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07 janeiro, 2026

MONTEIRO, Rafael -
A VERDADE SOBRE OS LIMITES DOS CONCELHOS DE SESIMBRA, ALMADA E SEIXAL
. Sesimbra, [s.n. - Composto e impresso na União Gráfica - Lisboa], 1970. In-4.º (23x16 cm) de 168 p. ; il. ; [7] f. desdob. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho sobre os limites territoriais de importantes polos da Margem Sul - Sesimbra, Almada e Seixal.
Ilustrada no texto e em página inteira com fotografias, plantas, mapas e documentos fac-símile, e em separado, com 7 desdobráveis que reproduzem mapas e documentos antigos.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Desde há muito se sabia - pelo menos na Vila de Sesimbra - como andavam «confundidos» os limites deste Concelho com os do Seixal, na região de Fernão Ferro, e com os de Almada, na região da Fonte da Telha. [...]
Mais tarde (em 1950, se não erramos), Almada entrou na liça. E assim começou a «questão», que não vamos historiar, mas tentar esclarecer - no interesse comum."
(Excerto do Preâmbulo)
Rafael Alves Monteiro (1921-1993). "Etnólogo, Arqueólogo, Paleontólogo, Historiador e Funcionário Público. Foi um sesimbrense que se destacou  em função do seu trajeto intelectual, fruto de um trabalho contínuo e aplicado de aprendizagem por iniciativa própria. Autodidacta, dedicou a sua vida ao estudo da história local, tendo versado sobre diversas temáticas, com especial incidência sobre o concelho de Sesimbra."
(Fonte: https://arquivo.cm-sesimbra.pt/authorities/32)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Muito invulgar.
Com interesse histórico e regional.
30€

03 outubro, 2025

TAVARES, Eduardo -
HENRIQUE E LEONOR, OU O AMOR, E HEROISMO.
Romance original portuguez por... Lisboa: Typ. de A. F. Alcobia. 1852. In-8.º (15x9,5 cm) de 257, [3] p. ; E.
1.ª edição.
Interessantíssimo romance histórico, cuja acção decorre na Margem Sul, na zona de Almada, por altura da primeira invasão (e ocupação) francesa, onde, no início da história, se procede aos preparativos para suster o avanço do invasor que se prepara para entrar em Lisboa.
Inclui um hino patriótico em verso (pp.107-108).
Raro e muito curioso.
Nada foi possível apurar acerca do autor. A BNP dá conta da obra, sem contudo referir a cota. Tem inscrito "sem informação exemplar".
"Em 1807 a villa de Almada apresentava um aspecto bem differente d'aquelle que hoje ostende. Habitada por menos habitantes, contendo menos menor numero de edifficios, e dos que tinha, parte em ruinas, Almada não deixou com tudo de ostentar sempre um todo romantico, e até magestoso. Collocada sobre uma elevada collina ao sul e Lisboa, se mostra orgulhosa, e matizada, e n'aquellas ers o seu castello vetusto se achava quazi de todo arruinado. Dizem que fôra obra de mouros, o que não garantimos, nem contestamos: o que sabemos porem é que, a salubridade desta villa tem attrahido ahi  muitas familias, que, pelo desenvolver dos annos, tem feito um grande augmento em sua população.
Era uma noute de Novembro: um vento rijo sibilava, promotor de uma chuva, que, copiosa, cahia. Ribombavão no ar trovões aos mil, e seu monotono som lá hia, repercutido pelo écho, comquebrar-se no espaço. No horisonte ennegrecido scintillavão de vez em vez fitas luminosas: dir-se-hia que os elementos furiosos se fazião mutuamente a guerra. Davão duas horas da noute os bronzes da torre da Camara: no silencio da noute, apenas perturbado pela tormenta, jazião embebidos em aprazivel somno os habitantes da villa. No momento em que acabava de soar a ultima badalada, um vulto negro, sustentando em uma das mãos uma lanterna de furta-fogo, corria apressurado pelo pequeno campo que se desliza na encosta da fortaleza. Um relampago vibra energicamente, e deixa ver, atravez sua electrica luzerna, um pé delicado, e... nada mais; assim o permittio a momentanea claridade.
Chegado á rócha que fica sobranceira ao logarejo denominado Ginjal, pára de repente, e levantando sobre a cabeça sua lanterna, assim persistio quasi dous minutos, findos os quaes a baixou, e sentou-se em uma pedra, que encontrou casualmente.
A chuva tinha cessado, e o horisonte um pouco mais limpo, bem que ainda sobremaneira ennegrecido, mostrava terem já passado os furores da tempestade. Um agudo assobio ferio os ares: o vulto até então sentado, levanta-se apressurado, e dirigindo seus olhos para o lado d'onde parecia partir o assobio, exclama Ah!... é elle.
Com effeito um outro vulto negro vem subindo a muito custo a escarpada rócha: alguns passos mais, e ei-lo afora de tão ingente precipicio, ao lado de esse outro ser que, tam misteriosamente, ahi o aguardava á alguns minutos.- Ninguem nos ouve? exclama o recem-chegado.
- Não... ninguem.
Ah! nem o horror da noute te deteve?...
- Oh! não querido Henrique... não.
- Amavel Leonor! oh! vem a meus braços... vem amante querida."
(Excerto de I - Almada em 1807. Entrevista na rócha)
Indice:
I - Almada em 1807. Entrevista na rócha. II - O Conde de F... e sua familia. III - Domicilio de Henrique, e sua familia. Os hospedes. IV - Henrique em caza do Conde F... Leonardo. V - Proclamação ao povo - Partida. VI - Seis mezes depois. - Regresso de D. Nuno Sancho. - Evasão de Leonardo. VII - Incendio, e seus resultados: VIII - A carta - O vendilhão dos boletins - Leonor e Ignez. IX - Leonor e Ignez - Partida de Ignez e Sancho. X - A Estalagem do Pato Bravo. XI - Ignez, ainda uma vez, salva o Barão. - Aprehensão de Leonardo - Comprometimento. XII - Desfecho. - A vaidade abatida pela generosidade e o heroismo pago pela gratidão. - Confissão de Leonardo.
Encadernação coeva meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado conservação.
Muito raro.
Indisponível

05 maio, 2025

ARTUR, Maria de Lourdes -
O PORQUÊ DE SÃO JOÃO DE ALMADA. [S.l], [s.n. - Composto e impresso na Tipografia Portuguesa, Lda. - Lisboa], 1959. In-4.º (25x18,5 cm) de 10, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Conferência proferida no Salão Nobre do Município de Almada em 22 de Junho de 1955, integrada nas festas em honra de S. João Baptista.
"Assim, querem alguns que Almada entre na História pela mão de S. João Baptista. Para eles foi o Santo Precursor que presidiu às manifestações advindas da vitória alcançada pelos cristãos almadenses, no séc. XII, sobre os mouros, senhores de grande parte do território na Península Ibérica desde o séc. VIII.
Como sempre, a lenda cria-a o povo, é ele o seu fautor, transmite-a oralmente através dos séculos até que um dia é escrita por um, por outro e ainda por outros que, se bem que seguindo a mesma fonte informativa, não obstante dão uma versão que tem muito de pessoal; assim as diferenças posto que acidentais, assim os seus distintos cambiantes!...
O caso do S. João da Ramalha em relação com a conquista de Almada aos mouros não se encontra documentada nos livros nem anda na boca do povo pelo que se torna de fácil contestação uma vez dissecados os factos históricos. Se não, vejamos: - Como sabemos, a tomada de Almada aos mouros anda ligada à de Lisboa, como aliás todos os acontecimentos históricos ocorridos nesta.
A pedido de D. Afonso Henriques, do qual foi porta-voz o bispo do Porto, D. Pedro, os cruzados que seguiam com destino à Palestina, aceitam a intervenção na empresa da conquista de Lisboa. Haviam chegado ao Douro a 16 de Junho de 1147 e entram no Tejo 12 dias depois. Entretanto havia passado dia de S. João sem que algo houvesse ocorrido em Almada!...
Depois de concretizadas as negociações, não sem grande dificuldade por serem de proveniência vária os componentes do "Navalis Exercitus Dei", a cidade de Lisboa é tomada pelos cristãos entre os dias 21 e 24 de Outubro.
A História omite o caso de Almada mas refere-se a Sintra e Palmela que capitularam. É natural que o mesmo tivesse sucedido à nossa vila quando os mouros divisaram que no castelo de S. Jorge a bandeira da cruz substituíra a do crescente. É provável ainda que se tivessem posto em fuga tanto mais que haviam experimentado já a violência dos cruzados ao vingarem a morte dos seus companheiros quando certo dia foram pescar àquelas margens."
(Excerto da Conferência)
Maria de Lourdes Costa Arthur (Amora, Seixal (Setúbal), 1924-2003). "Foi uma arqueóloga e feminista portuguesa. Foi a primeira arqueóloga portuguesa a trabalhar de forma sistemática numa ação de salvamento na Quinta de São João no Seixal, em 1950. Anteriormente a ela, a primeira mulher a realizar trabalhos arqueológicos em Portugal foi Vera Leisner em conjunto com o seu marido, Georg Leisner. Com isto abriu-se um precedente da atuação da mulher no campo da Arqueologia em Portugal, com pelo menos sete mulheres a trabalharem na área da arqueologia e da museologia desde a década de 1940."
(Fonte: Wikipédia)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
10€

02 março, 2025

MOREIRA, Dr. Eurico Tavares -
TRANSPORTES ENTRE AS DUAS MARGENS DO TEJO E NO CONCELHO DE ALMADA.
Tése apresentada ao 1.º Congresso Nacional de Transportes. Relator:... Almada - Fevereiro de 1939. Camara Municipal de Almada. [Lisboa], A Rápida : Papelaria, Tipografia e Encadernação, 1939. In-8.º (22x16 cm) de 12 p. ; B.
1.ª edição.
Interessante trabalho apresentado ao I Congresso Nacional dos Transportes, evento promovido por iniciativa do jornal Diário de Notícias e da Câmara Sindical dos Agentes e Importadores de Automóveis do Porto.
Com interesse para a região conhecida por "Margem Sul", tantas são as referências a zonas, vilas e cidades que a compõem, e em particular para o concelho de Almada.
Opúsculo curioso e muito invulgar, não mencionado na base de dados da Biblioteca Nacional.
"No pequeno âmbito que uma notícia pode comportar, quando destinada a um Congresso onde certamente se vão debater com amplitude grandes problemas sôbre transportes, nos seus mais variados aspectos, não cabem explanações sôbre um ponto restrito, que, embora à primeira vista pareça só interessar a um reduzido sector do nosso paiz, respeita a quasi todo o sul e mesmo a uma parte da Espanha.
Antes, porém, de abordar o assunto, embora superficialmente como dissemos, permitam V. Ex.ªs que lhes recorde alguns dos clássicos princípios que os tratadistas apresentam ainda hoje, como aqueles em que se pode e deve assentar um consciente estudo sôbre transportes: Tais são:
Velocidade
Preço
Regularidade
Segurança
Comodidade"
(Excerto de I - Condições gerais)
"Demorando um pouco a vista no mapa de Portugal, e raciocinando sôbre êle, sem esfôrço se verifica a excepcional importância da sua situação. E o Concelho testa de uma importante rêde de estradas que, de ligação em ligação, convergem no pontal de Cacilhas, vindas dos confins da Andaluzia, do Algarve, do Baixo e parte do Alto Alentejo. Não se tornaria necessário mais nada, para lhe determinar a importância.
Porém, quizeram as circunstâncias que, além da sua situação, as belezas naturais viessem avolumar ainda as suas já excepcionais condições.
As importantes indústrias tradicionais do Concelho, subsidiárias da sua principal riqueza agrícola - vinha - tais como as tanoarias e os armazens de vinhos para exportação, juntam-se as fábricas de cortiça, juntam-se as fábricas de cortiça, moagem, conservas, cerâmica, ólios, cal, dinamite, explorações florestais e seus derivados, com os gigantescos depósitos de gazolina e petróleo das Emprezas "Shell" e "Sonap", mostram, em rápidos traços, o panorama da grande importância industrial do Concelho. [...]
As belezas naturais do nosso Concelho, com as suas extensas praias da Costa de Caparica e da Trafaria, entre as quais se estende um formoso pinhal do Estado, o castelo de Almada, miradouro natural sôbre Lisboa, dominando o estuário do Tejo... [...]
A língua de areia que une, nas marés baixas, a Tôrre do Bugio à terra firme, permitiu o milágre, talvez único no mundo, da existência de uma praia fluvial - a Cova do Vapor - a poucas dezenas de metros de uma praia oceânica, a Lisboa-praia."
(Excerto de II - Situação especial do Concelho de Almada)
Índice:
I - Condições gerais. II - Situação especial do Concelho de Almada. III - Vias de comunicação do Concelho: a) Terrestres; b) Aquática. IV - Os meios de transporte colectivos que servem o Concelho. V - Consequências - Aumento populacional - Turismo. VI - Conclusões.
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com vincos.
Raro.
Sem registo na BNP.
Indisponível

20 fevereiro, 2024

CHAGAS, M. Pinheiro - ASTUCIAS DE NAMORADA E UM MELODRAMA EM SANTO THYRSO.
Original de... Lisboa, Typographia Progresso, 1873. In-8.º (17,5 cm) de [6], 118 p. ; E.
1.ª edição.
Edição original desta obra invulgar, porventura das menos conhecidas do autor, que inclui duas novelas.
"Este livro é um livro de verão. Fez-se para ser lido á sombra de uma arvore copada, á hora do meio dia, quando póde prestar-se apenas á leitura uma vaga attenção, e quando portanto se querem livros de enredo ligeiro e risonho, que nem resolvam problemas, nem arripiem os nervos.
As Astucias de Namorada estão escriptas ha largo tempo. As aventuras do seu manuscripto davam assunto a outro romance. Teem de curioso o ser o seu entrecho baseado sobre um facto succedido realmente em Lisboa. Ha de haver leitores que o taxem de inverosimil, pois saibam que é verdadeiro. Mais uma vez tem razão Boileau.
Le vrai peut quelquefois n’etre pas vraiseblable.
O romance que fecha o volume, e que se intitula Um melodrama em Santo Thyirso, ponho-o aqui a titulo de curiosidade archeologica. Foi a minha estréia no jornalismo. Fundára-se a Gazeta de Portugal. Eu tinha conhecimento pessoal do seu proprietario, Teixeira de Vasconcellos. Procurei-o para lhe lêr o romance. Elle ia sair.
- Deixe-me vêr alguma coisa que lhe pareça melhor, disse-me elle.
Li-lhe tremendo a scena em que Eduardo descreve as physionomias dos litteratos lisbonenses. Teixeira de Vasconcellos rio-se, e tirou-me das mãos o manuscripto.
- Il y a quelque chose lá, continuou elle, isto para estreia basta. O seu romance ha de ser publicado.
E foi. Estava eu baptisado folhetinista."
(Excerto do Prólogo)
"Havia baile, ou antyes sarau dançante n'uma casa em Almada.
N'um pequeno jardim, que se espraiava até á beira dos rochedos pendurados sobre o rio, vinham os grupos dos convidados descançar um pouco das polkas e das valsas, respirar, e relancear os olhos pelo delicioso panorama do Tejo, em cujas aguas traçava a lua como uma estrada argentea.De quando em quando enchia-se o jardim de risos, de segredinhos; a lua illuminava por entre as folhas roupas alvantes, que passavam fulctuando como o véo dos sylphos; depois pelas janellas abertas da sala saía uma bafagem de harmonia, proveniente dos primeiros compassos d'uns lanceiros... [...]
N'um dos intervallos das polkas, e quando o jardim se povoava de novo com os fugitivos do baile, um par, mais fatigado talvez que os outros, veio sentar-se n'uma especie de caramanchão, que ficava na extremidade do jardim, mais proximo da orla do rochedo, e por conseguinte quasi suspenso, como um ninho de gaivotas sobre as aguas. Devo rectificar o que disse; não foram ambas as pessoas indispensaveis para formarem um par, não foram ambas as pessoas, que se sentaram; só o fez uma senhora de vinte e cinco annos talvez; alta, elegante, morena e viva, de olhos rasgados e cabellos negros, que scintillavam como o ébano á luz brilhante da lua cheia.
O cavalheiro ficou de pé, apesar de sua gentil companheira lhe ter visivelmente proporcionado um logar junto de si..."
(Excerto de Astucias de namorada - Cap. I)
Manuel Pinheiro Chagas (1842-1895). "Escritor português nascido a 12 de Novembro de 1842, em Lisboa, e falecido a 8 de Abril de 1895, na mesma cidade, Manuel Joaquim Pinheiro Chagas foi também um célebre polígrafo da segunda metade do século XIX, jornalista, poeta, novelista, historiador, dramaturgo, crítico literário e tradutor (de Ponson du Terrail, Alexandre Dumas, Octave Feuillet, Alfred de Vigny e Jules Verne, entre outros autores). Interessou-se pela política, tendo-se notabilizado como orador e tendo exercido os cargos de deputado pelo Partido Regenerador e de ministro da Marinha, em 1883. Ocupou, entre várias funções, o cargo de professor no Curso Superior de Letras, para o qual concorreu com Teófilo Braga. Em 1865, publicou o Poema da Mocidade, cujo posfácio, assinado por António Feliciano de Castilho, seu amigo, viria a suscitar a Questão Coimbrã, na qual Pinheiro Chagas tomou parte, com o opúsculo Bom senso e bom gosto. Folhetim a propósito da carta que o sr. Antero de Quental dirigiu ao sr. A. F. de Castilho, onde defendeu Castilho, contestando a novidade e a substância das ideias literárias sustentadas por Antero. Em 1869, publicou A Morgadinha de Valflor, que o notabilizaria como dramaturgo. Em 1871, interveio a favor do encerramento das Conferências Democráticas do Casino. Fundou, em 1876, o Diário da Manhã, mas colaborou em variadíssimos jornais e revistas, entre os quais O Panorama, Arquivo Pitoresco, Gazeta de Portugal, Jornal do Comércio, Diário de Notícias, A Ilustração Portuguesa, Revolução de Setembro e Artes e Letras. Neles assinou numerosos artigos de crítica literária, em parte recolhidos nos volumes Ensaios críticos e Novos ensaios críticos, de 1866 e 1867, respectivamente. Conhecido hoje em dia sobretudo pelo conservadorismo das posições assumidas contra a Geração de 70 e pelo convencionalismo da sua obra literária, excessivamente marcada pelo ultra-romantismo, Pinheiro Chagas mereceria porventura uma releitura, principalmente no tocante à sua produção como crítico literário.
Pinheiro Chagas deixou-nos livros magníficos, onde demonstra as suas imensas faculdades intelectuais, de entre os quais ressaltam títulos como A Flor Seca, Os Guerrilheiros da Morte, O Terramoto de Lisboa e A Mantilha de Beatriz."
(Fonte: Wook)
Encadernação coeva inteira de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação, com um ou outro pico na lombada.
Raro.
20€

18 maio, 2022

BRINDE AOS SENHORES ASSIGNANTES DO DIARIO DE NOTICIAS EM 1889
. Lisboa, Typographia Universal (Imprensa da Casa Real), 1889. In-8.º (18 cm) de 153, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Livrinho da apreciada colecção Brinde do "Diário de Notícias". Composto por 7 pequenas histórias amenas - crónicas mundanas e novelas ficcionadas - da autoria de algumas das mais destacadas personalidades do panorama literário da época.
"Já lá vão cento e vinte annos, e ainda hoje vive na tradição da formosa villa de Almada a fama de umas mulheres, que davam pela alcunha de Espingardeiras, e que figuraram n'um processo celebre, de que tenho presente o summario.
Pelo depoimento das testemunhas, que no summario foram inquiridas, podemos reconstituir um pequeno capitulo, se não edificante, pelo menos muito elucidativo para os que prégam contra contra a desmoralisação dos tempos de agora.
Fraquezas humanas, houve-as sempre, e d'ellas se não isentam os que mais inaccessiveis se julgam ás paixões e ás culpas. Não se estranhe, pois, que na historia das Espingardeiras figurarassem com escandalo varios frades, e frades dos mais graduados. Narremos.
Em 1769, Maria da Paz, uma mulheraça de 35 annos, robusta, bem parecida e foliona, habitava em Almada, com suas sobrinhas - Hilaria, de 18 annos, Theresa, de 20, e Francisca, de 23.
Estas quatro fémeas, conhecidas pela alcunha de Espingardeiras, escandalisavam pelo seu proceder aquella boa e pacifica villa, recebendo em sua casa a toda a hora os tunantes de todos os matizes, e especialmente a fradalhada, que dos conventos de Lisboa se comprazia em passeios  á Outra Banda."
(Excerto de As Espingardeiras)
"Estamos em plena Serra da Estrella; no Poio Negro.
É o coração do sanatorio que o simples esforço particular ali tem improvisado nos ultimos annos. Original scenario! magestoso e triste a um tempo! grande e severo! bello! oppressivo não sei de que melancolia insinuante que nos invade a alma... [...]
No Poio Negro a verdadeira nota de destaque é a já lendaria Casa da Fraga, habitação improvisada, de um curioso agrupamento de poios graniticos, pelo primeiro doente da Serra, o sr. A. Cesar Henriques. Doente - escrevi, referindo-me a um passado de que nem ha vestigio. Se s. ex.ª hoje não vende saúde, não é, de certo, porque lhe não sobra a que tem. Mas não é ella propriedade com que vá mercadejar quem, em dolorosos annos de morbido sobresalto, aprendeu a aquilatar-lhe o valor.
É originalissima esta Casa da Fraga, nos ultimos tempos residencia da familia do sr. Telles de Menezes, outro doente... victorioso. Originalissima mas fundamentalmente mealancolica! Os poios escuros que servem de tectos apertam o coração.
De manhã é uma alegria sair d'ali e subir á Esplanada dos Instrumentos. Avistam-se então os carpinteiros afanosos, concluindo os dois bonitos predios do sr. Cruz, um dos mais importantes industriaes de Manteigas. Aqui já, em absoluto, podemos dizer que ha boa accomodação para quatro familias.
E além, - nota mais alegre de todas - ao lado do elegante Fragão do Corvo, apoiada phantasticamente na orla de um fraga, e como a desafiar, desdenhosa, a furia das travessias, a linda casita-chalet do sr. Telles de Menezes.
Em frente da immensidade, escalvada, essas representações do conforto civilisado acalentam-nos como uma caricia.
Passa-nos então no espirito uma especie de deslumbramento. Mostram-se menos asperas as ravinas; Manteigas, lá em baixo, é menos funebre; o fio sinuoso do Zezere tem lucilações mais intensas; viçam, mais frescas, as féteiras que o Alva sustenta; o abitoiro, o sargaço, os cachos vermelhos nas tramaseiras do Covão do Jorge, como que se embeberam em nova seiva; no viveiro, as futuras arvores parecem menos rachiticas; a propria Cabeça do Preto se nos figura menos hirta; a Carvalheira, distante, apparecce, revestida de um verde cendrado que a luz crua do sol egualou; e até as aguias, esvoaçando serenas, enfileiras, trazem á mente, não a idéa da destruição e da morte, mas uma idéa genial de força, suprema razão de todo o sensivel bem-estar.
É fugitiva miragem que, após uma permanencia como a que fizemos na Serra durante os mezes de agosto e setembro, acaba por nos communicar uma intima impressão dolorosa, funda, pungitiva - a nostalgia do povoado, a saudade da planicie, a grande attracção das creaturas, e das cousas, essa amalgama incomprehensivel que constitue a vida intensa cá de baixo.
É então que, com dobrada melancolia e dobrado interesse, olhamos estes bravos lutadores que, de diversos pontos do reino, é medida que se vão levantando as casas, chegam para aqui passar o inverno.
São agora vinte e tantos. Bem hajam! não só pelo heroico esforço que praticam para conservar a vida, como pelo indirecto beneficio que fazem, cooperando na confirmação de uma theoria scientifica de enorme alcance, destinada talvez á regeneração physica de numerosa parte da sociedade portugueza. Oxalá a coragem cresça a todos na razão em que ha de crescer o sacrificio! 
Porque é, por em quanto, bastante sacrificio, para o corpo e sobretudo para o espirito, passar um inverno na Serra da Estrella."
(Excerto de A 1441 m. de altitude)
Indice:
Revolvendo as cinzas, por Maria Amalia Vaz de Carvalho. | O baptisado de D. Affonso VI, por Zephyrino Brandão. | As Espingardeiras, por Cândido e Figueiredo, | A 14441 metros de altitude, por Caïel. | Um mysterio, por Christovam Ayres. | A avó, por Guiomar Torrezão. | O baluarte de Diu, por Pinheiro Chagas.
Exemplar brochado, por aparar, em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos e pequenas falhas de papel, que se entendem à lombada.
Raro.
Indisponível

23 maio, 2021

MARCHAS POPULARES DOS BAIRROS - Programa Oficial.
VIII Centenário de Lisboa: 1947
. Lisboa, Comissão Executiva das Comemorações : Delegação das Marchas Populares, 1947. In-8.º (21 cm) de 28 p. ; B.
1.ª edição.
Raro programa das festividades de Lisboa, com significado histórico pela celebração do 8.º Centenário de Lisboa, mas também porque Almada integrou o desfile, algo que sucedeu pela primeira vez com uma marcha exterior à capital.
Contém as letras de todas as marchas que se apresentaram a concurso no desfile: Marcha de Almada: Almada é uma vila sempre ligada a Lisboa desde a Conquista e em todos os passos da historia. É um burgo de trabalho que namora Lisboa desde o seu Castelo. Traz uma marcha como se fôsse bairro alfacinha, organizada com o auxílio da Câmara de Almada, e apoiada numa comissão local e no Grupo Recreativo Margueirense, de Cacilhas; Marcha de Campo de Ourique; Bairro Alto; Marcha do Alto Pina; Marcha da Mouraria; Marcha da Graça; Marcha do Castelo; Marcha de Bemfica; Marcha de S. Vicente; Marcha de Alfama; Marcha da Madragoa;
"Em 1947 celebrou-se o VIII centenário da conquista de Lisboa aos Mouros por D. Afonso Henriques em 1147. As marchas voltam a ser organizadas por uma comissão da CML e são integradas nos festejos de um centenário.
Em 1947 passam a ter como espaço do concurso o Pavilhão dos Desportos (actual Pavilhão Carlos Lopes), recebendo a apresentação das marchas distribuídas por duas noites. Raúl Ferrão (música) e Norberto de Araújo (versos), que já tinham sido os autores da GML em 1935, foram escolhidos pela CEFC para escrever a Grande Marcha de 1940 e de 1947: Olha o Manjerico e Marcha do Centenário, respectivamente."
(Fonte: file:///C:/Users/Utilizador/Downloads/Tese_Marchas.pdf)
"As marchas bairristas, todas enfloradas de pitoresco, são uma antiga tradição lisboeta, que, sobretudo, nos séculos XVIII e XIX imprimiram aos pátios e eirados de Lisboa uma animação de singular garridice. As vésperas de Santo António, S. João e S. Pedro viviam deste brinco popular. Sempre o povo foi ledo a bailar e a cantar trovas de amor. Mas o desfile das Marchas constitue um espectáculo único de folgança e alacridade, cuja origem reside numa esquecida tradição. Depois dos bailaricos e descantes, ir ao chafariz do bairro lavar a cara, imaginar Santo António a concertar as bilhas, e cantar ainda sem fadiga - era um ritual da mística alfacinha.
Os namorados davam-se os braços, e na Marcha seguiam velhos e crianças, aos pares, cada um com seu balão de cores e o seu cravo de papel ou ramito de mangerico, Esta é a tradição renovada há 20 anos, com arte e disciplina decorativa, nascidas da humildade que se vestiu de fantasia."
(Excerto de A tradição das marchas)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis com defeitos - rasgões e pequenas falhas de papel.
Raro.
Com interesse histórico e olisiponense.
25€

15 maio, 2021

CONDIÇÕES PARA A ADJUDICAÇÃO DA EMPREZA DA HOSPEDARIA DO LAZARETO DE LISBOA. Lisboa, Imprensa Nacional, 1884. In-8.º (21,5 cm) de 35, [1] p. ; [1] f. desdob. ; B.
1.ª edição.
Importante contributo para a história do Lazareto de Lisboa, edifício situado junto a Porto Brandão, Almada. O presente opúsculo regulamenta o funcionamento da hospedaria da instituição.
Inclui um 'mapa' desdobrável (21,5x28 cm): Mappa demonstrativo do numero de refeições diarias (comprehendendo almoço, jantar e ceia) que a empreza da hospedaria do lazareto de Lisboa forneceu nos annos de 1881, 1882 e 1883 aos quarentenarios das classes abaixo designadas.
"O Lazareto de Lisboa foi criado em 1815 no lugar de Caparica, termo da vila de Almada, distrito eclesiástico e diocese de Lisboa, com o fim de servir de quarentena às pessoas e mercadorias vindas de barco, como forma de prevenção contra epidemias.
Estava instalado na Torre de São Sebastião ou Torre de São Brás, também conhecida como Torre Velha, mandada construir por D. João II nos finais do século XV, e reedificada em 1570 por D. Sebastião, tendo servido enquanto estrutura militar de defesa até 1859. A partir de 1815 parte desta construção passou a ser utilizada como lazareto, coexistindo assim com a função militar."
(Fonte: https://digitarq.adstb.arquivos.pt/details?id=1203265)
"A empreza será obrigada a dar hospedagem, alimentação e mais tratamento, mediante e retribuição estipulada n'estas condições, a todas as pessoas que, por effeito de providencias sanitarias, administrativas ou policiaes, estiverem debaixo de impedimento, ou em livre pratica, no lazareto de Lisboa, seus hospitaes, annexos, ou pontões (quando estes se estabeleçam), devendo conservar sempre prompto tudo quanto seja necessario para o serviço, pelo menos, de 200 hospedes de 1.ª classe, 200 de 2.ª e 400 de 3.ª."
(Excerto do artigo 1.º)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação.
Muito raro.
Com interesse histórico.
Peça de colecção.
45€

03 junho, 2018

VALENTE, Álvaro - UM HINO A ALMADA. Poëma em onze cantos. Na Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense na tarde de 4 de Junho de 1944. [S.l.], [Academia de I. R. F. Almadense], 1945. In-8.º (22cm) de 88, [4] p. ; E.
1.ª edição.
Notável poema sobre Almada, dedicado às suas gentes, belezas e costumes.
Comemorando o 50.º aniversário da sua fundação, mandou a Academia de I. R. F. Almadense fazer, com o consentimento do autor, a publicação dêste poëma, onde se exaltam as virtudes antigas e modernas do bom povo de Almada.
Capa de brochura ilustrada com belíssimo desenho (de autor não identificado) com uma vista do castelo de Almada para o Tejo, com Lisboa em pano de fundo.

"Eu venho desferir a minha lira inflada
em glória dêste povo, em honra desta Almada!

Não vos tragou lauréis, nem dons de alta valia,
nem tão pouco esplendor de perenal magia.

É simples e modesto o meu canto e o meu poëma...
Assim como se o sol tirasse o diadema

e viesse rodopiar, em noites estreladas,
com êste povo ideal das suas desfolhadas,

nas suas romarias,
em ternas harmonias
dum sabor sem igual,
sòmente para honrar a luz de Portugal!"

(Excerto do Intróito)

Índice: Intróito. Canto I - A Natureza. Os Monumentos. Canto II - Costa do Sol. Canto III - O Trabalho. Canto IV - S. João da Ramalha. Popular. Canto V - Origem do nome de Almada. Canto VI - O cêrco de Almada. Canto VII - Um Auto e dois processos. Canto VIII - Restauração de Portugal. Canto IX - Lutas liberais. Canto X - Vultos ilustres. Canto XI - Almada actual. Arte e espírito.
Álvaro Zeferino de Campos Valente (1886-1965). "Farmacêutico de profissão, republicano de ideário político, Álvaro Valente distinguiu-se, também, como fluente orador. Foi uma notabilidade local e nacional de grande cariz social, cultural e político da década 30 do século XX, quando se entrosou com a causa dos bombeiros voluntários, primeiro na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Montijo, de que foi comandante (a partir de Janeiro de 1931), depois, ampliando a sua intervenção no aparecimento da Liga dos Bombeiros Portugueses. É dele a autoria do lema “Vida Por Vida”, hoje o ex-líbris do ideário de todos os “soldados da paz”. Tinha um carinho especial por Almada, concelho ao qual estava vinculado, não só por ter proferido várias palestras, como também pelo facto de ser de sua autoria o poema do seu hino municipal, musicalizado pelo célebre maestro Leonel Duarte Ferreira e da obra poética “Um Hino a Almada”, valiosa raridade bibliográfica."
(Fonte: http://o-pharol.blogspot.pt/2009/12/alvaro-valente-o-homem-e-obra.html)
Bonita ecadernação inteira de pele assinada por João Luiz da Cruz, com cercadura e ferros gravados a ouro na pasta anterior, e dourados na lombada. Conserva a capa de brochura frontal.
Raro.
40€

04 maio, 2016

APARÍCIO, Victor - TONECAS : a tragédia que enlutou Almada. Edição evocativa do cinquentenário da tragédia : 1938-1988. [Prefácio de Romeu Correia]. [Almada], Câmara Municipal de Almada, 1988. In-8.º (21 cm) de 125, [3] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
História da tragédia do Tonecas, cacilheiro naufragado no Tejo em Dezembro de 1938, e tudo o que se seguiu.
Ilustrada com desenhos e fotogravuras nas páginas do texto.
"Lembro-me como se fosse hoje, e já lá vão 50 anos. Nesse dia 19 de Dezembro de 1938 a manhã nascera limpa de nuvens, mas fria e triste. Eu vivia na pujança dos vinte anos, depois de cumprir a recruta na vila do Entroncamento. Saíra livre ao número, beneficiado pelo sorteio, e regressara à condição de cidadão desempregado, tão frequente nos jovens desse tempo. [...]
Eu entretinha-me a praticar desporto, a tentar as primeiras peças teatrais, a ler e a ir ao cinema, quando a magra bolsa me permitia.
Nessa tarde, atravessei o rio e encafuei-me no Chiado Terrasse. Acabado o filme dei uma volta pela baixa lisboeta e dirigi-me ao Terreiro do Paço. Vejo que um cacilheiro vai partir e decido-me a correr e a pular para a amurada. Apanhei o barco por um triz...
Chegado a Cacilhas, venho a pé para a vila. Quando batia à minha porta - Avenida Heliodoro Salgado, 13 - oiço gritos de um vizinho, dizendo que o cacilheiro seguinte ao nosso fora abalroado por uma draga, indo ao fundo com todos os passageiros. Uma desgraça nunca vista!"
(Excerto do prefácio)
Matérias:
Prefácio. 1 - O "Ville de Victoria e "D. Elisa". 2 - O naufrágio. 3 - Seis Retratos dos Bastidores. 4 - Almada vestiu-se de luto. 5 - Peripécias da Emersão. 6 - Funerais. 7 - Os Vivos e os Mortos.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Carimbo da Biblioteca Municipal de Almada na f. rosto.
Invulgar.
Indisponível

26 março, 2016

FERREIRA, Agro - TURISMO E O TEJO. A Avenida da Margem Sul. Lisboa, [s.n. - Composto e impresso na Imprensa Lucas & C.ª, Lisboa], 1933. In-8.º (20,5cm) de 53, [3] p. ; B.
1.ª edição.
Valorizada pela extensa dedicatória autógrafa do autor ao Dr. Miguel Homem de Sampaio e Melo.
Conferência proferida por Agro Ferreira, a convite da Comissão de Iniciativa da Costa da Caparica - «Praia do Sol», na Sociedade Propaganda de Portugal na noite de 15 de Maio de 1933.
"Em 1933, aproveitando a "política de realizações" do Estado Novo e o investimento então feito na construção rodoviária, Agro Ferreira propôs a construção de uma estrada marginal ao Tejo, que ligasse Cacilhas à Costa da Caparica, à semelhança da Marginal entre Lisboa e Cascais que seria inaugurada no contexto dos centenários.
Agro Ferreira defendia que Lisboa deveria ter acompanhado o Tejo no seu desenvolvimento urbanístico, ao invés de se ter desenvolvido para o interior, pois a sua vocação natural e histórica era desenvolver-se em duas margens.
Para isso, era necessário tornar a margem sul um núcleo importante de actividades industriais, comerciais e turísticas, criando uma avenida marginal que impulsionasse este desenvolvimento.
Esta proposta suscitou o interesse do Ministério das Obras Públicas e Comunicações, presidido por Duarte Pacheco, que na mesma altura lançava um concurso público para a concessão da ponte sobre o Tejo, que viria depois a ser cancelado, mas que serviria de mote para os anos 50-60."
(GRANADEIRO, Rui (2015), "Indevidamente chamada de Caparica", in almada-virtual-museum.blogspot.pt)
Matérias:
- «Prólogo desnecessário» do Ex.mo Sr. Eng.º Fernando de Sousa.
- Turismo e o Tejo:
- Introito. - Lisbôa e o Tejo. - O Pôrto de Lisbôa. - A Avenida da Margem Sul. - Os Distritos de Lisbôa e Setúbal. - Transportes do Tejo. - Ilações. - Organização Oficial de Turismo. - Moção Aclamada.
- Almada - Bairro de Lisbôa.
Exemplar brochado, por abrir, em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€