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14 agosto, 2024

SANTA MARIA, Soror Thomasia Caetana de - RELAÇAM // Á SANTISSIMA, E SEMPRE LEMBRADA MORTE DO // SERENISSIMO SENHOR INFANTE // DON JOAM, / NA SUA TENRA IDADE. // DEDICADA Á VIRGEM PURISSIMA // DA CONCEIÇAM // DE VILLA VIÇOZA, // PADROEIRA DO REYNO. // Por SOROR THOMASIA CAETANA / DE SANTA MARIA, // Religioza Professa no Preclarissimo Conven- // to de Santa Cruz de Villa Viçoza. // Dada à luz por seu pay // MANOEL DE MIRA VALADAM, // Cirurgiaõ approvado nesta Corte. //LISBOA, // Na Officina de Pedro Ferreira, Impressor da Fidelissima // Rainha Nossa Senhora. Anno do Senhor 1763. // Com todas as licenças necessarias. In-8.º (22 cm) de 8 p. ; B.
1.ª edição.
Obra constituída por um soneto e uma glosa da autoria de D. Tomásia de Santa Maria, que precede as Licenças do Paço e a confirmação do Santo Ofício e Ordinário. O opúsculo fecha com um elogio à autora, sob a forma de soneto, pelo poeta Caetano Xavier de Zuniga.

"Consolai-vos, Senhora, no motivo,
Que vos cauza a sentir taõ grande pena,
Pois ter hum Filho morto, no Cèo vivo,
He gloria de huma Mãy , e naõ pequena;
Servir-vos-hà na dór de lenitivo,
Esta disposiçaõ, que o Cèo ordena,
Submergi essa magoa taõ forçoza,
Pre-excelça Princeza lastimoza."

(Glossa, I)
 
Soror Tomásia Caetana de Santa Maria (1719-17--). "Religiosa professa de Santo Agostinho, no Convento de Santa Cruz de Vila-Viçosa, onde fez profissão solene a 15 de Outubro de 1732. Nasceu em Lisboa, a 78 de Março de 1719, filha de Manuel de Mira Valadão e D. Josefa Maria. A obra de Soror Tomásia Caetana constitui um dos últimos legados impressos da produção poética conventual feminina do século XVIII."
(Fonte: https://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/artigo8071.pdf)
Exemplar desencadernado em bom estado geral de conservação. Frágil, com manchas e picos de oxidação.
Raro.
Indisponível

07 novembro, 2023

VILELA, A. Lobo - A MORTE É VIDA. (O Problema da Sobrevivência). 2.ª edição. Lisboa, Edições da Federação Espirita Portuguesa, 1930 [Capa, 1940]. In-8.º (18x13 cm) de 80, [4] p. ; il. ; B.
Interessante ensaio sobre a vida e a morte.
Ilustrado com três fotogravuras em página inteira.
"Quem há no mundo que não se tenha debruçado sôbre um túmulo? - Uma estranha metamorfose se produziu! Daqueles que amámos resta apenas um corpo inanimado; e a scentelha divina que neles brilhava, a luz sublime que parecia inextinguível, apagou-se ao rijo sôpro do desconhecido. A noite do mistério, descendo, abriu o seu manto de treva!
A morte é uma lei inexorável e geral que nos atinge sem que lhe possamos escapar e por isso nos interessa tanto saber em que consiste. Durante a vida é que precisamos de pensar nela para que não nos encontre desprevenidos quando vier visitar-nos, e para que o pensamento possa iluminar o seu mistério.
Se a morte infunde terror e até os mais corajosos vacilam e tremem quando ela se apresenta, é apenas o pavor próprio do desconhecido. Enquanto a desconhecermos, não deixaremos de a temer, nem mesmo saberemos compreender a vida que a ela conduz, necessàriamente.
O maior segredo da vida, só a morte o pode revelar."
(Excerto do Cap. I - Exórdio)
"Há quem não creia na imortalidade e pense que morte seja o aniquilamento total. Contudo, a existência do «nada» seria a sua própria negação. Para êles a morte tem qualquer coisa de trágico e de lúgubre, de perverso e odiento, como um fantasma de treva que apunhalasse a vida com um punhal de silêncio.
Por isso ficam na vida carpindo saudades sem esperança, vergados ao pêso da mágua cruciante. E nas suas almas torturadas restam apenas destroços de sonhos, boiando num mar negro de ilusões desfeitas, cinzas de aspirações queimadas, sombras profundamente tristes e desoladas que o pranto não dissolve, que o tempo não dilui!"
(Excerto do Cap. II - Da Imortalidade da Alma)
Índice:
Prefácio da 2.ª Edição | I - Exórdio. II - Da Imortalidade da Alma. III - Da Comunicação com os Espíritos. IV - Da Revelação Religiosa. V - Dos Grupos Espiritas Familiares. VI - Conclusão | Gravuras: Katie King; A pequena Stásia; Moldagem transcendental.
António Eduardo Lobo Vilela (Vila Viçosa, 1902 - Lisboa, 1966). "Foi um engenheiro geógrafo, professor licenciado em Matemática, Ciências Pedagógicas e espírita português. A sua actividade mais intensa exerceu-a como político, ensaísta, panfletário e escritor, tendo publicado uma vasta obra literária e científica."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
25€

13 junho, 2022

VILELA, António Lôbo - HIPÓTESES METAPSÍQUICAS.
[Por]... Licenciado em Ciências Matemáticas e Engenheiro Geógrafo
. Pôrto, Edição da Sociedade Portuense de Investigações Psíquicas, [1939]. In-8.º (18,5 cm) de 135, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Curioso tratado sobre a ciência metapsíquica e os fenómenos mediúnicos.
"Na literatura de todos os povos, desde a mais remota antiguidade, se encontram numerosas descrições de fenómenos supranormais que exerceram, sem dúvida, um papel preponderante na génese e evolução das crenças e práticas religiosas. Êsses fenómenos extraordinários que se produziam nos Mistérios da antiguidade, rodeados dum ritual pomposo e solene, ou nos montes escalvados e nos desertos da Palestina onde os profetas se reüniam; que se repetiram à luz baça das catacumbas, perderam o seu antigo prestígio na Idade Média. Já não eram os deuses que inspiravam as Pítias, as Sibilas e os Profetas: era o demónio que tentava as almas, ainda que elas fôssem religiosas e puras. A possessão demoníaca começou a lavrar como epidemia; e a Igreja, compenetrada na sua missão divina, mandava que os possessos fôssem queimados vivos, piedosamente, para os libertar das garras do demónio."
(Excerto da Introdução)
Índice:
Introdução. | 1 - Hipótese da fraude. 2 - Hipótese dos movimentos musculares inconscientes. 3 - Hipótese telérgica. 4 - Hipótese telepática. 5 - Hipótese teleplástica. 6 - Hipótese da ruminação. 7 - Hipótese criptestésica. 8 - Hipótese da prosopopese. 9 - Hipótese espirita. | Vocabulário.
António Eduardo Lobo Vilela (Vila Viçosa, 1902 - Lisboa, 1966). "Foi um engenheiro geógrafo, professor licenciado em Matemática, Ciências Pedagógicas e espírita português. A sua actividade mais intensa exerceu-a como político, ensaísta, panfletário e escritor, tendo publicado uma vasta obra literária e científica."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas ligeiramente oxidadas.
Invulgar.
20€

03 setembro, 2015

ALMEIDA, Rodrigo Vicente de - A CRUZ DE VILA VIÇOSA. Monografia histórica, redigida à vista de documentos inéditos existentes na Biblioteca Real da Ajuda, pelo oficial da mesma biblioteca... Comentário em guisa de Prefácio pelo Dr. João Couto, Director do Museu Nacional de Arte Antiga. 2.ª edição dada à estampa pela Fundação Casa de Bragança. Lisboa, Fundação da Casa de Bragança, 1957. In-4º (25,5cm) de 48, [12] p. ; [3] f. il. ; B.
Bonita monografia adornada com três estampas: um retrato do autor e duas representações da cruz-relicário, vista pelas faces, anterior e posterior.
                              ...............................................
"Rodrigo Vicente de Almeida conseguiu decobrir o nome do autor da peça de Vila Viçosa - Francisco de Vellejo -, oriundo de Castela, mas servidor da Casa de Bragança ao qual foi confiado «o desempenho do valioso artefacto confiado à sua habilidade e honradez».
Principiada em 1656-1657 o artista trabalhou depois na cruz para o Santíssimo Lenho da sereníssima Casa de Bragança e fê-lo com toda a competência e aplicação de que era capaz.
O autor da monografia, seguindo os documentos trocados com António de Cavide, escrivão da puridade do rei D. João IV, dá-nos a história da fabricação, dos gastos feitos com a obra e da forma como a encomenda se liquidou." 
(excerto do prefácio)
"A ilustre Casa de Bragança era já, antes de subir ao trono, uma das mais poderosas da Europa, rivalizando em magnificência com algumas cortes, como escreveram historiadores desse tempo, entre os quais os estrangeiros Filippe Cluverio e João Brotero, que a reputavam senhora da terça parte de Portugal, e o seu chefe o mais rico vassalo de toda a Europa. [...]
Entre os objectos de culto possuía a capela do paço ducal de Vila Viçosa inúmeras relíquias, tornando-se sobre todas notável um grande Santo Lenho, no qual o duque D. Teodósio II, conforme no-lo conta o autor da História Genealógica, institui um morgado que intitulou: Morgado da Cruz.
É a história da notável relíquia e da preciosa cruz que a encerra que hoje intentamos narrar, apoiado nos documentos originais existentes entre os Mss. da Biblioteca Real da Ajuda..."
(excerto da introdução, O Morgado da Cruz)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Pouco vulgar.
10€