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27 janeiro, 2024

NOTICIA DO ESTADO EM QUE SE ACHA O POVO DE ANGOLA, DESTITUIDO DE MESTRES, PAROCHOS E EGREJAS, E CONSIDERAÇÕES ÁCERCA DA NECESSIDADE E FACILIDADE DE REMEDIAR TÃO GRANDES MALES
. Lisboa. Na Typ. de G. M. Martins, 1861. In-8.º (20,5x13,5 cm) de 24 p. ; B.
1.ª edição.
Ponto de situação sobre a obra missionária em Angola, das suas expectativas e anseios, e das dificuldades de evangelização com que o clero português se deparava.
Obra não assinada, sabe-se no entanto que o seu autor foi o padre José de Sousa Amado, polemista religioso da ala mais tradicionalista da Igreja.
De salientar as referências a David Livingstone (1813-1873) - conhecido missionário e explorador inglês - cujas impressões pouco abonatórias sobre o estado de abandono a que a Igreja Católica portuguesa votou a antiga colónia portuguesa, por este constatada na visita ao território em 1854, preenchem um capítulo do livro.
"Tres seculos têem decorrido, depois que a Religião Catholica, sob a protecção sincera e efficaz de D. João II e D. Manoel foi, pela primeira vez, abraçada nas vastas regiões do Congo, e mais tarde em Angola.
Os primeiros Missionarios pertenciam á Ordem de S. Domingos; seguiram-se depois os Padres da Companhia de Jesus, os da Terceira Ordem da Penitencia, Capuchinhos, e Carmelitas Descalços.
O zelo dos Missionarios, a protecção real, a boa disposição dos povos, fizeram com que a Religião Catholica prosperasse. Apenas tinham decorrido seis annos depois do descobrimento do Congo (1491), e já estavam lançados os fundamentos da Cathedral em  S. Salvador, que em pouco tempo foi acabada, tendo-se antes convertido o rei, a rainha, as pessoas mais principaes, e por conseguinte o povo."
(Excerto de Estado da Religião Catholica em Angola)
Índice:
Estado da Religião Catholica em Angola | Estado moral dos povos de Angola | Estado em que Levingstone, missionario protestante, achou a Religião Catholica em Angola Disposições do Povo em Angola | Numero de habitantes em Angola. Numero dos meninos de 7 annos para baixo | Razões e motivos de Caridade |Organização dos meios de Caridade | Observação.
José de Sousa Amado (Assafarge, Coimbra 1812 - ?). "Presbítero formado em teologia pela Universidade de Coimbra, em 1843, professor no Liceu Nacional de Lisboa e membro da Relação do Patriarcado de Lisboa. Foi um escritor e jornalista que escreveu muitas obras em defesa da Igreja e da ortodoxia religiosa, atacando o Marquês de Pombal, a Maçonaria, o Protestantismo e o Estado liberal. Participou nas polémicas com Herculano sobre o Casamento Civil e sobre as Irmãs da Caridade. A sua vasta obra (cerca de 50 monografias e numerosos artigos dispersos por jornais) inclui manuais escolares, obras de piedade pessoal, escritos sobre ritos e comportamentos e para afirmação de sacramentos e práticas devocionais católicas."
(Paulo Mendes Pinto - José de Sousa Amado e as lutas contra a heretodoxia social e religiosa: um percurso bibliográfico. In Lusitânia Sacra, 2ª Série, 16 (2004) 385-398)
Exemplar brochado, por abrir, - com capas simples, lisas, - em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
25€

19 dezembro, 2021

AMADO, Padre José de Sousa - A NECESSIDADE DA CONFISSÃO. Para a felicidade d'este, e do outro mundo.
Pelo... Segunda edição. Approvada pelo Ex.mo Snr. D. Antonio, Bispo do Porto
. Porto, Livraria Catholica Portuense, 1905, In-8.º (13,5 cm) de 31, [1] p. ; B.
Interessante opúsculo sobre a Confissão e seu contexto histórico.
"Comecemos por fazer menção de alguns philosophos impios, que tendo abafado no intimo do coração muitas verdades catholicas, que na infancia aprenderam, para se darem ás theorias de funestos desvarios, e á pratica de erros os mais vergonhosos; no ultimo quartel da vida se recordaram do primeiro ensino, e acabaram por se converter sinceramente."
(Excerto do Cap. I)
"A tradição ácerca do Sacramento da Confissão, é tão clara, e tão constante, durante os primeiros seculos da Egreja, que os hereges protestantes não se atrevem a negal-a, com quanto ainda hoje regeitem na pratica este dogma consolador."
(Excerto do Cap. II)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Indisponível