Diremos algumas palavras sôbre os principais grupos étnicos.
26 novembro, 2025
Diremos algumas palavras sôbre os principais grupos étnicos.
22 maio, 2025
04 março, 2025
23 janeiro, 2025
06 julho, 2024
LOBATO, António - LIBERDADE OU EVASÃO : o mais longo cativeiro da guerra. Amadora, Erasmus, [1995]. In-4.º (24x16 cm) de 187, [3] ; [26] p. fac-sím. ; B.1.ª edição.
História do cativeiro do autor - piloto da Força Aérea Portuguesa - detido numa prisão na Guiné Conacry, e da sua fuga (depois de três tentativas frustradas), durante a Operação Mar Verde, chefiada pelo Comandante Alpoim Calvão.
Livro ilustrado no texto com fotografias, mapas, croquis e plantas a p.b., e com fac-símiles (em Anexos) da cópia do relatório enviado secretamente para Portugal, em Abril de 1965, via Guiana Francesa, por intermédio de um mestiço de nacionalidade francesa condenado a prisão perpétua, Joseph Chambord Lambert.
Com uma carta do Marechal António de Spínola, então Governador da Guiné, um ano após a libertação.
"Em 1963, no céu português da Guiné, dois aviões da Força Aérea colidem na sequência de uma missão de ataque ao solo e após um deles ter sido atingido por projécteis inimigos.
Um dos aparelhos despenha-se em plena selva e o piloto morre; o outro, aterra de emergência numa bolanha (área mais ou menos pantanosa onde se cultiva arroz) e o piloto, depois de agredido à catanada pela população local, é capturado por guerrilheiros do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) e conduzido à vizinha República da Guiné Conakry (ex-Guiné Francesa). Aí, é-lhe facultado optar entre a deserção e a cadeia.
Optando pela fidelidade aos princípios do seu povo, é encarcerado na temível Maison de Force de Kindia, com o rótulo de criminoso de guerra.
Durante sete anos e meio é submetido a maus tratos, subnutrição, isolamento e contínuas ameaças de morte pelos agentes de um governo pró-soviético chefiado por um dos maiores tiranos da África Ocidental - o Presidente Ahmed Sékou Touré."
(Excerto do prólogo)
Índice:
Prólogo | I - De S. Jacinto a Bissalanca. II - A Missão e o acidente. III - Em terras de outras gentes. IV - Cela n.º 7 - sobreviver ou desistir. V - A Fuga. VI - De Bissalanca a Portugal. VII - Anexos.
António Lourenço de Sousa Lobato (n. 1938). "Nascido em 11Mar38 na aldeia minhota de Sante (freguesia de Paderne, no concelho de Melgaço): em 26Jul61, sendo 1º Sargento piloto-aviador da Força Aérea Portuguesa, chega à Guiné e fica colocado no AB2-Bissalanca; na manhã de 22Mai63, quando em missão operacional sobre a região litoral centro-oeste da Guiné, após forçada aterragem no mato, é capturado pelo PAIGC e mantido cativo na República da Guiné-Conackry, vindo a ser em 22Nov70 resgatado - com outros 25 portugueses - no decurso da Operação Mar Verde, após o que regressa a Portugal; actualmente Major da Força Aérea Portuguesa, na situação de reforma."
(Fonte: http://ultramar.terraweb.biz/06livros_AntonioLobato.htm)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Apresenta páginas sublinhadas a lápis ao longo do livro.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
28 março, 2022
(Fonte: https://journals.openedition.org/cea/1236)
Livro muito valorizado pela dedicatória autógrafa do Dr. Álvaro Tavares, administrador colonial português natural de Ponta do Sol, Cabo Verde.
"Pelo presente diploma reforma-se o diploma legislativo n.º 535, de 8 de Novembro de 1930, que estabelece as condições que devem caracterizar os indivíduos naturais das Colónias para serem considerados assimilados a europeus. [...]
Sendo da essência orgânica da Nação Portuguesa civilizar as populações indígenas dos domínios ultramarinos, deve, por essa superior razão, encarar-se com verdadeiro júbilo o reconhecimento de todos os progressos - honestos, graduais e seguros - verificados nesse campo. Por cada novo cidadão responsável que se desprenda do indigenato, é mais um esforço civilizador que se consagra e uma ambição, bem justificada, que se preenche."
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
21 julho, 2021
08 fevereiro, 2021
CERQUEIRA, Afonso de - A MARINHA MILITAR NA OCUPAÇÃO DE ÁFRICA. Por... Contra-Almirante Q. R. I Congresso de História da Expansão Portuguesa no Mundo : 4.ª Secção. Lisboa, [s.n. - Sociedade Nacional de Tipografia - Lisboa], 1938. In-4.º (24,5 cm) de 34, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da presença militar portuguesa em África. Resumo da acção da Armada portuguesa no Ultramar - Angola, Moçambique e Guiné - por ordem cronológica - inventariando os eventos exploratórios e episódios militares mais relevantes.
Matérias:
[Preâmbulo]. | I. Angola. II. Moçambique: Campanha contra o Gungunhana; Campanha dos Namarrais (1896-97); Campanha de Gaza (1897); Campanha da Maganja (1898); Campanha do Mataca (1899); Campanha do Barué (1902). III. Guiné. | [Outros episódios e Louvores].
Afonso Júlio de Cerqueira (Viseu, 1872 - Lisboa, 1957). "Após a frequência dos estudos preparatórios na Escola Politécnica de Lisboa, assentou praça como Aspirante de Marinha em 5 de Novembro de 1888, sendo promovido a Guarda-Marinha três anos e meio depois.
De 1893 (ano em que foi promovido a Segundo-Tenente) a 1894 serviu a bordo da corveta “Mindelo”, tendo participado na força naval enviada ao Brasil para proteger cidadãos e bens nacionais por ocasião da “Revolta dos Almirantes”.
Personalidade multifacetada, especializou-se em diversas áreas técnicas e operacionais, consoante as funções que ia sendo chamado a desempenhar. Tirou, assim, os cursos de Meteorologia; Metralhadoras Pesadas e Ligeiras; Gases de Combate; Artilharia; Torpedos, Minas e Electricidade; Radiotelegrafia, Sinais e Comunicações; e Aeronáutica (observador).
No período conturbado da 1ª República viu-se envolvido nas diversas lutas civis resultantes: em 1911 comandou as forças de Marinha que combateram a incursão monárquica no Norte do país, em 1917 bateu-se contra o movimento revolucionário de Sidónio Pais e em 1919 combateu as tropas monárquicas instaladas na Serra de Monsanto.
Seria, porém, no âmbito do envolvimento português na Grande Guerra que viria a ganhar nome, mais concretamente no teatro de operações do Sul de Angola. Para lá seguiu, em 1915, integrado no Batalhão de Marinha, que, juntamente com forças do Exército, sob o comando do General Pereira D’Eça, constituiu uma respostas às incursões alemãs nos nossos territórios africanos (ainda o estado de guerra entre Portugal e a Alemanha não fora formalmente declarado) e à sublevação dos nativos por elas conduzida.
No seu relatório, entre outras referências elogiosas ao Batalhão de Marinha, o General Pereira D’Eça, escrevia:
"Devo destacar neste brilhante feito de armas o capitão-tenente Cerqueira, que carregou à frente dos seus pelotões, sem que tivesse obrigação de o fazer, dando, mais uma vez, prova da sua têmpera inexcedivelmente militar, que o fez mostrar sempre aos seus subordinados ser o primeiro em todos os momentos críticos da guerra, quer derivados aos combates, quer das privações que à guerra são inerentes."
Mas o grande conflito mundial estava longe do seu termo, e eis o valoroso Comandante Cerqueira chamado a desempenhar nova missão, desta vez no Mar: entre 1916 e 1917, no comando do contra-torpedeiro “Guadiana”, escoltou, com sucesso, vários comboios que cruzavam as perigosas águas do Atlântico, infestadas de submarinos alemães.
Afonso Cerqueira passou à reserva a 1 de Fevereiro de 1934, como Capitão-de-Mar-e-Guerra, tendo, três meses mais tarde, sido promovido, por distinção, ao posto de Contra-Almirante.
Entre várias distinções, possuía o grau de Oficial da Ordem da Torre e Espada, os graus de Cavaleiro e de Comendador da Ordem Militar de Aviz, uma Cruz de Guerra de 1ª Classe, a Medalha da Vitória (dos Aliados na Grande Guerra), Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar e 3 Medalhas de Ouro das Campanhas do Exército Português. Além dos navios atrás mencionados, comandara, ainda, as canhoneiras “Faro” e “Lagos”; o rebocador “Bérrio”; os vapores “Funchal” e “Cabo Verde”; o caça-
minas “Azevedo Gomes”; e o cruzador “S. Gabriel”.
Faleceu em Lisboa a 31 de Março de 1957."
(Fonte: https://www.facebook.com/marinhaescolanaval/posts/841532129215464/)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas não muito limpas.
Muito invulgar.
Indisponível
14 maio, 2019
1.ª edição.
Biografia do padre Henrique Lopes Cardoso - a sua vida de sacerdócio e acção evangelizadora por terras da Guiné.
Exemplar stencilizado, por certo reproduzido a partir do projecto original do autor dadas as correcções e emendas visíveis ao longo do texto. Trabalho que viria a ser publicado um ano mais tarde, em Soronda : revista de estudos guineenses, N.º 17 (Janeiro de 1994), nunca sido tendo editado em livro.
No final inclui um quadro com os estudos do biografado no Seminário-Liceu de S. Nicolau (1878-1889), e o Pequeno Vocabulário do Dialecto Pepel, obra do Pe. Lopes Cardoso que foi publicada no Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, em Julho de 1902.
"Presentemente interessa-me conhecer melhor, e dar a conhecer, um outro sacerdote guineense, dos pouquíssimos existentes antes da criação da Diocese de Bissau em 1977, que foi um aluno brilhante no Seminário-Liceu de S. Nicolau em Cabo Verde, que colaborou com a administração colonial mas que também sofreu fortemente com essa administração pelo facto de ser "preto e amigo dos gentios", que reagiu ao modo como a evangelização era feita no seu tempo e apresentou para a mesma algumas perspectivas inovadoras, que foi um homem atento às necessidades materiais da sua própria família e das pessoas com quem vivia (sobretudo nas fomes que frequentemente assolaram as Ilhas de Cabo Verde) e que foi um profundo conhecedor das línguas crioula e pepel.
É meu intento, pois, ampliar um pouco mais aquilo que até agora já era conhecido sobre a figura do Padre Henrique Lopes Cardoso. Os elementos novos que consegui obter, recolhi-os nos arquivos de Lisboa, Cabo Verde e Bissau.
Algumas informações orais, de gente que conheceu pessoalmente este padre e de parentes directos seus que ainda vivem, pude obtê-las em Santiago de Cabo Verde e em Bissau."
(Excerto da Introdução)
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
Peça de coleccção.
Indisponível
17 outubro, 2017
1.ª edição.
Resenha biográfica em comovedora homenagem a Eduardo Casals, piloto-aviador português, abatido em Maio de 1963 nos céus da Guiné durante uma missão de bombardeamento. A autora - Irene Casals - é sua mãe. O final do livro é preenchido com testemunhos de camaradas de armas do malogrado piloto atestando a sua amizade e patriotismo.
Opúsculo ilustrado com dois retratos do biografado, um deles em extratexto.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas ligeiramente oxidadas.
Raro.
Indisponível
26 março, 2015
Conto infantil manuscrito, sem indicação de autor.
Ilustrado com bonitos desenhos coloridos.
"Naquela manhã quente, manhã de Africa, na terra dos felupes o Joãozinho sentia-se o protagonista dalguma das aventuras que lêra nas A.B.C. - Zinhas que a mamã lhe tinha dado. O rei da selva, e porque não?"
(excerto do texto)
"Povo autóctone da Guiné-Bissau. Os felupes são um grupo
étnico, sub-grupo dos Diolas e que compreende as populações existentes no Sul
de Casamança e São Domingos na Guiné-Bissau, isto é, entre o Rio Casamansa e o
Rio Cacheu. Os felupes dedicam-se além da pesca, à cultura do arroz, da
mandioca e da batata-doce.”04 janeiro, 2012
Episódios de caça grossa, do quotidiano na selva e da interacção com as gentes e os animais na Guiné.
Ilustrada com 5 colagens - 4 fotos e 1 auto-retrato do autor.
Obra galardoada com o 1.º lugar no X Concurso do Prémio de Literatura Colonial da AGC, em 1936.















