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14 dezembro, 2021

A ROTA DO MÁRMORE DO ANTICLINAL DE ESTREMOZ. Coordenação, investigação e textos: Alfredo Tinoco; Carlos Filipe; Ricardo Hipólito. [Prefácio: Prof. Jorge Custódio]. Lisboa, Centro de Estudos de História Contemporânea, Instituto Universitário de Lisboa, 2014. In-4.º (24 cm) de 71, [1], [72] p. ; il. , B.
1.ª edição.
Importante estudo cultural e turístico, e histórico e geológico, sobre o Anticlinal de Estremoz.
Livro ilustrado a p.b. e a cores com fotografias, tabelas, desenhos, plantas e mapas.
Tiragem: 500 exemplares.
"A obra que agora se publica integra as três partes constituintes do referido projecto, antecedidas de uma introdução. A primeira parte consta de um pequeno estudo sobre as relações entre património cultural, turismo e desenvolvimento, essencial para a compreensão do significado das rotas turísticas. Segue-se um capítulo sobre a história e geologia do Anticlinal de Estremoz e da sua localização geológica e geográfica, onde se atende ao papel histórico que desempenhou na sub-região alentejana, quer do ponto de vista da extracção do mármore, como da sua exploração oficinal e industrial, como ainda do seu consumo histórico enquanto material de construção utilizado na arquitectura monumental e artística e de uso doméstico. Finalmente, uma terceira parte contém a própria Rota do Mármore proposta para os principais concelhos da sub-região."
(Excerto do Prefácio)
"O presente estudo teve como principal objectivo a criação de um roteiro turístico e a valorização do seu recurso endógeno - o mármore -, enquanto elemento identitário da Zona dos Mármores (concelhos de Alandroal, Borba, Estremoz, Sousel e Vila Viçosa) e enquanto principal elemento dinamizador da economia local.
Recurso natural de excelência, os mármores alentejanos são aqueles que mais se destacam no contexto nacional, conseguindo ombrear com os melhores mármores do mundo, conquistando, assim, prestígio e popularidade assinalável.
Do ponto de vista turístico, a região dispõe de um património digno de registo e a Rota do Mármore do Anticlinal de Estremoz tem uma vertente marcadamente de roteiro industrial. Embora a temática do turismo industrial seja cada vez mais um produto apetecível, o projecto que desenvolvemos não se limita a abordar o lado industrial do sector sob pena de este se esgotar rapidamente, correndo o risco de se tornar um produto pouco atractivo e pouco apetecível, exceptuando, talvez, o interesse de um público especializado. [...]
Embora tratando-se de um trabalho académico, o leitor é convidado a percorrer e descrição de algum do património existente numa sub-região bem identificada culturalmente, procurando enriquecer o seu conhecimento e o debate de ideias."
(Excerto da apresentação)
Índice:
Prefácio. Agradecimentos. Introdução. I - Património, Turismo e Desenvolvimento. II - História e Geologia. III - Rota do Mármore do Anticlinal de Estremoz. Bibliografia e webgrafia. Cartografia. Anexos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Esgotado.
Com interesse histórico e regional.
15€

24 outubro, 2021

ATAVISMO DO TALENTO. Breves memorias de uma senhora lisbonense
. Evora, Minerva Commercial, de José Ferreira Baptista, 1909. In-8.º (21 cm) de [2], 47, [1] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Obra algo insólita, composta pelas memórias da autora, senhora bem nascida, - protegida pela capa do anonimato, - reunidas a estâncias de uma pessoa, que sabendo da desilusão desta com o Montepio Geral e dos seus estatutos restritivos da condição feminina, lhe pediu que escrevesse sobre o assunto.
Livro ilustrado com uma folha extratexto contendo o retrato de quatro personalidades, que, julgamos familiares da autora, com descrição na folha seguinte dos nomes, datas, ocupações, predicados pessoais e datas relevantes.
Valorizado pela dedicatória manuscrita na capa da autora a uma sua prima.
"De ha muito pensamos nós que uma disposição dos Estatutos do Monte Pio Geral mais serve para dar a morte do que a vida, a morte de alma, aos beneficiados.
A pensionada, descendente de socio fallecido, perde a pensão, logo que mude de estado, logo que se casar.
É clara a illação que brota do preceito. Se a mulher não tiver outros meios de subsistencia do que os que perde com o casamento, e o marido que procura, ou a procurar a ella os não tiver, o prejuizo será grande, a miseria quasi certa, com o seu cortejo de angustias e de lancinantes dores... Foge a felicidade á pensionada.
É, pois, consequencia de tal disposição, que a mulher tem de viver sósinha, sem familia eleita de seu coração, solteira por toda a vida.
No campo da moral pode essa mulher solteira ser o prototypo da decencia e da honestidade, ou ser mesmo um modêlo de licenciosidada mascarada, vivendo como lhe aprouver, sempre solteira e privada dos encantos da familia, dos prazeres conjugaes das delicias da prole nos filhos, que podéra gerar, educar, idolatradamente amar. [...]
Conhecemos a uma dama solteira, honesta e respeitada, já não môça, victima do Monte Pio Geral. Por vezes lhe ouviramos alludir delicada a não poder ser na vida mais mais do que escrava e nunca senhora. [...]
Atrevemo-nos a lhe pedir que escrevesse suas memorias. Veio recusa: acudimos com reparos, salientando o quanto é pobre entre nós a bibliographia feminina, para ser mais do que extensa a masculina. [...]
Por fim de breve contenda, de divergencias fommos atendidos.
É-nos agradavel o tornar publicas as singelas memorias dessa senhora, a quem occultamos o nome, por não offender sua modestia..."
(Excerto de O Monte Pio mata)
Matérias:
O Monte Pio mata [preâmbulo]. | Do anno de 1860 a 1879. | De 1872 a 1877. | De 1877 a 1882. | De 1882 a 1890. | De 1890 a 1894. | De 1894 a 1909. | Em abril de 1909. | O piano - Ainda memorias. | Prazeres no estudo. | Illusões e verdade. | Referências topographicas: Estremoz; Evora e seus campos; Serpa e seus arredores; Braga e seus arredores; Bussaco e suas bellezas.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas cansadas, frágeis, com defeitos.
Raro.
20€

05 agosto, 2019

MONUMENTO AOS MORTOS DA GRANDE GUERRA DE ESTREMOZ - Liga do Combatentes : Subagência de Estremoz. [S.l.], [s.n. - Composto e impresso na Tipografia da L. C. G. G.], [1963]. In-8.º (19 cm) de 54, [2] p. ; [4] f. il. ; B.
1.ª edição.
"Relatório feito pela Subagência da Liga dos Combatentes, para que os Estremocences fiquem conhecendo os trâmites que se tornou necessário percorrer para que Estremoz esteja dotada com um dos Monumentos, se não o mais significativo, pelo menos o mais expressivo dos que existem nas nossas terras, de Homenagem Àqueles que deram a vida para glorificação da Pátria Querida!..."
Livro ilustrado em separado com cinco estampas impressas sobre papel couché.
Valorizado pela dedicatória autógrafa de Ernesto Júlio da Graça Gonçalves, "tenente, separado do serviço", que teve um papel preponderante do desenvolvimento e conclusão deste empreendimento.
"Em 1928 foi aprovado um primeiro projecto para a construção de um monumento aos mortos da I Guerra, da autoria de Francisco Lopes Nogueira, Ernesto Korrodi e Rui Gameiro que, no entanto, acabaria por não ter seguimento. Posteriormente seria escolhido um novo projecto, da autoria de José de Sá Lemos, que reproduzia uma cena de combate nas trincheiras. Concluído em 1941, seria inaugurado em Setembro do mesmo ano, com a seguinte inscrição: 'A morte só aos fracos intimida: temer a morte é não honrar a vida; não há mais honra na validez do que a de ser soldado português; A Pátria é duas vezes nossa mãe. Dar a vida por ela é morrer bem; Quem morre pela Pátria atinge a glória, pois revive nas páginas da história.'"
(Fonte: https://portugal1914.org/portal/pt/historia/espacos-e-patrimonio/item/3336-monumento-aos-mortos-da-grande-guerra-de-estremoz)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível