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11 setembro, 2026

ALAIO, P. Manuel C. & TORRES, P. João de C. de Lima - ECOS DO SANTUÁRIO.
Colecção de motetes e cânticos religiosos a uma e duas vozes iguais com acompanhamento de orgão ou harmónio. 2.ª edição revista e ampliada. [S.l.], Depositários: Em Barcelos: «Anais» das F. M. de Maria. - Colegio do Menino Deus. Em Braga: Gualdino Correia & Comp.ª - Rua do Souto, 17, Edição do Autor, 1951. In-4.º (26,5x20,5 cm) de 169, [3] p. ; il. ; B.
Interessante compêndio de música religiosa. Trata-se da segunda edição deste álbum de composições sacras - preferível à primeira - porque consideravelmente aumentada.
Edição impressa em papel encorpado, toda ilustrada com partituras de motetes, cânticos, marchas, hinos, orações, etc.
Inclui em suplemento, entre outras, partituras relacionadas com Fátima: Romagem das J. C. à Cova da Iria, Carrilhão de Fátima, Avè de Fátima (popular), Sobre os braços da Azinheira, Marcha da Juv. Agrária Católica, Adeus á Virgem Maria.
Obra invulgar, com interesse para a bibliografia religiosa, Mariana e de Fátima, não mencionada na BNP (qualquer das edições).
Índice:
I. Parte - Motetes em Latim II. Parte - Cânticos em Português. | Suplemento.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Assinatura de posse na f. rosto.
Manuel de Carvalho Alaio (1888-1973). "Nasceu em Fão, Esposende, a 07 de dezembro de 1888 e morreu em Fão, a 17 de maio de 1973. Foi padre, professor, compositor e regente de coros, desenvolveu uma intensa actividade em Braga ao longo do primeiro terço do séc. XX: enquanto compositor de música religiosa,. pedagogo e regente."
(Fonte: https://www.meloteca.com/portfolio-item/manuel-de-carvalho-alaio/)
João Cândido de Lima Torres (1888-1968). "O compositor relojoeiro". Compositor de reconhecido mérito, o P. João Cândido de Lima Torres foi um estudioso da música sacra e um excelente organista, e até organeiro, mas foi ainda um excelente estudioso de relógios musicais. Foi um notável relojoeiro, autodidacta, construtor de relógios de torre, bem mais económicos do que os importados; segundo projecto seu, foram produzidos vários os relógios de torre pela firma Lusofaber, depois instalados em paróquias do Norte de Portugal."
(Fonte: https://jorgealvesbarbosa.pt/2025/08/20/joao-candido-de-lima-torres-1888-1968-o-compositor-relojoeiro/)
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
45€

07 fevereiro, 2026

CANTARES DE PORTUGAL. Música de Estefânia Cabreira - Letra de Oliveira Cabral - Ilustrações de Carlos Carneiro. Porto, Editorial Domingos Barreira, [1939]. In-8.º (21,5x15 cm) de 81, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante repositório de cantigas populares portuguesas, de teor patriótico umas - «Por Deus e pela Pátria», de raiz folclórico as outras - «Modas Populares».
Livro dedicado "Às crianças de Portugal, para que em suas almas germinem, cresçam e floresçam as crenças e o patriotismo dos nossos gloriosos antepassados."
Bonita peça de cultura musical, propaganda do regime do Estado Novo, ilustrada com belíssimos desenhos de Carlos Carneiro (1900-1971), conhecido pintor, natural do Porto.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas ligeiramente oxidadas, com pequena falha (arredondada) no revestimento da capa frontal, à cabeça.
Invulgar.
15€

26 abril, 2024

MARTINS, António Carvalho & MARTINS, Ana Filipa Carvalho -
BANDAS FILARMÓNICAS. Inserção Histórico-Sociológica e Cultural. Registo de Ecologia Humana. Coimbra, Município de Pedrogão Grande, 2006. In-8.º (21x15 cm) de [4], 124, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante trabalho de recolha histórico-etnográfica sobre as filarmónicas, importantes veículos de convívio e cultura, cuja implantação se verifica sobretudo na província.
Tiragem limitada a 500 exemplares.
"O estudo que se dá agora à estampa é, desde logo, uma forma de reconhecer - e disso dar expressão - que o "movimento filarmónico" se configura como um projecto artístico particularmente abrangente do território nacional, configurando as bandas filarmónicas autênticas escolas de cultura e cidadania. [...]
é, de igual, uma mirada prospectiva sobre a natureza e conteúdo da ecologia humana em vertente de análise de áreas sócio-culturais (não longe da posição da Escola Sociológica Urbana). Isto porque - mesmo na expressão sinóptica, fragmentária e localista que apresenta - não deixa de se tratar de estudo de binária expressão, teorética e dogmática, que encontra campo de cultura privilegiado no âmbito da ecologia humana, o mesmo é dizer no ramo da ciência que trata das relações recíprocas entre o homem e o meio, dizendo mesmo, também, que se ocupa dos aspectos especiais das relações simbióticas dos seres humanos e das instituições humanas."
(Excerto de Pródomo)
Índice:
1 - Pródomo. 2 Dedicatória. 3 - Em Jeito de Prefácio. 4 - Uma Introdução. 5 - O Fenómeno. 6 - Inserção Histórico-Sociológica e Cultural. 7 - Referência Localista e Elementos Obsidiantes. 8 - Conclusões. 9 - Bibliografia.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e sociológico.
25€

10 fevereiro, 2022

HERMÍNIA SILVA - ÁLBUM DA CANÇÃO : dedicado aos ídolos da canção.
Revista Mensal - N.º 23 - 1 de Janeiro de 1965 - Ano II. Director - Mário de Aguiar
. Lisboa, Aguiar e Dias, 1965. In-4.º (24 cm) de 31, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Número da revista Álbum da Canção consagrado à castiça Hermínia Silva.
Interessante subsídio histórico e biográfico, profusamente ilustrado com fotografias no texto, que inclui entrevista à conhecida fadista.
"As luzes diminuem de intensidade. O enorme espaço aberto diante dos nossos olhos escurece totalmente. Um silêncio profundo, só quebrado aqui e ali, por um tossicar nervoso, torna-se pesado. Quase se poderia tocar. Depois, lentamente, soam os lamentos doloridos arrancados às cordas de uma guitarra que canta, que ri, que chora. Sobretudo que chora, que se queixa. É o fado!
Os gemidos da guitarra tornam-se mais fortes, mais arrastados. Depois, quase sem darmos por isso, voltam a soar mais débeis, decrescem, tornam-se num murmúrio, sem que, no entanto, percam a sua dolência, a melancolia da guitarra. É o fado!
A voz soa mais forte. Os seus requebros arrastados põem nos corações dos que a escutam um véu de tristeza. Os corpos arrepiam-se à medida que são desfiadas as contas de um rosário de desgraças, a cada uma das quais, a voz se tona mais magoada, mais triste, mais chorosa. Aquela é a voz do fado. Aquela é, com certeza a voz de uma verdadeira fadista...
Um foco de luz ilumina uma figura de mulher, toda de negro vestida e eis que os nossos olhos a identificam: é Hermínia Silva, a verdadeira imagem do fado!"
(Nota de abertura)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
15€

05 janeiro, 2022

JOÃO DOMINGOS BOMTEMPO : 1775-1842.
Coordenação de João Pedro d'Alvarenga
. Lisboa, Presidência do Conselho de Ministros : Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, 1993. In-4.º (24cm) de 271, [1] p. ; [40] p. il. ; [4] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Catálogo biográfico comemorativo do 150.º aniversário da morte do compositor português João Domingos Bomtempo, organizado com material da secção de música da Biblioteca Nacional, com textos, catalogação e índices do coordenador da obra.
Ilustrado no texto e em separado com retratos do compositor, portadas de algumas das suas obras impressas, autógrafos, fac-símiles de manuscritos, partituras, etc.
"O Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro não quis deixar passar a data dos 150 anos decorridos sobre a morte de João Domingos Bomtempo, talvez o mais importante compositor e pianista português do século XIX. [...]
Pouco conhecido do grande público, Bomtempo merece ser divulgado, para que não se verifique no nosso tempo aquilo que foi na verdade durante a sua vida: embora o seu valor fosse reconhecido em Portugal, pelas circunstâncias políticas, tanto no período que se seguiu às Invasões Francesas como durante as lutas liberais, foi sobretudo em Paris e Londres que o compositor se viu justamente aplaudido e também como intérprete."
(Excerto da Apresentação)
Sumário:
Apresentação: João Domingos Bomtempo e o Conservatório de Lisboa, por Maria José de La Fuente.
Catálogo, por João Pedro d'Alvarenga: - Abreviaturas e sinais. - Siglas: 1. Bibliotecas, Arquivos e outras instituições. 2. Referências bibliográficas. - Introdução. - Cronologia de João Domingos Bomtempo. - Classificação das obras de João Domingos Bomtempo: I. Manuscritos: 1) Obras de João Domingos Bomtempo. 2) Obras espúrias e duvidosas. 3) Documentos. II. Impressos: A) Obras de João Domingos Bomtempo: A.1) Edições oitocentistas. A.2) Facsimiles. A.3) Edições modernas. 2) Libretos. 3) Bibliografia. III. Iconografia: 1) Gravuras. 2) Pinturas. IV. Discografia.
Índices: 1. Obras de João Domingos Bomtempo por títulos uniformes. 2. Marcas de posse. 3. Tipos de papel por filigranas encontradas nas partituras e nos materiais manuscritos.
Apêndice: João Domingos Bomtempo: Estudo para piano em Dó Maior, B65 revisão e nota crítica por João Pedro d'Alvarenga.
João Domingos Bomtempo (1775-1842). "Pianista e compositor de música muito afamado, que se tornou conhecido no estrangeiro, sendo calorosamente aplaudido em Paris e em Londres. Nasceu em Lisboa a 28 de dezembro de 1775, faleceu na mesma cidade a 18 de agosto de 1842. Era filho de Francisco Saverio Buontempo, um dos músicos italianos que vieram a Portugal para o serviço do rei D. José, e que a exemplo de muitos dos seus patrícios aportuguesou o nome, passando a chamar-se Francisco Xavier Bomtempo. Sua mãe chamava-se Mariana da Silva Bomtempo, natural de Lisboa. 
Dedicando-se à música desde a infância sob a direcção paterna, aprendeu a tocar oboé, instrumento em que seu pai era especialista, sendo o primeiro oboé da orquestra real; ao mesmo tempo estudava piano e contraponto com os mestres do Seminário Patriarcal. Ainda não contava catorze anos completos, quando foi admitido na irmandade de Santa Cecília, a 9 de julho de 1789, classificado como cantor da Bemposta. Seu pai faleceu em 1795, deixando numerosa família em más circunstâncias, e João Domingos Bomtempo, que já tinha vinte anos, foi nomeado para o lugar de seu pai na orquestra real, com o encargo de sustentar mãe e irmãs, porque os irmãos todos encontraram colocação. Desejando aperfeiçoar-se na arte a que se dedicara, resolveu ir estudar fora do reino, influído com o exemplo de Marcos de Portugal, que estava então na Itália. Em 1801, estando o país mais sossegado das agitações políticas pelo tratado de paz assinado em Badajoz entre Portugal, Espanha e França, saiu de Lisboa, em direcção a Paris, levando apenas consigo duas peças de ouro e uma carta de recomendação escrita pelo barão de Sobral, Geraldo Venceslau Braamcamp. Nessa época existia em Paris uma numerosa colónia portuguesa em que se encontravam alguns emigrados políticos, entre os quais se contava o poeta Francisco Manuel do Nascimento, Filinto Elísio. Era justamente a época em que o consulado de Bonaparte sucedera ao directório republicano, época de reconstituição social, favorável aos artistas, que se viam festejados nos salões parisienses, onde se reuniam aristocratas e burgueses, esquecendo passados ódios e entregues à cultura do espírito. Com tais qualidades, um artista de natural vocação, estudioso e hábil, dedilhando ao piano com facilidade, não podia deixar de ser bem acolhido no meio social em que se encontrava. Em 1802 chegou a Paris o criador da moderna escola de piano, Macio Clementi, acompanhado do seu discípulo John Field. A impressão causada pelo novo estilo daquele professor foi imensa, e Bomtempo decerto observou e estudou com a maior atenção os processos desse estilo, porque se identificou com ele adquirindo-o duma forma completa e perfeita. A primeira composição que publicou, foi uma sonata dedicada a D. Carlota Joaquina, mulher do príncipe regente D. João, depois D. João VI. Existe na biblioteca da Ajuda, e tem o seguinte titulo: Grande Sonate pour le Piano Forte, composée et dediée à Son Altesse Royale Ia Princesas de Portugal, par J. D. Bomtempo." (Fonte: http://www.arqnet.pt/dicionario/bomtempojd.html)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
35€

13 outubro, 2021

GRACIAS, Bernardino - MÚSICA INDU
. Lisboa, [s.n. - "Tipografia Universal", Lisboa], 1917. In-4.º (25 cm) de 43, [1] p. ; il. ; B. Separata do Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa - Julho a Setembro de 1917
1.ª edição independente.
Raro e interessante ensaio sobre a música hindu.
Opúsculo ilustrado ao longo do texto com escalas e partituras.
No estudo das civilizações antigas ocupa sem dúvida um lugar importante a história dos indus, povos áricos, de grandes ideas filosóficas e religiosas, que, levado pelo instinto de migração, deixaram a sua sede primitiva, em busca duma nova pátria, a Índia, emquanto outros da mesma família davam origem aos povos irânicos, e outros ainda atravessaram o Cáucaso, ocuparam a Ásia Menor e se espalharam pela Europa. [...]
Desde então os estudos de orientalismo tem apaixonado os sábios de quási todas as nações: ingleses, franceses, alemães, americanos, etc., e até os próprios indus, procurando cada qual contribuir com a sua quota para  publicação dos textos antigos ou védicos ou sânscritos, sua tradução, interpretação, comentário, a fim de, por todos os meios, se esclarecer, elucidar e refazer - digamos assim - a história da civilização dos indus, sob os seus múltiplos aspectos.
Um dêsses aspectos - a música - excitou a nossa curiosidade e chamou a nossa atenção, pelo importância capital que ela tem na literatura indo-árica, em íntima conexão com a poesia, género literário tão predilecto e e dominante entre os indus. [...]
O estudo da música indiana é particularmente interessante na sua feição religiosa, pois, unindo-se íntimamente à poesia mística dos Vedas, tornou-se um instrumento precioso na vulgarização dos hinos védicos, cantados por munis e jogues, que foram sempre os mais hábeis músicos da Índia."
(Excerto de Considerações gerais)
Matérias:
Considerações gerias. | Sistema da música indu. | Victoria Samrajyan. Tradução. | Ragas e Ráginis. | Bháirava. | Málava. | Xriraga. | Híndola. | Dipaca. | Megha. | O cancioneiro indiano. | Instrumentos de música: - Sarangi, sarodá, chikará. - Tamburá. - Xitára. - Rubad. - Viná. - Mridang, dholki, tubla. - Dapha, dháyara. - Munjira, curtar, jhang. - Bansuli ou bunsi. - Xinga. - Tuturi. - Karna. - Holar cha sonai. - Pungui.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Selo de biblioteca na capa.
Raro.
15€

02 março, 2021

CARVALHO, Ruben de - AS MÚSICAS DO FADO.
[Prefácio de Rui Vieira Nery]
. Porto, Campo das Letras, 1994 [aliás, Lisboa, A Bela e o Monstro, 2016]. In-8.º (20,5 cm) de [8], 135, [1] p. ; B. Colecção Campo da Música - I
Edição fac-símile da 1.ª edição de Dezembro de 1994.
Importante ensaio histórico sobre o Fado.
"A carreira política de Ruben de Carvalho levou-o, através da Câmara Municipal de Lisboa, a participar activamente no Lisboa ’94 - Cidade Europeia da Cultura. Para as comemorações, o autor preparou um caderno e um CD (que nunca viria a sair) que dissertavam sobre o Fado, a sua génese, e os autores que ajudaram a elevar o estilo musical a património, como Alfredo Marceneiro e Amália Rodrigues. O livro Músicas do Fado é precisamente este caderno de 1994 e, além do já referido trabalho de investigação, age como uma defesa do Fado aos ataques da esquerda que conotava o estilo musical como um instrumento do Estado Novo."
.............................
"Durante muitos anos a literatura sobre o Fado assumiu uma dimensão sobretudo polémica: era a favor do Fado ou contra o Fado. Nos últimos anos, com o próprio desenvolvimento das Ciências Humanas em Portugal, a questão tem vindo a ser abordada de forma mais objectiva, mas não despida, felizmente, do debate a que a investigação não pode ser alheia.
"As Músicas do Fado", aceitando diversos aspectos hoje dados como razoavelmente adquiridos - a origem brasileira de um fenómeno musical antecessor do Fado, as suas raízes em Lisboa, cidade portuária e historicamente ponto de intenso cruzamento cultural - propõe essencialmente a consideração da evolução do fenómeno em três épocas (no Brasil, até ao regresso da Corte em 1823, em Lisboa entre essa época e os anos 20 e daí até ao presente). Simultaneamente defende uma contemporaneidade do do Fado, que se constitui, enquanto género musical estruturado, no quadro da formação da cultura urbana contemporânea, mesclando as influências musicais e culturas anteriores com as mutações tecnológicas que alteraram o campo da criação artística e do espectáculo: o disco, a rádio, o cinema, a organização profissional, etc."
(Sinopse retirada da contracapa)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

20 outubro, 2020

VARELLA, Reynaldo - NOVO E APERFEIÇOADO METHODO PARA APRENDER A TOCAR GUITARRA PORTUGUEZA.
Sem auxilio de professor. Original de... Este livro além das explicações precisas, contém grande numero de peças recreativas principalmente Fados e Canções
. [Lisboa], Armazem de Instrumentos Musicos de Viuva Rangel, Maia, L.ᴰᴬ, 1924. In-4.º (27,5 cm) de 46 p. ; B.
1.ª edição.
"Este meu compendio é dedicado aos amadores na nossa Guitarra tão genuinamente portugueza, e, principalmente, aos cultivadores da nossa Canção Nacional, que pelo meu processo de algarismos tão claro e de facil compreensão, ppoderão aprender a tocar e a acompanhar os nossos mais belos fadinhos.
Explicarei este meu sistêma em duas afinações: na do Fado propriamente dita e na Natural (afinação mais antiga e primitiva), mas menos propria para a nossa Canção Nacional."
(Prefacio)
"A Guitarra compõe-se de caixa harmonica ou caixa de ressonancia, ladeado por ilhargas da mesma madeira do tampo inferior, e que fazem junção com o tampo superior, que pode ser de casquinha ou pinho de Veneza, envernizado a branco. No tampo superior ha um buraco, geralmente redondo que serve para reflectir o som. Sobre esse mesmo tampo pouza um cavalete, de madeira, osso ou marfim, sobre o qual passam as doze cordas, divididas em seis cordas duplas e que partindo d'um atadilho de metal, prêzo no centro das ilhargas, vão encaixar-se nos doze parafuzos do leque, tambem de metal, situado na extremidade do braço. [...]
O discipulo deve collocar a mão direita um pouco inclinada e pouzando o dedo minimo sobre o tampo superior, ficando os outros dedos livres para tocar peças de musica com ou sem acórdes. Se tocam fados com as suas competentes variações, empregarão os dedos indicador e pollegar. [...]
Os dedos da mão direita, excepto o minimo, devem ter as unhas alguma coisa crescida, mas não em bico. Os dedos da mão esquerda excepto o pollegar, devem ter as unhas cortadas rentes, para poderem pizar as cordas sobre os respectivos pontos ou divisões de escala.
A palma da mão esquerda não deve ficar encostada ao braço. A posição do corpo bem direita e os pés unidos. A guitarra pouza sobre as côxas, ficando levemente inclinada para a esquerda."
(Excerto de Descripção da guitarra)
Matérias:
Prefacio. | Descripção da guitarra. | Afinação do Fado Corrido. | Fado Corrido em tom menor. | Fados com Acordes - Fado de Coimbra. | Fado da Mouraria. | O Vira de Coimbra. | Fado da Meia Noite. | Recordações da Arrabida. | Fado Portuense. | Da Afinação Natural : Peças recreativas - Fado Conde d'Anadia; Marcha Brilhante; Fado das mãos pequeninas; No Baile (Valsa).
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com vestígios antigos marginais de humidade.
Raro.
Com interesse histórico.
25€

02 outubro, 2019

FERNANDO PESSOA : O Fado e a Alma Portuguesa. Conceito e texto: Samuel Lopes. Produção executiva e selecção musical:  Rui Chen & Samuel Lopes. Ilustração: Miguel Seixas. [Lisboa], Warner Music Portugal, Lda., 2013. In-8.º (20 cm) de 57, [1] p. ; [20] p  il. ; [1] CD-ROM ; E.
1.ª edição.
Belíssima edição bilingue (português/inglês), de grande esmero e apuro gráfico, impressa em papel de superior qualidade, ilustrada a cores. Inclui CD-ROM.
“Fernando Pessoa - O Fado e a Alma Portuguesa foi editado numa versão deluxe de CD+livro com 80 páginas em português e inglês com textos que contextualizam a poesia de Fernando Pessoa, os poemas cantados nas versões originais ou adaptadas com traduções para inglês assinadas por Richard Zenith (vencedor do prémio Pessoa 2012) e Alexis Levitin (vencedor do National Endowment for the Arts Translation Fellowship e do Fulbright Senior Lecturer Award), e, ainda, informação detalhada sobre cada um dos temas incluídos no alinhamento.
Em 2013 passaram 125 anos sobre o nascimento de Fernando Pessoa. Para celebrar essa data a Warner Music Portugal com o apoio da Casa Fernando Pessoa e Museu do Fado edita uma colectânea que sob o título “Fernando Pessoa – O Fado e a Alma Portuguesa” reúne um conjunto de poemas de Pessoa que ao longo dos anos foram gravados na voz de vários fadistas e alguns inéditos. O alinhamento do disco incluirá um total de 20 temas interpretados pelas gerações que se afirmaram no fado a partir da década de 1990.
Inicialmente a escolha incidiu sobre temas já editados e conhecidos do grande público de artistas como Camané, Mariza ou Ana Moura porém atendendo à dimensão da obra, os editores decidiram fazer mais do que uma simples recolha de repertório existente, e lançaram o desafio a vários artistas com reconhecido mérito destas novas gerações a gravarem novos temas exclusivos, desafio este que foi aceite com elevado entusiasmo. Os artistas que integram temas inéditos nesta obra são: Ana Laíns, Débora Rodrigues, Mafalda Arnauth, Ana Sofia Varela, Carminho e Ricardo Ribeiro, os três últimos com composição e produção de Diogo Clemente."
(Fonte: fnac)
"Toda a poesia - e a canção é uma poesia ajudada - reflecte o que a alma não tem. Por isso a canção dos povos tristes é alegre e a canção dos povos alegres é triste.
O fado, porém, não é alegre nem triste. É um episódio de intervalo. Formou-o a alma portuguesa quando não existia e desejava tudo sem ter força para o desejar.
As almas fortes atribuem tudo ao Destino; só os fracos confiam na vontade própria, porque ela não existe.
O fado é o cansaço da alma forte, o olhar de desprezo de Portugal ao Deus em que creu e também o abandonou.
No fado os Deuses regressam legítimos e longínquos. É esse o segredo sentido da figura de El-Rei D. Sebastião.
Fernando Pessoa"
(O Fado e a Alma Portuguesa)
"O Fado e a Alma Portuguesa, escrito por Fernando Pessoa em 1929 para o Diário de Notícias, é o mote que inspirou esta obra e originou a união destes dois grandes patrimónios da cultura portuguesa e da cidade de Lisboa: A poesia de Fernando Pessoa e o Fado.
Nesta edição é feita pela primeira vez uma compilação de fados e canções integralmente com poemas do autor. Apesar da poesia de Fernando Pessoa se cantar no fado desde os anos 70 do passado século, são as gerações que têm despontado desde 1990 que mais têm interpretado  poesia homónima e heterónima do multifacetado poeta, fazendo com que actualmente seja um dos poetas mais importantes e interpretados no fado.
O disco exponencia um fado de uma Lisboa contemporânea, muitas vezes retratada na poesia de Pessoa, cujos temas continuam a ser actuais e universais. É pois com naturalidade que a selecção de artistas tenha recaído sobre as grandes vozes das mais recentes gerações do fado, incluindo um total de 20 temas dos quais 6 inéditos."
(Excerto da Apresentação)
Índice:
O Fado e a Alma Portuguesa. | Índice. | Apresentação. | O Fado em Pessoa. | Os Fados e os Artistas. | Ficha técnica.
Encadernação do editor policromada com saqueta e CD-ROM.
Exemplar em bom estado de conservação.
Esgotado.
35€

29 agosto, 2019

GUERRA, Maria Luísa - FADO : Alma de um Povo. (Origem Histórica). Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2003. In-4.º (24 cm) de 192, [8] p. ; il. ; B. Col. Temas Portugueses
1.ª edição.
Capa: reprodução do tema «Saudade» do tríptico «A Vida», de António Carneiro, óleo, 1899-1900.
Tiragem: 800 exemplares.
Importante subsídio para a história do Fado, e a sua ligação à memória colectiva nacional.
Ilustrado com a reprodução de um óleo de José Guerra - «Destino» - em página inteira.
"O presente estudo, como o título e o subtítulo claramente revelam, pretende ser uma inquirição sobre as origens históricas do Fado enquanto expressão do modo de ser português. Daí que nele se dê particular importância à substantiva relação que, segundo a autora, o fado mantém, por um lado, como mar e a condição viageira portuguesa e, por outro lado, com a saudade e a solidão.
A autora ocupa-se, igualmente, a traçar o perfil orgânico e temático do Fado e a considerar, atentamente, a sua singularidade como expressão musical, bem como os instrumentos - guitarras e violas - que, juntamente com a poesia das suas letras e a voz dos seus intérpretes, lhe dão vida e actualizam a sua essência, de criação popular, dramaticamente nostálgica e dolorida, em cujo centro estão as vicissitudes do amor, da paixão, do ciúme, da ausência à ansiedade, do desejo ao desengano."
(Retirado da contracapa)
Índice:
1 - Guitarras e violas (séculos XII-XVIII). 2 - Belém: praia de lágrimas. 3 - Mar e saudade. 4 - Mar e solidão. 5 - Mar e música. 6 - Fado. | Conclusão. | Referência dos fados citados. | Agradecimentos.
Maria Luísa Guerra, professora e ensaísta, é autora de extensa obra bibliográfica, sobretudo na área do ensino. Tem abundante colaboração dispersa por jornais e revistas nacionais e estrangeiros, havendo proferido conferências e participado em numerosos colóquios em diversos países europeus e do continente americano.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
25€

10 julho, 2019

ANTÓNIO VARIAÇÕES. The Estate of António Variações | Auction. Song Lyrics, Photographs, Clothes, Posters and Personal Items. Lisboa 12 November 2009. P4 Live Auction : online bidding. Lisboa, Auction Services, 2009. In-4.º (29,5cm) de [112] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Catálogo bilíngue (português/inglês) do espólio de António Variações, leiloado em Lisboa, no CCB, a 12 de Novembro de 2009. Livro de grande esmero e apuro gráfico, impresso em papel de superior qualidade, pejado de fotografias a p.b. e a cores do artista, dos originais manuscritos das letras das suas canções e das suas roupas e objectos pessoais.
Capa: António Variações a cantar no programa "Berros e Bocas" (18/07/1982).
"António Variações é um dos ícones maiores da música Pop portuguesa; marcou e continua a marcar diversas gerações de artistas portugueses, pela genuinidade e emoção que emprestava às suas criações.
Nascido António Joaquim Rodrigues Ribeiro, de Dezembro de 1944, perto de Braga, sempre viveu com a música. Com 12 anos vai para Lisboa onde vive e trabalha durante alguns anos, até ir para Angola, em 1965. Em 1970, parte para Londres e conforme afirma mais tarde, não retira ainda deste contacto com outro país, o pleno proveito, ao contrário do que sucede em seguida, quando viaja, primeiro para Itália, em 1973 e depois, em 1974, para a Holanda.
Já nesta altura, António se dedicava a aprender e exercer a profissão de barbeiro, como fazia questão de marcar, porque o que lhe interessava mais era o corte e não o penteado. E é também o corte que marca a sua personalidade, o corte com os preconceitos, com o que é comum e consensual. Assim, abre a Barbearia "É pró Menino e prá Menina", onde a sua imagem é notada pelas roupas invulgares, associadas à aparente serenidade do barbeiro.
Sem perder o rumo que norteava as suas ambições mais profundas de ser músico, em 1978 assina finalmente contrato com a Editora Valentim de Carvalho, mas passam 4 anos, algumas viagens mais, vários concertos e apresentações, até gravar o primeiro disco. As letras das suas músicas, com raízes na sua terra natal, contam essa viagem, "entre Braga e NY", a sua vontade de mudança, num país a mudar devagar e as suas interrogações pessoais.. Entre 1982 e 1984, grava dois singles e dois LPs, tendo o último saído nos dias anteriores à sua morte, em 13 de Junho de 1984, dia de Santo António."
(Sofia P. Trindade, Biografia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico e biográfico.
Indisponível

03 janeiro, 2019

CORREIA, António Rodrigues - ESBOÇO HISTÓRICO DA BANDA MILITAR DE VISEU. Separata da Revista «Beira Alta» : Ano X e XI - Fascículos III, IV, I, II, III e IV. [S.l.], [s.n.], 1953. In-8.º (21,5cm) de 61, [1] ; [7] f. il. ; B.
1.ª edição independente.
Interessante monografia sobre a extinta Banda Militar de Viseu.
Ilustrada em separado com fotogravuras, impressas sobre papel couché, da banda e de alguns dos seus membros mais ilustres.
Livro valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"A Banda Militar de Viseu, desaparecida desta cidade há 12 anos, depois de ter estado integrada na vida citadina durante quase um século, e por meio da qual os visienses de antanho e muitos ainda da actual geração tomaram contacto com as obras musicais dos grandes Mestres, muito contribui, certamente, para o desenvolvimento intelectual, artístico e até social da terra onde esteve aquartelada.
Muitos filhos de Viseu, graças à educação musical recebida no seio da extinta Banda do Regimento de Infantaria n.º 14, conseguiram destacar-se como artistas musicais de grande valor, alguns dos quais terão desfrutado posição social que, sem a existência da Banda nunca chegaria a atingir.
Além disto, muitas famílias que hoje adornam a linda cidade de Viriato, cujos membros são visienses de gema, ilustres alguns e dedicados todos, são descendentes de músicos que aqui ficaram para sempre, trocando a risonha Capital da Beira Alta pelo Torrão Natal, tornando-se tão visienses como os naturais, tendo dado a esta terra o melhor da sua existência e todos os seus filhos."
(Excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
Indisponível

23 novembro, 2018

AZEVEDO, José João da Silva - EXPLICAÇÕES ÁCERCA DA CITHRALIA E DO PARTIDO QUE PÓDE TIRAR-SE D'ESTE NOVO INSTRUMENTO DE CORDAS. Pelo seu organisador... Em 30 de Junho de 1867. Porto, Typographia Comercial, 1867. In-8.º (20,5 cm) de 15, [1] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Monografia sobre a cithralia, um novo instrumento musical de 7 cordas derivado da guitarra, invenção do autor. Figurou na Exposição Musical de Milão, em 1881. Ao longo do opúsculo, José Azevedo descreve o instrumento, que reputa de "mais perfeito" que a guitarra, e expõe as informações técnicas e o modo de o afinar e tocar.
Ilustrado no texto com partituras, e em separado com uma gravura da Cithralia.
"Não é para fallar dos preceitos da musica theorica e pratica, que pego na penna; porque uma e outra cousa se acha tractada no maior gráu de claresa, em a arte que o professor de musica Antonio da Silva Leite, da cidade do Porto, fez imprimir, em cuja arte as pessoas que quizerem estudar musica como o mais exacto fundamento poderão adquirir todos os conhecimentos necessarios. Pego sim d'ella unicamente para fazer algumas explicações ácerca das difficuldades que o estudo e paciencia me fizeram vencer, depois que transformei a antiga guitarra em um outro instrumento, mais perfeito, que denominei = Cithralia = É pois este instrumento derivado da antiga guitarra, de que tracta aquella arte; mas é differente na figura, na encorduadura, e na afinação."
(Excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse (sumida) na f. rosto.
Raro.
Sem registo na BNP.
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