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22 janeiro, 2021

VICENTE, Alípio da Silva - HEROIS DE PORTUGAL. Heroes de ontem : Nuno Alvares. Heroes de hoje : Nas trincheiras.
[Por]... Tenente de infantaria. Edição do Autor
. Braga, Of. Gráf. da «Pax», 1932. In-8.º (21 cm) de 142, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Obra bonita e interessantíssima composta por duas peças: Heroes de ontem, peça em 3 actos cujo protagonista é D. Nuno Álvares Pereira; Nas trincheiras, peça em 1 acto e 1 quadro sobre a Grande Guerra, que o autor dedica "ao seu ilustre comandante Coronel António Lopes Mateus, alma de português e de soldado, e a todos os camaradas de Infantaria 14".
Tiragem de 500 exemplares numerados e rubricados pelo autor, sendo 150 em papel «vergé». O presente, leva o n.º 119, e pertence à tiragem especial.
Junta-se uma folha volante (29x19 cm) de propaganda ao livro com o título: "Acaba de sair o livro: [Reprodução da capa] que todo o bom português deve possuir na sua biblioteca".
"No cimo da serra de Aire, entre o agreste do campo, e o céu azul de Portugal - na Cova da Iria - como se fosse um ninho de aguias, acampam as mesnadas de Nuno Alvares. Ao centro da serra a tenda do grande heroi
É noite luarenta de agosto e vespera de Aljubarrota."
(Sinopse do 1.º acto - Vesperas)
"A cena mostra-nos um reduto, ao cair da noite.
Ao fundo, o Cristo de Neuve Chapelle domina, erguido no meio de um montão de destroços - como um grito de protesto contra aqueles que, desprezando a sua doutrina de amor e caridade, se lançaram numa luta de ódios - a vasta campina revolvida pelas granadas.
Ao fundo, à direita, a entrada para o abrigo.
Durante o acto ouve-se o rebentar das granadas e o matraquear das metralhadoras.
Os very-light iluminam, a espaços, a cena.
Os soldados teem chapeu e ferro e a máscara."
(Sinopse do acto)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos marginais; lombada apresenta pequena falha de papel na extremidade superior. 
Com uma dedicatória de oferta (do autor?) a uma sua amiga.
Muito raro.
Com interesse histórico e bibliográfico.
Indisponível

14 julho, 2018

ALMAFALLA - GUERREIRO  MONGE. Braga, Typ. a vapor dos "Echos do Minho", 1916. In-8.º (18,5cm) de [4], 80 p. ; B.
1.ª edição.
Narrativa histórico-biográfica sobre os feitos de D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável.
"Almafalla surge com o seu bello espirito medieval, consolando-nos das amarguras da hora presente, com as doiradas miragens do passado, evocando tempos de maravilhosa grandeza. [...]
São paginas d'oiro com illuminuras, como esses velhos missaes, que só por si valem um thesoiro,  Guerreiro e Monge é um poema em prosa, um rosario de feitos d'essa epocha em que Portugal mostrou ao mundo que tinha heroes como os que o poeta grego canta na sua famosa Illiada."
(Excerto do preâmbulo)
"Em 1360, anno bissexto, nasce em Sernache do Bomjardim, em plena Beira, n'uma noite tão caracteristicamente portugueza como a de S. João, D. Nuno Alvares Pereira, decimo terceiro filho de D. Alvaro Gonçalves Pereira, pae de trinta e dois filhos! [...]
Seu pae, grande influente na côrte, priva intimamente com os Reis, e D. Nuno aos treze annos incompletos é apresentado no Paço. Todos os olhos o devoram, todas as attenções convergem sobre elle, lindo adolescente, robusto e sadio, gentil e gracioso. [...]
Falla pouco, medita muito, os seus ideaes absorvem-no, por vezes ouve como vozes, sons confusos de tropeis e clarins, sente-se heroe, e como tal cheio de energia e de Fé. [...] Na côrte é querido e amado por todos; cae nas graças dos soberanos e é armado cavalleiro pelas lindas mãos da perfida Rainha Leonor que o escolhe para seu escudeiro."
(Excerto do Cap. I)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Indisponível

21 maio, 2017

PONTE, Brigadeiro Nunes da - O CONDESTÁVEL D. NUNO. Conferência realizada no Salão Nobre do Ateneu Comercial do Porto, no dia 16 de Dezembro de 1960. [S.l.], [s.n.], 1960. In-4.º (24,5cm) de 21, [19 p. ; B.
1.ª edição.
Conferência proferida por ocasião do 6.º centenário natalício do Condestável, onde são realçados os seus feitos militares.
Opúsculo valorizado pela dedicatória autógrafa do autor.
"Nuno Álvares Pereira nasceu em Cernache do Bomjardim em 24 de Junho, dia de S. joão, de 1360, há seiscentos anos portanto, dois anos depois do Mestre d'Aviz, de quem foi pela vida fora o mais devotado e fraterno amigo. [...]
Quando tinha apenas um ano, tomou-o D. Pedro à sua protecção, e desde muito cedo lhe notou forte inclinação para as armas. Aos trese foi apresentado na Corte, em Santarém, onde se encontrava Leonor Teles, que por ele igualmente se afeiçoou. Quiz vestir-lhe por suas próprias mãos o arnês, e, como não havia nenhum que lhe servisse, dada a sua pequena estatura, foi pedido emprestado o do Mestre d'Aviz. No entanto D. Nuno, posto que cercado de deferências e atenções, não de adaptava àquele deletério meio. Autêntico cavaleiro, dos áureos tempos da cavalaria medieval, lia sofregamente romances que incitavam à bravura, à coragem, ao heroísmo, protecção à mulher e à criança: admirava o livro de Galaaz, contos da Távola Redonda, e os cavaleiros que, por terem conservado a castidade haviam preticados feitos de extraordinário valor. Por isso fez propósito de permanecer sempre solteiro."
(excerto da conferência)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
Sem registo na BNP.
10€

12 abril, 2017

NUNO ÁLVARES PEREIRA : Herói e Santo. Colóquio realizado no encerramento do jubileu da Igreja de Santo Condestável em Lisboa. Lisboa, Paróquia de Santo Condestável, 2009. In-4.º (23,5cm) de 77, [3] p. ; B.
1.ª edição.
"Para concluir o ano de celebrações jubilares dos 50 anos da inauguração da igreja, realizou-se um colóquio em torno da figura do nosso padroeiro Santo Condestável. São as comunicações aí proferidas que agora se reúnem e se dão à estampa neste pequeno volume."
Índice:
I - Apresentação - nos 50 anos da Igreja de Santo Condestável, por Padre José Filipe Agostinho. II - Condestável, Herói e Santo n'Os Lusíadas, por Justino Mendes de Almeida. III - Valor militar e espiritualidade no Santo Condestável, por Carlos Bessa. IV - D. Nuno Álvares Pereira passou por Fátima, por Luciano Cristino. V - Nun'Álvares - um santo Carmelita, por Fernando Guedes. VI - Um santo para o nosso tempo, por Henrique Barrilaro Ruas. VII - Comentário ao poema «Nun'Álvares Pereira» de Fernando Pessoa, por Aires A. Nascimento.
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Invulgar.
10€

24 novembro, 2014

NORONHA, D. José Manoel de - NUN'ALVARES : heroe e santo. Coimbra, Moura Marques, 1915. In-8º (19cm) de XVIII, 129, [1] p. ; E.
1.ª edição.
Impressa em papel de qualidade superior. Ilustrada com bonitas capitais e vinhetas tipográficas representando escudos heráldicos.
Biografia do Santo Condestável, D. Nuno Álvares Pereira.
"Ia um chôro alto e afflito na igreja do Convento de Nossa Senhora do Carmo de Lisbôa. Elevavam-se a Deus preces fervorosas, pedindo o restabelecimento de Frei Nuno, que, a êsse tempo, placidamente agonizava no seu catre de frade pobre. Os mendigos pediam ao Ceu, em orações sentidas, a saúde do seu bem-feitor, e os ricos acorriam a saber novas do Conde Santo. Havia um ruido confuso de vozes, ora gementes e suplicantes, ora revoltadas e cheias de desespêro.
Pela igreja errava ainda o perfume devoto do incenso, que subira em espirais, de manhã, na festa de Todos-os Santos. Era o primeiro de novembro, dia triste e chuvoso, véspera de Finados.
Na sua cela, irremediavelmente perdido, o Condestável, abraçado ao Crucifixo, que desde o principio da doença não o abandonára, ouvia ler, num latim cantado, a Paixão do Senhor."
(excerto do Cap. I, Ás Portas de Ceu)
Índice:
A quem ler. - Á Portas de Ceu. - Setent'annos atraz. - O Escudeiro da Rainha. - Dois annos de lucta. - Aljubarrota. - Terras d'Africa. - O Convento do Carmo.
Encadernação em meia de pele com ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação. Ausência da folha de rosto.
Muito invulgar.
Indisponível

05 novembro, 2014

PINTO, Jaime Nogueira - NUNO ÁLVARES PEREIRA. Com a colaboração de Inês Pinto Basto. Lisboa, A Esfera dos Livros, 2009. In-4º (23,5cm) de 304, [7] p. ; [24] p. il. ; il. ; B.
1.ª edição, de 4 já publicadas.
Biografia do Condestável, D. Nuno Álvares Pereira, figura histórica nacional, herói militar português.
Ilustrada em extratexto com belíssimas estampas a cores, reproduzindo retratos e momentos da História de Portugal imortalizados em telas, todas elas comentadas.
"Se o passado é sempre uma terra estranha, a Idade Média é um dos seus mais estranhos lugares: uma era distante, de contrastes e contradições, uma idade de mil anos que os humanistas, e depois os protestantes e os ilustrados, relegaram para as trevas e amalgamaram num brumoso tempo intermédio.
É o fim deste tempo que Nun'Álvares prenuncia e plenamente vive e ilumina. O seu lugar, sendo pouco comum, é de todos os tempos, e a sua terra, sendo estranha, é também a nossa.
Nuno Álvares Pereira nasceu em Cernache do Bonjardim no dia 24 de Junho de 1630, dia de S. João Baptista. Era o décimo terceiro filho do prior do Hospital, Álvaro Gonçalves Pereira, e o primeiro de Iria Gonçalves do Carvalhal."
(excerto do Cap. I, 1630)
Índice:
1 - 1360. 2 - O inconstante. 3 - A educação do Herói. 4 - No Outono da Idade Média. 5 - A Revolução de Avis. 6 -A primeira vitória. 7 - A eleição do Rei. 8 - Aljubarrota. 9 - De Valverde ao fim da guerra. 10 - A Sétima Idade. 11 - Por outro Reino e outro Rei. 12 - S. Nuno de Santa Maria.
"Foi graças à vontade política de Nuno Álvares Pereira, ao seu génio militar e à sua integridade que os portugueses, na grande crise do século XIV, conseguiram derrotar as forças de D. João de Castela. E foi ele quem guardou a nação independente, preparando-a para o novo tempo português de navegação e expansão além-mar. Mas o que sabemos desta grande figura da nossa História que nas últimas décadas caiu no esquecimento? Quase 600 anos após a sua morte, a canonização solene em Roma do Santo Condestável de Portugal não deixou de causar espanto e de levantar velhas questões. Pode um chefe de guerra chegar aos altares? Pode um santo ser guerreiro e um guerreiro ser santo? Nuno Álvares Pereira mostra-nos que sim. E não por um qualquer arrependimento tardio, por uma troca aparentemente súbita e em fim de vida da cota de malha pelo hábito de monge: entre as intrigas da corrupta corte fernandina e o poder e a glória da Casa de Avis, nas horas difíceis da revolução de Lisboa e nas batalhas de Aljubarrota, Atoleiros e Valverde que marcaram a Guerra da Independência, S. Nuno de Santa Maria sempre procurou ser, no espírito e na letra, o cavaleiro perfeito, indo contra muito daquilo que, na guerra e na paz, era regra no tempo."
(sinopse)
Jaime Nogueira Pinto (n. 1946). "Nascido no Porto, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa e é doutourado em Ciências Sociais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas onde actualmente lecciona Ciência Política e Relações Internacionais. O autor foi administrador da Bertrand, S.A., e director do diário O Século. É administrador de empresas na área de segurança, business intelligence e aconselhamento estratégico. Colabora regularmente na imprensa portuguesa, sendo autor de obras de História Contemporânea."
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
15€

29 maio, 2011

CRONICA DO CONDESTABRE DE PORTUGAL. Lisboa, Ministério da Educação Nacional, MCMLXIX (1969). In-fólio (30cm) de LXVI, [11] p. ; B.
1.ª edição fac-símile.
Edição Comemorativa da Inauguração das Novas Instalações da Biblioteca Nacional de Lisboa.
"Reprodução nas dimensões do original do reservado N.º 26-A da Biblioteca Nacional de Lisboa. A capa respeita a encadernação do original, com arranjo da lombada".
"Crónica composta por autor anónimo após a morte do Condestável de D. João I, Nuno Álvares Pereira, em 1431. A versão mais antiga atualmente conservada é a de uma impressão realizada em Lisboa, em 1526. Este registo biográfico ocupa um lugar excecional na historiografia portuguesa, enquanto composição de uma das primeiras crónicas particulares senhoriais, oferecendo uma imagem do Condestável como modelo edificante de herói cavaleiresco. A narração, quase testemunhal, dá voz às ações e à trama histórica, reduzindo ao mínimo o comentário do alcance político da narração e a evocação de elementos da vida privada do biografado, concentrando-se no panegírico de um herói que se distinguiu pela atividade militar. Esta crónica servirá de fonte principal a Fernão Lopes para a redação da Crónica de D. Fernando e da Crónica de D. João I."
(infopedia.pt)
Bom exemplar. A assinalar, ligeiras marcas de bicho na capa que atingem apenas o revestimento da capa.
Invulgar.
Indisponível