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04 junho, 2025

REIS, Mário Simões dos -
A VADIAGEM E A MENDICIDADE EM PORTUGAL.
(Estudo preventivo  repressivo, etiológico, sociológico, psicopatológico, político e jurídico...). [Por]... Advogado. Lisboa (Portugal), Imprensa Libanio da Silva, 1940. In-4.º (22,5x17 cm) de 780, [4] p. ; il. ; B.
1.ª edição.
Obra de fôlego. Importante estudo criminal sobre delinquência em Portugal - a vadiagem e a mendicidade, "mal que assola a humanidade."
Ilustrada no texto e em página inteira com inúmeros gráficos, mapas estatísticos e geográficos, quadros e tabelas.
Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor "Ao seu Primo e Amigo Dr. José Ferreira Martins e Família".
"A vadiagem e a mendicidade revestem, na época que corre, aspectos de verdadeiros crimes, estão abrangidas, em todas as nações cultas do meu conhecimento, nos respectivos Códigos, e são punidas com penas mais ou menos severas, não com o fito de debelar radicalmente o terrível mal, o que, a meu ver, é impossível, devido a circunstâncias diversas e excessivamente complexas, mas para o reduzir, o que é lògicamente de esperar, embora nem sempre tal se tenha conseguido.
A vadiagem e mendicidade, como a restante criminalidade, estudadas em conjunto nos grandes centros culturais, numa cruzada de beneficiência, por sábios e pensadores, alarmados pelo seu progressivo, contínuo e assustador desenvolvimento, têm sido atacadas, nas suas causas as mais íntimas e ocultas, segundo as novas ideias dos criminalistas, quer preventivamente, antes da sua exteriorização, no início, cuidando-se da assistência das classes pobres, e em especial, da criança, do adolescente, do menor, ainda não pervertido nem contaminado na sua contextura, porque ninguém nasce criminoso, como não nasce tuberculoso, quer posteriormente, aplicando-se ao delinqüente, após a prática do delito, só a terapêutica necessária e útil, e não ùnicamente a sua detenção, sob o erróneo preconceito da culpabilidade ou do sofrimento, nas cadeias e penitenciárias, sem o seu estudo médico, antropológico, mental e psicológico, o que muitas vezes se despreza, com manifesta violação das ideias cientistas modernas sôbre a criminalidade e com graves prejuízos para a prosperidade das nações, porque a solução do problema da delinqüência tem uma importância fundamental no progresso e selecção da raça.
A observação médica dos criminosos de todas as idades deve ser, pois, segundo a opinião hoje corrente, sistemática, completa e precisa, antes e depois do julgamento, não só nos laboratórios mas também nas enfermarias, a-fim-de ser possível o estudo das causas do flagelo..."
(Excerto do preâmbulo - Breves considerações)
Índice - ver em:
https://www.dgsi.pt/bpjl.nsf/83cbe9acef94db5a8025730800549412/f3b82af2cd857b3e8025806b0035a479?OpenDocument 
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas frágeis, com rasgão ao centro na capa frontal, canto restaurado e pequenas falhas de papel marginais.
Raro.
Com interesse histórico e criminal.
100€

19 abril, 2025

DANTAS, Julio - CRUCIFICADOS
. Lisboa, Manoel Gomes, Editor, MDCCCCII [1902]. In-8.º (20x13 cm) de [8], 136 p. ; B.
1.ª edição.
Edição original desta obra "licenciosa" de Júlio Dantas - "Peça em 4 actos, representada pela primeira vez em janeiro de 1902, no Theatro D. Amelia", - que deu brado na época. Trata-se de um drama social onde, pela primeira vez no teatro nacional, é abordado o tema da homossexualidade, com o relacionamento de dois protagonistas, circunstância que terá provocado perplexidade e repugnância a importante franja do meio literário e social. "Após uma tumultuosa estreia, Júlio Dantas retira a peça de cena, alterando-a".
Peça rara e muito curiosa, por certo com tiragem reduzida. Seria republicada mais tarde, em 1914 (2.ª ed.) e na década de 20 (3.ª ed. refundida).
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrada do autor "Ao grande politico, orador e homem de lettras Sr. Conselheiro José Maria de Alpoim".
"Um interior modesto de solteirões, em pleno Bairro Alto. Casa velha da rua da Atalaya: rodapé baixinho de azulejos; sacada de taboinhas. Porta para a escada; silhar de tijolos; vê-se o corrimão, descendo. Estante de livros; papeleira; cadeiras de sóla. O ar desaconchegado das casas onde não ha mulheres. Um sophá. Perto, uma mesa de trabalho: livros, papeis, grande castiçal, com pára-luz de seda côr de rosa."
(Primeiro Acto - sinopse)
Júlio Dantas (1876-1962). "Figura destacada da actividade social, política e cultural durante as seis primeiras décadas do século XX. O elevado número de cargos (Comissário do Governo junto do Teatro Nacional, Director e Professor da Secção Dramática do Conservatório Nacional, Inspector das Bibliotecas Eruditas e Arquivos) e funções políticas que desempenhou (Senador, Deputado em diferentes legislaturas, Ministro de várias pastas – Instrução Pública e Negócios Estrangeiros – em diversos Governos, Presidente do Partido Nacionalista, Membro da Comissão de Cooperação Intelectual da Sociedade das Nações) compete com o número de títulos que publicou em vários géneros literários: romance, conto, poesia, teatro, crónica, oratória, ensaio.
Os seus escritos revelam uma predilecção pelo século XVIII, tempo a que dedicou alguma veia ensaística em O Amor em Portugal no Século XVIII (1915) e onde se situa a acção de muitas das suas peças de teatro mais emblemáticas: A Severa, 1901; A Ceia dos Cardeais, 1902; Um Serão nas Laranjeiras, 1904; Sóror Mariana, 1915.
Em 1908, após concluir a licenciatura em Medicina, é admitido como sócio na Academia de Ciências de Lisboa, instituição que virá a presidir, a partir de 1922, durante décadas. Ao abandoná-la, invocou este exercício de cargos públicos cuja profusão acumulativa, aliada à sua ligação à Academia - que incorporava tudo o que «os novos» desprezavam - fizeram dele um alvo privilegiado dos ataques de renovadores e vanguardistas.
De facto, o seu academismo literário encontra-se bem patente na formalização dos seus escritos; a Ceia dos Cardeais (1902), por exemplo, um dos seus maiores sucessos nacionais e internacionais (conta com mais de 50 edições, e foi traduzida para mais de uma dezena de línguas), foi composta em alexandrinos emparelhados. A maioria do seu teatro revela alicerces românticos, sobretudo na temática de cariz histórico e da mitologia nacional, com a idealização da história pátria como pano de fundo de uma idealização do amor, de pendor saudosista, não deixando de imprimir um cunho fortemente anticlerical (Santa Inquisição, de 1910), vacilando entre o sentimentalismo romântico, o grotesco e a sátira. Não é avesso, porém, a experimentar correntes novas, como o realismo/naturalismo decadentista de Crucificados (1902), com aspirações a drama social, que pretende retratar uma actualidade degenerada, causa e vítima de promiscuidade e doença."
(Fonte: https://modernismo.pt/index.php/j/206-julio-dantas-1876-1962)
Belíssima encadernação meia de pele com cantos e ferros gravados a ouro nas pastas e na lombada. Conserva as capas de brochura originais. Aparado e carminado à cabeça.
Exemplar em bom geral estado de conservação. Lombada apresenta uma ou outra falha de pele, com pouco impacto visual. Capas de brochura frágeis, manchadas, com pequenas falhas de papel.
Raro.
Peça de colecção.
75€

01 setembro, 2023

BRAGA, Victoriano -
OCTÁVIO : peça em três actos. Representada pela primeira vez, em 1916, no Teatro Nacional Almeida Garrett. Lisboa, J. Rodrigues & C.ª, 1927. In-8.º (19,5x13 cm) de 111, [5] p. ; B.
1.ª edição.
Edição original desta peça, talvez a obra mais discutida do autor pelo escândalo que alcançou na época, dada a sua forte componente sensual e erótica.
"Uma sala não muito grande, luxuosíssima. Porta de arco ao fundo, comunicando com o jardim de inervo; à direita, uma porta larga, coberta de um reposteiro de armas, que dá para o salão de baile. Mobília rica e de muito bom gôsto; pelas paredes, retratos a óleo de antepassados ilustres. - A scena não deve estar muito iluminada. Ouve-se o sexteto  antes do pano subir.
Há baile no palácio. É ao comêço da festa, que decorre ainda com intimidade, vendo-se já alguns convidados no jardim.
Gil, de pé, conversa com Octávio, que se tem estirado com elegância num sofá, entre almofadas, à direita da scena. - Octávio, sendo o mais corecto possível, deve no entanto deixar perceber, excepto para com Gil, a grande diferença que está persuadido existir entre si e todos."
(Excerto do Acto Primeiro)
Vitoriano Braga (1888-1940). "Dramaturgo, tradutor e crítico de teatro. Ginasta de mérito, introduz o futebol amador entre nós. Faz moda. Como fotógrafo amador, retratou Guerra Junqueiro e Fernando Pessoa, para além dos nus de Almada. A sua escassa produção de teatro assenta numa construção convencional, mas eficaz, do enredo e insere-se na linha naturalista de análise psicológica e crítica social. As primeiras peças, escritas entre 1908 e 1918, foram representadas pela Sociedade Artística, companhia residente do Teatro Nacional: A Bi (escrita em colaboração com J. Vasconcelos e Sá) em 1911, Octávio, em 1916, e O Salon de Madame Xavier, em 1918. Na década de 1920 estreia, no Teatro Politeama, A Casaca Encarnada (1922), produção da Companhia de Lucília Simões, com cartaz de Almada Negreiros; no mesmo teatro representa-se, em 1926, a comédia dramática Inimigos, escrita no ano anterior, protagonizada por Ilda Stichini e Raul de Carvalho. Entre outras peças, menos destacadas pela crítica, contam-se Lua-de-Mel (Teatro do Ginásio, 1928) e O Conselho da Noite (Chiado Terrasse, 1932).
Com Octávio inicia-se um dos motivos caros ao teatro de Vitoriano Braga, o casamento de conveniência. Não foi, porém, este motivo que dividiu opiniões e provocou uma reacção desfavorável da crítica e a breve carreira do espectáculo. O tema da peça resulta da sua forte componente erótica, desenhada em Octávio e Graça, e nele especialmente: dandy, músico e doente - o actor deve «deixar perceber […] a grande diferença que está persuadido existir entre si e todos» (rubrica do I acto) -, que lembra motivos anteriores do esteta, até na blague, e antecipa traços do singular decadentismo dos anos de 1920 na homossexualidade discreta mas evidente e na exaltação do artista. Octávio não é, porém, um tipo, como acontece a muitas figuras do teatro de Vitoriano Braga; a complexidade desta personagem insinua-se no ambiente, nas palavras como nos silêncios, na música de cena, onde o sexteto para o baile do I acto contrasta com a pequena peça para órgão «com uma melodia de sabor gregoriano» expressamente escrita por Luís de Freitas Branco (Alexandre Delgado, Ana Teles e Nuno Bettencourt Mendes, Luís de Freitas Branco, Lisboa: Editorial Caminho, 2007) talvez para o final do II acto.
A obra foi apreciada por Fernando Pessoa, que se propunha editá-la na Olisipo (c. 1922), com A Casaca Encarnada e O Milagre. Para além disso, Octávio foi motor do ensaio «Sobre o Drama». Na reflexão sobre o ideal dramático da modernidade, afirma: «é no campo da intuição psicológica, no conceito do psiquismo individual, que a cultura científica produziu, na mente do dramaturgo, porque na de toda a gente culta, resultados novos e notáveis. […] Para mim, o valor capital do drama Octávio, o que o torna, a meu ver, notável entre a multidão nula das peças modernas, seja de que nação forem, é que, por acção [de] um seguro instinto, ele é orientado exactamente no sentido que a cultura moderna impõe como o caminho do dever artístico.» (Páginas de Estética, p. 87)."
(Fonte: https://modernismo.pt/index.php/v/794-vitoriano-braga)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Rubrica de posse na f. rosto.
Raro.
Com interesse histórico.
25€

19 julho, 2021

BRASIL, Jaime - A QUESTÃO SEXUAL
. Lisboa, Casa Editora Nunes de Carvalho, [1932]. In-8.º (21,5 cm) de 480 p. ; [10] f. il. ; il. ; B.
1.ª edição.
Estudo sobre sexualidade publicado em pleno período de regime do Estado Novo. Livro banido pela censura, foi proibido de circular.
Ilustrado com tabelas no texto, e 10 estampas em separado, a p.b. e a cores, "avançadas" para a época.
"O estudo dos problemas sociais conduz freqüentemente às fronteiras da questão sexual. A produção das utilidades e a sua distribuïção, a remuneração individual do trabalho e o açambarcamento da riqueza colectiva, as migrações em massa e as guerras imperialistas, são fenómenos económicos directamente influenciados pelas leis que regem os sexos. Importa, portanto, conhecer o sexualismo para avaliar até onde vai a sua acção, no campo da economia.
A análise dos diversos aspectos da sexualidade, nas suas relações com a moral, a ciência e o direito, obriga a procurar a origem das complexas acções e reacções genésicas que determinam a vida da espécie. Daí o confronto entre normas caducas e princípios que se esboçam, e a verificação de que quási não houve transição evolutiva de umas para outras. A ausência do processo transitório permite, pois, concluir que estamos em presença duma revolução.
"
(Excerto do Prefácio)
Matérias: 1.ª Parte - A sexualidade mórbida: I - Masturbação. II - Homosexualidade. III - Outras anomalias. IV - Prostituição. V - Doenças sexuais. 2.ª Parte - A sexualidade normal: I - Questionários. II - Amor. III - Casamento. IV - Natalidade. V - Liberdade dos sexos.
Artur Jaime Brasil Luquet Neto (Angra do Heroísmo, 1896 - Lisboa, 1966). "Foi um escritor e jornalista, de convicções libertárias e anarquistas, tendo-se destacado pela sua obra pioneira em Portugal sobre sexualidade humana e controlo da natalidade.
Iniciou a frequência dos estudos liceais na sua cidade natal, tendo em 1909 partido para Coimbra, onde os completou. Após ter frequentado em Lisboa o curso preparatório da Escola Politécnica, ingressou de seguida na Escola de Guerra, onde conclui o curso de oficiais do Exército. Iniciou uma carreira como oficial do Exército Português, tendo participado na Grande Guerra. Terminada a guerra, abandonou a carreira militar no posto de tenente, enveredando pelo jornalismo profissional.
Na década de 1920 iniciou a sua militância no movimento anarco-sindicalista, colaborando activamente nos periódicos ligados aos sindicatos e à Central Geral dos Trabalhadores, a central sindical anarco-sindicalista portuguesa vinculada à Associação Internacional dos Trabalhadores.
Em 1921 apadrinhou a entrada de Vitorino Nemésio no jornalismo profissional, estabelecendo com aquele escritor açoriano uma duradoura amizade.
Notabilizou-se na década de 1930 ao publicar um conjunto de obras sobre sexualidade, liberdade afectiva e controlo dos nascimentos, que associados às sua posições políticas lhe valeram polémicas com os católicos e o exílio em França e Espanha. Considerados ofensivos da moral pública, os seus livros sobre sexualidade foram proibidos de circular e em boa parte apreendidos. Esteve em Espanha durante a Guerra Civil Espanhola, tendo advogado a formação de uma frente única antifascista. Após a Guerra Civil Espanhola refugiou-se em Paris, onde residiu desde 1937 e foi um dos fundadores, em 1939, da Union des Journalistes Amis de la République Française. Em consequência da Segunda Guerra Mundial, em 1940, foi obrigado a regressar a Portugal, onde foi preso. Libertado, voltou a exilar-se para Paris no final da década de 1940.
Por imposição da censura, foi proibido de assinar os seus escritos publicados na imprensa, que apareciam assinados apenas com A. (de Artur, o seu primeiro nome). Pelas mesmas razões, a sua obra Vida e Obras de Zola, publicado em 1943, apareceu a público como da autoria de A. Luquet."
(Fonte: wikipédia)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Parte final do livro apresenta folhas ligeiramente ondeadas por acção da humidade.
Raro.
45€

16 julho, 2020

MONTEIRO, Arlindo Camillo - AMOR SÁFICO E SOCRÁTICO. Estudo Médico-Forense. [Para uso de letrados e bibliotecas]. [Lisboa], [Instituto de Medicina Legal de Lisboa]. Separata dos Arquivos do Instituto de Medicina Legal de Lisboa : Propriedade e Edição do Autor, 1922. In-4.º (26 cm) de [4], 552 p. ; [1] f. desdob. ; [3] f. il. ; il. ; E.
1.ª edição.
Colaboração artística de Anjos Teixeira.
Importante trabalho sobre a homossexualidade, dos primeiros com cariz científico que se publicou entre nós.
Ilustrado no texto com desenhos esquemáticos, e com 3 estampas separadas do texto impressas sobre papel couché: A lascívia socrática na antiga Roma; Em França - páginas de L'Assiette au Beurre (1909); Em Portugal - páginas de O Antonio Maria (1881) e Pontos nos ii (1885), ambos com caricaturas de Bordalo Pinheiro.
Inclui ainda um desdobrável estatístico: Índice das pessoas delatas (desde 1553 a 1587?) pelo crime de sodomia, do mês de Janeiro em diante, as quais estão em um livro intitulado O Antigo Nefando, e no Index dos processos despachados antes do perdão geral e em vários livros.
Tiragem limitada a 500 exemplares. O presente leva o n.º 264.
"Apesar de tão antigos como a própria humanidade, os desvios aberrativos da vida sexual, expandindo-se sob o influxo variável das civilizações entre os diferentes povos, desde remotos tempos consagrados ou condenados pelas leis e costumes, só a partir dos meados do século XIX começaram a ser encarados através do prisma límpido e frio do rigoroso critério scientífico.
Erigindo-se sôbre pertinaz e acurada pesquisa e observação de factos, dia a dia acumulados, interpretações e teorias, pouco a pouco se organizou a sciência sexual que, recentemente, grangeando foros de tal magnitude, se expande com desenvoltura dividida nos seus privativos ramos de especialização. [...]
Fazer a história desta anomalia sexual através dos séculos, indo surpreender ab ovo o pendor da humanidade para tal desvio, ou perscrutar na senda do passado a causa determinante de tal aberração, tão arrojada emprêsa não cabe dentro dos estreitos moldes desta tentativa.
No entanto, contentar-me-hei em citar alguns exemplos comprovativos de quanto ela é freqùente e como se perpetua arreigada nas tradições  e evolução da espécie humana.
Parece aceite pelo consenso unânime dos tratadistas que transpondo as múltiplas balizas reais ou de convenção, foi e continua a ser de todos os tempos e lugares."
(Excerto de A Sciência sexual)
Índice:
Palavras  prévias. | Primeira Parte: Capítulo I - A Sciência sexual. O homo-sexualismo. Seus principais investigadores na Alemanha e Áustria, França, Rússia, Inglaterra e Itália. Freqùência da homo-sexualidade. Conceito de Platão sôbre o amor anómalo. Na Grécia. Capítulo II - O amor órfico e sáfico entre os romanos. Capítulo III - Homo-sexualidade entre os egípcios, celtas e persas. Do paganismo ao cristianismo. Na Itália. Capítulo IV - A França. Capítulo V - Na Inglaterra, Alemanha, Áustria-Hungria, Rússia e noutros países. No Oriente. Capítulo VI - Na América, Austrália e África. Capítulo VII - Na península ibérica - Espanha. Capítulo VIII - Portugal. Capítulo IX - Portugal no século XVI. Capítulo X - Portugal nos séculos XVII e XVIII até à actualidade. Segunda Parte: Capítulo I - A nomenclatura das sciências sexuais. Estudo crítico. Terminologia proposta pelo autor. Capítulo II - A homo-sexualidade masculina. Capítulo III - A homo-sexualidade feminina. Capítulo IV - Uranismo complexo, bi-sexualidade e pseudo-homo-sexualidade. Capítulo V - A homo-sexualidade e a Psiquiatria. Capítulo VI - Teorias sôbre a homo-sexualidade. Capítulo VII - A homo-sexualidade e a terapêutica. Capítulo VIII - Profilaxia e diagnóstico médico-legal. Capítulo IX - Legislação. | Apêndice. | Advertência e Erratas. | Índice.
Encadernação coeva em meia de pele com nervuras e ferros gravados a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
125€