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10 agosto, 2025

AZEVEDO, R. C. H. de -
TRATADO DO JOGO DO BOSTON.
Por... Engenheiro Civil. Lisboa, Impresso na Minerva, 1887. In-8.º (19,5x13 cm) de 56, [4] p. ; B.
1.ª edição.
Importante tratado de cartas, nunca reeditado, de um jogo em voga no final do século XIX, da autoria do Eng. Roberto Charters Henriques d'Azevedo (1859-1942), natural de Cortes, Leiria.
Obra rara. A BNP não menciona.
"Ao publicar este tratado de boston tivemos apenas em vista prestar um pequeno serviço aos que, desejando aprender este jogo, não tenham quem os possa instruir em as suas diversas phases, industriando-os de maneira a poderem tirar todo o partido das cartas que lhe forem distribuidas.
Este jogo já está bastante generalizado entre nós, comtudo, muitas pessoas conhecemos que, por falta do auxilio de pessoa ou tratado competente, o não tem aprendido."
(Excerto de Aos leitores)
O jogo do boston deve sem duvida o seu nome á cidade americana Boston onde principiou a revolução que havia de dar a independencia aos Estados Unidos da America.
Foi durante o cerco e Boston feito pelos inglezes que o whist foi substituido por este jogo que, com justa rasão, é considerado como um emblema allegorico da independencia dos Estados Unidos."
(Excerto de Origem do boston)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas apresentam trabalho marginal de traça, sendo visível na f. rosto dois ou três pequenos furinhos.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Indisponível

03 agosto, 2025

LUZ, Ruy Acácio da Silva -
A FAINA DA PESCA E O SEU VALOR ETNOGRÁFICO NO LITORAL OESTE : Costa das Três Praias (Pedrogão, Vieira e S. Pedro de Moel).
Esta Comunicação foi apresenta ao X Congresso Beirão na IV Secção (Evolução Histórica, Etnográfica, Fauna e Flora), etc. Coimbra, Comissão Regional de Turismo de Leiria, Batalha, Marinha Grande, Porto de Mós e Vila Nova de Ourém - Rota do Sol, 1965. In-4.º (24x17 cm) de 32 p. ; [6] p. il. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho com valia regional, histórica e etnográfica sobre o Litoral Oeste, publicado em separata do Arquivo Coimbrão, vols XXI-XXII.
Ilustrado no final, em separado, com 12 fotografias/desenho a p.b. distribuídas por seis páginas.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Quando vindo das estradas, quer do Norte, quer do Sul, e atravessando o famoso Pinhal do Rei, alusão a El-Rei D. Dinis, seu genial plantador, deparamos sùbitamente, por entre o rendilhado de ramagens contorcidas, selvagens e verdes, com o mar Atlântico, bramindo em melopeia de búzio, ora para Norte contra rochedos e arribas, ora para sul em areias vastas que se alcantilam em impressionantes dunas.
Olha-se para aquela maravilha, como se houvéssemos recorrido «in mente» à visão suprema duma gigantesca rosa azul, e pétalas a desfolharem-se, em cambiantes brancas e de acidulado enxofre.
É uma ideal costa de três praias salientes: Pedrogão, Vieira e S. Pedro de Moel. Por assim dizer, elas são a porta batimétrica, formada por largo fundo de areia, por onde se escoa o sistema hidrográfico da bacia do Lis."
(Excerto de 1.º Ambiência natural, meio geográfico)
Índice:
1.º Ambiência natural, meio geográfico e bosquejo histórico do Litoral-Oeste: - Terras; - Mar e pesca; - Rio; - Flora e Fauna. 2.º Vida e tipismo das suas gentes: - Demografia; - Sociologia; - Trabalho; - Habitação; - Santo Padroeiro; - Costumes; - Trajos. 3.º Ocupação específica da pesca: - Barcos; - Pesca. modos e artes; - Companha; - Pescado. 4.º Pituresco da região, e a sua projecção etnográfica: - Clima; - Contraste e dualidades; - Faceta e carácter litorâneo, no todo nacional, como projecção etnográfica.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Com acidez nas capas.
Muito invulgar.
20€

28 julho, 2025

CIDADE, Hernani -
ZARA (Tempos de D. Dinis).
Um acto em verso, representado pela primeira vez em Leiria, em récita a favor do cofre da Liga dos Amigos do Castelo, a 10 de dezembro de 1915. Leiria, Tip. Leiriense, 1916. In-4.º (23,5x14,5 cm. Com [2], 22, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Peça de teatro histórica cuja acção decorre na zona de Leiria. Trata-se, julgamos, do primeiro trabalho do autor, publicado pouco antes de seguir para a Flandres, França, onde combateu integrado nas forças do CEP.
Inclui no final, em página inteira, partitura da música expressamente composta para a peça por José Zúquete.
Exemplar impresso em papel encorpado, muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.

"Tempos de D. Dinis.
Episódio da paisagem dos arredores de Leiria. Ao fundo, o Castelo, elegante e novo, recortando a distância, na penumbra que desce, o perfil épico e trovadoresco. Á E. uma casa de campo, alpender e escada exterior.
O velho mouro lê o Alcorão, enquanto a filha, dentro de casa, canta:

Fermosas flores do verde pinho,
que novas dais do meu amigo?
Ai, Deus, u é?
Minha alma alegra o seu carinho,
morre de frio sem seu abrigo,
Ai, Deus, u é?"

(Excerto da Peça)

Hernâni António Cidade (Redondo, 1887 - Évora, 1975). "Professor no Liceu Passos Manuel em regime provisório, em 1914 é já efetivo do Liceu de Leiria. Em prol da Liga dos Amigos do Castelo escreve os versos da peça em um ato Zara (Tempos de D. Dinis) (1916), representada em 1915, o que serve para ilustrar o “idealismo construtivo” que sempre pôs nos assuntos coletivos. Na Primeira Guerra, incorporado no Corpo Expedicionário Português, comanda com bravura e humanidade um pelotão na Flandres. Debaixo de fogo, vai à zona alemã resgatar feridos portugueses e recolhe na “terra de ninguém” ferido alemão moribundo. Condecorado com a Cruz de Guerra, feito prisioneiro na Batalha de La Lys, em 1918, aproveita para desenvolver o conhecimento da língua alemã e vai divulgando a literatura portuguesa entre estrangeiros e compatriotas. Em 1956 haveria de ser agraciado pela França com a Legião de Honra.
Regressado, em 1919 entra para o corpo docente da recém-fundada Faculdade de Letras do Porto, contratado para o grupo de Filologia Românica. Terá a seu cargo cadeiras de literatura — portuguesa, francesa, italiana — e de «linguística» — Filologia românica, Gramática comparada das línguas românicas, Filologia portuguesa. Chega a catedrático, mas a Faculdade de Letras do Porto é extinta em 1928. Até ao encerramento efetivo da mítica faculdade, ensina também no Liceu Rodrigues de Freitas. Nesta década portuense publica bastante na Águia e estreita laços com colegas com quem mais tarde haveria de colaborar na História de Portugal dita de Barcelos ou na menos ambiciosa História de Portugal da Lello, de cujo quarto volume se encarregou. E decerto se refletiu na maneira de conceber o ensino a proximidade entre professores e alunos marca da faculdade ideada por Leonardo Coimbra.
Em 1930 integrará o grupo de professores da Faculdade de Letras de Lisboa, apresentando-se a concurso para a cátedra com a dissertação a A obra poética do Dr. José Anastácio da Cunha — com um estudo sôbre o anglo-germanismo nos proto-românticos portugueses (1930) e a lição, «à escolha», Fernão Lopes é ou não o autor da “Crónica do Condestabre”? (1931). Colabora com a Seara Nova, por 1934, e com Joaquim de Carvalho e Mário de Azevedo Gomes dirige o Diário Liberal (1934-1935). Conotado com a oposição ao Estado Novo, mesmo se não o caracterizavam as atitudes mais sonoras e se, à época, já se ia afastando da luta contra a implantação do regime, em 1935 o seu nome constaria da conhecida lista de professores a serem exonerados, valendo-lhe o ora colega germanista ora ministro germanófilo Gustavo Cordeiro Ramos, que fora seu contemporâneo em Évora. Estudantes e alguns colegas desagravam-no na Homenagem aos Professores Mário de Azevedo Gomes, Hernâni Cidade, Joaquim de Carvalho (1935), onde os alunos de Letras o epitetam como “o mais amado e o mais respeitado dos mestres”."
(Fonte: https://dichp.bnportugal.gov.pt/historiadores/historiadores_hernani_cidade2.htm)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Raro.
25€

07 abril, 2025

COSTA, José Daniel Rodrigues da -
O HOMEM DOS PEZADÊLOS OU TRESVALIOS DO SOMNO; que podem ser postos em ordem pelos acordados
. Lisboa: 1823. Na Impressão de Victorino Rodrigues da Silva. Calçada do Collegio N.º 6. In-8.º (20x14 cm) de 24 p. ; E.
1.ª edição.
Curioso folheto de cordel. Foi reimpresso no ano seguinte (1824), Na Impressão de João Nunes Esteves.
"Discreto e amavel Leitor, eu dormi, sonhei, e escrevi os sonhos que tive com os olhos fechados, que talvez aproveitem aos que tem os olhos abertos: Os sonhos desta qualidade não fazem cólica, porque não são daquelles do entrudo com recheio de descomposturas regateiraes, que atacão hoje em dia toda a qualidade de Pessoa.
Sei que não nos he permittido dar credito a sonhos; porque o que se passa a dormir, he o mesmo que nada; mas o certo he, que quando eu sonho cousas de gosto, mesmo dormindo me alegro; porque não conheço alli a sua falsidade; em fim receba estes sonhos cada hum como quizer."
(Excerto do Prologo)
José Daniel Rodrigues da Costa (1757-1832). Foi um poeta português, natural de Colmeias, Leiria. Pertenceu à Arcádia Lusitana. Como poeta árcade, utilizou o pseudónimo Josino Leiriense. Teve uma vida de notoriedade social e intelectual activa, testemunhada pelas várias obras literárias que publicou, quase sempre sob a forma de opúsculos que se vendiam como "livros de cordel". Foi popular a sua rivalidade com Bocage.
Encadernação em tela com ferros gravado a seco e a ouro na pasta anterior.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
25€

20 setembro, 2024

COSTA, José Daniel Rodrigues da -
A VOZ DA FORTUNA PARA DESENGANO DOS HOMENS, E SENHORAS, QUE SE QUEIXÃO DELLA: OU SONHO
. De... Lisboa: Na Impressão de João Nunes Esteves. Anno de 1824. Com Licença da Real Commissão de Censura. In-8.º (21x15,5 cm) de 23, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Folheto muito curioso, como aliás toda a produção literária jocoso-satírica do autor.

"Se vejo as cousa de perto,
E as critíco, ninguem arda;
Achei hum caminho aberto,
Dou meus tiros de espingarda,
Porêm não tenho alvo certo.

Fica a Satyras exposto
Qualquer Livro, que se veja
Aos máos costumes opposto;
Que hoje, por melhor que seja,
Nem se gasta, nem dá gosto.

Dá-me, Leitor, attenção,
Não desprezes a Moral,
Abraça o que he de razão,
Se tens filhos, muito val
O dar-lhes esta Lição.

De hum homem maduro, e idoso
Escuta sempre o conselho,
Muitas vezes proveitoso;
Porque eu sou macaco velho,
A quem ladrou muito Gôzo."

(Ao Leitor)

José Daniel Rodrigues da Costa (Colmeias, Leiria, 1757 - Lisboa, 1832). "É uma figura esquecida do panorama literário português. Nascido na segunda metade do século XVIII, escreveu quase exclusivamente para o cordel. A sua longa carreira literária e vastíssima produção dão testemunho da sua popularidade, num contexto em que esta forma editorial se afirmou como instrumento indispensável de acesso à leitura e à cultura escrita, por parte de amplas camadas da população. [...]  José Daniel constrói uma carreira feita de compromissos, mas também de autonomia e modernidade, apesar de se mover na “margem” do campo literário da sua época. Provam o seu êxito os cargos, privilégios e tenças que recebeu e dos quais fala publicamente nos seus folhetos, transformando o leitor em testemunha privilegiada de um percurso bem sucedido. Por outro lado, a assunção orgulhosa que faz da autoria das suas obras leva-o a utilizar o seu nome como mecanismo de reconhecimento social e literário, facto pouco vulgar na época, sobretudo no âmbito da cultura dita popular. De igual forma, a reflexão sobre o seu papel social enquanto escritor e sobre a função pedagógica das suas obras, revelam uma consciência moderna do conceito de autoria, visível no conteúdo metaliterário dos seus prefácios. Aí é atribuída à função do autor, a de pedagogo social ou de “educador do povo”, procurando utilizar as suas obras, de grande difusão, como instrumentos de cidadania. José Daniel antecipa uma das vertentes do campo literário instituído no século seguinte, prefigurando a sua progressiva autonomização, num contexto onde cada vez mais, as relações autor – público se instituem com base nas leis da oferta e procura."
(Fonte: https://repositorio.ul.pt/handle/10451/6787)
Exemplar brochado, desencadernado, em bom estado geral de conservação. Com acidez.
Raro.
45€

23 fevereiro, 2024

SARAIVA, José Hermano -
HISTÓRIA DE PORTUGAL. 7.ª edição. B-H. Mem Martins, Publicações Europa-América, 2004. In-4.º (23,5x16,5 cm) de 593, [3] p. ; [8] p. il. ; il. ; [3] f. desdob. ; B. Colecção «Biblioteca da História» - N.º 9
Na capa: Marquês de Pombal (quadro de autor desconhecido do século XVIII).
História de Portugal pelo Dr. Hermano Saraiva, obra multiplamente reeditada ao longo dos anos, sendo esta uma das mais apreciadas Histórias da história pátria.
"A presente obra é uma abordagem aprofundada e objectiva da História de Portugal. Com uma linguagem clara e acessível, José Hermano Saraiva apresenta neste trabalho um testemunho apaixonante da nossa memória colectiva. Abrangendo um longuíssimo período de tempo, desde os remotos horizontes da Pré-História, passando pelo período das Descobertas, até às mais importantes questões da actualidade, este livro passa em revista os acontecimentos que mais influenciaram Portugal. É uma viagem de milhares de anos em que o autor sugere itinerários e conduz o leitor numa visita guiada pelos episódios mais marcantes da nossa História. Um relato vivo e sugestivo, que nos transporta para outras eras e nos faz conviver com personalidades fascinantes, como D. João II ou o Marquês de Pombal. Indispensável para todos aqueles que se interessam pelo passado para melhor compreenderem o presente."
(Fonte: Wook)
Livro ilustrado no texto com reprodução a p.b. de desenhos, quadros, gravuras e fotografias e em separado, a cores, com 8 páginas impressas sobre papel couché. Inclui no final 3 desdobráveis correspondendo a três dinastias da monarquia portuguesa: Borgonha (ou Afonsina), Avis e Bragança, estando incluída a Dinastia Filipina no final do segundo desdobrável (Segunda Dinastia).
José Hermano Baptista Saraiva GCIH • GCIP • ComNSC (Leiria, 1919 - Palmela, 2012). "Foi um advogado, divulgador histórico, professor liceal, político, diplomata e comunicador televisivo português. Ocupou o cargo de Ministro da Educação entre 1968 e 1970, num período conturbado da vida política nacional. É descrito frequentemente como o "Príncipe dos Comunicadores" pelo seu trabalho em prol da história, da cultura, da literatura e da televisão, de acordo com a homenagem póstuma prestada na Assembleia da República Portuguesa."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
15€

12 fevereiro, 2023

PIMENTEL, João Pereira Botelho de Amaral e - SERMÃO SOBRE A TORPEZA DO PECCADO, Pregado na Sé Cathedral de Leiria, por... Bacharel formado em Direito, Deão da Sé Cathedral de Leiria... Na Primeira tarde das Domingas da Quaresma do anno de 1858. Braga: - Typ. União - Á Galeria n.º 12, 1864. In-8.º (20,5 cm) de 22, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Sermão de teor pessimista, reflete a desesperança com que, de uma forma geral, o autor encara o comportamento sócio-religioso do povo português.
Opúsculo ilustrado com gravura de Nossa Senhora no frontispício.
"Figura-se-me vêr um grande povo mergulhado em pesado somno, e dominado ao mesmo tempo por um somnambulismo frenetico, que o impelle para um terrivel, e proximo abismo, que lhe era facil evitar!... Eu vejo, Senhores, esse povo immenso, como reunido em larga praça, da qual sahem duas oppostas estradas, uma espaçosa, inclinada e coberta de illusorias flôres, vai finalisar bem depressa n'esse precipicio horrivel, outra, um pouco mais estreita, mas facilmente accessivel, conduz ao feliz termo a que todo elle aspira chegar. E o desgraçado povo somnambulo, longe de se dirigir em paz, e ordem para este ultimo caminho, se atropella em confusão e desordem, como furiosos bachantes, e corre quasi todo, com uma resolução e cegueira de loucos, para a beira d'esse precipicio horrivel, no qual em breve será desgraçadamente sepultado, se não houver alguem que o acorde do lamentavel somnambulismo, de que se acha dominado!..."
(Excerto do Sermão)
João Maria Pereira de Amaral e Pimentel (Oleiros, Castelo Branco, 1815 - Angra do Heroísmo, 1889). "28.º bispo de Angra, que governou a diocese entre 1872 e 1889, homem sensível e culto, dedicado às belas artes e à jardinagem, a quem a Diocese de Angra deve ter iniciado a publicação do Boletim Eclesiástico dos Açores, o qual, com mais de 130 anos de publicação ininterrupta, é hoje a mais antiga publicação periódica dos Açores.
Aparentemente por influência dum seu tio-avô, Frei Simão José Botelho Dourado, que era vigário de Oleiros e professor na Ordem de Malta, enveredou pela vida eclesiástica, ingressando no seminário lazarista de Cernache do Bonjardim.
Quando o Seminário das Missões de Cernache do Bonjardim fechou portas, por expulsão do seu corpo docente, foi obrigado a trabalhar para sustento da mãe e irmãs, sendo sucessivamente secretário do vigário capitular de Leiria, recebedor do concelho de Oleiros, escrivão da Câmara e advogado.
Ingressou no curso de direito da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, obtendo o bacharelato em 1849. Durante este período foi funcionário do Governo Civil do Distrito de Coimbra, para além de litografar sebentas e de exercer outras ocupações com as quais se sustentou.
Obtidas as ordens menores, passou a secretariar o bispo de Bragança, sendo ordenado presbítero em 1850, sendo logo nomeado vigário geral, chantre e vigário capitular daquela diocese.
Transferido para a diocese de Leiria, foi em 1854 nomeado deão, vigário geral e provisor da diocese. Neste ano foi agraciado com a comenda da Real Ordem Militar de Cristo.
Em 1865-1866 foi eleito e confirmado bispo de Macau, mas a nomeação não foi aceite pelo governo português, dada que a confirmação pontifícia restringia a sua jurisdição única e exclusivamente à cidade de Macau, contrariando as pretensões de jurisdição que Portugal mantinha sobre o governo espiritual dos católicos chineses.
Esta recusa levou a que retornasse ao seminário de Cernache do Bonjardim, nas funções de orientador do Colégio das Missões, a cujas actividades deixou ligado o seu nome.
Em Junho de 1871, o governo português apresentou-o à Santa Sé para bispo de Angra, sendo confirmado em consistório realizado em 22 de Dezembro de 1871 e nomeado pelo papa Pio IX.
O novo bispo de Angra nomeou seu procurador o Dr. Ferreira de Sousa que, em seu nome, tomou posse do bispado. Deu entrada na Diocese a 21 de Agosto de 1872, sendo recebido com as honras habituais, que incluíram Te Deum na catedral, onde deu anel a beijar ao clero, autoridades e pessoas de representação, seguindo-se, durante três noites, concerto pela Banda Militar dos Açores no salão de entrada do Paço Episcopal.
Governou com senso, fazendo numerosas visitas pastorais, publicando um acervo doutrinário cobrindo os temas e preocupações da época, com destaque para a Bula da Santa Cruzada, os tempos quaresmais, os excessos de emigração, e a posição do sacerdócio católico, com as suas prerrogativas e obrigações.
Entre a sua actividade normativa, destaca-se a regulamentação da jurisdição dos párocos, coadjutores e capelães e das oferendas às igrejas ou imagens, cruzes, altares e capelas.
Este bispo atravessou uma época difícil, com múltiplas discórdias, a que não eram alheias as facções políticas existentes na ilha e as tensões existentes entre a Igreja Católica Romana e o Estado. Para cúmulo, o relacionamento com o seu coadjutor com direito a sucessão, D. Francisco Maria do Prado Lacerda, o futuro 29.º bispo de Angra, estava longe de ser amistoso, havendo voz pública de graves questões e desentendimentos.
D. João Maria faleceu a 27 de Janeiro de 1889 na Quinta da Estrela, no Caminho de Baixo de São Carlos, arredores da cidade de Angra do Heroísmo.
Homem de profunda sabedoria e delicado espírito científico, era um grande apreciador das belas artes e passava o seu tempo livre cultivando flores."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Sem contracapa.
Raro.
Indisponível

27 setembro, 2022

A REDEMPÇÃO, POEMA EPICO EM SEIS CANTOS, por Um Ecclesiastico do Bispado de Leiria
. Lisboa: Typ. da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis, 1842. In-8.º (18 cm) de VII, [1] 161, [7] P. ; B.
1.ª edição.
Poema de índole religiosa publicado anónimo; de acordo com Inocêncio, o seu autor foi o Padre António dos Santos Rino, presbítero secular, natural da Batalha - Leiria.
"Tendo eu feito, já h tempo, este pequeno Poema, e não me atrevendo a publica-lo, por não confiar em mim; por um amigo consegui, que o visse, e examinasse um sabio, cujo voto para mim he de tanto peso, e tão decisivo, que não posso resistir ás expressões, que faz no Parecer, que vai junto; porque conheço o seu caracter nobre, honrado, e incapaz de adular, principalmente não assignando elle o mesmo Parecer, e talvez ignorando, que eu sei de quem he..."
(Excerto da Advertencia)
"Pela segunda vez seja dada opinião sobre materia, que transcende meus apoucados conhecimentos; seja assim, já que tanto de mim se exige.
O Poema = A Redempção = que por esta vez tornei a ler, corrigido, e retocado pelo seu A., excitou em mim mui vivo prazer, por ver uma Peça Epica, a qual se pode dizer, que as feições mais prominentes de tal genero de litteratura se acham alli bem desempenhadas. Seu A. modestamente lhe pretende negar o titulo de épico, pelas razões expendidas na sua Prefação.; porém he nimio encolhimento faltar a um adjectivo, que exprime a cousa em toda a sua inteireza. [...]
He necessrio depôr uma consciencia timorata, e todos os respeitos puramente humanos, quando motivos incomparavelmente superiores nos clamam do fundo d'alma a pratica de uma incontestavel virtude. O Poema = A Redempção = serrá, dado á luz, um conforto, uma consolação em o nosso seculo de vicios e loucuras; deverá fazer aviventar em almas ainda não de todo damnadas, a pratica de virtudes religiosas, e com ellas, a reconstrucção da sociedade, que vai perdida, se Deus não lhe acode!"
(Excerto do Parecer)

"Do estado da innocencia decahido
Adão com toda a estirpe he condemnado:
He por isso o Messias promettido,
Por quem o mundo seja resgatado.
Tem seculos quarenta decorrido,
Sem que inda apparecesse o Desejado:
Ateque findo o praso ás profecias,
Da Virgem de Judá nasce o Messias."

(Canto Primeiro - Argumento)

P. Antonio dos Sanctos Rino (1779-1849)."Presbytero secular, n. em Março em 1779 na Rebolaria, aldêa nas visinhanças da villa da Batalha, districto de Leiria. Foram seus paes Antonio Ferreira, e Maria Ignacia Rino. Provido em 1805 na cadeira de Professor de Grammatica Latina da villa da Batalha, que regeu até o mez de Janeiro de 1834, em que foi suspenso do seu exercicio, sendo a mesma cadeira extincta pouco depois. Este, e outros desgostos provenientes das vicissitudes politicas, o lançaram nos ultimos annos em um estado de melancolia, e abatimento, que progressivamente se aggravaram, até que faleceu em 8 de Março de 1849, deixando aos seus amigos gratas recordações de seu saber e probidade.
A Redempção; Poema epico em seis cantos. Por um Ecclesiastico do Bispado de Leiria. Lisboa na Typ. da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis 1842. 12.º de 161 pag. - Copnsta de seis cantos em outava rima. - Este poema, escripto por seu auctor, segundo parece já depois de 1834, e fructo do ocio forçado a que o reduziram, resente-se talvez d'essa circumnstancia, e não admira que a par de algumas bellezas apresente tambem graves defeitos, de composição e execução; defeitos alias desculpaveis, se attendermos ao estado do seu espirito, que poucas forças lhe deixava para tractar com a dignidade e alteza que era mister, um assumpto de tal transcendencia, para que apenas bastou o genio immortal de um Klopstock. Todavia consta que, docil ás advertencias e reparos que se lhe fizeram, elle tractava de corrigir e limar esta sua obra, tendo já feito bons avanços para a reimpressão que se propunha fazer, e que a morte o impossibilitou de realisar."
(Inocêncio, V. 1 - p. 266)
Exemplar desencadernado, em razoável estado de conservação. Mancha de humidade desvanecida transversal a toda a obra. F. rosto apresenta pequena falha de papel no canto sup. esquerdo. Sem capas. Deve ser encadernado.
Raro.
45€

27 maio, 2022

GUERRA, Pe. Dr. Luciano - A MENSAGEM DE FÁTIMA.
Por...(Desenvolvimento dos Esquemas publicados em Folha Lucista : 1960-1961)
. [S.l.], Direcção Geral da LUCF, 1960. In-4.º (24 cm) de 56 p. ; B.
1.ª edição.
Trabalho metódico sobre o Fenómeno das Aparições e sua mensagem divina. Importante subsídio histórico, elaborado na época em que o autor - recém-licenciado em Teologia - era capelão do Santuário de Fátima.
"Apesar do que possa parecer em contrário, o autor das linhas que seguem não teve a pretensão de fazer um estudo completo acerca da Mensagem de Fátima. Nem estudo, nem sequer ensaio. O melhor nome que se poderá dar a estes temas será o de apontamentos tirados à pressa.
Segue-se, naturalmente, que há neles muita coisa por desenvolver, aperfeiçoar e, até, com certa probabilidade, corrigir.
Entretanto, poderá observar-se que houve preocupação de seriedade, sobretudo ao fundar-e nos documentos de Fátima. Para maior brevidade, resolvemos citá-los por meio de siglas. Eis a sua interpretação:
IP = Inquérito paroquial.
IO = Interrogatórios [oficiais] jurados dos Pais dos Videntes e Conterâneos.
IL = Interrogatório oficial de Lúcia de Jesus...
IE, IIE, IIIE, IVE = Cada um dos quatro escritos da Irmã Lúcia, citados pela cópia dactilogrfada. A sua enumeração segue a ordem cronológica, por que foram escritos
Todos estes documentos vêm enumerados do 1.º tema.
O método que procurámos usar foi o que nos pareceu conduzir, mais fàcilmente, ao fim que nos propusemos: mostrar como a Mensagem de Fátima se insere no nosso tempo como a segurança e o esplendor da Revelação. Assim, tentámos, embora, por motivos que se entendem fàcilmente, sem citação de fontes, dar o pensamento da Teologia para inserir nele a Mensagem de Fátima.
O bem, que estas linhas poderão fazer, depende muito das disposição de cada um. Não esqueçamos, portanto, de rezar, e rezar pelo Imaculado Coração de Maria, já que é essa a grande recomendação de Fátima."
(Esclarecimento)
Matérias:
Esclarecimento. | I - Existência e finalidade da Mensagem de Fátima. II - A Mensagem de Fátima e a revelação pública. III - Os males do mundo actual. IV - Os males morai do mundo actual e seus castigos. V - Os bens do mundo actual. VI - A Paz no tempo e na Eternidade. VII - Contrição, Propósito e Emenda de Vida. VIII - Pelo sofrimento, à reparação e conversão dos pecadores. IX - Maternidade Espiritual e mediação de Maria, na Mensagem de Fátima. X - Oração.
Luciano Gomes Paulo Guerra (n. Calvaria de Cima em Porto de Mós, 31 de agosto de 1932). "É um professor e padre católico português. Filho de Joaquim Paulo Guerra e Maria do Rosário Gomes Louro, iniciou a sua formação religiosa no Seminário Diocesano de Leiria, fazendo uma temporada de estágio no Santuário de Fátima. Após concluir o curso foi estudar na Universidade Gregoriana de Roma, onde se graduou em Filosofia. Foi ordenado na Sé de Leiria em 21 de Setembro de 1957. Em 1959, graduou-se em Teologia na Universidade de Salamanca. Logo após, foi indicado capelão do Santuário de Fátima, ali permanecendo por dois anos, dirigindo ao mesmo tempo a Pia União dos Servitas de Fátima. Entre 1961 e 1964 foi director da Escola Preparatória Dr. Afonso Lopes Vieira, na Marinha Grande, fazendo posteriormente aperfeiçoamento em Filosofia no Instituto Católico de Paris, regressando à Escola Preparatória em 1968.
Em 1973, foi nomeado reitor do Santuário de Fátima, cargo que ocupou até 2008, notabilizando-se por uma gestão de grandes obras e uma completa reestruturação administrativa. Entre as principais realizações deste período estão a construção do Centro Pastoral Paulo VI, da Basílica da Santíssima Trindade, do alpendre que protege a Capelinha das Aparições e do monumento que incorpora um fragmento do Muro de Berlim. Também promoveu a ornamentação de espaços e edifícios com muitas obras de arte contemporânea e dotou a instituição de novos estatutos, que oficializaram a grande reestruturação organizacional que ele promoveu e definiram as relações do santuário com as instâncias eclesiásticas superiores. Em 1983 foi nomeado Capelão de Sua Santidade pelo papa João Paulo II e em 1988 nomeado cónego da Sé de Leiria. Em 2002 foi designado membro do Conselho Presbiteral da Diocese de Leiria-Fátima. Foi ainda conferencista em congressos e encontros, professor da Escola de Formação Teológica de Leigos, presidente do Serviço de Ambiente e Construções do santuário e diretor do jornal Voz da Fátima e do boletim internacional Fátima Luz e Paz. Depois de deixar a reitoria, assumiu a função de capelão do Convento da Visitação, na Batalha. Foi louvado pelo cardeal Tarcisio Bertone, então Secretário de Estado do Vaticano, como um incansável e benemérito promotor e defensor do santuário, e em 22 de setembro 2008, a Junta de Freguesia de Fátima outorgou-lhe a Medalha de Ouro da Cidade de Fátima pelo importante legado deixado ao santuário, à cidade e à comunidade católica. Na ocasião o presidente da Junta, Natálio Reis, louvou-o como "grande líder", a quem "o Santuário de Fátima fica a dever-lhe muito mas a Freguesia também". Hoje mantém os títulos de Monsenhor e Reitor Emérito do Santuário de Fátima."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Com alguns sublinhados a tinta no interior.
Raro.
Com interesse histórico e religioso.
Indisponível

19 maio, 2022

ALBUQUERQUE, Mecia Mouzinho de - LA SOMNAMBULE. [Préface de Jean du Sault, Ambassadeur de France. Portique de Charlos Oulmont, Président de la Critique Etrangère en France]. [S.l.], La Compagnie du Livre, [1951]. In-8.º (19x14 cm) de 77, [3] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Edição francesa desta colectânea de nove pequenos contos, por certo com tiragem diminuta, cuja edição original - em português - foi publicada em 1918. Conheceu igualmente tradução para castelhano (1919). La Somnambule é a primeira novela do livro, e a que dá o título à obra.
Livro ilustrado em separado com um retrato da autora de corpo inteiro.
"Nous étions, toutes trois, nerveuses, hystériques et prodigieusement imaginatives.
Laura, la cadette, était sijette à des attaques de somnambulisme, lui enlevant tout possibilité de repos, ce qui finit par la rendre malade.
Il était peu de nuits sans qu'elle se levàt, répétant comme une automate ce qu'elle avait fait pendant de jour. Elle s'asseyait au piano, chantait, brodait au métier, peignait. Et jamais ses tableaux n'étaient plus artistiques, ni ses broderies plus parfaites, ni sa voix tant mélodieuse, que dans ces heures de mystère où elle errait parmi les pièces de la maison, dans la pénombre des veilleuses, solitaire et fantastique comme une àme en peine."
(Excerto de La Somnambule)
Índice:
Préface. | La Somnanbule. | Le Loyer. | Lisboetes et Provinciaux. | Mara. | Lita. | Inexorable Loi. | La confession de Blanche. | Si jeunesse savait. | Une preuve d'amour.
Mécia Mouzinho de Albuquerque (Leiria, 1870 - Lisboa, 1961). "Natural de Leiria, cidade na qual, segundo Agostinho Gomes Tinoco, nasceu a 2 de Dezembro de 1870, veio a falecer em Lisboa a 10 de Fevereiro de 1961. É nesta última cidade que parece ter desenvolvido grande parte da sua actividade no âmbito das Letras, já que não se conhece informação precisa acerca da sua participação na vida cultural da cidade de Leiria. Com textos que por vezes assina com o nome de Mência ou o pseudónimo de Zoleica, teve vasta participação na imprensa da época, na qual divulgou alguns dos seus textos poéticos e contos, nomeadamente na Mala da Europa, Ocidente, Jornal das Senhoras, Tarde e Novidades. Com uma produção literária que inclui os livros de contos A Sonâmbula (1918), no ano seguinte publicado em Madrid e mais tarde traduzido para o francês, e Aventura de Tomyris (1943), foi ao género poético que Mécia Mouzinho de Albuquerque mais se dedicou, publicando A Tecedeira (1914), Fragmentos Históricos (1917), Rainha e mártir (1920), Pela vida fora (1930), À guitarra (1932), Quinze anos depois (1937) e À luz do sol poente (1949). A esta autora são também atribuídas várias obras que ficaram inéditas, possivelmente produzidas nos últimos anos da sua vida, como Ao fim da estrada, Musa das prisões e Versos e Farpinhas, ou ainda Aventuras de Rudeguna.
Além dessa actividade literária, que inclui a tradução de obras do romancista Charles Oulmont, assim como do contista Edgar Allan Poe, e pela qual foi medalhada pelas sociedades “Gens de Lettres de France” e “Arts, Sciences et Lettres”, Mécia Mouzinho de Albuquerque destacou-se ainda pela sua ligação a obras de carácter social, como fundadora da Comissão Central de Subsídios e Rendas de Casa a Prisioneiros e Emigrados Monárquicos, em 1915, e da Iniciativa Particular da Luta contra o Cancro, em 1931."
(Fonte: http://vcp.ul.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=40&Itemid=122)

Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas algo oxidadas.
Muito invulgar.
Indisponível

23 novembro, 2021

AZEVEDO, Padre Carlos de - PORQUE APARECEU NOSSA SENHORA NA FÁTIMA? História - Lendas - Tradições.
[Prefácio de D. José Alves Correia da Silva, Bispo de Leiria]
. Leiria, [s.n. - Edição da Gráfica], 1944. In-8.º (19,5 cm) de 218, [2] p. ; [32] p. il. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio com interesse para a história de Fátima e das Aparições, bem como pela recolha iconográfica mariana realizada pelo autor no distrito de Leiria.
Livro ilustrado com 32 gravuras separadas do texto que reproduzem: o retrato do bispo de Leiria, D. José; a coroa de ouro e pedras preciosas oferecida pelas Senhoras Portuguesas a Nossa Senhora de Fátima na festa jubilar das Aparições em 1942; 30 fotogravuras de Nossas Senhora seleccionadas pelo Pe. Carlos de Azevedo.
"Duas décadas passaram já, desde que, criança ainda, ouvi ler do Seminário, pela primeira vez, o livro intitulado Couseiro ou Memórias do Bispado de Leiria.
Tenho ainda bem presente na lembrança que de tão atraente e curiosa leitura emanava um forte aroma mariano, a envolver tôda a história e monumentos desta Diocese, nessa altura já bastante conhecida pelos acontecimentos da Cova da Iria em 1917. [...]
Na verdade, se Portugal inteiro é feudo de Maria, a Diocese de Leiria é o coração da terra lusa; e as mães têm o primeiro lugar no coração dos seus filhos. [...]
Ao tratar do culto de Nossa Senhora na Diocese de Leiria, não me limitarei apenas, como Fr. Agostinho de Santa Maria, a mencionar os Santuários mais notáveis ou as imagens mais célebres da Mãe de Deus.
Tendo percorrido tôda a Diocese pela ordem das suas seis Vigararias, num total de 57 freguesias, procuro arquivar com a maior fidelidade tudo o que anda ligado ao culto e devoção dêste bom e piedoso povo à Virgem Nossa Senhora.
Mais um livro na bibliografia de Fátima!...
Incumbido, em 9 de Julho de 1938, pelo meu Venerando Prelado, de preparar êste trabalho, venho apresentá-lo hoje. Não agradará a alguns espiritos criticos, pois nêle se entrelaça a história com velhas tradições populares e até com lendárias narrativas. História, lendas e tradições é apenas o exalar do inebriante aroma da antiga devoção dêste povo à Mãe de Deus."
(Excerto da Introdução)
Indice:
O motivo dêste livro [prefácio]. | Introdução. | A cidade de Leiria. | O Bispado. | Freguesias de: Leiria; Amor; Arrabal; Azoia; Barosa; Barreira; Caranguejeira; Cortes; Maceira; Marinha Grande; Marrazes; Milagres; Parceiros; Regueira de Pontes; Santa Catarina da Serra; Batalha; Calvaria; S. Vicente de Aljubarrota; Nossa Senhora dos Prazeres de Aljubarrota; Alpedriz; Juncal; Pataias; Reguengo do Fétal; Colmeias; Albergaria dos Doze; S. Simão de Litém; Vermoil; Monte Real; Carvide; Coimbrão; Monte Redondo; Souto de Carpalhosa; Vieira e Leiria; Ourém; Ceissa; Espite; Fátima; Freixeanda; Gondomaria; Olival; Rio e Couros; Urqueira; Vila Nova de Ourém; S. João de Pôrto de Mós; S. Pedro de Pôrto de Mós; Alearia; Alqueidão da Serra; Alvados; Arrimal; Mendiga; Mindre; Mira de Aire; Pedreiras; S. Mamede; Serra de Santo António; Sêrro Ventoso; Nossa Senhora de Fátima; Nossa Senhora na obra dos Poetas de Leiria; Epílogo. | Índice onomástico. | Erratas.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico e regional.
Indisponível

11 novembro, 2021

ROLO, Jorge da Silva - O CAVALEIRO DO MANTO BRANCO
. Leiria, Folheto Edições & Design, [2015]. In-8.º (21 cm) de 87, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Capa: desenho original do autor.
Interessantes narrativas romanceadas, abarcando vários períodos da História de Portugal, sendo algumas delas relacionadas com a Guia (Pombal), de onde o autor é natural. A II Parte do livro é dedicada a D. Afonso Henriques - o Cavaleiro do Manto Branco - e à sua acção na fundação da nacionalidade.
"O passado estava presente no dia a dia. Ao eu redor os jovens cavaleiros faziam os seus jogos de guerra não imaginando o quanto lhes seriam preciosos num futuro próximo. Sentado à sombra de um enorme sobreiro, o cavaleiro do manto branco ia recordando a sua passagem pela terra santa, os confrontos com os muçulmanos e os muitos amigos que por aquelas terras ficaram. [...]
No interior da sua tenda, Afonso recebia um mensageiro acabado de chegar. Fazendo uma larga vénia, entregou-lhe um pergaminho e disse-lhe:
Senhor; graças aos céus que vos encontrei. Pensei ir encontrar-vos mais a norte, mas os sinais de uma enorme batalha me fizeram aproximar. Vim o mais rápido que pude. Os cristãos vivem dias difíceis. Na mensagem que me pediram para vos entregar, ficareis a conhecer novas da chegada de um grande exército comandado por três reis mouros chegados a alguns dias de barco vindos do norte de África. [...] As aldeias por onde tenho passado foram todas incendiadas e os aldeãos que não puderam fugir, foram todos mortos. Fala-se que o exército é composto por milhares de guerreiros mouros. Aí podereis confirmar, Senhor, tudo quanto vos disse.
Afonso Henriques, abriu o pergaminho e deu ordens para que dessem alimento e alojassem o mensageiro. Mais tarde falaria com ele."
(Excerto de O mensageiro : A independência de Portugal)
Índice:
Dedicatória. | Agradecimentos. | Aos Leitores. | Apresentação. | I Parte: 1. O domínio árabe da Península Ibérica : D. Afonso Henriques. 2. Os olhos de Leonor Teles : A caçada Real. 3. Um povo feliz : A vida o campo; Ao desafio. 4. Lenda do pescador perdido : A taberna do tubarão azul. 5. Nossa Senhora da Guia : Martinho Fernandes; A imagem milagrosa. 6. As invasões Napoleónicas : A chegada dos Franceses. 7. O vale do Cabecinho : O Conde Julião. 8. A gruta da Moura : O Mestre da Ordem de Cristo. II Parte: 9. O mensageiro : A independência de Portugal. 10. A Batalha final : Os últimos dias. 11. A descoberta : O segredo do padre Daniel. | Posfácio. | Nota do autor.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
15€

20 outubro, 2021

VIEIRA, Afonso Lopes - BRANCAFLOR E FREI MALANDRO : dois piquenos poemas de amor. Por... Lisboa, Livraria Sá da Costa, [1947]. In-8.º (18 cm) de 92, [4] p. ; E.
1.ª edição.
Obra póstuma. No presente volume reúnem-se duas obras autógrafas do poeta encontradas no seu espólio literário, das quais apenas alguns seus amigos tinham conhecimento.
Capa [e f. rosto] de João Carlos sobre apontamento do Poeta.
Afonso Lopes Vieira (1875-1946). "Poeta e ficcionista português, nasceu a 26 de janeiro de 1878, em Leiria, e morreu a 25 de janeiro de 1946, em Lisboa. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, chegou a praticar a advocacia. Foi, entre 1900 e 1919, redator da Câmara dos Deputados, e, a partir de 1916, dedicou-se exclusivamente à literatura e à ação cultural. Retirou-se na sua casa de São Pedro de Muel onde recebia vários amigos, também escritores, e viajou por Espanha, França, Itália, Bélgica, Norte de África e Brasil, tendo decidido "reaportuguesar Portugal, tornando-se europeu".
Levou a cabo inúmeras tentativas de reabilitação junto do grande público (inclusivamente infantil) de um património nacional, nomeadamente clássico e medieval, esquecido, seja pela tradução (Romance de Amadis) ou divulgação de obras de autores basilares da cultura nacional (edição de Os Lusíadas; a promoção de uma Campanha Vicentina). Integrado no grupo da "Renascença Portuguesa", colaborou em publicações como A Águia, Nação Portuguesa ou Contemporânea. A sua poesia, próxima do saudosismo, inscreve-se num filão tradicional que, fazendo a transição entre a poesia neorromântica de fim-de-século e correntes nacionalistas e sebastianistas do início do século XX, recuperam métricas, formas e temas tanto inspirados na literatura clássica como nos romanceiros ou na literatura popular. Com uma faceta de anarquista, que inspirará, por exemplo, a obra ficcional Marques (História de um Perseguido), as inúmeras ações de renascimento cultural de Portugal que promoveu mantiveram-se num plano da consciência individual, sem aderirem a programas com ideais em parte coincidentes, como o integralismo, representando, antes, no início do século, a persistência de um neorromantismo que fora encetado com o neogarrettismo de Alberto de Oliveira. Destacam-se na sua produção: Para quê, Náufragos: Versos Lusitanos, O Encoberto, Bartolomeu Marinheiro, Arte Portuguesa, Ilhas de Bruma e Onde a Terra Acaba e o Mar Começa."
(Porto Editora – Afonso Lopes Vieira na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-13 14:50:11]. Disponível em https://www.infopedia.pt/$afonso-lopes-vieira)
Bonita encadernação inteira de pele com ferros gravados a ouro na lombada
.
Sem capas de brochura.
Invulgar.
Indisponível

28 agosto, 2021

SILVA, Professor Joaquim Morais da - O HIPNOTISMO AO ALCANCE DE TODOS.
Obra profusamente ilustrada
. Leiria - (Portugal), Tipografia Leiriense, Limitada, 1931. In-8.º (19 cm) de 79, [1] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Curioso manual de hipnotismo. Nada foi possível apurar acerca do autor dado não existirem referências biográficas, a não ser que será, talvez, natural da região de Leiria - todos os seus livros foram impressos na Cidade do Lis; em termos bibliográficos, a Biblioteca Nacional dá notícia de duas obras da sua autoria - Os milagres de Lourdes (1927); O hipnotismo ao alcance de todos (1931), e uma tradução - Universalidade da Sociedade Vedanta (1931). Tem ainda uma outra obra que não consta na base da BNP, disponível neste blogue: Alguns fenómenos de levitação (1928).
Livro ilustrado ao longo do texto com desenhos e fotogravuras, sendo alguns deles impressos sobre papel couché em página inteira.
"Há ainda quem creia que o Hipnotismo é obra de demónios e que, quem o pratica, tem pacto com o diabo. A superstição há-de sempre existir com o homem. É mesmo uma tara difícil de extirpar.
O sono hipnótico não é mais do que o resultado patológico de umas práticas, ditas hipnóticas, tendentes a paralizar certas partes do cérebro, e o sono assim provocado vem tão naturalmente como quando, depois de um longo percurso a pé, nos deitamos para descansar. Não ocultamos, no entanto, os perigos que podem advir do mau emprêgo desta ciência, mas só o abuso - de qualquer forma que se queira interpretar o vocábulo - os pode justificar."
(Excerto de Preliminares - Hipnotismo)
Índice:
Prefácio. | Preliminares. | I - O olhar e a sua cultura. II - O poder do olhar entre os animais. III - A voz e a sua cultura. IV - Consciente e subconsciente. V - Processos neuroscópicos. VI - O reconhecimento duma fôrça. O magnetismo animal. VII - Como desenvolver o poder hipno-magnético. VIII - A concentração. IX - O sono hipnótico. X - Como despertar um paciente. XI - Condições para hipnotizar. XII - Processos hipnóticos. XIII - As zonas hipnogénicas. XIV - Meios mecânicos. XV - Como mudar o sono natural em sono hipnótico. XVI - Hipnotismo experimental. XVII - Hipnoterapia geral. XVIII - A influência pessoal.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
A BNP dispõe de apenas um exemplar no seu acervo.
Indisponível

16 agosto, 2021

PESSANHA, D. José - A IGREJA DE NOSSA SENHORA DO POPOLO DAS CALDAS DA RAINHA EM 1656. Descripção e inventarios publicados por... Socio effectivo da Real Associação dos Archeologos Portuguezes e correspondente do Instituto de Coimbra. Proprietaria e editora, a Real Associação. Separata do Boletim da Real Associação dos Archeologos Portuguezes. Lisboa, Typ. da Caza da
Moeda e Papel Sellado, 1910. In-4.º (27 cm) de 12 p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo situada nas Caldas da Rainha.
"A Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, também referida como Igreja Matriz das Caldas da Rainha (1500), integra o conjunto do Hospital Termal Rainha D. Leonor na freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, cidade e concelho das Caldas da Rainha, distrito de Leiria, sub-região do Oeste, Portugal. Foi classificada como Monumento Nacional em 1910 (Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910) e é hoje um dos elementos patrimoniais mais significativos do município.
A povoação de Caldas da Rainha, tal como a sua Misericórdia e Hospital, foram fundados pela rainha D. Leonor em 1485. Dez anos mais tarde o Papa autorizou a fundação de uma capela anexa, também ela sob a invocação de Nossa Senhora do Pópulo; em comunicação direta com o hospital através de um corredor abobadado, destinava-se ao acompanhamento espiritual dos doentes (no dia de chegada, era aí que se confessavam e comungavam para depois iniciarem os tratamentos).
Os elementos essenciais da igreja (nave e capela-mor) ficaram concluídos em 1500; o templo seria elevado a Igreja Matriz em 1510, ano em que foi terminada a torre sineira e instalaram a pia batismal. Diversas obras de beneficiação e reabilitação teriam lugar ao longo dos anos, entre as quais a construção do coro-alto (1544-46), a inclusão de elementos decorativos em talha, pinturas e esculturas (1518, 1533, 1639, 1659, 1675, 1732, 1750, etc.), o revestimento em azulejo (1658-59), ou a instalação de um novo órgão, doado por D. João VI (1825)."
(Fonte: wikipédia)
Opúsculo muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
José Maria da Silva Pessanha (Lisboa, 1865-1939). Aristocrata. Académico, professor, historiador de arte e arqueólogo. Publicou, entre outros trabalhos, A História das Indústrias Artísticas em Portugal (1904) e a conferência A Porcelana em Portugal -.A Fábrica da Vista Alegre (1924). Leccionou na Escola de Belas Artes de Lisboa e exerceu funções de conservador da Torre do Tombo.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Cansado, ligeiramente oxidado.
Raro.
15€

08 agosto, 2021

SILVA, Joaquim Morais da - ALGUNS FENÓMENOS DE LEVITAÇÃO. (Publicado pela primeira vez n'«O Brado Africano», de 1925). Obra profusamente ilustrada. 2.ª edição. Leiria, Tip. Central, Limitada, 1928. In-8.º (18 cm) de 16 p. ; il. ; B.
Curioso trabalho sobre levitação, revela os processos e técnicas de suspensão dos objectos. Nada foi possível apurar acerca do autor dado não existirem referências biográficas, a não ser que será, talvez, natural (ou residente) na região de Leiria - todos os seus livros foram impressos na Cidade do Lis; em termos bibliográficos, a BNP dá notícia de duas obras da sua autoria - Os milagres de Lourdes (1927); O Hipnotismo ao alcance de todos (1931), e uma tradução - Universalidade da Sociedade Vedanta (1931).
Opúsculo ilustrado com desenhos exemplificativos ao longo do texto.
"Dá-se o nome de levitação à suspensão dum corpo, de forma a não ter, durante um tempo indeterminado, contacto algum com o solo ou qualquer outro ponto de apoio.
Este fenómeno, entre nós extraordinário e quási inacreditável, é vulgar entre os orientais. [...]
Se agora passarmos ao Ocidente, fácil se nos torna reunir inúmeros casos de levitação, observados nos santos e outros religiosos, que se elevam do solo para grande pasmo dos ignorantes, que viam nisso um milagre."
(Excerto de A Levitação)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Sem registo na BNP.
20€

18 maio, 2021

OLIVEIRA, P.ᵉ José Galamba de - FÁTIMA À PROVA.
Subsídios para a História de Fátima. Leiria, Gráfica, 1946. In-8.º (19,5 cm) de 128, [4] p. ; [18] f. il. ; B.
1.ª edição.
Importante contributo para a história das aparições de Fátima, obra do Padre José Galamba de Oliveira - um dos principais estudiosos e divulgadores do fenómeno Mariano.
Livro ilustrado com 18 estampas intercaladas no texto.
"No seu n.º 111, de 13 de Dezembro de 1931 iniciava a «Voz de Fátima» uma série de artigos subordinados ao título deste livro e publicados até 13 de Março de 1933. Por motivos alheios à nossa vontade suspendeu-se a publicação, que, em virtude de trabalhos absorventes, nunca mais pôde continuar.
Os materiais estavam juntos.
Muita gente seguira com interesse a história das várias fases da perseguição e pedia que continuássemos.
Passados mais de 13 anos sobre a publicação do último artigo, sai finalmente em volume o que então publicámos e o que conseguimos coligir e averiguar acerca do assunto.
Este trabalho, para o qual tivemos de ouvir muita gente e passar longo tempo em investigações na Administração do concelho de Vila Nova de Ourém e no Governo Civil de Santarém, é apenas um pequeno subsídio para a futura história dos acontecimentos de Fátima. Não tem outras pretensões.
Ocupar-nos-emos só do que respeita às contrariedades e oposições levantadas contra a Fátima, abrangendo o período agitado das aparições e primeiras perseguições."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Introdução. | I - O Clero e as Aparições de Fátima: - Também o clero?; - O pároco; - Os outros padres; - A Autoridade Eclesiástica; - O Senhor Bispo de Leiria; - Padres e seminaristas; - Os padres e a Imprensa. II - As Autoridades e a Maçonaria: A prisão dos pastorinhos: - A evolução fatal; - O plano; - O protagonista; - O rapto dos videntes; - O efeito; - A atitude dos videntes. O comício de Fátima: - Os preparativos; - Que sucedera?; - O fim da farsa; - Um particular humorístico. O roubo dos objectos da Cova da Iria e a paródia da procissão em Santarém: - A viagem para Fátima; - À vinda - O dedo de Deus?; - A exposição; - A procissão; - Uma mulher forte; - A impressão geral. A imagem da capelinha. A peregrinação de Maio de 1920: - A grande parada reaccionária; - A maçonaria em campo; - O boato; - As autoridades; - O rescaldo; - O Governo e a maçonaria; - Pormenores; - Instantâneos; - Um benemérito. A dinamitação da Capela das Aparições: - O atentado; - Quem eram os bombistas?; - As investigações oficiais. Um émulo do Artur. A caminho do fim?: - O zelo da higiene; - O papão do culto público. Liberdade a cantaros. Falta de carácter ou um Estado no Estado? Um professor do Parlamento. Dois documentos.
José Galamba de Oliveira GOIH (Aldeia-Nova, Olival, Ourém, 4 de Fevereiro de 1903 - Marrazes, Leiria, 25 de Setembro de 1984). "Foi um padre católico, professor, educador, dinamizador social, jornalista e historiador das aparições de Fátima. Nasceu em 1903 no lugar de Aldeia-Nova, filho de José Joaquim de Oliveira e Cecília da Conceição Galamba, comerciantes. Fez os estudos primários no Olival, ingressando depois no Seminário Patriarcal de Santarém em 1914. Estudou na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, concluindo o doutoramento em Filosofia em 1922 e o bacharelato em Teologia e Direito Canónico, concluindo o curso teológico em 1926, no Seminário de Leiria. Foi ordenado presbítero na Sé de Leiria em 11 de Julho de 1926, celebrando a missa nova na Cova da Iria, no dia 13 de Julho. Em 1943 foi nomeado Cónego da Sé de Leiria, e Monsenhor em 1983. Procurou estudar e divulgar os acontecimentos da Cova da Iria e a mensagem de Fátima, através de artigos, ensaios e obras (Fátima à prova, Jacinta, História das aparições). Era amigo próximo da vidente Lúcia dos Santos, fazendo parte de um pequeno grupo de pessoas que a podia visitar no Carmelo de Coimbra sem autorização prévia da Santa Sé. Faleceu a 25 de Setembro de 1984, aos 81 anos de idade, em Marrazes, Leiria."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

17 maio, 2021

CORRÊA, Pinheiro - EDUCAÇÃO AERONÁUTICA.
[Por]... Piloto-aviador
. Lisboa, Bertrand (Irmãos), Lda., 1956. In-8.º (21,5 cm) de 30, [2] p. (inc. capas) ; il. ; B. Separata da «Revista do Ar»
1.ª edição independente.
Curiosa obra de divulgação aeronáutica.
Livrinho ilustrado ao longo no texto com fotogravuras a p.b.
Tiragem: 200 exemplares.
"Como já foi dito, dentro dum legítimo direito que lhe assiste e de acordo com o Regulamento estabelecido, resolveu o articulista apresentar ao IV Congresso da União Nacional uma modesta Comunicação que intitulou - «O Desporto Aéreo em Portugal - Bases para uma reorganização» - conscio de que esse modesto trabalho, devidamente apreciado, poderia vir a fornecer elementos para a solução dum problema que o autor, no seu fraco critério, considera de interesse nacional, uma vez que se pretende dar uma formação moderna à mocidade de Portugal e a aproveitar as suas nunca desmentidas qualidades rácicas, que rpara missões de paz, quer para fins de defesa nacional.
Trata-se da formação duma mentalidade aeronáutica, requisito indispensável para se viver a vida de hoje, e que, em Portugal, todos concordam ainda não existir, mas que pouco se tem feito para o conseguir."
(Excerto do texto)
José Pedro Pinheiro Corrêa (1892-1973). Natural de Leiria (Sé). "Assentou praça como voluntário, com 19 anos no Regimento de Infantaria 7, da bela cidade do Lis, para mais tarde, em 1915, ingressar na Escola de Guerra - como então se chamava à actual Academia Militar - onde tirou o Curso da Arma de Infantaria.
Promovido a Alferes em 1916, logo se sentiu atraído pela aviação, que estava precisamente a ser criada em Portugal, e concorreu assim ao primeiro curso que se realizou na Escola de Aeronáutica Militar, o chamado Curso Histórico de Vila Nova da Rainha, onde ficou apresentado desde 15 de Outubro do ano em referência.
Era Director da Instrução de Pilotagem o comandante Sacadura Cabral, pessoa por quem Pinheiro Corrêa teve sempre a maior estima e admiração.
Em 1917, não tendo concluído o seu Curso de Pilotagem, ofereceu-se para prestar serviço em Moçambique, onde a Alemanha nos tinha declarado Guerra, seguindo para essa província a 2 de Julho.
Integrado na Esquadrilha Expedicionária a Moçambique, considerado observador aéreo, chegou a Mocimboa da Praia, base aérea de operações, no dia 4 de Agosto desse ano. [...]
Ao longo de toda a sua carreira de militar e aviador, teve numerosos prémios, condecorações e louvores, dos quais se enunciarão apenas os de maior prestígio, nacionais ou estrangeiras, como de resto tem sido feito em relação a outros pioneiros falecidos.
Para além da sua vida profissional, Pinheiro Corrêa revelou-se como activo dirigente desportivo da modalidade aeronáutica e um perfeito organizador de competições, exposições e de motivos afins."
(Fonte: http://coronelpinheirocorrea.tosterego.com/Biografia.html)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequena falha de papel na contracapa. Vestígios antigos de humidade
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
35€