela primeira vez, em 1487/88, ligou o Atlântico e o índico - a nossa viagem prosseguiu pela Costa do Natal - outro nome que ficou desde Vasco da Gama e da Viagem de Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia (1497/98). Em meados de Dezembro, o transporte de tropas escalava finalmente o porto da cidade de Lourenço Marques, que em poucas décadas fora transformado num dos mais importantes do Continente Negro (como outros portos de Moçambique).
Não longe do cais de acostagem, num bar de uma das 'ruas da perdição' - e não a Rua Araújo dos 'dancings', mas a Rua... Salazar -, umas morenas ofereceram-nos, a mim e ao 'China' (que também é de Coimbra), alguns copos de cerveja que mandaram 'meter na conta' de uns embarcadiços nórdicos muito loiros e já àquela hora da tarde muito bêbados."
(Excerto de As generosas mulatas das 'ruas da perdição')
Armando dos Santos Martins (n. 1944). Natural de Coimbra. "Depois dos seus estudos como Aluno Salesiano, Armando dos Santos Martins ingressou na Força Aérea Portuguesa e partiu para Moçambique em Dezembro de 1963, integrado, como voluntário, nas forças expedicionárias que foram combater a subversão armada naquela antiga Província portuguesa do Índico. Já como profissional da Imprensa («Notícias») e Rádio (foi director do ER de Tete do RCM)), em Moçambique, actuou várias vezes como Correspondente de Guerra (tem muitas reportagens publicadas no «Notícias»), cobrindo acções militares com tropas especiais nos distritos flagelados pelo conflito armado (Cabo Delgado, Niassa e Tete). Regressou a Portugal em 1976 e, nesse ano, trabalhou como redactor no 'Diário de Coimbra'.
A Capital do Mondego está sempre presente nos seus livros, mesmo nos que tratam das Descobertas e Expansão.
É autor de numerosos trabalhos e já no século XXI editou, entre outros, os livros «História da Casa do Minho» (dois volumes); «Sofala - O Primeiro Templo da Igreja Católica na África Oriental»; «De Coimbra a Cheringoma»; «Beira Púngoè - Salazar enfrentou aqui os Ingleses à mão armada»; «Cabora Bassa - A Última Epopeia».
Fundou em Moçambique o primeiro Jornal que houve ao longo do rio Zambeze («Leão do Zambeze»), editado na cidade de Tete."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
20€

25 outubro, 2021

MIGUEL, Ruy - "CONGRESSO DO
FRANJINHAS". Encontro Político de Julho de 1973. Prefácio de Paulo Vallada
. Lisboa, Nova Arrancada, 1999. In-4.º (23 cm) de 88, [8] p. ; B.
1.ª edição.
Importante documento político pré-25 de Abril. Aproveitando a abertura da "Primavera Marcelista", foi organizado um encontro para discutir as grandes questões nacionais, com especial relevância para a Guerra do Ultramar. Inclui a lista dos participantes mais conhecido nas reuniões, alguns, políticos ainda no activo.
"Promovido por personalidades afectas à "Ala Liberal" de então, realizou-se em Lisboa, em Julho de 1973, um "Encontro Político" em que participou um leque muito diversificado de gente conotada com várias correntes da Oposição.
O facto do Encontro se ter realizado num edifício conhecido vulgarmente por "Franjinhas", levou a que tal reunião passasse à História, pelo menos entre os jornalistas, como "Congresso dos Franjinhas" [...]
Importa finalmente salientar que os textos de análise e as propostas de reflexão, discutidos no Encontro, nunca foram publicados na íntegra, mantendo-se pois desconhecidos, até hoje, da generalidade dos portugueses."
(Excerto retirado da contracapa)
"Este livro, fundamentalmente um relato jornalístico de um acontecimento político é, também, um registo ao dispôr de quem o quiser consultar, como documento de uma história recente.
A sua importância resulta não só do que foi dito na ocasião, as posições por vezes divergentes dos participantes, das conclusões que se podem extrair sem que tenha havido conclusões, mas do facto de ter acontecido menos de um ano antes do 25 de Abril.
Não pode deixar de ser significativo que, algumas das posições, assumidas no contexto do encontro, se tenham mostrado justas face aos catastróficos acontecimentos resultantes de uma revolução que não teve em conta, não apenas as razões da História mas, também, vidas e bens de milhares de portugueses que viviam no Ultramar.
O que então foi dito, avisadamente, foi esquecido, de imediato, após a queda do Governo e a "restauração" da democracia.
No cenário político internacional de então, a União Soviética ainda dava cartas, gizava com os Estados Unidos áreas de influência, minava os alicerces do último bastião verdadeiramente anticomunista da Europa Ocidental. [...]
Vinte e seis anos depois dos acontecimentos relatados neste livro pelo repórter que os acompanhou, eles constituem um documento que não pode ser ignorado, que não pode ser esquecido."
(Excerto do preâmbulo - Razão de ser)
"O "Encontro Político" ou "Congresso do Franjinhas", como na altura lhe chamaram, parece ter caído no esquecimento. No entanto, ele foi e é importante para se poder avaliar o estado do regime, em Portugal, em 1973.
Durante dois dias, a 28 e 29 de Julho daquele ano, os participantes no Encontro Político, organizado pela chamada "ala liberal" na Assembleia Nacional, discutiram livremente a situação do País, então governado por Marcello Caetano.
Era a abertura do Presidente do Conselho  reformas políticas do Estado Novo; era o princípio do fim do regime, com a oposição a ganhar terreno.
Como pano de fundo dos trabalhos, a guerra que desde 1961 se travava no Ultramar, por muitos designada como "guerra colonial", que teve da parte de alguns participantes um tratamento muito cauteloso quanto às consequências futuras do seu termo, se não fossem tomadas determinadas medidas.
O futuro veio demonstrara quem tinha razão."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Prefácio. | Razão de ser.| Introdução. | Sessão de Abertura. | Programa do Encontro. | Nova Economia. | Propostas de reflexão. | Discussão sobre o primeiro tema. | Nova política social. | Propostas de reflexão. | Discussão sobre o segundo tema. | Nova vida administrativa. | Propostas de reflexão. | Discussão sobre o terceiro tema. | Nova vida política. | Propostas de reflexão. | Discussão sobre o tema Nova Vida Política. | Primeira Proposta. |  Segunda Proposta. | Conferência de Imprensa.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
15€

20 setembro, 2021

BOSGRA, Dr. S. J. & KRIMPEN, C. van - PORTUGAL E A NATO
. Amsterdão, Angola Comité Klarenburg 253, [1971]. In-8.º (14 cm) de 81, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição portuguesa.
Relatório de um comité holandês antagónico aos interesses portugueses em África - e de cooperação com os movimentos revolucionários. Trabalho crítico do favorecimento político da NATO a Portugal, e dos diversos actores da cena internacional, integrantes da mesma aliança, que apoiaram o esforço de guerra português.
Na capa: Fiat G-91 português.
Razão de ser desta publicação: "Esta é uma publicação do "Angola Comité" na Holanda. Este Comité foi fundado em 1961 para, da parte dos holandeses, se dar apoio moral, financeiro e político aos movimentos de libertação em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, e também à Oposição dentro de Portugal, e além disso, para dar ao povo holandês informação sobre a luta de libertação das colónias portuguesas."
Livro ilustrado ao longo do texto, e em página inteira, com fotogravuras de material bélico utilizado pelos portugueses - incluindo a força aérea e naval -, bem como reprodução de propaganda a armamento estrangeiro em revistas militares portuguesas. Destaque ainda para uma foto aérea de um ataque punitivo sobre os Dembos, e outra da visita do PR Américo Tomás a uma base da Força Aérea em Angola equipada com helicópteros «Alouette» (1963).
"Portugal sustenta uma guerra colonial nas suas colónias africanas Angola, Guiné e Moçambique. Muita gente é de opinião que Portugal, sendo um dos países mais pobres da Europa Ocidental, não pode sustentar esta guerra completamente sozinho, e que a NATO aí tem jogado um papel.
Até agora nunca foi feita uma investigação pormenorizada das relações entre Portugal e a NATO.
Este relatório baseia-se em publicações militares, estudos científicos e notícias da imprensa. As fontes de informação usadas nesta publicação, foram quase todas de países da NATO e muitas também de revistas militares portuguesas.
Foi feito um pormenorizado resumo do equipamento usado pelas forças armadas portuguesas, incluindo marcas, números, datas de entregas e países de origem. Foi-se mais além no que respeita o aspecto político e legal da ajuda militar dos quadros mais importantes fornecedores de Portugal.
Além disso, delineou-se até que grau este material é usado na guerra colonial."
(Prefácio)
Matérias:
Prefácio. | Citações. | A NATO e Portugal. | A força aérea. | A marinha. | O exército. | Os Estados Unidos. | A Alemanha ocidental. | A França. | A Grã-Bretanha. |  A direcção da Nato. | Conclusão.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na Biblioteca Nacional (BNP).
Indisponível

28 fevereiro, 2017

MOREIRA, Adriano - EM NOME DAS VÍTIMAS. Discurso proferido pelo Senhor Ministro do Ultramar, Prof. Dr. Adriano Moreira, na Sessão do Conselho Legislativo de Angola efectuada em 2 de Maio de 1961. Lisboa, [s.n. - imp. Bertrand (Irmãos), Lda., Lisboa], 1961. In-4.º (23,5cm) de 16 p. ; B.
1.ª edição.
"Escolhi esta terra de Angola para dirigir à Nação as palavras que anunciei sobre alguns dos problemas do Ultramar, porque é nesta terra mártir onde hoje se decide o próprio destino de Portugal. Pensei que seria assim mais evidente para todos os povos, quero dizer, para os que nos atacam, para os que nos abandonam e para os que nos acompanham, que a determinação nacional de defender uma concepção de vida que a todos eles tem prestado apenas serviços não será enfraquecida pelo ataque de que estamos sendo vítimas. Esta foi uma terra, apenas uma entre terras sem conta, que os Portugueses arrancaram à ignorância da história para o serviço de toda a humanidade. Aqui estabelecemos a paz entre os homens, e uma só luta, que era a de tornar possível a cada um, sem distinção de cor ou religião, alcançar a dignidade de vida que é direito de todos."
(excerto do discurso)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Ex-libris de José Neves águas no verso da f. rosto.
Invulgar.
10€

17 dezembro, 2016

MATOS, Fernando - ALOCUÇÃO EM LOUVOR DO SOLDADO PORTUGUÊS : «O Melhor Soldado do Mundo». [S.l.], Tip. do Hospital do Conde de Ferreira, Setembro, 1966. In-4.º (23cm) de 15, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Esta alocução foi feita no Dia de Portugal de 1966, na Praça do Município do Porto, perante as forças da I Região Militar, em parada, com o seu Comandante Interino, Sr. Brigadeiro Oliveira e Sousa (...).
Discurso patriota de legitimação da presença portuguesa em África, no contexto da Guerra Colonial.
"Os impérios conquistam-se com o entusiasmo e perdem-se com a indiferença. [...]
Ora, isso não acontece nem acontecerá com Portugal.
Mais uma vez somos o escândalo do mundo. Do mundo céptico, perverso, desvirilizado. Mas somos também a estupefacção e admiração dos espíritos lúcidos e não decadentes de todas as nações. [...]
E como temos uma missão a cumprir e não uma exploração a fazer nós ficamos e os outros fugiram.
A diferença é fácil de estabelecer. É a diferença entre o legítimo dono e o cigano.
O dono ama a Terra e as gentes com quem lida e, por isso, permanece, mesmo que seja assaltado. O cigano explora o que pode e, quando acossado, afasta-se com a maior indiferença.
Soldados de Portugal:
Aludi à austeridade quase discreta, com que a Nação consagra os seus heróis
Ao predomínio da sensibilidade, que tanto nos caracteriza, acrescenta-se a dor e o luto que sempre acompanham as nossas façanhas.
A história nacional tem tanto de épica como de trágica.
A nossa geração tem nos seus alicerces vinte camadas de mortos, desde os cavaleiros de D. Afonso Henriques."
(excerto do discurso)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas apresentam manchas por acção da luz.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
10€

24 outubro, 2016

APONTAMENTOS SOBRE TRANSMISSÕES (essencialmente destinados a operadores das P. U.) - MINISTÉRIO DO EXÉRCITO. Lisboa, Direcção da Arma de Transmissões : Ministério do Exército, 1966. In-8.º (18,5cm) de 118 p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Manual publicado durante a Guerra do Ultramar para utilização das tropas no terreno. Ilustrado com desenhos esquemáticos no texto. Inclui o Alfabeto Fonético.
"A finalidade do combate é a derrota do inimigo; para atingir essa finalidade é indispensável a cooperação de todos, desde o soldado ao general e de todas as tropas, desde as pequenas formações aos grandes conjuntos.
Para que esta cooperação se realize é necessário que os vários elementos possam comunicar, à distância, uns com os outros que são necessárias as TRANSMISSÕES. [...]
As Transmissões são fundamentais para a condução da guerra, delas não se podendo prescindir em qualquer escalão, pois todos têm necessidade de comunicar para os seus superiores o que se passa a seu respeito e dos mesmos têm de receber ordens e indicações para a sua actuação, a bem da missão comum."
(excerto do Cap. I, Generalidades, Necessidade e importância das Transmissões)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
15€

16 setembro, 2016

SOUTO, António Maria de Figueiredo Meyrelles do - CONSELHOS AOS SOLDADOS : para conservar a saúde em África. Região Militar de Moçambique. Lourenço Marques, Tipografia Minerva Central, 1962. In-8.º (18cm) de 61, [3] p.
1.ª edição.
Ilustrada com desenhos exemplificativos nas páginas do texto.
"A chegada sucessiva de efectivos militares à Província, rapazes novos, inexperientes das condições mesológicas do Ultramar, fez surgir a ideia benemérita de lhes dar alguns conselhos, orientando-os no modo de os não deixar sucumbir perante os perigos sanitários que aqui os rodeiam."
(excerto da apresentação)
"Estes apontamentos, que não têm pretensões de alardear ciência, não foram feitos para instruir enfermeiros e muito menos para médicos.
Antes, pelo contrário, são para uso das tropas, tendo em vista as de menor graduação, aquelas menos conhecedoras destes assuntos, a fim de as auxiliar a manterem a saúde, dinamismo e boa disposição.
Em casos urgentes poderão, também, orientá-las na prestação de primeiros socorros aos camaradas ou a si próprios.
Soldado! Cuida deste livro, trata-o bem, lê-o várias vezes, procura sabê-lo bem, compreendê-lo e faz por aplicar os ensinamentos nele contidos, pois assim manterás boa saúde de corpo e espírito e serás útil à Pátria, que juraste defender.
Não te esqueças que este livro foi feito para ti!"
(prefácio)
Índice:
Apresentação. Prefácio. I - Noções de Higiene. II - Doenças mais frequentes em África: 1. Parasitoses: A) Intestinais - Sua profilaxia; B) Não intestinais. 2. Micoses. 3. Venéreas. 4. Infecciosas. III - Acidentes Provocados: A) Pela luz; B) Pelo calor - Seu tratamento; C) Por animais: 1. Mordeduras de cobras; 2. Picadas de lacraus e abelhas; 3. Picadas de insectos. 4. Peixes e alforrecas. IV - Cuidados com a Água. V - Primeiros Socorros: 1. Acidentes na via pública; 2. Perda de sentidos; 3. Hemorragia; 4. Asfixia; 5. Afogamento; 6. Electrocução; 7. Respiração artificial; 8. Feridas; 9. Contusões; 10. Fracturas; 11. Entorses - Luxações; 12. Incêndio; 13. Queimaduras; 14. Levantamento de feridos; 15. Transporte de feridos; 16. Alcoolismo; 17. Envenenamentos. Nota Final.
Exemplar sem capas em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

15 abril, 2016

PIRES, António - A ULTIMA VIAGEM : o êxodo dos brancos de Angola. Romance. Lisboa, Livraria Popular de Francisco Ferreira, [1975]. In-8.º (20,5cm) de [2], 326, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Romance verídico, nas palavras do autor, sobre o regresso a Portugal dos retornados, nome por que ficariam conhecidos os cerca de 600 mil portugueses que regressaram ao país após a revolução de 1974, na sequência do processo de descolonização.
"Não sei como classificarão os críticos literários as trezentas páginas que o leitor tem diante de si - se romance, se novela, ou qualquer outra coisa.
Para mim é apenas um depoimento, englobando um certo número de episódios e histórias verdadeiras e em que apenas os nomes dos personagens foram alterados.
Não pretendo que esta obra seja um requisitório contra ninguém: - nem contra os que durante anos e anos saquearam Angola e exploraram os angolanos, nem contra os que violentamente e sem distinções se levantaram de armas na mão contra esse saque e essa exploração, confundindo generalizadamente o justo e o inocente com o pecador.
A trama romanesca da obra consiste apenas em conduzir todos os fios desta meada de episódios verídicos e histórias reais para um determinado momento histórico e numa mesma situação de dramática emergência."
(excerto da advertência)
"O sol caía a pino no empedrado de granito do cais, sobre o qual se derramavam manchas gordurosas de asfalto derretido sob o calor estorricante, de mistura com óleo dos guindastes, dos monta-cargas e outros engenhos, e ainda dos camiões a gasóleo que, a todo o momento continuavam convergindo para o cais norte do porto de Luanda, onde o «Príncipe Perfeito» já desde há doze longos dias se encontrava atracado."
(excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€