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18 maio, 2023

DUARTE, I. Sousa – O TRIBUTO DE SANGUE.
Manual do Processo de Recrutamento segundo a legislação em vigor. Dedicado aos Reverendos Parochos, Senhores Regedores e Chefes de Familia das Freguezias Ruraes
. Lisboa, Imprensa Nacional, 1876. In-4.º (23 cm) de 72 p. ; B.

1.ª edição.
"Se os tributos, em regra geral, parecem sempre pesados, o tributo de sangue é, sem questão, de todos eles o mais pesado e custoso no nosso paiz, tão avesso á vida militar.
Pela natureza e magnitude do sacrifício, que todos os anos a mocidade portugueza tem que fazer, cedendo a uma imperiosa e justificadíssima necessidade, devemos reconhecer, que qualquer desigualdade, qualquer injustiça, por pequena que pareça, na divisão e imposição do tributo de sangue, é sempre um crime de lesa-sociedade, é um atentado dos mais graves contra a moral e as leis.
N’outro districto conheci já, vejo ainda hoje no de Lisboa, a pequena distancia da capital do reino, em que mais pura e escrupulosa devêra correr a observância das leis, como estas são letra morta, como se sofismam e menosprezam as disposições regulamentares do recrutamento para o fim de sacrificar o pobre e isentar o rico!
Por experimencia de muitos anos sei, que essas victimas se resignam, porque ignoram os meios de prevenir a tempo o seu sacrifício. Queixam-se somente na aldeia; choram e gritam perante os seus vizinhos contra os recursos da torpeza e da prepotência. Mas não passam d’ahi; d pouco depois dão os pulsos ás algemas! Meios legaes, nenhuns empregam contra ellas, porque os desconhecem absolutamente.
É assim que o indigente, o desprotegido e ignorante, embora a lei o não chame ao assentamento de praça no exercito, lá vae algemado pagar por outro, que o rigor da lei requeria, mas que, em ludibrio a ella, as protecções e os meios ilícitos salvaram! E assim, por oito anos bem cumpridos, fica ai o inocente, gastando sob o peso das armas a porção melhor da sua vida, trocando cavilosamente por aquelle que melhor podia e devia satisfazer o tributo!
É doloroso!"
(Excerto da introdução)
Matérias:
I – Do recrutamento para o exercito. II – Principio justificativo do tributo de sangue – O exercito portuguez – Elementos que o constituem. III – Do recenseamento dos mancebos. IV – Dos mancebos excluídos do serviço militar. V – Dos que são isentos de servir no exercito. VI – Das reclamações e recursos em geral. VII – Do sorteamento dos recrutas. VIII – Da formação das listas e proclamação dos recrutas effectivos – Sua aprovação, ou rejeição, pelas juntas de revisão – Assentamento de praça – Preenchimento dos contingentes. IX – Dos refractarios e suplentes. X – Disposições geraes e penaes. XI – Modelos.
Inocêncio de Sousa Duarte (1819-1884). "Escritor. Nasceu em Porto de Mós a 28 de julho de 1819, faleceu em Lisboa a 21 de agosto de 1884. Destinando-se à vida eclesiástica, frequentou as aulas do seminário de Leiria, mas afinal resolveu seguir outra carreira, e saiu do seminário sem ter ainda tomado ordens sacras, sendo pouco depois nomeado subdelegado do procurador régio, lugar que desempenhou com tanta distinção que da presidência da Relação de Lisboa, e pelas boas informações do juiz da comarca, lhe foi mandado o diploma de advogado provisional, que por muitos anos exerceu na terra da sua naturalidade, e depois no Concelho de Mafra, onde veio a estabelecer se definitivamente. Foi vereador e presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós e de Mafra, procurador à Junta Geral do Distrito e administrador do Concelho. Vindo a Lisboa, faleceu com uma congestão cerebral". Escreveu diversas obras, sobretudo de teor jurídico.
(Fonte: www.arqnet.pt) 
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação. Contracapa apresenta falha de papel com relevo.
Raro.
Com interesse histórico.
25€

27 maio, 2022

GUERRA, Pe. Dr. Luciano - A MENSAGEM DE FÁTIMA.
Por...(Desenvolvimento dos Esquemas publicados em Folha Lucista : 1960-1961)
. [S.l.], Direcção Geral da LUCF, 1960. In-4.º (24 cm) de 56 p. ; B.
1.ª edição.
Trabalho metódico sobre o Fenómeno das Aparições e sua mensagem divina. Importante subsídio histórico, elaborado na época em que o autor - recém-licenciado em Teologia - era capelão do Santuário de Fátima.
"Apesar do que possa parecer em contrário, o autor das linhas que seguem não teve a pretensão de fazer um estudo completo acerca da Mensagem de Fátima. Nem estudo, nem sequer ensaio. O melhor nome que se poderá dar a estes temas será o de apontamentos tirados à pressa.
Segue-se, naturalmente, que há neles muita coisa por desenvolver, aperfeiçoar e, até, com certa probabilidade, corrigir.
Entretanto, poderá observar-se que houve preocupação de seriedade, sobretudo ao fundar-e nos documentos de Fátima. Para maior brevidade, resolvemos citá-los por meio de siglas. Eis a sua interpretação:
IP = Inquérito paroquial.
IO = Interrogatórios [oficiais] jurados dos Pais dos Videntes e Conterâneos.
IL = Interrogatório oficial de Lúcia de Jesus...
IE, IIE, IIIE, IVE = Cada um dos quatro escritos da Irmã Lúcia, citados pela cópia dactilogrfada. A sua enumeração segue a ordem cronológica, por que foram escritos
Todos estes documentos vêm enumerados do 1.º tema.
O método que procurámos usar foi o que nos pareceu conduzir, mais fàcilmente, ao fim que nos propusemos: mostrar como a Mensagem de Fátima se insere no nosso tempo como a segurança e o esplendor da Revelação. Assim, tentámos, embora, por motivos que se entendem fàcilmente, sem citação de fontes, dar o pensamento da Teologia para inserir nele a Mensagem de Fátima.
O bem, que estas linhas poderão fazer, depende muito das disposição de cada um. Não esqueçamos, portanto, de rezar, e rezar pelo Imaculado Coração de Maria, já que é essa a grande recomendação de Fátima."
(Esclarecimento)
Matérias:
Esclarecimento. | I - Existência e finalidade da Mensagem de Fátima. II - A Mensagem de Fátima e a revelação pública. III - Os males do mundo actual. IV - Os males morai do mundo actual e seus castigos. V - Os bens do mundo actual. VI - A Paz no tempo e na Eternidade. VII - Contrição, Propósito e Emenda de Vida. VIII - Pelo sofrimento, à reparação e conversão dos pecadores. IX - Maternidade Espiritual e mediação de Maria, na Mensagem de Fátima. X - Oração.
Luciano Gomes Paulo Guerra (n. Calvaria de Cima em Porto de Mós, 31 de agosto de 1932). "É um professor e padre católico português. Filho de Joaquim Paulo Guerra e Maria do Rosário Gomes Louro, iniciou a sua formação religiosa no Seminário Diocesano de Leiria, fazendo uma temporada de estágio no Santuário de Fátima. Após concluir o curso foi estudar na Universidade Gregoriana de Roma, onde se graduou em Filosofia. Foi ordenado na Sé de Leiria em 21 de Setembro de 1957. Em 1959, graduou-se em Teologia na Universidade de Salamanca. Logo após, foi indicado capelão do Santuário de Fátima, ali permanecendo por dois anos, dirigindo ao mesmo tempo a Pia União dos Servitas de Fátima. Entre 1961 e 1964 foi director da Escola Preparatória Dr. Afonso Lopes Vieira, na Marinha Grande, fazendo posteriormente aperfeiçoamento em Filosofia no Instituto Católico de Paris, regressando à Escola Preparatória em 1968.
Em 1973, foi nomeado reitor do Santuário de Fátima, cargo que ocupou até 2008, notabilizando-se por uma gestão de grandes obras e uma completa reestruturação administrativa. Entre as principais realizações deste período estão a construção do Centro Pastoral Paulo VI, da Basílica da Santíssima Trindade, do alpendre que protege a Capelinha das Aparições e do monumento que incorpora um fragmento do Muro de Berlim. Também promoveu a ornamentação de espaços e edifícios com muitas obras de arte contemporânea e dotou a instituição de novos estatutos, que oficializaram a grande reestruturação organizacional que ele promoveu e definiram as relações do santuário com as instâncias eclesiásticas superiores. Em 1983 foi nomeado Capelão de Sua Santidade pelo papa João Paulo II e em 1988 nomeado cónego da Sé de Leiria. Em 2002 foi designado membro do Conselho Presbiteral da Diocese de Leiria-Fátima. Foi ainda conferencista em congressos e encontros, professor da Escola de Formação Teológica de Leigos, presidente do Serviço de Ambiente e Construções do santuário e diretor do jornal Voz da Fátima e do boletim internacional Fátima Luz e Paz. Depois de deixar a reitoria, assumiu a função de capelão do Convento da Visitação, na Batalha. Foi louvado pelo cardeal Tarcisio Bertone, então Secretário de Estado do Vaticano, como um incansável e benemérito promotor e defensor do santuário, e em 22 de setembro 2008, a Junta de Freguesia de Fátima outorgou-lhe a Medalha de Ouro da Cidade de Fátima pelo importante legado deixado ao santuário, à cidade e à comunidade católica. Na ocasião o presidente da Junta, Natálio Reis, louvou-o como "grande líder", a quem "o Santuário de Fátima fica a dever-lhe muito mas a Freguesia também". Hoje mantém os títulos de Monsenhor e Reitor Emérito do Santuário de Fátima."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com alguns sublinhados a tinta no interior.
Raro.
Com interesse histórico e religioso.
Indisponível