Mostrar mensagens com a etiqueta *RIO MAIOR (Conde de). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta *RIO MAIOR (Conde de). Mostrar todas as mensagens

21 novembro, 2024

CONDE DE RIO MAIOR, Antonio -
UMA OPINIÃO SOBRE OS EXPOSTOS DA SANTA CASA DA MISERICORDIA DE LISBOA. Pelo...
Lisboa, Imprensa Nacional, 1866. In-8.º (22,5x13,5 cm) de [2], 173, [7] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Importante contributo para a história dos enjeitados em Portugal. Trata-se do relatório sobre os expostos da SCML, publicado pouco tempo antes das profundas transformações operadas pela novel política de recolhimento de crianças abandonadas, a partir de 1870, motivada por questões financeiras.
Ilustrado com quadros e tabelas estatísticas no texto.
Raro. Com interesse histórico.
"Nomeado pelo governo adjunto do provedor da Santa Casa da Misericordia de Lisboa, fui obrigado, pouco tempo depois de ter tomado posse do logar, a sair do reino por motivos de saude. Entendi que devia aproveitar a occasião para visitar alguns estabelecimentos de caridade no estrangeiro, e procurar documentos, que instruindo-me principalmente na questão dos expostos, um dos problemas mais graves que a mesa da Santa Casa deseja resolver, me ajudassem a formar uma opinião sobre esta difficil e importante materia.
São estes estudos que venho publicar hoje...[...]
A ordem que seguirei no exame das m,aterias é a seguinte:
1.º Tratarei das rodas, procurando provar que, no estado em que nos achâmos, a sua supressão imediata é impossivel.
2.º Emquanto aos socorros ás mães, distinguirei as casadas das solteiras, e para umas e outras a conveniencia ou inconveiencia d'estes mesmos socorros, a creação de premos, a organisação de associações religiosas, finalmente a necessidade da fiel execução de boas leis contra a exposição.
3.º Fallarei da inspecção e das amas, distinguindo dois periodos da vida do exposto.
4.º Finalmente direi o que entendo a respeito do hospital dos expostos na Santa Casa de Lisboa, e as reformas que julgo poderem ali introduzir-se."
(Excerto da Introducção)
António José Luís de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa, 1.º marquês de Rio Maior (1836 - 1891). "Era filho dos 3.ºs Condes de Rio Maior, João Maria de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa Mãe e Isabel Maria José de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, foi o 4.º Conde e 1.º Marquês de Rio Maior. Foi bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, oficial-maior da Casa Real com o cargo de mestre-sala, Par do Reino e deputado. Foi adido honorário da Legação em Paris, provedor da Santa Casa da Misericórdia em Lisboa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa."
(Fonte: https://monarquiaportuguesa.blogs.sapo.pt/antonio-jose-de-saldanha-oliveira-e-970381)
Bonita encadernação meia de pele com rótulo e ferros gravados a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado de conservação.
Ostenta ex-libris dos Viscondes de Santarem e de Villa Nova da Rainha no verso da pasta anterior e na folha que precede o ante-rosto.
Raro.
85€

18 abril, 2024

REGULAMENTO DA REAL CASA DOS EXPOSTOS -
SANTA CASA DA MISERICORDIA DE LISBOA
. Lisboa, Imprensa Democratica, 1886. In-8.º (21,5x15 cm) de 48 p. ; B.
1.ª edição.
Regulamento subscrito pelo Conde de Rio Maior, com interesse para a história dos "engeitados" de Lisboa, sendo este o primeiro documento do género que unifica e regula o funcionamento da instituição.
"Inclui o tipo de funcionários, o seu número e funções (algumas das quais relacionadas com os expostos), bem como algumas disposições gerais. É nestas últimas que se incluem normas de criação dos expostos, nomeadamente, relacionadas com: a sua colocação em bons mestres de ofícios; a entrega de expostas a pessoas de boa moral e conduta para aprendizagem; as emancipações; e, por fim, as normativas em caso de doença". (Paulino, Joana Vieira, A política assistencial face aos expostos: estudo de caso do encerramento da roda dos enjeitados na Lisboa Oitocentista, in "Revista de História da Sociedade e da Cultura Imprensa da Universidade de Coimbra", 2017)
"A Mêsa da Santa Casa da Mizericordia de Lisboa, considerando que o serviço dos expostos, commettido ao seu cuidado pelo Decreto de 4 de janeiro de 1768, que abolio a Mêsa dos engeitados, tende cada vez mais a dezenvolver-se e augmentar, sendo urgente estabelecer regras, que fixem e determinem este mesmo serviço:
Considerando que existindo actualmente diversos regulamentos com relação á Reál Casa dos expostos; todavia é conveniente harmonizal-os, ligando-os entre si por identicas regras e principios."
(Excerto do preâmbulo)
Índice:
[Preâmbulo] | I - os empregados. II - Do director. III - Do capellão dos baptismos e do ajudante. IV - Dos facultativos. V - Do Fiscal das despensas, e cozinha. VI - Do fiscal e ajudante encarregados da admissão de expostos e subsidiados. VII - Fiscalisação dos generos alimenticios. VIII - Apprendizado. IX - Da regente. X - Da escrivã. XI - Da casa da fazenda. XII - Da enfermaria, Serviço clinico, curativos, dietas, e limpesa. XIII - Do serviço das salas das amas, e das creanças, alimentadas a bules. XIV -Da mestra da aula. XV - Caza de lavôr. XVI - Dos collegios de D. Estephania, D. Maria e Sant'Anna. XVII - Collegio da Visitação. XVII - Officina das sapateiras. XVIII - Do fiel dos generos. XX - Da porteira. XXI - Dos empregados e empregadas menores. XXII - Das licenças e das visitas ás empregadas. XXIII - Penalidades. XXIV - Disposições geraes.
António José Luís de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa, 1.º marquês de Rio Maior (1836 - 1891). "Era filho dos 3.ºs Condes de Rio Maior, João Maria de Saldanha Oliveira Juzarte Figueira e Sousa Mãe e Isabel Maria José de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, foi o 4.º Conde e 1.º Marquês de Rio Maior. Foi bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, oficial-maior da Casa Real com o cargo de mestre-sala, Par do Reino e deputado. Foi adido honorário da Legação em Paris, provedor da Santa Casa da Misericórdia em Lisboa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa."
(Fonte: https://monarquiaportuguesa.blogs.sapo.pt/antonio-jose-de-saldanha-oliveira-e-970381) 
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capa apresenta pequena falha de papel no canto superior esquerdo.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível