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25 novembro, 2025

VAUX, Baron de -
LES HARAS ET LES REMONTES : prix des chevaux - étalons de pur sang - anciennes jumenteries. La production chevaline en France. Par le... Introduction par Edmond Henry. Paris, J. Rothschild, Éditeur, 1887. In-8.º (17x13 cm) de 95, [5] p. ; E.
1.ª edição.
Interessante trabalho sobre o panorama da produção equina em França. Trata-se de um estudo dedicado sobretudo às principais coudelarias e centros hípicos do país, abordando ainda o ensino e a Alta Escola francesa. Inclui o preço de mercado dos cavalos, e a problemática dos garanhões puro-sangue.
"Aven d'entrer dans l'examen de l'intéressante publication que M. le Baron de Vaux consacre à l'étude de la Question chevaline, je dois dire à quelles considérations j'ai obéi en acceptant de le faire à cette place.
C'est d'abord à cause des éloges mérités qu'il va m'être permis de faire cette étude, et aussi, je l'avoue, parce que je vais en profiter pour signaler quelques points de détail sur lesquels je ne partage pas l'avis de l'auteur.
C'est justement parce que M. de Vaux a révélé dans la presse une connaissance plus approfondie des principaux ponts de doctrine qui constituent aujourd'hui l'ensemble de la Question chevaline, que je tiens à signaler les points peu nombreux, fort heureusement, de cette question sur lesquels je diffère avec lui."
(Excerto de Introduction)
Table des matières:
Introduction | Les deux soeurs | La réponse des haras en 1842 | L'armée doit-elle diriger les haras? | La question du prix des chevaux | L'instabilité dans les méthodes d'achat | Les étalons de pur sang des haras | Les anciennes jumenteries de l'État | Les haras et le budget de 1887 | L'élevage et les écoles de dressage | La production chevaline en France | Les courses au trot | L'organisation à créer | Les courses plates | Les courses telles qu'elles drevraient être | Le budget des remontes pour 1887.
Barão de Vaux (Charles Devaux) (1843-1915). Nasceu a 3 de setembro de 1843 em Bailleul (Nord) e faleceu a 2 de dezembro de 1915, em Paris. "Foi um cavaleiro francês, escritor e jornalista desportivo. "Polígrafo mundial, o Barão de Vaux (1843-1915) publicou muitas obras belamente ilustradas que são um deleite para os colecionadores. Antigo oficial de cavalaria, serviu sob o comando do General l'Hotte antes de se tornar jornalista e escritor desportivo. Mennessier recorda-nos que “em 1860 alistou-se voluntariamente no Sexto Regimento de Lanceiros, em 1863 foi transferido para Saumur como Brigadeiro, em 1864 era Sargento, em 1866 ou 1867 deixou o serviço militar e trabalhou como editor de um jornal provincial, depois ingressou no jornalismo desportivo para tratar de assuntos relacionados com a criação de animais, equitação, etc. […] e em 1898 fundou o jornal desportivo e social L’Illustré Parisien.
Nos seus artigos, menciona os cavaleiros mais importantes desde Baucher (Flammarion, 1888). Só para citar os seus contemporâneos, mistura Baucher e D'Aure, claro, L'Hotte, Faverot de Kerbrecht, e também Molier, Franconi, o Duque de Aumale ou o General Gallifet. E mais adiante, na sua obra Equitation ancienne et moderne (Flammarion, 1898), podemos encontrar alguns mestres antigos."
(Fonte: https://labibliothequemondialeducheval.org/en/p/63/the-chronicles-of-the-baron-de-vaux.html)
Encadernação meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Aparado à cabeça. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Capa frontal apresenta falhas de papel marginais.
Raro.
25€

12 setembro, 2024

LÉPINE, Jean -
TROUBLES MENTAUX DE GUERRE. Par... Professeur de Clinique des Maladies Nerveuses et Mentales à l'Université de Lyon. Paris, Masson et Cie, Éditeurs : Libraires de l'Acádemie de Médecine, 1917. In-8.º (19x13 cm) de 203, [33] p. ; B.
1.ª edição.
Ensaio/guia médico publicado em 1917, durante a conflagração mundial. Trata-se de um importante subsídio para a história da Grande Guerra - no original, em francês - sobre as perturbações mentais e stress pós-traumático, sintomatologia evidenciada por grande número de soldados que participaram no conflito.
Obra rara, com interesse histórico.
“Sem lesões aparentes”. É assim que o Doutor Jean Lépine, Chefe do Centro de Psiquiatria da 14.ª Região Militar e do Asilo de Bron, descreve os soldados vítimas do que hoje se chama de stress pós-traumático… homens enlouquecidos pela guerra.
Em 1917, o Doutor Jean Lépine publicou Transtornos Mentais da Guerra, “uma espécie de guia para os médicos”, cujos estudos não eram especializados em neuropsiquiatria. Este iria ajudá-los desde a linha de fogo até ao interior do país. Jean Lépine não lista patologias, mas sim os fenómenos mentais observados em 6.000 casos desde 1914. Os capítulos descrevem grupos de pacientes que sofrem de “confusão mental alucinatória”, “narcolepsia”, “amnésia”, “perseguição” ou mesmo “estado depressivo”, etc., e fornece pistas para tratamentos químicos, dietéticos ou de balneoterapia…"
(Fonte: https://france3-regions.francetvinfo.fr/bourgogne-franche-comte/histoires-14-18-jean-lepine-psychiatre-blessures-apparentes-1449631.html)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Indisponível

22 maio, 2024

BAUDRILLART, Mgr Alfred - O CLERO FRANCEZ NO EXERCITO. Pelo... Reitor do Instituto Catholico de Paris. Paris, [s.n. - Dubreuil, Frèrebeau & Cia - Paris], 1918. In-4.º (24 cm) de 31, [1] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Interessante opúsculo sobre a participação da Igreja francesa na Grande Guerra, obra da autoria de Alfred Henri Marie Baudrillart (1859-1942), insigne prelado católico francês, elevado ao cardinalato em 1935.
Livro muito ilustrado com fotogravuras ao longo do texto.
"É muito simples a missa do capellão militar! O altar não é de marmore nem de bronze; compõe-se apenas de uma prancha mal aplainada. Não se vêm lustres nem armação, porém alguns pobres ornatos amarrotados ou maculados pela lama invasora da trincheira. Ha muito tempo que se utilisam. Não importa, porquanto conservam o seu poder evocador. Assemelham-se a essas bandeiras dilaceradas pela metralha, que todos saudam com respeito, por mais rôtas que estejam; representam sempre o ideal da Patria; e as roupas sacerdotaes, vestidas nas trincheiras, eclipsam a riqueza das mais douradas casulas. Uma cruz domina o altar, e ahi o padre pronunciará as eternas palavras que dão a vida. Estranho contraste: o ministro da paz está no meio dos guerreiros e alli representa um papel de primeira ordem. Sim, essa missa, essa visão pacifica, vae restituir a coragem a homens que soffrem; vae desvendar ás almas o ideal, o misterio; vae, por alguns instantes, afastar os soldados das suas preocupações materiaes; vae eleval-os acima d'elles proprios. Sursum corda! dirá o sacerdote, e á sua voz os corações se elevarão: o campanario da aldeia apparecerá ao longe."
(Excerto de I - Sursum corda)
Índice:
I - Sursum corda. II - Aquelle que se compadece. III - Aquelles que se recordam.
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com significado histórico.
Indisponível

05 janeiro, 2024

JOSEPH-RENAUD, Jean - LA DÉFENSE DANS LA RUE.
Par... Préface de M.-F. Goron, Anciem Chef de la Sûreté. Ouvrage orné de 48 pages d'illustrations photographiques hors texte. Sports-Bibliotèque. Paris, Pierre Lafitte & Cie, [1912]. In-8.º (20x14,5 cm) de XX, 419, [3] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Edição original deste curioso manual de defesa pessoal publicado no início do século XX em Paris, França, na apreciada colecção Sports-Bibliotèque.
Obra de referência, redigida na língua original, em francês.
Ilustrada no texto e em página inteira com numerosos desenhos, gravuras e fotografias exemplificativas dos movimentos de defesa e ataque.
"Jean Joseph-Renaud procurou, ao longo destas páginas, esclarecer os virtuosos do boxe, do tiro, da bengala, do jiu-jitsu, etc., praticantes empenhados, os aspectos mais práticos destes desportos, mas também para ensinar as pessoas que têm pouco tempo para dedicar ao treino de alguns meios de defesa fáceis e seguros. Este grosso volume está estruturado em torno dos títulos dos capítulos: o revólver, a bengala, a esgrima prática com a bengala, distâncias mais curtas, boxe francês, pontapés altos, exame do método Charlemont, socos, séries de treino, combate corpo a corpo, jiu- jitsu, quedas principais, combate no chão, prática de jiu-jitsu em combate, apoios em pé, associação fundamentada dos três desportos, boxe francês versus boxe inglês, socos ou jiu-jitsu contra pontapés, jiu-jitsu contra socos, faca, contra o revólver, contra a faca, as tácticas de luta de rua e a defesa da mulher."
(Fonte: Wook - Sinopse reedição)
"Il y a a quelques années, on s'aperçut que, telle qu'on la pratiquait alors, l'escrime préparait mal au duel et que c'était un grand tort qu'accuser le hasard lorsqu'un virtuose d salle d'armes se faisait blesser ou tuer sur le terrain par um inexpérimenté.
On remplaça le fleuret par lépée.
Aujourd'hui que les concours ont lieu en une touche, en plein air et avec pointe d'arrête, il n'y a plus guère entre un assaute de tornoi et un duel que la différence de danger.
Les sports dits «de défense» n'ont pas encore subi pareille et indispensable réforme.
Elle leus serait pourtant bien nécessaire!... Qu'il s?agisse de boxe, de canne, de lutte, de jiu-jitsu, etc., je vois enseigner un grand nombre de mouvements qui, dans un vrai combat, seraient impossibles ou dangereux.
Ces sports développent certes la résistance, la vitesse, la combativité, la force, mais ils ne préparent pas directement au vrai combat."
(Excerto de Plan général - Vers le réalisme)
Jean-Joseph Renaud (1873-1953). "Esgrimista francês, competiu nos Jogos Olímpicos de Verão de 1900. Foi um prolífico jornalista, autor e dramaturgo, cujos livros L'Escrime (1911) e La Défense dans la rue (1912) são, reconhecidamente, importantes contributos para a literatura especializada do género. Foi um defensor das questões de honra, tendo dito: "De todos os pontos de vista, o duelo é benéfico." Arbitrou algumas contendas, incluindo as que envolveram Clemenceau e Leon Blum, e combateu ele próprio  em duelo  pelo menos 15 vezes, sendo que, 4 deles, foram travados com pistolas; saiu vitorioso em todos eles.
Encadernação do editor com letras gravadas na lombada e na pasta anterior, tendo esta, ao centro, gravura do autor em "posição de combate".
Exemplar em bom estado de conservação. Páginas 5-8 apresentam falha de papel no pé, sem prejuízo da mancha tipográfica.
Raro.
Indisponível

14 agosto, 2023

BRIAND, Arístide - A GREVE GERAL. (Discurso na integra, pronunciádo no Congresso Geral do Partido Socialista Francez em 1899). [Por]... (Ex-presidente do Conselho de Ministros da Republica Franceza). Tradução de Armando Costa. Biblioteca de Propaganda Social - N.º 6. Lisboa, Empreza Editora Popular, [19--]. In-8.º (17 cm) de 24 p. ; B.
1.ª edição.
Capa - belíssima - assinada Fonseca.
Importante peça de propaganda republicana editada nos alvores do século XX, dos primeiros que sobre este assunto se publicaram entre nós. Precede o discurso um apontamento biográfico de Briand pelo tradutor.
Obra rara e muito interessante, com interesse histórico; a BNP não menciona.
"Companheiros:
A Greve Geral é uma concepção a que muito particularmente tenho dedicado os meus esforços de propaganda, e felicito-me por tê-la feito adoptar pelo primeiro Congresso corporativo a que foi submetida. Estes antecedentes impoem-me, de certa maneira, um dever de paternidade que me proponho cumprir sem interrupções. Em troca, - prometo-vos - vou diligenciar nada dizer que possa molestar, levemente que seja, nenhuma das opiniões em que se divide esta Assembleia. [...]
Ontem pedi que este assunto da Greve Geral fosse tratada á parte, porque entendo que merece a honra de uma discussão particular: primeiro porque é verdadeiramente interessante por si mesmo; e finalmente, porque o Congresso do Partido Socialista terá, assim, ocasião de assignalar a sua deferencia aos Congressos das organizações sindicais realisadas em Marselha, Nantes, Limoges e Rennes, que se pronunciaram afirmativamente sobre o mesmo assunto. É notavel, para mim, que, sob a influencia de perocupações politicas, alguns dos nossos companheiros, os melhores e os mais escutados, com um acentuado e imerecido desdem, achem necessario afastar a concepção da Greve Geral.
De duas uma: ou os Congressos operarios teem razão ao adoptar esta tática, ou não a têem. De qualquer maneira, é absolutamente necessario que os partidarios da Greve Geral venham dizer as razões porque a têem aconselhado, e que os seus adversarios, igualmente, digam porque a desprezam; o Congresso resolverá. Se a Greve Geral é, de facto, julgada uma arma perigosa, é urgente, indispensavel mesmo, que o proletariado seja informado, para que abandone, quanto antes, o caminho que, a meu conselho e de alguns dos meus amigos, vem percorrendo.
Por mim, continúo a achá-la boa e fecunda, tenho a coragem de o declarar, e tenho esperança que todo o Partido Socialista entrará nela com o proletariado."
(Excerto do Discurso)
Índice:
Aristid Briand. - A gréve geral é uma necessidade porque é uma consequencia da evolução economica. | O objectivo da organisação sindical. - O ponto de vista politico e revolucionario. - A revolução e a gréve geral não se decretam, nem para ellas se vai sem preparação. - A revolução é o resultado da evolução. - A violencia. - É-se revolucionario, não por afeição á violencia, mas por necessidade, por fatalidade e até por destino. - Conclusão.
Aristide Briand (1862-1932). "Estadista francês nascido em 1862, em Nantes, e falecido em 1932, em Paris. Fundador do jornal socialista L'Humanité (1902) foi ainda um dos fundadores do partido Socialista Francês. Recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1926, que partilhou com o chanceler e ministro dos Negócios Estrangeiros alemão Gustav Stresemann, pelo seu esforço na cooperação internacional, dentro da Sociedade das Nações. Partidário de uma política de reconciliação com a Alemanha, desempenhou um papel importante no Pacto de Paz de Locarno (1925) e foi o mentor do Pacto Kellog-Briand (1928). Briand defendia a formação dos Estados Unidos da Europa."
(Fonte: Infopédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com pequenos efeitos.
Raro.
Sem registo na Biblioteca Nacional.
Peça de colecção.
Indisponível

01 julho, 2023

GUEDES, Fernando -
OS LIVREIROS FRANCESES EM PORTUGAL NO SÉC. XVIII.
Tentativa de compreensão de um fenómeno migratório e mais alguma história. Lisboa, Academia Portuguesa de História, 1998. In-4.º (25,5x19,5 cm) de 103, [9] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho sobre o fluxo migratório de mestres livreiros franceses para Portugal ao longo do século XVIII. Enriquecido pelo prefácio do Prof. Joaquim Veríssimo Serrão.
Bonita monografia, impressa em papel encorpado, com ilustrações a p.b. e a cores em página inteira, reproduzindo desenhos, fotografias e documentos fac-símile.
"Em Novembro de 1754 um tal François Grasset, antigo primeiro-caixeiro dos Cramer, importantes livreiros de Genebra, escrevia a Malesherbes, o homem de leis que haveria de defender Luís XVI perante a Convenção e posteriormente o iria seguir na guilhotina:
«O comércio de livraria em Espanha e Portugal, como também em muitas cidades de Itália, está totalmente nas mãos de Franceses, todos saídos de uma aldeia situada num vale do Briançonês, no Delfinado. Estas gentes, activas, laboriosas e extremamente sóbrias, vão sucessivamente para Espanha e aliam-se quase sempre entre si (...); não somente o comércio de livraria está nas suas mãos mas também o dos mapas geográficos, de estampas (...), etc.»"
(Excerto do Estudo)
Exemplar em brochura, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
Com interesse histórico.
25€

08 fevereiro, 2023

O SOLITARIO DE TERRASSON.
HISTORIA VERDADEIRA, E MUITO INTERESSANTE
. Lisboa. M. DCCCVI. Na Offic. de Simão Thadeo Ferreira. Com licença de Sua Alteza Real. In-8.º (13,5 cm) de 156, [10] p. ; B.
1.ª edição.
História de um eremita. Novela traduzida do francês, ao gosto da época, referenciada como assente em factos verídicos. As 10 últimas páginas são preenchidas com a Lista dos Assignantes - onde constam os nomes dos subscritores da obra.
Nota biobibliográfica da BNP: "Not. 494 in Gonçalves Rodrigues A Novelística estrangeira em versão portuguesa no periodo pré-romântico. Indicação de Balbi le Solitaire de Terrasson, histoire intéressante por Madame de..., Paris, 1733, 182 p. Jones, 65, atribui-o à Marquesa de Merville (Mme Bruneau de la Rabatalliére Merville)"
"Desejando sempre com muita satisfação cumprir as ordens de V. Excellencia, tenho agora o maior prazer em executar a que V. Excellencia me dá, para a informar exactamente de tudo quanto diz respeito ao Solitario de Terrasson; porque tenho a certeza de que esta narração poderá entreter a V. Excellencia alguns momentos. Desejo unicamente, que o modo de a escrever não diminua a belleza do assumpto: mas a pezar da falta  de delicadeza, e graça, que são talentos totalmente desconhecidos neste Paiz, seguro a V. Excellencia, que a relação será muito exacta, e sincera; e espero que a ordem, que V. Excellencia me deo de não omittir nenhum particular, fará desculpavel a extensão desta Carta. [...]
Princípio por dizer a V. Excellencia, que o Solitario de Terrasson só foi conhecido por este nome, pelo espaço de hum anno, tendo chegado a este deserto no rigor do inverno do anno de mil seiscentos e setenta e quatro. He notorio, que este Paiz he muito frio, e particularmente nas montanhas; elle escolheo huma para o seu retiro, no cume da qual ha huma gruta muito espaçosa, que a natureza formou em hum rochedo, e que o nosso Solitario arranjou de modo, que hum  homem a podesse habitar, não commodamente, mas que o abrigasse contra as féras selvagens.
(Excerto de Carta á Duqueza de...)
Exemplar brochado, desencadernado, em bom estado de conservação.
Raro.
20€

17 novembro, 2019

LAMARTINE, A. - CHRISTOPHE COLOMB (1436-1506). Par... Paris, Librairie de L. Hachette & C.ie, 1853. In-8.º (17,5 cm) de [4], 149, [5] p. ; B. Bibliothèque des Chemins de Fer, Deuxième Série : Histoire et Voyages
1.ª edição independente.
Biografia de Cristóvão Colombo. No ano anterior, havia sido publicada juntamente com outros apontamentos biográficos de personalidades históricas em Le Civilisateur : Histoire de l'humanité par les grands hommes, 1.º Ano, 1852, também de Lamartine.
"Colomb, dans sa pensée, aspirait à compléter le globe, qui lui paraissait manquer d'une de ses moitiés. C'éteit le besoin de l'unité géographique terrestre dont il était travaillé. Ce besoin était également une inspiration de son époque. Il y a des idées qui flottent dans l'air comme des miasmes intellectuels, et des milliers d'hommes semblent respirer en même temps."
(Excerto do Cap. II)
Alphonse de Lamartine (1790-1869). "Poeta e político francês, nascido a 21 de outubro de 1790, em Macon, e falecido a 1 de março de 1869, em Paris, foi um dos introdutores da estética romântica em França. O lirismo lamartiniano caracteriza-se pela sentimentalidade e pela melancolia, eivadas de uma tonalidade religiosa e mística, tratando motivos como a fugacidade do tempo, o sentimento da natureza, o amor, o exílio, a condição do poeta como ser excecional."
(Fonte: infopedia)
Exemplar brochado em razoável estado de conservação. Manuseado. Capa apresenta falta de papel no canto superior direito. Carimbo de posse na f. rosto. Manchado na parte inferior do livro, sem contudo afectar a mancha tipográfica.

Raro.
15€

15 dezembro, 2018

HUGO, Victor - NAPOLEÃO O PEQUENO. Volume I [Volume II e Volume III]. Lisboa, Empreza da Historia de Portugal : Sociedade editora, 1901. 3 vols in-8.º (18,5cm) de 158, [2] p. (I), 160 p. (II) e 156, [4] p. ; E. num único tomo. Col. Os Romances Celebres, X
Romance polémico de Victor Hugo em 3 volumes (completo). "Napoléon le Petit (no original) foi um romance político de Victor Hugo, publicado em 1852. Criticava o governo de Napoleão III e a política do Segundo Império Francês. Hugo viveu no exílio em Guernsey durante a maior parte do reinado de Napoleão III, e as suas críticas tiveram eco no país dado que era uma das personalidades mais proeminentes e respeitadas da época. Neste trabalho, pela primeira vez foi utilizado o "esquema" 2+2=5 como uma negação da verdade pela autoridade. A obra foi contrabandeada para França tendo sido utilizados os mais variados estratagemas de dissimulação (entre fardos de palha, latas de sardinha, etc.), para ser copiada e distribuída, e lida em reuniões secretas."
(Fonte: wikipédia)
"Quinta-feira 20 de Dezembro de 1848, achava-se em sessão a Assembleia constituinte, rodeada de um imponente desdobramento de tropas. Em seguida a leitura de um relatorio do representante Wladeck Rousseau, feito em nome da commissão encarregada de verificar o escrutinio da eleição á presidencia da Republica, relatorio onde se notava esta phrase que resumia todo o seu pensamento: «É o sello da sua inviolavel potencia que a propria nação, por meio d'esta admiravel execução dada á lei fundamental, colloca sobre a Constituição para a tornar sagrada e inviolavel»; no meio do profundo silencio dos novecentos constituintes reunidos em massa, o presidente da Assembleia nacional constituinte, Armando Marrast, levantou-se e disse:
«Em nome do povo francez;
«Atendendo que o cidadão Carlos Luiz Napoleão Bonaparte, nascido em Paris, possue as faculdades de elegibilidade prescriptas pelo pelo artigo 44 da Constituição;
«Attendendo que, no escrutinio aberto em todo o territorio da Republica para a eleição do presidente, reuniu a maioria absoluta dos suffragios;
«Em virtude dos artigos 47 e 48 da Constituição, a Assembleia nacional proclama-o presidente da Republica desde o presente dia até ao segundo domingo de Maio de 1852»."
(Excerto do Cap. I, O 20 de dezembro de 1848)
Encadernação editorial com ferros gravados a seco e a ouro na pasta anterior e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Assinatura de posse na f. rosto do vol. I.
Invulgar.
10€

26 junho, 2018

SANTOS, João Antonio Correia dos - IMPRESSÕES DE UMA VIAGEM DE ESTUDO. A instrução, a vida militar e as grandes industrias na França e Alemanha. Por... Capitão de Infantaria com o curso de Estado Maior, professor assistente na Universidade de Lisboa e no Colegio Militar. Lisboa, Tipografia da Cooperativa Militar, 1914. In-4.º (23cm) de 184, [4] p. ; mto il. ; B.
1.ª edição.
Importante estudo/relatório contendo as impressões colhidas pelo capitão Correia dos Santos durante a sua visita à França e Alemanha - nações à beira da guerra, e futuros contendores no conflito que eclodiria poucos meses após esta sua viagem - onde teve oportunidade de visitar, e ver de perto, a indústria bélica de ambos os países.
Livro totalmente impresso sobre papel couché, muitíssimo ilustrado ao longo do texto com quadros, tabelas e fotogravuras, algumas das quais em página inteira.
Muito valorizado pela dedicatória manuscrita do autor.
"Num país como o nosso, onde se adormeceu á sombra de uma pás estoliante, com a despreocupação completa do que se passava por esse mundo fóra em todas as grandes conquistas democráticas no prodigiôso e heróico seculo XIX, não póde passar indiferente qualquer depoimento sincéro, ácêrca da vida progressiva dos outros póvos, quando se entre numa era nova de transformação profunda na vida portuguêsa. É por isso que, após uma viagem de estudo realisada na França e Alemanha, resolvemos comunicar ao público as nossas impressões. O curto periodo que permanecêmos no estrangeiro não nos permitiu alcançar maior número de pormenores ineditos, entre nós, sôbre os assuntos que mais possam interessar a uma sociedade em perfeito estado de reconstituição e a que não deve ser indiferente a fórma como lá por fóra se tem levado a efeito a associação do trabalho, do capital e do talento e como se tem atendido ás reivindicações das classes trabalhadôras. Todavia, obtivémos algumas informações ácêrca da vida militar na França e Alemanha, sôbre o papel que a instrução desempenha nestes dois países e o desenvolvimento das grandes indústrias, que, em um periodo relativamente curto, atingiram um tão elevado grau de esplendôr."
(Excerto do prefácio)
Indice: Prefacio. De Fuentes de Oñoro a Paris. Impressões de uma visita ao Liceo Louis le Grand. Preparação para as Escolas do Estado em França. Tarifas pagas em França pelos alunos de instrução secundária. Vencimento dos professores de instrução secundária em França. Visita á Sorbonne. Vencimentos dos professores da Sorbonne. O exército francês. Recrutamento de oficiais em França. A  Escola de artelharia em Fontainebleau. Aumento dos soldos dos oficiais em França. O centro Nacional do Exército e da Armada em Paris. Os Inválidos. Algumas indústrias francêsas. O metropolitano em Paris. A fábrica de artelharia Schneider. O Hotel Popular de Paris. Impressões de Colonia. Real Ginasio de Lindental. O Instituto Superior do Comercio de Colonia. A fabrica de E. Leybold's Nachfolger. A fabrica de produtos quimicos Friedr Bayer & C.º. A Universidade de Bonn. Impressões de Berlim. O Instituto Quimico da Universidade de Berlim. O Instituto Superior de Técnico de Charlotenburgo. A fabrica Goerz. Os cursos livres na Alemanha. As fabricas Siemens Halske e Siemens Schuckerl. A provincia do Rheno e Westhphalia. A fabrica Ströhlein & C.º. A fabrica Krupp em Essen. O exército alemão. Recrutamento dos oficiais alemães. Os casinos e os soldos dos oficiais na Alemanha. A Escola de Guerra de Potsdam. A Escola Superior Técnica de oficiais em Berlim. A questão dos cereais na França e na Alemanha. Conclusões.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Apresenta falhas de papel na lombada.
Raro e muito interessante.
Com interesse histórico.
Indisponível

14 setembro, 2017

DOCUMENTOS RELATIVOS AO APRESAMENTO, JULGAMENTO E ENTREGA DA BARCA FRANCEZA CHARLES ET GEORGES E EM GERAL AO ENGAJAMENTO DE NEGROS, DEBAIXO DA DENOMINAÇÃO DE TRABALHADORES LIVRES NAS POSSESSÕES DA COROA DE PORTUGAL NA COSTA ORIENTAL, E OCCIDENTAL DE AFRICA PARA AS COLONIAS FRANCEZAS APRESENTADOS ÁS CORTES NA SESSÃO LEGISLATIVA DE 1858. Lisboa, Imprensa Nacional, 1858. In-fólio (30,5cm) de [4], 249, 16, XVIII, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Charles et Georges é o nome de uma barca francesa, que ficou para a história por ter originado um grave incidente diplomático entre Portugal e França (1857-1858). O navio foi aprisionado pelas autoridades portuguesas por suspeita de tráfico de escravos.
1857, Dezembro
O cônsul britânico em Moçambique alertou as autoridades portuguesas para a existência de tráfico de escravos entre Moçambique e a ilha de Reunião, francesa. A barca francesa "Charles et Georges" foi capturada nas águas moçambicanas com 110 negros a bordo. O comandante foi preso e condenado a dois anos de trabalhos públicos, tendo recorrido para o tribunal da Relação de Lisboa.
1858, Agosto
A barca francesa "Charles et Georges", apresada nas águas de Moçambique, chega ao Tejo.
1858, Outubro
Ultimato francês exigindo a libertação da barca "Charles et Georges" e o pagamento pelo estado português de uma indemnização.
1859, Janeiro
Portugal pagou a indemnização exigida pela França pelo caso da barca "Charles et Georges", oito dias depois de ter sido apresentada a conta.
1859, Outubro
Nota do governo português pondo termo ao assunto respeitante à barca "Charles et Georges".
Exemplar brochado, impresso em papel encorpado, por abrir, em bom estado de conservação; apresenta pequena falha de papel no canto superior dto da capa e da f. de guarda.
Raro.
Obra com interesse histórico, encerra importante documentação para a história da escravatura.
Segundo Inocêncio (II,181) esta obra não foi posta à venda.
60€

15 abril, 2017

CORDEIRO, Luciano - VIAGENS. Hespanha e França. Lisboa, Imprensa de J. G. de Sousa Neves, 1874. In-8.º (19 cm) de 240 p. ; B.
1.ª edição.
Apreciado livro de viagens do autor com forte componente cultural. Numa apreciação do livro, escreveu Antero de Quental, não sem relevo, e alguma mordacidade: “Tendo o Sr. Cordeiro escrito tanto, sobre tantos assuntos, altos, profundos e até graves, este livro, ligeiro como é, vagabundo e escrito a correr, parece-nos o seu melhor livro!”
Muito valorizado pela dedicatória autógrafa de Luciano Cordeiro a Sousa Viterbo.
"Primeiro volume das crónicas de viagem onde o autor regista as impressões da sua viagem pela Europa, plenas de notações pitorescas, apontamentos históricos, reflexões acerca da arte e dos costumes das regiões visitadas, relatos dos seus encontros com Fauvel, Renan e Mendes Leal. No capítulo inicial, "Em que o autor dá razão do livro", Luciano Cordeiro explica as suas motivações e a gestação da presente obra: "Cobri ao mesmo tempo a mesa de folhas, de pedras, de fotografias, de contas de hotéis, de guias e de catálogos: - recordações saudosas, modestas, extravagantes, ridículas talvez, mas excelentes pontos de referência onde reforçar a memória na deliciosa retrospeção desta há tanto ambicionada e tantas vezes desesperançada viagem."
(fonte: infopédia)
Luciano Baptista Cordeiro de Sousa (1844-1900). “Nasceu em Mirandela a 21 de Junho de 1844 e morreu em Lisboa a 24 de Dezembro de 1900. Escritor, historiador, político e geógrafo português, fez os seus primeiros estudos no Funchal, Ilha da Madeira, onde se fixou com a família. Licenciado em Letras em 1867, tornou-se professor de Filosofia e Literatura no Colégio Militar de 1871 a 1874. Foi diretor temporário do periódico Revolução de Setembro em 1869. Em 1875 fez parte da comissão encarregada do projeto de reforma do ensino artístico e formação dos museus nacionais. Fundador da Sociedade de Geografia de Lisboa, em 1876, desenvolveu neste âmbito uma extensa atividade. Desempenhou cargos governativos ligados ao ensino. Fundou a Revista de Portugal e Brasil e o jornal Comércio de Lisboa. Era filiado no Partido Regenerador e foi deputado pelo círculo de Mogadouro na legislatura de 1882-1884 e pelo de Leiria em 1884. Foi um administrador, em nome do governo, da Companhia dos Caminhos de Ferro da Zambézia, até à sua morte, tendo sido substituído neste posto pelo seu irmão, José Maria Cordeiro. Deve-se-lhe o impulso à propaganda africanista e ao movimento colonialista. Notabilizou-se pela acérrima defesa dos interesses de Portugal em África tendo ficado célebre a sua atuação quer no Congresso de Geografia Colonial que se realizou em Paris em 1878 quer na Conferência de Berlim em 1884. A sua extensa ação editorial conta com obras publicadas no campo da crítica literária, da história, das questões coloniais, da economia e da política.”
(Fonte: www.geocaching.com)
Exemplar brochado, por aparar, em razoável estado geral de conservação. Envelhecido. Capas frágeis com defeitos. Mancha de humidade desvanecida junto ao corte lateral das folhas, visíveis nas primeiras folhas do livro.
Raro.
Indisponível

21 março, 2017

VERDUN : Argonne (1914-1918). Prix: 12 Francs - Publié sous le patronage de Ministère de l'Instruction Publique et des Beaux-Arts et du Ministère des Affaires Étrangères. Clermont-Ferrand, Michelin & Cie, Propriétaires-Éditeurs, 1928. In-8.º (22cm) de 176 p. ; [1] planta ; mto il. ; E.
Guia Michelin dos campo de batalha da Grande Guerra. Edição em francês, no original, totalmente impressa sobre papel couché. O presente roteiro é dedicado a Verdun, onde se travou, em várias fases, uma das mais longas e importantes - sangrentas e destruidoras, batalhas do conflito.
Ilustrado com inúmeras fotogravuras de aspectos da batalha, das trincheiras e da destruição provocada pelos bombardeamentos em monumentos e zonas habitacionais. Contém ainda croquis e mapas das zonas de guerra, um deles em separado, ocupando 2 folhas.
"L’Œuvre du Souvenir des Défenseurs de Verdun
Ossuaire de Douaumont
Œuvre de guerre autorisée par décision ministérielle du 3 décembre 1919
Sur le champ de bataille de Verdun, des millions d'hommes se sont heurtés dans un duel de géants ; 400.000 soldats français sont tombés là, sur un front de 20 kilomètres.
Une Association s’est constituée dans le dessein d’ériger un Ossuaire, sur un point culminat, au centre du champ de bataille que l’œil pourra de là embrasser tout entier.
L’emplacement choisi est situe entre le forte de Douaumont et l’ouvrage de Thiaumont (voir les pages 86 á 89 de ce Guide). Le Comité de patronage est présidé par M. Raymond Poincaré.
L’Œuvre, placée sous la présidence d’honneur du maréchal Pétain, est présidée par S. G. Mgr Ginisty, évêque de Verdun.”
(excerto do preâmbulo)
Encadernação editorial inteira de percalina com ferros gravados a seco e a ouro na pasta frontal e na lombada.
Exemplar manuseado, em bom estado geral de conservação.
Raro.
Indisponível

10 janeiro, 2017

AS ATROCIDADES ALEMÃS. Relatório oficial da Comissão nomeada para comprovar os actos cometidos em território francês com violação dos Direitos das Gentes. Rio de Janeiro : Paris, Livraria Garnier, 1915. In-8.º (17,5 cm) de 94, [2] p. ; B.
1.ª edição.
"De toda a parte recebeu o govêrno francês notícias de que tinham sido cometidos actos criminosos, pelos alemães no território que, momentaneamente, ocupavam.
Com o fim de comprovar a verdade no que respeita a estas violações, nomeou o govêrno francês, a 25 de Setembro de 1914, uma comissão de investigação.
Esta comissão entregou ao govêrno francês um relatório que resume o conjunto de actos criminosos, devidamente verificados, que lhe foi possível examinar. A autenticidade dêstes está demonstrada por documentos justificativos que, em breve, serão publicados pela Imprensa nacional de Paris, e que formarão um volume de mais de cem páginas.
A seguir damos o relatório da Comissão, tal como foi publicado no «Jornal Oficial» da República francesa em data de sete da Janeiro de 1915."
(excerto do preâmbulo)
Índice:
Departamentos comprovados: - Sena-e-Marne. - Marne. - Mosa. - Meurthe-e-Mosela. - Oise. - Aisne.
Factos de Ordem militar.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
15€

23 outubro, 2016

JOSEPH-RENAUD, J. - L'ESCRIME. Par... Préface de Marcel Prevost. Ouvrage orné de 48 pages d'illustrations photographiques et cinématographiques hors texte. Paris, Pierre Lafitte & Cie, 1911. In-8.º (20x14,5cm) de XXIV, 332, [4] p. ; [48] p. il. ; il. ; E. Col. Sports-Bibliothèque
1.ª edição.
Tratado de esgrima em francês (no original).
Obra de referência, centenária, publicada no início do século passado. Ilustrada com desenhos nas páginas de texto, e 94 fotogravuras a p.b. dispersas por 48 páginas intercaladas no texto, representando as regras e os movimentos da esgrima.
"Le livre que voici est vraiment nouveau et tellement utile qu'on peut seulement s'étonner de le voir paraître si tard.
Il n'y a pas encore bien longtemps, à la fin du dix-neuvième siècle, le mot «escrime» voulait dire, sans plus, «escrime au fleuret», - c'est-à-dire un jeu élégant et arbitraire, qui se jouait avec des instruments à peu près aussi conventionells que ceux du golf ou du hockey. Jeu profitable d'ailleurs pour les muscles et d'adresse des joueurs, mais ne gardant qu'un rapport assez vague avec la défense personnelle, puisquíl mettait en présence deuz combattants fictifs, dont la téte, les bras, les jambes, etc... étaient supposés invulnérables.
On appelait alors «traité d'escrime» un ouvrage énonçant les règles de ce noble jeu, et les moyens de s'y perfectionner. [...]
Ouvrage unique en son genre, qui épargnera aux commençants biem des erreurs d'entraînement, bien des faux départs; qui accroîtra sensiblement la valeur des tireurs déjà entraînés, s'ils le pratiquent; qui, enfin, capable d'intéresseur même les non-escrimeurs par sa documentation et son allure littéraire, demeurera pendant de longues années le manuel complet de ce bel art, utile à la fois comme sport et comme moyen de défense personnel: l'Art de l'Épée."
(Excerto do Prefácio)
Jean Joseph-Renaud (1873-1953). “Foi um esgrimista francês. Competiu nos Jogos Olímpicos de Verão de 1900 e 1908. Foi também um jornalista prolífico, autor e dramaturgo, cujos livros La Défense dans la rue (Autodefesa na rua, 1912) e L'Escrime (A Esgrima, 1911) são reconhecidos como uma importante contribuição para a literatura especializada do início do século XX. Joseph-Renaud era um proponente no campo de honra, tendo dito: "Sob todos os pontos de vista, combater em duelo é benéfico". Arbitrou muitos duelos (incluindo os que envolveram Clemenceau e Leon Blum) e combateu ele próprio em duelo, pelo menos 15 vezes, sendo que, 4 deles, foram travados com pistolas; saiu vitorioso em todos eles.”
(fonte: wikipédia)
Encadernação editorial com título e autor gravados a seco e a cinza e aplicação manual de uma fotogravura a p.b. do autor na pasta frontal.
Exemplar em bom estado de conservação. Miolo em bom estado, observando-se no entanto manchas de oxidação nas páginas ao longo do livro.
Raro e muito apreciado.
Indisponível

15 dezembro, 2015

CURIE, Mme Pierre - LA RADIOLOGIE ET LA GUERRE. Par... Professeur à la Sorbonne. Avec 11 figures et 16 planches hors texte. Paris, Librairie Félix Alcan, 1921. In-8.º (16,5cm) de [4], 143, [1] ; [6] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Ilustrada no texto e em separado.
Obra que traduz o esforço de guerra de Marie Curie através da utilização dos RX nos campos de batalha, para um melhor diagnóstico e rápido tratamento dos soldados feridos.
"Parmi toutes les applications de guerre de la radiologie, c'est la localisation des corps étrangers, balles ou éclats d'obus, qui a excité le plus vivement l'intérêt du public aussi bien que celui des spécialistes chargés des examens radiologiques. Cet intérêt se comprend facilement, car non seulement il s'agit là d'une opération très utile dont dépend parfois la vie du blessé, mais, de plus, l'apparition du corps étranger dans le champ de vision produit un effet particulièrement saisissant; la découverte de ce corps et la détermination de sa position constituent un problème qui excite à un très haut point l'ingéniosité de l'opérateur. Aussi les méthodes employées se sont-elles multipliées; leur variété peut paraître quelque peu déconcertante aux personnes qui connaissent peu la question. Il est facile cependant de dégager quelques principes généraux sur lesquels reposent toutes ces méthodes; c'est à ces principes qu'il faut accorder une importance prépondérante, plutôt qu'aux dispositifs spéciaux dont chacun entre les mains d'un opérateur habile peut rendre de grands services, sans cependant pouvoir prétendre à représenter la seule méthode efficace, à l'exclusion de toutes les autres. Je dirai même qu'à mon avis, l'opérateur doit connaître et pratiquer plusieurs méthodes, car leurs avantages respectifs sont variables suivant le cas à considérer.
Avant d'aborder l'exposé des principes de localisation, demandons-nous d'abord s'il y a une utilité réelle à extraire les corps étrangers. L'opinion des médecins à ce sujet a subi quelques fluctuations au cours de la guerre, les uns affirmant qu'un projectile qui ne semble pas occasionner de perturbation doit être laissé en repos, les autres préconisant l'extraction obligatoire.
Il est clair que la question ne peut être discutée utilement sous une forme aussi absolue. En effet, une première restriction est à faire, eu égard aux conditions de l'extraction. Il est préférable de renoncer à une extraction non urgente, plutôt que de la faire dans de mauvaises conditions, avec un matériel ou un personnel insuffisant. Si nous supposons qu'à ce point de vue la sécurité est complète, on pourra affirmer, en se basant sur l'ensemble des opinions les plus autorisées, que, tout au moins, quand la blessure est récente, il y a toujours intérêt à tenter l'extraction."
(excerto do Cap. IV - Travail radiologique das les hopitaux, La localisation des projectiles)
Matérias:
Introduction. I. Les rayons x. II. Comment on peut produire les rayons x. III. Installations dans les hopitaux et voitures radiologiques: - Voitures radiologique. IV. Travail radiologique dans les hopitaux: - Caractères géométriques de l'image. - Radioscopie et radiographie. - Quelques détails sur la radioscopie. - Examen des fractures. - La localisation des projectiles. - Localisation anatomique. - Compas et appareils indicateurs. - Opération sous le contrôle des rayons. - Danger des rayons x et dispositifs de protection. V. Personnel radiologique. VI. Rendement et résultats. VII. Organisation d'après guerre. VIII. Radiothérapie et radiumthérapie. Conclusion.
Marie Curie (1867-1934). “Maria Sklodowska nasceu na atual capital da Polónia, Varsóvia, a 7 de novembro de 1867. Mudou-se para Paris em 1881, onde obteve licenciatura em física e matemática em Sorbonne. Em 1894 conheceu Pierre Curie, professor de física na faculdade, com quem no ano seguinte se casou, assumindo assim o nome de Marie Curie. Em 1896, Henri Becquerel incentivou-a a estudar as radiações emitidas pelos sais de urânio, por ele descobertas. Juntamente com o seu marido, Marie começou, então, a estudar os materiais que produziam esta radiação, e em 1898 perceberam que o minério pechblenda, libertava mais energia que o urânio. Após vários anos de trabalho constante, isolaram dois novos elementos químicos: o Polónio (em homenagem à sua terra natal) e o Rádio. Os termos radioativo e radioatividade foram inventados pelo casal para caracterizar a energia libertada espontaneamente pelo rádio. Em 1911 recebeu o prémio Nobel da Química «em reconhecimento pelos seus serviços para o avanço da química, pela descoberta dos elementos rádio e polónio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento». Na 1ª Guerra Mundial, em 1914, Marie conseguiu organizar um serviço de radiografia móvel, equipando 20 carros que funcionavam como hospitais móveis que foram batizados de "pequenos curries". Estes carros possuíam um sistema radiológico muito rudimentar: um raios-X portátil, um dínamo, material fotográfico adequado, um cabo, cortinas e eram pintados de cinzento com uma cruz vermelha nas portas. Ela treinou cerca de 150 enfermeiras para operar nestes aparelhos nos campos de batalha para que os feridos recebessem tratamento imediato a fim de localizar as balas facilitando as cirurgias. Ela também ensinou médicos a entender anatomia radiológica com seus conhecimentos de geometria. No final da guerra, havia instalado 200 unidades de raios-x nas zonas de combate da região da França e Bélgica, tendo atendido a mais de um milhão de soldados. Marie também recolhia o gás que emanava do rádio e enviava-o para os hospitais de todo o mundo sendo usado no tratamento de tumores. Em meados de 1920, os perigos do rádio foram-se evidenciando. Funcionários do laboratório de Curie morreram de anemia e leucemia, e a própria Marie sofria dos efeitos da radiação. Ela foi provavelmente a pessoa que mais se expôs à radiação até hoje. Marie Curie era uma mulher forte: andava de bicicleta, nadava no mar, escalava montanhas e se preocupava em respirar ar puro sempre que saia do laboratório. Ainda assim, não resistiu, a radioatividade foi para ela, ao mesmo tempo, a sua vida e a sua morte. Marie faleceu de leucemia, a 4 de julho de 1934, aos 67 anos, perto de Salanches, França. O elemento 96 da tabela periódica, o Cúrio, foi baptizado em honra do Casal Curie.”
(Fonte: http://repositorio.chlc.min-saude.pt/)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Raro.
Indisponível