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21 fevereiro, 2015

COLAÇO, Jose Daniel – VIAGEM DE SUA MAGESTADE EL REI O SENHOR DOM FERNANDO A MARROCOS, SEGUIDA DA DESCRIPÇÃO DA ENTREGA DA GRÃO CRUZ DA TORRE E ESPADA AO SULTÃO SID MOHAMMED, POR… DEDICADA Á SOCIEDADE DE GEOGRAPHIA DE LISBOA. Tanger, Imprensa Abrines, 1882. In-8º (19cm) de vi, 122, [4] p. ; B.
Livro impresso em Tanger.
1.ª edição, da 1.ª obra impressa nesta antiga possessão portuguesa, e em português.
“Tendo o Snr. G. T. Abrines, depois de lutar com obstáculos de toda a espécie, conseguido instituir em Tanger um prelo, com o qual deo começo a provas impressas das mais requeridas nas Legações e Consulados, e nas officinas comerciaes que d’antes tinham de recorrer á Europa para a impressão dos seus documentos, concebeu o Snr. Abrines a ideia de assignalaro debute do seu útil empreendimento pela publicação d’um pequenino livro que ao número limitado de paginas, reunisse a qualidade de narrar um desses salientes factos que nos povos cultos prendem a atenção dos espiritus ilustrados para os destinos desta importante região do continente africano.
Lembrou-se para este fim o Snr. Abrines de formar esta primeira produção da sua nascente Imprensa, pela compilação d’umas folhas soltas que em 1856 viram a luz em Lisboa na revista hebdomadária intitulada Archivo Universal sob o nome de viagem de S. M. O Snr. D. Fernando á Africa. […] Dadas estas circumstancias é de toda a oportunidade para assumpto do primeiro livro que apparece publicado em Marrocos, a escolha da viagem d’um Rei Portuguez a esta terra tão ligada ás nossas gloriosas tradições, accedi gostoso e até com enthusiasmo ao pedido do Snr. Abrines; e digo com enthusiasmo porque a ideia de que a primeira publicação a sahir em Tanger, fosse feita em lingoa portugueza, e de que a obra, embora pequenina e de nenhum mérito literário, posesse em relevo o exemplo que aos exploradores e viajantes africanos dera um Principe que o povo portuguez extremece, e que todo o mundo venera pelas suas grandes virtudes e enciclopédica cultura, assim como pela sua relevantíssima qualidade de rei-artista e animador das sciencias, das letras e das artes…”
(excerto da introdução do autor)
“Chegou Sua Magestade á Bahia de Tanger nos últimos dias do mez de maio de 1856, tendo feito participar ao cônsul geral portuguez naquelle paiz que, tencionando para sua comodidade guardar o mais rigoroso incógnito, não desejava ser recebido com as demonstrações, festejos e mais ceremonias, que a sua pessoa requeria. […]
O incógnito só podia ser nominal. Aquelle povo, como todos os já visitados, sabia perfeitamente qual era a categoria do viajante, que o vapor Mindello levava a bórdo: eram bem naturaes,pois, a curiosidade e enthusiamo que o animavam, ao receber pela primeira vez um herdeiro d’aquelles a cuja corôa pertencêra aquella parte da Africa, em epocha não muito distante.”
(excerto do texto)
Exemplar por abrir, em bom estado de conservação.
Raro.
Peça de colecção.
Indisponível

27 janeiro, 2013

JORDÃO, Levy Maria – MEMORIA HISTORICA SOBRE OS BISPADOS DE CEUTA E TANGER. Por... Doutor em Direito, Socio Effectivo da Academia Real das Sciencias de Lisboa, e da Associação dos Advogados, , Honorario da Sociedade dos Amigos das Letras e das Artes da Ilha de S. Miguel, Correspondente da de Agricultura de Ponta Delgada, do Instituto de Coimbra, do Instituto d’Africa,  da Academia de Legislação de de Toulouse, da Sociedade de Estudos Diversos do Havre, Titular não-residente da dos Antiquarios da Picardia de Amiens, etc. Lisboa, Na Typographia da Academia Real das Sciencias, 1858. In-4.º (27,5x22,5 cm) de [4], 110, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Índice:
Memoria Historica. | Parte I. - Noticia dos dous bispados. Parte II. - Catalogo dos bispos de Ceuta e Tanger. | Documentos [Bulas]. |Aditamentos.
Levy Maria Jordão Paiva Manso (1831-1875). "Doutor em direito pela Universidade de Coimbra, advogado em Lisboa, vereador da camara municipal da mesma cidade, eleito successivamente nos biennios de 1856 a 1859; auditor junto do Ministerio dos Negocios da Marinha nomeado em 1859; membro da Commissão de Revisão do Codigo Penal, e de outras de que ha sido eventualmente encarregado: socio da Academia Real das Sciencias de Lisboa; da Sociedade dos Amigos das Letras da ilha de S. Miguel; do Instituto de Coimbra; do Instituto Nacional da Suissa; da Academia Imperial das Sciencias de Toulouse, e da de legislação da mesma cidade; da Sociedade de Agricultura de Ponta Delgada; da de estudos diversos do Havre; da dos antiquarios de Amiens; da historica de Argel, 1831, e socio do Instituto Historico e Geographico do Brazil. Foi agraciado com o titulo de Visconde de Paiva Manso. Era do conselho de Sua Magestade e ajudante do procurador geral da corôa junto ao Ministerio da Marinha etc."
(Inocencio V, 182 e XII, 293).
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado de conservação. F. rosto e ante-rosto apresentam manchas de oxidação, sobretudo a f. ante-rosto.
Raro.
Com interesse histórico.
50€