Mostrar mensagens com a etiqueta Guiné. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Guiné. Mostrar todas as mensagens

26 novembro, 2025

MARINHO, José L. Teixeira -
A PROVÍNCIA DA GUINÉ : Raças que a povoam.
[Por]... Capitão de Fragata. Separata do n.º 14 da Revista «A Terra». [S.l.], [s.n.], 1934. In-4.º (23,5x16 cm) de 4 p. ; B.
1.ª edição independente.
Curioso estudo acerca do multiculturalismo e das raças nativas, cerca de quinze, que habitam a antiga província ultramarina da Guiné.
"É  a nossa província da Guiné, embora pequena em superfície, pois que não vai àlém de 36000 quilómetros quadrados, uma das de mais esperançoso futuro, assegurado por circunstâncias felizes que nela concorrem, sendo as principais a densidade da sua população que orça por 1[/2] milhão de habitantes, a sua rêde de canaes que facilitam o transporte das múltiplas mercadorias em que abunda, a variedade das culturas que o solo e o clima permitem.
A nossa Guiné é povoada por uma grande variedade de gentes, com línguas, costumes e tipos bastantes diferenciados.
Diremos algumas palavras sôbre os principais grupos étnicos.
Os Felupes que habitam o canto noroeste da província, são de c<ôr +reta retinta, traços regulares, robustos. Usam um vestuário rudimentar; cultivam o arroz e o milho e são grandes bebedores de vinho de palma que extraem das palmeiras que abundam na região. São muito supersticiosos e bastante insubmissos."
(Excerto do Estudo)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
10€

22 maio, 2025

PINTASILGO, José Manuel - MANGA DE RONCO NO CHÃO.
[Prefácio de António de Spínola]. Lisboa, [s.n. - Impresso nas Oficinas Gráficas da Companhia Nacional Editora - Lisboa], 1972. In-8.º (21x15 cm) de 116, [4] p. ; [33] f. il. ; B.
1.ª edição.
Conjunto de crónicas reunidas em volume, antes publicadas no jornal Época durante o ano de 1972, redigidas no cenário militar mais adverso experimentado pelas tropas portuguesas durante a Guerra Colonial, recolha muito valorizada pelo prefácio do General Spínola, governador e comandante-chefe das Forças Armadas da Guiné.
Livro ilustrado com inúmeras fotografias a p.b. - impressas sobre papel couché - distribuídas por 33 folhas intercaladas no texto.
"Enfrentamos uma conjuntura que dispensa, creio bem, qualquer explanação sobre o alto interesse de preservar a informação pública dos grupos de pressão que cada vez mais pretendem comandar as opiniões à luz dos seus interesses, nem sempre coincidentes com o superior interesse geral.
Na hora que passa, caracterizada pela luta de ideias, as campanhas de esclarecimento reclamam, deste modo, cada vez maior dimensão, pois ninguém poderá contestar que um perfeito conhecimento da realidade dos factos, servido por uma sólida formação cívica, é ainda o melhor escudo da sociedade contra as manipulações ideológicas a que pretendem sujeitá-la. [...]
«Manga de Ronco no Chão» é a colecção num só volume das crónicas que o jornalista José Manuel Pintasilgo, enviado especial do jornal Época à Guiné, aqui recolheu e aquele diário divulgou. A sua publicação, integrada no conceito de «moral informativa» que acima aflorámos, dignifica o autor e a Imprensa Portuguesa, pela isenção que caracteriza a notável reportagem jornalística coligida no presente livro, de inegável merecimento para a difusão da verdade. [...]
Não pode o leitor, todavia, interpretar esta obra como simples divulgação viva da realidade da Guiné do presente, que ressalta nas crónicas compiladas; é que, para além disso, ela é ainda um documento esclarecedor de conceitos que conduzem à solução inadiável de problemas que não devem ser iludidos mas antes apresentados abertamente à opinião pública."
(Excerto do Prefácio)
Exemplar brochado em bom estado de conservação.
Muito invulgar.
Com indubitável interesse histórico.
Indisponível

04 março, 2025

ANTUNES, Maj. A. Vaz -
TIRO DE PONTARIA INSTINTIVA. [2.ª edição]. [S.l.], [s.n. - Composição e impressão na Tip. da Escola Prática de Infantaria - Mafra], [1967]. In-8.º (19x13 cm) de [2], 89, [3] p. ; il. ; B.
Obra dedicada pelo autor aos combatentes na Guerra do Ultramar: "Ás tuas incomparáveis virtudes militares, Soldado de Portugal, que em África, anonimamente, escreves das páginas mais brilhantes da nossa História!"
Livro ilustrado com inúmeros desenhos exemplificativos no texto.
"Quando da frequência num curso no estrangeiro, apliquei-me, por imposição do horário, a fazer «tiro instintivo» com pistola e pistola metralhadora, durante 7 semanas a 2 horas por dia,
No final do curso não era um bom atirador, e, em rendimento, ficava muito atrás do meu instrutor. Este, além de excelente camarada era um magnífico executante dessa modalidade de tiro, mas pouco nos conseguia dizer à guisa de explicação - os «porquês» que nós tanto desejávamos saber sempre. «Era assim... era assim».
Mas se não fui um bom atirador, pelo menos duas certezas ganhei:
- Tal modalidade de tiro tem um interesse extraordinário na guerrilha
- O Processo de ensino era de tal modo dispendioso que, mesmo os exércitos mais apoiados económicamente consideravam que o «tiro instintivo» constituía uma especialidade a ensinar apenas a uns tantos, muito poucos, destinados a missões especiais. [...]
Como se consegue tudo isto, é o que eu tento explicar nas páginas seguintes.
Chamo-lhe «tiro de pontaria instintiva» para manter a designação, já generalizada, da modalidade de pontaria que se aplica no tiro que a seguir se trata."
(Excerto do Prólogo)
Índice:
Prólogo | I - Generalidades. II - Instrução preliminar. III - Tiro reduzido. IV - Tiro de adaptação. V - Tiro de combate. IV - Notas para o instrutor. VII - Método de instrução.
António Vaz Antunes (1923-1998). "Natural da freguesia da Mata, Concelho de Castelo Branco. Frequentou a Escola do Exército, onde se formou como oficial de Infantaria do Exército Português. No ano de 1959 realizou um estágio de oficiais do Exército Português, junto de tropas francesas na Argélia. Passou também por por Angola onde foi 2.º comandante do Batalhão de Caçadores 185/RMA (1961 e 1962);  e por Moçambique, onde foi 2º comandante do Batalhão de Caçadores 1918/RMM (1967) e comandante do Batalhão de Caçadores 17/RMM (1967 a 1968). No CTIG, foi comandante do Batalhão de Caçadores 4512/72/CTIG (1972 a 1975). Na Guiné, em 1974, era Adjunto do Comandante do CTIG e Comandante interino do COMBIS (Comando da Defesa Militar de Bissau), bem como Inspetor do CTIG. O coronel António Vaz Antunes tinha nesta altura, uma missão de muita responsabilidade na defesa militar de todos os quartéis no "perímetro militar de Bissau", mesmo assim na reunião relatada no "documento histórico", foi afastado destas funções pelo MFA da Guiné."
(Fonte: https://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/search/label/Ant%C3%B3nio%20Vaz%20Antunes%20%28cor%20inf%29)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Invulgar.
Com interesse histórico e militar.
20€

23 janeiro, 2025

VIEGAS, Brigadeiro Carvalho -
HISTÓRIA MILITAR DA GUINÉ NA SUA HISTÓRIA GERAL.
(No V Centenário da Descoberta). [Por]... Antigo Governador da Guiné. Lisboa, Composto e impresso na Tipografia da L. C. G. G., 1946. In-4.º (23x16 cm) de 12 p. ; [2] f. il. ; B.
1.ª edição independente.
Separata da «Revista Militar» - Fascículo de Dezembro de 1946.
Interessante subsídio para a história da ex-província Ultramarina.
Ilustrado com duas estampas extra-texto: - Monumento ao «Esforço da Raça», em Bissau; - Comemora a pacificação da Ilha de Canhabaque (1935-1936) (últimas operações na Guiné).
Exemplar muito valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao General Vieira da Rocha (1872-1952).
"A maior parte dos portugueses não conhece, na sua verdadeira grandeza, a extensão dos sacrifícios feitos na ocupação efectiva dos nossos domínios do Ultramar. Quando muito, sòmente alguns dos factos heróicos de Mousinho, na África Oriental, outros em Angola e algum outro episódio em qualquer das outras colónias.
Quanto à Guiné Portuguesa, a sua História Militar ainda está por escrever. Se é certo que nos últimos anos o número de livros, que tratam dessa Colónia, tem aumentado, em verdade falta esse documento indispensável ao estudo da sua formação.
Até agora só alguns relatórios das campanhas da Guiné, subscritos por comandantes de colunas de operações, registaram numa linguagem concisa e objectiva as fases da luta pela posse da última terra africana, que se furtou com invulgar contumácia à aceitação da nossa soberania."
(Excerto do estudo)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas apresentam "esfoladelas".
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
15€

06 julho, 2024

LOBATO, António - LIBERDADE OU EVASÃO : o mais longo cativeiro da guerra. Amadora, Erasmus, [1995]. In-4.º (24x16 cm) de 187, [3] ; [26] p. fac-sím. ; B.
1.ª edição.
História do cativeiro do autor - piloto da Força Aérea Portuguesa - detido numa prisão na Guiné Conacry, e da sua fuga (depois de três tentativas frustradas), durante a Operação Mar Verde, chefiada pelo Comandante Alpoim Calvão.
Livro ilustrado no texto com fotografias, mapas, croquis e plantas a p.b., e com fac-símiles (em Anexos) da cópia do relatório enviado secretamente para Portugal, em Abril de 1965, via Guiana Francesa, por intermédio de um mestiço de nacionalidade francesa condenado a prisão perpétua, Joseph Chambord Lambert.
Com uma carta do Marechal António de Spínola, então Governador da Guiné, um ano após a libertação.
"Em 1963, no céu português da Guiné, dois aviões da Força Aérea colidem na sequência de uma missão de ataque ao solo e após um deles ter sido atingido por projécteis inimigos.
Um dos aparelhos despenha-se em plena selva e o piloto morre; o outro, aterra de emergência numa bolanha (área mais ou menos pantanosa onde se cultiva arroz) e o piloto, depois de agredido à catanada pela população local, é capturado por guerrilheiros do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) e conduzido à vizinha República da Guiné Conakry (ex-Guiné Francesa). Aí, é-lhe facultado optar entre a deserção e a cadeia.
Optando pela fidelidade aos princípios do seu povo, é encarcerado na temível Maison de Force de Kindia, com o rótulo de criminoso de guerra.
Durante sete anos e meio é submetido a maus tratos, subnutrição, isolamento e contínuas ameaças de morte pelos agentes de um governo pró-soviético chefiado por um dos maiores tiranos da África Ocidental - o Presidente Ahmed Sékou Touré."
(Excerto do prólogo)
Índice:
Prólogo | I - De S. Jacinto a Bissalanca. II - A Missão e o acidente. III - Em terras de outras gentes. IV - Cela n.º 7 - sobreviver ou desistir. V - A Fuga. VI - De Bissalanca a Portugal. VII - Anexos.
António Lourenço de Sousa Lobato (n. 1938). "Nascido em 11Mar38 na aldeia minhota de Sante (freguesia de Paderne, no concelho de Melgaço): em 26Jul61, sendo 1º Sargento piloto-aviador da Força Aérea Portuguesa, chega à Guiné e fica colocado no AB2-Bissalanca; na manhã de 22Mai63, quando em missão operacional sobre a região litoral centro-oeste da Guiné, após forçada aterragem no mato, é capturado pelo PAIGC e mantido cativo na República da Guiné-Conackry, vindo a ser em 22Nov70 resgatado - com outros 25 portugueses - no decurso da Operação Mar Verde, após o que regressa a Portugal; actualmente Major da Força Aérea Portuguesa, na situação de reforma."
(Fonte: http://ultramar.terraweb.biz/06livros_AntonioLobato.htm)

Exemplar brochado em bom estado de conservação. Apresenta páginas sublinhadas a lápis ao longo do livro.
Muito invulgar.
Com interesse histórico.
Indisponível

28 março, 2022

DIPLOMA DOS CIDADÃOS. Relato da Sessão da Colónia da Guiné de 20 de Setembro de 1946 e Comentários Publicados no Boletim da Agência Geral das Colónias N.º 268 de Outubro de 1947. 
[Diploma legislativo da Colónia da Guiné n.º 1.346 de 7 de Outubro de 1946]
. Bissau, [s.n. - Composto e impresso na Sociedade Industrial, Limitada - Lisboa], 1947. In-4.º (23,5 cm) de 23, [1] p. ; B.
1.ª edição.
Documento histórico. "Marcello Caetano, enquanto Ministro das Colónias de 1944 a 1947, prosseguira (já então) uma política de «evolução na continuidade» da colonização portuguesa, cujos factores inovadores eram, por um lado, a progressiva autonomia administrativa e o desenvolvimento económico e social das colónias e, por outro, a cautela perante a conjuntura internacional do pós-guerra e a ascensão das forças anticolonialistas, especialmente norte-americanas. Ora, a colónia da Guiné foi escolhida como primei­ro campo de ensaio destes novos rumos da política colonial portuguesa." [...] Entre outras medidas significativas, foi aprovado o "Diploma dos Cidadãos, como ficou conhecido o Diploma Legislativo n.º 1364, de 7 de Outubro de 1946, que reformava o chamado «Diploma dos Assimilados» (Diploma Legislativo n.º 535, de 8 de Novembro de 1930), o qual, por sua vez, estabelecera as condições em que os natu­rais das colónias podiam passar à condição de «assimilados a europeus», definindo, desse modo, um estatuto pessoal, étnico e hereditário, no caso aplicável aos guineen­ses de origem mas não aos caboverdianos (que nunca estiveram sujeitos ao regime de indigenato). Na Guiné, a partir de 1946, passaram, portanto, a distinguir-se relati­vamente aos «indivíduos de raça negra, ou dela descendentes» apenas duas categorias - os indígenas e os cidadãos (ou «civilizados») -, abolindo aquela terceira categoria de «assimilado». Eram considerados indígenas os indivíduos de raça negra ou dela des­cendentes que não preenchessem conjuntamente as seguintes quatro condições: a) falar, ler e escrever português; b) dispor de rendimentos suficientes ao sustento fami­liar; c) ter bom comportamento; d) ter cumprido os deveres militares. As condições de passagem à condição de cidadão português (ou seja, de «civilizado») eram enun­ciadas pelos artigos 2.º e 3.º, sendo o bilhete de identidade o «o único documento com­provativo da qualidade adquirida de não indígena» (artigo 4.º). A verdade é que este regi­me só em 1954 seria aplicado em Angola e Moçambique pelo novo «Estatuto dos Indígenas», desenvolvendo a filosofia de assimilação que enformara a revisão constitucional de 1951 e sendo o próprio Sarmento Rodrigues Ministro do Ultramar. O referido Diploma dos Cidadãos, disse-se então, era «o mais importante no género do Império Colonial Português»."
(Fonte: https://journals.openedition.org/cea/1236)
Livro muito valorizado pela dedicatória autógrafa do Dr. Álvaro Tavares, administrador colonial português natural de Ponta do Sol, Cabo Verde.
"Pelo presente diploma reforma-se o diploma legislativo n.º 535, de 8 de Novembro de 1930, que estabelece as condições que devem caracterizar os indivíduos naturais das Colónias para serem considerados assimilados a europeus. [...]
Sendo da essência orgânica da Nação Portuguesa civilizar as populações indígenas dos domínios ultramarinos, deve, por essa superior razão, encarar-se com verdadeiro júbilo o reconhecimento de todos os progressos - honestos, graduais e seguros - verificados nesse campo. Por cada novo cidadão responsável que se desprenda do indigenato, é mais um esforço civilizador que se consagra e uma ambição, bem justificada, que se preenche."
(Excerto do Diploma)
Exemplar em brochura, bem conservado.
Raro.
Com interesse histórico.
Indisponível

21 julho, 2021

BARROS, M. Marques de - A LITTERATURA DOS NEGROS. Contos, Cantigas e Parabolas. (Separata da "Tribuna"). Lisboa, Typographia do Commercio, 1900. In-8.º (21 cm) de 119, [3] p. ; il. ; E.
1.ª edição.
Curioso repositório popular dos povos indígenas da Guiné. Com interesse entográfico e antropológico.
Livro ilustrado com bonitas vinhetas tipográficas e gravurinhas a assinalar o início e final de cada capítulo.
Inclui diversas partituras ao longo do livro.
"Havia nas terras dos Mandingas uma bonita aldeia, a qual com o rumor e bulicio da sua numerosa população animava as clareiras de uma immensa floresta.
Ainda hoje, para as bandas do sul e não muito longe d'esse logar, se encontra uma praia cujas areias reflectem o sol do meio dia como um ggrande incendio: e uma fila de blocos de basaltho partidos, tombados, ou suspensos no ar, cinge em hemyciclo essa estancia povoada de espiritos encantados, de medos, e de phantasmas.
Do outro lado, ao norte, onde os baobás, os cipós, e as pandanas terminam com os seus massiços de verdura, desdobram-se, até onde a vista pode alcançar, extensas pradarias mosqueadas de garças brancas, de rebanhos, de mergulhões, de flamingos.
E a uma distancia de cincoenta arremessos de lança, destaca-se no horisonte, como um gigantesco ramalhete, um bosque de tamareiras, de fetos arboreos, e de festões de lianas, a cuja sombra umas nascentes de abundantes aguas se ouvem cantarolar no meio de pedregulhos roliços e esverdeados.
Tudo isto ainda se lá encontra. E esse manancial chamava-se a fonte das Ginas, por ser a fonte onde as raparigas da aldeia, em costume do Paraizo, tomavam o seu banho desde o pôr do sol, até as horas tepidas dos fogos fatuos, das estrellas fugazes, e das revoadas dos pyrilampos.
N'uma das numerosas casas de que era formada essa interessante povoação de bambú, como os seus tectos em forma funil, que ao longe se podia tomar por um agrupamento de colmeias, ou cidade de castores - morava uma pequena familia de fidalga linhagem, que se compunha apenas de mãe - Fátima e de suas filhas Cumba e Sira, pobres creanças, que haviam perdido seu pae na sanguinosa guerra de Firdú."
(Excerto de A noiva da serpente)
Índice:
I - A noiva da serpente (Conto Mandinga). II - O conto do vaqueiro de Brichos. III - Historia de Sanhá (Conto Mandinga). IV - Cantigas: Sumá (Canto maritimo); Malan (Canto de uma escrava); Amores, Amores. V - Mondé. Mondeanas (Cantigas). VI - Nha menino. O meu menino. VII - Apologo. O Rei Djambatúto. Storia de djambatûtû ré de pastros. VIII - Nharambá.Nharambanas. Appendice: Ás Nharambanas. Imitações. Cantiga de uma rival de Nharambá - Resposta attribuida a Nharambá. Uma rival de Tóte - Resposta de Tóte. D. Silvana. Canção de partida. Cuscus e batanga. No centro d'Africa. Gigantes. IX - Batira cáò. Hymno Pepel. X - Cryptinas. O lobo e o carneiro. Storia de lobo co' carnél. XI - O jugudi e o falcão (Apologo). Falcon cu jugudi. XII - Morêno. Moreno. XIII - Bende-m'. Vendei-me senhor. Cantifa de uma iinfeliz escrava. Nota. Balaio. XIV - Elegia. Spéra-l. | Errata.
Encadernação em meia de percalina com cantos e ferros gravdos a ouro na lombada. Sem capas de brochura.
Exemplar em bom estado geral de conservação. Páginas amarelecidas. Dedicatória não do autor na f. rosto.
Raro.
Indisponível

08 fevereiro, 2021

CERQUEIRA, Afonso de - A MARINHA MILITAR NA OCUPAÇÃO DE ÁFRICA. Por... Contra-Almirante Q. R. I Congresso de História da Expansão Portuguesa no Mundo : 4.ª Secção. Lisboa, [s.n. - Sociedade Nacional de Tipografia - Lisboa], 1938. In-4.º (24,5 cm) de 34, [2] p. ; B.
1.ª edição.
Importante subsídio para a história da presença militar portuguesa em África. Resumo da acção da Armada portuguesa no Ultramar - Angola, Moçambique e Guiné - por ordem cronológica - inventariando os eventos exploratórios e episódios militares mais relevantes.
Matérias:
[Preâmbulo]. | I. Angola. II. Moçambique: Campanha contra o Gungunhana; Campanha dos Namarrais (1896-97); Campanha de Gaza (1897); Campanha da Maganja (1898); Campanha do Mataca (1899); Campanha do Barué (1902). III. Guiné. | [Outros episódios e Louvores].
Afonso Júlio de Cerqueira (Viseu, 1872 - Lisboa, 1957). "Após a frequência dos estudos preparatórios na Escola Politécnica de Lisboa, assentou praça como Aspirante de Marinha em 5 de Novembro de 1888, sendo promovido a Guarda-Marinha três anos e meio depois.
De 1893 (ano em que foi promovido a Segundo-Tenente) a 1894 serviu a bordo da corveta “Mindelo”, tendo participado na força naval enviada ao Brasil para proteger cidadãos e bens nacionais por ocasião da “Revolta dos Almirantes”.
Personalidade multifacetada, especializou-se em diversas áreas técnicas e operacionais, consoante as funções que ia sendo chamado a desempenhar. Tirou, assim, os cursos de Meteorologia; Metralhadoras Pesadas e Ligeiras; Gases de Combate; Artilharia; Torpedos, Minas e Electricidade; Radiotelegrafia, Sinais e Comunicações; e Aeronáutica (observador).
No período conturbado da 1ª República viu-se envolvido nas diversas lutas civis resultantes: em 1911 comandou as forças de Marinha que combateram a incursão monárquica no Norte do país, em 1917 bateu-se contra o movimento revolucionário de Sidónio Pais e em 1919 combateu as tropas monárquicas instaladas na Serra de Monsanto.
Seria, porém, no âmbito do envolvimento português na Grande Guerra que viria a ganhar nome, mais concretamente no teatro de operações do Sul de Angola. Para lá seguiu, em 1915, integrado no Batalhão de Marinha, que, juntamente com forças do Exército, sob o comando do General Pereira D’Eça, constituiu uma respostas às incursões alemãs nos nossos territórios africanos (ainda o estado de guerra entre Portugal e a Alemanha não fora formalmente declarado) e à sublevação dos nativos por elas conduzida.
No seu relatório, entre outras referências elogiosas ao Batalhão de Marinha, o General Pereira D’Eça, escrevia:
"Devo destacar neste brilhante feito de armas o capitão-tenente Cerqueira, que carregou à frente dos seus pelotões, sem que tivesse obrigação de o fazer, dando, mais uma vez, prova da sua têmpera inexcedivelmente militar, que o fez mostrar sempre aos seus subordinados ser o primeiro em todos os momentos críticos da guerra, quer derivados aos combates, quer das privações que à guerra são inerentes."
Mas o grande conflito mundial estava longe do seu termo, e eis o valoroso Comandante Cerqueira chamado a desempenhar nova missão, desta vez no Mar: entre 1916 e 1917, no comando do contra-torpedeiro “Guadiana”, escoltou, com sucesso, vários comboios que cruzavam as perigosas águas do Atlântico, infestadas de submarinos alemães.
Afonso Cerqueira passou à reserva a 1 de Fevereiro de 1934, como Capitão-de-Mar-e-Guerra, tendo, três meses mais tarde, sido promovido, por distinção, ao posto de Contra-Almirante.
Entre várias distinções, possuía o grau de Oficial da Ordem da Torre e Espada, os graus de Cavaleiro e de Comendador da Ordem Militar de Aviz, uma Cruz de Guerra de 1ª Classe, a Medalha da Vitória (dos Aliados na Grande Guerra), Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar e 3 Medalhas de Ouro das Campanhas do Exército Português. Além dos navios atrás mencionados, comandara, ainda, as canhoneiras “Faro” e “Lagos”; o rebocador “Bérrio”; os vapores “Funchal” e “Cabo Verde”; o caça-
minas “Azevedo Gomes”; e o cruzador “S. Gabriel”.
Faleceu em Lisboa a 31 de Março de 1957."
(Fonte: https://www.facebook.com/marinhaescolanaval/posts/841532129215464/)
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas não muito limpas.

Muito invulgar.
Indisponível

14 maio, 2019

VICENTE, João Dias - PADRE HENRIQUE LOPES CARDOSO, UM SACERDOTE GUINEENSE DIGNO DE SER CONHECIDO. Por... Bissau, [s.n.], Novembro de 1993. In-4.º grd. (29,5cm) de [66] p. ; B.
1.ª edição.
Biografia do padre Henrique Lopes Cardoso - a sua vida de sacerdócio e acção evangelizadora por terras da Guiné.
Exemplar stencilizado, por certo reproduzido a partir do projecto original do autor dadas as correcções e emendas visíveis ao longo do texto. Trabalho que viria a ser publicado um ano mais tarde,  em Soronda : revista de estudos guineenses, N.º 17 (Janeiro de 1994), nunca sido tendo editado em livro.
No final inclui um quadro com os estudos do biografado no Seminário-Liceu de S. Nicolau (1878-1889), e o Pequeno Vocabulário do Dialecto Pepel, obra do Pe. Lopes Cardoso que foi publicada no Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, em Julho de 1902.
"Presentemente interessa-me conhecer melhor, e dar a conhecer, um outro sacerdote guineense, dos pouquíssimos existentes antes da criação da Diocese de Bissau em 1977, que foi um aluno brilhante no Seminário-Liceu de S. Nicolau em Cabo Verde, que colaborou com a administração colonial mas que também sofreu fortemente com essa administração pelo facto de ser "preto e amigo dos gentios", que reagiu ao modo como a evangelização era feita no seu tempo e apresentou para a mesma algumas perspectivas inovadoras, que foi um homem atento às necessidades materiais da sua própria família e das pessoas com quem vivia (sobretudo nas fomes que frequentemente assolaram as Ilhas de Cabo Verde) e que foi um profundo conhecedor das línguas crioula e pepel.
É meu intento, pois, ampliar um pouco mais aquilo que até agora já era conhecido sobre a figura do Padre Henrique Lopes Cardoso. Os elementos novos que consegui obter, recolhi-os nos arquivos de Lisboa, Cabo Verde e Bissau.
Algumas informações orais, de gente que conheceu pessoalmente este padre e de parentes directos seus que ainda vivem, pude obtê-las em Santiago de Cabo Verde e em Bissau."
(Excerto da Introdução)
Exemplar em bom estado de conservação.
Raro.
Com interesse histórico.
Sem registo na BNP.
Peça de coleccção.
Indisponível

17 outubro, 2017

CASALS, Irene Maria Ricou - UM JOVEM HERÓI D'ÁFRICA : Eduardo Nuno Ricou Casals. Prefácio do Rev. P.e Nuno Archer, S. J. Porto, [s.n. - Tip. Colégio dos Orfãos], 1964. In-8.º (16,5 cm) de [2], 55, [1] p. ; [1] f. il. ; B.
1.ª edição.
Resenha biográfica em comovedora homenagem a Eduardo Casals, piloto-aviador português, abatido em Maio de 1963 nos céus da Guiné durante uma missão de bombardeamento. A autora - Irene Casals - é sua mãe. O final do livro é preenchido com testemunhos de camaradas de armas do malogrado piloto atestando a sua amizade e patriotismo.
Opúsculo ilustrado com dois retratos do biografado, um deles em extratexto.
Exemplar brochado em bom estado de conservação. Capas ligeiramente oxidadas.
Raro.
Indisponível

26 março, 2015

NA TERRA DOS FELUPES. [S.L.], s.n.], [s.d.]. In-4.º (24,5cm) de 6 f. ; il. ; B.
Conto infantil manuscrito, sem indicação de autor.
Ilustrado com bonitos desenhos coloridos.
"Naquela manhã quente, manhã de Africa, na terra dos felupes o Joãozinho sentia-se o protagonista dalguma das aventuras que lêra nas A.B.C. - Zinhas que a mamã lhe tinha dado. O rei da selva, e porque não?"
(excerto do texto) 
Felupes 
"Povo autóctone da Guiné-Bissau. Os felupes são um grupo étnico, sub-grupo dos Diolas e que compreende as populações existentes no Sul de Casamança e São Domingos na Guiné-Bissau, isto é, entre o Rio Casamansa e o Rio Cacheu. Os felupes dedicam-se além da pesca, à cultura do arroz, da mandioca e da batata-doce.”
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação. Capas com defeitos; margens apresentam danos e manchas de humidade. 
Muito invulgar.
Indisponível

04 janeiro, 2012

[SILVA], João Augusto - ÁFRICA : da vida e do amor na selva. Lisboa, Edições Momento, 1936. In-8.º (21cm) de 181, [9] p. ; il. ; B.
1ª edição.
Episódios de caça grossa, do quotidiano na selva e da interacção com as gentes e os animais na Guiné.
Ilustrada com 5 colagens - 4 fotos e 1 auto-retrato do autor.
Obra galardoada com o 1.º lugar no X Concurso do Prémio de Literatura Colonial da AGC, em 1936.
"Contam-se seis anos em que embarquei em feio vapor encarvoado, com destino a África, decidido à vida aventurosa no sertão sob o céu dos trópicos..." (excerto da introdução)
Exemplar brochado em bom estado geral de conservação; restauro de amador na lombada; assinaturas de posse no rosto; rasgão na contracapa, sem perda de papel; capas oxidadas.
Invulgar e muito apreciado.
Indisponível