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26 julho, 2020

LACERDA, Augusto de - O RABBI DA GALILÉA : romance sobre a Vida de Jesus. [Lisboa], Antiga Casa Bertrand - José Bastos - Livreiro Editor, [1904]. In-4.º (27 cm) de 1008 p. ; [1] f. il. ; il. ; E.
1.ª edição em livro.
Romance naturalista sobre a vida de Jesus. Na época causou polémica a forma como Lacerda apresentou Cristo - simples, humano -, imagem contestada pelas autoridades eclesiásticas de Portugal e Brasil, tendo sido desaconselhada a sua compra.
Livro ilustrado ao longo do texto com belíssimos desenhos de Alfredo Roque Gameiro (1864-1935) e Manuel de Macedo (1839-1915). Inclui um retrato do autor em separado, reprodução de uma aguarela de Roque Gameiro.
"Quem foi Jesus?
Eis uma pergunta que muitas pessoas teem dirigido a si proprias, ou vivam animadas da mais pura crença, ou do mais inveterado scepticismo.
Quem foi Jesus?
Por muito sincera que seja a humildade com que são recebidos os preceito do cathecismo christão, ou por muito radical que se affigure a antipathia, quasi sempre inconsciente, que esse cathecismo possa dispertar em certos espiritos - o positivo é que a grande maioria dos que constituem a massa geral do publico ignora a vida do fundador do christianismo.
Quem foi Jesus? perguntam aquelles que, apesar de todo o seu sentimento religioso, nunca leram os Evangelhos que a Egreja authenticou.
Quem foi Jesus? perguntam aquelles que, apesar das suas tendencias racionalistas, nunca passaram o olhar pelos livros em que a figura gigantea e inconfundivel do carpinteiro nazareno é illuminada pela critica historica. [...]
Almas simples, corações sinceros, consciencias puras, é com este livro que vos respondo, é para vós que eu o escrevo!"
(Excerto do Prefacio)
Encadernação editorial em tela com desenhos e dourados gravados nas pastas e na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação. Com sinais de manuseio.
Invulgar.
Indisponível

31 janeiro, 2020

CAMÕES, Luiz de - OS LUSIADAS. Grande edição illustrada revista e prefaciada pelo Dr. Sousa Viterbo. Lisboa, Empreza da Historia de Portugal, MDCCCC [1900]. In-4.º grd. (29 cm) de LXXX, [2], 558 p. ; [64] f. ; il. ; E.
Belíssima edição de Os Lusíadas muito valorizada pelo extenso prefácio de Sousa Viterbo.
Ilustrada superiormente no texto com vinhetas e capitulares, e em separado, com 64 gravuras da autoria de Roque Gameiro e Manuel de Macedo.
Encadernação coeva em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada.
Exemplar em bom estado de conservação.
Invulgar.
60€

14 setembro, 2016

CARQUEJA, Bento - O COMMERCIO DO PORTO NO CENTENARIO DE CAMILLO CASTELLO BRANCO : 1825-1925. Por... Porto, Officinas de O Commercio do Porto, 1925. In-4.º grd. (29,5cm) de 87, [1] p. ; mto. il. ; B.
1.ª edição.
Belíssimo album de homenagem ao grande prosador por ocasião do seu centenário natalício.
Capa de Roque Gameiro.
Exemplar da tiragem de vinte exemplares numerados em papel especial, assinado pelo autor (o presente leva o n.º dez).
Livro duplamente valorizado pela dedicatória autógrafa de Bento Carqueja na folha de anterrosto.
Obra muito ilustrada com bonitos desenhos em página inteira da autoria de João Augusto Ribeiro, Cândido da Cunha e António Carneiro, representando cenas de alguns dos romances de Camilo editados pel'O Comércio do Porto, e diversos fac-símiles de correspondência inédita enviada pelo Mestre aos fundadores do jornal - Manuel Carqueja e Henrique Carlos de Miranda -, e a Bento Carqueja.
"Cabia a O Commercio do Porto o dever de não deixar passar sem uma celebração, por modesta que fosse, o I.º centenario do nascimento do egregio escriptor portuguez que foi Camillo Castello Branco.
Estava o eminente cinzelador de lingua portugueza no apogeu da sua gloria litteraria, quando escreveu para este jornal uma série de romances, alguns dos quaes ficaram sendo para sempre joias de inestimavel valor.
É vastissima a herança litteraria de Camillo. Abrange 262 obras, compreendendo a poesia, o romance, o conto, o drama, a critica, biographias, traducções, etc. N'ella avultam, como das mais bellas producções, «As tres Irmãs», «Estrellas Funestas», «Estrellas Propicias», «A Filha do Doutor Negro»,Vinte Horas de Liteira», «O Bem e o Mal», «Lucta de Gigantes», «O Santo da Montanha», «O Senhor do Paço de Ninães».
Todos estes romances foram escriptos para O Commercio do Porto e n'elle publicados, em primeira edição.
Aos fundadores de O Commercio do Porto pertenceu ainda, comquanto não aparecesse no jornal, a primeira edição do romance «A Engeitada», que veio á luz em 1866, n'um volume de 291 paginas, impresso na Tipographia do Commercio.
Bastam estas circunstancias para justificar a homenagem que O Commercio do Porto entende prestar a Camillo, ao passar o I.º centenario do seu nascimento."
(excerto do preâmbulo, Razão de ser)
Bento de Sousa Carqueja (Oliveira de Azeméis, 1860 - Porto, 1935). “Aprendeu as primeiras letras na “terra que o viu nascer”. Muito jovem, deslocou-se para a cidade do Porto, com o objectivo de prosseguir os estudos. Já instalado na segunda maior cidade do país, a sua vida estudantil e profissional prosseguiu com grande êxito. Em 1880 começou a colaborar no jornal O Comércio do Porto, importante diário portuense, do qual seu tio foi fundador. Bento Carqueja entrou para esse jornal como revisor, sendo outra das suas actividades o início do arquivo da vasta correspondência aí existente. A sua apetência para o jornalismo levou-o a desenvolver um trabalho promissor, ao ponto de, aquando do falecimento do seu tio, se tornar co-proprietário do jornal, assumindo a direcção do mesmo. Em 1882, formou-se no curso livre de Ciências Físico-Naturais; em 1884, foi nomeado professor da Escola Normal do Porto, onde leccionou as cadeiras da Agricultura e Ciências Físico-Naturais; no mesmo ano, instalou o Jardim Botânico e os laboratórios de Fisiologia Vegetal e Química Agrícola; em 1915, foi criada a Faculdade Técnica da Universidade do Porto, onde passou a leccionar as cadeiras de Economia Política, Contabilidade e Legislação de Obras Públicas. Enquanto isso, desenvolveu importante obra social, nomeadamente promovendo a construção de bairros operários, organizando escolas agrícolas móveis, fundando várias creches de O Comércio do Porto, adquirindo, para benefício das mesmas, um biplano experimentado no Porto e em Lisboa em 1912, tendo sido este o primeiro avião a voar em Portugal. Em 1918, foi eleito presidente da comissão de propaganda da Imprensa, dirigindo vários manifestos aos portugueses. Não obstante, recusou honras e favores públicos ou políticos nacionais, nomeadamente o cargo de ministro de Estado para o qual foi convidado com insistência.”
(fonte: teoriadojornalismo.ufp.edu.pt)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos. Lombada apresenta importante falha de papel.
Raro.
Indisponível

13 janeiro, 2016

CONTOS E HISTORIAS. Illustrações de Roque Gameiro e Manuel Gustavo Bordallo Pinheiro. Lisboa, Empreza do Jornal O Seculo, 1897. In-8.º (18cm) de 199, [5] p. ; mto il.; E.
Capa de Roque Gameiro.
1.ª edição.
Colecção de 20 contos juvenis, na sua maioria de autores estrangeiros, profusa e superiormente ilustrados nas páginas do texto por Alfredo Roque Gameiro e Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro.
                                         ................
"Era uma vez um rei, um certo rei da Lydia, chamado Créso.
Este rei, meus meninos, era tão rico, tão poderoso, tão opulento, que contar a infinidade dos seus cosinheiros, das suas cavallariças, das suas baixellas, dos seus palacios de cem janellas, e do ouro amoedado dos seus erarios, seria uma tarefa tão fadigosa e inutil, como contar as estrellas do ceu, ou as areias do mar.
Muito rico era este Créso, muito rico, mas tambem muito vaidoso da sua opulencia e dos seus palacios, em que os telhados de ouro resplandeciam ao sol."
(excerto de A opulencia e o philosopho, de Gomes Leal)
Alfredo Roque Gameiro (1864-1935). Conhecido pintor, foi também um importante aguarelista e ilustrador. Pretendeu seguir a carreira naval, mas, não o tendo conseguido fazer, empregou-se como aprendiz numa empresa litográfica, onde cedo demonstrou os seus dotes. Publicou com outros autores de renome da sua época – Rafael Bordalo Pinheiro, Columbano e Manuel de Macedo – uma série de litografias intituladas Tipos populares portugueses. Chegou a ser considerado como o primeiro aguarelista português. Os seus temas alargavam-se das paisagens às cenas da vida lisboeta, passando pelas suas célebres marinhas. Notabilizou-se também como retratista e ilustrador.”
Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro (1867-1920). Artista plástico português, filho de Rafael Bordalo Pinheiro. “A sua arte seguiu os mesmos trilhos que o seu pai, quer na caricatura quer na cerâmica, tendo obtido vários prémios como ceramista, cartoonista e desenhador de cartazes. A despeito das suas magníficas qualidades como caricaturista, confirmadas nas páginas de "A Paródia", "O António Maria” e na revista quinzenal O Gafanhoto (1.º herói dos "comics" infantis portugueses), Manuel sentiu que o seu futuro estava na olaria e, assim, dedicava todo o seu entusiasmo à Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha.”
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva a capa de brochura frontal.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Sem indicação de registo na BNP (Biblioteca Nacional).
Indisponível

03 agosto, 2011

ASSUMPÇÃO, T. Lino d' - HISTORIA GERAL DOS JESUITAS DESDE A SUA FUNDAÇÃO ATÉ NOSSOS DIAS. Coordenada por... e Illustrada sob a direcção de Roque Gameiro. Lisboa. Empreza da Historia de Portugal, MDCCCCI [1901]. In-4º grd. (29cm) de [4], 634, [1] p. ; il. ; E.
1ª edição.
“A História dos Jesuítas é obra obviamente datada. O núcleo informativo, a vivacidade da linguagem, o dramatismo da narrativa e o pitoresco de muitos passos e capítulos propoêm, no entanto, uma leitura renovadamente oportuna e repleta de interesse”. Obra profusamente ilustrada com belíssimas gravuras intercaladas no texto e outras em página inteira, da autoria de Mestre Roque Gameiro.
Encadernação em meia de pele com ferros a ouro na lombada; pastas cartonadas riscadas com falha do revestimento nos cantos; s/ guardas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação; páginas apresentam picos de oxidação.
Invulgar e muito procurado.
40€

07 junho, 2011

ASSUMPÇÃO, T. Lino d' - HISTORIA GERAL DOS JESUITAS DESDE A SUA FUNDAÇÃO ATÉ NOSSOS DIAS. Coordenada por... e Illustrada sob a direcção de Roque Gameiro. Lisboa. Empreza da Historia de Portugal, MDCCCCI [1901]. In-4º (27,5cm) de [4], 634, [1] p. ; il. ; E.
1ª edição.
“A História dos Jesuítas é obra obviamente datada. O núcleo informativo, a vivacidade da linguagem, o dramatismo da narrativa e o pitoresco de muitos passos e capítulos propoêm, no entanto, uma leitura renovadamente oportuna e repleta de interesse”. Obra profusamente ilustrada com belíssimas gravuras intercaladas no texto e outras em página inteira, da autoria de Mestre Roque Gameiro.
Meia-encadernação com lombada e cantos em pele e ferros a ouro.
Excelente exemplar.
Invulgar e muito procurado.
Indisponível

08 fevereiro, 2011

FONSECA, Faustino da - A DESCOBERTA DO BRAZIL. (Illustrações de Roque Gameiro). Lisboa, Typographia da Empreza do jornal «O Seculo», 1900. In-4.º (23cm) 262, [4] p. ; [3] f. desdobr. ; [2] f. il. ; il. ; E.
1.ª edição.
Interessante estudo sobre a descoberta do Brasil, com mapas desdobráveis, tabelas, etc. Ilustrado com um retrato de Pedro Álvares Cabral em página inteira.
Invulgar.
Exemplar em bom estado de conservação.
Indisponível