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07 julho, 2023

LIVRO CASTANHO SOBRE O INCÊNDIO DO REICHSTAG E TERROR HITLERIANO -
Publicado pelo Comité Internacional de Auxílio às Vítimas do Fascismo Hitleriano
. [S.l.], Edições ao Serviço do Direito [Composto e impresso na Gráfica da Lousan - Lousan], 1933. In-8.º (18,5 cm) de [4], 196 p. ; E.
1.ª edição.
Edição original portuguesa deste livro-denúncia, iniciativa de Petrus (Pedro Veiga), publicado em 1933, aquando dos acontecimentos.
O incêndio do Parlamento alemão marca o início da acção musculada do Partido Nacional-Socialista de Adolf Hitler contra os seus opositores, pretexto para a aniquilação de milhares de pessoas. Obra prevista para dois volumes, apenas o primeiro - este - terá sido dado aos prelos.
"O Reichstag é, em termos simples, a sede do parlamento alemão, hoje chamado Bundestag, e situa-se em Berlim. O edifício foi construído no século XIX para albergar o parlamento – então chamada Dieta – da Alemanha Imperial e, depois da I Guerra Mundial, da república de Weimar.
A 27 de fevereiro de 1933, à noite, deflagrou um grande incêndio que o destruiu quase completamente. Este facto teve um enorme impacto na cena política da Alemanha e é considerado pelos historiadores como o episódio que apressou a tomada do poder por Hitler e a instauração do nazismo na Alemanha."
(Fonte: https://ensina.rtp.pt/artigo/o-incendio-do-reichstag/)
"A numerosa documentação reunida no «Livro Castanho sobre o Incêndio do Reichstag e o Terror Hitleriano», sôbre os verdadeiros instigadores do incêndio do Parlamento alemão, assim como sôbre as atrocidades e assassinatos políticos cometidos no Reich nos primeiros seis meses de 1933 é verdadeiramente impressionante. No prefácio escrito por Lord Marley, algumas das suas palavras elucidam-nos sôbre o método que presidiu à compilação do material publicado: «Não utilisamos, diz êle, os documentos mais sensacionais. Cada facto consignado nêste livro foi submetido previamente a um exame minucioso e os casos que foram mencionados são a expressão duma série de factos análogos. Nós poderiamos fazer detalhes muito mais horriveis mas abstivemo-nos de o fazer precisamente por causa do caracter excepcional que estes casos apresentam»."
(Introdução - Libelo)
Encadernação em meia de percalina com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
25€

25 dezembro, 2015

PESSOA, Fernando - À MEMÓRIA DO PRESIDENTE-REI SIDÓNIO PAES : por Fernando Pessoa e outros letrados. [S.l.], [s.n. - imp. Typographia Mendonça, Porto], 1951. In-4.º (24 cm) de 17, [3] p. ; il. ; B. Colecção Quinhentista
1.ª edição.
Edição de grande esmero e apuro gráfico, impressa em papel de superior qualidade, publicada por ocasião do 33.º aniversário da morte de Sidónio Pais.
Exemplar n.º 397, de uma tiragem de 500 assinada por Petrus (Pedro Veiga).
À Memória do Presidente-Rei Sidónio Paes é um conjunto de poemas, publicados originalmente no jornal ACÇÃO (N.º 4, ANO II) em 27 de fevereiro de 1920, e aqui reproduzidos numa das apreciadas edições de Petrus.

Longe da fama e das espadas,
Alheio às turbas ele dorme.
Em torno há claustros ou arcadas?
Só a noite enorme.

Porque para ele, já virado
Para o lado onde está só Deus,
São mais que Sombra e que Passado
A terra e os céus.

Ali o gesto, a astúcia, a lida,
São já para ele, sem as ver,
Vácuo de acção, sombra perdida,
Sopro sem ser.

Só com sua alma e com a treva,
A alma gentil que nos amou
Inda esse amor e ardor conserva?
Tudo acabou?

No mistério onde a Morte some
Aquilo a que a alma chama a vida,
Que resta dele a nós — só o nome
E a fé perdida?

Se Deus o havia de levar,
Para que foi que no-lo trouxe
Cavaleiro leal, do olhar
Altivo e doce?

(Excerto do poema)

Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível