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16 novembro, 2012

REBELLO, José Pequito – UMA PREVISÃO DOS ACONTECIMENTOS DE ESPANHA. Lisboa, [s.n. – imp. Minergráfica, Limitada], 1937. In-8º (17,5cm) de 15, [1] p. ; B.
“Desarmado quási em absoluto Portugal e entrado o mundo numa fase de violência armada, é certo que o nosso desarmamento há-de constituir uma tentação irresistível para o nosso visinho mais forte, seja êste o visinho das nossas províncias continentais ou o vizinho das nossas províncias ultramarinas. […] Dados mais dois ou três mêses para que esse governo bolchevista de Madrid, auxiliado pelo de Moscovo, reorganize pelo conhecido modelo de escravatura militarista os recursos económicos e militares herdados das épocas construtivas, estaremos então na vizinhança de um país, inimigo pelas idéas, pelas instituições, pelo seu interesse de segurança em destruir-nos; se o nosso desarmamento nesse momento for sensivelmente igual ao de hoje, é certo, matemáticamente certo, que a Espanha bolchevista se sentirá irresistivelmente tentada à nossa conquista…”
"NOTA - Dêste documento, foram, na data acima referida [19 de Março de 1936], tiradas três cópias, enviadas respectivamente ao Senhor General Carmona, ao Senhor Doutor Oliveira Salazar e ao Senhor Coronel Passos e Souza então ministro da guerra, e destinava-se, seguindo se declarava em nota apensa, «a ressalvar, na grave crise nacional que atravessamos, a responsabilidade do signatário e talvez por êle daqueles portugueses que se têm manifestado contrários desde sempre ao abandono da defeza nacional»." (excertos do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
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09 novembro, 2012

REBELLO, José Adriano Pequito – ELOGIO ACADEMICO DE SUA ALTEZA REAL D. LUIZ FILIPPE. Declamado na sessão solemne de Physica, no dia 4 de Junho de 1908. Lisboa, Typographia do Annuario Commercial, 1908. In-fólio (30cm) de 19, [5] p. ;  [1] f. ; il. ; B.
1.ª edição.
Elogio publicado poucos meses após o regicídio, dedicado “A Sua Magestade El-Rei D. Manuel II, Presidente Honorario da Academia Scientifica e Litteraria de Maria SS.ma Immaculada no Collegio de Campolide". (Collegio de Campolide, 4-5-908).
Ilustrado com um retrato de D. Luís Filipe com assinatura fac-similada, impresso sobre papel couché.
“Quatro mêses volvidos não puderam desanuviar a alma portuguesa das sombras d’essa grande dôr nacional e d’esse luto sentido, que em cerrado negrume envolveu todo o Portugal á morte sempre chorada dos seus muito amados Rei e Principe. Estes dias, que a mão gelida do tempo foi voltando como paginas do grande livro da vida sobre o calor das nossas lagrimas, não conseguiram ainda enxugá-las, nem lograram fechar em nossos corações de patriotas essa ferida aberta pelas balas regicidas; ferida de dôr profunda e de intensa vergonha; dôr profunda, pois nos arrebatou dois entes queridos; intensa vergonha, pois prostituiu a nossa historia gloriosa. Esta dôr e esta vergonha não se attenuarão facilmente em nossos espíritos; serão eternas como o nosso patriotismo.”
(excerto do texto)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
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